Páginas

terça-feira, 26 de novembro de 2013

MARGARIDA PERFUMADA

É muito comum encontrarmos garotas indo ou saindo do trabalho dando risadas, elas querem mesmo é rir, qualquer coisa desatam o sorriso, suave sorriso ou mesmo em gargalhadas quando estão reunidas em grupos.
Nos encontros pelas ruas a saudação é sempre um sorriso, mesmo que não tenhamos aproximação, mas porque já somos conhecidos na cidade e elas nos reconhecem facilmente, nesse enlevo sempre sai uma breve saudação. Como as mulheres gostam de ser saudadas e sempre fazemos enaltecendo seus encantos. E sempre nos respondem: “são os seus olhos.”
A voz de Ivete Sangalo manda a ver, ela que diz: “Encontrei margarida perfumada, como dava risada por também me encontrar, seu olho já me espionava, indo pra Timbalada pra me ver timbalear.”
O solo da orquestra de Ivete Sangalo faz um solo igual ao que se vê na Estudantina, a gafieira símbolo do Rio, já estivemos por lá várias vezes vendo samba dançado por quem é gente bamba. Quem estivesse de camisa listrada e calça branca já era reconhecido no local, nem precisava levar pandeiro na mão.
Notícias de vulcões em erupção não aparecem na mídia. Ressaltamos apenas o que está ocorrendo no Sudeste asiático: em fevereiro de 2013, 4 vulcões entraram em erupção na península de Kamchatka, Rússia, os vulcões Marapi e Sinabung, na Indonésia, no final de semana, atiraram cinzas quentes vermelhas e rochas numa altura de quilômetros de distância, e em Sakurajima, Japão, também ocorreu erupção vulcânica.
Naquela região asiática, residem as nossas amigas do facebook, Amy Soriano, Makati, Filipinas, Jaylyn Suan Libre, Zamboanga, Filipinas, Linda Volkov, Moscou, Rússia, Lyuba Kuznetsova, Rússia, Melitte-Hill Refamonte Coquilla, Singapura, Ariny Khan, Medan, Indonésia, e Fenee Rahayu, Jawa Barat, Indonésia, Galina Lukyanova, Penza, Rússia, Hara Baciota, Adygeya, Rússia, Inna Chebotareva, Omsk, Sibéria, Rússia, Irina Orlova, Rostov, Rússia, Nadia Vasyuta, Rússia, Tatiana Eskova, Slavgorod, Rússia, Yulia Shumkova, Rússia, e um único homem, Osíris Martinelli, gerente do Banco do Brasil em Tóquio, Japão.
Nesse ranger de dentes, o que se ouve naquelas plagas distantes é o “Purucutum pa pum, pa pum, purucutum pa pum, pa pum.” Não se assustem: toda a cadeia de vulcões do Cinturão de Fogo do Pacífico está aquecida, como dissemos na crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012. Vale salientar três parágrafos, a seguir:
A nosso ver, o sinal do fim dos tempos desta civilização, na superfície da Terra, é o aquecimento do Cinturão de Fogo do Pacífico, onde se concentra uma gigantesca cadeia de vulcões, espalhada por continentes, agora completamente aquecida, ameaçando o surgimento de sismos, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, em cataclismos planetários, em proporções catastróficas.
No entanto, o final dos tempos somente a fonte sabe.
Antes que isto ocorra, vamos desenvolver a nossa vibração, enriquecida em 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria, sem críticas a comportamentos alheios, recolhimento interior, buscando as lições da natureza, fixando o pensamento na imortalidade de nosso ser mais profundo, revestido da luz que resplandecemos, e, principalmente, nossos corpos sutis alinhados à fonte onde se irradia toda a luz.
A Margarida encontrada na música é Margarida chorona, pedindo carona, para onde ele for, ela vai junto, os olhos dela espionava e não sabia o que dizer. No carro, dominada porque quis ser dominada, vai na pegada, sentindo o batuque de samba: “Purucutum pa pum, pa pum, purucutum pa pum, pa pum.”
Margarida Perfumada vai andando soltando risada, é a minha gente do Rio, gente que desce ladeira de morro para encantar com requebros e mexidos de ancas quem está passando na rua. Quem não olha? Olhar sem sensualidade também vale.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

