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sábado, 15 de dezembro de 2012

LÁZARO

Picture: Raising Lazarus by Carl Heinrich Bloch (1834/1890)
A ansiedade tomara conta daqueles corações. Havia sempre a indagação do motivo por que ele se demorava tanto a atender ao pedido dos amigos.
O mensageiro voltou sem ele, apenas confiante na expressão de seu rosto sereno e tranquilo.
Dois dias após o comunicado do convite, o Mestre demandou à Betânia, próximo a Jerusalém, onde Lázaro estava inumado.
Quando ele chegou, Marta e Maria, as irmãs de Lázaro, aflitas, lamentaram-se, em copioso pranto, da ausência de Jesus, aludindo que se ele lá estivesse o fato não teria ocorrido.
O Mestre consolou-as dizendo que Lázaro apenas dormia e logo despertaria.
A letargia era de longo porte, passados quatro dias sem qualquer sinal de vida aparente. Fez-se uma pausa. Marta, sempre ocupada nos afazeres domésticos, agora recebendo as condolências de parentes das cidades vizinhas, voltou à presença do Mestre. Reunidos todos os familiares, Jesus disse-lhes que se cressem, veriam a glória de Deus.
No momento de uma pausa à reflexão da gravidade do acontecimento, o Mestre se dispõe a um gesto de meditação e expressou: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que tu me enviaste”.  (96)
(96 e 97) LUCAS, 11:41 e 42
A seguir, volvendo o olhar para Lázaro, na arca mortuária, disse: “levanta-te e anda”. Impulsionado pelo magnetismo salutar, Lázaro desataviou-se das ataduras que cingiam seu corpo, começou a andar, em obediência às palavras recebidas. Diante dos fatos consumados, permaneceram na memória de todos ali presentes as palavras pronunciadas por Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”.  (97)         
(96 e 97) LUCAS, 11:41 e 42
A versão poética de Fagundes Varela, inspirada na Bíblia, narra os acontecimentos em Betânia, onde Lázaro dormia e não  sonhava:
“Vêde o quanto o prezava o grande Mestre! –
O povo murmurou. – Erguei a lousa!
Erguei a lousa que seus restos cobre!  –
Ordena o Senhor aos circunstantes.
Numerosos então, – erguei eu mando!  –
– Senhor!... já quatro dias decorreram
Depois que faleceu, fétido cheiro,
Cheiro de podridão exala o corpo,
Talvez coberto de asquerosos vermes!
Deixa que se consuma! – disse Marta.
– Não duvides, mulher, a fé sincera,
Abre do céu as portas luminosas!
Eia, vós outros, levantai a lousa!  –
Com soberano gesto ordena o Mestre.
Num volver d´olhos, a pesada pedra,
Rangendo sobre as bordas do sepulcro,
Descia ao chão da gruta funerária,
E à luz vermelha de fumoso archote
Que Maria acendera, muda, horrenda,
Como a garganta de tartáreo monstro,
Cheia de sangue e de polutas carnes,
Mostrou a tumba escancaradas fauces!...
A seu eterno Pai volveu-se Cristo
Neste instante solene: – Padre, Padre
Por me haveres ouvido eu te dou graças!...  –
Depois, erguendo a mão sobre o sepulcro,
Essa mão invisível que aplacava
As convulsões do mar, do céu as iras,
Resoluto bradou: – Ergue-te, Lázaro!   –
Abalaram-se os rígidos penedos
Com terrível fragor! O chão lodoso,
Talvez movido por secreta chama,
Tremendo se fendeu! Correu nos ares
Uma listra de fogo, e à luz sulfúrea
Que rápida aclarou a funda gruta,
Viu a gente mover-se o branco espectro
Do desgraçado moço de Betânia,
Firmar as mãos nas bordas da jazida,
Sacudir o sudário, abrir os olhos,
E entrar de novo na mansão dos vivos!...
Como negar a esplêndida verdade?
Rejeitar o prodígio? O povo humilde
Sentir passar o hálito do Eterno
Por aqueles rochedos, prosternou-se
Aos pés de Deus que os mortos animava,
Bendisse a Cristo, a aurora do Evangelho.”    (98)    
(98)   FAGUNDES VARELA, L. N. – in Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – poema – Canto VI – Capítulo  III, IV, VII – pp. 188, 191, 194, 195, 196 – Livraria Imperial – 1875 – Rio de Janeiro – Acervo:  Academia Brasileira de Letras.
Ao recordar o clima de aflição em que estavam mergulhadas as irmãs Marta e Maria, pensamos que a mudança do estado de vigília para o de sono letárgico preocupa muitas pessoas, até hoje em dia. O estado de coma é realmente preocupante. 
Nas horas da incerteza, o homem fica aflito, sem saber agir, de imediato. Ele vai aguardando os fatos esclarecedores que lhe  clareiam a visão. Essa espera flutua na oscilação do seu  equilíbrio, diminuindo sempre nos momentos em que oscila  para a fase oculta.
É preciso saber confiar nas leis do equilíbrio que nos envolvem como os ventos das montanhas suavizando os vales, como  também os ventos que passam pelas flores trazendo o  perfume.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MANHÃ EM JERUSALÉM


