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domingo, 22 de dezembro de 2013

LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA

A Portela, nos idos de 1970, foi campeã do carnaval carioca, com a apresentação do samba-enredo Lendas e Mistérios da Amazônia, música reeditada em 2004, quando o intérprete Gera chamou a Escola de Samba para a avenida colorida num magnífico desfile.
A Amazônia surgiu com suas lendas e mistérios em que revelou ao público uma tradição mítica e mística: “Dizem que os astros se amaram, e não puderam se casar, a lua apaixonada chorou tanto e do seu pranto nasceu o rio-mar.”
Há também a lenda da índia Jaçanã, nome de ave que conhecemos na baixada maranhense e no Parque Natural Municipal Chico Mendes, no Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro. A índia se apaixonara por um valente guerreiro e teve o seu amor censurado pelo pajé que foi sacrificada e transformou-se na vitória-régia.
Dentro da evolução anímica que se interliga com a evolução humana, oriunda dos reinos minerais, vegetais e animais, há um progresso incessante e nunca um retrocesso, podendo haver feições aparentes de semblantes plasmados por vontade própria do ser espiritual a nível de uma consciência planetária quintessenciada.
Isto aconteceu na remota Palestina quando um ser multidimensional, nascendo de uma virgem que lhe deu vida material dentro de um corpo que poderia abrigar até a sétima dimensão unificada planetária, o limite máximo que a Terra permite. Naquela época não se conhecia o magnetismo nem o ectoplasma que a ciência comprova, mesmo assim foi narrado nas tradições religiosas que saía dele as virtudes que curam.
Na infância moramos na Amazônia e na fase adulta começamos a viajar pelo mundo, em sonhos que revelavam informações que se encaixam na compreensão dos enigmas que se defrontam ainda o planeta Terra, a caminho do fenômeno da transparência dos habitantes que se incorporarão na luz, irão ser o que realmente são na verdade, dentro de seu ser profundo: a luz que se conecta com a luz em transparente irradiação.
Gaia, a psicofera da Terra, os pensamentos dos habitantes do planeta estão sendo sacralizados em proporções gigantescas, evidenciado a chegada dos tempos novos em que a separação do joio e do trigo é a realidade que defrontamos.
A luz crística que se projeta, em direção da Terra, oriunda das Plêiades, precisamente de Alcíone, o grande Sol de nossa galáxia, é observada por seres multidimensionais de várias procedências estelares e planetárias, onde a vida tem um resplendor de magnífica beleza.
Dentro do sonho de um sono REM, tivemos notícias de um arcturiano que se apresentou, há pouco tempo, no seio da Amazônia, em forma de pássaro-homem, corpo atlético de vigoroso semblante, com a cabeça de um pássaro. São imagens ideoplásticas criadas pela luz, assim como existem seres quintessenciados, em forma humanoide com cabeça de leão, por ser a beleza do mundo de origem de onde vieram, em trânsito pela Terra.
O samba-enredo também fala de uma festa de amores, a mesma que os seres humanos saindo da terceira dimensão de consciência planetária dissociada e ascendendo à quinta dimensão unificada, sinais dos tempos anunciados em Getsêmane, aquele jardim onde o beijo veio em forma de máscara.
Essa festa amazônica, que as mulheres amazonas faziam, na chegada da primavera, iam até o raiar do dia, no ambiente de alegria, a mesma alegria que preconizamos nos 4 pilares para a ascensão da consciência planetária unificada: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Ô skindô lalá, Ô skindô lelê, completa a festa anunciada pela Portela.

