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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (X)


Vale assinalar os funcionários do Banco do Brasil que exerceram, na quarta década do século XX, cargos comissionados nas agências do Estado de São Paulo. Á época, o substituto do gerente era o contador [Revista AABB – Rio – 1935 a 1966; Almanaque do Pessoal – 1964]:

Bauru – SP – 1941 – Renato Werneck de Almeida Avellar, advogado, Audifax Borges de Aguiar, inspetor, Júlio Rodrigues Nóbrega, gerente, Adolpho Camargo Lima Júnior, contador.

Barretos – SP – 1944 – Nilo Medina Coeli, chefe–de–serviço (Creai), Cid Ney de Araújo Bretas, contador, Attílio Pisa, gerente, Waldemar Balalai, advogado.

Itapira – SP – 1947 – José Felisatti, gerente (posse no BB: 22/8/1934). Nos idos de 1964, gerente–adjunto da Agência São Paulo – Centro – SP.  

Piracicaba–SP – 1947 – David Antunes (posse no BB: 12/6/1916, apos. 1/8/1947), Carlos Neves de Carvalho (em 1957, subgerente da Agência Centro – São Paulo), Alexandre Valvano, gerente.

Pirajuí – SP – 1948 – João de Amorim Rêgo, contador (posse no BB: 12/10/1933, apos. 14/10/1963).

São Paulo – Agência Centro – SP – 1948 – Alcides da Costa Guimarães, gerente, João Pacheco Fernandes, inspetor.

Araraquara – SP – 1949 – Orandyr Braga Martins, contador.

Assis – SP – 1949 – Docandy Martins Vieira, contador.

Botucatu – SP – 1949 – Antônio Cabral Dória, advogado.

Catanduva – SP – 1949 – José Vieira de Mattos, gerente.

Itapetininga – SP – 1949 – José Zancul, gerente.

Ituverava – SP – 1949 – Luiz Natali, contador, Sylvio de Oliveira Fausto, inspetor, Cândido Máximo Balieiro Júnior, gerente.

Lins – SP – 1949 – Nilo Medina Coeli, contador (a partir de setembro/1949), José Soares Batitucci, gerente.

Lucélia – SP – 1949 – Eitel Gehre, contador.

Marília – SP – 1949 – Aldir Antunes de Freitas, contador, Eduardo Victório Malachine, gerente.

Matão – SP – 1949 – José Alcalde Erguy, contador.

Mirassol – SP – 1949 – Isnard da Silva Mello, gerente.

Monte Aprazível – SP – 1949 – Jofre Franco Bicalho, contador.

Nova Granada – SP – 1949 – Benedicto Paulo Pacheco de Almeida, gerente.

Olímpia – SP – 1949 – Núncio Montingelli, contador.

Orlândia – SP – 1949 – Narcizo Freire Lima, gerente.

Piraju – SP – 1949 – Benedito Pio da Silva, contador.

Pirassununga – SP – 1949 – Mário C. D´Elia, gerente.

Promissão – SP – 1949 – Waldomiro Machado d´Antonio, contador.

Ribeirão Bonito – SP – 1949 – Benedicto da Costa e Silva, contador.

Santo Anastácio – SP – 1949 – João Franco Arcos, contador.

Santos – SP – 1949 – Cândido de Azeredo Filho, gerente, José Antônio de Menezes, contador, Newton Nora Carrijo, encarregado da Fiscalização Bancária em Santos.

São João da Boa Vista–SP – 1949 – Fábio Pacheco Fernandes, gerente.

São José do Rio Pardo – SP – 1949 – Beda Siqueira, gerente, José Antônio Perrela, gerente (ocasiões distintas), Geraldo Aleixo de Oliveira, contador.

São Paulo – Agência Centro – SP – 1949 – Adão Pereira de Freitas, gerente, Renato de Abreu (posse no BB: 12/8/1925), contador.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (IX)


Nos idos de 1948, o Banco do Brasil cria a “Seção de Custódias”, oriunda do setor denominado “Cofre” que integrava a “Seção de Valores e Procurações”. Desde 1936, o depósito de títulos e valores, sob custódia, já existia [Revista AABB – Rio – 1948].

Nesse ano, o Banco do Brasil promove a apresentação da palestra “A influência do dólar na nossa civilização”, de Ruben Meyer (posse no BB: 31/8/1933 – apos.: 13/1/1964), proferida na Agência de São Paulo. A mesa dos trabalhos foi presidida por João Pacheco Fernandes, inspetor-geral em São Paulo [Revista AABB – Rio – 1948]. Nesse mesmo local da capital paulista (Rua Álvares Penteado, 112 - Centro), em 17/4/2001, é instalado o Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo.   

