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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

AO LONGE O MAR

Em abraços calorosos é construído um porto calmo que serve de abrigo contra as tempestades da vida de quem nos busca. O futuro maior se estende pela frente descortinando horizonte suave que a luz do sol ilumina e passando esta imagem ideoplástica, para dentro de nós, faz-nos um bem muito grande.
Podemos pensar nas paisagens bucólicas do interior do País, vendo a vida correr lentamente e com o ritmo do cantarolar dos riachos e das fontes cristalinas que escorrem águas cantantes entre pedras alisadas. Este canto também vai alisando os corações desconhecidos.
A promessa de esperar o melhor num mundo que engravida os contrastes, a dicotomia, os paradoxos, alimentado pelo dualismo humano, já não faz muito sentido, pois do improviso nasce melhores esperanças do que aquilo que poderia ser manipulado.
Em causa própria, ser advogado de defesa de nós mesmos teria alguma credibilidade? A reação é sempre do ego e não de nosso ser profundo, assim como acontece com a luz, que não se defende, mas tem o direito de se manifestar.
No improviso ou no inesperado, a letra da música Ao Longe o Mar, na voz da cantora portuguesa Madredeus, afirma: “vem da névoa saindo a promessa anterior. (...) Sim, eu canto a vontade, canto o teu despertar.”
Essa vontade é apenas manifestada em nós, simplesmente, não há uma designação antecipada que mostra o futuro escrito nas estrelas, até mesmo lá muito longe, em milhões de milhas de distância, apenas pode-se prever o que vai acontecer um minuto antes à nossa frente, é o sinal da multidimensionalidade, que ainda estamos a caminho de conseguir. Mas temos a intuição do clima que se desenrola em nosso ambiente em que vivemos.
O seu despertar, amores meus, é o nosso despertar porque isto nos completa como ser que se expande na comunicação externa e dentro de nós mesmos, em sintonia sublimada que expande energias ao nosso corpo. Os animais de estimação têm também essa energia que passam suavemente aos seus donos.
Os hospitais das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo estão abrindo as portas para esses animais serem recepcionados pelos seus donos como uma espécie nova de agentes de saúde, embora não tenham essa predisposição dos seres humanos em classificar sintomas e doenças.
Ao longe o mar, ao longe o mundo de fantasias e de ilusões que esta civilização expõe a todos os seus habitantes para vivenciá-las, se houver atração de afinidades, ou, simplesmente, o olhar para mais longe do mar, onde o horizonte é mais promissor e onde estão os amores dos nossos sonhos, os amores de nossa vida.
O encontro de almas afins ou almas gêmeas, não no sentido do nascer do mesmo parto, mas gêmeas pela igualdade em sintonia de vibrações que ambos já vivenciam, desde antes, desde antes de se conhecer nesta paisagem turbulenta em que o planeta passa.
Que oportunidade de ouro, todos nós estamos tendo, num mundo de ferro enferrujado (símbolo) porque está a caminho a modificação do DNA humano de partículas de carbono para as de silício, no decorrer de mais alguns séculos, não confundir com o cilício, uma forma equivocada de pagar os pecados através do suplício, outra imposição dos agentes do medo que controlavam vidas humanas e ainda hoje controlam em novas roupagens sofisticadas na aparência.
Ao longe o mar, apreciemos as águas, as pessoas que nos chegam para alegrar o nosso viver neste caminho pelo mundo em transição planetária que temos a honra de assistir e vivenciar as mudanças planetárias que se desenrolam na Terra e temos notícias de que isto se desenrola em todo o nosso sistema solar, mas fiquemos aqui apenas observando ao longe, o mar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

VOCÊ TEM TUDO PARA SER FELIZ

Lirismo mais acentuado de uma época que passou na música brasileira, em que tivemos tantos cantores românticos, a voz de Anísio Silva recrudesce nestes tempos em que os casais se separam, como nunca houve nas estórias de amor, e nos brinda com a música, composta pela dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, VOCÊ TEM TUDO PARA SER FELIZ.
O maior sucesso musical de Anísio Silva foi Alguém me disse, prestigiado pela gravação de outros cantores famosos: Maysa, Gal Costa, Núbia Lafayette, Nelson Gonçalves, Nilton César, Emílio Santiago, Gilliard, Mauro Silva, Ana Carolina.
No enlevo amoroso, quando surge em doces encantos, só não é feliz quem não quer. A transparência é a nossa realidade que caracteriza a mudança de consciência planetária que está ganhando um novo patamar de grandeza, sendo que os casais são altamente beneficiados.
Nos sonhos podemos ver, bem claro, apenas com as imagens ideoplásticas que surgem de nosso ser profundo em contato com os amores que nos chegam para fazer parte de nosso roteiro de vida. Tudo é transparente e a falsidade só existe no ser humano que não se conhece, pois no íntimo ele também possui arquivado em seu recôndito profundo esta verdade.
O que se chama amor no dualismo humano é apenas uma extremidade que pode oscilar para o outro lado, desvirtuando um propósito que tinha sonhos para crescer. A flama acesa que é energia que se expande no espaço é a transparência do coração, o nosso ser profundo.
Anísio Silva derrama sonoridade na voz e afirma convicto: “confie em si, seja mulher, então me abrace com carinho, amor, encoste seu rosto no meu, você tem tudo para ser feliz, vivendo assim você e eu.”
Na canção os engramas do passado são libertados do coração e uma nova ligação se faz presente com o amor que chega, unindo casais de enamorados, onde o sorriso surge espontâneo e feliz e no beijo o florescer de tanta vida. A identificação do mundo sonhado por um é o mesmo mundo que o outro sonhou.
No momento em que a internet liga o mundo num ponto só, conhecido por aldeia global, vemos os sites de relacionamentos crescer na busca constante de parceiros que trocam impressões amorosas, o facebook é o mais prestigiado de todos. Só temos o facebook, não temos outros, há sombras que povoam ambientes em que o amor ainda não chegou.
Ampliamos o nosso conhecimento, além da linha do equador, visitando pessoas na internet, no curtir e compartilhar, e recebendo carinhosas mensagens que nos proporcionam crescer nesse campo afetivo e amoroso.
Entre tantas mensagens que recebemos hoje, vale destacar a de Luisa Ventura, da cidade de Cartaxo, na região do Alentejo, em Portugal, após a leitura da crônica APROXIMAÇÃO, de Fernando Pinheiro, endereçada a uma escritora amazonense: “boa tarde, quero bem a tudo que me envolve e tenho por ti uma grande amizade que gostaria que fosse eterna.”
Na canção a expressão seja mulher é mais forte do que qualquer outra porque faz despertar nela o que Carl Jung chamou de “a potência do ser” e Freud “a libido”, ligada ao chacra básico, o mais poderoso de todos por ser o chacra de reprodução humana.
Quando estimulamos as pessoas a despertar as forças interiores que possuem, estamos simplesmente dando a elas o direito de ser como são, independentes, com direito a escolhas em suas próprias vidas, e lembrando-nos da canção que enfatiza: você tem tudo para ser feliz.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CHÃO DE ESTRELAS