ADEUS MANGUEIRA

Do filme É de Chuá, direção de Victor Lima (1958), estrelado por Grande Otelo e grande elenco, o samba Adeus Mangueira, de Herivelto Martins foi cantado pelo Trio de Ouro: Herivelto Martins, Raul Sampaio e Lourdes Bittencourt.
No canto há um chamado do Juscelino para trabalhar na construção de Brasília, morrendo de saudades da Mangueira e de Vigário Geral, o operário, nascido e criado no morro, diz que vai prá lá com a família e enfatiza: “Mangueira, estação primeira, é testemunha que eu não quis lhe abandonar.”
Da Exposição BANCO DO BRASIL ATRAVÉS DOS TEMPOS – Presidência do Banco do Brasil (3/6/1959 a 6/10/1960) - Curadoria: Fernando Pinheiro – Acervo: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, destacamos algumas fotografias de executivos do BB que estavam servindo, nos idos de 1960, na capital da República:
Fotos n°s 246, 247 – BANCO DO BRASIL – Brasília – DF – 21/04/1960 – 1ª Reunião da Diretoria em Brasília – Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil (3/6/1959 a 6/10/1960) e os diretores Ricardo Xavier da Silveira, Carlos Cardoso, Ignácio Tosta Filho, Paulo Poock Corrêa, Pedreira de Freitas, Cylon Rosa, Mendes de Souza e Arthur Santos – Autorização concedida, em 04/08/2006, por Célia Roscoe Chagas Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho, e, em 05/02/2007, por Arthur Claudino dos Santos, filho de Arthur Santos, ao escritor Fernando Pinheiro.
Foto n° 253 – BANCO DO BRASIL – Presidência – abril/1960 – Ao centro, de terno escuro, Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil (3/6/1959 a 6/10/1960), acompanhado de Juscelino Kubitschek, presidente da República, mostra o projeto das obras residenciais do Banco do Brasil. - Autorização concedida, em 04/08/2006, por Célia Roscoe Chagas Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho, e, em 2/3/2007, por Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de Juscelino Kubitschek, ao escritor Fernando Pinheiro.
Fotos n° 255, 256, 257 – BANCO DO BRASIL – Brasília – DF – abril/1960 – Juscelino Kubitschek, presidente da República, acompanhado de Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil, visita as instalações do edifício–sede. – Autorização concedida, em 04/08/2006, por Célia Roscoe Chagas Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho, e, em 2/3/2007, por Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de Juscelino Kubitschek, ao escritor Fernando Pinheiro.
Foto n° 258 – BANCO DO BRASIL – Agência Central – Brasília – DF – abril/1960 – Juscelino Kubitschek, presidente da República, acompanhado de Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil, assina a ficha de depósitos de conta–corrente. – Autorização concedida, em 04/08/2006, por Célia Roscoe Chagas Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho, e, em 02/03/2007, por Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de Juscelino Kubitschek, ao escritor Fernando Pinheiro.
Fotos n°s 259, 260 – BANCO DO BRASIL – julho/1960 – Juscelino Kubitschek, presidente da República, e Maurício Chagas Bicalho, presidente do Banco do Brasil, examinam as maquetes dos conjuntos residenciais da EDBRA. – Autorização concedida, em 04/08/2006, por Célia Roscoe Chagas Bicalho, viúva de Maurício Chagas Bicalho, e, em 02/03/2007, por Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de Juscelino Kubitschek, ao escritor Fernando Pinheiro.
Não conhecemos o autor da música, o gaúcho Herivelto Martins, mas temos grata recordação do ator Grande Otelo (1915/1993) que foi assistiu, na década de 90, a um sarau poético na Biblioteca de Copacabana, onde o poeta Homero Homem, ao ser homenageado, elogiou a obra A Sarça Ardente, de Fernando Pinheiro, preferindo falar mais da nossa obra do que ao prêmio recebido.
No Youtube Trio de Ouro “Adeus, Mangueira” [Herivelto Martins, Grande Otelo], ao som de bateria, o compositor Herivelto Martins dá um show de interpretação, acompanhado de um bloco de samba onde mulheres de saia rodada dançam com muita alegria e fez-nos recordar hoje, numa tarde ensolarada (dia 22/11/2012), na portaria do Tropical Barra Hotel, na Praia do Pepê, 500, uma linda mulher de saia rodada, saindo do elevador, atravessou o saguão onde havia um grupo de pessoas reunidas, lembrando-nos que ela só poderia ser dos recantos lindos do Rio Grande do Sul, a mesma terra do compositor.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

