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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

NATANAEL



O encontro amigável de Filipe com Natanael ocorreu num momento em que começava a se formar o grupo dos 12 apóstolos messiânicos. O clima era de expectativa e de contentamento.

Na conversa entre ambos foi revelada a notícia aguardada por todos os cidadãos israelitas:

“Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a  quem se referiram os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Perguntou Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Respondeu Filipe: vem e vê.” (19)
(19)  JOÃO, 1:45, 46

A dúvida de que se revestiu a pergunta de Natanael, imediatamente desfeita por Filipe, num claro chamamento ao ministério divino, desperta-nos o interesse de saber maiores informações a respeito da cidade de Nazaré.

Com a autorização do autor, transcrevemos da obra Trigo de Deus, de Amélia Rodrigues, psicografado por Divaldo Pereira Franco, título que presta homenagem a um dos mártires do Cristianismo, vítima da perseguição do imperador Trajano:

“Depois dEle, quando o incêndio do amor tomou conta das vidas e os mártires se levantaram para glorificá-Lo, colocando sobre os ombros as cruzes dos testemunhos, Inácio de Antioquia, Seu discípulo, denunciado e condenado, antes de seguir a Roma para  o holocausto, declarou:

“Sou trigo de Deus e desejo ser triturado e os dentes das feras devem moer-me, para que possa ser oferecido como  limpo pão de Cristo.”  

        (...)

Ao tempo de Jesus, Nazaré era uma aldeia perdida nas encostas dos montes de calcário, na região da Baixa Galileia. Parecia uma pérola, que esplendia entre pedras brutas, cercada de flores miúdas quase que permanentes.

Fundada, fazia mais de dois mil anos, antes de Jesus, não tinha qualquer importância, porque nenhuma estrada significativa a atravessava, exceto quando se seguia a rota algo escarpada na direção do Egito, caminho certamente percorrido por Maria, José e o Filho, quando da fuga para liberar-se do ódio de Herodes.

Nazaré se tornaria conhecida depois dEle.

Não é o lugar que torna notável o homem, mas este que, extraordinário, dignifica o lugar de sua origem elevando-o ao estágio de grandeza, de notoriedade.

Nazaré situa-se em uma bacia, a quase quatrocentos metros, acima do nível do mar Mediterrâneo.

O seu é um clima privilegiado e o vale de Jezrael é  sempre fértil e verde, havendo merecido do historiador Flávio Josefo comentários entusiásticos e comovedores.

Ao oeste, podem-se ver o monte Carmelo e o mar; a leste está o vale do Jordão; ao sul, a planície de Esdrelon, região onde está Meguido e na qual o rei Josias sofreu sua terrível derrota; ali também lutaram os Macabeus, sonhando com a liberdade. Mais ao sul, encontra-se o monte de Gelboé e, a nordeste, o lago de Tiberíades.

Saul fora derrotado pelos filisteus muito perto dali, nas cercanias de Gelboé, ficando assinalado o seu fracasso face à desobediência à profecia de Samuel, o último dos Juízes, que lhe vieram falar através da mediunidade exuberante da pitonisa de Endor.

Não sendo uma aldeia importante, esteve sujeita a Jafa, a Séforis, a Quislot, e ficou quase esquecida.

A população da Galileia era constituída por sírios, que vieram do Norte, gentios, romanos de meado do século I, a.C., gregos que fugiram das conquistas de Alexandre Magno, e pelo povo da região, que falavam o dialeto arameu, uma linguagem pobre que se arrimava às imagens vivas da Natureza, sem dispor de um vocabulário próprio para vestir as ideias.

Não seja, portanto, de estranhar que o Mestre usasse a mesma palavra para definir, às vezes, coisas e acontecimentos diferentes.

Por outro lado, era comum que um mesmo vocabulário adquirisse um significado mais genérico, o que, certamente, criou dificuldades para o entendimento das anotações escriturísticas.”  (20)

(20) AMÉLIA RODRIGUES – in Trigo de Deus, psicografado por Divaldo Pereira Franco, pp. 11, 53, 54 – 3ª edição – 1999 – Livraria  Espírita   Alvorada   Editora  –  Salvador – BA – Autorização concedida ao escritor Fernando Pinheiro por  Nilson de Souza Pereira, presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador–BA, cessionário das obras psicografadas por Divaldo Pereira Franco. 

