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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O RESGATE DE PALOMA

Mesmo que não possam nos ouvir, aqueles que estão internados em clínicas psiquiátricas, sob o efeito pesado dos remédios químicos, entorpecidos por essas drogas químicas, há pensamentos de entes amados, nesta esfera física e no plano astral superior, circulando o ambiente. [O FIM DE PSIQUIATRIA – post 29 de março de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Com a participação de uma ambulância do Hospital San Magno, o Dr. Lutero (Ary Fontoura) e sua equipe deram apoio ao Bruno (Malvino Salvador) para retirar Paloma (Paolla Oliveira) da clínica psiquiátrica, onde estava completamente dopada, no meio da confusão causada por um alarme de incêndio.
Em entrevista com a diretora da clínica, o Dr. Lutero questiona sobre o tratamento que vinha sendo dado a Paloma. Anteriormente, o médico César, presidente do Hospital San Magno, papel do ator Antonio Fagundes, contrário à medicação pesada dada a Paloma, indagou à diretoria: “não seria melhor dá uma dosagem menor e depois aumentá-la?”
Observamos que há muitos questionamentos acerca do tratamento psiquiátrico, partindo da recomendação médica que o paciente deve ser tratado apenas com um médico psiquiatra, e não mais de um dos colegas da área, alegando que poderá haver divergências sobre o diagnóstico, dosagem da medicação e métodos para promover a recuperação da saúde.
Aliás, essa área médica é completamente fechada a esses especialistas sem ter uma avaliação como existe, por exemplo, de um médico cirurgião que deixa um instrumento na barriga do paciente operado e, depois, é constatado o erro médico, com as punições cabíveis dentro da ética profissional e perante o código penal.
Mesmo que haja fracasso de um paciente com distúrbio mental que afete o patrimônio da família, o médico pode alegar que, naquele dia, ele estava em boas condições de saúde e ninguém pode contrariá-lo.
Coube ao Dr. Philippe Pinel (1745/1826), o pioneiro na área da Psiquiatria que promoveu tratamento de saúde com os prisioneiros da cidade de Paris e os fez muitos deles sair da prisão.
Os manicômios públicos foram extintos em diversos países, com o pioneirismo da Lei 180/78, a Lei Basaglia, nome que homenageia Franco Basaglia, o famoso médico italiano. No Brasil, a Lei Federal 10.216, de 6 de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais.
O resgate de Paloma, nome dado pela própria diretora da clínica, aconteceu porque a paciente estava, na prática, em cativeiro, embora tivesse sido encaminhada para lá por ordem judicial que prevê pena aos traficantes de drogas.
O diagnóstico esquizofrenia paranoica não combinava com o estado emocional de Paloma, na apreciação do médico cirurgião, Dr. Lutero. Mas, a área da Psiquiatria é restrita aos especialistas.
Quando o paciente entra no consultório, o caso pode se agravar se houver uma continuada medicação, sem prazo para determinar, estabelecendo a dependência química que deve ser eliminada aos poucos pelo controle médico e nunca pelo paciente, comentado em nossa crônica DESMAME – 28 de fevereiro de 2013.
O caso de Paloma foi possível a retirada da medicação, sem causar problemas, porque ela estava no início do tratamento.
Um coisa é certa: na novela, o amor de Bruno, o noivo de Paloma, é muito mais importante do que qualquer remédio de farmácia e está à frente de qualquer medicação. Aliás, os psiquiatras reconhecem que o amor é fundamental na recuperação de saúde do paciente.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O CELIBATO (II)

Conhecido desde o início em que foram criados os primeiros monastérios, o celibato era considerado uma anormalidade para o povo que viam os reclusos como loucos por não conseguiram levar a vida, considerada normal, no método peculiar em que viviam com o objetivo de casar e ter filhos.
Os tempos mudaram, no decorrer dos séculos, e hoje o celibato permanece dentro da vida monástica, aceito agora pela sociedade humana como algo sublime que possibilita mais disponibilidade para afazeres religiosos.
