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sábado, 18 de janeiro de 2014

ASTRONOMIA

A Astronomia é um dos setores da ciência que mais vem alcançando destaque na mídia. Sempre há narrativas sobre os sinais do céu.
Aqui no Brasil a passagem de um cometa nos idos de 1843 foi descrita por A.F. Dutra e Mello, assunto comentado na obra BANCO DO BRASIL – LISBOA SERRA, POETA, TRIBUNO E PRESIDENTE, de Fernando Pinheiro:
Oh! Quem diz que um tal astro não possa ser
Anjo do sistema que passeia,
Visitando os domínios que dirige?
Quem diz que será cárcere errante,
Cheio d’almas de réprobos d’hum mundo,
Vivo, morto, e julgado antes do nosso?
Ninguém, certo, ninguém. Tais conjecturas
São como outras quaisquer soltas ao vento.” (2)
(2) A. F. DUTRA E MELLO – in Revista Minerva Brasiliense, n° 20, de 15 de agosto de 1844, vol. II, p. 624 e 625 – Acervo: Instituto Histórico Geográfico Brasileiro.
As elucubrações, que o poema O Cometa de 1843 sugere, são válidas dentro de uma percepção sonhadora e feliz. Sim, há cárceres errantes, como a Terra que está sofrendo os últimos tempos de confinamento e libertando-se na ascensão da consciência planetária unificada onde o dualismo humano desaparecerá.
Revelações metafísicas contemplam as perguntas do poeta, confirmadas posteriormente por Carl Jung no inconsciente coletivo. A psicofera dos planetas viajam mundos afora levando as vibrações mentais de seus habitantes. Estrelas são mundos de luz, onde o homem, um dia, na evolução divina que se estende na alvorada dos milênios, chegará revestido da mesma substância que as envolvem.
É oportuno revelar que a Astronomia clássica tem por evangelho a teoria de que os quasares – núcleos luminosos de galáxias muito distantes – possuem luminosidade superior a um bilhão de vez maior que a do Sol.
Na Via Láctea existem mais de cem bilhões de sóis. Em bilhões e bilhões de galáxias, quantos sóis existiriam? Isto nos leva a afirmar que o Universo é luz.
Na descoberta de luas e sóis, galáxias e nebulosas, poeiras luminosas que irradiam a beleza, o mundo dos poetas, revelando os sonhos, mostra a realidade tecida em túnica inconsútil.
Luas cor–de–prata, luas alaranjadas, luas azuladas, luas das cores do pôr–do–sol, luas vestidas de arco–íris, luas cor–de–mel, luas de cores e nuances, que lembram a luminosidade do olhar de cada mulher, viajam em órbitas que o homem ainda não conhece.
As teorias existentes sobre a formação do Universo ainda se debatem, umas contra as outras, simplesmente porque algumas correntes científicas não podem definir como finito o tempo e o espaço. Os mundos nascem, crescem, envelhecem, contraem-se, explodem e renascem, numa incessante transformação.
A ideia de que o Universo teria surgido há 15 bilhões de anos, numa grande explosão, define a morte das estrelas implodidas, os buracos negros. As hipóteses permanecem ainda em aberto porque estão surgindo a descoberta de novas muralhas de quasares.
Há pouco tempo, conhecíamos apenas a Via-Láctea, onde o nosso sistema solar está inserido, e a vizinha Andrômeda. Nos idos de 1996, o Telescópio Espacial Hubble capturou imagens de campo profundo revelando a existência de 3.000 galáxias anteriormente desconhecidas.
Em 14/11/2013, a Revista G1 Ciência e Saúde mostrou a fotografia da colisão das galáxias Antennae revelada pela NASA.
A Globo News - edição 14/11/2013 – revela que, segundo o Observatório Kepler, lançado em 2009, atualmente desativado, em nossa Galáxia existem cerca de 200 bilhões de estrelas.
Voltando ao nosso minúsculo ponto, a Terra sofre influência da reversão dos polos do Sol que está ocorrendo com explosões e chuvas solares e a Lua, que recebe a luz do Sol, apresenta uma auréola de luzes num círculo bem extenso, observado em muitas partes do Globo.
Ao nosso ver, a Lua está ficando encantada, ela que tanto nos encantou em prosa e verso. Leia a crônica A DANÇA DA LUA, inspirada no samba-enredo da Escola de Samba Estácio de Sá, carnaval de 1993, no blog Fernando Pinheiro, escritor.
www.fernandopinheirobb.com.br