A narrativa de João, ainda no 1° capítulo do texto sagrado, revela-nos outro encontro de comovente beleza:

“Quando Jesus viu Natanael aproximar-se, disse a seu respeito: Aqui está um verdadeiro israelista, em quem não há nada falso. Perguntou-lhe Natanael: De onde me conheces? Respondeu Jesus: Antes que Filipe te chamasse, ti vi quando estavas debaixo da figueira. Então Natanael declarou: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel! Disse Jesus: Porque disse que te vi debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que esta verás. Então acrescentou: Na verdade, na verdade vos digo que  vereis  o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o  Filho do homem.” (21)
(21) (JOÃO, 1,47 a 49)








terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DÁDIVA PRECIOSA


A cada encontro que temos com pessoas diferentes é uma oportunidade para nos recompor ou revelar aquilo que já está composto. Esta é uma dádiva preciosa.

Quando o homem conhece as suas reais necessidades, ele não se lembra mais dos seus desejos pessoais, pois confia no  suprimento de suas lacunas que, um dia, desaparecerão.

Quando ingressa no estado de consciência superior, a   oscilação das emoções acerca do seu viver não o atinge mais, pois já conseguiu perceber as energias interiores de sua parte  transcendental.

O despertar dessa iniciação íntima traz descobertas de   situações que o engrandecem cada vez mais, afastando-o, por completo, de conceitos de comportamento que lhe traziam tristeza e desolação, depois de momentos aparentemente   felizes.

A energia, vindo de dentro dele mesmo, se expande  harmoniosamente em canais que se estabelecem em suas   comunidades de habitação e trabalho, criando um clima  adequado para que o convívio salutar se estabeleça.

Somente a partir daí, ele é útil a todos que o cercam. Quanta suavidade sente nas oportunidades de semear, compreendendo as condições que se apresentaram no momento próprio, com a certeza de que tudo está fluindo corretamente!

Isto vem comprovar que os desígnios superiores da natureza estão acima dos desejos caprichosos do homem que ainda não compreendeu a sua realidade no plano cósmico.

Nesta consciência mais ampla, o homem de mentalidade  superior compreende que é importante seguir o roteiro de vida que se lhe apresentou quando teve condições de sentir a   harmonização de sua parte interna.

O roteiro de serviço surge no momento adequado, sem a necessidade de fazer planos, antecipadamente, o que poderia incorrer em temor e preocupação pelos resultados, se fossem  feitos com a análise dos fatos exteriores.

Quando o homem vive a sua parte mais importante, ele se integra com os movimentos da natureza que estabelecem o  tempo e o espaço em seus devidos lugares.

Seus movimentos são coordenados pela sabedoria implantada em sua essência etérica que ainda não teve o reconhecimento necessário. A cultura exacerbada pela sobrevivência do corpo, nos dias atuais, não lhe estimula o autoconhecimento.

No passado histórico, mensageiros que traziam a energia da sabedoria eram sacrificados, pois os líderes transitórios não  admitiam que o homem pudesse ter algo superior ao seu corpo   físico. Mas, atualmente, já está havendo uma abertura para  que este conhecimento seja reconhecido, sem preconceitos.

Tudo está se modificando. O aprendizado pelo sofrimento está desgastando muito o homem moderno. Ele colhe a sementeira egóica, pois não teve condições de apreciar a clareza dos fatos que se interligam.

O movimento que o homem faz interiormente, descobrindo a realidade da vida única, faz com que exista finalmente tranquilidade para sua existência, com reflexos positivos em  seu corpo físico.

Se o homem obedecesse às sugestões sábias do seu mundo  interno, onde sua mente está mergulhada, veria que tem condições de não deixar que as enfermidades, tristeza e  desolação se incorporem em sua vida.

Com a aquisição de tão preciosa dádiva, a felicidade será  constante, a alegria terá bases profundas, sem receios de desmoronamento, uma inefável leveza o revestirá por completo.

E como num fluir de energias, sentindo um bem-estar que o comove suavemente, ele se doa amando seus companheiros de   jornada evolutiva, na certeza de que esse amor pertence à  harmonia do Cosmos.

http://www.fernandopinheirobb.com.br/escritor

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

TRANSMUTAÇÃO


Pensemos na transmutação que ocorre no planeta. Tudo acontece com precisão. O tempo delineia, em espaços matemáticos, as situações que todos passam.