Em outro evento da época, na Biblioteca Municipal de São Paulo, Delton de Mattos da Silva, funcionário do Banco do Brasil (posse: 22/3/1944 – apos.: 1/1/1961), lotado naquela agência, profere a conferência “A poesia de Olavo Bilac”. À frente da mesa, presidida pelo inspetor-geral do BB, havia um buquê de rosas vermelhas e um cartão: “Um jardim que inspirou Bilac homenageia a reunião desta tarde.” [Revista AABB – Rio – 1948].  

Entrar para o Banco do Brasil, àquela época, era bastante promissor. Vejamos um exemplo: em 3/3/1949, ingressa no BB, mediante aprovação de concurso, Múcio Teixeira, afastando-se da honrosa carreira militar, onde ocupava o posto de tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de Goiás. No período de 7/11/1961 a 19/3/1963, exerce o cargo de diretor da Carteira Agrícola e Industrial.

Vale assinalar os funcionários que exerceram, na terceira década do século XX, cargos comissionados nas agências do Banco do Brasil no Estado de São Paulo. Á época, o substituto do gerente era o contador [Revista AABB – Rio – 1935; bem como Revistas AABB–Rio – edições 1936 a 1966; Almanaque do Pessoal – 1964]:

São Paulo – SP – 1934 – Renato Tiririca Guimarães, ajudante da Seção (posse no BB: 4/3/1920, apos. 1/6/1944), Ruy Dantas Bacellar, inspetor da Agência (posse no BB: 18/5/1916, falec. 8/4/1946), Mário do Canto Liberato, gerente de Câmbio (posse no BB: 10/12/1923, falec. 26/1/1957), Genaro Pilar do Amaral, gerente da Agência (posse no BB: 3/8/1904, falec. 18/3/1952), Roberto de Carvalho (posse no BB: 13/2/1918, falec. 27/12/1945). 

Bauru – SP – 1935 – 1935 – Wenceslau Lima da Fonseca, gerente (posse no BB: 13/6/1916, falec. 14/4/1951), Maurílio Alves Peres, contador (posse no BB: 27/2/1919, falec. 9/12/1955).  

Piracicaba – SP – 1936 – Mário Brizola Ferreira, contador.

Santos – SP – 1936 – Alcides da Costa Guimarães, contador.

Xavantes – SP – 1936 – Attílio Pisa, gerente (posse no BB: 24/6/1920, apos. 1/5/1954), Fausto Meirelles Chaves, gerente.

Araraquara – SP – 1937 – Augusto da Cunha Filho, Arsênio de Lemos, José Braz Ventura, administradores.

Barretos – SP – 1937 – Dacílio Batalha, contador, Attílio Pisa, gerente, Theophilo Benabem do Valle, subst. do contador.

Bebedouro – SP – 1937 – Mário Machado Magalhães, contador, Romeu Freire Lima, gerente. 

Catanduva – SP – 1937 – Antônio Halmalo Silva, gerente.

Jaú – SP – 1937 – Leocádio Ferreira Pereira, contador, João Antônio Martins Gomes, gerente.

Lins – SP – 1937 – Sadi Carnot Brandão, gerente.

Presidente Prudente – SP – 1937 – Ophir Augusto Ribeiro, contador, Antônio Dias dos Santos Júnior, Augusto Franklin de Magalhães, gerentes (ocasiões distintas).

Santos – SP – 1937 – Jayme Leonel, advogado.

São João da Boa Vista–SP – 1937 – Fábio Pacheco Fernandes, gerente.

São Paulo – SP – 1937 – Izalco Sardenberg, contador.

Barretos – SP – 1938 – Cid Ney Araújo, contador.

Bebedouro–SP – 1938 – Joel Rodrigues Blandy, subst. contador, Mário Machado Magalhães, contador, Romeu de Freire Lima, gerente.

Franca – SP – 1938 – Salvador Russo, Oswaldo Werneck Corrêa e Castro, contadores (ocasiões distintas).

Lins – SP – 1938 – Tobias Severiano Silva Júnior, contador, Antônio Carlos Bastos, inspetor, Sadi Carnot Brandão, gerente (posse no BB: 15/8/1922, apos. 22/6/1953), Henrique Alberto Medeiros, substituto do contador.

Presidente Prudente – SP – 1938 – José Raul Villá, gerente.

Taubaté – SP – 1938 – Oswaldo Werneck Corrêa e Castro, contador.

Xavantes – SP – 1938 – Lafaiete Vale, contador.