Picture: Jesus wrote in the sand by Carl Heinrich Bloch (1834/1890)
Um clima suave espalhava-se diante de uma pequena multidão reunida ao lado direito do templo. As vibrações amorosas de sua voz dulcificavam o coração de todos ali presentes como se fossem o prelúdio das sinfonias.  
O amor era pregado na beleza original que se revelava num olhar doce e brando que, num primeiro contato, parecia ser de uma criança e, num instante mais profundo, na atitude dos grandes profetas.
Apenas em sua placidez meditativa já conseguia reunir, em grupo homogêneo, todos que estavam presentes à sua volta. O amor se espalha como aroma de lavanda campesina, envolvendo tudo ao redor.
Mas, numa radiosa manhã em Jerusalém, esse manto diáfano de vibrações foi rasgado pela precipitação de outro grupo de pessoas que se dirigira em direção de Jesus e seus discípulos.
A pequena multidão que o ouvira antes, vendo o tumulto que vinha à sua frente, aos poucos foi se dispersando.
Uma jovem mulher ia à frente, fugindo à fúria implacável de seus acusadores e carrascos. 
O grupo, que a empurrava era impiedoso e perverso, não tivera oportunidade de ouvir as palavras que descortinam os panoramas íntimos de comovente beleza. Quem sabe se tivesse chegado ali uma hora antes tudo seria diferente?
Os escribas e fariseus apresentaram a Jesus a mulher de vestes esfarrapadas e perguntaram-lhe a sua opinião a respeito da acusação de que ela era vítima.
Um silêncio se fez presente. O clima ficou mergulhado na expectativa. Um instante depois, a resposta veio revestida de misericórdia, alicerce onde se estrutura todo Evangelho de Jesus, com ressonância aos dias atuais.
O Mestre olhou de relance a mulher ultrajada e, inclinando-se, sensibilizado, escreveu na areia traços de desenhos que lhes despertassem a atenção.
A resposta imediata do Mestre criaria embaraços naqueles que cultuavam a aspereza da lei de Moisés que determinara pena  de morte à mulher adúltera. Era, de certa forma, a lei do talião,  não obstante César atribuir a Roma o direito sobre a vida de seus súditos. A Palestina, como sabemos, estava naquela época sob o domínio do império romano.
Era época de celebração de data importante no calendário judeu. As festas das tendas criavam uma disposição coletiva à tolerância. Eram dias em que se comemoravam a saída do Egito, a passagem pelo deserto onde se abrigavam sob tendas e a chegada triunfal à terra prometida.
Justamente nesse clima totalmente favorável, os ensinamentos do amor, testados numa das provas mais difíceis, seriam revelados como mensagens inesquecíveis.
Como houve insistência do grupo, a resposta veio clara e cristalina como as águas que se derramam das fontes: “aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar  uma primeira pedra...”  (85)      
(85)   JOÃO, 8:7 
Relata ainda o evangelista João: “quando ouviram isto, foram-se retirando um a um, a começar pelos mais velhos”, até que ficou  só Jesus e a mulher no meio onde estava. Depois da saída de  todos, pôde o Mestre fitar os olhos aliviados da mulher considerada adúltera pelos acusadores, e disse em tom  mergulhado em melodia de ternura: “mulher, onde estão eles?   Ninguém te condenou?”   
  “Respondeu ela, ninguém, Senhor. Disse Jesus: Nem eu também te condeno. Vai e não peques mais.”  (86)     
(86)   JOÃO, 8: 9  a  11
A respeito da pena de talião, vejamos a opinião do eminente jurista Luís Ivani de Amorim Araújo (1923/2007), professor de Direito Internacional da UNICAN – Universidade Cândido Mendes, a quem, nos idos de 1995, sucedemos no cargo de presidente da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil: 
“O Jus Talionis foi, não há a negar, consequência do descomedimento de vingança privada. No talionar alguém surge equivalência entre o dano e a reação.    
5. Os costumes evoluem e o talião é substituído por uma indenização  paga à vítima ou aos seus  familiares.”  (87)
(87)   LUÍS IVANI DE AMORIM ARAÚJO – in Do Julgamento e da Pena nos Sistemas Jurídicos da Antiguidade, p. 5 – BVZ Edições Comércio e Representações – 1993 – Rio de Janeiro–RJ.
Outro jurista de renome, Aliomar Baleeiro, no estilo em que  sobressai amenidade e leveza, se expressa:
“Os bons Códigos não matam, nem paralisam o Direito, não o esterilizam nem ancilosam. Nascem e crescem em ramos e brotos novos, como as árvores sadias em cada primavera.”  (88)
(88)   ALIOMAR BALEEIRO – in Revista Forense 181/9 – Apud Discurso proferido pelo ministro Xavier de Albuquerque, em 21/maio/1975, no Supremo Tribunal Federal, publicado sob o título “Aliomar de Andrade Baleeiro”, p. 27, pelo STF – Departamento de Imprensa Nacional – 1975 – Brasília – DF. – Francisco Manoel Xavier de Albuquerque, advogado do Banco do Brasil (1952 a 1972), presidente do Supremo Tribunal Federal  (16/2/1981 a 21/2/1983).  
O assunto evangélico versa sobre a mulher adúltera. Com a evolução dos costumes, hoje o adultério, no Brasil, não é mais crime.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