Essa influência de fugir do mundo, mesmo vivendo no mundo, possibilita uma nova leitura sobre a possibilidade de avaliar o relacionamento entre casais e a postura narcisista em que não há uma entrega de si aos outros.
O celibato como meio de fugir do prazer sexual, por qualquer motivo, é uma conduta desviada do fluxo natural que cada um tem consigo. Controlar ou repreender o desejo sexual está ligado unicamente ao ego e não ao ser profundo que todos nós somos.
No entanto, devemos fazer uma análise e nunca uma crítica a respeito do que se passa hoje no mundo em que vivemos onde a transformação de costumes está sendo processada de maneira rápida e alucinante à deriva dos impulsos do mercado, atingindo todos os setores da vida planetária, sendo que o dinheiro é o fio condutor desse fluxo.
Vale assinalar texto do discurso de José Pepe Mujica, presidente do Uruguai, proferido em 24 de setembro de 2013, na 68ª Assembleia Geral da ONU:
“Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo deles com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões, a aparência de felicidade.”
A transição planetária é uma realidade que atinge todo o nosso planeta, independente de qualquer condição apreciada, fazendo despertar as pessoas para o caminho escolhido por elas mesmas para a dimensão maior que a todos nos espera.
Esta dimensão virá se aceitarmos ou seremos repelidos, por nós mesmos, em vibrações que nos atraem para mundos dissociados como a Terra vive, revelamos assim o destino do joio e do trigo.
O celibato atualmente para a maioria das pessoas, que está ultrapassando a esfera do ego, é uma condição escolhida para precaver-se contra os desencantos da pessoa sexualmente ativa que pode causar-lhe transtornos físicos, emocionais ou mentais quando o agrave se incorpora a doenças.
Essa busca de ser feliz que corre pela mídia, como propaganda de mercado consumidor, também atinge igualmente quem deseja manter-se equilibrado na vivência dos momentos felizes, naturalmente dentro do narcisismo, sem doação, o que vale dizer numa busca que não pode ser alcançada.
Podemos doar-nos, inclusive sexualmente, a pessoas que amamos sem ter a preocupação em receber algo de troca que possa nos fazer felizes, e que pode vir também através de desencantos que nos chegam em forma de oportunidade para crescermos na mudança ou transmutação.
O celibato saudável, visto como momento de encontro consigo mesmo, é altamente valioso, pois não teremos a influência de vibrações deletérias, tanto na esfera física como no campo astral. Se estivéssemos acompanhado emocionalmente, isto poderia ocorrer, pois iríamos atrair pelo contato. Se o celibato não for saudável, todas as incursões que ligam os mundos dissociados nos envolveriam e seríamos obsidiados por mentes perturbadoras.
A solidão quando não for vivenciada para o autoconhecimento será transformada em melancolia que provoca a doença mental. Os casais vivenciando o amor não conhecem essa solidão e entre si fomentam forças que os fortalecerão em qualquer circunstância.
Há pessoas que necessitam vivenciar o celibato, há engramas do passado que precisam ser eliminados por posturas de aparente solidão e que não envolvam acompanhamento de pessoas.
A música “Eu preciso aprender a ser só”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle, na versão inglesa “If you went way” foi cantada por Sarah Vaughan. O tema foi abordado também pelos cantores Marcos Vale, Elias Regina, Maysa, Tim Maia e Gilberto Gil.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

OCULTAÇÃO DE VÊNUS


Na crônica O PLANETA VÊNUS – 2 de dezembro de 2012, constante do blog Fernando Pinheiro, escritor, emitimos a seguinte opinião:
Pela madrugada, devido à luminosidade que recebe do Sol, Vênus é a Estrela da Manhã e, ao entardecer, Vênus é a Estrela Vesper ou a Estrela do Pastor.
Os amores venusianos, por estarem vivendo uma consciência planetária unificada, possuem uma egrégora com maior leveza do que a densa consciência planetária da Terra que está indo embora. Lá existe o amor numa consciência ampliada e aceita. Vênus é um paraíso com a relação à Terra.