Ao anoitecer, vínhamos andando pelo canal das Tachas, na Comunidade do Terreirão, bairro do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro e ouvimos o som de um carro estacionado à beira da calçada de um restaurante, onde havia pessoas sentadas ao redor de mesas ao ar livre em animada conversa e no passar das pessoas que iam e vinham. A gravação era da voz do saudoso cantor Jessé, cheia de lirismo, suave e elegante.
CHÃO DE ESTRELAS, escrita pelos compositores Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, foi interpretada por uma plêiade de cantores: Sílvio Caldas, Nelson Gonçalves, Jessé, Francisco José, Maysa, Maria Creuza, Elizeth Cardoso, Trio Irakitan, Os Mutantes.
A letra da valsa-canção se desdobra numa retrospectiva feliz de quem alcançou os louros nesta vida, sempre após a aposentadoria relembrada, com carinho, por seus amigos ou sem eles no ostracismo que lança para fora a ostentação do brilho de outrora.
Em nossa carreira sempre há um palco iluminado, pois a empresa a que servimos está estruturada em bases sólidas que vem de longe, no tempo, e que nos faz lembrar do deputado Lisboa Serra (PL/MA), presidente-fundador do Banco do Brasil, em discurso proferido, em 21/6/1853, na tribuna da Assembleia Legislativa Imperial: “a instituição com que queremos dotar o País há de ser fonte de muitos benefícios.”
É muito importante sabermos distinguir a nossa personalidade que é muito importante para nós e para a empresa que trabalhamos ou deixamos de trabalhar, por aposentadoria, e o que somos realmente dentro de nós que é sempre inalterável e eterno: o nosso ser sublime que transcende tudo isto e resplandece no campo vibracional em que mantemos a nossa vida, vida eterna.
O barracão no Morro do Salgueiro, como diz a canção, tinha o cantar alegre de um viveiro, e pensamos que existem viveiros de luz em outros mundos de beleza onde resplandece o amor que sentimos em nosso coração.
Lembranças felizes despertam saudades, mesmo na ausência da mulher amada que seu foi, pássaro que voou, deixa voar, estamos voando também em outras direções, os ventos, as marés, as luas estão esparzindo energias para quem voa. É momento de festa, regozijemo-nos todos nós, com muita alegria, esfuziante e bela.
A evocação da natureza é o ponto máximo da valsa-canção:
“A porta do barraco era sem trinco, mas a lua furando nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão, tu pisavas nos astros distraída, sem saber que a alegria desta vida, é a cabrocha, o luar e o violão.”
No lirismo encontramos a forma de viver e tudo que aprendemos vem da natureza, pois somos natureza, a natureza tem prodígios e temos esses prodígios quando despertamos para a nossa realidade existencial.
Esqueçamos o mote: “eu vivia vestido de dourado”, como diz a valsa-canção, e as andanças pelo mundo “entre as palmas febris dos corações”, àquela altura dentro das fantasias, e vamos encontrar, em companhia das mulheres, o nosso público favorito, o lirismo, a forma de viver, o encantamento que elas nos transmitem.
O Morro do Salgueiro foi lembrado em outra comunidade, a do Terreirão, onde a colônia de moradores nordestinos está presente e lembranças de nossas raízes do Brasil lírico e perfumado vem à tona neste chão de estrelas.