AGORA OU NUNCA


Surge a reflexão agora ou nunca.
A agitação se expressa nas mudanças. A vontade de ver e sentir novos rumos vem forte como os ventos da tempestade.
As coisas do passado se desgastam e se anulam diante das forças que surgem modificando caminhos. É a transmutação dos tempos – reflexos que se vestem de novas roupagens.
A vida é sempre única, embora suas manifestações tenham      uma variedade infinita de concepções. Risos e dores, ternura e aridez de sentimentos se misturam renovando paisagens íntimas.
Quantas vezes, embalada pelas emoções, a criatura humana aguarda e anseia aquilo que vem completar seus sonhos? Não lhe será surpresa a chegada da claridade que dissipará o orvalho das madrugadas.
Mas o crescimento das formas e conteúdos necessita de um  tempo adequado. Por mais sublimes  que sejam os sonhos, sem a hora de chegada permanecem em suas nascentes sagradas.
Este é o segredo dos sábios que se sacrificavam diante de multidão de pessoas ansiosas por mudanças imediatas, sem observar a perenidade dos ideais. O Monte das Oliveiras foi o cenário mais comovente do silêncio.
A agitação humana crepita sem cessar, como se fosse um enxame de abelhas ao redor da flor. Todos querem se alimentar para produzirem o mel. É natural.
Diante de tantas necessidades no campo do sentimento, o homem busca aproveitar a hora no meio da agitação coletiva que se espalha em todos os lugares.
Não há tempo a perder, o momento é agora ou nunca.
Quando surge a oportunidade para completar os planos de  grandeza transcendental, ele coloca acima de tudo seus  esforços sem medir sacrifícios.
É por isso que vemos em muitos lugares as causas nobres defendidas por pessoas que passam influenciadas pela agitação humana. Mas, no íntimo, possuem a placidez dos oceanos em tempo de calmaria.
Há uma atmosfera de convite pairando no ar. Quem pode ajudar esta humanidade ameaçada pela destruição de valores?  Os ensinamentos das religiões nascidas do amor são importantes.
O convite é coletivo. Todos podem entrar na luta de recomposição daquilo que está sendo destruído: os rios, os mares, as matas, a camada solar e o próprio reino humano onde pessoas adquirem aspectos de animais selvagens.
E o amor? As galáxias se movem em círculos matemáticos espalhando mundos que se agitam na beleza da forma e do conteúdo desconhecidos pelo homem. Há uma combinação de elementos que formam reinos infinitos que se interligam em  escalas evolutivas atestando o crescimento da vida.Mas o homem, cego em sua cultura sem amor, não percebe a necessidade de se harmonizar com os outros reinos da Criação.
Mesmo indo e voltando para refazer caminhos, ele necessita acompanhar, neste final de ciclo planetário, que se estende nos albores do século XXI, o ritmo que vem das estrelas, sentido pela mulher hemorroíssa ao tocar a túnica inconsútil e pelo próprio Lázaro, adormecido nas amarras mumificadas, depois acordado, a fim de entender a realidade transcendente que a  todos envolve.
Permaneçamos sempre atentos à mensagem inspiradora do amor revelado por Jesus, a fim de que possamos ter vida, além da vida perecível da matéria, cheia de irradiações luminosas que possam iluminar os passos daqueles que nos pedem ajuda.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CAMINHANTES DO VALE

Tudo se agita. A vida está presente em tudo. Desde os elementos microssômicos até os infinitos corpos celestes, há o júbilo do existir, sem interrupção alguma. Por que haveria o homem, que já vislumbra a sua realidade imortal, ficar detido diante dos acontecimentos que lhe servem de aprimoramento?
A cada dia, vemos fatos alterando as condições de vida do homem. Parece dolorosa a perda de algo, mas terá a certeza de tudo que lhe convém? Isto somente é possível se houver uma ligação  com  os níveis superiores de consciência que são canais onde a sabedoria  se manifesta  explicando as causas.
O segredo de viver bem é aceitar a vida em tudo aquilo que ela se nos apresenta. Agradável ou desagradável são circunstâncias que têm valor. Uma denota algo completo, a outra algo por completar.
O nosso roteiro de vida é o fluxo dos acontecimentos que nos dizem respeito. Que adianta lutar contra a vida que elaboramos  com os pensamentos! Quem pode deter o tempo que traz situações inexoráveis que teremos de passar?
A revolta, a reclamação, comuns nos dias que vão ficando para  trás, denota o desconhecimento daquilo que nos pertence, pois a vida nos responde aos apelos, nas situações exatas do que somos e temos conosco.
Não adianta se revoltar contra os ventos que espalham o fogo, as águas das chuvas e dos rios que alagam cidades, povoados e vegetação.
Se o homem tivesse o conhecimento da realidade da vida, não teria desencantos, simplesmente a aceitaria sem palavras de inconformação.
Quando se critica o efeito, sem conhecer a causa, há uma perda de oportunidade de refazimento interior que seria capaz de mudar a situação aparentemente desagradável.
Enquanto isso, o homem vagará, de obstáculo em obstáculo, à  procura de sua riqueza maior, a única que lhe dá certeza de  que não se afligirá diante dos fatos conturbados.
Se o nascimento no plano físico é doloroso, o nascimento para o mundo interno é ainda maior, pois a ilusão das aparências o agarra com todos os tentáculos de um prazer que, mais tarde,  reconhecerá fugaz, pois não estará mais em suas mãos,  deixando nele traços de desolação.
Diante de um clima de revolta e inconformação, deixado por pessoas que passam por nós, não devemos temer mal algum. As situações que criaram, num momento de descrença, são  ondas se desmanchando em véus de espuma.
Devemos agradecer tudo a Deus e muito cuidado com o que pedimos, pois os apelos puramente transitórios podem ser convertidos em situações que iremos, mais tarde, reclamar, pondo culpas no Governo, no vizinho ou nos amores que nos levam à paixão ou à decepção.
Confiemos no nosso trabalho de ligação com os ideais superiores da vida, a fim de que, em pouco tempo, possamos apreciar  nas  montanhas  as  lutas  dos caminhantes  do  vale.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MÁGICA BELEZA