Agora com o aparecimento do fenômeno astronômico de rara beleza ocorrido, na noite de 8 de setembro de 2013, nos céus de grande parte do Brasil, e de alguns outros países sul-americanos: a Lua crescente ocultou o planeta Vênus.
Segundo Marcelo Bruckmann, técnico do Laboratório de Astronomia da Faculdade de Física da PUC/RS: “Vênus vai desaparecer na luz suave do contorno do satélite, que é a luz cinérea, a luz solar que a Terra reflete e ilumina a superfície lunar” [Jornal Zero Hora – Porto Alegre – 8/9/2013].
Segundo a Wikipédia – a Enciclopédia Livre: “O fenômeno da luz cinérea é a possibilidade de se observar a parte escura da Lua iluminada de modo tênue. Este é um fenômeno observável nos dias que precedem e sucedem imediatamente a fase de Lua Nova, após o quarto minguante e antes do quarto crescente.”
Nesse dia, duas amigas minhas no facebook escreveram em seus respectivos murais: "O planeta ficou bem na ponta da lua. Foi magnífico!" [Rosely Padilha] – “Coisa de Deus! Impressionante! Lua e Vênus juntos... lindos” [Celina Shiozaki].
O planeta Vênus também teve a transição planetária, o que vem ocorrendo em todos os planetas do sistema solar em que a Terra gira. Agora, elevada à quinta dimensão unificada, a mesma que a Terra está ascendendo, podemos fazer uma pequena avaliação do que está ocorrendo lá em comparação com a terceira dimensão dissociada que está indo embora do planeta.
Em Vênus a vida humana ou humanoide, com maior beleza física e espiritual do que nesta densa dimensão, transcorre no clima paradisíaco em comparação com o nosso estágio evolutivo. A liberdade é uma conquista realizada porque veio da conquista do espírito, logicamente um rosário de atributos inerentes à felicidade eterna que passa a figurar.
Na Terra a escravidão em todas as formas e conteúdos do comportamento humano, em Vênus a libertação dos jugos asfixiantes e opressores. O trabalho fatigante aqui, lá o enlevo de trabalho de menos horas, 4 horas por dias em cometimentos em que aparecem sempre a beleza nas artes e nos ofícios.
Aqui na Terra o sofrimento e a dor se arrastando no viver temporário dos sofredores e oprimidos, em sua grande maioria, e a continuação dos mesmos sofrimentos que são transferidos para as áreas de idêntica situação e na esfera venusiana a saúde completa, no físico e na estrutura espiritual, qualificando-a de seres multidimensionais.
O que é um conquista muito grande para a humanidade terrestre os engenhos e invenções que utilizam satélites que culminam com o aparecimento da internet, lá nos recantos venusianos tudo isto é ultrapassado pela conquista da transparência que aqui na Terra não tem.
Para a grande maioria dos habitantes da Terra a transparência só existe nos lampejos de luz na consciência do que somos nos sonhos desenvolvidos durante o estado do sono. A transparência somente é possível no estado do ser, do nosso ser profundo, o coração, que todos possuímos.

domingo, 8 de setembro de 2013

FACEBOOK

No mundo terrestre, diariamente, cerca de 500 milhões de pessoas fazem o uso do facebook, uma rede social. Como a transição planetária é um dos assuntos no blog Fernando Pinheiro, escritor, vemos a necessidade de estender aqui, e em todos os continentes onde temos leitores, a nossa singela apreciação.
A rede social Facebook é uma ferramenta muito útil na comunicação entre grupos afins e estabelece possibilidades desses grupos locais se estenderem em outras localidades onde são encontradas novas pessoas, crescendo cada vez mais.
A barreira invisível de idiomas falados, por diferentes regiões do mundo, é quebrada com o auxílio do Google tradutor que faz uma tradução momentânea do texto escrito em muitos idiomas, essa tradução merece ser revista porque pode ocorrer mensagens truncadas.
