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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O CANTO DE UMA ENEIDA DIVERSA

A música do compositor grego Thanos Mikroutsikos é interpretada pela cantora Milva. A musicalidade nos chega dentro dos engramas que trazem à tona impressões do passado espiritual e, em seguida, as esquecemos para não dar movimento aos nossos pensamentos que se adiantam pelo destino afora.
A retrospectiva é comovedora como se estivéssemos a lembrar da separação do joio e do trigo, em plena movimentação atual, multidões de pessoas sendo conduzidas por elas mesmas, pela vibração que saem delas em direção de mundos compatíveis a da Terra, desgarradas do sublime canto e no canto a ressonância que não se faz distante.
Esses mundos nós já visitamos e descrevemos, no blog Fernando Pinheiro, escritor, uma cena postada em PÉGASO (II) – 16 de março de 2013, em que víamos pessoas enclausuradas em subterrâneos, com o destaque de uma mulher, conhecida de lembranças, chamando o nosso nome num sinal de conforto e alívio, cena transmutada para a realidade atual em circunstância idêntica que se repete no cenário terrestre.
O amor rompe barreiras visíveis e invisíveis por ser algo quintessenciado, tênue, suave, paradisíaco. A canção abre cenas empolgantes porque o contato de impacto com a psicofera da Terra, camada de pensamentos de seus habitantes, é algo como a luz cortando os ventos.
Se fosse materializado, nesta densa atmosfera, o que a música nos diz, poderia ser apreciado também no fenômeno de pareidolia (aquilo que pensamos ver em outra realidade, como exemplo carneirinhos nas nuvens) para aqueles que a ouvisse em ângulo diferente a do nosso.
A interpretação da leitura musical em que a letra se desdobra em litania, podemos ver e ouvir:
Se nos seus olhos fósforos incendiassem bombas em milagres do sol surgindo, a língua da serpente mais venenosa queimada, talvez pudéssemos, como antes, voltar a viver.
Se a sua carne ainda fosse um oásis do Olímpio inebriando-se no canto amigo de uma Eneida diferente, em profunda fundação, iríamos construir a casa que pudéssemos voltar a viver. Rezemos, rezemos, chamas irão surgir.
Se a sua noite ainda estivesse música, a onda do retorno poderia surgir não mais no físico, a ansiedade extinta, mas apenas como se fôssemos águia poderíamos viver, não literalmente, são os nossos corpos astrais que são livres e escolhemos a forma de como se expressar.
O homem de carne e osso rasteja sobre a terra a águia voa.
Tudo é possível entre nós, enquanto houver um mínimo de aceitação de um amor que, um dia, se viveu, afugentado pela melancolia grega que recrudesce em toda a Terra em forma de doença. Não a chamamos de que tipo é para não darmos peso e referência àquilo que pode ser extinto dentro da luz.
O sentimento de culpa em todos os aspectos de vida, que a pessoa viveu e está vivendo, dispara um gatilho que aciona dispositivos que a fazer gerar circuitos na geração de energia que o cérebro transmite. Não é necessário falar em perdão, mas se isto agrada a quem procura, o perdão surge.
Os neurotransmissores são atingidos e precisam ser ativados por pensamentos que modificam as paisagens íntimas que devem ser somente de beleza. A música diz: rezemos, rezemos, chamas irão surgir.
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos.
A canção revela a ausência da parte física, não mais a preocupação tão grande, pois numa noite em que ainda estivesse a música, essa potência do ser pode eclodir e fazer voltar os encantos vividos. O amor faz milagres, é bem conhecida esta assertiva.
O Canto de uma Eneida diversa é destinada àqueles amores, uma entre quatro pessoas do planeta inteiro que sofrem desse desencanto, expandindo-se largamente entre aqueles familiares que não se omitem no socorro assistencial, mesmo em pensamento.
Não importa as voltas que o mundo dá, não importa a circunstância que um dia passará, agora ou no decorrer dos evos, o que prevalece é a nossa presença, mesmo distante, dos amores que em nosso coração vive.
Será que alguém no Brasil já ouviu a canção que diz para sempre eu hei de te amar? No dia 13 de setembro de 2012, em companhia de uma linda mulher, nós a ouvimos em música pura, aquela que não tem letra, ouvindo a música de Bach que se derramava em sons do órgão da Catedral de Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.
Do mar de Bósforo que banha terras onde habitam as minhas amigas do Leste Europeu, onde a vibração do amor forma uma egrégora de luz, o Canto de uma Eneida diversa, saindo desse mar, se estende pelos mundos afora, a partir da Terra, banhando recantos de inefável beleza.

sábado, 5 de outubro de 2013

CANÇÃO DO MAR (II)