Araraquara – SP – 1939 – Cândido Pinto Monteiro Esteves, contador.

Bauru–SP – 1939 – Álvaro Maia Filho, Adolfo Camargo de Lima Júnior, contadores (ocasiões distintas).

Bebedouro – SP – 1939 – Raul Lins de Azevedo, Luiz Monteiro de Carvalho e Silva, contadores (ocasiões distintas).

Campinas – SP – 1939 – Álvaro Maia Filho, contador.
  
Ribeirão Preto – SP – 1939 – Diomedes Bezerra de Trindade, José Casemiro Borges, contadores (ocasiões distintas).

Taubaté – SP – 1939 – Mário Machado Magalhães, gerente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (VIII)


Por sua vez, o acadêmico Durval Ciamponi, presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo (década de 90), funcionário do BB (posse: 3/2/1954, apos.: 30/9/1977), ao proferir palestra, em 26/8/1997, acerca da vida e obra de Manoel Victor, concluiu:

“Erguemos nossa taça de amor em sua homenagem, esperando que ele sinta de todos nós aqui presentes, não só carinho e reconhecimento, mas, muito mais, o amor da Mãe Santíssima e de Jesus Cristo, por seu extraordinário labor evangélico e por ter sido um exemplo de verdadeiro cristão.”

(42) DURVAL CIAMPONI, presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo (década de 90) – in Centenário de Manoel Vitor (1898/1998), conferência apresentada em 9/12/1998, ao ensejo da realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social. 

Nascido em 10/1/1930, na cidade de Itobi – SP, Durval Ciamponi teve graduação em Ciências Jurídicas e Administração de Empresas. Lecionou Introdução à Economia e Custos na Faculdade de Ciências Econômicas da Fundação Santo André, onde exerceu o cargo de vice–presidente. Tribuno de reconhecido valor, ensaísta e poeta, Durval Ciamponi dedica–se em sua obra à divulgação da Doutrina Espírita.  

Em Madrid, Espanha, Durval Ciamponi participou, em novembro/1992, do Congresso Espírita Internacional, onde foi criado o Conselho Espírita Internacional com o objetivo de supervisionar e coordenar o movimento espírita mundial, e realizou palestras na Federação Espírita Espanhola.

De 1994 a 1997 proferiu diversas palestras internacionais nas cidades de Washington, Filadélfia, Boston, New York, Los Angeles, Atlanta, Miami, nos Estados Unidos. No Brasil, nos idos de 1995 realizou palestras na Federação Espírita do Estado do Amazonas, Manaus. Em fevereiro/1997, participou do Congresso Espírita do Estado de Goiás, promovido pela Federação Espírita do Estado de Goiás, em Goiânia. Em março/1997, fez palestras na Federação Espírita Brasileira, em Brasília–DF, e realizou uma tournée pelo Estado de Goiás, nas cidades de Anápolis, Goiânia, Morrinhos, Itumbiara, Caldas Novas.

Desde 1988, Durval Ciamponi tem participado dos congressos promovidos pela Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde foi, no período de 1991 a 1994, diretor financeiro. Em 26/8/1997, data em que estava de passagem pelo Rio de Janeiro, a fim homenagear o patrono Manoel Victor, Durval Ciamponi disse–nos que, constantemente, vem realizando exposição de palestras pelo interior paulista.       

domingo, 6 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (XII)