A cada instante, o homem se defronta com a realidade que lhe é própria. A sua vida lhe pertence, boa ou aparentemente ruim. A retórica do acaso é nula; não cria nada senão para aqueles que buscam evasivas para se justificar de suas ilusões.

Em cada segundo de vida, o emocional e o racional humanos funcionam estabelecendo circunstâncias futuras. São perfis variáveis de momento a momento, dependendo da natureza intrínseca de cada indivíduo.

As emoções estão muito ligadas ao sentimento, a razão à lógica, às necessidades reais que cada um pode estabelecer.

Como o homem ainda não sabe completamente o que lhe convém, deixa-se levar por aquilo que sente, sem levar em conta a importância das implicações que podem acarretar em  seu viver.

Nos níveis de compreensão da vida, há resultados que podem conferir situações de bem-estar ou de monotonia ou mesmo de desencantos se as emoções não tiverem a sublimação adequada.

Portanto, não é questão de estabelecer um marco entre as emoções e a razão. Todas são importantes na vida do homem.

Na sublimação dos ideais superiores da vida tudo converge  para a razão, ou mais precisamente à inteligência, embora haja traços de emoção nos comportamentos adotados. O lirismo, a ternura, o romance, que vêm do campo emocional, ganham conotações profundas de beleza espiritual.

Viver sem a inteligência, sem o devido preparo, seria adotar um referencial onde carências e frustrações minariam o campo do sentimento.

Quando o tempo de brincar passa, o adulto não deseja ser mais criança naquelas circunstâncias. Suas atenções se voltam a oportunidades que constroem o seu amanhã.

Assim acontece com as emoções. No início, o emocional ocupa grande parte do seu viver, depois sente necessidade de transcender às sensações físicas e ganha consciência da sublimação do mundo íntimo em que vive.

A energia pura de sua essência dissipa os resquícios de carência emotiva e desejos pessoais. Sente-se interligado com um espaço maior do que aquele onde estava. O raio de ação se amplia em dimensões que desconhece, criando um clima favorável ao seu engrandecimento.

Nesse estágio evolutivo, o lado inteligente tem predominância sobre suas emoções. Quando estas vêm à tona são revestidas da sublimação. O amor faz este milagre da transmutação.

Tudo, que lhe chega, tem um respeito muito grande, como nunca sentido antes, as pessoas, os animais, as plantas, os objetos, tudo, enfim.

A compreensão de sua vida passa a ser normal. O seu tempo é empregado com sabedoria, não há desperdício em desencontros que não contribuíram neste novo estágio, apenas a lição de renúncia.

Sente vontade de exteriorizar o que está em seu íntimo. De consciência pessoal voltada ao egoísmo, ganha uma consciência de classe, de grupo e começa a trabalhar em benefício de todos  que sentem tristeza e desolação.

O homem, vivendo este trabalho, é útil à sua comunidade, ao planeta que adoece, desde os tempos da distante Genesaré onde a cura de todos os males ocorreram em profusão. Seguem-se os séculos, uns após os outros; não são muitos, apenas 20 entre aqueles dias inesquecíveis de Jesus às margens do mar da Galileia. Mas a transição vem ocorrendo, em profundas transformações, sempre para o melhor.   

Em praia de Genesaré faz–nos lembrar ainda uma das aparições de Jesus redivivo (João, 8:1ss) comentada na obra Jesus Nazareno, de Huberto Rohden (vol. 2, p. 340), filósofo de formação jesuíta: “Um como halo de indefinível mistério, uma como atmosfera tecida de paz serena e discretas saudades  envolvem esta cena...”

