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domingo, 27 de outubro de 2013

CARUSO

Reminiscências felizes são dignas de serem lembradas e quem não as tem?
Nós as tivemos muitas, mas vamos lembrar um pouco: por duas vezes no Auditório da Presidência do BB, em Brasília, Synval Guazzelli, presidente (interino) do Banco do Brasil (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993) e (1/12/1993 a 4/12/1993) chamou-nos: Senhor Presidente e a seguir passou a elogiar o nosso trabalho diante de uma seleta plateia composta por diretores e demais executivos da empresa.
Anteriormente, Alcir Augustinho Calliari, presidente do Banco do Brasil (29/10/1992 a 15/2/1995), tinha saído especialmente de Brasília para o Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto de 1993, a fim de assistir a uma solenidade na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil e entregar o diploma acadêmico a Fernando Pinheiro, na ocasião este ato foi fotografado para compor a Iconografia do Banco do Brasil.
Perguntem ao vento, que está nesta e nas gerações porvindouras, quem é o autor da História do Banco do Brasil e quem é o cantor que a Itália referencia hoje em seus tempos de glória quando a música italiana estava tendo uma repercussão internacional na América do Norte?
Caruso esteve nos maiores palcos do mundo, inclusive no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o de São Paulo, nos idos de 1917, e se lembra da repercussão enorme do tempo em que esteve em New York – EE.UU.
O antigo terraço de sua casa em Nápoles, antes de morrer, é um cenário onde ouve os uivos do vento e observa as luzes do mar espumando ondas sobre a areia, é o Surriento banhando a cidade natal.
Um homem abraça uma menina, diz a canção de Lucho Dalla, na voz de Luciano Pavarotti, chorou depois, então, limpa a garganta e continua: “eu te amo muito, mais muito, muito, você sabe, é um elo de ligação que aquece o sangue dentro das veias”.
Nas reminiscências de Caruso, ele viu a lua entre as nuvens e quanto mais ele a olhou sentiu o frescor da morte e sentiu vida nos olhos verdes da menina que antes a abraçara, olhos verdes como o mar.
Estendeu o olhar sobre o passado e observou “o poder da ópera, onde todo drama é falso e um pouco de maquiagem, você pode se tornar alguém", prossegue a canção.
Na cena lírica onde o texto cantado traz bagagem de emoções apaixonantes podem confundir os pensamentos dos fãs estruturados em educação diferente, pois quando há uma traição há o desnivelamento de toda a apreciação, antes acariciada, agora com repercussão no nível interno de quem a aprecia e, ao mesmo tempo, abomina.
A pessoa amada que traiu passa o sentimento de perda da confiança a quem a considerou honesta, fazendo diminuir a crença da pessoa traída sobre si mesma, é um reflexo de comportamento reconhecido pela Psicologia.
É por isso que as músicas populares antigas, principalmente boleros e tangos, aqui no Brasil, não são mais apreciadas por causa do conteúdo que arrastou multidões para as cenas de desencantos.
E nesse terreno vazio, surgiu o rock, na década de 60, para colocar mais ritmo do que melodia, aquela melodia que pudesse a gente refletir em alguma coisa sentimental. No entanto, nessa mesma década, o cantor Elvis Presley cantou para o cinema a única música brasileira gravada pelo rei do rock, composta por Luiz Bonfá, que recebeu o título Almost in love.
As reminiscências de Caruso nas noites lá na América do Norte vêm em gratas recordações que faz a vida de sucesso um dia terminar, mas o tenor napolitano diz não pensar tanto no passado, pois é feliz naquele momento e continua o refrão da música Caruso: “eu te amo muito, mais tão muito, é um elo de ligação que nos une até agora”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CAPRICHO DE UM AMOR

No relacionamento amoroso existe capricho de um amor não correspondido na forma como foi elaborado, pois uma saudação ou elogio não pode constituir-se uma obrigatoriedade de corresponder a esse amor.
No facebook da internet é um campo vasto de apreciação de amores. O estado de Turiya quase não aparece nas pessoas que trocam impressões pessoais, pois são reveladas dentro do plano mental onde há sempre reações. Quando for abolido do planeta Terra o medo, a comunicação entre as pessoas será em total transparência.
Enquanto isso, o mundo subjetivo, que criamos com os pensamentos, exerce forte influência em nossa vida, pois podemos pensar que estamos namorando as pessoas pela internet, ou mesmo pessoalmente, sem ter a comprovação do mundo verdadeiro que vivemos.
A canção Fly me to the moon, na voz de Frank Sinatra, é determinante: “please be true”, condição essencial para que o namoro que se inicia e se desenvolve em doces afagos. Na distância é muito difícil determinar que estamos namorando, pois corremos o risco de tudo se acabar num instante depois pela comprovação da realidade que vivemos.
A nossa vida diária tem que ser vivida na normalidade em que a mantemos, fluindo em harmonia e deixando a todos que nos acompanham os passos, aqui e em outras terras, seguir com leveza.
É sempre a vida egóica que nos impele a reação, pois o ego é o centralizador de ações do comportamento humano, quando a consciência ainda não vive o estado de Turiya, o estado em que o mental já não exerce nenhuma influência.
O abandono à luz não é o abandono de nossas responsabilidades que temos perante os cometimentos que temos que fazer, pelo contrário tem a transcendência dessas responsabilidades.
O abandono à luz nos possibilita o acesso à a consciência unitária, o próximo passo que a Terra está tendo, neste salto quântico que possibilita a nossa libertação total dos entraves que ainda nos prendiam como tributários do dever.
O capricho de um amor, as fantasias amorosas, as impressões nascidas da imaginação são válidas para criar as situações que gostaríamos de viver, pois quebra a monotonia de sonhos que foram correr em desaguadouros como um rio afluente desaguando no rio que desemboca no mar que são também tributários na concepção geográfica.
Quem está em tratamento com terapêutas pode sentir-se amada por amores que estão distantes fisicamente, mas dentro dos sonhos o sonho de estar juntos é sempre válido, pois o que não pode ser hoje, pode ser amanhã. Fazer planos é esquecer o estado de Turiya que podemos ter, vivenciar o que somos é o que é importante.
No passado distante, quando a religiosidade passou a ser assunto social, a figura do eremita, antes vista como coisa de doido, pois havia o afastamento dele do mundo, passou a ser considerada com valor de respeito, quando o segmento religioso teve apoio na mesma sociedade que o abominara antes.
O amor platônico que foi desvirtuado de sua contextura original, pois era o amor, de qualquer maneira, no descobrir-se a si mesmo, no apelo religioso foi relegado ao segundo plano para dar lugar a virtudes apregoadas que têm forte influência em grande parte da humanidade.
Sejam bem-vindos os amores femininos, pois o nosso público em sua maior parte, é a exclusividade feminina, o que é uma honra muito grande entrar nessa egrégora de luz, a maior do planeta, pois as mulheres estão conseguindo dar o salto quântico na ascensão planetária que tem um novo patamar de grandeza. No fenômeno da crisálida, olhemos apenas o nascer da borboleta.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