6/5/1951 – A Agência de Presidente Prudente – SP é conduzida com eficiência pelo gerente José Rodrigues Crespo (posse no BB: 19/12/1923, apos. 13/3/1954). Nesse dia, o Jornal A Manhã – Rio de Janeiro publica na coluna “Café da Manhã”, de Dinah Silveira de Queiroz, Luar da Crônica que retrata o talento literário do gerente daquela filial.
Na iconografia de roteiro da viagem, podemos assinalar, ainda, que José Estefno, diretor da Carteira de Crédito Comercial, em dezembro/1951, empreendeu viagens em São Paulo para o encontro com os gerentes de diversas agências. Em Ribeirão Preto fez a exposição dos motivos de sua presença no interior paulista, acompanhado de uma comitiva que incluía uma taquígrafa, trajando vestido branco, comprido, à moda da  época [Revista AABB – Rio – 1952]. 
Nesse mês, dentre outras nomeações oriundas da Direção Geral, Ernane Galvêas, perito de Balanço – Agência Central – DF, José Fernandes de Luna, secretário–de–gabinete (DG –CAMIO) e Mário Collazi D´Elia, inspetor da 28ª Zona (Catanduva), escritor de méritos reconhecidos por Agrippino Grieco que prefaciou o romance O neto de Laura Giolitti, de Mário  C. D´Elia.
Dentre a bibliografia sobre autor, destaca–se a palestra Mário C. D´Elia, de autoria de Maria Júlia Lemos Costa Bittar (Zazu), Professora de História da Escola Estadual Mário D´Elia, Franca – SP, na qual relata 
“Atividades exercidas no Banco do Brasil obrigaram-no a peregrinar por várias cidades do estado de São Paulo, até fixar-se em Pirassununga. Lá, desenvolveu intensa atividade intelectual.” (79)
(79) MARIA JÚLIA LEMOS COSTA BITTAR (ZAZU) – Palestra intitulada Mário C. D´Elia, lida no 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social – nov/1995 – Rio de Janeiro – RJ, realizado pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.     
Sábado, dia 17 de maio de 1952, o presidente Ricardo Jafet, em companhia do diretor José Estefno, visita a cidade de Paraguaçu Paulista – SP. Recebido calorosamente pelas autoridades locais, percorre de automóvel conversível as ruas da cidade, saudando o povo que o recebe com efusiva manifestação de alegria [Revista AABB – Rio – 1952].
Fora do recinto do Banco do Brasil, segundo a Revista AABB – Rio – 1952, o presidente Ricardo Jafet, cumprindo a agenda programada, visita as seguintes entidades:       
1° semestre/1952 – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários – IAPB, onde é saudado pelo funcionário do Banco do Brasil, Túlio Peixoto, à época, presidente do IAPB;        
22/9/1952 – Bolsa de Mercadorias de São Paulo - O       presidente da Bolsa, Fernando de Almeida Prado proferiu o discurso de saudação ao presidente do Banco do Brasil.
Em 14/1/1953, Ricardo Jafet despede-se da Presidência do Banco do Brasil. A propósito, 3 meses depois, no Salão Nobre de Acionistas do Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66, Rio de Janeiro, o acionista Castelo Branco de Almeida, em breve alocução lida, em 30/4/1953, na  Assembleia  Geral  Ordinária  dos  Acionistas, manifestou a todos os participantes um elogio a gestão de Ricardo Jafet.

S.PAULO GALANTE (VII)


Os funcionários da Agência São Paulo, a única do Banco do Brasil existente na capital paulista, em 12/8/1939, promoveram homenagem, no Salão Monte Carlo, ao Dr. Gerson de Almeida (posse no BB: 11/12/1913, apos.: 1/3/1948), assistente da Contadoria, nomeado inspetor da 8ª Zona, com sede em  Ribeirão  Preto – SP.

No ágape, estavam presentes: Ruy Dantas Bacellar, gerente; Izalco Sardenberg, contador (posse no BB: 2/2/1918, apos.: 23/3/1948); Genaro Pilar do Amaral, antigo gerente da Agência; e os inspetores: Clarindo de Salles Abreu (posse no BB: 22/8/1908, apos.: 13/3/1948), David Antunes (posse no BB: 12/6/1916, apos.: 1/8/1947); Roberto de Carvalho (posse  no  BB:  13/2/1918, apos.: 27/12/1945), e Ivan D´Oliveira (posse no BB: 28/4/1925 – apos.: 11/2/1961)  [Revista  AABB –  Rio  –  1939;   Almanaque  do  Pessoal  –  1964].      

David Antunes (1891/1969) exerceu os cargos de gerente e inspetor de serviço (5ª Zona – DG), a partir de nov/1939, nas agências de Campinas, Piracicaba e Pirassununga. Durante a II Guerra Mundial, foi interventor do Banco Alemão Transatlântico, em São Paulo. Na literatura David Antunes (novelista e romancista), adotou o pseudônimo de Iago Joe.

Diversos oradores usaram da palavra, enaltecendo a vida e a trajetória de trabalho do homenageado. Dentre eles, destacamos: Orlando Rodrigues de Medeiros, gerente da Agência de Araguari – MG (posse no BB: 15/6/1927, apos.: 21/1/1959); Hélio Corrêa Lima, encarregado da Seção da  Carteira Agrícola (posse no BB: 23/5/1932, apos.: 21/5/1962) [Revista AABB–Rio – 1939; Almanaque do Pessoal – 1964].

Vale ressaltar trechos do discurso de Manoel Victor de Azevedo (1898/1988), escritor, jornalista, jurista, radialista, funcionário lotado na Seção do Contencioso da Agência São Paulo:

“Há uma real alegria residindo em nossa opinião ao constatarmos que o prêmio do cumprimento do dever é o dever cumprido. É o merecimento que se galardoa dos seus justos títulos, e aí temos o resultado claro da justiça que soube apor o galão de inspetor.

