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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AVE DE RAPINA

Neste planeta reptiliano, onde o bem e o mal disputam o mesmo espaço, vemos o alvoroço que faz as pessoas se preocupar com o momento em que vivem. Os confrontos de rua em Caracas, Kiev e Rio de Janeiro, ultimamente, mostram claramente que não há um regime político que dê estabilidade e garanta o suprimento de todas as necessidades humanas.
Seria, sim, modificar o paradigma de consciência planetária onde não houvesse mais a separatividade nem a competitividade em todos os grupos sociais, inclusive nos grupos familiares, onde a separação de casais é algo irreversível nesta conjuntura social.
Tudo tende a acabar, no entanto a Terra possui duas humanidades distintas, a maioria vivenciando a experiência de vida centrada no crânio reptiliano. As aves de rapina se alimentam dos répteis, pássaros e peixes.
No samba interpretado pelo cantor Benito di Paula há uma visão espalhada no horizonte aberto e os cismares surgem quando surge a ave de rapina que vem em busca de alimentos, algo está prestes a acontecer.
Não há definição do que está pairando no ar, apenas um pressentimento, machuca a mente, por um instante, como diz a canção. Ora, se não sabemos o que está acontecendo já é uma grande coisa, pois não estamos ligados a esse desconforto.
Os noticiários dos jornais e da televisão são instrumentos que espalham o medo quando a referência é morte, assalto, escândalos na política e no governo, confronto de população com a polícia e outros desaires que não é bom comentar, pois estamos em outra alternativa do viver onde sentimos a felicidade.
A aura poética se desdobra na letra da canção e podemos senti-la com a fome e a sede saciadas, indícios de proteção: “eu vou mandar embora, vai nascer a aurora sem nos preocupar, não vai ser preciso a gente suspeitar.”
Na caminhada em direção ao destino que escolhemos, não olhar para trás é condição primordial de aceitação.
“Deixai os mortos enterrar os mortos” é uma citação que fazemos de um ser multidimensional que no momento está nas Plêiades, especificamente em Alcione, o sol das Plêiades, e em Sagitário, centro da Via-Láctea, fazendo-nos lembrar da profecia de Nostradamus para os tempos atuais: “a luz retornará pela seta de Sagitário”.
“Os selos do Apocalipse, anunciando o final dos tempos, foram abertos: a descoberta do rompimento da camada da magnetosfera, realizada por aeronaves da missão Themis da NASA, nos idos de 2007, e aquele astro intruso em viagem de aproximação ao planeta Terra, o planeta Elenin, romperam, neste mês, as camadas de magnetosfera, ionosfera, heliosfera que estavam isolando a penetração dos raios adamantinos, os raios-gama dos cientistas.” – In ABERTOS OS SELOS DO APOCALIPSE – Blog Fernando Pinheiro, escritor – Post de 22 de junho de 2012.
“No momento em que o sistema solar, que envolve a Terra, está mergulhado no grande oceano astral, a denominada camada de fótons de Alcione, uma das 7 Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se completa nos idos de 2012, segundo a previsão dos cientistas, com a permanência de 2.000 anos, nesse anel ou cinturão de Alcione, ou ainda a onda galáctica, evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos sobre a realidade em que vivemos.
A confirmação científica dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hese, José Comas Solá e Edmund Halley de que “o sistema solar gira em torno da estrela Alcione” é a prova irrefutável do que está acontecendo no Universo.” – A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA – Blog Fernando Pinheiro, escritor – Post de 21 de novembro de 2012.
A águia é o símbolo do poder, esta afirmação nós a tivemos quando sonhamos, dentro do sono, com uma águia descendo das alturas para os nossos ombros, no dia seguinte em que fomos eleitos presidente da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, com um detalhe que nos distingue, com muito orgulho, fomos elogiados em solenidade no Auditório da Presidência do BB, em Brasília, em discurso proferido pelo presidente interino Synval Guazzelli, que governou por duas vezes o estado do Rio Grande do Sul, o último estadista a presidir o Banco do Brasil.
Ave de rapina, no sentido em que a música sugere, é a rapinagem ou o roubo, como vemos acompanhando, nos meios de comunicação, a lapidação do patrimônio público convertendo-se em riquezas pessoais. Não as comentamos, pois há bastante matéria a respeito e não é a nossa praia.