A transmutação vem ocorrendo, em profundas transformações, no planeta Terra, com a evacuação de resquícios densos, os chamados engramas do passado, indo embora a densa camada de vibrações deletérias que a impedia de ascender a uma superior dimensão vibracional. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

SÃO PAULO GALANTE (XXXV)


São Paulo Galante remete-nos à data cívica mais importante do Estado de São Paulo: 9 de julho, feriado estadual, com a evocação do discurso proferido, em 26/4/1994, pelo acadêmico Geraldo Magela da Cruz Quintão, ao tomar posse na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro. In verbis:

"Segunda divergência com Getúlio Vargas. A nomeação do interventor em São Paulo, em plena revolução. João Neves, com os paulistas, queria Francisco Morato, líder do Partido Democrático, aliado da primeira hora dos gaúchos e mineiros desde a campanha da Aliança Liberal e da revolução triunfante. Getúlio Vargas escolhe João Alberto, delegado militar em São Paulo. Desagrado profundo dos paulistas.

 Vitoriosa a Revolução, seu pregador e líder, João Neves, desaparece do proscênio político. Recusa qualquer função ou cargo no Governo Provisório, seja o Ministério da Justiça, ou o retorno ao Rio Grande do Sul, como seu Governador. Desilusão? Melindre? De seu íntimo só o conhecimento. Sua voz, suas palavras ainda ecoavam no País. Vencedor seu ideal liberal? Algo prenunciava para João Neves que a revolução teria dinâmica própria. Dissolvido o Congresso pelo Governo Provisório, sem mandato, o destino traz João Neves para o Banco do Brasil, como seu Consultor Jurídico, em feliz sucessão de Carvalho de Mendonça, o maior comercialista   brasileiro. O Promotor Público de Porto Alegre e o advogado influente de Cachoeira do Sul  assentam banca no Rio de Janeiro."

        (...)

  "Explode a revolução de 1932 em São Paulo, em 9 de julho. É a saga paulista do constitucionalismo. João Neves, destemido, voa clandestinamente para São Paulo. Lá, seu verbo incendeia o Estado, já tocado pela pregação revolucionária e patriótica de  Guilherme de Almeida, Roberto Moreira e outros. Apela com veemência aos líderes gaúchos: “Já anunciei a todos que o povo rio-grandense não faltará ao prometido. Não é do nosso caráter prometer e não cumprir (...) Se os gaúchos não se erguessem, por cima dos interesses, comodismos e conveniências, melhor fôra que o mar tragasse esse berço de lealdade e heroísmo. Diz isso quem coloca o amor ao Rio Grande no ápice da escala dos sentimentos afetivos (...) Chefes do Rio Grande, sois o próprio Rio Grande. São Paulo vos espera." (Discursos – Por São Paulo  e  pelo Brasil – 1933 – pp. 11/14)." (1)

(1) GERALDO MAGELA DA CRUZ QUINTÃO – in Discurso de posse, em 24/4/1994, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil – Auditório da Presidência do Banco do Brasil – Ed. Sede III – Banco do Brasil – Brasília – DF.    

Dentre as associações que surgiram na revolução paulista de 1932, destacamos a ACF - Associação Cívica Feminina, entidade ligada à assistência social, que esteve anteriormente na Rua Marques de Itu, Rua Cincinato Braga, atualmente com a sede na Avenida Francisco Matarazzo, 385, Água Branca, São Paulo – SP.   

A ACF fundada em 20/12/1932 com o objetivo de socorrer os soldados feridos em combate, recolhidos em hospitais, mais tarde essa assistência foi estendida aos órfãos e viúvas.

Nos idos de 1952, já apresentava a entidade diversas frentes de trabalho: Federação de Cegos Laboriosos, Sociedade dos Albergues Noturnos, Escola Industrial, Dispensário de Puericultura, e Lactário, Escola Noturna Santa Teresa, Assistência às Famílias de Tuberculosos [Jornal ACF - 1952].

Nos idos de 2012, comemorando a efeméride de 80 anos de funcionamento, a Associação Cívica Feminina mantém quatro instituições: Colégio Olga Ferraz, Creche Centro de Educação Infantil, Centro da Criança e do Adolescente - CCA Piratininga e a Unidade de Reabilitação para Deficientes Visuais, designação que substituiu a Federação de Cegos Laboriosos.  

Com relação à bibliografia referente à revolução paulista de 1932, Rodrigues Crespo, o mais importante poeta da cidade de Campos, interior do Estado do Rio de Janeiro, com passagem pelo Banco do Brasil, dirigindo, nos idos de 1951, a agência de Presidente Prudente - SP, escreveu o livro 9 de julho (poemas ao estilo camoniano).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

S.PAULO GALANTE (XXXIV)


Com relação ao Estado de São Paulo, o Banco do Brasil criou, em 9/11/2009, a Diretoria de Distribuição São Paulo – DISAP, instalada na Avenida Paulista.