domingo, 3 de novembro de 2013

O ANEL

No cenário do capítulo 143 da novela Amor à Vida, da Rede Globo, uma televisão brasileira, levada ao ar no dia 01/11/2013, um close bem ampliado das mãos, elevando-se lentamente na cama em que está a atriz Carolina Kasting, no papel de Gina, aparece um anel como símbolo do romance que está tendo com Herbert, interpretado pelo ator José Wilker que, em outra cena, introspectivo, chega ao bar para ter uma companhia mas não a encontra a seu gosto e sai em direção da casa de Pilar com vontade de chorar.
A mãe de Gina, Ordália, interpretada pela atriz Eliane Giardini, está desolada ao saber que o namorado da filha, o Herbert, foi o grande amor de sua vida. Na confidência desse segredo, Gina promete à mãe fidelidade ao amor maternal e fica confusa em ter que pensar em abandonar o sonho que estava sendo acalentado junto a Herbert, é por isso que ela disse: este anel está me apertando.
Nos recônditos do coração está o segredo da vida que pode ser revelado à luz que esse mesmo coração o fizer desabrochar. O encontro de mãe/filha é comovente porque revela a vitória do amor diante de um contexto amoroso em que a filha buscava encontrar a felicidade junto a Herbert, a mesma pessoa que abandonou a mãe dela.
A atmosfera que se estende entre a mãe e filha é a mesma que pode ser encontrada em outros segmentos sociais em que há uma interrupção de um romance por parte de um dos familiares.
A relação familiar é muito mais forte do que qualquer outra por causa dos liames que estão arquivados em engramas do passado que vivenciam do passado para o presente, naquele esquema fantástico, descoberto por Carl Jung no inconsciente coletivo.
A opção pela família, no caso de Gina, tem força no sentir a vida mais perto em sua realidade que deslinda os enigmas do caminhar. Caso contrário, se optasse em viver um romance contrariando a mãe, iria movimentar dispositivos internos que iriam despertar a culpa, automaticamente, a depressão se instalaria. O vazio seria imenso, assim como já sentiu o aperto do anel em seu dedo, ao lembrar lances anteriores em que convivera, de forma singela, com o seu namorado, Herbert.
A culpa é o principal deflagrador de distúrbios psíquicos, porque é movimentado pela própria pessoa, independente de haver pressão externa para despertá-la nesse mecanismo nefasto. É por isso que é normal as pessoas pedir desculpas em todo envolvimento social onde há atritos para que a culpa não se instale.
Mas o pedir desculpas não é o suficiente, principalmente quando a pessoa não sente vontade de pedir desculpas e desconhece o grau de aceitação ou rejeição do atrito percebido pelo interlocutor que pode ser amigo ou inimigo.
Gina, no diálogo com a mãe, falou a respeito da necessidade de não se revelar coisas íntimas diante de estranhos para não atrapalhar o relacionamento amoroso ou social. Isto é válido para se aferir a aproximação de quem está se envolvendo em questões de amor. Quanto mais amável for a pessoa, maior será a compreensão de questionamentos afetivos.
Depois do encontro com a mãe, Gina está sozinha em seu quarto, introspectiva, abre um livro e lê uma poesia, algo de novo surge em alento que a faz despertar em novo caminho que se apresenta. É porque a atividade intelectual, mesmo na leitura de alguns versos que são introjetados em sua mente, não deixa se instalar a depressão.
Em outra cena da novela, Herbert teve a sociabilidade em baixa, quando recusou o convite no bar para sentar-se à mesa com os amigos de trabalho, e teve a sábia decisão de não beber, ele como médico de hospital, sabe as implicações danosas que o álcool faz.
Não devemos dar valor ao que não corresponde ao nosso íntimo: o álcool está nessa relação, mesmo em ocasiões em que a sociedade acolhe como normal, como beber um bom vinho, bom vinho no conceito de quem não percebe a influência da matrix.
No mesmo capítulo, Denizard, no papel do ator Fúlvio Stefanini, está em reunião com a família e ouve o desabafo de Gina, e, revoltado, critica o passado da esposa, chamando-a periguete. Toda crítica leva ao julgamento que faz surgir a separação. Esta é a característica da densa consciência planetária em que a Terra vive em seus últimos estertores que promovem a doença.
Em particular, não tivemos nenhum desencontro com mulheres em que o anel tivesse uma projeção de interesses que nos ligassem.
Ao invés de anel, o vestido petit-pois, que nos comove bastante, tem uma lembrança vivenciada no clima de romance que se desfez porque a mulher amada iria vestir no dia seguinte, quando iríamos passear, mas diante da escolha entre ficar comigo e ficar com o filho que se opunha ao nosso romance, ela preferiu ficar com ele.
Na manhã do dia 18 de julho de 2013, fomos compelidos a nos retirar da cidade de São Paulo, onde encontramos belas mulheres de ancas de lua.

Nota: a crônica O ANEL, de Fernando Pinheiro, foi escrita em 2/11/2013 na AG Hot Cyber - Rua da Chegada, 162 - A, Comunidade Terreirão, no bairro Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro - RJ, onde foi levada ao ar, em 27 de junho de 2013, a cena externa do Cartório, onde ocorreu a saída de Atílio, pegando um táxi, na interpretação do ator Luís Melo, na novela Amor à Vida, da TV Globo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

HIERARQUIA PIRAMIDAL (IV)

Prosseguindo a Série Hierarquia Piramidal, vale salientar a transcrição dos quatro primeiros parágrafos anteriores, a fim de dar maior elucidação sobre o tema:
Será que alguém pode se sentir bem de saúde em um sistema social que está doente e agonizante?
O sistema de hierarquia em forma de pirâmide em que se coloca no topo uma autoridade para exercer controle e domínio das massas é próprio desta consciência planetária dissociada que impossibilita à ascensão à unidade planetária.
Todos são mestres de si mesmo, não há necessidade de uma hierarquia piramidal que faz confinar multidões de seres humanos que abrangem cifras de bilhões na população terrestre nesta densa consciência planetária.
É claro que esse sistema visa somente preservar aquilo que é considerado conservador aos interesses que o faz permanecer sob o controle. Alegam que sem isso, seria a anarquia como sistema de governo que abrange todos os níveis religiosos, econômicos, políticos e sociais, como um todo.
A cena é em alto mar, assim se desdobra o sonho que tivemos na noite anterior, uma lancha de cor branca, altamente dotada de equipamentos modernos à navegação marítima, e uma linda mulher, vestida de maiô, nos acompanhava.
Ela nos disse: tenho medo. Estamos distante da terra, nós lhe respondemos: perto da terra há ondas do mar, aqui veja, amor, têm águas cristalinas e transparentes, é reconfortante apreciar estas águas, tudo é placidez e harmonia.
A sociedade humana é uma sociedade do medo, observação feita por orientadores da conduta humana dentro da educação que também está inserida. Por que se verifica isto?
Dentro do dualismo humano, que engloba os conceitos de bem/mal, bom/mau, certo/certo, bonito/feio, Deus/diabo, sagrado/profano e outras expressões correlatas, toda a apreciação nesse sentido circula na trajetória que tem extremidades opostas.
O que é bom para mim, dentro de sua educação ou cultura, diferente da minha, é diferente da sua, é a expressão convencionada que ouvimos dizer, sobre os conceitos de apreciação de comportamento. No entanto, há pontos que se convergem ao um denominador comum, sem anular a vista sobre as extremidades entre si.
Enquanto houver o dualismo humano que abriga religiões, seitas, doutrinas, sistemas de governo político, administração pública, códigos de ética onde o Direito está estruturado e qualquer disciplina de educação que existe, haverá sempre a hierarquia piramidal onde no topo está o comando que impõe o medo com meio de controle de massas humanas.
A luz crística, que liberta o ser humano do confinamento planetário em que o dualismo se impõe, é encarcerada em quatro paredes como se fosse o libertador externo no papel do libertador que é cada um que se liberta desse mecanismo social, onde somente a luz interior pode conectar-se com a fonte.
O exemplo é apenas um estímulo e não o trabalho que devemos fazer, se fosse assim todos os alunos passariam de ano e obteriam a colação de grau porque o professor sabe a resposta de todas as provas que dá aos seus alunos e os promoveriam a doutores do saber.
O maior problema da humanidade para ascender à quintessência do seu saber crístico, a ligação com o Cristo interno, ou a descoberta da divindade em si, é justamente o medo. A confiança é a chave-mestre para desvendar todos os mistérios dos arcanos encobertos pelo tempo em que a educação, nesse sistema confinado, não pode alcançar.
Na transição planetária, onde um novo perfil de humanidade já se delineia nesse horizonte promissor, não será feito remendo em pano estragado porque o estrago será maior, nem serão instituídas outras regras ou condutas onde o medo seja parte do viver humano.
Mesmo dentro das correntes aprisionantes, pode-se alcançar a liberdade, desde que haja a libertação, pois sem libertação não há liberdade, neste caso o medo desaparece, como a luz que dissipa as sombras.
Somos mestres de nós mesmos, pela conexão de nosso mundo interno com o mundo das estrelas, onde residem, como ponto de referência, os seres multidimensionais que estão sempre em circulação em nosso sistema solar ou em viagens intergalácticas.
As águas são símbolos: símbolo da vida, símbolo do conhecimento e da sabedoria, símbolo de purificação, símbolo de energia (vejam as águas de hidrelétricas), símbolo de fluxo e de pujança (vejam isto no convés de embarcação), símbolo do amor mergulhado em um batismo na consciência multidimensional que está acontecendo, nos dias atuais, no planeta Terra.
Sigamos com leveza.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