sábado, 21 de dezembro de 2013

UM CAFÉ PARA MYRNA

Um retrato de Myrna encostada numa mureta de segurança, dentro de uma paisagem bucólica, sutilmente despertou-nos a atenção, estávamos envolvidos e assim nos entregamos, sem nos enrolar, a um torvelinho de doces encantos.
Nesse enlevo é quando o coração fala. Não há a busca a nada mas a entrega pelo encantamento que a hora desperta.
Na foto os dizeres: o nosso coração está aqui contigo, ouvindo o sussurrar das cachoeiras, os sonhos não se perdem, os sonhos vem. Vem sonhar conosco para dentro e sonhar para fora. Ah! esses segredos. Beijos para os nossos sonhos.
No dualismo humano, a noite faz escurecer todos os amores. Quem não passou por essa noite? Não a conhecemos pessoalmente, esta é a nossa visão externa e nos faz lembrar Carl Gustav Jung: “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda.” O filósofo quis se referir ao autoconhecimento. Esses sonhos não são sonhos de alma, são sonhos da personalidade que oscila nos jogos do poder de quem os detém ou de quem obedece.
Não temos mais os sonhos da personalidade, isto foi uma fase transitória em que estávamos buscando o olhar para dentro, quando acordamos. A personalidade é um atributo do ego que é complicado, quer uma coisa hoje e não quer mais amanhã, o ego não admite a simplicidade, um dos 4 pilares que vivenciamos, completados por humildade, transparência e alegria.
Dentro do contexto egóico, todos os namoros se acabam, sem exceção. Não buscamos nada quanto menos buscar o que vai se acabar. Os amores são eternos e não vivem no torvelinho das emoções. A consciência planetária dissociada está indo embora da Terra com o nascer da consciência que somente os amores possuem, esse amor que nasce do coração, o ser profundo que todos somos.
A diversão é importante para o nosso viver, assim como devemos escolher a egrégora de grupos que tenham afinidade com os nossos hobbies, viagens, saraus, danças, churrascos, visitas particulares ou sociais.
Noticiado como uma das causas do fim de casamento, a internet é um instrumento dessaegrégora que participamos numa contribuição que favorece tanto a nós como aqueles que nos são caros. Há casos alegados que é apenas uma brincadeira sem maldade.
O que não percebem é a vibração que está envolvida na comunicação. Basta você colocar a relação nominal dos seus amigos do facebook, no papel à parte, por exemplo já consegue estabelecer um vínculo de pensamentos que estão em curso, desde o primeiro contato.
Assim, o casamento não está mais blindado, torna-se vulnerável e suscetível de acabar de uma hora para outra, basta que haja uma traição.
Um café para Myrna é a nossa homenagem à linda viúva de Copacabana, onde não curte luto, pois a vida continua, e desfrutando do que a vida lhe dá de melhor. Os pensamentos são de carinho e ternura, sem apego a nada, nem mesmo o que poderá vir. O futuro não nos pertence e podemos sentir agora o que será nos doces enlevos que o retrato de Myrna nos deu.
É por isso que não existe saudade nem ausência de quem conhecemos ou de quem não nos preocupamos em conhecer, sentimo-nos confortáveis assim, aí entra o olhar na visão interna, o nosso despertar para um nível de consciência superior onde o sofrimento, as dores não existem. Tudo é amor naquele amor que amamos.