Os antecedentes históricos do funcionamento do Banco do Brasil em São Paulo, segundo Fernando Monteiro, vem desde 24/7/1819, quando Thomaz Antônio Villanova Portugal, ministro e presidente do Tribunal do Erário, em ofício a João Carlos Augusto d´Oyenhausen, capitão–mor governador da Capitania de São Paulo, comunica a criação da Caixa–Filial do Banco do Brasil [Documento original custodiado pelo Departamento de Arquivo do Estado de São Paulo].

Ainda segundo Fernando Monteiro, a Caixa–Filial São Paulo, que funcionou nos períodos 1819/1829 e 1853/1891, foi instalada e reinstalada pelo Barão de Iguape (Antonio da Silva Prado), que a dirigiu por duas vezes, foi ainda dirigida pelo desembargador Thomaz Antônio Villanova Portugal, Fidêncio Nepomuceno Prates, coronel Antônio Proost Rodovalho, desembargador Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho. Desativada a Caixa–Filial, nos idos de 1891, o Banco do Brasil, em 1917, inaugura a Agência São Paulo na presença do gerente Adeodato de Andrade Botelho (período de gestão: 1917/1928).

Em 9/11/2009, de passagem pela Unicamp, Campinas–SP, onde foi professor, Luís Carlos Guedes Pinto, vice–presidente de Agronegócios, proferiu conferência ao ensejo da realização do 8° Simpósio Latino–Americano de Ciência de Alimentos (Slaca).

Em dezembro/2009, o Banco do Brasil possuía 31 superintendências e 92 superintendências regionais, configuradas no Pilar Varejo – Brasil [TOLEDO, 2009].       
   
A seguir, os principais executivos no Pilar Varejo – São Paulo e as respectivas Unidades:

Dan Conrado – Diretoria de Distribuição São Paulo – DISAP

Paulo Roberto Lopes Ricci – Superintendência I – São Paulo

Oton Cabral Gonçalves – Superintendência II – Ribeirão Preto

Evaldo Estevão Fabiano Borges – Superintendência Governo – São Paulo

Sandro José Franco – Superintendência IV – Campinas

Antônio Maurício Maurano – Superintendência V – Bauru [TOLEDO, 2009].

Vale assinalar, em outras áreas da Empresa, ainda em dezembro/2009, no Estado de São Paulo, a presença dos superintendentes:

Valmir Pedro Rossi – Superintendência Comercial Corporate

Fernando Florêncio Campos – Superintendência Comercial I (TOLEDO, 2009).   
      
Em fevereiro/2010, com a vacância na Unidade de Suporte Operacional, o superintendente Sandro José Franco foi deslocado de Campinas–SP para assumir a titularidade dessa  Unidade em Brasília –DF.

Como vimos, no decorrer da presente obra, narrando a atuação de superintendentes, é oportuno mencionar que, anteriormente em fevereiro/2008, Sandro José Franco, superintendente de varejo, assinou, com o prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini, convênios entre a Prefeitura e o Banco do Brasil, com o objetivo de amparar diversas ações sociais inerentes ao desenvolvimento regional.

Iconografia no site eletrônico da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto: À esquerda, em pé, o superintendente Sandro José Franco, acompanhado do prefeito Gasparini, assina convênios. Crédito de imagem: Carlos Natal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

S.PAULO GALANTE (XXXIII)


Com a finalidade de promover uma parceria estratégica, foi concluída, em 28/9/2009, a aquisição, pelo Banco do Brasil, de 49,99% do capital votante e 50% do capital social total do Banco Votorantim, pertencente à família Ermínio de Moraes, no negócio que envolveu R$ 4,2 bilhões.