HENRIQUE PIZZOLATO

O nome de Henrique Pizzolato é mais noticiado do que o Banco do Brasil, a empresa que tivemos a honra de desenvolver um projeto de pesquisa que culminou com a HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro, obra amparada pela Lei dos Direitos Autorais, ao que se lê da documentação expedida pelo Ministério da Cultura:
"O uso da Marca Registrada aludida nesta Obra Histórica, amparada pelo registro no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura, dependerá de autorização de seu Titular.
OBS.: A publicação, a transmissão ou emissão, retransmissão e reprodução das obras que versem sobre personalidade(s), de acordo com o registro no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional, concedido ao autor Fernando Pinheiro, dependerá da prévia e expressa autorização da(s) mesma(s), ou, de seus sucessores, no caso de falecimento."
Os acontecimentos sociais sempre nos levam à reflexão e o funcionário aposentado pelo Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, com elevados rendimentos pagos pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, está na mídia nacional e internacional.
Conhecemos de vista, en passant, Pizzolato, na ocasião em que presidimos por duas vezes solenidades no Auditório da Presidência do Banco do Brasil, em Brasília, prestigiado pela presença do presidente do Banco do Brasil, em que a Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil empossou os seguintes acadêmicos: José Carlos Moreira Alves, ministro do Supremo Tribunal Federal, Geraldo Magela da Cruz Quintão, advogado-geral da União, Ruth Lima, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sérgio Pinheiro Rodrigues, diretor da DITEC, atualmente vice-presidente de Gestão de Pessoas da Caixa Econômica Federal.
Não comentamos assuntos inadequados para não entrarmos na inadequação, no entanto podemos elogiar a posição do governo italiano que ordenou a todos os seus ministérios um silêncio total a respeito do caso Pizzolato [Coluna Mensalão - Estadão.com.br – 20 de novembro de 2013 /2h20].
Segundo o governo italiano, informa ainda o jornal O Estado de S.Paulo, na referida edição: "Pizzolato é cidadão italiano, sem antecedentes criminais na Itália e que, estando no país, não teria por que ter sua vida privada revelada ou ser constrangido por controles estatais."
Esses controles estatais dizem respeito ao Brasil e à Itália e não a estatais (empresas). Esse silêncio total inclui o escritório italiano da Interpol que está situado dentro do Ministério do Interior.
É oportuno transcrever textos de nossa crônica FOGO-FÁTUO – 30 de setembro de 2013, publicada no blog Fernando Pinheiro, escritor, na qual nos levará à reflexão:
Quando o lutador Alistair Overeem desfilou, entre aplausos de torcida, cheio de vida, um ar de triunfo estava em seu rosto por ser um lutador do selecto grupo de pugilistas mundiais. Nas oscilações do poder e da glória, há também fogo-fátuo que no sentido figurado é uma glória de pouca duração.
Para Overeem o brilho do fogo-fátuo durou apenas alguns minutos quando foi nocauteado pelo brasileiro Antônio “Pezão” Silva no UFC 156 – 22/9/2013 - Categoria peso-pesado – Antes da luta, Bruce Buffer, o apresentador do octógano, disse o bordão: “ladies and gentlemen, we are live" e antes da apresentação dos lutadores: “it´s time”.
Tudo é fugidio nesta vida efêmera em que vivemos de passagem pela Terra, um minuto de brilho, que faísca num minuto – fogo-fátuo -, pode obscurecer momentos que teríamos pela frente para usufruir de nosso caminhar semeando o que sentimos.
Pensemos na egrégora que tem afinidade com o mundo de beleza que buscamos e não mais atrairemos esses embaraços que se convertem em desencantos. Não criticar as dificuldades que surgem ao nosso redor, vendo que tudo são flores, umas já floridas e outras a desabrochar.
Dentre os nomes que compuseram a Diretoria Executiva do Banco do Brasil – 6/1/1999 a 31/12/2009 – inclusive os períodos de interinidade (por ordem alfabética), consta o do funcionário Henrique Pizzolato, diretor de Marketing e Comunicação (17/2/2003 a 14/7/2005) – HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no site.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SALGUEIRO – 2014