HIERARQUIA PIRAMIDAL (III)

Prosseguindo a Série Hierarquia Piramidal, vale salientar a transcrição dos quatro primeiros parágrafos anteriores, a fim de dar maior elucidação sobre o tema:
Será que alguém pode se sentir bem de saúde em um sistema social que está doente e agonizante?
O sistema de hierarquia em forma de pirâmide em que se coloca no topo uma autoridade para exercer controle e domínio das massas é próprio desta consciência planetária dissociada que impossibilita à ascensão à unidade planetária.
Todos são mestres de si mesmo, não há necessidade de uma hierarquia piramidal que faz confinar multidões de seres humanos que abrangem cifras de bilhões na população terrestre nesta densa consciência planetária.
É claro que esse sistema visa somente preservar aquilo que é considerado conservador aos interesses que o faz permanecer sob o controle. Alegam que sem isso, seria a anarquia como sistema de governo que abrange todos os níveis religiosos, econômicos, políticos e sociais, como um todo.
Na música O PASTOR, a voz de Madredeus na trilha sonora da minissérie Os Maias, baseada na obra de Eça de Queirós, onde aparece uma cena de Maria Monforte, usando decote em que sobressaíam os meneios de seios, interpretada pela atriz Simone Spoladore, em festa de casamento, e a dança com o príncipe, vivendo um sonho de fadas, depois fazendo amor pelas costas com o amante [Youtube: Madredeus “O Pastor” Legendado PT BR - Os Maias – TV Globo, 2001].
A letra da canção portuguesa espelha a realidade em que se encontra a terceira dimensão dissociada em que vive o planeta Terra, em ascensão para a quinta dimensão unificada, o grande sonho da luz crística que se projeta do meio da galáxia acompanhando a separação do joio e do trigo.
Essa realidade é o entorpecimento ou o adormecimento do sono letárgico em que a humanidade passa, antes de ter a transparência do ser profundo em que cada um dos habitantes da Terra possui. Essa densa consciência planetária está indo embora.
A letra da música diz, no lamento, que ninguém volta ao passado porque o passado já foi embora, como também ninguém larga a grande roda que vem no símbolo da roda das encarnações expiatórias e ninguém sabe o caminho por onde andou, resultado da ignorância de si mesmo, do ser profundo que todos nós e se liga a fonte.
Ninguém se lembra nem do que sonhou e ao largo passa a barca da fantasia, identificação da palavra maya, referencial indiano que revela o nosso mundo de ilusões. O menino que canta a canção do pastor é a referência que nos liberta desse confinamento, abrindo espaços a consciência unificada que somente a criança, no conceito da luz crística, pode alcançar.
A alma em vigia, é aquele aviso de orai e vigiai dessa luz que seguimos, com a nossa própria luz, em paradoxo, o sonho acaba tarde, pois ora, pois, pois, “acordar é que eu não queria”.
A egrégora, que busca o incentivo para aumentar o número de seguidores, mediante pagamento de pedágio, se concentra apenas no plano mental e não consegui transcender a vibrações onde se encontram os seres multidimensionais.
No entanto, grande parte dessa egrégora, estimulada por essa vibração mental, se encaminha em direção do sonho que sonhou, antes mesmo de sonhar nesta dimensão encarcerada do planeta Terra.
É por isso que nenhuma alma, em forma de mulher, vivenciando esta transição planetária, deixará de ter o nosso amor, preferencialmente as que estão ao nosso alcance, e como os círculos sociais não determinam as balizas, aqui e alhures, expandimos o nosso amor sempre em direção dos amores que nos amam e daqueles amores que nos amaram.
Os sonhos aí estão, na gravidez dos contrastes, para confirmar qualquer impossibilidade de acordar, pois a canção nos diz: “acordar é que eu não queria.”
Por que acordar, se temos a transparência do ser desperto que veio dentro do sono? Este é o travesseiro que ouvimos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

HIERARQUIA PIRAMIDAL (II)