Engenheiro graduado, nos idos de 1948, e doutor em engenharia, em 1989, pela Colorado School of Mines, EE.UU, José Ermínio de Moraes Filho (1926/2001), teve uma trajetória terrena em benefício da coletividade na área da assistência social e no desenvolvimento industrial do País. Vale destacar:

Diretor–Presidente da S.A. Indústrias Votorantim (1973/1993);

Presidente emérito da FIESP (1° vice–presidente durante 6 anos  e, diversas vezes, presidente interino);

Presidente da Federação Paulista de Futebol (1970/1976);

Presidente da Orquestra Filarmônica de São Paulo (1967/1973);

Vice–Presidente da Confederação Brasileira de Desportos (1975/1978),

1° Vice–Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (1978/1985);

Presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim (1993/2001)

Ainda dentro desses liames sagrados, vale assinalar que, na gestão de Ângelo Calmon de Sá, presidente do Banco Brasil foi assinado o convênio de assistência médica e hospitalar com o Hospital Beneficência Portuguesa, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, que iriam beneficiar, imensamente, os funcionários do Banco do Brasil.

No tempo em que estamos escrevendo a nossa obra, para nossa felicidade e gáudio, o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, o maior complexo hospitalar da América Latina, é administrado pela família Ermínio de Moraes.

Calmon de Sá foi um excelente banqueiro que presidiu os destinos do Banco do Brasil (28/2/1974 a 9/2/1977) apoiando, substancialmente, as entidades do funcionalismo: Caixa de Previdência – PREVI e Caixa de Assistência – CASSI, e estimulando a poupança dos funcionários, como antes não visto, com a oferta de parte das ações destinadas a PREVI.

Vale ressaltar que, mais uma vez, apresentando objetivos nos quais foi criada a Empresa, recrudesce a promessa feita, em 21/6/1853, na tribuna da Assembleia Legislativa Imperial pelo deputado Lisboa Serra, o presidente-fundador do Banco do Brasil: “A instituição com que queremos dotar o País há–de ser fonte de muitos benefícios.” 

Dentre os liames sagrados onde a presença dos empresários brasileiros está ligada ao Banco do Brasil, vale assinalar duas imagens em que aparecem José Ermínio de Moraes Filho (retratos originais p & b – 18,5 x 24 cm – Acervo:  Academia de Letras  dos Funcionários do Banco do Brasil: 

Foto n° 306 – Jardim de Inverno Fasano – São Paulo – SP – 18/1/1963 – José Ermínio de Moraes Filho, 1° vice-presidente da FIESP, diante do microfone da Rádio Difusora, profere o discurso em homenagem a Nilo Medina Coeli, gerente da Agência Centro – São Paulo, ao ensejo da realização do jantar de 1.000 talheres,  oferecido pelas classes produtoras.  

Foto n° 307 – Jardim de Inverno Fasano – São Paulo–SP – 18/1/1963 – José Ermínio de Moraes Filho, 1° vice-presidente da FIESP, ao centro, ladeado (E) por Nilo Medina Coeli, gerente da Agência Centro – São Paulo, e (D) por Ney Galvão, presidente do  Banco do Brasil (12/9/1961 a 20/7/1963).   

28/5/2009 – Superintendência do Banco do Brasil – Estado de São Paulo – BB oficializa patrocínio com a Confederação Brasileira de Ciclismo, em evento que teve a presença de Dan Conrado, diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, José Luiz Vasconcellos, presidente da CBC – Confederação Brasileira de Ciclismo, Paulo Villas Boas, representando o Comitê Olímpico Brasileiro, e a equipe de ciclismo de Pindamonhangaba que representou o Brasil na Volta Cíclica do Uruguai. Na ocasião, o presidente da CBC enfatizou:

 “O ciclismo é uma moeda de negócios e o Banco do Brasil acreditou nisso. A medalha olímpica pode vir mais rápida porque estamos pedalando para isso.” (271)   

(271)JOSÉ LUIZ VASCONCELLOS, presidente da CBC – Confederação Brasileira de Ciclismo. – in  Webventure Bike – 2/6/2009.