CANDACES

Segundo Ismael Diogo da Silva, cônsul-geral da República da Angola, em discurso proferido, em 21/11/1995, ao ensejo da realização do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração, organizado pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, os africanos introduzidos no Brasil tinham suas religiões, seus hábitos e costumes ligados a certas formas de família ou de organização clânica em estruturas aldeães e comunitárias. O tráfico negreiro violou tudo isto.
A Bahia, o Maranhão e o Rio de Janeiro lideram os estados que mais têm influência da cultura africana, principalmente a de Angola. O consagrado escritor bahiano Adonias Filho escreveu o romance Luanda Beira Bahia que evoca os costumes africanos e o maranhense Josué Montello, marcou, de forma inapagável, a história da literatura nacional com o romance da escravidão nas páginas eloquentes dos Tambores de São Luís.
Candaces, tema enredo da Escola de Samba de Acadêmicos do Salgueiro no carnaval de 2007, trouxe a saga das mulheres africanas e seus ideais: “mães feiticeiras, donas do destino... senhoras do ventre do mundo, raiz da criação, do mito a história, encanto e beleza, seduzindo a realeza.”
O samba diz da participação das mulheres africanas nas feiras e, nesse contexto, levantamos a voz para revelar que o poeta Agostinho Neto, o fundador da República de Angola, abordou o tema na poesia Quitandeira, constante da obra Sagrada Esperança – União dos Escritores Angolanos – 1974.
A poetisa angolana Violante Jardim, residente na cidade do Rio de Janeiro, também falou das mulheres quintandeiras:
“Filho às costas, pés descalços,
A quinda equilibrada a cabeça,
As ancas a balançar,
Lá iam, todas as manhãs,
Nossas quintadeiras a cantar:
Compra, senhora... Senhora, compra...”
Na linguagem iorubá, Salgueiro faz a saudação de mãe-de santo no terreiro, é um canto de fé, pedindo proteção aos orixás, louvação de muito axè: “Odoyá, iemanjá; saluba nanã, Eparrei oyá, Orayê yê o, oxum, Oba xi obá (bis)”.
Esse ritual a Iemanjá que, no sincretismo religioso, é a Nossa Senhora, a Virgem conhecida pelos poetas parnasianos, é repetido todos os anos na praia de Copabacana, onde a queima dos fogos pela passagem de ano novo leva milhões de pessoas em caravanas. Um detalhe: as pessoas se vestem de branco.
Candaces são mulheres que enfrentam a luta do dia-a-dia, como aconteceu com as quitandeiras nas praias e nas ruas de Luanda, Angola, onde vendiam, com as quindas na cabeça, laranjas, peixes e frutos do mar. Essas mulheres não eram Malagueñas, mas eram salerosas, cheias de sal das maresias do mar. As cariocas gostam de ficar bronzeadas, por isso também são salerosas.
O mar é uma terapia fantástica contra o assédio da depressão que vem de muitas formas atualmente com a pressão no setor de trabalho que está mais ligado aos resultados de operação do que a saúde dos trabalhadores.
Na orla das praias, as pessoas passeiam, em breves exercícios de ginástica, sentindo a maresia do mar e o bom astral das pessoas que estão curtindo o dia. Em tempo bom, as praias ficam superlotadas de gente para o banho de sol e banho de mar.
Os acadêmicos do Salgueiro sempre apresentaram grandes sambas de carnaval, notadamente Candaces, no carnaval de 2007, também o deste ano que tivemos a honra de escrever, em 18/12/2014, um pequeno ensaio da música Gaia, a Vida em Nossas Mãos, samba-enredo do carnaval de 2014.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