Temos em vossa longa vida bancária um exemplo para a nossa, certos de que nem o tempo nem as dificuldades ambientes, nem as razões extemporâneas, deixarão de fazer justiça à própria justiça do  merecimento.

Tenhamos fé, portanto, no grande Instituto a que servimos. Sua diretoria tem demonstrado saber encontrar nos velhos batalhadores os esteios seguros da sua atividade, e onde beber a seiva nova de sua  vida.

Aqui vemos nesta mesa, honrando-nos com autoridade da sua experiência, aqueles a quem o Banco tem chamado para os postos de comando, não porque se embarace nos direitos de antiguidade, mas porque lhes aplaude o caráter, lhe premeia o valor. É para essa falange gloriosa que se engalana dos louros autênticos da sua vitória conquistada através de uma jornada de dedicação e sacrifício, que acabais de entrar, Dr.Gerson de Almeida”

(40) MANOEL VICTOR DE AZEVEDO, funcionário do Banco do Brasil (posse: 7/11/1927, apos. 1/1/1960), deputado federal (1946/1950) – Discurso proferido, em 12/8/1939, no Salão Monte Carlo – São Paulo – SP, em homenagem a Gerson de Almeida. – Autorização concedida, em 4/9/2007, ao escritor Fernando Pinheiro pelo Prof. Luiz Carlos de Azevedo (Universidade de São Paulo), filho de Manoel Victor. 

Ao agradecer a homenagem recebida, Gerson de Almeida manifestou sentir orgulho por fazer parte desta exemplar coletividade em que o Banco do Brasil reúne em torno de si, e revelou sentir aumentar fé nos destinos do Brasil “que tem a ventura de cristalizar em seu seio uma gema tão perfeita quanto é nosso Banco.” 

O orador que o procedeu, Manoel Victor de Azevedo, recebeu homenagem, em dez/1998, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, ao ensejo das comemorações do 1° centenário de nascimento, por Luiz Carlos de Azevedo, Professor de Direito Processual da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, filho de Manoel Victor, e por Durval Ciamponi, que vieram especialmente da capital paulista para o evento.  

Da trajetória terrena (28/05/1898 a 25/01/1988) de Manoel Victor, podemos ressaltar as palavras do ilustre Professor Luiz Carlos de Azevedo:

“Desde cedo, trabalhou no Banco do Brasil, ali permanecendo por vários anos, licenciando-se somente durante o período parlamentar, para depois volver aos seus pagos, junto ao Contencioso, até sobrevir a aposentadoria.

Escritor e jornalista, desde a mocidade, foi redator do Correio Paulistano e cronista diário na Folha da Noite e Diário de S.Paulo, reunindo-se, mais tarde, todas estas crônicas em dois livros publicados na década de trinta. O Colecionador de Sensações e Os Três Tinteiros. Na verdade, muitas seriam as obras que deixou, diversificadas desde o romance, até o ensaio, desde a crítica, até a exposição histórica, revelando o seu pendor e versatilidade para as letras. 

[...]
Dele se disse que, como conferencista e orador, o seu estilo, tanto na prosa escrita, como na oratória, sempre se revelou por elegante forma literária, levando-o a integrar várias academias de letras e institutos de S.Paulo e de outros estados do Brasil.

Católico fervoroso viu-se agraciado por várias comendas papais, destacando-se por ser o fundador do primeiro programa de difusão do pensamento católico, a Hora da Ave Maria, a qual, por várias décadas, era transmitida nas emissoras de São Paulo; e pela sua voz ergueram-se igrejas, fortaleceram-se orfanatos, seminários, escolas, deu-se regular desenvolvimento a uma campanha de distribuição de auxílios, em especial, cadeiras de rodas aos necessitados.

Constituinte de 1946, como deputado federal teve atuação remarcada em inúmeras medidas de interesse social, lembrando-se, entre outras, o projeto que se aprovou e se converteu em lei a respeito da liberação dos bens dos então chamados súditos do eixo. Assim prosseguiu a sua atuação política na Assembleia Legislativa de São Paulo, da qual ocupou por várias vezes a Presidência.”