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

BRASIL NO CARNAVAL

Nos idos de 2004, a Escola de Samba São Clemente colocou na Avenida o Brasil no carnaval, apresentando o samba-enredo Boi voador sobre o Recife, realçando a presença do príncipe Nassau que ali foi derrotado para que, no dizer de Gilberto Freyre, “não houvesse dois Brasis.”
Na Veneza brasileira, o príncipe batavo implantou o pioneirismo em muitas coisas: a primeira moeda brasileira, a primeira cidade planejada e, segundo a São Clemente, o primeiro pedágio cobrado no País.
Ao lado da ponte Maurício de Nassau, no Recife, montou-se um espetáculo a céu aberto onde houve uma obra de engenharia que permitiu o boi voar no arame de ferro de um lado ao outro do rio Capibaribe. O samba-enredo diz que tinha “laranja” endividado e a cobrança se fez com o pedágio, “o primeiro do Brasil, o boi voou, começou a roubalheira, a galhofa, a bandalheira, pra chacota nacional”.
No dualismo humano onde o ego navega de além-mar a este mar de lama que encobre a nação brasileira, como se tudo é normal, “gostoso é pecar”, o ego sempre quer ter razão e não sabe perder, vê-se que a zorra se instalou por aqui. Não devemos criticar nada e ninguém, mas não podemos deixar de alertar para o perigo que nos avizinha.
Os meios de comunicação divulgam notícias em desencantos, em todas as áreas humanas realçando crimes e escândalos neste modelo de conduta obsoleto, fazendo desviar a atenção daqueles que acreditam no mundo melhor onde a dor será banida do planeta, se houver mudança de padrão comportamental.
Enquanto houver a ideia dissociada que nos faz separar, mesmo que esteja em padrões aceitáveis desta sociedade doentia, não haverá nunca a felicidade para todos. Se tudo está interligado, por que devemos pensar em separação, competitividade? Isto nos leva a pensar que este planeta é reptiliano, não é o planeta dos mundos felizes.
Sermos governados por pessoas que ainda pensam em guerra, retirar o dinheiro público para as contas pessoais aqui ou alhures, promover máscaras em sistema de governo onde o povo é sacrificado pela falta de assistência, não é salutar. Como tudo está interligado, o que fizermos a quem quer que seja, estaremos fazendo a nós mesmos, mas isto os governantes não creem.
A música diz que o Norte está sem saúde. Os médicos brasileiros que têm raízes nas capitais e nas grandes cidades do interior não se dispõem, é claro, a ir para esses lugarejos inóspitos onde a população vive com recursos mínimos de sobrevivência, é o Brasil da exclusão social. Isto atinge também as grandes capitais onde há aglomeração de pobreza.
Brasil tão rico de riquezas naturais, celeiro do mundo, olho d´água de imenso manancial que pode abastecer todos os reservatórios de água potável, aqui e d´além mar, quando a sede se instalar nesta aldeia global para aumentar as calamidades dos quatro cavaleiros do Apocalipse.
É importante não passar adiantar o que vemos em todos os lugares onde pessoas estão passando atrocidades no viver. Silenciemos sempre, pois o silêncio é uma forma de não divulgar o que sentimos vir de fora, façamos o inverso de dentro para fora possamos emitir a vibração suscetível de abrandar os corações aflitos.
Elogiemos sempre em todas as circunstâncias, pois assim estaremos emitindo forças que despertarão as pessoas a encontrar as suas próprias forças e fazê-las caminhar com os próprios pés, pois o destino delas está neste nosso paradigma que irá revolucionar os costumes e trazer a verdadeira felicidade: tudo está correlacionado, no dizer do palestrante Hélio Couto ou tudo se interliga como vimos dizendo em nossas crônicas no post Fernando Pinheiro, escritor.
SEDUÇÃO
Como dissemos na crônica O CANTO DA SEREIA – 11 de janeiro de 2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor, o termo etimológico sedução vem da junção da palavra sed (doença/entorpecimento) com a palavra ducere que significa conduzir.