Cada pessoa humana tem uma característica que realça o seu viver. Umas se fazem conhecidas pela bondade, outras pela energia do caráter quando a vida lhes coloca tarefas de orientar grupos sociais.
E assim por diante, uma grande variedade de atributos caracteriza todas elas, umas diferentes de outras.
Quando descobrimos as tendências fortes de nossa individualidade, que nos marca a passagem nos círculos sociais, vemos nos outros a repercussão que nos é devolvida,  na intensidade em que as emitimos.
Sorrisos alegres e expressões de solidariedade são marcas indeléveis que registramos com grande emoção, pois nos estimulam a prosseguir na caminhada que buscamos.
 Tristezas e decepções alheias são manifestações daqueles que ainda não compreendem a extensão da mensagem de que  somos portadores.
Mas, nesses casos, entreguemos a Deus o cuidado que eles merecem, convictos de que um dia, assim como o sol nasce  todos os dias, sentirão a luz interior a iluminar-lhes numa   festa de júbilos.
Tudo é alegria na Criação. Os pássaros são os portadores  dessa alegria em trinados que repercutem nos lugares por   onde passam.
A expansão da harmonia, atestando a grandeza de tudo  que nos envolve, chega a todos os seres nos mais distantes   recantos onde se encontram.
E por onde o homem vai, na cidade e no campo, em terra  firme e em águas navegáveis ou, ainda, nos espaços a céu aberto, há a presença de algo superior à condição humana que lhe desperta um êxtase de contentamento, demonstrando que a vida é um incessante movimento de alegria.
Esse movimento, mágica beleza, que nos cerca, atinge a todos em comunhão perene, embora haja ainda a relutância dos desalentados em aceitá-lo. Mas tudo tem a sua hora.
Cada gesto nosso obedece ao mecanismo dos impulsos que nos chegam para completar as circunstâncias que nos são próprias.
O passado, o presente e o futuro formam o destino, o tempo que nos cabe por direito natural dentro daquilo que vivemos. Entender o destino em apenas um tempo seria desconectá-lo das fases que se completam.
Na compreensão dos desígnios superiores à nossa condição humana, temos, a cada instante, a oportunidade de reconhecer o momento precioso que a própria vida nos oferece.
Os amores reconhecem seus laços de ternura e êxtase, os  artistas os meios que os atraíram à arte, os operários anônimos  a exclusividade do nome que pertence à marca, à fábrica e aos   revendedores.
Quanto tempo o homem gasta para se identificar com a sua vocação! Há muitos interesses em jogo. Nas áreas em que avista lacunas a serem preenchidas, o chamamento é inadiável, mesmo considerando que tem de se afastar dos campos que  vinham sendo trabalhados com esmero.
É nestes instantes que se vê a renúncia realçada em lugar de destaque, acima de todos os empreendimentos já realizados. E, como a luz, o homem que busca atingir a plenitude, tem de  irradiar seus feitos em todas as direções.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CASAMENTO BRANCO