Canção do Mar, na voz de Dulce Pontes, cantora portuguesa de mil talentos, charme, graça e leveza pairando sobre um encantamento que dança em nossa frente e segue em rumo da linha do horizonte onde o mar tem seus mistérios.
A canção diz que ela foi bailar num pequeno barco, um batel, além do mar cruel, que ao chegar perto foi reprimida pelo barulho do mar que a fez notar roubando a luz sem par de um olhar tão lindo.
Quando se obtém algo ou alguém dentro de circunstâncias que ainda não favorecem uma realização perseguida, temos veladamente a presença de um roubo, isto porque o ciclo do tempo tem etapas que são interligadas entre si. Não concordamos com a pedofelia, embora seja aceita no fundamentalismo religioso, onde milhões de crianças são vítimas da barbárie, este é o mundo em que vivemos.
Não concordamos com o adultério, pois o ciclo em que é buscado o relacionamento amoroso, em outra raia, está sob pesada cadeia de compromissos, pois a maioria dos casamentos na Terra tem esta característica da prisão. Cada um carregando a sua cruz que não é apenas no casamento, mas em todas as circunstâncias sociais em que somos convidados a participar. Aqui é o vale da sombra e da morte.
Aqueles que estão se libertando de suas algemas podem sorrir felizes que um novo tempo já está surgindo no planeta com a ascensão de consciência planetária dissociada para a consciência unificada, aquele dito “todos somos um” ou mais abrangente do profeta crucificado: “vós sois deuses”, falando para que aquela geração e as que iriam surgir até hoje, pudessem compreendê-lo.
Amar nunca foi censurado nem mesmo quando amamos os amores ditos proibidos, isto mantendo-nos fora da cadeia aprisionante.
Canção do Mar, de Dulce Pontes, sintetiza toda uma postura de comportamento humano na qual o recato, a prudência falam mais alto: “Se eu bailar no meu batel, não vou ao mar cruel, e nem lhe digo aonde eu fui cantar, sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.”
Enquanto vivendo no plano mental que está indo embora do planeta com a chegada da vivência do plano supramental, há o discernimento do que antes era discutido como razão e sentimento. A letra é bem explícita: “Vem saber se o mar terá razão, vem cá ver bailar meu coração”.
O coração, símbolo de nosso ser profundo, o ser que se conecta com a luz, já ultrapassou a fase do julgamento de regras transitórias e todo o legado de ensinamentos em que os códigos de conduta se sustentam que eram necessários dentro do parâmetro do mental.
Um ser multidimensional, em que todos nós estamos a caminho, vive apenas na luz e é o que basta. Tudo que nos chega vem com uma mensagem para o amor, pois é o amor que vivemos e por afinidade fazemos parte de tudo que nos chega, sem separatividade, outra característica do plano mental.
Abandonemo-nos à luz e a luz se fará dentro de nós porque o nosso ser é luz, e a atração e ressonância, a nova roupagem da lei de causa e efeito, gera apenas luz, e é o que basta.
Nada supérfluo repetir que este abandono é apenas à nossa transitória personalidade, tão importante nos cometimentos da vida, com a consciência de que somos um ser profundo e não mais transitório, que se liga à fonte.
Nessas circunstâncias, o mar e o mundo, como um todo, não irão mais nos arguir e podemos cantar: “E nem lhe digo aonde eu fui cantar, sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.”

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CANÇÃO DO MAR

Anteriormente, esta música tinha recebido o título Solidão, na voz de Amália Rodrigues, é tanto que é conhecida também com 2 títulos: Canção do Mar/Solidão. A cantora portuguesa Dulce Pontes gravou também Canção do Mar, em belíssima interpretação, com a letra diferente daquela gravada por Amália Rodrigues.
Em virtude da abordagem da solidão na Canção do Mar, de Amália Rodrigues, iremos abordar somente a letra desta canção e como o tema está tão perto da solitude, na crônica Solitude do blog Fernando Pinheiro, escritor – 23 de agosto de 2013, demonstramos a diferença entre ambas, mencionada nos dois parágrafos seguintes, depois iremos retomar o nosso tema central.
A solitude é o momento, a ocasião ou a circunstância em que a pessoa pode desfrutar para viver sozinha, isto sem denotar obrigatoriamente a possibilidade de solidão. Pode participar de eventos sociais ou pessoais, com eventuais encontros amorosos ou namoros, conservando-se sempre independente de algum vínculo estabelecido no jogo social onde há um compromisso.
É o estilo de vida que se ampliou em toda a convivência social da sociedade humana planetária que vive a experiência da troca de impressões ou sentimentos afetivos onde busca se encontrar. Este modelo é o resultado de agonias em busca do que se propala sobre felicidade momentânea, uma vez que o sentido eterno está muito longe daqueles que não se doam.
Dona de um vasto repertório de álbuns que vendeu tanto, numa tiragem superior a 3 vezes a da população de Portugal, Amália Rodrigues é o ícone do fado, a música portuguesa, reconhecida em seu país e além mar, inclusive no Brasil onde se casou pela segunda vez, em 26/4/1961, numa união que durou até os idos de 1997, quando ficou viúva, falecendo em 6/10/1999.
Enquanto a solidão é abordada como observação da Psiquiatria que pode prescrever receita destinada à venda de psicóticos que levam sempre ao risco de dependência química, excetuando-se o tratamento de terapias que afastam dessa dependência, que pode ser ministrado por psicólogos e pelos próprios psiquiatras, vamos apreciar os dois lados da questão.
Será que os remédios farmacêuticos, receitados por médicos, estimulam o funcionamento dos neurotransmissores que estão no cérebro? Os laboratórios que vendem em cifras gigantescas não têm dúvida em vender mais.
Mas, é bom notar que o acompanhamento dos pacientes se agita na área da subjetividade, pois o cérebro ainda não está totalmente desvendado em seus segredos milenares. É largamente difundido que usamos apenas 8 a 12% de nossa capacidade, sendo que o cientista Alberto Einsten usou a capacidade de 12%.
Segundo a tradição religiosa, Jesus passou 40 dias no meio do deserto, será que ele teve solidão? Os eremitas, os jornadeiros que passam à noite, nas várzeas e nos montes, conduzindo rebanhos de um lugar para outro, será que têm solidão?
Será que aquele homem, abandonado por mulher, em Buenos Aires, quando era um jovem leigo, conforme ele mesmo declarou, atualmente tem solidão em Roma? Esse homem reuniu, em julho/2013, a maior concentração de pessoas já ocorrida, no Brasil, na praia de Copacabana.
Canção do Mar, música de Amália Rodrigues, tem o encontro do eu superior, aquele ser profundo que todos somos e sofremos por não ativarmos essa realidade de luz. Vale mencionar o texto musical: “Solidão de quem tremeu a tentação do céu e dos encantos, o que o céu me deu, serei bem eu sob este véu de pranto.”
Por que chorar o pranto? Chorar enquanto catarse, depois o movimento interno para a descoberta de si mesmo. Jamais sentir-se abandonado, quando o outro amor se tem abandonado, como diz a canção, porque o abandono a si mesmo não aconteceu.
Todos nós temos necessidade do encontro conosco mesmos, não é tristeza ouvir música que derrama suave lirismo, tanto na música clássica, com destaque aos prelúdios e árias de ópera, como na música popular que também possui lirismo que nos encanta a alma.
No blog Fernando Pinheiro, escritor, fizemos o post da crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012, onde pode ser encontrada, no final do texto, uma seleção de músicas que alcançam uma variedade de opções, que estão disponíveis ao público no Youtube.
A música portuguesa de Amália Rodrigues é fantástica: “serei bem eu sob este véu de pranto”. Somente têm valor aquilo que damos peso e referência.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DEFESA DOS ANIMAIS