A sedução nasce do pensamento em direção da pessoa escolhida e retorna com a bagagem que buscou, isto não quer dizer a sedução provocou a conquista, esta pode até nem existir mas tem a resposta adequada.
Os pensamentos estão nos princípios quânticos e, por ser energia, têm velocidade, coloração, densidade ou leveza em expansão e fluem em sintonia com a corrente magnética ou faixa vibratória equivalente ou correspondente.
Quando pensamos em alguém se estabelece no espaço essa energia que corre no espaço em direção do alvo escolhido, e por conter sentimento de sedução, retorna acompanhada daquilo que a pessoa seduzida tem, sempre com cargas que terão uma repercussão em quem a emitiu.
Assim uma pessoa que viu outra pessoalmente ou em fotos da internet e pensando que essa pessoa é aquilo que a exteriorização mostra, recebe de volta as energias em que estão com a pessoa-alvo. É por isso é perigoso, buscar o que não se conhece. Até mesmo um simples curtir no facebook já se estabelece sutilmente uma ligação.
Quem já está centrado em seu ser profundo, com os centros energéticos interligados em sintonia com o coração, os chacras iluminados, não atira para todos os lados buscando a conquista amorosa. Se cair na onda de busca de alma gêmea, tão comum e divulgada na internet, certamente terá o desequilíbrio desses centros.
Conforme o estado em que se encontra, pode ser modificado na hora em que essa onda vibracional se acoplou em seu campo magnético ou pode ser afetado em sintomas que geram distorções mentais. Depende de cada um estabelecer a forma como lidar com os embaraços que surgem com as energias que não lhe pertencem.
Do mesmo modo, aqueles milhões de pessoas que já vivenciam a consciência planetária unificada ao entrar no esquema da matrix que estabelece a separatividade, certamente retorna à densa atmosfera psíquica em que estava anteriormente. Esta flutuação existe nestas duas humanidades (1 bilhão e 6 bilhões de habitantes do planeta) que vivem e se interligam mutuamente.
A vigilância interna tem que ser constante porque um menor descuido pode acarretar desequilíbrio emocional. Não discutir nunca, não comentar as fofocas que correm por aí, não criticar nem julgar nada e ninguém, nem a si mesmo para não cair em sentimento de culpa.
A sabedoria que vem dos Ganges “não buscar nem fugir” é uma alternativa salutar como também o próprio silêncio da alma em que não há nenhuma busca a caminho, sem pensar, que está se encaminhando para o samadhi. A crônica O CHI DO TAO – 8 de janeiro de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, que contém analogia de ideias da música Decisões, de Roberta Miranda, é muito importante.
Os seres afins se atraem e se juntam na similitude em que vivem. No dualismo humano, os bons atraindo os bons e os maus atraindo os maus. Numa concepção errônea, os meios de comunicação colocam notícias em desencantos como se todas as pessoas estivem vivenciando os desencantos.
A sedução é para quem não conhece a etimologia da palavra (sed) doença ou entorpecimento (ducere) conduzir. Aí correm as energias do pensamento em direção daquilo que ainda não conhecemos em sua essência. No entanto, se houver identificação dos amores que sonhamos, então, a sedução vira conquista.
Pode haver uma aparente conquista nos casos de amor em que o amor passa a ser mais um caso, sem definição estável que tenha uma duração maior. Neste caso, prevaleceu a atração de interesses afins que podem ser meramente a nível do corpo, sem a nudez do próprio corpo que não se restringe apenas à região pélvica. Há liames que se interligam, aproveitando o dito popular: sexo é cuca.
Conquistar o corpo da pessoa amada apenas por momentos fugidios, será que vale a pena, se a conquista não se realizou? Há o risco de surgir arrependimento e culpa que sempre colocará a pessoa para baixo. Não é isso que queremos para nós e para ninguém.
Vivenciemos o amor do nosso coração. Caminhemos com leveza.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