AMOR-PROJEÇÃO

Enquanto existir a necessidade de vivenciar o amor em uma pessoa, um objeto ou objetivo, uma classe, uma instituição, um ideal nos trabalhos materiais ou mesmo espirituais, há presença do amor-projeção. Essa projeção ganha espaços maiores quando sai do exterior e faz a viagem interna ao coração onde se descobre como ser profundo e passa a vivenciar práticas que levam ao que se chama na Índia de Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção.
A dependência do aspecto exterior, em decorrência do medo, impossibilita a incursão ao mundo interno, resultando sempre o confinamento em proporção gigantesca entidades/aficionados, relação sempre condicionada e condicionante, numa dependência que não o faz libertar. A libertação é sempre interna e não depende de um libertador externo.
A busca, elemento da projeção, é sempre uma falha, pois o amor não deve ser procurado, mas sentido em todos nós, em nossa essência profunda, esta percepção irá nos possibilitar a aceitação do amor em outro patamar de grandeza. A busca do amor de casal traz consigo os apegos, os elementos de interrogação e o medo do abandono ou da perda, em circunstâncias que podem surgir no luto e na separação.
O planeta Terra está passando pelo Kali Yuga, a Era das Trevas, no argumento hindu, em que presenciamos a humanidade vivenciando profunda degradação nos aspectos culturais, sociais, ambientais e espirituais. Esse argumento conclui que, quando acabar essa Era, a Terra será governada pelos brâmanes.
O Amor-Projeção é o recurso mais comum, nesta transição planetária, em que a grande maioria da humanidade busca se precaver nessa egrégora coletiva, mesmo sentindo forte influência dos desencantos que os meios de comunicação divulgam.
O Amor-Projeção, vivenciando as ideias que alimentam a transitoriedade de todas as coisas, é mais utilizado por aqueles que estão confinados nos esquemas dos manipuladores de massas humanas. No final, sempre ocorrem desencantos ao pressentir a ligação dos ambientes em que viveram com os espaços onde a sabedoria revela os enigmas que podem ser esclarecidos aqui ou em outra dimensão maior, mas para eles apenas com flashes de luz.
No terreno das conquistas amorosas, o parceiro busca a companheira ou vice-versa, no modelo em que acredita encontrar a felicidade, dentro do amor-projeção de seus pensamentos condicionados ao que vem sempre em oscilação do querer e do gostar que é mais o ego que se manifesta. Adaptam-se um ao outro, curtindo as novidades enquanto não afloram as energias sublimes de cada um, ainda desconhecidas ou não praticadas.
Na ausência física há a oportunidade de rever os conceitos que geraram desconfortos e no reencontro novas possibilidades do viver a dois são colocadas em prática, mas se ainda permanecerem ligadas ao exterior, ao sentido transitório, a fatalidade ao fracasso e à separação será a próxima realidade que irão viver, queiram ou não queiram, é a sementeira.
Amor-Projeção está a caminho do Amor-Consciência, mas isto não é questão de busca e apreensão ou busca apreensiva, é a inteligência que se projeta em luz eliminando as sombras ou penumbras de um amor projetado. Como conseguir isto? O abandono à luz, o abandono da personalidade que deve ser vivida e transmutada a um patamar de grandeza superior.
Nesse sentido sempre estendemos no caminho daqueles que estão conosco os quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Aqueles outros que seguem exclusivamente no amor-projeção, deixemos que sigam seus caminhos. Há flores se abrindo e perfumando os jardins.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ÁLCOOL É DROGA