Assistimos ao surgimento de um novo relacionamento de casais – casamento branco – destituído de união estável, onde se caracteriza a falta de realização de um acervo comum, mútua assistência, e afectio maritalis. Para muitos, sexo e amizade, ou amizade colorida.      
As madrugadas de lua cheia são encantadoras. Orvalhos de  prata são derramados numa luz suave. O clima de ternura envolve-nos numa doce magia.
Mas, nos primeiros raios do sol, vemos desvanecer a luz suave  da lua com os ruídos das pessoas que buscam o trabalho nos  lugares onde passam várias horas seguidas.
Depois, à noite sentem necessidade de voltar ao lar, onde a vida afetiva as espera para recompor carências e ampliar horizontes já plenamente ocupados pelos sentimentos de amor.
Sugestões de encantos enlaçam-nos de mil modos. A mulher é  sempre a mensageira da vida. O poder de sedução que ela possui é superior às armas dos guerreiros que conquistaram  espaços no campo social e político.
Basta um olhar, um sorriso, um jeito no andar e sacudir os cabelos, os meneios de seios para comover quem a aprecia. O convite ao amor, que a mulher inspira, vem suave como a luz das madrugadas de lua cheia.
Nos sonhos cor-de-rosa, vê alguém que lhe possa valorizar a  sua alma humana e inquieta que precisa se acalmar para  perceber a influência do plano mais sutil onde mora a beleza.
Assim como a rosa foi criada para espalhar perfume, o corpo feminino leva-nos a emoções onde o coração vai à frente. Seria pequenino demais limitá-lo apenas às sensações dos sentidos. A energia dos sentimentos sublimados ultrapassa fronteiras que limitam os espaços físicos.
O amor percorre o mundo em núpcias dançantes, renascendo as flores que se multiplicam em florestas, aumentando a população de nações e mundos desconhecidos. No céu bilhões  de olhos iluminados fazem a festa das galáxias em fenômenos  indescritíveis.
Sem perceberem o movimento que distribui a beleza dos planos mais sutis, os casais que levam a vida em comum longe do  amor – casamento branco – vão sentir algum dia, em algum  lugar, a vontade de amar.
Sabemos que há beleza inefável que vem das esferas resplandecentes como o sol que se reflete na lua derramando  orvalhos de prata e na harmonia sincronizada dos anéis de  Saturno com dezoito luas conhecidas a iluminar aquele planeta  em noites alaranjadas, azuladas, cores de poente e das  madrugadas que anunciam uma luz maior.
Quando sentimos as sugestões que embelezam a vida, ficamos  mergulhados no Universo como a gota de orvalho que cai no oceano sem a necessidade de aparecer porque o  importante é o fluxo das energias que a movimenta.
Ciclo de mudanças é normal num mundo que se desgasta em experiências devastadoras. A degradação social ganha espaços  quando não há atenção para a harmonia que vem da  natureza.
Com receio de encarar a realidade que o infelicita, o homem  busca evasivas e fugas que o iludem em momentos  passageiros. A falácia de uma posição social, passageira nos valores que se alteram, não é aceita em nenhum instante. A ilusão lhe traz um prazer mórbido, com reflexos em doenças e sofrimentos.
No clima anunciado em cartazes e propaganda que estimulam os usuários a práticas consideradas aceitáveis, todas as camadas sociais sofrem-lhe o assédio. O fumo, o álcool, a droga, o sexo em desalinho, que aviltam a dignidade humana, se movem nesses espaços.
Quando os adolescentes despertam para a vida conjugal encontram o meio infestado de vícios e distorções que lhes dificultam a escolha de uma companheira que ainda não se contaminou.
Nesse aprendizado difícil, a valorização daquilo que há de vir, tem um sentido amplo de grandeza que somente quem passou por isso sabe o quanto é grandioso.

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domingo, 9 de dezembro de 2012

TUDO PASSA


Na transitoriedade de todas as coisas, buscamos aquilo que irá permanecer como lição. Tudo passa, os costumes de hoje que irão se modificar nas exigências de novos tempos, situações de instabilidade nas áreas pessoais, coletivas e até mesmo planetárias.
No momento em que se fala tanto em dinheiro, numa agitação como nunca antes, o destino de um povo leva-nos a refletir sobre suas necessidades, pois vemos ainda a grande maioria das criaturas humanas ter uma preocupação  descabida  acerca  dos problemas materiais.
Quando vemos pessoas aflitas e inconformadas diante da realidade que lhes tirou alguns sonhos de consumo, emitimos pensamentos que possam lhes ajudar a encontrar forças para viver. 
Vêm-nos a ideia que cria fulgurações de beleza imperecível.  Onde está o amor, o arco-íris, o perfume da flor, o beijo, a ternura da mulher, o sorriso da criança?
Todos nós estamos envolvidos com as oportunidades que nos possibilitam sorrir, distribuir ânimo e esperança àqueles que, no momento, estão muito preocupados com o destino de suas  economias e aquisição de bens de consumo.
Como tudo se interliga, a experiência deles vem enriquecer a nossa existência, assim como o soluço de uma criança entre os familiares e o suspiro de quem passou pelo perigo junto àqueles que o acompanham.
Ninguém está só como também nenhum povo está entregue ao acaso. Há forças mentais de comunidades inteiras vibrando para que o clima de renovação se mantenha sobre aquilo que precisa ser renovado.
Aliás, as forças vivas que se espalham na natureza, como as chuvas, os rios, as tempestades e os alvoreceres de luz, seguem subordinadas às condições que as fazem surgir.
Assim são os homens, ligados aos interesses de sua evolução, andam por caminhos que mudam de paisagens, ora amenas ora um pouco menos do que foram antes, mas todas importantes.
Sem esquecermos do valor do dinheiro que mantém a nossa existência física, cultivemos os recursos que nos dão a estabilidade emocional.