Em fonte secundária, mas merecedora de crédito, Gazeta Mercantil – Finanças & Mercados – edição: 29/4/2009, observamos que o presidente Aldemir Bendine, no início de gestão, expande o crédito através de nova modalidade de financiamento de produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar, etc.) e de construção civil do programa “Minha Casa, Minha Vida”, “o pacote habitacional do governo federal”, conforme menciona a Gazeta Mercantil.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (XXXII)


Na presença de Guido Mantega, ministro da Fazenda, Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Aldemir Bendine, presidente do BB, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, Eduardo Suplicy, senador da República, tomou posse, em 6/7/2009, no cargo de presidente da Nossa Caixa, o economista Demian Fiocca, em substituição de Paulo Euclides Bonzanini. Na ocasião, enfatizou:

“Minha missão à frente da Nossa Caixa é dinamizar sua atuação no mercado paulista ao mesmo tempo em que ocorre a integração ao  Banco do  Brasil.”  (268) 

(268) DEMIAN FIOCCA, presidente do Banco Nossa Caixa – Discurso de posse – 6/7/2009 – Assessoria de Imprensa Nossa Caixa – On Line – 07 de julho de 2009.   

O processo de integração teve início em 20/12/2008, ocasião em que o BB e o governo de São Paulo assinaram contrato de compra e venda, e previsto a ser concluído em 2010. Vale ressaltar que, a partir de 4/12/2009, os funcionários da Nossa Casa passaram a trabalhar na condição de funcionários do Banco do Brasil, uma vez que o CNPJ daquela Instituição foi extinto em 30/11/2009.

Nos idos de 2009, a maioria dos membros da Diretoria Executiva do Banco Nossa Casa era constituída de funcionários do Banco do Brasil, conforme data de posse, abaixo mencionada:

Demian Fiocca, diretor–presidente (presidente do BNDES (março/2006 a maio/2007);

Aroldo Salgado de Medeiros Filho, diretor de Gestão de Recursos de Terceiros (posse no BB: 5/11/1984);

Cláudio Guimarães Júnior, diretor de Finanças e Relações com Investidores (posse no BB: 16/8/1982);

Ederson Fernandes, diretor de Tecnologia e Logística (posse no BB: 7/7/1989);

Edison Magnani, diretor Jurídico (posse no BB: 25/2/1975);

Gueitiro Matsuo Genso, diretor de Produtos (posse no BB: 12/11/1985);

José Cláudio Rego Aranha, diretor de Mercado de Capitais; 

Marco Túlio de Oliveira Mendonça, diretor de Crédito, Controladoria e Riscos (posse no BB: 17/5/1985);

Marly Martins Juskevicius, diretora de Gestão de Pessoas  e Marketing, funcionária do Banco Nossa Caixa;

Paulo Roberto Lopes Ricci, diretor da Rede e Distribuição (posse no BB: 30/5/1984).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

S.PAULO GALANTE (XXXI)


As Unidades Regionais de Infraestrutura – INFRE, que tiveram pouca duração (outubro de 1998 a março de 2001), estavam sediadas em 16 localidades de várias Unidades da Federação, a seguir no Estado de São Paulo:

  INFRE Gerente Gestão (início  e  fim) São Paulo José Ferreira A. Neto 29/10/1998 a 15/3/2001.

Bauru Antônio Carlos Ciomini   29/10/1998a 4/3/2001

Com a instalação de superintendências regionais nas capitais, recrudesceu a designação Superintendência Regional – SUREG, no interior, de modo que, nos idos de 2000 apresentava–se o seguinte quadro no Estado de São Paulo [FUNCI – RF 1 a 4 – jan/2000; FUNCI – RF 1 a 4 – nov/2000]:

SUREG – ABC – São Bernardo – SP – Marcos Antônio Rampaz

SUREG – Araçatuba – SP – Osvaldo César Galli

SUREG – Bauru – SP – José Marconi Guimarães

SUREG – Campinas – SP – Edir Gomes Xavier

SUREG – Campinas – SP – Marcos Antônio de Lascio Cusatis

SUREG – Jundiaí – SP – Sérgio Peres

SUREG – Litoral Paulista – Santos – SP – Hélio Coimbra Vieira

SUREG – Marília – SP – Paulo Roberto Meinerz,

SUREG – Marília - Neirim Goulart Duarte

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Antônio Torchio Júnior

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Carlos Massaru Takahasi

SUREG – Paulista Centro – S.Paulo – SP – Fábio Rodrigues Noronha

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Ives César Fulber

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Jefferson Antoniolo Hammes

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – José Manoel Losada Parente