(41) LUIZ CARLOS DE AZEVEDO, Professor de Direito Processual da USP – Universidade de São Paulo – in Centenário de Manoel Vitor (1898/1998), conferência apresentada em 9/12/1998, ao ensejo da realização do 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.

sábado, 5 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (VI)


Dois paulistas, nomes de logradouro na cidade de São Paulo, tiveram passagem pelo Banco do Brasil na gestão do presidente Marques dos Reis. Antes, vale mencionar: Francisco Alves dos Santos Filho (Iconografia: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil) e Gastão Vidigal, diretor do Banco de São Paulo (1925 a 1937), presidente da Associação Comercial de São Paulo (1943/1944), deputado federal (1935 e 1946), ministro da Fazenda (1/2/1946 a 15/10/1946), fundador do Banco Mercantil de São Paulo S.A.

Diretores que serviram ao Banco do Brasil, na gestão do presidente João Marques dos Reis (30/11/1937 a 6/11/1945), Antônio Luiz de Souza Mello, Francisco Alves dos Santos Filho, Gastão Vidigal, Ildefonso Simões Lopes, Pedro Demósthenes Rache, Major Roberto Carneiro de Mendonça, Vilobaldo Machado de Souza Campos [Almanaque do Pessoal – 1943].

A interiorização das agências foi realizada pelos presidentes do Banco do Brasil, João Ribeiro (1906/1909), Homero Baptista (1914/1919), e José Maria Whitaker (1920/1922). Em 1923 havia 70 agências em funcionamento. No início de 1929, 73 agências e em 1931, 83 agências. Em 31/12/1932, o Banco possuía 2.585 funcionários. O ritmo de crescimento da rede de agências vinha se processando lentamente. Somente com a gestão de João Marques dos Reis, a partir de 1937, foram aceleradas as inaugurações pelo interior do Brasil.

Realizada em 3/4/1939, no Ministério da Fazenda, a solenidade de posse de Francisco Alves dos Santos Filho no cargo de diretor da Carteira Cambial do Banco do Brasil. A cerimônia, conduzida por Ruy Carneiro, secretário particular do presidente, foi prestigiada pela presença de Arthur Souza Costa, ministro da Fazenda, João Marques dos Reis, presidente do Banco do Brasil [Revista AABB – Rio – 1939].

O recém–empossado diretor de câmbio volta ao Banco do Brasil, onde antes exercera o cargo de diretor Comercial (dez/1930 a nov/1931), por último ocupava o cargo de gerente do Banco Comercial do Estado de São Paulo, na cidade do Rio de  Janeiro [Revista AABB – Rio – 1939].

O gabinete do diretor era constituído dos secretários:  Frederico  da Silva Sève (posse no BB: 13/11/1926 – apos.: 24/9/1961) e Achilles Moreaux (posse no BB: 12/5/1927, apos.: 7/5/1957) – Auxiliares: Oswaldo da Costa Dourado (posse no BB: 26/7/1923, apos.: 15/1/1954), Antônio Benedicto Martins Aranha, Daysy de Souza Dantas, e Maria Cacimira Cordovil [Revista AABB – 1939; Almanaque do Pessoal – 1964].      

A trajetória de vida de Francisco Alves dos Santos Filho foi bastante enriquecedora, em dignidade e prestígio, tanto na Câmara dos Deputados (2 mandatos de deputado federal), como na administração pública (secretário estadual da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, no Governo de Armando Salles de Oliveira) e diretor do Banco do Brasil).

Natural da cidade de Mogi–Mirim, veio ao mundo em 3/10/1895, e despediu-se, no adeus que acena da imortalidade, em 12/12/1966, em São Paulo. Antes, em 1917, formou-se em Direito pela Academia do Largo de São Francisco, na capital paulista. 

O matutino Correio da Manhã – edição 14/12/1966 – publicou elogio merecedor ao saudoso diretor do Banco do Brasil ressaltando o prestígio nos círculos econômicos e financeiros que cresceu durante a Segunda Guerra Mundial, em decorrência da forma como soube defender os interesses nacionais, sobressaindo–lhe a lisura e a energia em  seu  proceder.   

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (V)


Em 9/4/1937, toma posse no cargo de gerente da Agência São Paulo, Ruy Dantas Bacellar (posse no BB: 18/5/1916, apos.: 8/4/1946), sucedendo a Genaro Pilar do Amaral (posse no BB: 3/9/1904, apos.: 18/3/1952). Naquela época não havia agências metropolitanas na capital paulista, sendo que a única existente no País era a Agência Metr. Glória – Rio de Janeiro. 

Nos liames que o destino traça, ressaltamos a personalidade fulgurante de Ruy Bacellar que, dentro do Banco do Brasil, foi tudo, menos diretor. De certa forma, o foi, exercendo o cargo de gerente da Agência São Paulo que, naquela época, já desfrutava de grande importância na economia nacional. 