QUEM SENTIU

As imagens do pensamento têm plasticidade e criam semelhanças com o nosso mundo íntimo, tarde de sol tem contraste com a alma nublada revelando sentimentos, assim a canção Quem Sentiu, de Roberta Miranda, inicia em sonoridade melodiosa de um samba.
O contraste prossegue revelando a madrugada transbordando saudade, surgindo a dor. Admiradas por todos nós, a lua e as estrelas enfeitam a rua jorrando a beleza sonhadora.
A canção questiona que tipo de amor está rolando entre ambos, pois há um parodoxo no amante que diz amar a amada e ao mesmo tempo mandando ela circular. Ela lança um olhar no espelho e vê o brilho de seus olhos e acha solução para o seu caso: se quiser continuar assim tem que esquecer quem lhe esquece.
Como a vida está fulgurante em seu caminho, ela usa outra imagem ideoplástica: “não se brinda com uma taça se a outra quebrar.” Seus pensamentos estão na virada de mesa, sem ter a necessidade de quebrar a casa. Há uma contenda entre ambos, ela identifica nele um roubo de seu tempo, de sua juventude revestida de belos encantos e suplica-lhe não mais ferrar a sua vida e declara que o ama em inglês.
Ela pode desaparecer da vida dele como uma gaivota, sem entrar em fossa, mas confirma para ele o sentimento que lhe vai pela alma adentro. O estribilho da canção soa forte: “para de ferrar a minha vida, stop I love you.”
Não é a guerra dos sexos, pois os sexos se atraem e se curtem aos extremos, é a guerra do ego que oscila nas polaridades que denotam diferenças brutais, em profunda contrariedade. Os desníveis comportamentais correm nessa oscilação, variando sempre em circunstâncias que surgem no confronto das personalidades, até mesmo os apelos religiosos, onde são admirados por cada um, podem estar incluídos nesta questão.
Mas o grande vetor desse confronto é a separatividade que já existe antes mesmo que ambos se conhecessem, pois faz parte da consciência planetária dissociada, que todos absorvem, pelo estilo de vida comum a todos. A egrégora que revela o ladrão assaltando pessoas é a mesma que os namorados sentem ao serem explorados não apenas financeiramente mas emocionalmente falando.
A liberdade é fundamental no relacionamento de casais e ninguém pode prender ninguém mesmo que lhe oferecesse muitas melancias ao mesmo tempo ou esporadicamente, de vez em quando, pois é sabido que ninguém come uma melancia sozinho, de uma vez só, há comensais se aproveitando desse ágape.
No Programa Fátima Bernardes – 26/7/2013, na TV Globo, a cantora Roberta Miranda disse que esta música faz parte de um projeto de pesquisa que culminou com o lançamento do CD Roberta Miranda - 25 anos ao vivo em estúdio (Discografia). O público da internet também participou dessa seleção de 18 músicas entre 400 já gravadas por ela no decorrer de sua carreira artística.
Há também um vídeo no Youtube em que aparece a cantora Roberta Miranda cantando ao lado de Alcione, a diva da música brasileira, num acompanhamento musical excelente. Gostei muito desta gravação. Renovo o meu amor por Roberta Miranda.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ACADÊMICOS DA ROCINHA – 2014

Os puxadores do samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha enfatizam: “Borboleta voa, vamos viajar neste sonho de criança, vou transpor um túnel e me encantar, visão de tanta beleza faz o sol se apaixonar, verde esmeralda na onda a bailar, no espelho da água o céu quis se olhar, lagoas que adocicam a boca do mar, vem pra cá...”
No século passado, com enfoque nas décadas de 50 em diante, as crianças iam à escola, somente a partir dos 7 anos de idade, tempo suficiente em que tinham para brincar sem a obrigação de estudar.
As palavras do escritor maranhense Arquimedes Vale, em nosso facebook, vêm enriquecer a nossa crônica:
“As marcas da infância são indeléveis pela pureza e honestidade nas quais originadas. Me ocupam a memória momentos de uma São Bento bucólica e inocente na qual exercíamos o nosso direito de sermos crianças. Além de médico, aposentado do serviço público mas ainda ativo como autônomo, enveredei e me ocupo com literatura. Tenho lido tuas crônicas, aqui publicadas, e me encanto com tua fluência e força literária. Parabéns.”
Vale salientar que o número de crianças a partir de 0 a 3 anos de idade, que frequentam creches e escolas, subiu de 11,7%, no decorrer de 10 anos (2002 a 2012), para 21,2%, e a taxa pertinente a crianças de 4 e 5 anos elevou-se, no mesmo período, de 56,7% para 78,2% [IBGE - 2012].
Por outro lado, segundo informação do Viomundo – 29/11/2013, “A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2013 mostra que, em 2012, cerca de 20% dos jovens de 15 a 29 anos de idade [Nota do Viomundo: 9,6 milhões] não frequentavam escola nem trabalhavam. A proporção de mulheres nesse grupo foi grande: 70,3%.”
O destino está nos sonhos que são feitos de voos, no dizer do samba-enredo. Somos frequentadores assíduos de uma comunidade na cidade do Rio de Janeiro e ficamos felizes ao ver que tem tudo no mesmo lugar: lojas de comércio, restaurantes com refeição a 10 reais, comida caseira de boa qualidade, salões de beleza, venda de peixes ao ar livre e bastante música nordestina e sambas que fazem a cara do Rio.
É assustador o número de mulheres brasileiras que não frequentam escola nem trabalham: 70,3% de 9,6 milhões do total dos jovens de 15 a 29 anos de idade, segundo o Viomundo – 29/11/2013. A música diz: “vou pra gandaia com a minha princesinha”, engrossando ainda mais o número de mães solteiras com filhos menores. A alegria é fundamental, o importante é seguir o destino.
“A borboleta encantada vai voar. (...) Há nova Era... Amor”, o samba-enredo da Rocinha, no carnaval de 2014, anuncia que o paraíso é aqui. “Sorria, você está na Barra da Tijuca”, letreiro visível em frente do fim do túnel do Elevado do Joá.
A música ressalta ainda “eu quero me achar no seu amor”, você já pensou se encontrando no encontro dos amores eternos? Almas gêmeas se multiplicando aos milhões. Não é sonho, é realidade em ritmo de samba.
Mais importante do que achar a alma gêmea, tão largamente difundido nas redes sociais, onde a internet tem o domínio popular, é encontrar-se, descobrir-se como gente ou ser humano que possui profundidade no existir mesmo na transitoriedade de todas as coisas.
A música evoca ainda a figura de campeão com medalha no peito rimando com bairro perfeito, quem não gostaria de ter os louros da glória? Todos, sem exceção, foi para isso que viemos ao mundo para sermos vitoriosos nas lutas diárias que a vida nos dá.
Sorria, você está na Barra da Tijuca.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