A presença de animais de estimação no velório do Cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de outubro de 2013, que vieram prestigiar Cláudio Cavalcanti, o ator e secretário Municipal de Defesa dos Animais que se despediu em sua roupagem carnal no final da tarde de 29/9/2013 no Hospital Pró-Cardíaco.
Os animais pensam e até sonham, como verificado pela ciência, e até se comunicam com as pessoas através da vibração, isto quer dizer que a percepção é notada independente da própria presença do local onde estão, fantástico, não é? O sonho dos animais é ser gente, assim como a gente “sonha” em ser anjo ou ser multidimensional.
A presença dos animais, naquele recinto sagrado, acompanhados dos seus donos, fez com que se criasse uma atmosfera diferente daquelas em que há apenas a presença de seres humanos criando uma egrégora em que se misturam negócios e interesses numa despedida silenciosa, muito comum ainda em nossos dias.
Um novo estilo de vida foi implantado no Brasil, a egrégora cães/donos era a mais forte pela sintonia da mesma faixa vibratória dos campos emocionais e astrais alinhados ao perfil do coração.
Homem e animal um só, embora ainda em sonhos sentirmos que seremos um, um dia, em todo o planeta, embora haja egrégoras espalhadas em todos os continentes num montante de 1 bilhão de habitantes vivenciando a consciência planetária unificada que cresce em direção da ascensão dos 6 bilhões ainda na consciência trina de densa dimensão.
Essa consciência planetária em que se sobressai a separatividade em todos os níveis do comportamento humano, inclusive entre os casais e familiares, engloba também os animais que são maltratados e mortos tanto pela crueldade como pela satisfação dos negociantes em abastecer mercados, supermercados, restaurantes e casas de família onde os corpos desfalecidos são expostos para venda e consumo e ainda se vangloriam de churrascos.
Os animais domésticos e aqueles que pertencem à selva, em todo o planeta Terra, têm uma participação muito importante no equilíbrio das espécies, atingindo todos os ecossistemas existentes, do mesmo modo que o reino vegetal também participa desse equilíbrio sustentável na alimentação dos seres viventes.
Nos mundos multidimensionais de magnífica beleza os homens e os animais possuem uma beleza superior a daqui, pela irradiação de luz que cada um traz. É o pensamento que cria fulgurações de impressionante beleza.
Em sonhos, vimos um maestro, que tinha conduzido as mais importantes orquestras sinfônicas do mundo, com a batuta fez um gesto e saiu uma orquestra inteira, a mesma que ele a conduziu, no passado, e ouvimos a Sinfonia nº 5 – Adagietto, de Gustav Mahler, com a duração de apenas 11:59 minutos.
Mulheres de beleza impressionante que passaram pela Terra habitam esses mundos paradisíacos. Elas se vestem em colorações maviosas onde as tonalidades tênues de azul, lilás se destacam aos nossos olhos. Em muitas delas havia o acompanhamento de animais e aves que aqui na Terra temos uma cálida impressão.
Os animais vieram ao mundo para nos possibilitar a ascensão a uma consciência planetária de melhor qualidade de vida. Vejam que eles têm ternura, carinho, meiguice, esses encantos em que se destacam mais na presença feminina.
Vocês querem saber como é a qualidade de um grupo, qualquer que seja, basta conferir o número de mulheres, elas fazem a diferença sempre para engrandecer, em segundo plano e no mesmo nível de apreciação estão os animais.
Proteger os animais é nos proteger contra os desencantos que assolam a parte que está apartada da natureza, mas que, no decorrer da evolução, será encaminhada ao mesmo ponto de qualificação unificada. Todos somos um, esta aceitação só acontece com a presença do amor, o amor que tem a participação dos nossos queridos animais.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FOGO-FÁTUO

Quando o lutador Alistair Overeem desfilou, entre aplausos de torcida, cheio de vida, um ar de triunfo estava em seu rosto por ser um lutador do selecto grupo de pugilistas mundiais. Nas oscilações do poder e da glória, há também fogo-fátuo que no sentido figurado é uma glória de pouca duração.
Para Overeem o brilho do fogo-fátuo durou apenas alguns minutos quando foi nocauteado pelo brasileiro Antônio “Pezão” Silva no UFC 156 – 22/9/2013 - Categoria peso-pesado – Antes da luta, Bruce Buffer, o apresentador do octógano, disse o bordão: “ladies and gentlemen, we are live" e antes da apresentação dos lutadores: “it´s time”.
O juiz Herb Dean, responsável pelo combate, impediu com os braços envoltos na cintura do “Pezão” que Alistair Overeem fosse ainda massacrado com socos violentos. Aquele olhar triunfante ficou arrasado e com dores angustiantes.
A vida continua e o pugilista Overeem poderá retomar, em outras oportunidades, suas atividades e vencer outras lutas, sem maiores incidentes. Tudo é possível ao homem que luta. O que nos chama a atenção é que esse esporte tem riscos de vida, tomando como exemplo Cassius Clay (Muhammad Ali), um dos maiores atletas da História, portador da doença de Parkinson.
As complicações decorrentes de AVC, Parkinson e Alzheimer atingem também outros atletas, em idade avançada, ao que se lê da reportagem “Médica propõe estudo sobre Alzheimer no futebol” [O Globo – 23/8/2013]. Pensamos que uma pancada forte na cabeça pode acarretar lesões cerebrais.
Na diversão há que se estabelecer a egrégora que se forma. Até mesmo no esporte, há egrégoras diferentes, não há necessidade de confronto, isto é do ego, da personalidade transitória em que estamos. Vamos pensar unicamente o que produz o nosso coração, se essa produção está afinada com os nossos momentos de lazer, então fica tudo combinado.
Até mesmo em campo, quando há um jogador de futebol sangrando, o juiz o faz retirar pela substituição de outro jogador em perfeitas condições de saúde. Para que ver cenas de violência?
O pugilismo induz a cenas que virão, no decorrer e no final da luta, a causar desconforto e mal-estar ao perdedor que, como estamos imantados nessa egrégora do octógono, sentimos o mesmo efeito que se passa com ele, assim como sentimos a euforia do vencedor. É claro que essas vibrações não são nossas, mas de qualquer maneira, são sim pela atração que fizemos atrair para nós.
É o mesmo que namorar uma moça que não está em condições de namorar, por recomendação médica, e ao entrar em contato com ela, atraímos os transtornos mentais. Esses transtornos a impede de ter sociabilidade, principalmente se vive sob medicação que entorpece, mesmo que seja drogas lícitas.
Tudo é fugidio nesta vida efêmera em que vivemos de passagem pela Terra, um minuto de brilho, que faísca num minuto – fogo-fátuo -, pode obscurecer momentos que teríamos pela frente para usufruir de nosso caminhar semeando o que sentimos.
Pensemos na egrégora que tem afinidade com o mundo de beleza que buscamos e não mais atrairemos esses embaraços que se convertem em desencantos. Não criticar as dificuldades que surgem ao nosso redor, vendo que tudo são flores, umas já floridas e outras a desabrochar.