A África aporta em Salvador, Rio de Janeiro, São Luís do Maranhão trazendo o braço servil para ajudar o Brasil a crescer. A África aporta na Avenida Marquês do Sapucaí, na apresentação do samba-enredo – Carnaval de 2014, é o desfile de passistas, ritmistas, puxadores de samba da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.
A sutileza dos versos do samba abrange a encantadora Gaia que se estende em sua viagem ao redor do Sol deste nosso sistema solar, onde ecoa o Samba do Salgueiro, assim como, nos campos vibracionais mais sutis, um bater de asas de uma borboleta tem repercussão em todo o Universo, um anjo pode ver e sentir, ao mesmo tempo, as borboletas dos inúmeros planetas de todos os sistemas planetários.
Os mistérios da imensidão são coisas comuns entre os seres multidimensionais: a Gaia tem aura, tem templos sagrados onde os guardiões do mar e terra vivem espalhando sua proteção, são irradiações luminosas de seres em forma de olorum, oxalá, oxum, iemanjá, festejada em revéillon de cada ano nas areias das praias, iansã, oxóssi caçador, ossanha, ogum, veneráveis da Mãe-África que o Brasil reverencia.
Os seres multidimensionais podem se apresentar em aspectos de comovente beleza, eles possuem esse recurso de criar a beleza da forma como quiserem, podem usar asas, vestir-se de luminosas roupagens que criam e têm o dom de modificar em outros aspectos de beleza fulgurante. A luz cria imagens transcendentes. Somos testemunhas em sonhos.
Os puxadores de samba, aqui mesmo no Rio de Janeiro, lançam na atmosfera terrestre: “Nas águas a felicidade... Vermelho e branco é axé pra dar um banho de amor na humanidade, purificando o coração de quem tem fé.”
A música Yemanya, na voz da cantora espanhola Isabel Pantoja, a viúva de Espanha, é de comovente beleza: “Yemanya esta en el cielo la luna llena, Yemanya, vestido blanco de frente al mar, Yemanya, los pies descalzos sobre la arena, Yemanya, las olas vienen, las olas van.”
Salgueiro bem diz o ar que se respira... e o vento a soprar, são forças da natureza que dulcificam as paisagens íntimas do ser humano, elevando-o ao que ele realmente é, em essência, um ser de luz que tem movimento e beleza.
O canto de Salgueiro vai tocar o seu coração porque é o canto de Escola de Samba, marca registrada da vida do Rio de Janeiro, esplendor que se irradia pelo infinito, egrégora de cidade e de reino onde os guardiões da natureza moram.
No fundo dos mares existem embarcações afundadas, existem prisões de prisioneiros rebeldes, na mesma dimensão trina que está indo embora do planeta, em rescaldos da última hora para ascender à quinta dimensão unificada, a mesma que os habitantes da superfície terrena estão começando a entrar.
A Gaia é a Terra, no canto do Salgueiro. Os reinos do mar ainda são desconhecidos pelos homens que os vêem em forma de lendas e crendices do apelo religioso. Em São Luís do Maranhão há a crença de que no fundo do mar existe o palácio de cristal de São Sebastião.
A vida em nossas mãos é a afirmação do Salgueiro destinada à preservação de nossos rios, nossas matas, nossas cachoeiras que derramam águas que produzem iluminação de energia elétrica. O que se planta nasce nesse chão.
“Meu samba vai tocar seu coração” percebo ouvindo na plateia as mulheres lindas, enfeitadas de vermelho e branco, sorridentes de uma alegria que nasce no coração, a bateria sustenta o enlevo que o enredo transmite em luzes, som e cores deslumbrantes. É o Salgueiro brilhando na avenida e nos corações dos sambistas e dos aficionados do samba.
Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro dividindo espaço no meu coração com a Estácio de Sá (A Dança da Lua - 1993), Portela, Acadêmicos da Rocinha (A Borboleta Encantada vai voar) e a Grande Rio que tivemos a honra de escrever nove crônicas sobre o enredo Derrubar o Gigante, constante do blog Fernando Pinheiro, escritor, nos meses de outubro e novembro de 2012.