WOUNDA

Com a transmissão da Rede Globo de Televisão - Programa Encontro com Fátima Bernardes – 18 de dezembro de 2013, a chimpanzé Wounda foi devolvida às selvas, onde estava sob tratamento no Centro de Reabilitação de Chimpanzés de Tchimpounga, Congo, África, sob a responsabilidade da famosa primatóloga Jane Goodall e da veterinária Rebeca Atencia.
Segundo a informação da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais – O maior portal de notícias sobre animais do mundo – 15 de dezembro de 2013 – 17:30h, das 160 órfãs resgatadas por aquele Centro de Reabilitação, Wounda é a 15ª chimpanzé libertada.
Momentos antes de ser devolvida às selvas, Wounda espraiou os olhos ao redor do seu habitat natural, reconhecendo-o e, em seguida, olhou seus cuidadores com imensa gratidão e alegria, fazendo-os chegar mais próximo e deu-lhes um abraço carinhoso.
Os engramas do passado existem até mesmo nos animais silvícolas e são recrudescidos nesses momentos em que a gratidão se revelou além dos seres humanos que ainda estão inseridos naquele reino animal. A ciência atual ainda não conseguiu qualificá-los em outro reino.
As ondas mentais existem não apenas no ser humano mas também em outros reinos materiais e espirituais, pois a mente não está localizada no cérebro, este apenas retransmite o impulso que recebe, mas na própria constituição etérica do ser.
A comunicação verbal do homem é algo primitivo, precisa de articulação da voz e dos gestos que vem sempre acompanhada da irradiação de pensamentos. Nos primatas e nos anjos a comunicação é mais ágil e transparente basta o pensamento que se irradia pelo espaço e nos tempos, dentro desses engramas que são provas irrefutáveis da ação e reação que não é apenas um mecanismo para compreensão da realidade em que vivemos nesta densa dimensão de consciência planetária.
Vive-se no mundo de aparências daquilo que é tabulado como certo e errado, de acordo com as conveniências adequadas à nossa imagem diante do público, também vivenciando nesta mesma tabulação de valores oscilantes e até contraditórios, mas que representem uma ideia triunfante do que somos diante desta esfera planetária de consciência fragmentada e dissociada.
Vive-se mais o que os outros gostariam que vivêssemos do que nós mesmos até encontrarmos a nossa trajetória de nosso ser profundo, o caminho das almas gêmeas, assim como acontece com os amores venusianos onde tudo é sagrado e único. Em Vênus não há casamentos ao estilo terreno, há amores eternos, todos namoram todos, só existe o amor e nada mais.
O sentido gregário das aves, animais e répteis, um dia, no alvorecer de outra era, a Era de Aquarius que se avizinha com profundidade, os seres humanos irão ter. O sentido gregário, naquele momento em que Wounda foi libertada, funcionou perfeitamente tanto entre a equipe de Jane Goodall como no próprio primata que recebeu a libertação. Isto é apenas um caso isolado que pode ser ampliado se houver amor pelos animais.
As novelas, que buscam encontrar um amor à vida, carregam esses protótipos de conduta humana, sempre oscilantes e contraditórios, espelhando engramas que irão surgir no futuro, sem dúvida alguma, revelando-nos a realidade existencial que os protagonistas encenam.
Wounda, a primata africana, fez surpreender o mundo como a retribuição do amor é possível. Esse é o nosso caminhar: não há obstáculos que nos impedem o avanço, aliás nem existem, pois somente damos valor aquilo que tem valor correspondente ao nosso mundo íntimo. Em tudo vemos a beleza resplandecer.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CRIANÇAS ÍNDIGO