domingo, 29 de setembro de 2013

DANÇA DAS LUZES

A terceira dimensão dissociada do planeta Terra evidencia o que a letra da música Dança das Luzes, interpretada por Zé Ramalho, quer nos dizer: “Não sabemos muito sobre o sal da Terra, sobre a fé dos montes, sobre os horizontes. A dança das luzes as sombras se escondem.”
Outro canto carregado pelos ventos da Alemanha traz o ressoar do pensamento de Friedrich Nietzsche: “Não se prender a uma pessoa: seja ela a mais querida — toda pessoa é uma prisão, e também um canto.” [NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. Tradução, nota e prefácio Paulo Cezar de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005].
A Dança das Luzes também flui magistralmente na grande e mítica música Assim falou Zaratustra que Richard Strauss, o último dos grandes compositores clássicos, fez homenagear o filósofo alemão. Este é o poema sinfônico, op. 30, de Strauss.
Na sinfonia n.3 de Gustav Mahler, no quarto andamento, o contralto interpreta um texto de Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche.
Mesmo de alta qualidade técnica da composição clássica, preferimos citar a luz crística, ainda desconhecida em essência pela consciência dissociada, a maioria planetária: “deixai os mortos enterrar os mortos.”
O sal é o trigo nesta transição planetária onde todo o joio será afastado para nunca mais voltar, como única forma de fazer ascender à quinta dimensão unificada do nosso planeta, o único objetivo da vinda de Jesus que recrudesce em sublimes movimentos no coração dos homens ascensionados, a caminho da condição de seres multidimensionais. A sacralização da Terra é uma realidade.
Não há mais tempo para consultas de filosofias e credos obsoletos: só há um caminho, o abandonar-se à luz, o abandono à personalidade e doutrinas que fizeram obliterar o nosso caminho interno onde somente lá existe a luz que se conecta com a fonte.
O Batman, o Superman, o He-Man, o Spider-Man, de procedência norte-americana, que influenciam o mundo globalizado, ainda são resquícios da ideologia nietzsheriana que recrudescem, pois estes se unem aos mitos gregos que ainda são bem fortes nesta densa dimensão dissociada onde se promove a competitividade e, em consequência, a separatividade, dentro do dualismo humano.
É uma visão de mundo que está em mudança dos ídolos que influenciaram o Nazismo, o Comunismo e a Social Democracia, com maior evidência atual a influência norte-americana que dissemina a competitividade, logicamente a separatividade, repetimos, comum nesta consciência planetária fragmentada que tem alguns séculos contados para desaparecer
A fé dos montes é a fé que cura como curou a mulher que tocou nas vestes de Jesus. Não deu outra, ele confirmou: “a tua fé te salvou”, nem ele que poderia salvar, a salvou, apenas ela, a mulher, conforme ele mesmo falou e não adianta desviar as palavras dele para tirar o mérito da mulher curada, ela se salvou, então cada um se salva a si mesmo, não pode ser diferente porque a salvação é sempre interna e não externa.
A ajuda é sempre primordial, em qualquer circunstância, sem dúvida como assistimos ao Programa Fantástico da Rede Globo de Televisão - 29/9/2013, onde aparece uma manada de búfalos atacando um leão que tinha derrubado um filhote de búfalo, nas proximidades do delta do rio Okavango, na África, sendo afinal socorrido.
Agora sabemos que os horizontes são outros, pois a chegada dos primeiros albores da Nova Era estão chegando com os sinais que anunciam no céu a transição planetária, confirmada por mil recursos que temos diariamente em nosso viver, quem ainda não sentiu o milagre da vida resplandecer?
Agora toda a verdade será revelada, não mais os humildes e mansos de coração serão enganados, aliás nunca foram enganados, mas como houve atenção na retaguarda, eles seguem em companhia dos retardatários e aqueles que tiverem outra escolha, a solução é ir adiante sem olhar para trás. Serão enterrados por outros, não mais nós.
A música nordestina fala que “a dança das luzes as sombras se escondem”, luzes e sombras nunca combinam e nem se misturam, basta riscar um fósforo na escuridão e vê o que acontece.
Agora já sabemos muito o que a voz do cantador nordestino quis nos dizer. O que tinha que ser revelado agora foi revelado, não precisou de complicação nem arranjos que não acabam nunca.
Simplicidade, humildade, transparência e alegria, eis os 4 pilares que vimos anunciando para a ascensão planetária. Sim, há outros, mas outros caminhos vão dar em outro lugar. O caminho do trigo é do trigo e o caminho do joio é o caminho do joio, precisa mais esclarecer? A música Dança das Luzes já nos diz tudo, agora por completo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O MEU PAÍS