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sábado, 8 de dezembro de 2012

CLIMA DE RENOVAÇÃO


A presença diáfana de Jesus, nas cercanias da cidade de Emáus, transmite um clima de renovação.
Em todos os instantes, temos oportunidade de expressar nossos sentimentos diante da comunidade em que vivemos. Cada um tem uma mensagem que identifica a sua postura diante da vida.
Os cenáculos de cultura e as reuniões de estudo acerca do homem proliferam a cada dia mais. Há movimentos estimulando a conquista de valores da espiritualidade que  estão em todas as artes e ofícios, variando sempre a forma de  aprender e ensinar.
A conduta humana sempre mereceu destaque nos estudos dessas associações beneméritas. Cada uma traz uma modalidade específica de conduzir seus trabalhos que visam o bem-comum.
Como temos de percorrer os caminhos que a vida nos oferece, visitamos alguns lugares, deixando a nossa   contribuição para aqueles que têm necessidade de obter uma  informação correta daquilo que veem por outra ótica.
Nessas comparações de trabalho educativo, todos que  participam, com ânimo firme, aprendem a se localizar no lugar  onde seus merecimentos apontam.
É comovente observarmos as ligações de pessoas de trabalhos intelectuais diferentes se unirem com o propósito de buscar uma solução a tantos questionamentos da vida moderna. É necessário que esses grupos de estudos se sobreponham diante daqueles que passam aturdidos e  inconformados com seus destinos.
A renovação de ideias e atitudes coletivas é necessária nos  dias de hoje, onde o clima das aparências enganadoras invade muitos lares, destruindo-os, dispersando os casais, tentando desestimular os filhos que acreditam nos pais envolvidos com a  separação.
Todos respiram no clima em que vivem. Se há placidez  nos lugares ermos, há também tumulto nos ambientes repletos de pessoas que se chocam emocionalmente.
No campo social há interesses gritantes de conquista que repercutem nos movimentos de greve e protesto. No mês de  maio/2009, no centro da cidade do Rio de Janeiro, uma greve inusitada: grupos de mulheres ostentando cartazes: “Eu quero namorar.” Mas, acima de tudo que se agita no plano humano, está o reajuste harmonioso da lei de causa e efeito, revestido dos desencantos sociais. Se há carma para todos os      desencantos, por que não haveria carma para a solidão?
Se cada um buscasse a compreensão do seu roteiro de vida, certamente o encontraria, sem alarde, para não prejudicar a busca do próximo que com ele convive.
Se há um movimento dissipando as vibrações amorosas, por que não haveria outro que agisse em direção contrária,  onde o bem deve prevalecer?
Disseminemos a semente germinante e deixemos que o tempo árido desvaneça as ervas daninhas que impedem a  floração de roseiras no jardim.
Jesus Cristo é o nosso modelo de conduta.
Com Jesus não tem carma nem solidão. É a vitória do amor.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ÍDOLOS

No decorrer dos séculos, o homem sempre procurou ídolos que lhe servissem como protótipos de sua conduta.
Havia nele uma necessidade de confirmar, junto aos seus mestres, as informações que lhe chegavam nas ondas da    inspiração. Oriundas de um plano superior à matéria, submetidas a leis que incorporam a harmonia do Universo, não precisariam de averiguação para atestar sua veracidade.
Nas esferas do sonho, o homem criou a mitologia, impregnada de deuses e ídolos superiores à sua condição humana. Nas áreas da realidade tangível, fez tronos, tribunas e pódios para personagens que se destacaram no mundo das ciências, artes e competições diversas.
Temos que reconhecer a contribuição valiosa que muitos deixaram no progresso mundial. Mas, ao lado do trigo, muito joio cresceu de maneira vertiginosa. Daí, a cultura do medo deixada por ilustres personagens sociais que tinham poder de domínio na educação dos povos.
A ética, que se alimenta dos códigos inspirados nas religiões e nas doutrinas do comportamento humano, sente-se abalada ante à realidade dos costumes de uma sociedade que busca novos rumos.
O homem se esqueceu de pensar na sua realidade transcendente e transfere aos seus companheiros de luta todo o questionamento do seu viver.
No passado, num recrudescimento do sentido religioso, o sacerdote tinha um papel maior, de confessor. Hoje, numa roupagem mais sofisticada, o psicanalista, o astrólogo e outros intérpretes de ciências ortodoxas e esotéricas são procurados, com bastante frequência, como se a resposta estivesse fora do alcance do consulente.
É necessário que o homem pare de buscar aquilo que não lhe  diz respeito. A moda atual é procurar os mais exóticos meios de se descobrir, através de terceiros. É o mesmo que alguém fosse a uma loja e pedisse um componente mecânico, sem saber para qual tipo de máquina  é destinado.
É claro que a ajuda de pessoa qualificada é sempre valiosa. Mas se o homem soubesse que dentro dele estão todas as respostas daquilo que deseja saber, sem dúvida seus passos teriam outra  direção.
É tão fácil o autoconhecimento. Basta se concentrar e deixar que sejam dissipados todos os pensamentos de preocupação da vida material. Depois, confiar nas leis do equilíbrio que estabelecem a igualdade das forças homogêneas, mantendo um clima de tranquilidade para aqueles que se encontram tranquilos.
Nos estágios de crescimento espiritual, é concebível admitir-se a existência de ídolos que despertem os sonhos e as realizações de desejos infantis. Mas chegará um dia – qual criança que se torna adolescente – seus brinquedos serão abandonados.
Todos os ensinamentos que visam o despertar da realidade imortal do homem têm um valor muito grande. Este é o trigo da  parábola do amor-não-amado por aqueles que estão sufocados  pelo joio de todas as informações que inspiram o medo.
       Se o homem soubesse, ainda, que a sua semelhança com o Criador é feita pela imortalidade da essência implantada em seu ser mais profundo, veria em tudo a vida resplandecer. Numa comparação análoga, a semente é o homem buscando ídolos, a árvore é o homem que já se identificou, dentro do mérito de seus atos, como filho do Universo.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SINAIS DOS SONHOS