TÁ COM MEDO DE QUÊ?




A barca de Caronte, descrita na mitologia grega, hoje recrudescida pela matrix, conduzindo os recém-mortos para o Hades. Os heróis Orfeu e Psiquê viajaram para lá e conseguiram retornar, ainda vivos, pela barca de Caronte. Orfeu tinha ao seu favor o canto e a lira e a Psiquê a terapia para se recompor.
A barca de Caronte hoje no planeta Terra carrega 6 bilhões de passageiros que, se não mudar de paradigma, irão para os mundos afins, no decorrer dos tempos em que têm para terminar a permanência em andanças terrestres. Esse imenso contingente de pessoas, vivenciando ainda o dualismo humano, oscila no percurso para ascender a outro patamar de grandeza. A separação do joio e do trigo é uma realidade.
Nos idos de 2011, a Escola de Samba Unidos da Tijuca levou para a Avenida Marquês do Sapucaí, o samba enredo “Esta noite levarei sua alma” que inicia perguntando: “tá com medo de quê?”
Depois, o samba apresenta um filme em que se vê o barqueiro Caronte carregando a tripulação em trânsito para o outro mundo. O filme em cartaz é de pavor e diz que isto não se faz. O vilão faz explodir a bomba, fazendo a casa cair.
A crônica TELA QUENTE - 7 de dezembro de 2013 – diz respeito da realidade que criamos em decorrência da nossa escolha, pois os cinco sentidos têm interação com o cérebro. Transcrevemos da referida crônica os quatro parágrafos pertinentes ao assunto:
Os filmes de violência, programas policiais, pornografia passam a ser valorizados na medida em que dermos peso e referência, caindo sempre na área do medo e acionando a rede de neurônios que fabricam cortisol, o hormônio do estresse, que enfraquece o sistema imunológico, surgindo o distúrbio mental.
Manias surgem diante do medo que foi alimentado, por opção escolhida, alterando os padrões de sono, provocando a insônia, a falta ou o excesso de apetite e os pensamentos contraditórios em sua rotina habitual. Não é que esses filmes sejam danosos à saúde é que mentalizamos a energia que deles se desprende criando cargas energéticas em circuitos.
As almas errantes estão infiltradas nessas vibrações pela afinidade de padrão comportamental e emitem a pessoas, que têm vínculo de sentimentos e de gostos, pensamentos análogos que aumentam a degeneração do ambiente.
Aquilo que mentalizamos passa a ser verdade, embora seja distorcida de nossa realidade existencial onde a harmonia está presente dentro de um nível profundo de consciência. A vigilância dos pensamentos é a melhor prevenção contra as consequências de um estado emocional em desequilíbrio.
O samba-enredo da Unidos da Tijuca buscou uma solução para acabar com o medo, o principal obstáculo da humanidade para adquirir a multidimensionalidade, por enquanto na Terra vive-se a terceira dimensão dissociada, buscou trazer para a Avenida o mitológico barqueiro Caronte, alegando que ele entrou pelo cano, ou seja fracassou no trabalho de transportar os mortos para o Hades.
Ao longo de nossa narrativa acerca da transição planetária, apresentamos 4 pilares de ascensão da terceira dimensão dissociada para a quinta dimensão unificada, a consciência planetária na Era de Aquarius que já começa a entrar em ação no coração de quem possui: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Este segmento da humanidade já ultrapassa a 1 bilhão de pessoas e cresce a passos de galope, e os 6 bilhões ainda estão na consciência planetária dissociada que um dia, no alvorecer dos dias felizes e permanentes na nova Era, esta consciência desaparecerá da Terra, cumprindo a profecia maior iluminada pela luz crística: a separação do joio e do trigo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LENDAS E VERDADE