Sem dar importância para a notícia de que o álcool é uma droga na avaliação da OMS – Organização Mundial de Saúde, e acompanhando a propaganda que estimula o consumo, principalmente na televisão, quando há transmissão de jogos, onde está veiculada a ideia de alegria e prazer, a metade da população brasileira está envolvida, com alguma frequência, no consumo de álcool, por essa razão a empresa que mais cresce no País é a AmBev, fabricante de bebidas.
Assim como aconteceu com o vício de fumar, onde a sociedade foi estimulada pelo charme das cenas de amor no cinema onde os casais sempre estavam fumando cigarro ou cigarrilha, o consumo do álcool está se inserindo, de forma danosa, em nossa cultura, pois os jovens estão perdendo viço e vigor nesse hábito copiado de suas companhias em festas dançantes ou comemorações alusivas à alguma data ou evento.
Depois de alguns anos de consumo, o álcool passa então a ser vício e vai gerando dissabores para os familiares e acumulando sintomas que irão gerar, em curto ou longo prazo, doenças e lesões, como cirrose, pancreatite, câncer, distúrbio mental e passa a ser problemas que geram acidentes de carro e faltas ao serviço.
Isto vem acarretar um problema social onde o destino é o SUS que encaminha o paciente que procurou a assistência médica para o Caps AD – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas.
O tratamento de recuperação da saúde do dependente de álcool envolve a participação de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais da saúde. Há que se estabelecer a presença dos familiares como componente importante nesse tratamento.
Considerando que o nosso grande público é o feminino, mencionamos as palavras de Ronaldo Laranjeira, coordenador do Inpad e da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Unifesp: "há evidências de que ingerir duas ou mais doses de álcool diariamente aumenta em 20% o risco de desenvolver câncer de mama nas mulheres." - in Súmula - Consumo de álcool aumenta - Revista Radis n. 129 - junho de 2013.
É oportuno salientar ainda o texto contido na crônica O DESMAME – 28 de fevereiro de 2013, publicado no blog Fernando Pinheiro, escritor:
"Na Psiquiatria a retirada do uso de antipsicóticos, sem o acompanhamento médico, pode causar sérios problemas para o paciente com o surgimento da discinesia tardia (DT) e a acatisia tardia, distúrbios que provocam movimentos involuntários no corpo. A DT também surge com o uso prolongado de antipsicóticos. Acrescentamos que o uso do álcool, drogas, entraves que a sociedade se debate, são também fatores de risco para o surgimento de DT [BASSITT/2003].
Tendo em vista que o assunto foi também objeto de apreciação na crônica O FUMO E O ÁLCOOL – 10 de novembro de 2012, no post Fernando Pinheiro, escritor, vale assinalar a transcrição do texto:
Os hábitos, que levam ao condicionamento do fumo e o álcool, comprovam a existência de uma dependência psicológica.
Quando a raiz do procedimento está incrustada em profunda intensidade, é mais difícil arrancá-la. Os dependentes desses comportamentos têm dificuldade de buscar novas formas de viver.
Como estamos mergulhados na aura de nossos pensamentos, a carência que sentem de novos estímulos a uma vida feliz é limitada ao uso do fumo e do álcool.
É uma forma primitiva de se afirmar diante das oscilações do equilíbrio. Mas, quando essas pessoas buscarem, no íntimo, a força que as anima como seres vivos, elas certamente optarão por esta melhor alternativa.
Ainda no círculo energético da aura humana, ao redor imanta-se fluídos de carga escura, de teor denso e opaco, onde são aglutinados os agentes afins que saem das inteligências desencarnadas, possuidoras dos mesmos hábitos.
Neles vemos um comércio de troca dessas energias que prejudicam tanto a um quanto ao outro, ambos são obsidiados e obsessores.
Com o passar do tempo, os viciados do fumo e do álcool vão perdendo a sua capacidade de buscar a força interior, a única que pode alterar o roteiro de seus destinos.
Além da lesão dos órgãos do corpo humano, esses dependentes permitem a aproximação de espíritos afins que lhes transmitem sempre tristeza e desolação, embora vivem infestados em lugares festivos, como nos bares e casas noturnas.
O desgaste das células do corpo e a degenerescência dos tecidos sutis da alma são causados, em grande parte, por essas vibrações que tiveram o início em simples gesto que recebe o estímulo e a propaganda nos principais veículos de comunicação.

domingo, 13 de outubro de 2013

FLY ME TO THE MOON

Casamento perfeito: orquestra e voz de Frank Sinatra. Voar para a lua é o que pede a música, a fim de brincar entre as estrelas vendo surgir a primavera em Júpiter e Marte, num sentido mais palpável, em outras palavras, a súplica para segurar as mãos, caminhar juntos.
Andar de mãos dadas ainda é o gesto do namoro, do companheirismo e da proteção que se dá à criança que está em nossa guarda ou na afetividade de um carinho de amigos e parentes que podemos receber.
Há ainda a súplica para um beijo a fim de que o coração se encha de música e o acolhimento, em seu coração, para que o cantar seja para sempre e a declaração amorosa de que a amada é tudo que é venerado e adorado.
Há uma litania em palavras que se repetem: em outras palavras, eu te amo, assim diz a canção por duas vezes e uma vez, em outras palavras, querida, beije-me. É uma súplica diante de algo que ainda não está firme no namoro começando.
O início do namoro vem no clima de expectativas e de suposições que vem afirmar o que estava no ar desde o primeiro contato em telefonema, no e-mail, no facebook e outras canais que formam as redes sociais.
Essas redes apresentam a nova cara da mídia que se expande com a liberdade que a tradicional mídia não tem, apenas dentro do controle de massificação que os detentores demonstram ao serem percebidos de forma aberta ou veladamente.
A canção leva uma sugestão que parece mirabolante, mas para os amantes não é: “deixe-me ver como é a primavera em Júpiter e Marte”, dois planetas de nosso sistema solar.
A Terra ainda vive, dentro de sua viagem cíclica de 26.000 em 26.000 anos, a última volta que faz anunciar a chegada de outra dimensão de consciência planetária, saindo de uma densa camada de pensamentos que ainda não conseguiu encontrar a unificação coletiva planetária. Esta foi a missão de Jesus. Somos retardatários desse caminhar.
Júpiter, habitado por seres multidimensionais, vive a consciência planetária em que o sentido gregário é o caminhar de todos e que lá não estão mais vivenciando a segunda morte, pois a vida resplandece em etapas onde não há nenhum confinamento, é de lá que a liberdade realmente existe.
Aqui na Terra, enquanto morada de consciência dissociada, tudo tende a ter um fim: casamentos, relacionamentos afetivos, ideologias, religiões, códigos de ética e a própria ética que se perdeu do caminho apresentado pelo pensamento grego, o de Aristóteles que foi até Tomás de Aquino. Houve um caminhar que adquiriu novas feições peculiares aos tempos idos e vividos.
O começo de um namoro é uma oportunidade de manifestar as vibrações que sente o coração, agora alinhado ao nível de harmonização, em outras palavras é o ser profundo, que todos somos, manifestando a nossa vivência verdadeira.
Os apelos da atração sexual são atendidos apenas dentro da receptividade que faz deslindar o que somos de natureza carinhosa e doadora. Fora disto tudo passa a ser estupro.
É claro que a preocupação pela subsistência material é algo que a personalidade dá tanto valor, é o ego que se manifesta em busca de melhor posicionamento da vida que almeja. Não há reclamos quando a nossa individualidade, conhecida em sua natureza mais profunda, é manifestada.
Há um pensamento muito popular que faz confundir tudo e ao mesmo tempo esclarece o que está oculto: "quem casa não pensa e quem pensa não casa". Isto revela que cada um tem uma situação peculiar, sempre diferente umas das outras. Casamento, dentro dessa densa consciência planetária, é uma prisão, uma prisão necessária ao pagamento do último ceitil da metáfora ou da parábola conhecida.
Viajemos para os mundos felizes, onde não existem a dor e o sofrimento, viajemos apenas em sonhos, assim como nos sonhos vamos encontrar os amores que nos enternecem a alma em doces afagos. Tudo que eu venero e adoro, como diz a canção.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