Prosseguindo a Série Hierarquia Piramidal, vale salientar a transcrição dos quatro primeiros parágrafos anteriores, a fim de dar maior elucidação sobre o tema:
Será que alguém pode se sentir bem de saúde em um sistema social que está doente e agonizante?
O sistema de hierarquia em forma de pirâmide em que se coloca no topo uma autoridade para exercer controle e domínio das massas é próprio desta consciência planetária dissociada que impossibilita à ascensão à unidade planetária.
Todos são mestres de si mesmo, não há necessidade de uma hierarquia piramidal que faz confinar multidões de seres humanos que abrangem cifras de bilhões na população terrestre nesta densa consciência planetária.
É claro que esse sistema visa somente preservar aquilo que é considerado conservador aos interesses que o faz permanecer sob o controle. Alegam que sem isso, seria a anarquia como sistema de governo que abrange todos os níveis religiosos, econômicos, políticos e sociais, como um todo.
A matéria da Viomundo, em 29 de agosto de 2013, escrita por Heloísa Villela, de Nova York, merece ser lida na qual divulga a pesquisa da médica Adriane Fugh-Berman, Professora-adjunta do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Universidade de Georgetown – EE.UU., a respeito da manipulação da indústria farmacêutica usada sobre os médicos com a finalidade de vender remédios e promover doenças.
Nunca fizemos análise e nem somos pacientes de terapêutas na área da psiquiatria, no entanto vale assinar em 2 parágrafos a crônica O JOGO SOCIAL – 25 de fevereiro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor:
Na entrevista do Prof. Valentim Gentil Filho, concedida a Mônica Teixeira (p. 111), há o reconhecimento de que os escritores, poetas, filósofos fazem melhor a abordagem do sofrimento psíquico do que os médicos, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras. Ele menciona a preferência por Dostoiévski, Proust, Thomas Mann. Indiretamente, fomos beneficiados pela citação da classe a que pertencemos. Muito obrigado, Professor.
"Nada é mais difícil para as pessoas comprometidas por psicose ou alguns outros transtornos psiquiátricos do que entender a lógica da sociedade: são explorados, entram em conflito com os vizinhos, com a polícia, são vítimas da dificuldade de compreensão sobre as regras do jogo social." [Valentim Gentil Filho, Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Professor Titular da Faculdade de Medicina da USP - in Entrevista publicada originalmente na Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, março de 2005 e, posteriormente, na Revista Temas - Teoria e Prática do Psiquiatra - v. 35, n. 68-69, p. 110 - Jan/Dez. 2005].
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “Outro exemplo é a doença da ansiedade social. É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.”
O que sobressai no final da matéria é a opinião da médica americana em sugerir o fim do envolvimento da indústria farmacêutica que adota métodos para influenciar a prescrição dos medicamentos. Em outras palavras, essa indústria evita curar e sim prolongar o tratamento através de uma dependência química dos remédios.
Damos ênfase ao pensamento como condutor de energias: a forma como pensamos irá estabelecer o nosso estado de saúde. Cabe-nos a escolha, opinamos pela felicidade, a leitura do blog Fernando Pinheiro, escritor, é um caminho.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

HIERARQUIA PIRAMIDAL

Será que alguém pode se sentir bem de saúde em um sistema social que está doente e agonizante?
O sistema de hierarquia em forma de pirâmide em que se coloca no topo uma autoridade para exercer controle e domínio das massas é próprio desta consciência planetária dissociada que impossibilita à ascensão à unidade planetária.
Todos são mestres de si mesmo, não há necessidade de uma hierarquia piramidal que faz confinar multidões de seres humanos que abrangem cifras de bilhões na população terrestre nesta densa consciência planetária.
É claro que esse sistema visa somente preservar aquilo que é considerado conservador aos interesses que o faz permanecer sob o controle. Alegam que sem isso, seria a anarquia como sistema de governo que abrange todos os níveis religiosos, econômicos, políticos e sociais, como um todo.
Não fazemos objeção ao que está estabelecido na ordem social vigente, a luz crística já nos esclareceu: “não vim mudar a lei e os profetas” (...) “vós sois deuses”, o que determina a nossa libertação do jugo escravocrata de qualquer ideia que está inserida na pirâmide social.
Um mundo sem classes é uma ideia revolucionaria que foi dita no discurso de José Mujica, presidente do Uruguai, ao ensejo da Assembleia Geral da ONU, ocorrida em 24 de setembro de 2013, em Nova York. Somente um homem simples e humilde poderia sustentar a magnífica ideia.
É claro que ele sabia que a sua objeção ao sistema social seria automaticamente excluído. No entanto, ele busca a liberdade e autonomia dos seres humanos. Ainda neste ano, em visita particular ao Vaticano, o papa Francisco disse que Mujica é um sábio.
Mesmo assim, não tomemos ninguém como exemplo, por mais respeitável que seja, pois iremos fortalecer essa pirâmide, modelo de predação, e esquecer que somos deuses na iluminação crística que vai ao encontro do pensamento oriental: todos somos um.
Do outro lado da matrix, onde temos o pensamento em excursão, nos planos sutis e etéricos, narrados em nossas crônicas da Série Pégaso, vimos o terror que são transferidos da Terra por essa consciência planetária dissociada.
No entanto, vive-se no momento atual a separação do joio e do trigo, onde está sendo encaminhada a mundos afins a vibração que cada um sente, pois vamos para onde a nossa vibração nos leva. Somos o que somos, não há dúvida.
Quando há uma ascendência, em qualquer segmento social que seja, estabelece-se uma relação, isto é válido inclusive no terreno amoroso que deve ser autônomo e independente, sempre vivenciando a luz que todos nós trazemos que nós dá a liberdade que é um atributo de nosso ser profundo que se liga à fonte, sendo que todos nós, os seres humanos, têm.
Se essa ligação é com o todo, porque fragmentá-la na pirâmide social que prestigia o topo como referência de poder e submissão aos que estão na base? Todo esse mecanismo de relação é alimentado pela base, pois quando se dá peso e referência ao que pensamos acreditar, isto passa a ser real.
No dualismo humano, não importa o conceito em que é empregado essa canalização, pois se é benéfica ou não, esta realidade existe e beneficia sempre o topo da hierarquia piramidal.
Há uma egrégora de energia sutil que se forma na pirâmide social que se alimenta da drenagem dos pensamentos das multidões submetidas e fica muito difícil romper esse círculo vicioso, sem a presença de nossa luz interna que está no coração que se expande em amor.