Quando o homem vislumbra os sinais dos seus sonhos, no meio de tantas dificuldades, ele segue adiante sem temer o futuro. E  aonde for preciso ir, ele vai.
Para converter uma ideia subjetiva em objetiva, ele encontra  um desafio que ameaça tudo aquilo que tenciona pôr em prática. Depois de ter vencido o primeiro, outros perigos passam a ser para ele uma rotina cíclica a que já se acostumou.
No transcurso do seu caminhar, desce, sem decair, para preencher lacunas em cenários que lhe dizem respeito.  Igualmente, ele se completa quando se associa ao espaço que lhe é reservado pelas forças da atração que regem o mundo das formas.
Como no fluir das águas, a energia dos sonhos, que nasce n'alma, surge com força de expansão. Não se detém ante uma descida e prossegue preenchendo as depressões que encontrar.
As cachoeiras são grandes saltos encobrindo abismos. Quando   a água desce, na integridade de sua forma e conteúdo,  prossegue em níveis mais abaixo beneficiando as searas.
Assim é o homem nos seus passos em direção das paisagens amenas. Somente nas áreas onde espalhou benefício, como as  águas, pode ver um dia os frutos surgirem.
A ideia de que devemos ficar isolados diante da agitação humana,  com  receio  de  ficarmos  confusos, é a mesma que se pode ter de águas represadas num pântano. Mesmo nessas circunstâncias, a vida prossegue criando musgos, liquens, parasitas e micróbios que enriquecem a flora.
Como o homem já atingiu uma fase de crescimento que não dá  mais para se fixar unicamente nas regiões parasitárias, ele  ergue os olhos e vê que a natureza é muito mais.
A ideia, que vem dos seus sonhos, entra em atrito com o  mundo objetivo onde vive e, mesmo assim, sente que é preciso  sonhar, como a água correndo que “sonha” alcançar as searas.
Ninguém pode deter a verdade. A verdade está fragmentada em todos os setores da vida humana, não é apenas religiosa. A busca é normal a todos que não a encontram. Nesse fluxo, no caminho da perfeição, total ou restrita, estamos todos nós como águas correndo para o destino dos ciclos que se renovam.
Quando percebemos a natureza de que são feitos os nossos sonhos, todas as ameaças, desafios e perigos são ultrapassados porque ficaram em seus lugares e nós continuamos a caminhada.
O mundo inteiro está imantado na força da evolução. Aqueles que a percebem, dentro de si, prosseguem confiantes de que tudo que lhes acontece, agradável ou aparentemente desagradável, tem um objetivo estimulando seus passos.
No longo trabalho interno que faz para montar a ponte do consciente ao inconsciente, onde o sonho tem o seu reino, alinhando os níveis de sua personalidade (corporal, mental e  espiritual), o homem vai descobrindo o que lhe interessa em   termos definitivos.
Dúvidas e receios que ele criou, estimulado por uma educação voltada ao presente, aos poucos vão criando consistência em obstáculos por que terá de passar. É, em outras palavras, o impulso para decifrar a lendária inscrição da esfinge egípcia que tem profunda identificação com o atavismo que a fera em nós  busca devorar.
É por isto que o sonho, que nasce das fontes límpidas, deve prevalecer acima das sugestões alheias que se voltam ao reino  das emoções. O sonho é a vivência da alma num campo magnético onde não existem amarras do plano físico, exceto aquelas criadas em nossa imaginação ou nos hábitos a que nos acostumamos sem o conhecimento da verdade onírica, suscetíveis a desaparecer.   

Blog Fernando Pinheiro, escritor
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