A música O Meu País, na voz de Zé Ramalho, é o retrato do Brasil.
Não devemos dar peso e referência a situações inadequadas, pois aquilo que valorizamos passa a ser verdade. É neste perfil que os manipuladores de massa humana trabalham.
Vale assinalar a citação: "A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade." [BUDA].
Há um desfilar de situações, no Brasil, em que presenciamos, diariamente, uma realidade pungente revelada pelo rádio, televisão e internet que inclui as redes sociais: blog, facebook e twitter.
São sombras de um tempo nublado, de ar rarefeito, onde a brisa refrescante é algo que sabemos que poderá vir a qualquer hora, assim como houve, em junho/2013, o clamor das ruas em protestos em São Paulo e em diversas capitais brasileiras nas quais os políticos não puderam participar: ninguém poderia representar ninguém nessas situações.
Os humildes não são ouvidos, a aldeia maracanã existe, só que a aldeia está abandonada e os estádios com a assistência garantida. O canto diz que há “uma elite sem deus é quem domina”, ora, no dualismo humano, quem criou deus, criou o diabo. É a polaridade que se cruza, pois quando se fala em paz há um mecanismo atrás precavendo-se contra a guerra. A segurança é a arma ostentada. Alguém pode imaginar um exército, uma polícia sem armamento? Impossível.
Temos saudades do Brasil quando era brejeiro, bucólico e importador, de navegação de cabotagem que unia o Norte ao Sul, conhecida entre os passageiros pegar um ita no Norte. Isto aconteceu antes da metade do século XX. A construção da primeira rodovia de integração nacional, a Rodovia Rio-Bahia, foi realizada, nos idos de 1963, pelo presidente João Goulart.
A nossa gente tinha uma identidade, tinha uma música ainda tocada e bem apreciada: o samba, o frevo, o baião e o nacionalismo dos grandes compositores brasileiros em música clássica, conhecida em músicas de concerto, destacamos o pioneirismo de Alberto Nepomuceno e Villa-Lobos.
A vulgaridade ganhou espaços com o pornofonês, isto dificulta a comunicação com as mulheres que são recatadas e não se acostumam com esse hábito que não é nosso em nenhum ponto de origem. O romantismo faz parte de nossa cultura, é a roupagem que engalaneia esses encantos que as mulheres têm e possuem e passam a distribuir, com glamour e com simplicidade, até mesmo, ao mesmo tempo.
Uma apreciação que não adentramos porque envolve assuntos sutis que não nos cabe fazer reportagem, é do conhecimento popular, é o noticiário do dia-a-dia que recebemos dos meios de comunicação. O refrão confirma: “pode ser o país de quem quiser, mas não é, com certeza, o meu país”.
A música fala de “um país que ainda morre de maleita”, isto comprova o aumento dos casos de doença depressão em que o atraso geral da medicina é notório, se observarmos as palavras do psiquiatra e escritor Jorge Andrea que disse que a medicina resolve apenas uns 35% dos casos, os mais simples e não os complicados, de pacientes de depressão.
A letra da canção diz ainda que os humildes não têm vez nem voz no país do faz-de-conta. É por isso que lembramos aos leitores do facebook e do nosso blog que a profecia projetada pela luz crística ainda vai ser cumprida: “os humildes herdarão a Terra” e nas anotações que vêm do Ganges: “quando o período das trevas for embora, a Terra será governada pelos brâmanes”.
Isto ocorrerá daqui a alguns séculos, quando será implantado definitivamente no planeta Terra a Era Dourada ou a Era de Aquarius, mas já existe uma preparação para que isto aconteça, inclusive o alerta da música O Meu País, interpretada pelo cantador paraibano.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

LEMBRANÇAS DO PRIMEIRO

No momento histórico em que o Supremo Tribunal Federal decidiu aceitar, em 18/9/2013, os embargos infringentes, recursos que irão possibilitar um novo julgamento no processo do mensalão, fazendo ferver todas as redes sociais da internet, a música Lembranças do Primeiro, de Zé Ramalho, está na onda.
Revelando que, muitas vezes, há injustiça no caminho, a música cita o poeta Carlos Drummond de Andrade e ressalta deixar a pedra no meio do caminho e enfatiza: “não a remova!”.
Como a perda é sinal que possibilita o encadeamento da depressão, não devemos dar peso e referência aos engramas do passado, mas como podemos ouvir a música no Youtube, a perda da virgindade está associada a “doces quimeras de rapaz, de moça donzela ou solteira, queira ou não queira”.
O remorso ativa a depressão, pois é acionado em impulsiva manifestação repetitiva, pensamentos desses engramas que não podemos lembrar e sim esquecer. O sono faz esquecer.
Aquilo que se perdeu, aquilo que se foi, não importa mais lembrar. Mesmo assim, as lembranças vêm à mente, e é gritante na canção: “na beira da idade, o silêncio e a turba quer a verdade”.
Sempre estamos a dizer que não devemos criticar nada e não devemos criticar ninguém, apenas observar, em silêncio, só para nós e desviar a atenção, pois havia uma pedra no meio do caminho, a mesma que Drummond observou.
O perdão é uma fórmula mágica que liberta o prisioneiro do confinamento em que estava preso, tanto por deliberação própria quanto a dos comparsas do mesmo comportamento. É um alívio que nenhum remédio é capaz de substituí-lo. Não nos referimos a drogas lícitas e nem a drogas ilícitas que apenas fazem desgastar o corpo físico.
A dependência química é algo pernicioso que deve ser abolido e não será com o uso prolongado dessas drogas que o eliminará. O tratamento psiquiátrico deve dar preferência à terapia e não à medicação que entorpece e aniquila. Sabemos que há a pressão da indústria farmacêutica que visa lucros sobre lucros e no índice bastante elevado que comentamos na crônica MEDICAÇÕES – 28 de julho de 2013.
Quem nos acompanhar no blog Fernando Pinheiro, escritor, irá sentir-se envolvido com as vibrações suaves onde o pensar passa a ser um fluxo de equilíbrio e bem-estar, assim como uma flauta doce tocada ao longe. Há também um elenco de músicas nesse contexto revelado no post O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012.
O nosso tempo é precioso, tentemos observar se é para ser útil a quem tem dificuldades em caminhar ou permanecer ouvindo o passado recrudescido em desencantos que aniquilam os momentos de nossa vida. Ir em frente é sempre a nossa meta, sem olhar para trás.
Não analisemos quem está certo ou quem está errado, pois isto tudo está enquadrado no dualismo humano, o reino do ego, que analisa, critica e julga, separando sempre.
E nesses parâmetros estabelecidos pela conduta humana, em todos os segmentos da sociedade humana há pareceres favoráveis hoje, como também pareceres desfavoráveis amanhã, e até a contradição do que disseram. É por isso que a humanidade, criando essa blindagem, não pode ter uma roupagem mais adequada à consciência planetária unificada.
Os simples e humildes de coração, apenas com a vibração do coração, serão os únicos capazes de mudar todo o panorama de pensar neste planeta, pois serão, como revelou a luz crística, há dois mil anos, os herdeiros da Terra.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CHÃO DE GIZ