AVE-MARIA

Na época em que o Brasil era bucólico, brejeiro e importador, a maioria das pessoas não possuíam relógios, no campo e na lavoura suspendiam o trabalho ao ouvir o sino das igrejas tangido às 18:00h.
O crepúsculo do sol era a referência da paralisação do trabalho, à tardinha estavam de volta aos lares, sentavam-se à mesa de refeição ou na sala-de-estar para a hora da Ave-Maria ou a hora do Ângelus, em que a família inteira rezava o terço e as orações em súplica aos anjos da guarda.
Este costume veio de Portugal, desde o tempo do Brasil-Império, não temos informações se abrangia o Brasil-Colônia, mesmo porque as maiores informações eram prestadas pelo viajantes que passavam por aqui em trânsito, as conhecidas crônicas de viagem ou diário de bordo.
A partir do século XX, com as fábricas em funcionamento, não havia turno à noite, e à tardinha, os operários já estavam em casa, não havia engarrafamentos de trânsito, pois moravam no mesmo bairro, perto do trabalho. Na hora da Ave-Maria os rádios transmitiam programação específica.
Formava-se uma egrégora salutar e nunca era comentado casos de assalto ou de violência, os políticos ganhavam, naquela época, muito menos do que hoje ganham os atuais, e não havia nenhum caso de escândalo, quando isto ocorria, lá alguma vez, o homem público passava uma vergonha que o impedia a concorrer a reeleição.
A música Ave-Maria, composta por Erotides de Campos, foi gravada por Francisco Alves, Augusto Calheiros, Carlos Galhardo, Altemar Dutra e, mais recentemente, por Caco Piccoli, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, no interior paulista.
A letra da música inicia assim: “Cai a tarde tristonha e serena, em macio e suave langor, despertando no meu coração a saudade do primeiro amor.”
Há um clima saudoso nas badaladas do sino da igreja, fazendo recordar os tempos idos em lembranças felizes da mocidade, nesse clima há uma súplica a Virgem dos poetas para fortalecer os corações que se sentem amargurados pela perda de um amor que já morreu.
Na prece vislumbra-se “lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia”, a luz que fizermos de dentro de nós se irradia numa ponte que faz a ligação com estrelas, tendo como ponte-aérea Terra-Céu, a Ave-Maria, mesmo sabendo que o nosso referencial maior é Jesus.
Maria, mãe de Jesus, é um ser multidimensional que se confunde com as estrelas pela luminosidade de irradiação de luz em múltiplas matizes, em coloração de efeitos grandiosos, os devotos sentem esse manancial de bençãos em milagres que a vida pode oferecer em sua mais bela proposta que é a vida eterna. Maria e Jesus estão tão interligados que é impossível pensar em um sem estar ligado no outro.
Quem teve alguma perda, que desencadeia a melancolia, recorra a Maria que a perda desaparece, e o que é eterno surge como mensagem de luz. O que era doença é restauração de saúde. As mulheres que têm depressão nem sabem a importância de Maria em suas vidas.
Por ser mulher Maria é a mulher que mais compreende todas as mulheres do mundo inteiro, colo de mãe é o abrigo que ela oferece a todos as mães e as mulheres que não conceberam filhos.
Se a hora do Ângelus não for possível ser a hora da meditação e da oração, às 18:00h, pelos compromissos assumidos no trabalho e nos afazeres domésticos, que seja a hora transferida para os preparativos do adormecer onde podemos dirigir nossos pensamentos da Oração da Ave Maria ou no improviso de palavras outras que saem de nosso coração.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

TERAPIA COM ANIMAIS

Os animais vieram ao mundo para ajudar os seres humanos a se harmonizar, primeiramente por não possuírem o livre-arbítrio que possibilita o surgimento de franjas de resistência que obliteram a penetração dos eflúvios que se derramam da natureza.
Como temos noticiado ao longo das crônicas relativas à transição planetária, a onda galáctica, o imenso oceano astral que vem do centro da Via-Láctea em forma de tubo de raios adamantinos, os raios gama dos cientistas, é a parte que forma esses eflúvios.
No blog Fernando Pinheiro, escritor, temos abordado assuntos relativos à transição planetária. No link abaixo, vemos a onda galáctica surgindo do centro da Via Láctea, espalhando, numa imensa camada de fótons, os raios adamantinos, os raios-gama dos cientistas.
Essa resistência é em decorrência da educação que sedimenta o comportamento humano numa estrutura conveniente à civilização atual que, como tudo, está em transformação.
Há que estabelecer que a ética atual não é a mesma ética do pensamento grego que preconizava um sentido duradouro. Assim as modas, a educação, a instrução, mesmo nas escolas públicas e privadas, têm aspectos de mudança conforme os costumes que buscam um novo referencial que permita se afirmar num contexto mais duradouro, está incluído nisto as religiões, códigos de ética em todos os escalões de hierarquia comportamental.
Os animais, nesse sentido, levam a vantagem sobre os homens, pois acolhem, sem resistências, o que a natureza se manifesta a tudo e a todos. Eles não se apresentam com essa franja de resistência que os homens possuem.
Além disso, os animais têm o sentido gregário que forma uma egrégora de energia unificada, o que os homens não conseguem fazer pelo atrito de comportamentos, mesmo que sejam indivíduos sob o mesmo teto, em casa ou no trabalho.
A descoberta recente de terapia com os animais tem sido aplicada na área de internações de curto prazo do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro e, em São Paulo, o Hospital Albert Einstein liberou a entrada de animais de estimação na recuperação dos seus donos internados.
Montar a cavalo, tocar a mão no pelo dos animais, inclusive cães e gatos, possibilita a absorção de energias salutares que beneficiam, em grande escala, os seres humanos, fazendo aumentar a imunidade e a diminuir a ansiedade ou estresse e a baixar a pressão sanguínea, resultados benéficos na recuperação de pacientes e contentamento para os donos.
Não é apenas o tato com as mãos, mas a intimidade que os donos possuem em estar com os animais de estimação onde não há bloqueios na comunicação, sentem-se à vontade de manifestar pensamentos e palavras, os mais recônditos que nem mesmos os profissionais da área de saúde conseguem receber deles, como forma de ajudá-los.
Outra alternativa benéfica encontrada nos animais domésticos é o bloqueio de pensamentos direcionados contra os donos, como se fossem para-raios, impedindo-os que fossem acometidos de mal-estar. Como não existe campo receptivo de igual teor vibratório, esses pensamentos batem nos animais e voltam a quem os emitiu em força gravitacional superior a do que foram emitidos.
Como dissemos na crônica A CURA – 13 de fevereiro de 2013: É a natureza que cura. O ser humano, por ser natureza, cura a si mesmo. Não pode ser diferente.
A cura é feita por radiância do ser profundo, que todos somos, sem distinção, iluminando a alma, a aura, a camada mais próxima do corpo físico onde a doença se reflete.
Assim diante da dificuldade de trazer à tona essa radiância, podemos socorrer-nos com a presença de animais junto a nós, com alternativa eficaz de grande benefício para a nossa saúde.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O CANTO DE UMA ENEIDA DIVERSA