Nos idos de 2009, a Escola de Samba Império Serrano apresentou o samba-enredo Lendas das Sereias, Mistério do Mar.
O luar se estende no samba revelando o canto da sereia em noites de lua cheia e, de nossa parte, pensamos no arquipélago de Fernando de Noronha, no litoral brasileiro, onde vamos encontrar uma lenda contada, durante gerações, pelos habitantes que lá residem. Vejamos a transcrição de textos da obra Música para canto e piano, de Fernando Pinheiro:
A lenda contada pelos habitantes de Fernando de Noronha é a respeito do episódio dramático ocorrido com um jovem casal. Ela, loira, de longos cabelos, parecendo uma alemã (alamôa para os nativos) foi morta pelo noivo. Motivo do crime: ciúme. Ele foi condenado a cumprir pena. Numa noite de temporal, ele morreu de remorso porque foi constatada a inocência da amada. Em noites de tempestade, ela surge dançando entre os rochedos a caminho da cela onde esteve preso o noivo.
A letra da canção de Capiba revela uma sombra de mulher a dançar num mundo desértico, rodeado de mar, açoitado pelo vento da tempestade. O ser mais profundo que nela vivia, enquanto noiva de um homem ciumento, recrudesce em imagens vivas que a morte não conseguiu eliminar.
Os noivos do passado, em transes dolorosos e de sofrimento, buscam o reajuste que a harmonia estabelece. O incompleto será completo, não importa o tempo e o espaço. O amor tem esse encantamento que faz surgir a beleza.
Particularmente, mesmo não aceitando o crime por amor, vemos que o canto nordestino se converte em prece fervorosa: “Alamôa, Alamôa, foi homem que pecou, perdoa, perdoa... Loura donzela, Alamôa, Alamôa, sai dos olhos do pobre pecador, tu que és mulher, tem pena do homem que o crime dele é um crime de amor”.
No mundo espiritual os passageiros do mundo material são recebidos e encaminhados a esferas de comportamento em que semearam seus corações. Quem semeou a noite escura colherá a noite escura, quem semeou o dia claro colherá o dia claro.
Os liames afetivos permanecem vivos dentro da durabilidade de que são revestidos, o que enseja pensar em grau ou escala de envolvimento, intensidade e teor vibratório das emanações psíquicas ou emocionais revelando a beleza, para concluirmos que somente o amor pode transmudar, no tempo e no espaço, a situação que revela a imortalidade do próprio sentimento.
Esse fenômeno que se irradia na natureza e se faz presente no homem, numa consciência plena, que é integrante da própria natureza, independe da condição de crença ou aceitação, assim como o átomo já existia, embora não descoberto, desde os primórdios da civilização humana.
Temos demonstrado ao longo de nossas postagens no blog Fernando Pinheiro, escritor que “tudo se interliga” e hoje tivemos a satisfação de ouvir: “tudo que existe no Universo está emaranhado, desde o “big bang”, portanto, tudo aquilo que você fizer para o outro, você estará fazendo a si mesmo, porque já está emaranhado” – In Youtube – Expansão da consciência – 20:41/51 - Hélio Couto.
Este princípio quântico poderia mudar o mundo, mas a matrix não o acredita e faz impor o domínio através do medo para controlar multidões. Enquanto isso, no plano subjetivo, a sereia vai cantando e outros luares vão surgindo encantados pelo canto.
O samba-enredo imperiano revela que em noites de lua cheia “ouço a sereia cantar e o luar sorrindo então se encanta”, os mistérios do mar, berço das sereias, se emaranham com o luar, até mesmo no plano subjetivo, onde os pensamentos plasmam situações, há uma correlação existente.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BEIJA-FLOR – 1986