Segundo depoimento de Yeda Dantas Bacellar, designer e artista plástica, Ruy Bacellar, paulista de Limeira, veio ao mundo em 1/4/1892. Filiação: Eliseu Dantas Bacellar e Maria Cândida Rocha Bacellar. Casado com Noêmia Gonçalves Bacellar teve 5 filhos: César, Maria Cândida, Célia, João, Lúcia  e  Cecília.

A trajetória de Ruy Bacellar dentro do Banco do Brasil foi imensamente percorrida com pleno êxito em relevantes tarefas: 1916 – posse no BB; 1918 – contador na Agência de Barretos; 1920 – gerente da Agência Bahia; 1924 – inspetor do BB – zona de inspeção da Bahia; 1927 – inspetor – zona de inspeção Belém, gerente da Agência Maranhão (designação da época), inspetor de agências, zonas de inspeção Campinas, Fortaleza, gerente da Agência Fortaleza; 1929 – gerente da Agência Taquaritinga; 1930 – inspetor zona de inspeção Campinas; 1933 – inspetor zona de inspeção São Paulo; 1935 – Comissão de Regulamentação dos Serviços de Inspetores, inspetor da Agência de Santos, Comissão Especial para Estudo de Transações Referentes à Algodão e Escoamento de Safra;     1936 – Comissão de Projeto do Regulamento da CCAI (sigla originária da CREAI); 1937 – gerente da Agência São Paulo;   1940 – Comissão de Estudo Especial de Tendências de  Mercado; 1941 – Serviço Especial – Comissão de Mecanização de Serviços [Revista AABB – Rio – 1946].

Ao fazer o panegírico sobre a vida e obra de Ruy Dantas Bacellar, Lauro Bastos, afirmou:

“Nesse ambiente agitado pelas mais complexas solicitações de crédito, o espírito, sazonado por larga experiência, desferiu voos gigantescos, nos remígios de uma inteligência pujante.”

(35) LAURO BASTOS – Revista AABB – Rio de Janeiro – edição junho/julho/1946. 

Em nossa observação da leitura da própria trajetória da Empresa que buscamos compreender e dar o sentido da narrativa, ficamos admirados pela atuação de Ruy Dantas Bacellar no Banco do Brasil, tanto nas agências, inspeções e comissões conduzidas com pleno êxito, numa esteira estendida por ele que serviu de base para a Empresa organizar a infraestrutura, com o surgimento de órgãos que executam tarefas de iniciativa do ilustre homenageado.

Relembramos, com viva emoção que, foi na cidade de São Paulo que Ricardo Jafet, presidente do Banco do Brasil (2/2/1951 a 14/1/1953), veio acompanhar, pessoalmente, na 1ª quinzena de abril/1951, os trabalhos sobre mecanização de serviços (Revista AABB – Rio – 1951), transformados em contínua evolução que, chega aos dias atuais nos avançados sistemas que permitiram a moderna informatização de dados e a implantação dos atuais sistemas on line. Aposentado em 8/4/1946, Ruy Bacellar não estava presente, na visita do presidente do BB, mas sua obra foi continuada e permanece nos dias atuais.

Um exemplo singelo que serve para explicar esses complexos sistemas: o cartão que o cliente usa para sacar dinheiro, nas caixas eletrônicas, originou–se, em forma embrionária, nos serviços de mecanização, assim como essas fantásticas máquinas voadoras F–16, Boeing737, etc., nasceram da ideia original de Santos Dumont, o pai da aviação.

Afinal, tudo que o BB possui em termos de tecnologia e logística, excetuando–se a engenharia, nasceu da inteligência fulgurante de Ruy Bacellar. E não foi somente a infraestrutura, o que seria fantástico, mas o crédito agrícola, na versão atualizada de agronegócios, o comércio exterior, a inspetoria, o estudo sobre tendências de mercado, matérias conduzidas pelas  comissões presididas por Bacellar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (IV)


Natural da cidade de Piracicaba-SP, Cincinato César da Silva Braga (1864/1953) ingressou na carreira política como deputado estadual e depois deputado federal, durante várias legislaturas. 