Crianças que vieram ao mundo para modificá-lo, em sua estrutura interna de vivência, são recebidas pelos pais como algo anormal porque protestam, não aceitam a realidade densa em que a sociedade humana está mergulhada.
Dentre da classe média onde têm recursos para ir ao consultório psiquiátrico, pagando a consulta com dinheiro, pois os planos de saúde nesse ambiente não são admitidos, os pais procuram o tratamento médico para essas crianças. Sem duvidar, apenas pela subjetividade, o psiquiatra faz o diagnóstico: Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade.
A medicação gira em torno de anfetaminas ou metilfenidato, onde está incluída a ritalina (droga lícita) que é um estimulante, assim como a cocaína (droga ilícita) que fazem aumentar a concentração de dopamina nas sinapses. O efeito nas crianças a fazem virar zombie-like (expressão médica).
A ritalina é consumida indiscriminadamente no Brasil em larga escala, inclusive no mercado de baladas de jovens, sendo que é o consumo é o maior do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
É oportuno transcrever cinco parágrafos da crônica MEDICAÇÕES – 28 de julho de 2013, constante do blog Fernando Pinheiro, escritor:
A influência de laboratórios farmacêuticos na formação de médicos psiquiatras acarreta sérios problemas quando já não há mais critérios de avaliação sob a influência do mercado de expansão, embora controlados por agências reguladoras.
Vale assinalar os números apresentados pela Gazeta do Povo: R$ 1,85 bilhão arrecadado, nos idos de 2012, na venda de 42,3 milhões de caixas de medicamentos antidepressivos. Ressalta a Gazeta que o aumento do número das prescrições de remédios tem colocado em alerta especialistas e entidades, pois está evidenciada a hipermedicalização de pacientes.
Acrescenta ainda a Gazeta do Povo, mencionando a opinião de um psiquiatra:
“Temos que deixar mais afinado o diagnóstico e propor a medicação só quando o paciente efetivamente precisar. É preciso, principalmente, conhecer a história da pessoa, entender como surgiu esse problema, o que ele está sentindo, o que ele pretende. E essas são questões que somente uma conversa técnica e afetiva vai esclarecer”, defende o médico psiquiatra Osmar Ratzke.”
As crônicas do blog Fernando Pinheiro, escritor, retratam a beleza superior à matéria, a partir da transição planetária que está sendo acompanhada de perto por nós, em diversas manifestações, naturalmente são abordados os assuntos relativos à saúde pública.
A nossa medicação é a prece, confiante em nossa realização, pois isto remove as sombras que se estabelecem a caminho do corpo físico onde a doença aparece. É um princípio helênico: mens sans in corpore sano. As paisagens íntimas refletem em nosso aspecto exterior.”
No Portal da UNICAMP, a médica pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas, revela:
“Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias.”
A respeito do tema, pode ser encontrada no Youtube a palestra de Divaldo Pereira Franco – Crianças Índigo, em seis módulos de apresentação. Somos gratos ao ilustre palestrante pela honra que nos concedeu para transcrever textos psicografados por Amélia Rodrigues (Espírito) que constam da obra JESUS, LUZ DO MUNDO, de Fernando Pinheiro, disponibilizada ao público pela internet no site.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