No planeta Terra habitam duas humanidades: uma que vive a consciência dissociada, cerca de 5 bilhões de pessoas, onde há o predomínio da vivência da personalidade e do ego, numa configuração que denota competitividade e separatividade e a outra vivenciando a consciência unificada, onde o ser profundo, simbolizado pelo coração, cerca de 2 bilhões de pessoas, ambas no total de 7 bilhões, a população da Terra.
O coração, não o órgão físico, mas o ser profundo teve também a participação do grupo de 5 bilhões de pessoas, só que no lampejo de uma consciência mais próxima de um patamar mais elevado. Esta ascensão dimensional ocorre, a passos de galopes, do grupo dos 5 bilhões para o outro que cresce a cada instante.
Esta realidade chama-se a separação do joio e do trigo que não é nossa a identificação, mas a da luz crística que se projeta do centro da galáxia, recrudescendo os momentos inesquecíveis de sua passagem, como Verbo encarnado, no longínquo burgo do Império Romano.
Como as duas humanidades estão intimamente ligadas uma a outra, não podemos diferenciar a maneira em que é usada a internet e, em especial, as redes sociais onde o facebook se encontra.
Sabemos que no campo da Psiquiatria, quando o paciente perde a capacidade de conduzir a sua própria vida, ainda em tratamento em clínica ou em casa com o auxílio do “home care”, a internet já não lhe desperta interesse porque tem o grau de sociabilidade bastante baixo.
Com a proliferação de mensagens onde o ego é exacerbado a nível de separatividade e de competitividade, logicamente as pessoas do facebook não se sentem estimuladas a participar na interação de perfis. Esse comportamento se estende a novelas, jornais e outros programas de televisão.
Aproveitamos desta tribuna para dizer aos nossos amigos não criticar nada e ninguém, pois a crítica leva ao julgamento e à separatividade, perdendo-nos uma ótima oportunidade de revelar o que somos, todos nós, um ser profundo que se liga à fonte. Essa ligação é alcançada por 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Não há tempo para estender nossas mãos para quem não quer nos ouvir nem temos a intenção de fazer proselitismo. O amor só se estende com a receptividade. No plano mental e no plano espiritual já estão formadas as egrégoras, todas de todos os tipos, basta escolher qual a direção a seguir.
Há um crescimento de escolhas em ambas as humanidades, no momento na proporção acima mencionada, de modo que há oscilações entre si, quem não está na consciência unificada, hoje, amanhã pode estar e mesmo aqueles que começaram a entrar no caminho do coração podem voltar ao ambiente em que há pouco permanecia. É por isso a recomendação do Verbo: “orai e vigiai”.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A INTERNAÇÃO DE PALOMA

No capítulo 96 - sábado - 7 de setembro de 2013 - da novela Amor à Vida, da TV Globo, a médica Paloma (Paolla Oliveira), intimada por enfermeiros, é obrigada a tomar medicação dentro da clínica psiquiátrica. O presidente do Hospital San Magno, o médico César (Antônio Fagundes) visita a filha e disse que não é psiquiatra mas concorda com o tratamento que ela vem recebendo.
Ela foi conduzida para aquele local por uma decisão judicial, tendo em vista tratar-se de prisão por crime de tráfico internacional de drogas. Completamente revoltada contra a situação, era observada na clínica com sintomas de transtorno mental.
Ficamos a imaginar uma pessoa sadia, uns dias atrás, bonita, inteligente, independente financeiramente, de repente sem condições de conduzir a própria vida. Antes, no cárcere perde a liberdade de locomoção e na clínica psiquiátrica a medicação pesada faz-lhe dopada e sem ter condições de modificar os panoramas íntimos que estão nublados.
Nessas condições a paciente perde a sociabilidade e se agrava no atrito que tem com aqueles que impõem a separatividade, a fim de se locupletar com as vantagens materiais que são retiradas dela por sua incapacidade de gestão.