REDIMENSIONANDO A NATUREZA

Quando a criatura humana sente um impulso forte que a desperta para as realizações íntimas, um novo alento lhe acrescenta à alegria de viver.
A partir daí, todos os instantes passam a ter uma importância muito grande. Planos a executar são elaborados com precisão, com detalhes que enriquecem o objetivo principal.
O ideal, sublimando a vida daquele que conduz a arte, desvanece todo clima de adversidade como a luz a escuridão.
A sublimação dos desejos cria espaço ao ideal que se manifesta beneficiando aquele que o fez brotar dentro de si.  Muitas vezes, basta uma pequena demonstração de uma qualidade nobre de um companheiro de jornada para que o estímulo à busca de novo ritmo lhe desperte rumos salutares de conduta.
A complementação da lacuna passa por várias fases e, dentre elas, há aquelas em que um ponto a mais é o suficiente para preenchê-la.
A exemplo da medida que marca os pontos a complementar a lacuna, devemos observar quais as pessoas mais suscetíveis de compreenderem a nossa linguagem de  simplicidade que elucida os problemas da vida.
Com existem várias escolas do pensamento, devemos respeitar todas as apreciações daqueles que buscam os caminhos para uma eficiente jornada evolutiva. Todos estão certos diante da realidade em que vivem. A sabedoria também se manifesta nas situações incompletas, pois não há mal algum se a semente ainda não tem condições de dar flores e frutos.
No ser humano o crescimento da vida se manifesta mais acentuado que nos conhecidos reinos inferiores da Criação. Isto porque o homem, através da inteligência, começa a deslindar os enigmas do seu caminhar.
Esta conscientização de um mundo cercado de maravilhas lhe dá uma responsabilidade muito grande porque assume o  papel de preservador da natureza.
Qualquer devastação dos elementos que o cercam, em processo de interação, traz consequências desastrosas que terá de passar. E não adianta desperdiçar energias reclamando contra o mau tempo, o azar das horas e outras expressões verbais que denotam sentimentos de vaidade e presunção.
Na compreensão dos recursos favoráveis à sua evolução, o homem, que já vislumbra que tem um ideal a cumprir, sente-se feliz em ser instrumento da arte e da beleza que a vida lhe oferece.
Quando o homem, então, compreende as possibilidades de ajuda àqueles que passam apressados em usufruir de uma ilusão fugidia, sente que eles têm o mesmo direito de participar das blandícias oferecidas pela  natureza, sem que pudessem   notar.
A natureza não é somente as paisagens que estão no ar, na terra, nas águas, mas também aquelas que envolvem o homem no seu campo mental e espiritual.
      A natureza humana é a única que tem condições de sentir, com    maior intensidade, as manifestações da luz e os movimentos que embelezam a vida. A natureza ao redor é o mais eficiente recurso que o homem tem para verificar esta verdade.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O ALINHAMENTO DAS PLÊIADES, SOL E LUA

     20 de maio de 2012 é o encerramento do ciclo do sistema solar que começou há 52.000 anos quando a civilização Atlântida foi iniciada na Terra, atualmente desaparecida. De 26.000 a 26.000 anos há mudança profunda no planeta, conforme dissemos na Apresentação da obra História do Banco do Brasil, de Fernando Pinheiro, disponibilizada ao público na internet pelo site www.fernandopinheirobb.com.br

No entanto, em intervalo menor, conforme escrevemos a nossa amiga Irina Orlova, 44, Rostov, Rússia, ocorreu eventos de proporções gigantes no final da Era do Gelo:
The close fly-by this unknown star at a distance of tens of thousands of miles would be enough to disrupt Teutonic plates of ocean floor: triggering the chain of volcanoes in the ring of fire, already heated, destabilize the Earth´s rotation around itself, with the pole shift. The result is the same already seen for eons of years, the end of the Ice-Age, which occurred the death of large mammals. Who has not heard of dinosaurs?
Não é necessário acreditar, porque acreditar é emoção e está dentro do plano mental. Este plano foi útil para a humanidade por éons de anos, mas será substituído pelo plano supramental, o eu superior, o ser etéreo que se liga à fonte. O nascimento de uma Nova Era, a Era de Aquário, a Era de Ouro.
Aqueles que têm dificuldade em compreender o que está acontecendo, recomendamos a ter a vivência em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
20 de maio de 2012 – O alinhamento das Plêiades, Sol e Lua – mudança de consciência planetária: a saída da dimensão trina dissociada e a entrada da quinta dimensão unificada. A mídia irá informar apenas o eclipse anular do Sol.
O grande vetor da transição planetária é esse astro desconhecido que se aproxima da Terra, visto em vários países, inclusive no Brasil, e será ocultado pela NASA até o último momento, daqui a alguns meses, quando será visto por todos.
Aqueles que já ascenderam à quinta dimensão unificada, mais de um bilhão do total de sete bilhões de habitantes do planeta, sabem que se trata de Hercóbulus, o astro que faz estragos por onde passa, inclusive recentemente no Sol que apresenta crateras e a mudança da parte central do círculo da cor amarela para a cor branca.
Esse astro é do nosso sistema planetário, ressaltando que a sua viagem elíptica vai também pelos caminhos de Sagitário. É oportuno confirmar o que dissemos anterior na crônica Transição Planetária:
No momento em que o sistema solar, que envolve a Terra, está mergulhado no grande oceano astral, a onda galáctica, a denominada camada de fótons ou cinturão de Alcíone, uma das sete Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se completa nos idos de 2012, e pela irradiação de Beltegeuse, estrela do trapézio de Órion, e confirmada essa irradiação pelos cientistas que a mencionaram de supernova, e o anúncio desde antes por Nostradamus (o retorno da luz pela seta de Sagitário), evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos sobre a realidade em que vivemos:
(...) Vale salientar a reminiscência antiquíssima da profecia: “Poderás impedir as delícias das Plêiades ou desatar os ligamentos de Órion? (Job, 38:31). Destacamos, uma vez mais, que a irradiação de Beltegeuse, estrela do trapézio de Órion, que chega ao planeta Terra, foi confirmada pelos cientistas que a mencionaram de supernova.
(...) É o parto da Terra. Não vejam o sangue ao redor. Vejam a luz no olhar de quem está nascendo.       

Blog Fernando Pinheiro, escritor