A música do compositor grego Thanos Mikroutsikos é interpretada pela cantora Milva. A musicalidade nos chega dentro dos engramas que trazem à tona impressões do passado espiritual e, em seguida, as esquecemos para não dar movimento aos nossos pensamentos que se adiantam pelo destino afora.
A retrospectiva é comovedora como se estivéssemos a lembrar da separação do joio e do trigo, em plena movimentação atual, multidões de pessoas sendo conduzidas por elas mesmas, pela vibração que saem delas em direção de mundos compatíveis a da Terra, desgarradas do sublime canto e no canto a ressonância que não se faz distante.
Esses mundos nós já visitamos e descrevemos, no blog Fernando Pinheiro, escritor, uma cena postada em PÉGASO (II) – 16 de março de 2013, em que víamos pessoas enclausuradas em subterrâneos, com o destaque de uma mulher, conhecida de lembranças, chamando o nosso nome num sinal de conforto e alívio, cena transmutada para a realidade atual em circunstância idêntica que se repete no cenário terrestre.
O amor rompe barreiras visíveis e invisíveis por ser algo quintessenciado, tênue, suave, paradisíaco. A canção abre cenas empolgantes porque o contato de impacto com a psicofera da Terra, camada de pensamentos de seus habitantes, é algo como a luz cortando os ventos.
Se fosse materializado, nesta densa atmosfera, o que a música nos diz, poderia ser apreciado também no fenômeno de pareidolia (aquilo que pensamos ver em outra realidade, como exemplo carneirinhos nas nuvens) para aqueles que a ouvisse em ângulo diferente a do nosso.
A interpretação da leitura musical em que a letra se desdobra em litania, podemos ver e ouvir:
Se nos seus olhos fósforos incendiassem bombas em milagres do sol surgindo, a língua da serpente mais venenosa queimada, talvez pudéssemos, como antes, voltar a viver.
Se a sua carne ainda fosse um oásis do Olímpio inebriando-se no canto amigo de uma Eneida diferente, em profunda fundação, iríamos construir a casa que pudéssemos voltar a viver. Rezemos, rezemos, chamas irão surgir.
Se a sua noite ainda estivesse música, a onda do retorno poderia surgir não mais no físico, a ansiedade extinta, mas apenas como se fôssemos águia poderíamos viver, não literalmente, são os nossos corpos astrais que são livres e escolhemos a forma de como se expressar.
O homem de carne e osso rasteja sobre a terra a águia voa.
Tudo é possível entre nós, enquanto houver um mínimo de aceitação de um amor que, um dia, se viveu, afugentado pela melancolia grega que recrudesce em toda a Terra em forma de doença. Não a chamamos de que tipo é para não darmos peso e referência àquilo que pode ser extinto dentro da luz.
O sentimento de culpa em todos os aspectos de vida, que a pessoa viveu e está vivendo, dispara um gatilho que aciona dispositivos que a fazer gerar circuitos na geração de energia que o cérebro transmite. Não é necessário falar em perdão, mas se isto agrada a quem procura, o perdão surge.
Os neurotransmissores são atingidos e precisam ser ativados por pensamentos que modificam as paisagens íntimas que devem ser somente de beleza. A música diz: rezemos, rezemos, chamas irão surgir.
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos.
A canção revela a ausência da parte física, não mais a preocupação tão grande, pois numa noite em que ainda estivesse a música, essa potência do ser pode eclodir e fazer voltar os encantos vividos. O amor faz milagres, é bem conhecida esta assertiva.
O Canto de uma Eneida diversa é destinada àqueles amores, uma entre quatro pessoas do planeta inteiro que sofrem desse desencanto, expandindo-se largamente entre aqueles familiares que não se omitem no socorro assistencial, mesmo em pensamento.
Não importa as voltas que o mundo dá, não importa a circunstância que um dia passará, agora ou no decorrer dos evos, o que prevalece é a nossa presença, mesmo distante, dos amores que em nosso coração vive.
Será que alguém no Brasil já ouviu a canção que diz para sempre eu hei de te amar? No dia 13 de setembro de 2012, em companhia de uma linda mulher, nós a ouvimos em música pura, aquela que não tem letra, ouvindo a música de Bach que se derramava em sons do órgão da Catedral de Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.
Do mar de Bósforo que banha terras onde habitam as minhas amigas do Leste Europeu, onde a vibração do amor forma uma egrégora de luz, o Canto de uma Eneida diversa, saindo desse mar, se estende pelos mundos afora, a partir da Terra, banhando recantos de inefável beleza.

sábado, 5 de outubro de 2013

CANÇÃO DO MAR (II)