1986, ano em que a Argentina se consagrou bi-campeã mundial de futebol na Copa do Mundo realizada no México, com destaque para o jogador Maradona, a Escola de Samba Beija-Flor veio para a Avenida para apresentar o samba-enredo O MUNDO É UMA BOLA.
A homenagem ficou por conta do futebol brasileiro, muitas vezes campeão do mundo, e tem o início a alegria do povo brasileiro quando a seleção está em campo, lembrando que nos dias de jogos da Copa do Mundo paralisa o comércio, os bancos, as repartições públicas e o trânsito não apenas quando o Brasil joga mas em todos os jogos de seleções estrangeiras.
E aos domingos, a TV Globo sempre apresenta os jogos dos 4 times grandes do Rio de Janeiro que possuem as maiores torcidas (Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo), em campeonatos estaduais e nacionais (Taça Brasil e Brasileirão), em outros estados da federação o mesmo critério de popularidade e aceitação.
Esse tema teve a nossa aceitação porque fala da alegria, um dos 4 pilares que sustentam a nossa movimentação interna que nos faz ascender a um patamar de consciência planetária com maior leveza que consiste em simplicidade, humildade, transparência e alegria.
O início do samba menciona o clima alegre e descontraído do povo brasileiro fazendo a torcida por seus times de futebol e da seleção brasileira e quando o Brasil joga vira carnaval. Esta é a mais vibrante e prestigiosa egrégora que o País possui. Todos juntos numa só voz.
Contagia a todos, mesmo os que não torcem, sempre veem seus amigos e familiares torcerem juntos. A animação é muito contagiante. Das extremidades do território nacional faz-se uma ligação que une todos em todos os recantos e há folclore e mandinga. A Beija-Flor canta que no Rio de Janeiro tem samba e Maracanã o ano inteiro.
Quando descobrimos o nosso mundo íntimo, onde a beleza é esfuziante e expansiva, a alegria é o clima que sentimos e nos faz sentir mais leve pelo descarrego das cargas que a ilusão deste mundo faz transmitir em outra egrégora onde não nos cabe mais lembrar. A desconexão foi realizada com sucesso.
Influência da cultura dissociada planetária, onde se promove a separatividade e a competição, sempre atinge aqueles milhões e até bilhões de pessoas que ainda não se encontraram nessa busca do conhecimento interno. É a chave dos enigmas ou o pulo do gato que os profissionais da área da saúde buscam estimular seus pacientes quando estão frente a frente em consulta médica.
Iluminando-se com a própria luz, a pessoa já está iluminando o local em que vive, sem ter a necessidade de fazer alaridos dos sentimentos que nutre, pois a energia se expande aos ambientes onde está pensando e fazendo beneficiar as pessoas queridas que a vida lhe colocou em situações comuns.
Tudo que pensamos atraímos dentro da similiaridade de forças. A energia se expande em correntes afins. A energia da semente se acopla na energia que no mundo tem na mesma qualidade vibracional e durante o tempo de gestação a faz crescer em planta e a faz produzir frutos. É por isso que se justifica quem planta semente de cereja nascerá cerejeira e assim em diante em cada família de plantas.
No ser humano emitindo uma qualidade de energia receberá pela lei de atração a mesma energia que se expande, pois se há energia há expansão, pois o Universo está expandindo-se desde uma semente até os mundos em que existe um turbilhão de estrelas.
Esta descoberta da energia em que tudo se reveste é mais resplandecente com os nossos pensamentos, onde podemos criar a beleza em forma mais sutis, onde a alegria vem sempre à frente, indicando-nos a luz que somos, pois a energia é luz.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DOMINGO

Carnaval Carioca - 1977, o Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador levou para Avenida o samba-enredo DOMINGO, puxado por Haroldo Melodia (1930/2008), sambista conhecido pelo famoso grito “segura a marimba”, entoando uma música que revela um convite à mulher amada para vir à janela e ver o sol surgindo na sutileza de um novo amanhecer.
É o Rio de Janeiro ensolarado com praias cheias, veleiros desfilando na orla marítima, meninos soltando pipas pelo ar nas comunidades, o carioca curte o domingo feliz. O Maracanã tem jogo e as torcidas comparecem.
Corre o tempo... 30 anos depois, eis o Maracanã cheio de pó de arroz para ver, em 24/1/2007, Fluminense 1 x 0 Friburgense e, em 11/3/2007, Fluminense 3 x 1 Cabofriense. No ano seguinte: 16/3/2008 - Flamengo 2 x 3 Botafogo, jogos apitados por Marcelo de Souza Pinto, árbitro de futebol da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, funcionário do Banco do Brasil, analista de Auditoria – AUDIT/Regionais – Mercado Financeiro, Professor do MBA em Compliance e Risco da ANDIMA – Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro.
É muito importante escolhermos uma egrégora para diversão, assistindo a jogos de clubes que torcemos, indo a clubes para dançar ou simplesmente rever amigos, sem ter a necessidade de beber nenhuma bebida alcóolica, pois a nossa saúde física e mental é o que deve prevalecer.
O samba-enredo traz um roteiro de caminhada e de diversão: “Há os que vão pra mata, pra cachoeira ou pro mar (bis), mas eu que sou do samba, vou pro terreiro sambar.”
Aos domingos, em todas as cidades do Brasil e no exterior, as pessoas buscam os parques e jardins para caminhar, namorar, sentar nos bancos e ver as pessoas passar. Lembramo-nos, com grata recordação, do Parque Trianon e do Parque da Água Branca e ainda do Parque Villa-Lobos na cidade de São Paulo, onde passeamos em doces enlevos. Há tristezas nesses ambientes mas também o refazimento de energias salutares que a natureza nos proporciona.
Quando pensamos no ideal que acalentamos no coração que pode ser um romance de amor ou o convívio de nossos familiares, a tristeza não tem vez porque a energia que alimentamos nesse ideal nos completa. A mulher é sempre a fonte inspiradora dos nossos melhores sonhos, tanto quanto dormimos como estando em estado de vigília ou acordados.
Por que os amores não seguem o mesmo ritmo de encantamento numa curva do caminho? Observemos uma semente lançada ao solo fértil, a energia da semente se expande e a faz crescer numa planta. Houve um tempo de incubação, um tempo de crescer.
Os projetos de vida, relacionados a ligações afetivas ou amorosas ou mesmo no trabalho remunerado, têm a mesma disposição de energia, pois tudo que é energia se expande, na conclusão dos cientistas, o Universo está em expansão.
Não desligar-se nunca do projeto que está crescendo, sempre crescendo e a energia do espaço que possui o mesmo campo vibracional da energia, que trazemos no coração, faz fortalecer o que sentimos pela egrégora envolvida. No campo religioso em que as pessoas gostam de atribuir resposta, seria a proteção dos anjos ou da própria luz crística.
A lei de atração e ressonância que será mais apreciada por aqueles que terão seus sonhos realizados dentro daquilo que o coração sonha, está aumentando muito nesta transição planetária, até mesmo por aqueles que nem sabem explicar como, mas que sentem que há uma egrégora planetária movimentando-se no crescer dos sonhos que promovem a felicidade.
É a mesma energia nossa que se expande.