A cena descrita na música Chão de Giz, na voz de Zé Ramalho, é pertinente à solidão e ao cenário em que as relações amorosas se desdobram em dificuldade para romper o ambiente vicioso: “Há tantas violetas velhas sem um colibri. Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus”.
Essa mesma dificuldade, no amplo sentido social, está manifestado em Elysium, filme dirigido por Neill Blomkamp, tendo como principais atores Matt Damon e Jodie Fost e, ainda, Wagner Moura e Alice Braga. O enredo é de ficção projetada em 2159, mas que tem um viés de realidade, nos idos de 2013: a separatividade, característica da consciência planetária dissociada, que está indo embora, essa saída anunciada no final da música.
A procura dos homens mais velhos por mulheres mais novas está aumentando muito em decorrência da lei conhecida no mercado de valores: oferta e procura, aliás é sempre a mulher que conquista e não o homem, pois se não houver aceitação por parte dela, nada se realiza.
A fome no mundo empurrou homens e mulheres a buscar abrigo em circunstâncias favoráveis, pois a comida e a habitação determinam a estabilidade de um casal e até dizem, no dito popular, que saco vazio não se põe em pé.
O sentimento, como expressão da vontade, não é apreciado entre a maioria que visa unicamente desfrutar de bens materiais. O cartão e a senha do banco e, ainda, o dinheiro na mão determinam a escolha do pretendente. O amor e a cabana para quê? Reputam sempre nas descartadas.
A separatividade já nasce naqueles que se unem nesse propósito. Ora, se no campo mental isto existe, para que ter uma união corporal? Mas isto não é levado à consideração, basta o corpo satisfeito e, ainda, pensam: existe outra coisa melhor? Assim, a mulher é vista por partes de seu corpo e nunca pelo todo, aliás o todo para quem pensa assim é somente o corpo e nada mais.
Resultado: na descida pela solidão se espalham coisas sobre um chão de giz e os devaneios tolos torturam em lembranças que mostram fotografias do passado. Quantas vezes? amiúde.
As imagens passadas na internet e na televisão desfilam esses devaneios, em forma do que é considerado o melhor, dentro da luz bruxuleante do mito da caverna que passa a ser real aquilo que observamos nessas imagens. Há outros mitos recrudescendo na vida planetária como vimos comentando.
A carga de vibrações densas é passada nesses meios de comunicação de massas e não a notamos deletéria porque estamos acostumados a viver assim, porque assim fomos bombardeados, por longo tempo e o tempo todo, por notícias que divulgam desencantos na forma mais cruel. A manada está presa no curral. Os donos dessa carga se acham o dono da manada.
A voz do cantador paraibano faz disparar balas de canhão e se acha inútil porque existe um grão-vizir, aquele que é o dono das massas e das maçãs velhas. A voz vai se levantando, querendo usar os mesmos apetrechos da opressão: uma camisa de força e ou de vênus, depois se redime: “mas não vou gozar de nós”.
Isto nos remete a forma como é recebida pelo público as notícias que geram os desencantos. Não devemos dar peso e referência àquilo que nos aprisiona, vindo das teias invisíveis dos meios de comunicação que temos na internet, televisão, vizinhos que repetem as notícias e os pensamentos que nos aprisionam por tudo isto.
Vamos ser colibri e voar em direção de todas as violetas. Há jardins perfumados na amplidão dos espaços infinitos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O CELIBATO

O tema Celibato, aqui proposto, diz respeito unicamente ao final de 4 ou mais de 5 ciclos de 7 anos, em que foi envolvida uma relação amorosa que o destino fez colocar um dos parceiros no adeus de mãos frias, literalmente.
A aceitação do destino é a medida ponderável, aceitemos a fluidez da nova situação do estado civil que nos colocou afastado do convívio amoroso que tínhamos durante um longo tempo.
Nessa circunstância em que a vida continua em novos seguimentos não sentimos necessidade de buscar algo pela perda daquilo que foi embora levado por situação inexorável. Não podemos nos arriscar em terrenos que não conhecemos, como se tivéssemos numa floresta sem trilhas e sem indicadores de direção.
Aliás, o nosso íntimo guarda ainda a atmosfera calorosa de um romance que constituiu uma família no desenrolar de acontecimentos em que vimos o semear do sonho acalentado desde a juventude, quando desabrochamos para o amor dos enamorados que teve a última roupagem no amor dos casados.
O celibato é um momento de reflexão importante acerca de nossa realidade existencial que se apresenta agora com um novo enfoque de contínua beleza que temos em viver aquele sonho que permanece conosco, recrudescendo, no nosso dia-a-dia, a vivência do amor.
É uma oportunidade de nos preparar, naturalmente, sem exercícios ou hábitos formais, para estarmos mais afinados com a nossa natureza física que recebe os estímulos da espiritual, pois sabemos que o mundo, em que se encaminha o nosso futuro, não terá essa densidade material que nós estávamos acostumados e sim uma dimensão mais sutil que devemos nos adaptar, a começar pelas energias sexuais.
A Terra está deixando a camada densa para ser mais sutil em toda a sua complexidade, enquanto planeta hospital, onde a maior parte da população é paciente. O caminho da unificação da consciência planetária é a característica maior da transição planetária.
A viuvez, no celibato, não está proibida de sonhar mas existe os limites da idade e o novo momento de realidade que não é o mesmo daquele convívio em que teve um caminho percorrido e diga-se, de passagem, cheio de perfumadas horas de felicidade que não foram poucas, mesmo vivendo no meio de um clima em que a matrix ainda se manifesta com influência a todos os segmentos da atividade humana.
Nessas circunstâncias, as mãos femininas perdem a antiga maciez dos afagos diante do novo quadro de mudanças no relacionamento de casais em que tem agora um novo rumo. Não é o momento de arriscar aventuras, isto é completamente oposto ao que a fluidez da alma exprime com singular destaque.
As mulheres que foram sempre românticas, durante a vida conjugal, não devem perder o romantismo, embora seja em outras facetas, pois a confiança na vida é fator primordial para os encantos, que nelas estão, permaneçam.
O passado, carregado de engramas, deve ser esquecido. A imaginação da possibilidade de reviver momentos, com o amado desse passado, é a ilusão que não pode ser alimentada. Sabemos que tudo que falamos é de conhecimento da maioria daquelas mulheres que vivem agora o estado de celibato, mas existem aquelas que estão caminhando um pouco atrás.
No isolamento há o perigo de se estabelecer a depressão por motivo de perda, de ausência, sempre alimentada por sentimentos que não lhe trazem vigor.
Curtir o celibato em atividades intelectuais, esportivas, mesmo que seja um caminhar ao ar livre, ou ainda com a presença de familiares, amigos e admiradores que enfocam a beleza da vida, é ativar essas energias que estão sublimadas pelo amor.
O celibato pode ser desfeito, em qualquer faixa etária, em condições favoráveis, a partir da puberdade, se houver a ascensão de consciência planetária unificada, tanto em quem está em celibato quanto ao parceiro ou parceira que já vivencia essa consciência.
Esta ascensão, como temos falado anteriormente, é conseguida mediante a vivência em 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
No entanto, sair da matrix, esse imenso aglomerado de 5 bilhões de habitantes que discrimina, critica, julga e separa, não é fácil. Os simples e humildes de coração, que herdarão a Terra, no conceito de transcendência, já somam 2 bilhões do total de 7 bilhões de habitantes do planeta.
Somente o amor nos dá essa compreensão.