O maior problema do Brasil é a saúde, conforme é mencionado pela mídia, nesse clima em que está ocorrendo a chegada dos médicos cubanos para trabalhar no interior do Nordeste. Os transtornos mentais estão relacionados no tratamento médico, objeto de nossa crônica Medicações – 28 de julho de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
A nossa contribuição nessa área se estende nas crônicas publicadas no referido blog: A Cura – 13 de fevereiro de 2013 – Tapete – 23 de fevereiro de 2013 – O Jogo Social – 25 de fevereiro de 2013 – Os Domínios da Psiquiatria – 27 de fevereiro de 2013 – O Desmame – 28 de fevereiro de 2013 - O Paciente e o Meio – 1 de março de 2013 – O Mundo de Morfeu – 10 de março de 2013 – Paisagens Íntimas – 14 de março de 2013 - Comparsas – 15 de março de 2013 – O Fim da Psiquiatria – 29 de março de 2013 – Internação Involuntária – 28 de maio de 2013 – A Fuga – 3 de junho de 2013 - Síndromes – 27 de junho de 2013 – O Retorno – 28 de junho de 2013 – O Retorno II e III – 8 e 16 de agosto de 2013.
Com um bate-papo informal, na Bienal do Livro de 2013, realizada no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 4 de setembro, houve o lançamento da segunda edição do livro “Entendendo a Esquizofrenia: como a família pode ajudar no tratamento?”, autoria do psiquiatra Leonardo Palmeira junto com a psicóloga Maria Thereza Geraldes e a psicopedagoga Ana Beatriz Bezerra.
Vale assinar a experiência do Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira, médico do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, com familiares de pessoas com esquizofrenia que, nos idos de 2009, participou de um Congresso Mundial de Pesquisa em Esquizofrenia e manteve conversas com psiquiatras da Europa e dos Estados Unidos que lhe informaram que incluíam os pacientes nos grupos de família e tinha resultados favoráveis.
Vivenciando as cargas do pensamento que o ambiente sobrecarregado de emoção-expressada da família que a colocavam mais para baixo, principalmente as do irmão César, na pele do ator Mateus Solano, a internação de Paloma não expressava a contento a participação dos familiares em ajudá-la.
Escrita em 21 de fevereiro de 2013, na cidade de São Paulo, a crônica Lado a Lado [Blog Fernando Pinheiro, escritor] demonstra a necessidade da presença familiar:
"Lado a lado, o meu amor vai tão longe" repercute o canto de Carlos Alberto, recrudescendo a atmosfera nostálgica dos idos de 60, em que o Brasil vivia uma época em que o lirismo estava mais presente na música popular.
Acompanhar os pacientes na área de saúde é uma tarefa nobilitante onde o silêncio é o ponto de partida para avaliar as possibilidades de ajuda. O improviso do momento acompanhará sempre a inspiração que tivermos para o momento, sempre renovável para que as paisagens íntimas, de comovente beleza, tenham sempre uma coloração de encantos.”

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ADMIRÁVEL GADO NOVO

A música na voz de Zé Ramalho, conforme ele mesmo falou, sob os aplausos de uma multidão de pessoas, num grande show, é o Brasil [Vídeo Ninaionara – 09/04/2013].
A música serviu de trilha da novela O Rei do Gado, de autoria de Benedito Ruy Barbosa (tema do núcleo dos Sem-Terra), levada ao ar em junho/1996 a fevereiro/1997, pela TV Globo. No elenco: Antonio Fagundes, Patrícia Pillar, Letícia Spiller, Tarcísio Meira, Glória Pires, Raul Cortez, Fábio Assunção, Carlos Vereza, Cláudio Corrêa e Castro, Oscar Magrini, Eva Wilma, Marcello Antony, Stênio Garcia, Vera Fischer, Sílvia Pfeifer, Bete Mendes, Guilherme Fontes, Almir Satter, Pedro Paulo Rangel, Lavínia Vlasak, Sérgio Reis, Ney Latorraca, Jackson Antunes, entre outros atores.
A caminhada é árdua na demonstração de coragem mesmo no que possa acontecer e revela a realidade que se consome: “E ver que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem lhe comer. Eh, ôô, vida de gado, povo marcado, ê povo feliz”.
Quando o povo é governado pela mídia vira gado marcado e, dentro do bucolismo e da brejeirice é povo feliz, demorando-se “na beira da estrada, e passa a contar o que sobrou”.