domingo, 12 de janeiro de 2014

ALMAS GÊMEAS

Abordado desde os tempos de Platão, na Grécia antiga, o tema Almas Gêmeas recrudesce nos tempos atuais porque há no planeta Terra o avivamento dos mitos helênicos que colocam imagens ideoplásticas para dar resposta ao dualismo humano que tem amparo na consciência dissociada planetária.
Em O Banquete, livro de Platão, há associação de ideias que temos alhures uma metade que nos completaria, “o mito dos andróginos” que descreve o que se passava no início do mundo: cada ser humano vivia em um dos três tipos de androgenia: 2 homens, 2 mulheres e 1 homem e 1 mulher, assim havia a duplicidade em todos os seres humanos. Até hoje, há corrente filosófica que sustenta que todos têm um lado masculino e um lado feminino, o que discordamos.
Na narrativa helênica, esses seres mortais, os andróginos, não se reproduziam, mostravam-se muito orgulhosos e despertaram a ira dos deuses que os repartiram ao meio e os dispersaram pelo mundo. Assim, passou-se a ideia de que existe em algum lugar essa metade que nos completaria, surgindo assim a crença em almas gêmeas.
A androgenia existe, sim, não na classificação helênica, mas nos mundos felizes, esferas resplandecentes de dimensões multidimensionais que a Terra está alcançando. A sabedoria popular “anjos não têm sexo” comprova a existência da androgenia.
O sexo é um instituto natural dos seres humanos localizado na zona erógena onde existe o mais poderoso chacra, em termos de energia reprodutora. Mas o chacra frontal, onde há o retransmissor na parte física do nosso ser profundo, a potência do agir de Carl Gustav Jung ou a libido de Freud, que não pode ser vista apenas dentro da sexualidade, é o ponto fundamental de nosso viver, o sexo apenas o complemento. Evoluímos dentro das ondas mentais que criamos por deliberação própria, sem ter a necessidade de buscar nenhuma alma gêmea que possa nos completar.
A própria dependência em algo ou em alguém leva-nos ao sofrimento quando ocorrer a dissolução ou por término do romance ou aventura ou por imposição da morte de quem nos fazia companhia física. Até mesmo no relacionamento virtual, na internet, isto acontece. Somos a favor do relacionamento pessoal, olhos nos olhos.
Procurar alma gêmea é procurar a ilusão, a realidade irá refletir em momentos de desencantos que somente irão existir se dermos peso e referência. A concepção de almas gêmeas existe dentro do conceito de almas afins onde a afinidade pode ser distribuída e apreciada, sem ter necessariamente a conotação sexual, embora possa surgir, mas não é o primordial, pois almas afins podem ser de laços consanguíneos o que invalida qualquer sexualidade.
As diferenças são normais em todo o relacionamento amoroso e devem ser avaliadas com a finalidade de superação e agir na aproximação que deve ter um sentido mais amplo do que o físico. Deixemos de buscar a alma gêmea em algum lugar do mundo e aceitemos os amores que nos chegam para a vivência do amor que iremos construir juntos.
A opção de viver uma vida em saudável celibato também tem suas vantagens, uma delas é não se compactuar com a vivência de quem está vivendo uma vida na consciência dissociada do planeta que carreia 6 milhões de pessoas no meio de 1 milhão que conseguiu a transcendência à multidimensionalidade através de 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Aceitemos o que a vida nos oferece e tenhamos o privilégio de ter as nossas opções de viver, sabendo que tudo que está ocorrendo é para o nosso benefício próprio e dos amores que circundam aqui e alhures, sem ter a ideia de almas gêmeas.