domingo, 15 de setembro de 2013

MULHERES

A voz feminina une-se à voz de Zé Ramalho, revelando a canção Mulheres: “e é com elas que a luz se torna intensa como o sol que ilumina a escuridão”. O recolhimento interior possibilita as mulheres o encontro de sua realidade única, aquela em que não há mais sobressaltos nem solavancos em despedida.
As mulheres, que sentem influência masculina, perdem a sua melhor parte, a não ser se for a doação de seu mundo íntimo que é muito mais interessante que o lado externo onde os contornos são mais graciosos. Mas ninguém abre mãos de ancas de lua, contornos de pera em miniatura de sol refrescante da pele, olhos refulgentes onde o mistério reina.
A tradição que veio de Esparta deixou as mulheres em casa com as tarefas que somente elas sabem fazer com gosto e os homens foram à guerra para colocar em prática os exercícios de academia ou nos ginásios espartanos. Hoje, as mulheres estão nas academias e nos ginásios competindo, com elas mesmas, assim é a regra dos jogos que estabelece as medalhas como troféus.
Se a competitividade é algo que demonstra o declínio desta civilização, pois daí surge a separação, no meio do mundo, dito progressista, é fator que estabelece a escolha para melhor definir o que se propõe. Do mesmo jeito, a valorização da personalidade em afastamento do ser profundo onde está toda a nossa realidade existencial.
Nesta percepção interna, a mulher descobrindo-se e escolhendo a sua solidão aparente revela um lado com brilho e refulgente que é capaz de estabelecer um paradigma que o homem, nessa busca para sobreviver, ainda não alcançou.
E por se sentir nesse conforto íntimo e também no ambiente externo onde vive, não se deixa ser influenciada por vibrações que nada tem a haver com essa harmonia conquistada nessas horas onde a ternura, o carinho e a devoção à quietude foram bem favoráveis.
Na transição planetária, vemos que os seres humanos que conseguiram ascender a uma dimensão superior daquela que está inserida a perturbação e os desaires que provocam sofrimento e dor, preferem estar sozinhos em celibato do que perder essa dimensão alcançada.
Muito cuidado com o que dizemos e agimos nas relações afetivas e amorosas, pois fora do amor iremos agredir quem estiver no espaço da bola da vez, independente de quem seja, e o que dissermos ou agirmos será usado contra nós.
E, quando despedirmos da jornada terrena, ninguém sabe quando, pode ser hoje ou mais tarde, mas amanhã, nesse dia, seremos levados pela vibração escolhida e, se houver a influência indesejada, não haverá meios de afastá-la sem a participação de quem está ligado, a não ser que esteja revestida da consciência planetária unificada.
Criam-se inimigos até mesmo entre as mulheres, não é apenas homens contra homens. Há tempo para dar as mãos à amiga, à namorada ou até à ex-amiga ou à ex-namorada. Os dias prosseguem, lenta ou vorazmente, e não nos deixemos pegar de surpresa. As mulheres é que nos inspiram a melhores momentos.
A canção espalha a realidade que se espraie nos espaços sacralizados do planeta, levando os sorrisos delas que são mais notórios e acolhedores, “os sorrisos do mundo esparramando as sementes que brilham na imensidão”. Tudo isto porque foram bem amadas pelo amor que deram, desde o segredo até a revelação das horas do amor.
Essas horas são eflúvios da egrégora unificada, não apenas abrigando um casal mas a toda a dimensão que corre pelo espaço em direção dos mundos afins, os mundos felizes que começaram a existir com os pensamentos das mulheres.