O cantador nordestino desfia o novelinho: fuga da ignorância que o cerca, sonho com melhores dias e, mesmo numa cela, vislumbra nova possibilidade de ver esse mundo se acabar. Mas, na arca de Noé, o dirigível, ninguém voa e nem se pode flutuar.
Apenas na área da saúde mental, no Brasil as cifras crescem alarmantes:
“Vale assinalar os números apresentados pela Gazeta do Povo: R$ 1,85 bilhão arrecadado, nos idos de 2012, na venda de 42,3 milhões de caixas de medicamentos antidepressivos. Ressalta a Gazeta que o aumento do número das prescrições de remédios tem colocado em alerta especialistas e entidades, pois está evidenciada a hipermedicalização de pacientes [MEDICAÇÕES – 28 de julho de 2013 – Blog do site www.fernandopinheirobb.com.br].”
Segundo ainda a Gazeta do Povo nos idos de “2016 o total movimentado com a venda de medicamentos no país pode ultrapassar a marca de US$ 42 bilhões – o equivalente a R$ 93 bilhões”. A música de Zé Ramalho é tão elucidativa quanto aos números apresentados: “E ver que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem lhe comer.”
Houve manifestações populares nas ruas, em diversas ocasiões e localidades, buscando sempre as melhorias para saúde, o que mobilizou o governo a importar médicos cubanos, objeto de nossas crônicas O Brasil nas Ruas – 29 de junho de 2019 [blog do site www.fernandopinheirobb.com.br e Ajuda Bem-Vinda – 25 de agosto de 2013 - facebook]. Essa foi a hora demorada “na beira da estrada, e passa a contar o que sobrou”.
Sair do cárcere de dor que a doença gera sob o comando da mente encarcerada é um desafio em que há apenas uma nova possibilidade de ver este mundo se acabar. A mídia já promoveu muito o fim-do-mundo, em muitas ocasiões, apenas promovendo a instabilidade que promove doença.
Este plano mental, onde há oscilações do dualismo humano em todas as áreas, inclusive nas áreas de saúde, onde se busca fora o que deve ser de dentro, já durante cerca de 26.000 anos quando foi instituída a consciência planetária dissociada.
Quando este percurso do tempo esteve há 2.000 anos, o libertador da Terra, o verbo encarnado, veio pessoalmente dizer qual é o caminho, a verdade e a vida. Ele é, todos somos, desde que o ser profundo, que todos temos, se ligue a fonte, para ser também caminho, verdade e vida.
Dentre do dualismo humano tudo é fragmentado, a separatividade é a única referência entre os comportamentos humanos que abrange todas as áreas, inclusive as do apelo religioso.
Vejamos o que nos disse o Dr. Amit Goswami, Ph.D., Professor aposentado do Departamento de Física Teórica da Universidade de Oregon, USA.: “Or else, we make a discontinuous leap to the supra mental, glimpse at an archetype, and map it in the mind, a map that we never had before.” [Facebook].
Em resposta à mensagem da psicóloga Avani Rodrigues, leitora de nossos textos, dissemos que o supramental, reconhecido pelo Dr. Amit Goswami, e por toda a comunidade científica que descortina o novo paradigma da ciência dentro da consciência, nos dá condições de ampliar aquilo que o mental não pode conseguir. O mental foi muito útil à nossa civilização, nos deu todo esse conforto que o progresso material exibe, mas está sendo substituído pelo supramental, onde a transparência a nível de alma será conhecida por todos.
Como nos sonhos, saberemos tudo através do supramental. Ninguém enganará mais ninguém. Como todos serão sadios, não haverá mais necessidade de médicos nem de remédios. Esta é a paisagem que descortinará o Terceiro Milênio que será implantado daqui a alguns séculos. A Terra está sendo sacralizada dentro da profecia da separação do joio e do trigo.
O Brasil, cantado na música Admirável Gado Novo, passa por esse aperreio, porque está aperreado, ôxente, mas por ser bucólico e brejeiro, tem um povo feliz, e, estendendo o nosso olhar para fora, faz um tempo confortável, como confortável é o canto do cantador.