A nossa praia é a transição planetária, os amores que o destino nos dá em nossos momentos de enlevo e elevação à nova consciência planetária que está surgindo nos corações dos humildes neste alvorecer que a canção diz.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SEDUÇÃO

Como dissemos na crônica O CANTO DA SEREIA – 11 de janeiro de 2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor, o termo etimológico sedução vem da junção da palavra sed (doença/entorpecimento) com a palavra ducere que significa conduzir.
A sedução nasce do pensamento em direção da pessoa escolhida e retorna com a bagagem que buscou, isto não quer dizer a sedução provocou a conquista, esta pode até nem existir mas tem a resposta adequada.
Os pensamentos estão nos princípios quânticos e, por ser energia, têm velocidade, coloração, densidade ou leveza em expansão e fluem em sintonia com a corrente magnética ou faixa vibratória equivalente ou correspondente.
Quando pensamos em alguém se estabelece no espaço essa energia que corre no espaço em direção do alvo escolhido, e por conter sentimento de sedução, retorna acompanhada daquilo que a pessoa seduzida tem, sempre com cargas que terão uma repercussão em quem a emitiu.
Assim uma pessoa que viu outra pessoalmente ou em fotos da internet e pensando que essa pessoa é aquilo que a exteriorização mostra, recebe de volta as energias em que estão com a pessoa-alvo. É por isso é perigoso, buscar o que não se conhece. Até mesmo um simples curtir no facebook já se estabelece sutilmente uma ligação.
Quem já está centrado em seu ser profundo, com os centros energéticos interligados em sintonia com o coração, os chacras iluminados, não atira para todos os lados buscando a conquista amorosa. Se cair na onda de busca de alma gêmea, tão comum e divulgada na internet, certamente terá o desequilíbrio desses centros.
Conforme o estado em que se encontra, pode ser modificado na hora em que essa onda vibracional se acoplou em seu campo magnético ou pode ser afetado em sintomas que geram distorções mentais. Depende de cada um estabelecer a forma como lidar com os embaraços que surgem com as energias que não lhe pertencem.
Do mesmo modo, aqueles milhões de pessoas que já vivenciam a consciência planetária unificada ao entrar no esquema da matrix que estabelece a separatividade, certamente retorna à densa atmosfera psíquica em que estava anteriormente. Esta flutuação existe nestas duas humanidades (1 bilhão e 6 bilhões de habitantes do planeta) que vivem e se interligam mutuamente.
A vigilância interna tem que ser constante porque um menor descuido pode acarretar desequilíbrio emocional. Não discutir nunca, não comentar as fofocas que correm por aí, não criticar nem julgar nada e ninguém, nem a si mesmo para não cair em sentimento de culpa.
A sabedoria que vem dos Ganges “não buscar nem fugir” é uma alternativa salutar como também o próprio silêncio da alma em que não há nenhuma busca a caminho, sem pensar, que está se encaminhando para o samadhi. A crônica O CHI DO TAO – 8 de janeiro de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, que contém analogia de ideias da música Decisões, de Roberta Miranda, é muito importante.
Os seres afins se atraem e se juntam na similitude em que vivem. No dualismo humano, os bons atraindo os bons e os maus atraindo os maus. Numa concepção errônea, os meios de comunicação colocam notícias em desencantos como se todas as pessoas estivem vivenciando os desencantos.
A sedução é para quem não conhece a etimologia da palavra (sed) doença ou entorpecimento (ducere) conduzir. Aí correm as energias do pensamento em direção daquilo que ainda não conhecemos em sua essência. No entanto, se houver identificação dos amores que sonhamos, então, a sedução vira conquista.
Pode haver uma aparente conquista nos casos de amor em que o amor passa a ser mais um caso, sem definição estável que tenha uma duração maior. Neste caso, prevaleceu a atração de interesses afins que podem ser meramente a nível do corpo, sem a nudez do próprio corpo que não se restringe apenas à região pélvica. Há liames que se interligam, aproveitando o dito popular: sexo é cuca.
Conquistar o corpo da pessoa amada apenas por momentos fugidios, será que vale a pena, se a conquista não se realizou? Há o risco de surgir arrependimento e culpa que sempre colocará a pessoa para baixo. Não é isso que queremos para nós e para ninguém.