THE MIRACLE OF LOVE

O duo musical britânico, Eurythmics, composto por Annie Lennox e Dave Stewart, gravaram a música The Miracle of Love que a encontrei no facebook de minha amiga Luísa Ventura, residente na cidade de Cartaxo, distrito de Santarém, na região do Alentejo, Portugal.
No início da canção há uma pergunta revelando quanta tristeza está cobrindo a mente da pessoa neste mundo de ilusão. Em seguida, a resposta surge: “eu mostrarei a você algo bom, quando você abrir sua mente, você descobrirá o indício de que existe algo esperado por você, o milagre do amor.”
Os desencantos surgem quando você desconecta-se de si mesmo e abriga sentimentos que estão na ilusão e você não percebe que a suposição de algo agradável, no determinado momento, passa a ser desagradável em outro que se sucede. Assim, como diz a canção, a noite é cruel encobrindo seus medos.
Intriga amarga surge nesses momentos, ora em conflito com familiares ou em desencanto com o amor condicional que revelamos a pessoa amada para ser amado, é o amor-projeção que abordamos na crônica do dia 21 de outubro de 2013.
Essa intriga está misturado ao ciúme do amor que pensamos ter, pois o ciúme nunca é amor, pois o amor é doação sem trocas e sem espera de recompensa. Nessa situação, ninguém está preparado para vivenciar o amor. Pode chamá-lo para si numa poesia ou numa canção ou ainda numa prosa poética onde o sentimento do amor seja revelado.
A canção revela a possibilidade de mudança do estado de sofrimento e de dor para o de alegria e contentamento se houver a receptividade do amor no coração de quem ama, frisando sempre o amor incondicional e não sujeito a interesses que a matéria se satisfaz, inclusive o sexual, onde os encantos femininos são abundantes.
Esse amor condicional não é apenas entre os casais que se conhecem superficialmente, mas que pode estar dentro do apelo religioso, se a fé de quem se devota a alguma missão não corresponda aos anseios do coração.
Há que se distinguir a vivência da personalidade e a vivência do que somos em nossa essência profunda, onde a própria personalidade se anula para deixar espaço que pertence à natureza de que fomos criados, a unidade está nesse meio. Os hindus chamam esse processo de integração homem-natureza de samadhi que nos leva ao Nirvana ou o paraíso conhecido no mundo ocidental.
Temos abordado em nossas crônicas sobre o surgimento da onda galáctica que envolve o sistema planetário em que a Terra gira e transcrevemos da página inicial do Quem eu sou do blog Fernando Pinheiro, escritor, a nossa proposta de redação:
“Este blog destina–se à divulgação de mensagens que inspiram a beleza transcendente à matéria física. Os raios adamantinos (raios-gama) que, aos poucos, caem em profusão em todo o sistema planetário, onde a Terra está girando, têm um efeito benéfico ao alcance de todos. No entanto, a iluminação interior é primordial.”
Os animais, por não terem o livre-arbítrio e, em consequência, estão mais capacitados de receber esses raios adamantinos do que os humanos que se bloqueiam nas franjas de resistência. Pensamentos e atitudes sedimentados em comportamentos que geram a ilusão estão nesse bloqueio.
A canção diz você pode ter um novo começo se o seu coração se abrir, abrir a si mesmo, onde o ser profundo, que todos somos, e que precisa ser despertado para usufruir, sem pensar antecipadamente nesse usufruto que nos cabe por direito natural e nem precisamos ir atrás.