domingo, 27 de outubro de 2013

CARUSO

Reminiscências felizes são dignas de serem lembradas e quem não as tem?
Nós as tivemos muitas, mas vamos lembrar um pouco: por duas vezes no Auditório da Presidência do BB, em Brasília, Synval Guazzelli, presidente (interino) do Banco do Brasil (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993) e (1/12/1993 a 4/12/1993) chamou-nos: Senhor Presidente e a seguir passou a elogiar o nosso trabalho diante de uma seleta plateia composta por diretores e demais executivos da empresa.
Anteriormente, Alcir Augustinho Calliari, presidente do Banco do Brasil (29/10/1992 a 15/2/1995), tinha saído especialmente de Brasília para o Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto de 1993, a fim de assistir a uma solenidade na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil e entregar o diploma acadêmico a Fernando Pinheiro, na ocasião este ato foi fotografado para compor a Iconografia do Banco do Brasil.
Perguntem ao vento, que está nesta e nas gerações porvindouras, quem é o autor da História do Banco do Brasil e quem é o cantor que a Itália referencia hoje em seus tempos de glória quando a música italiana estava tendo uma repercussão internacional na América do Norte?
Caruso esteve nos maiores palcos do mundo, inclusive no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o de São Paulo, nos idos de 1917, e se lembra da repercussão enorme do tempo em que esteve em New York – EE.UU.
O antigo terraço de sua casa em Nápoles, antes de morrer, é um cenário onde ouve os uivos do vento e observa as luzes do mar espumando ondas sobre a areia, é o Surriento banhando a cidade natal.
Um homem abraça uma menina, diz a canção de Lucho Dalla, na voz de Luciano Pavarotti, chorou depois, então, limpa a garganta e continua: “eu te amo muito, mais muito, muito, você sabe, é um elo de ligação que aquece o sangue dentro das veias”.
Nas reminiscências de Caruso, ele viu a lua entre as nuvens e quanto mais ele a olhou sentiu o frescor da morte e sentiu vida nos olhos verdes da menina que antes a abraçara, olhos verdes como o mar.
Estendeu o olhar sobre o passado e observou “o poder da ópera, onde todo drama é falso e um pouco de maquiagem, você pode se tornar alguém", prossegue a canção.
Na cena lírica onde o texto cantado traz bagagem de emoções apaixonantes podem confundir os pensamentos dos fãs estruturados em educação diferente, pois quando há uma traição há o desnivelamento de toda a apreciação, antes acariciada, agora com repercussão no nível interno de quem a aprecia e, ao mesmo tempo, abomina.
A pessoa amada que traiu passa o sentimento de perda da confiança a quem a considerou honesta, fazendo diminuir a crença da pessoa traída sobre si mesma, é um reflexo de comportamento reconhecido pela Psicologia.
É por isso que as músicas populares antigas, principalmente boleros e tangos, aqui no Brasil, não são mais apreciadas por causa do conteúdo que arrastou multidões para as cenas de desencantos.
E nesse terreno vazio, surgiu o rock, na década de 60, para colocar mais ritmo do que melodia, aquela melodia que pudesse a gente refletir em alguma coisa sentimental. No entanto, nessa mesma década, o cantor Elvis Presley cantou para o cinema a única música brasileira gravada pelo rei do rock, composta por Luiz Bonfá, que recebeu o título Almost in love.
As reminiscências de Caruso nas noites lá na América do Norte vêm em gratas recordações que faz a vida de sucesso um dia terminar, mas o tenor napolitano diz não pensar tanto no passado, pois é feliz naquele momento e continua o refrão da música Caruso: “eu te amo muito, mais tão muito, é um elo de ligação que nos une até agora”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CAPRICHO DE UM AMOR

No relacionamento amoroso existe capricho de um amor não correspondido na forma como foi elaborado, pois uma saudação ou elogio não pode constituir-se uma obrigatoriedade de corresponder a esse amor.
No facebook da internet é um campo vasto de apreciação de amores. O estado de Turiya quase não aparece nas pessoas que trocam impressões pessoais, pois são reveladas dentro do plano mental onde há sempre reações. Quando for abolido do planeta Terra o medo, a comunicação entre as pessoas será em total transparência.
Enquanto isso, o mundo subjetivo, que criamos com os pensamentos, exerce forte influência em nossa vida, pois podemos pensar que estamos namorando as pessoas pela internet, ou mesmo pessoalmente, sem ter a comprovação do mundo verdadeiro que vivemos.
A canção Fly me to the moon, na voz de Frank Sinatra, é determinante: “please be true”, condição essencial para que o namoro que se inicia e se desenvolve em doces afagos. Na distância é muito difícil determinar que estamos namorando, pois corremos o risco de tudo se acabar num instante depois pela comprovação da realidade que vivemos.
A nossa vida diária tem que ser vivida na normalidade em que a mantemos, fluindo em harmonia e deixando a todos que nos acompanham os passos, aqui e em outras terras, seguir com leveza.
É sempre a vida egóica que nos impele a reação, pois o ego é o centralizador de ações do comportamento humano, quando a consciência ainda não vive o estado de Turiya, o estado em que o mental já não exerce nenhuma influência.
O abandono à luz não é o abandono de nossas responsabilidades que temos perante os cometimentos que temos que fazer, pelo contrário tem a transcendência dessas responsabilidades.
O abandono à luz nos possibilita o acesso à a consciência unitária, o próximo passo que a Terra está tendo, neste salto quântico que possibilita a nossa libertação total dos entraves que ainda nos prendiam como tributários do dever.
O capricho de um amor, as fantasias amorosas, as impressões nascidas da imaginação são válidas para criar as situações que gostaríamos de viver, pois quebra a monotonia de sonhos que foram correr em desaguadouros como um rio afluente desaguando no rio que desemboca no mar que são também tributários na concepção geográfica.
Quem está em tratamento com terapêutas pode sentir-se amada por amores que estão distantes fisicamente, mas dentro dos sonhos o sonho de estar juntos é sempre válido, pois o que não pode ser hoje, pode ser amanhã. Fazer planos é esquecer o estado de Turiya que podemos ter, vivenciar o que somos é o que é importante.
No passado distante, quando a religiosidade passou a ser assunto social, a figura do eremita, antes vista como coisa de doido, pois havia o afastamento dele do mundo, passou a ser considerada com valor de respeito, quando o segmento religioso teve apoio na mesma sociedade que o abominara antes.
O amor platônico que foi desvirtuado de sua contextura original, pois era o amor, de qualquer maneira, no descobrir-se a si mesmo, no apelo religioso foi relegado ao segundo plano para dar lugar a virtudes apregoadas que têm forte influência em grande parte da humanidade.
Sejam bem-vindos os amores femininos, pois o nosso público em sua maior parte, é a exclusividade feminina, o que é uma honra muito grande entrar nessa egrégora de luz, a maior do planeta, pois as mulheres estão conseguindo dar o salto quântico na ascensão planetária que tem um novo patamar de grandeza. No fenômeno da crisálida, olhemos apenas o nascer da borboleta.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