sábado, 14 de setembro de 2013

CHAMANDO O SILÊNCIO

Mais uma vez ouvindo Zé Ramalho, o amor está presente na música Chamando o Silêncio que diz “somos todos a música da estrela à semelhança e a própria natureza”, lembrando-nos Spinoza: o Universo é feito de uma só substância e na síntese de Einstein: tudo é energia.
O convite da música é para chamar o silêncio “que é pra ninguém perceber que somos milhões”, realmente todos os casais, todas as famílias que se amam, são milhões, a começar com o nosso idílio de amor com a mulher que nos acolhe nos braços, começando a nos conhecer.
A egrégora que se forma de todos os casais dos namorados enamorando-se em momentos de enlevo onde os impulsos carnais são transmutados na vibração sutil que os acolhe no coração, a mulher toca-nos e nos conduz ao silêncio que nos permite ouvir mais uma vez que somos milhões. Não há viuvez, pois os amores do passado estão nessa alquimia da transformação que se configura em toda a transição planetária.
O luto dilui-se como engramas que o passado absorveu nessa alquimia invisível, a mesma que o mar faz no jogo de ir e vir nas areias que se debruçam na praia. Procurar o ciúme aí é o mesmo que procurar sombras quando a luz chega. É o mistério da própria natureza, a única beleza que existe, aí estamos todos espalhados.
Não há mais separatividade, nem no tempo e nem no espaço, são ideias terrenas que nos afastaram de nós mesmos, estamos na egrégora de luz, no amor dos namorados, que também somos pela escolha do par perfeito, por isso somos milhões, não há solidão, ideia terrena, só existe a luz, somos luz, somos a mesma música de estrela. Somos milhões, somos milhões.
Não semeamos o mesmo jardim, em jornadas diferentes, há flores florindo em outras searas que se unem no mesmo perfume, encantos de mulheres sempre nos emocionaram nessas viagens em que chegamos ao mesmo destino: não mais de amar e sofrer, mas de amar e amar. Mesmo amando sozinhos não estamos mais a sós.
No Jardim das Oliveiras, você acha que Jesus estava sozinho, quando os discípulos dormiam? Essa egrégora do amor de milhões estava com mais intensidade naquele jardim, seres multidimensionais que vieram de outras plagas siderais estão nessa música que cantamos em silêncio.
Cantando a música Chamando o Silêncio há lembrança do passado, esse jeito de não querer chamar outra pessoa em seu lugar, como se o Universo fosse demarcado como propriedade de quem se apodera de momentos de enlevo, justificado pela letra da canção: “o minuto não passa quando ama. É o estranho instinto que me chama”. Podemos ficar sim para sermos mortos enterrando os mortos. Luto que irá fazer o minuto ficar parado.
O chamamento não é para o instinto mas para o amor que não é nosso exclusivo, é do mundo, não há separatividade nas esferas onde ampliamos o pensamento.
Os amores venusianos, na mesma egrégora universal que está se formando na Terra, são de todos, todos namoram todos. A luz é única, nessa luz podemos nos vestir em ideias projetadas das mais belas vestimentas que pensamos realizar. A alimentação também é fluída. Já vimos mulheres de encantadora beleza nessa música que nos acolhe, fazendo ser milhões, milhões. Vamos namorar?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AMORES VENUSIANOS

Os amores venusianos se manifestam na liberdade, essa liberdade que o planeta Terra alcançará, por completo e em todas as áreas, no decorrer de mais alguns séculos, após ter passado pela libertação total, é tão simples: não há liberdade sem libertação.
Vênus, no momento, vive a consciência planetária unificada, em sua quinta dimensão, a mesma que a Terra está começando a ascender, embora já tenhamos cerca de 2 bilhões de pessoas neste estágio, de um total de 7 bilhões que formam a população planetária, ainda dentro de uma oscilação de permanência e de retorno por causa do comportamento repetitivo que busca alinhar, em seus parâmetros, os engramas do passado.
Os venusianos vivem a essência etérea implantada no coração, na consciência que revela a transparência em tudo, assim como nós, nos estágios do sonho REM, quando podemos sonhar e, em casos especiais, vislumbrar a nossa realidade imortal, o nosso destino nasce nessa fonte.
Como existe a curiosidade, sempre elogiável de nossos leitores, para saber como é a vida no planeta Vênus, em parâmetros que possam compreender, resumimos que lá não há dor e sofrimento, como há aqui na Terra.
Em Vênus trabalha-se, dorme-se, alimenta-se, em condições muito mais favoráveis a uma vida salutar que é desconhecida, nesse parâmetro, aqui na Terra.
O trabalho não é oneroso, apenas algumas horas, puramente voltado à beleza que existem nas artes, a música, por exemplo, como expressão maior, tem o encantamento que os grandes compositores clássicos que, no passado, a Terra acolheu.
Lá não existe a separatividade nem a competitividade nas relações sociais e de trabalho. As profissões e as missões são exercidas de acordo com a coloração do campo energético de que são possuidores. Por terem alcançado a transparência, a morte lá não existe, há sim transmutações de corpos em missões diversas, escolhidas sempre por quem vai exercer e nunca imposta por nenhuma lei do carma.
A única lei que existe lá é a lei da graça e ressonância, luz gera luz. Em consequência, corpos sutis se alimentam fluidicamente e não é usada nenhum elemento da cadeia alimentar que aqui na Terra conhecemos. Em consequência, lá não há doenças.
Por ter uma consciência planetária unificada, ama-se muito em Vênus, há liberdade no amor, e em todos os relacionamentos, não essa liberdade coercitiva e discriminatória que existe na Terra, aliás, em sentido mais amplo, isto não é liberdade.
Não há separatividade em nenhum setor da vida planetária em Vênus, nenhum apelo religioso, nenhum setor político à semelhança da Terra. Para quem não viu nada além da Terra, é um paraíso, um mundo feliz, um recanto de eterna primavera como nos faz lembrar a inspiração dos poetas que semearam a beleza.
Lá vive-se do que se dá. A doação é de todos. Não há carência em nada e em ninguém. Não há a internet, para quê? Se sabe de tudo relacionado ao planeta Vênus e nem precisa sonhar para saber os recônditos da alma. Na transparência que existe por lá, ninguém engana ninguém e não há levas de gente seguindo o caminho das mídias controladoras de massas humanas.
O modo de viver em Vênus é muito gratificante, longe dos padrões que na Terra nos acostumamos a ver: dinheiro, comércio, relações amorosas conturbadas, discriminações em busca de prestígio transitório e, sobretudo, o dualismo humano que acarreta todo esse amargor no caminhar.
Vênus, como dissemos o que disseram os poetas: é a estrela do Pastor, a estrela Vesper, a estrela da manhã.
O amanhã de luz, que é manifestado aqui e agora, se reflete sempre em Vênus e de lá se reflete em nós. Uma coisa em comum que temos com Vênus, o mesmo Sol que gira nosso sistema planetário.