Canção do Mar, na voz de Dulce Pontes, cantora portuguesa de mil talentos, charme, graça e leveza pairando sobre um encantamento que dança em nossa frente e segue em rumo da linha do horizonte onde o mar tem seus mistérios.
A canção diz que ela foi bailar num pequeno barco, um batel, além do mar cruel, que ao chegar perto foi reprimida pelo barulho do mar que a fez notar roubando a luz sem par de um olhar tão lindo.
Quando se obtém algo ou alguém dentro de circunstâncias que ainda não favorecem uma realização perseguida, temos veladamente a presença de um roubo, isto porque o ciclo do tempo tem etapas que são interligadas entre si. Não concordamos com a pedofelia, embora seja aceita no fundamentalismo religioso, onde milhões de crianças são vítimas da barbárie, este é o mundo em que vivemos.
Não concordamos com o adultério, pois o ciclo em que é buscado o relacionamento amoroso, em outra raia, está sob pesada cadeia de compromissos, pois a maioria dos casamentos na Terra tem esta característica da prisão. Cada um carregando a sua cruz que não é apenas no casamento, mas em todas as circunstâncias sociais em que somos convidados a participar. Aqui é o vale da sombra e da morte.
Aqueles que estão se libertando de suas algemas podem sorrir felizes que um novo tempo já está surgindo no planeta com a ascensão de consciência planetária dissociada para a consciência unificada, aquele dito “todos somos um” ou mais abrangente do profeta crucificado: “vós sois deuses”, falando para que aquela geração e as que iriam surgir até hoje, pudessem compreendê-lo.
Amar nunca foi censurado nem mesmo quando amamos os amores ditos proibidos, isto mantendo-nos fora da cadeia aprisionante.
Canção do Mar, de Dulce Pontes, sintetiza toda uma postura de comportamento humano na qual o recato, a prudência falam mais alto: “Se eu bailar no meu batel, não vou ao mar cruel, e nem lhe digo aonde eu fui cantar, sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.”
Enquanto vivendo no plano mental que está indo embora do planeta com a chegada da vivência do plano supramental, há o discernimento do que antes era discutido como razão e sentimento. A letra é bem explícita: “Vem saber se o mar terá razão, vem cá ver bailar meu coração”.
O coração, símbolo de nosso ser profundo, o ser que se conecta com a luz, já ultrapassou a fase do julgamento de regras transitórias e todo o legado de ensinamentos em que os códigos de conduta se sustentam que eram necessários dentro do parâmetro do mental.
Um ser multidimensional, em que todos nós estamos a caminho, vive apenas na luz e é o que basta. Tudo que nos chega vem com uma mensagem para o amor, pois é o amor que vivemos e por afinidade fazemos parte de tudo que nos chega, sem separatividade, outra característica do plano mental.
Abandonemo-nos à luz e a luz se fará dentro de nós porque o nosso ser é luz, e a atração e ressonância, a nova roupagem da lei de causa e efeito, gera apenas luz, e é o que basta.
Nada supérfluo repetir que este abandono é apenas à nossa transitória personalidade, tão importante nos cometimentos da vida, com a consciência de que somos um ser profundo e não mais transitório, que se liga à fonte.
Nessas circunstâncias, o mar e o mundo, como um todo, não irão mais nos arguir e podemos cantar: “E nem lhe digo aonde eu fui cantar, sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.”

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CANÇÃO DO MAR

Anteriormente, esta música tinha recebido o título Solidão, na voz de Amália Rodrigues, é tanto que é conhecida também com 2 títulos: Canção do Mar/Solidão. A cantora portuguesa Dulce Pontes gravou também Canção do Mar, em belíssima interpretação, com a letra diferente daquela gravada por Amália Rodrigues.
Em virtude da abordagem da solidão na Canção do Mar, de Amália Rodrigues, iremos abordar somente a letra desta canção e como o tema está tão perto da solitude, na crônica Solitude do blog Fernando Pinheiro, escritor – 23 de agosto de 2013, demonstramos a diferença entre ambas, mencionada nos dois parágrafos seguintes, depois iremos retomar o nosso tema central.
A solitude é o momento, a ocasião ou a circunstância em que a pessoa pode desfrutar para viver sozinha, isto sem denotar obrigatoriamente a possibilidade de solidão. Pode participar de eventos sociais ou pessoais, com eventuais encontros amorosos ou namoros, conservando-se sempre independente de algum vínculo estabelecido no jogo social onde há um compromisso.
É o estilo de vida que se ampliou em toda a convivência social da sociedade humana planetária que vive a experiência da troca de impressões ou sentimentos afetivos onde busca se encontrar. Este modelo é o resultado de agonias em busca do que se propala sobre felicidade momentânea, uma vez que o sentido eterno está muito longe daqueles que não se doam.
Dona de um vasto repertório de álbuns que vendeu tanto, numa tiragem superior a 3 vezes a da população de Portugal, Amália Rodrigues é o ícone do fado, a música portuguesa, reconhecida em seu país e além mar, inclusive no Brasil onde se casou pela segunda vez, em 26/4/1961, numa união que durou até os idos de 1997, quando ficou viúva, falecendo em 6/10/1999.
Enquanto a solidão é abordada como observação da Psiquiatria que pode prescrever receita destinada à venda de psicóticos que levam sempre ao risco de dependência química, excetuando-se o tratamento de terapias que afastam dessa dependência, que pode ser ministrado por psicólogos e pelos próprios psiquiatras, vamos apreciar os dois lados da questão.
Será que os remédios farmacêuticos, receitados por médicos, estimulam o funcionamento dos neurotransmissores que estão no cérebro? Os laboratórios que vendem em cifras gigantescas não têm dúvida em vender mais.
Mas, é bom notar que o acompanhamento dos pacientes se agita na área da subjetividade, pois o cérebro ainda não está totalmente desvendado em seus segredos milenares. É largamente difundido que usamos apenas 8 a 12% de nossa capacidade, sendo que o cientista Alberto Einsten usou a capacidade de 12%.
Segundo a tradição religiosa, Jesus passou 40 dias no meio do deserto, será que ele teve solidão? Os eremitas, os jornadeiros que passam à noite, nas várzeas e nos montes, conduzindo rebanhos de um lugar para outro, será que têm solidão?
Será que aquele homem, abandonado por mulher, em Buenos Aires, quando era um jovem leigo, conforme ele mesmo declarou, atualmente tem solidão em Roma? Esse homem reuniu, em julho/2013, a maior concentração de pessoas já ocorrida, no Brasil, na praia de Copacabana.
Canção do Mar, música de Amália Rodrigues, tem o encontro do eu superior, aquele ser profundo que todos somos e sofremos por não ativarmos essa realidade de luz. Vale mencionar o texto musical: “Solidão de quem tremeu a tentação do céu e dos encantos, o que o céu me deu, serei bem eu sob este véu de pranto.”
Por que chorar o pranto? Chorar enquanto catarse, depois o movimento interno para a descoberta de si mesmo. Jamais sentir-se abandonado, quando o outro amor se tem abandonado, como diz a canção, porque o abandono a si mesmo não aconteceu.
Todos nós temos necessidade do encontro conosco mesmos, não é tristeza ouvir música que derrama suave lirismo, tanto na música clássica, com destaque aos prelúdios e árias de ópera, como na música popular que também possui lirismo que nos encanta a alma.
No blog Fernando Pinheiro, escritor, fizemos o post da crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012, onde pode ser encontrada, no final do texto, uma seleção de músicas que alcançam uma variedade de opções, que estão disponíveis ao público no Youtube.
A música portuguesa de Amália Rodrigues é fantástica: “serei bem eu sob este véu de pranto”. Somente têm valor aquilo que damos peso e referência.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DEFESA DOS ANIMAIS