sábado, 7 de dezembro de 2013

TELA QUENTE

A nossa realidade nós a criamos, daí a necessidade de escolha daquilo que pretendemos ouvir, ver ou sentir. Os cinco sentidos têm interação com o cérebro, assim como digitamos na tela o que está sendo registrado na memória do computador.
Os filmes de violência, programas policiais, pornografia passam a ser valorizados na medida em que dermos peso e referência, caindo sempre na área do medo e acionando a rede de neurônios que fabricam cortisol, o hormônio do estresse, que enfraquece o sistema imunológico, surgindo o distúrbio mental.
Manias surgem diante do medo que foi alimentado, por opção escolhida, alterando os padrões de sono, provocando a insônia, a falta ou o excesso de apetite e os pensamentos contraditórios em sua rotina habitual. Não é que esses filmes sejam danosos à saúde é que mentalizamos a energia que deles se desprende criando cargas energéticas em circuitos.
As almas errantes estão infiltradas nessas vibrações pela afinidade de padrão comportamental e emitem a pessoas, que têm vínculo de sentimentos e de gostos, pensamentos análogos que aumentam a degeneração do ambiente.
Aquilo que mentalizamos passa a ser verdade, embora seja distorcida de nossa realidade existencial onde a harmonia está presente dentro de um nível profundo de consciência. A vigilância dos pensamentos é a melhor prevenção contra as consequências de um estado emocional em desequilíbrio.
Não nos resguardar com medidas de segurança, dentro do nível mental, pois isto passará a nos preocupar com estratégias planejadas e surgirá sempre o medo como elemento surpresa, invariavelmente. Abandonar-se à luz, simplesmente, esquecendo de nossa transitória personalidade e aceitação do nosso ser profundo que não planeja, mas que vive dentro de um patamar superior de consciência, principalmente durante o sono e até sonhamos com as possibilidades de realização superior àquela em que vivemos em estado de vigília.
A mídia vive muito em função de mercado, pois tem aparelhagem que necessita ser acionada com gente especializada e instrumentos de comunicação e depende do retorno de usuários para realizar seus objetivos. O que já está plantado e colhido, em etapas anteriores, passa a ser usado em etapas seguintes. Não há compromisso de renovação.
A dependência cria um elo que tem vínculo de continuidade, assim como existe a política dos laboratórios em colocar na praça remédios que não servem para curar, mas para ter um uso prolongado dos pacientes, está é observação que temos lido em revistas especializadas.
A tela quente não veio apenas da televisão, desde eons de séculos, na tela mental dos seres humanos foi estabelecido o conceito de reciclagem nas vidas sucessivas como recurso essencial de libertação. Ora, o padrão dualista não proporciona esse desiderato, embora seja necessário passar por essa densa consciência planetária mudando de padrão.
Com o advento da luz crística, no final dos tempos de dores inenarráveis, que retorna pela seta de Sagitário, no dizer de Nostradamus, nesta nova configuração planetária em que vemos indo embora a densa consciência planetária, a Terra não mais conhecerá as sombras.
O orai e vigiai do libertador messiânico da longínqua Galileia é o caminho único que não está cerceado nos apelos religiosos, mas que pode estar liberto se a libertação foi interna. Somos deuses, conforme aludido por ele, criando a realidade que nos convém.
Que escolha devemos ter? A saúde ou a doença? Os pensamentos é que determinam a nossa escolha. A tela quente produz a matrix e seus domínios escravizantes. A saúde, fato indispensável em nosso caminhar, será sempre a nossa escolha. Dependência de remédios que não curam, apenas nos colocam na mesma dependência, não é o que desejamos.