sábado, 11 de janeiro de 2014

O CANTO DA SEREIA

O canto da sereia é a sedução que está presente sempre no relacionamento amoroso e que acarreta embaraços dentro do dualismo humano por fazer emergir o suplício de Tântalo, personagem revelado por Platão e abordado na Odisseia, de Homero, por isso se diz, dentro desse contexto, que amar é sofrer, revelado tanto em tangos e boleros.
Tântalo estava imerso até o pescoço por água em que estava uma árvore frutifica e impossibilitado de saciar a sede e a matar a fome porque os impulsos que dava a água subia e os frutos ficam mais distantes, isto revela, em imagens emblemáticas, o apoderamento e a sedução no relacionamento amoroso, frisando bem, dentro do dualismo humano.
A mulher ou o homem, usado como objeto do prazer, é também um objeto de apoderamento do parceiro que impõe o domínio em aspectos psicológicos, refletido em marcas territoriais, como tatuagens com nome ou símbolos que o parceiro gosta. A tatuagem é sempre servil, quando o amor é sempre libertador.
Esse domínio os animais também têm quando fazem a demarcação de território usando a urina para ser observado por invasores do mesmo reino animal, isto faz parte da conquista.
O canto da sereia revela um canto que ninguém até hoje ouviu no formato de canto que conhecemos, a não ser em imagens sonhadoras que nos tiram de foco a realidade. A própria sereia, quando foi revelado pela mitologia grega, tinha aspectos de monstro submarino, depois foi amenizado na forma de mulher e cauda de peixe.
O amor sob dominação é patológico e revela sofrimentos idênticos do suplício de Tântalo que sempre se esforça na conquista e nunca alcança o que pretende. O termo etimológico sedução vem da junção da palavra sed (doença/entorpecimento) com a palavra ducere que significa conduzir.
Como os seres humanos, vivenciando na terceira dimensão dissociada planetária, onde são 6 bilhões, excetuando-se 1 bilhão de habitantes na consciência menos densa, têm relacionamento amoroso no mesmo nível de consciência planetária, logicamente os embates pela posse serão encarados acirradamente.
A posse somente existe porque o dominado deixa-se ser levado pelo dominante, como existe a dependência emocional ou financeira, fica difícil sair desse domínio. Quando isto ocorre pela separação, o dominante busca outra a ser dominada e deixa na antiga companheira a desolação que a faz mergulhar nas águas em que Tântalo tanto sofria. Este é um quadro mais frequentes atualmente entre os casais.
As estatísticas comprovam que, nos idos de 2011, a taxa de divórcios aumentou facilitada pela alteração de prazo na legislação referente a divórcios. Isto comprova ainda o aumento de casais vivendo a solidão, depois de ouvir tanto o canto da sereia.
A troca frequente de parceiros ou parceiras não irá resolver o problema da solidão, pois podemos estar até mesmo dentro de uma multidão e sentirmos a sós. O mito de alma gêmea cresce sempre com as pessoas sozinhas, ainda neste mesmo canto que a faz sofrer nas mesmas águas em que Tântalo não realizou os seus desejos.
Não buscar nem fugir é uma sintonia que vem do Ganges, onde há águas que purificam as pessoas em oração, é porque o autoconhecimento, a autoestima são apreciados com maior valor. Se alguém lhe puxar para baixo, largue esse puxar e siga em frente, pois o importante é você e não a ilusão que devemos valor quando pensamos que era conquista.
Não ouvimos o canto da sereia e nem o queremos nem para nós e nem para ninguém. É no ser profundo que todos somos que a voz interna se faz ouvir, a única que pode resplandecer o que somos em essência: seres de luz.