AMOR-PROJEÇÃO

Enquanto existir a necessidade de vivenciar o amor em uma pessoa, um objeto ou objetivo, uma classe, uma instituição, um ideal nos trabalhos materiais ou mesmo espirituais, há presença do amor-projeção. Essa projeção ganha espaços maiores quando sai do exterior e faz a viagem interna ao coração onde se descobre como ser profundo e passa a vivenciar práticas que levam ao que se chama na Índia de Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção.
A dependência do aspecto exterior, em decorrência do medo, impossibilita a incursão ao mundo interno, resultando sempre o confinamento em proporção gigantesca entidades/aficionados, relação sempre condicionada e condicionante, numa dependência que não o faz libertar. A libertação é sempre interna e não depende de um libertador externo.
A busca, elemento da projeção, é sempre uma falha, pois o amor não deve ser procurado, mas sentido em todos nós, em nossa essência profunda, esta percepção irá nos possibilitar a aceitação do amor em outro patamar de grandeza. A busca do amor de casal traz consigo os apegos, os elementos de interrogação e o medo do abandono ou da perda, em circunstâncias que podem surgir no luto e na separação.
O planeta Terra está passando pelo Kali Yuga, a Era das Trevas, no argumento hindu, em que presenciamos a humanidade vivenciando profunda degradação nos aspectos culturais, sociais, ambientais e espirituais. Esse argumento conclui que, quando acabar essa Era, a Terra será governada pelos brâmanes.
O Amor-Projeção é o recurso mais comum, nesta transição planetária, em que a grande maioria da humanidade busca se precaver nessa egrégora coletiva, mesmo sentindo forte influência dos desencantos que os meios de comunicação divulgam.
O Amor-Projeção, vivenciando as ideias que alimentam a transitoriedade de todas as coisas, é mais utilizado por aqueles que estão confinados nos esquemas dos manipuladores de massas humanas. No final, sempre ocorrem desencantos ao pressentir a ligação dos ambientes em que viveram com os espaços onde a sabedoria revela os enigmas que podem ser esclarecidos aqui ou em outra dimensão maior, mas para eles apenas com flashes de luz.
No terreno das conquistas amorosas, o parceiro busca a companheira ou vice-versa, no modelo em que acredita encontrar a felicidade, dentro do amor-projeção de seus pensamentos condicionados ao que vem sempre em oscilação do querer e do gostar que é mais o ego que se manifesta. Adaptam-se um ao outro, curtindo as novidades enquanto não afloram as energias sublimes de cada um, ainda desconhecidas ou não praticadas.
Na ausência física há a oportunidade de rever os conceitos que geraram desconfortos e no reencontro novas possibilidades do viver a dois são colocadas em prática, mas se ainda permanecerem ligadas ao exterior, ao sentido transitório, a fatalidade ao fracasso e à separação será a próxima realidade que irão viver, queiram ou não queiram, é a sementeira.
Amor-Projeção está a caminho do Amor-Consciência, mas isto não é questão de busca e apreensão ou busca apreensiva, é a inteligência que se projeta em luz eliminando as sombras ou penumbras de um amor projetado. Como conseguir isto? O abandono à luz, o abandono da personalidade que deve ser vivida e transmutada a um patamar de grandeza superior.
Nesse sentido sempre estendemos no caminho daqueles que estão conosco os quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Aqueles outros que seguem exclusivamente no amor-projeção, deixemos que sigam seus caminhos. Há flores se abrindo e perfumando os jardins.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ÁLCOOL É DROGA