sábado, 31 de agosto de 2013

PÉGASO (IX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Estávamos num barco saindo de uma ilha em alto mar, em direção do continente. Era comovente apreciarmos as águas, os ventos, a maresia revestida de sal e sol, o céu azul num dia claro e feliz. Logo, alcançamos a praia e pudemos ver de longe a ilha onde tínhamos estado há pouco tempo.
Na praia andamos na areia, sentindo o ar fresco que nos envolvia, algo muito gratificante. O ambiente era desértico, mas num trecho do caminho, avistamos roupas enroladas denotando que havia pessoas por perto que estavam ou estiveram por aqui. Eram roupas de operários de obra, denotando que eram escravos. Não havia ninguém por perto.
Seguimos em frente pensando que a escravidão é marca preponderante na vida dos seres humanos, principalmente para quem não se libertou das algemas criadas por eles mesmos.
Enquanto não deixar se manifestar a essência profunda que cada um tem, serão escravos de seus próprios atos no mundo em que a matrix predomina. É lá nesse recôndito profundo que estão a sua vocação, seus talentos, seus amores verdadeiros em forma de ressonância magnética onde há um vínculo alimentado a cada instante e sem parar, seu destino promissor que vai muito além daquilo que sonham apenas ter um apartamento, dinheiro no Banco do Brasil ou em outras instituições financeiras, casa na praia ou na serra e um sítio onde possam criar galinhas e cavalos.
Estendemos o olhar em direção do Atlântico, esse oceano onde já sobrevoamos, em sonhos, e de passagem numa questão de milésimos de segundos, em direção de outras plagas paradisíacas onde ainda não houve a contaminação humana.
A nossa finalidade nessa praia foi fazer uma catarse, pois quando a luz de nosso ser profundo se manifesta todo miasma que acumulamos sái por alguma saída de nós mesmos, em qualquer um dos corpos energéticos que temos. No campo físico, isto pode ocorrer com vômitos, urina ou excrementos. Em nosso caso particular, no duplo etérico, foi feito via urinária, há um dito popular que diz: isto sai na urina é porque é algo sem importância.
Esse algo sem importância veio em decorrência de estarmos ligado nas vibrações sutis de pessoas que buscam se encontrar no facebook onde há depoimentos de mulheres que revelam que estão dispostas a sair do site por não lhes agradar a receptividade que fazem os homens que comentam o que elas escreveram.
O ponto central dessa viagem foi o mar, o alto mar. Lá existem aragens refrescantes, uma integração maior com a natureza onde a poluição mental do homem é quase inexistente, isto porque há embarcações que cruzam essas imensas águas flutuantes.
Olhamos para o barco que nos trouxe e vimos que estava na areia e era necessário muita força muscular para arrastá-la à beira do mar. Depois, já refeito da pequena catarse, olhamos para o barco e dissemos: isto é fácil, basta querer.
No princípio quântico a observação interfere na coisa observada, como já foi testada em laboratório pela experiência da dupla fenda de Thomas Young e esse princípio é revelado da seguinte forma: "eu sou o observador, logo tudo que observo tende a ser realidade".
Em nosso caso, essa certeza de que é possível remover o barco da areia para o mar fez com que isto fosse possível. Essa postura confiante é Física Quântica e o exemplo maior é o centurião de Cafarnaum que tinha a certeza de que o seu servo seria curado por Jesus, um ser multidimensional.
Como num passe de mágica, o barco voltou às águas e embarcamos em direção da ilha de onde tínhamos partido, novamente a nossa admiração pelo mar, onde os pescadores se sentem que estão em casa quando estão pescando em alto mar. Os jangadeiros das praias do Ceará sentem essa euforia comovente como também os navegantes do rio São Francisco e aqueles homens corajosos que navegam pelas águas do rio Amazonas.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O TREM DAS 7

Interpretada por Zé Ramalho, a música O Trem das 7 é uma revelação da transição planetária: “Quem vai chorar? Quem vai sorrir? Quem vai ficar? Quem vai partir?” O trem está carregando as cinzas do velho éon.