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Maria Aparecida Cordeiro

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Otaviano Amantea

SUREG – Paulista – São Paulo – SP – Tércio Luiz Tavares

SUREG – Pelotas – SP – Álvaro Anselmo Tieppo

SUREG – Piracicaba – SP – João Carlos de Nóbrega

SUREG – Piracicaba – SP – Marcos Antonio de Lascio Cusatis

SUREG – Presidente Prudente – SP – Marcos Luiz Galles

SUREG – Ribeirão Preto – SP – Oton Cabral Goncales

SUREG – São Carlos – SP – Marcelino Canelada Campos

SUREG – São José dos Campos – SP – Antônio Hélio Gozzi

SUREG – São José do Rio Preto – SP – Geraldo Afonso Dezena

SUREG – Sorocaba – SP – Maurício Lambiasi

Com a extinção, em março de 2001, das Unidades Regionais de Infraestrutura – INFRE, em substituição, surgiram novas designações: GERIE – Gerência Regional de Infraestrutura (março/2001 a julho/2004), GEREL – Gerência Regional de Logística (julho/2004 a junho/2007) e CSL – Centro de Serviços de Logística (junho/2007 a maio/2009, em andamento) distribuídas na seguinte ordem:

GERIE Gerente        Gestão (início  e  fim)

São Paulo        Nasser Nehme Abdallah  4/5/2001 a 25/2/2004

Antônio Carlos Ciomini   26/2/2004 a 1/8/2004

Bauru Antônio Pereira da Cruz  12/3/2001 a 1/2/2004

José Geraldo Trevisani    2/2/2004 a 28/7/2004

Campinas        Antônio Carlos Ciomini  5/3/2001 a 25/2/2004

Campinas        Pedro José R.Sanches 26/2/2004 a 1/8/2004

Ribeirão Preto  Antônio Roberto Pavim   5/3/2001 a 1/2/2004

Ribeirão Preto  Alexandre Sérgio de Souza      4/2/2004 a 1/8/2004

GEREL – Gerência Regional de Logística (julho/2004 a junho/2007)

GEREL Gerente Gestão  (início  e  fim)

São Paulo  Antônio Carlos Ciomini   2/8/2004 a 15/5/2007

Bauru José Geraldo Trevisani 29/7/2004 a 6/8/2008

Campinas  Pedro José R.Sanches 2/8/2004 a 28/5/2006
            
José Umberto M. Souza  10/7/2006 a 17/6/2007

Ribeirão Preto  Alexandre Sérgio de Souza 2/8/2004 a 10/6/2007

CSL – Centro de Serviços de Logística (junho/2007 a abril/2011, em andamento)

CSL  Gerente–Geral Gestão (início e fim)

São Paulo     Paulo Hisashi Oshiro   18/6/2007 

Leonel Prado de Moraes

Ribeirão Preto  José Geraldo Trevisani 25/6/2007 a abr/2011, em and.

Prestigiada, em 17/4/2001, por Martha Suplicy, prefeita da cidade de São Paulo, a inauguração do CCBB – Centro Cultural  Banco do Brasil, na capital paulista, teve a presença do presidente Eduardo Augusto de Almeida Guimarães e de toda a Diretoria Executiva: Antônio Luiz Rios da Silva (DIBAN) Ênio Pereira Botelho (DICON), Alkimar Ribeiro Moura (DIFIN), Luciano Corrêa Gomes (DIREC), Rossano Maranhão Pinto (DIRIN), Ricardo Alves da Conceição (DIRUR) e Antônio Gustavo Matos do Vale (DITEC). Na ocasião, o presidente afirmou:

“É a contribuição da Empresa para revigorar a área central da cidade, e representa nossa atenção cada vez maior ao estado de São Paulo.” (253)

(253) EDUARDO GUIMARÃES, presidente do Banco do Brasil (30/3/2001 a 28/1/2003) – in Solenidade de inauguração do  CCBB – São Paulo – SP – Revista bb.com.você – p. 19 – março/abril/2001.

Desde a época da inauguração, o Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo foi dirigido pelos seguintes funcionários: Yole Maria de Mendonça (21/4/2001 a 26/5/2002), Walter Nunes de Vasconcelos Júnior (27/5/2002 a 4/9/2005), Marcos José Mantoan (5/9/2005 a 4/11/2007), Marcelo Martins Mendonça (5/11/2007 a 8/6/2009, em andamento).