A presença de animais de estimação no velório do Cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de outubro de 2013, que vieram prestigiar Cláudio Cavalcanti, o ator e secretário Municipal de Defesa dos Animais que se despediu em sua roupagem carnal no final da tarde de 29/9/2013 no Hospital Pró-Cardíaco.
Os animais pensam e até sonham, como verificado pela ciência, e até se comunicam com as pessoas através da vibração, isto quer dizer que a percepção é notada independente da própria presença do local onde estão, fantástico, não é? O sonho dos animais é ser gente, assim como a gente “sonha” em ser anjo ou ser multidimensional.
A presença dos animais, naquele recinto sagrado, acompanhados dos seus donos, fez com que se criasse uma atmosfera diferente daquelas em que há apenas a presença de seres humanos criando uma egrégora em que se misturam negócios e interesses numa despedida silenciosa, muito comum ainda em nossos dias.
Um novo estilo de vida foi implantado no Brasil, a egrégora cães/donos era a mais forte pela sintonia da mesma faixa vibratória dos campos emocionais e astrais alinhados ao perfil do coração.
Homem e animal um só, embora ainda em sonhos sentirmos que seremos um, um dia, em todo o planeta, embora haja egrégoras espalhadas em todos os continentes num montante de 1 bilhão de habitantes vivenciando a consciência planetária unificada que cresce em direção da ascensão dos 6 bilhões ainda na consciência trina de densa dimensão.
Essa consciência planetária em que se sobressai a separatividade em todos os níveis do comportamento humano, inclusive entre os casais e familiares, engloba também os animais que são maltratados e mortos tanto pela crueldade como pela satisfação dos negociantes em abastecer mercados, supermercados, restaurantes e casas de família onde os corpos desfalecidos são expostos para venda e consumo e ainda se vangloriam de churrascos.
Os animais domésticos e aqueles que pertencem à selva, em todo o planeta Terra, têm uma participação muito importante no equilíbrio das espécies, atingindo todos os ecossistemas existentes, do mesmo modo que o reino vegetal também participa desse equilíbrio sustentável na alimentação dos seres viventes.
Nos mundos multidimensionais de magnífica beleza os homens e os animais possuem uma beleza superior a daqui, pela irradiação de luz que cada um traz. É o pensamento que cria fulgurações de impressionante beleza.
Em sonhos, vimos um maestro, que tinha conduzido as mais importantes orquestras sinfônicas do mundo, com a batuta fez um gesto e saiu uma orquestra inteira, a mesma que ele a conduziu, no passado, e ouvimos a Sinfonia nº 5 – Adagietto, de Gustav Mahler, com a duração de apenas 11:59 minutos.
Mulheres de beleza impressionante que passaram pela Terra habitam esses mundos paradisíacos. Elas se vestem em colorações maviosas onde as tonalidades tênues de azul, lilás se destacam aos nossos olhos. Em muitas delas havia o acompanhamento de animais e aves que aqui na Terra temos uma cálida impressão.
Os animais vieram ao mundo para nos possibilitar a ascensão a uma consciência planetária de melhor qualidade de vida. Vejam que eles têm ternura, carinho, meiguice, esses encantos em que se destacam mais na presença feminina.
Vocês querem saber como é a qualidade de um grupo, qualquer que seja, basta conferir o número de mulheres, elas fazem a diferença sempre para engrandecer, em segundo plano e no mesmo nível de apreciação estão os animais.
Proteger os animais é nos proteger contra os desencantos que assolam a parte que está apartada da natureza, mas que, no decorrer da evolução, será encaminhada ao mesmo ponto de qualificação unificada. Todos somos um, esta aceitação só acontece com a presença do amor, o amor que tem a participação dos nossos queridos animais.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FOGO-FÁTUO

Quando o lutador Alistair Overeem desfilou, entre aplausos de torcida, cheio de vida, um ar de triunfo estava em seu rosto por ser um lutador do selecto grupo de pugilistas mundiais. Nas oscilações do poder e da glória, há também fogo-fátuo que no sentido figurado é uma glória de pouca duração.
Para Overeem o brilho do fogo-fátuo durou apenas alguns minutos quando foi nocauteado pelo brasileiro Antônio “Pezão” Silva no UFC 156 – 22/9/2013 - Categoria peso-pesado – Antes da luta, Bruce Buffer, o apresentador do octógano, disse o bordão: “ladies and gentlemen, we are live" e antes da apresentação dos lutadores: “it´s time”.
O juiz Herb Dean, responsável pelo combate, impediu com os braços envoltos na cintura do “Pezão” que Alistair Overeem fosse ainda massacrado com socos violentos. Aquele olhar triunfante ficou arrasado e com dores angustiantes.
A vida continua e o pugilista Overeem poderá retomar, em outras oportunidades, suas atividades e vencer outras lutas, sem maiores incidentes. Tudo é possível ao homem que luta. O que nos chama a atenção é que esse esporte tem riscos de vida, tomando como exemplo Cassius Clay (Muhammad Ali), um dos maiores atletas da História, portador da doença de Parkinson.
As complicações decorrentes de AVC, Parkinson e Alzheimer atingem também outros atletas, em idade avançada, ao que se lê da reportagem “Médica propõe estudo sobre Alzheimer no futebol” [O Globo – 23/8/2013]. Pensamos que uma pancada forte na cabeça pode acarretar lesões cerebrais.
Na diversão há que se estabelecer a egrégora que se forma. Até mesmo no esporte, há egrégoras diferentes, não há necessidade de confronto, isto é do ego, da personalidade transitória em que estamos. Vamos pensar unicamente o que produz o nosso coração, se essa produção está afinada com os nossos momentos de lazer, então fica tudo combinado.
Até mesmo em campo, quando há um jogador de futebol sangrando, o juiz o faz retirar pela substituição de outro jogador em perfeitas condições de saúde. Para que ver cenas de violência?
O pugilismo induz a cenas que virão, no decorrer e no final da luta, a causar desconforto e mal-estar ao perdedor que, como estamos imantados nessa egrégora do octógono, sentimos o mesmo efeito que se passa com ele, assim como sentimos a euforia do vencedor. É claro que essas vibrações não são nossas, mas de qualquer maneira, são sim pela atração que fizemos atrair para nós.
É o mesmo que namorar uma moça que não está em condições de namorar, por recomendação médica, e ao entrar em contato com ela, atraímos os transtornos mentais. Esses transtornos a impede de ter sociabilidade, principalmente se vive sob medicação que entorpece, mesmo que seja drogas lícitas.
Tudo é fugidio nesta vida efêmera em que vivemos de passagem pela Terra, um minuto de brilho, que faísca num minuto – fogo-fátuo -, pode obscurecer momentos que teríamos pela frente para usufruir de nosso caminhar semeando o que sentimos.
Pensemos na egrégora que tem afinidade com o mundo de beleza que buscamos e não mais atrairemos esses embaraços que se convertem em desencantos. Não criticar as dificuldades que surgem ao nosso redor, vendo que tudo são flores, umas já floridas e outras a desabrochar.