A música, que teve a gravação original de Raul Seixas, finaliza expressando que “o mal vem de braços e abraços com o bem num romance astral e o céu não é o mesmo céu que você conheceu”, isto é dentro do dualismo conhecido que gera toda esta sorte de infortúnio.
A separação do joio e do trigo, que veio desde os tempos anunciados por Jesus, um ser multidimensional, e se estenderá por mais alguns séculos, está estabelecendo a sacralização do planeta Terra. E como ficam os amores, sim, os amores que os liames sagrados sustentam?
O plano mental que proporcionou tantos benefícios ao planeta Terra, dentro da educação e da cultura, está sendo afastado lentamente pelo plano supramental, o único recurso capaz de proporcionar a todos os seres humanos o caminho da felicidade, a libertação de algemas escravocratas.
O mental é o reino do ego, do dualismo e de toda a separatividade. O supramental está numa consciência planetária unificada, a única que a partir daí possibilitará todos os recursos necessários para o homem viver a vida dos anjos, o nosso destino.
No estado do sono vive-se na transparência que o supramental dispõe. Não há segredos para o espírito de luz, o ser que não vive mais no plano mental.
Caminhemos sem olhar para trás, não há nada a criticar as situações que passam aqueles que estiveram conosco no caminho que andamos. Sigamos resolutos e confiantes de que haverá sempre uma proteção àqueles que a buscam, não importa que luminosidade for.
Os amores que não nos acompanharam, nesta transição planetária, que não é nenhuma religião ou filosofia, um dia, na longa estrada do destino, no decorrer dos tempos e dos espaços, estaremos também juntos pelo caminho afora que não mais se restringirá a uma esfera mental em que lutamos para sobreviver o corpo físico e o corpo emocional.
Deixai os mortos enterrar os mortos, réstia de luz da Luz do Mundo que está no centro da Via-Láctea, significa que a liberdade é um direito de quem deseja caminhar. Não julguemos a direção escolhida. Os mortos enterrarão seus mortos pela semelhança do viver em que vivem. Não há morte, no sentido absoluto.
Somos responsáveis apenas por nós mesmos, a culpa é para quem vive no dualismo a fazer comparações transitórias, alimentadas por uma educação que ainda não aceita o plano supramental ou a consciência unificada. Tudo isto está com os dias contados no planeta Terra.
Os 4 pilares necessários à ascensão à dimensão unificada é de grande valia: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Como poderemos ter tristeza num relacionamento afetivo se vivemos a alegria do nosso ser profundo. Os desencantos e os infortúnios não nos atingem mais, tudo isto pertence à Terra desgastada de tanta dor e sofrimento.
O Trem das 7 é um veículo que nos levará para bem longe daqui. É simples a explicação: seguimos a nossa vibração, seguimos o que somos, não pode ser diferente. Há vibrações que nos atraem por vibrações semelhantes que trazemos conosco.
Na densa atmosfera psíquica, onde está a imensa concentração do joio que está sendo expurgado, há uma atração magnética sobre as sombras humanas que estão na Terra, é aí que compreendemos “deixai os mortos enterrar os seus mortos”.
Os simples e humildes herdarão a Terra, outra réstia de luz da Luz do Mundo, há 2 mil anos. No dizer da cultura hindu: após a Idade das Trevas, a Terra será governada pelos brâmanes.
Na música A Nave dos Arrependidos, a cantora Ângela Maria enfatiza: “Espera, ainda tenho, nestas mãos, primaveras, Cada flor tem, tem carícias que renovam, A esperança que só nasce do perdão.”
O perdão é a mais bela forma de amar, embora saibamos que a renúncia está intimamente ligada.
Se houver uma receptividade de nosso amor, mesmo que seja em pequenina proporção, a ligação se estabelecerá e, mesmo que houver a separação que o Trem das 7 fizer, estaremos unidos no tempo e no espaço, pois no Universo tudo se interliga porque é a presença do amor que se faz.