Sem dar importância para a notícia de que o álcool é uma droga na avaliação da OMS – Organização Mundial de Saúde, e acompanhando a propaganda que estimula o consumo, principalmente na televisão, quando há transmissão de jogos, onde está veiculada a ideia de alegria e prazer, a metade da população brasileira está envolvida, com alguma frequência, no consumo de álcool, por essa razão a empresa que mais cresce no País é a AmBev, fabricante de bebidas.
Assim como aconteceu com o vício de fumar, onde a sociedade foi estimulada pelo charme das cenas de amor no cinema onde os casais sempre estavam fumando cigarro ou cigarrilha, o consumo do álcool está se inserindo, de forma danosa, em nossa cultura, pois os jovens estão perdendo viço e vigor nesse hábito copiado de suas companhias em festas dançantes ou comemorações alusivas à alguma data ou evento.
Depois de alguns anos de consumo, o álcool passa então a ser vício e vai gerando dissabores para os familiares e acumulando sintomas que irão gerar, em curto ou longo prazo, doenças e lesões, como cirrose, pancreatite, câncer, distúrbio mental e passa a ser problemas que geram acidentes de carro e faltas ao serviço.
Isto vem acarretar um problema social onde o destino é o SUS que encaminha o paciente que procurou a assistência médica para o Caps AD – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas.
O tratamento de recuperação da saúde do dependente de álcool envolve a participação de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais da saúde. Há que se estabelecer a presença dos familiares como componente importante nesse tratamento.
Considerando que o nosso grande público é o feminino, mencionamos as palavras de Ronaldo Laranjeira, coordenador do Inpad e da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Unifesp: "há evidências de que ingerir duas ou mais doses de álcool diariamente aumenta em 20% o risco de desenvolver câncer de mama nas mulheres." - in Súmula - Consumo de álcool aumenta - Revista Radis n. 129 - junho de 2013.
É oportuno salientar ainda o texto contido na crônica O DESMAME – 28 de fevereiro de 2013, publicado no blog Fernando Pinheiro, escritor:
"Na Psiquiatria a retirada do uso de antipsicóticos, sem o acompanhamento médico, pode causar sérios problemas para o paciente com o surgimento da discinesia tardia (DT) e a acatisia tardia, distúrbios que provocam movimentos involuntários no corpo. A DT também surge com o uso prolongado de antipsicóticos. Acrescentamos que o uso do álcool, drogas, entraves que a sociedade se debate, são também fatores de risco para o surgimento de DT [BASSITT/2003].
Tendo em vista que o assunto foi também objeto de apreciação na crônica O FUMO E O ÁLCOOL – 10 de novembro de 2012, no post Fernando Pinheiro, escritor, vale assinalar a transcrição do texto:
Os hábitos, que levam ao condicionamento do fumo e o álcool, comprovam a existência de uma dependência psicológica.
Quando a raiz do procedimento está incrustada em profunda intensidade, é mais difícil arrancá-la. Os dependentes desses comportamentos têm dificuldade de buscar novas formas de viver.
Como estamos mergulhados na aura de nossos pensamentos, a carência que sentem de novos estímulos a uma vida feliz é limitada ao uso do fumo e do álcool.
É uma forma primitiva de se afirmar diante das oscilações do equilíbrio. Mas, quando essas pessoas buscarem, no íntimo, a força que as anima como seres vivos, elas certamente optarão por esta melhor alternativa.
Ainda no círculo energético da aura humana, ao redor imanta-se fluídos de carga escura, de teor denso e opaco, onde são aglutinados os agentes afins que saem das inteligências desencarnadas, possuidoras dos mesmos hábitos.
Neles vemos um comércio de troca dessas energias que prejudicam tanto a um quanto ao outro, ambos são obsidiados e obsessores.
Com o passar do tempo, os viciados do fumo e do álcool vão perdendo a sua capacidade de buscar a força interior, a única que pode alterar o roteiro de seus destinos.
Além da lesão dos órgãos do corpo humano, esses dependentes permitem a aproximação de espíritos afins que lhes transmitem sempre tristeza e desolação, embora vivem infestados em lugares festivos, como nos bares e casas noturnas.
O desgaste das células do corpo e a degenerescência dos tecidos sutis da alma são causados, em grande parte, por essas vibrações que tiveram o início em simples gesto que recebe o estímulo e a propaganda nos principais veículos de comunicação.

domingo, 13 de outubro de 2013

FLY ME TO THE MOON

Casamento perfeito: orquestra e voz de Frank Sinatra. Voar para a lua é o que pede a música, a fim de brincar entre as estrelas vendo surgir a primavera em Júpiter e Marte, num sentido mais palpável, em outras palavras, a súplica para segurar as mãos, caminhar juntos.
Andar de mãos dadas ainda é o gesto do namoro, do companheirismo e da proteção que se dá à criança que está em nossa guarda ou na afetividade de um carinho de amigos e parentes que podemos receber.
Há ainda a súplica para um beijo a fim de que o coração se encha de música e o acolhimento, em seu coração, para que o cantar seja para sempre e a declaração amorosa de que a amada é tudo que é venerado e adorado.
Há uma litania em palavras que se repetem: em outras palavras, eu te amo, assim diz a canção por duas vezes e uma vez, em outras palavras, querida, beije-me. É uma súplica diante de algo que ainda não está firme no namoro começando.
O início do namoro vem no clima de expectativas e de suposições que vem afirmar o que estava no ar desde o primeiro contato em telefonema, no e-mail, no facebook e outras canais que formam as redes sociais.
Essas redes apresentam a nova cara da mídia que se expande com a liberdade que a tradicional mídia não tem, apenas dentro do controle de massificação que os detentores demonstram ao serem percebidos de forma aberta ou veladamente.
A canção leva uma sugestão que parece mirabolante, mas para os amantes não é: “deixe-me ver como é a primavera em Júpiter e Marte”, dois planetas de nosso sistema solar.
A Terra ainda vive, dentro de sua viagem cíclica de 26.000 em 26.000 anos, a última volta que faz anunciar a chegada de outra dimensão de consciência planetária, saindo de uma densa camada de pensamentos que ainda não conseguiu encontrar a unificação coletiva planetária. Esta foi a missão de Jesus. Somos retardatários desse caminhar.
Júpiter, habitado por seres multidimensionais, vive a consciência planetária em que o sentido gregário é o caminhar de todos e que lá não estão mais vivenciando a segunda morte, pois a vida resplandece em etapas onde não há nenhum confinamento, é de lá que a liberdade realmente existe.
Aqui na Terra, enquanto morada de consciência dissociada, tudo tende a ter um fim: casamentos, relacionamentos afetivos, ideologias, religiões, códigos de ética e a própria ética que se perdeu do caminho apresentado pelo pensamento grego, o de Aristóteles que foi até Tomás de Aquino. Houve um caminhar que adquiriu novas feições peculiares aos tempos idos e vividos.
O começo de um namoro é uma oportunidade de manifestar as vibrações que sente o coração, agora alinhado ao nível de harmonização, em outras palavras é o ser profundo, que todos somos, manifestando a nossa vivência verdadeira.
Os apelos da atração sexual são atendidos apenas dentro da receptividade que faz deslindar o que somos de natureza carinhosa e doadora. Fora disto tudo passa a ser estupro.
É claro que a preocupação pela subsistência material é algo que a personalidade dá tanto valor, é o ego que se manifesta em busca de melhor posicionamento da vida que almeja. Não há reclamos quando a nossa individualidade, conhecida em sua natureza mais profunda, é manifestada.
Há um pensamento muito popular que faz confundir tudo e ao mesmo tempo esclarece o que está oculto: "quem casa não pensa e quem pensa não casa". Isto revela que cada um tem uma situação peculiar, sempre diferente umas das outras. Casamento, dentro dessa densa consciência planetária, é uma prisão, uma prisão necessária ao pagamento do último ceitil da metáfora ou da parábola conhecida.
Viajemos para os mundos felizes, onde não existem a dor e o sofrimento, viajemos apenas em sonhos, assim como nos sonhos vamos encontrar os amores que nos enternecem a alma em doces afagos. Tudo que eu venero e adoro, como diz a canção.