domingo, 29 de setembro de 2013

DANÇA DAS LUZES

A terceira dimensão dissociada do planeta Terra evidencia o que a letra da música Dança das Luzes, interpretada por Zé Ramalho, quer nos dizer: “Não sabemos muito sobre o sal da Terra, sobre a fé dos montes, sobre os horizontes. A dança das luzes as sombras se escondem.”
Outro canto carregado pelos ventos da Alemanha traz o ressoar do pensamento de Friedrich Nietzsche: “Não se prender a uma pessoa: seja ela a mais querida — toda pessoa é uma prisão, e também um canto.” [NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. Tradução, nota e prefácio Paulo Cezar de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005].
A Dança das Luzes também flui magistralmente na grande e mítica música Assim falou Zaratustra que Richard Strauss, o último dos grandes compositores clássicos, fez homenagear o filósofo alemão. Este é o poema sinfônico, op. 30, de Strauss.
Na sinfonia n.3 de Gustav Mahler, no quarto andamento, o contralto interpreta um texto de Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche.
Mesmo de alta qualidade técnica da composição clássica, preferimos citar a luz crística, ainda desconhecida em essência pela consciência dissociada, a maioria planetária: “deixai os mortos enterrar os mortos.”
O sal é o trigo nesta transição planetária onde todo o joio será afastado para nunca mais voltar, como única forma de fazer ascender à quinta dimensão unificada do nosso planeta, o único objetivo da vinda de Jesus que recrudesce em sublimes movimentos no coração dos homens ascensionados, a caminho da condição de seres multidimensionais. A sacralização da Terra é uma realidade.
Não há mais tempo para consultas de filosofias e credos obsoletos: só há um caminho, o abandonar-se à luz, o abandono à personalidade e doutrinas que fizeram obliterar o nosso caminho interno onde somente lá existe a luz que se conecta com a fonte.
O Batman, o Superman, o He-Man, o Spider-Man, de procedência norte-americana, que influenciam o mundo globalizado, ainda são resquícios da ideologia nietzsheriana que recrudescem, pois estes se unem aos mitos gregos que ainda são bem fortes nesta densa dimensão dissociada onde se promove a competitividade e, em consequência, a separatividade, dentro do dualismo humano.
É uma visão de mundo que está em mudança dos ídolos que influenciaram o Nazismo, o Comunismo e a Social Democracia, com maior evidência atual a influência norte-americana que dissemina a competitividade, logicamente a separatividade, repetimos, comum nesta consciência planetária fragmentada que tem alguns séculos contados para desaparecer
A fé dos montes é a fé que cura como curou a mulher que tocou nas vestes de Jesus. Não deu outra, ele confirmou: “a tua fé te salvou”, nem ele que poderia salvar, a salvou, apenas ela, a mulher, conforme ele mesmo falou e não adianta desviar as palavras dele para tirar o mérito da mulher curada, ela se salvou, então cada um se salva a si mesmo, não pode ser diferente porque a salvação é sempre interna e não externa.
A ajuda é sempre primordial, em qualquer circunstância, sem dúvida como assistimos ao Programa Fantástico da Rede Globo de Televisão - 29/9/2013, onde aparece uma manada de búfalos atacando um leão que tinha derrubado um filhote de búfalo, nas proximidades do delta do rio Okavango, na África, sendo afinal socorrido.
Agora sabemos que os horizontes são outros, pois a chegada dos primeiros albores da Nova Era estão chegando com os sinais que anunciam no céu a transição planetária, confirmada por mil recursos que temos diariamente em nosso viver, quem ainda não sentiu o milagre da vida resplandecer?
Agora toda a verdade será revelada, não mais os humildes e mansos de coração serão enganados, aliás nunca foram enganados, mas como houve atenção na retaguarda, eles seguem em companhia dos retardatários e aqueles que tiverem outra escolha, a solução é ir adiante sem olhar para trás. Serão enterrados por outros, não mais nós.
A música nordestina fala que “a dança das luzes as sombras se escondem”, luzes e sombras nunca combinam e nem se misturam, basta riscar um fósforo na escuridão e vê o que acontece.
Agora já sabemos muito o que a voz do cantador nordestino quis nos dizer. O que tinha que ser revelado agora foi revelado, não precisou de complicação nem arranjos que não acabam nunca.
Simplicidade, humildade, transparência e alegria, eis os 4 pilares que vimos anunciando para a ascensão planetária. Sim, há outros, mas outros caminhos vão dar em outro lugar. O caminho do trigo é do trigo e o caminho do joio é o caminho do joio, precisa mais esclarecer? A música Dança das Luzes já nos diz tudo, agora por completo.