A grande recessão na economia americana, ocorrida em 1929, atingiu a economia brasileira, e, em consequência, a ordem interna do Banco do Brasil, a partir do ano seguinte, como veremos, a seguir, no relato de Cláudio Pacheco:

“Na sua escalada, a partir do ano de 1930 e pelo menos durante os três anos seguintes, a grande crise refletiu-se na pauta das reuniões da diretoria do Banco do Brasil, através de constantes decisões sobre liquidações, reajustes, moratórias e reduções de dívidas.” (31)

Acompanhando a declaração de Cincinato Braga: “a espinha dorsal de toda a economia pública e privada de 41 milhões de brasileiros, desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul”, publicada, naquela época, pela imprensa, a respeito do Banco do Brasil que ele teve a honra de dirigir no período de 21/2/1923 a 31/12/1924, Cláudio Pacheco descreve:

“Em face da exagerada descentralizada administrativa, que lhes trouxera, e tendo em vista a enorme dificuldade de transportes ferroviários e rodoviários entre as diferentes regiões do País, era talvez o Banco do Brasil a única articulação verdadeiramente nacional, que entrelaçava e desenvolvia as operações do comércio brasileiro, não só          entre as praças do litoral marítimo, como também entre estas e as do vasto interior do País.”

(31) CLÁUDIO PACHECO – in História do Banco do Brasil – vol. IV, p. 373 – AGGS – Indústrias Gráficas S.A. – Rio de Janeiro – 1980. 

(32) Idem, idem – vol. IV, p. 374    
PACHECO, Cláudio, História do Banco do Brasil – vol. III – pp. 239, 334, 335, 546 – AGGS – Indústrias Gráficas S.A.– Rio de Janeiro – 1980. – Autorização concedida, em 11/10/2007, por Inês de Sampaio Pacheco, filha de Cláudio Pacheco.

         História do Banco do Brasil – vol. IV, pp. 8, 17, 18, 110, 113, 117, 167, 195, 197, 209, 210, 248, 249, 373, 374, 388, 389, 506, 569 – AGGS –Indústrias Gráficas S.A. – Rio de Janeiro – 1980) – Idem, idem.   

Em fins de 1930 ao início de 1932, ocorreu instabilidade administrativa do Banco do Brasil com a passagem de cinco presidentes: José Joaquim Monteiro de Andrade (24/10/1930  a   4/11/1930 – interino), Augusto Mário Caldeira Brant (4/11/1930 a 5/9/1931), Pedro Luís Corrêa e Castro (5 a 14/9/1931 – interino), Vicente de Paula Almeida Prado (14/9/1931 a 16/11/1931 – interino), Carlos de Figueiredo  (16/11/1931 a 16/1/1932  –  interino)  [PACHECO, 1979].

O Ofício SGP n° 8515/03, de 20/11/2003, assinado pelo nobre deputado Sidney Beraldo, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, endereçado ao escritor Fernando Pinheiro, encaminha dados biográficos, informações e 2 retratos originais de Vicente de Paula de Almeida Prado que passarão a integrar a Galeria de Presidentes do Banco do Brasil. – Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.

A ideia traduzida das informações é a seguinte:

Vicente de Paula de Almeida Prado – Jaú – SP – 17/12/1876 – São Paulo – SP – 5/1/1956, diplomado no ano de 1900, em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na capital paulista. De volta à terra natal, exerce a profissão de advogado [BERALDO, 2003].

Almeida Prado exerce o primeiro mandato de deputado estadual na 7ª Legislatura  (1907/1909)  pelo  PRP – Partido Republicano Paulista, com votação de 1.555 eleitores inscritos no 9ª Distrito Eleitoral (jurisdição da cidade de São Carlos – SP). Reeleito sucessivamente nas legislaturas de 1910/1912, 1913/1915 e 1916/1918. Com a votação de 68.815 votos, elege-se Senador Estadual nas eleições de 26/4/1919 (11ª Legislatura) e reeleito em 25/4/1925, com 81.923 votos (13ª Legislatura) quando passa a integrar a Comissão de Agricultura, Terras Públicas e Minas no Senado Paulista. Fechado e dissolvido o Poder Legislativo no Brasil pela Revolução de 1930, as atividades políticas de Almeida Prado foram interrompidas [BERALDO, 2003].

Empresário vitorioso nas áreas de exportação e seguros, Almeida Prado abriu, em 1910, a Casa Almeida Prado & Cia, empresa exportadora de café, em Santos – SP, posteriormente sob nova designação: Almeida Prado S.A. Comissária Exportadora. Criou, ainda em Santos – SP, a empresa Armazéns Gerais Anchieta. Na capital paulista, fundou a Companhia Nacional de Seguros Ipiranga. Em 1927 exerceu o cargo de superintendente do Banco de São Paulo, afastando–se em setembro de 1931, para assumir a Presidência do Banco do Brasil, em curto período (14/9/1931 a 16/11/1931). Casado com Francisca de Paula de Almeida Prado com quem teve cinco filhos.