Vivenciemos o amor do nosso coração. Caminhemos com leveza.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

SEGURANÇA

No balneário às margens do Mar Negro, Sochi, Rússia, foram abertos, no dia 7 de fevereiro de 2014, os Jogos Olímpicos de Inverno, com destaque para as competições de esqui alpino e biatlo por estar numa região vizinha ao Cáucaso onde estão localizadas Daguestão e a Chechênia que sempre lutaram contra a Rússia e a diante da possibilidade de atentados, o presidente Vladimir Puntin determinou o uso do crachá nesse balneário. Essa é uma região militarizada.
Em nossa área de narrativa histórica, salientamos que o Serviço de Vigilância do Banco do Brasil, criado nos idos de 1942, na gestão do presidente João Marquês dos Reis, e o sistema de identificação individual, mediante o uso do crachá, implantado em outubro de 1987, no Edifício SEDAN - Rua Senador Dantas, 105, na cidade do Rio de Janeiro, são medidas de segurança que protegem o patrimônio da Empresa, a segurança dos funcionários e a dos contratados, bem como a dos visitantes que têm necessidade de ter acesso a dependências do BB. Hoje o crachá é eletrônico.
No sentido bem mais amplo, a nível nacional, vale transcrever as palavras de nosso confrade Geraldo Magela da Cruz Quintão, membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, ministro da Defesa (24/01/2001 a 03/01/2003), ao ensejo da abertura do Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de CT&I de Interesse para Defesa Nacional, realizado em 26 de novembro de 2002, em Brasília, in verbis:
“Como pode ser depreendido, segurança não pode ser associada somente ao efeito resultante dos atos do uso da força derivados das capacidades militares, mas conformando-se também na adoção de medidas de proteção no campo social, do meio ambiente, econômica, da diplomacia, e do segmento científico.”
Quanto a capacidades militares, destacamos a atuação de nossa amiga do facebook, a piloto Ana Fernandes que dirige com destreza e habilidade a aeronave Dassault Mirage prefixo 2000C 4943, de fabricação canadense, da Força Aérea Brasileira.
James Lovelock, autor da teoria revolucionária denominada Gaia, a Terra, um superorganismo, disse nos idos de 2007, que o aquecimento global é irreversível, com a previsão da morte de 6 bilhões de pessoas neste século [UOL – Rolling Stone – 14 de novembro de 2007]. Depois, em outra ocasião, o cientista falou que exagerou na notícia alarmante.
Há outros cientistas que contestam que não há aquecimento global. Anteriormente, dissemos que a cadeia de vulcões que compõem o Cinturão de Fogo do Pacífico está todo aquecido e alguns desses vulcões nessa extensão área, que se espalha em vários continentes, estão em erupção, isto é a prova de que há aquecimento global.
Notícias alarmantes as ouvimos diariamente pelos meios de comunicação sempre divulgando desencantos que fazem as pessoas ficar preocupadas, com medo, aumentando os sintomas de psicose de grande parte da população.
O único lugar seguro é dentro de nosso coração na vivência do que somos em essência, luz, que não deixa a sombra penetrar por um princípio da Física quântica, pois a luz é energia que está em expansão. Fixemo-nos em nós mesmos e não demos mais peso e referência a essas notícias que nada tem a ver com o nosso mundo íntimo que já transcendeu a essa barreira da dualidade humana onde a separatividade existe. Libertemo-nos dessas algemas.
A dimensionalidade se expande em nosso ser fazendo com que a consciência planetária em expansão em qualidade de pensamentos, Gaia, se estabeleça em grande egrégora que elimina as densas camadas de vibrações espalhadas pelos meios de comunicação.
Não nos liguemos a notícias em desencantos nem tampouco demos ouvidos a boatos, intrigas, comentários, inclusive na internet, que possam nos colocar para baixo, se assim os atrairmos para dentro de nós. Não é a notícia que nos faz assim, somos nós que a alimentamos pela identificação do que trazemos conosco.
A doença mental é sempre desenvolvida pelas próprias energias mentais do paciente, embora tenha estímulo das vibrações mentais deletérias das pessoas que as circundam na esfera física como nos espaços ocupados pela sombra que está sendo erradicada na transição planetária.
A segurança é sair do ego, do dualismo humano, do apelo religioso que contém esse dualismo e nos integrar a nós mesmos pela essência do que somos, essência que se conecta com a fonte.
Reafirmando esse pensamento, vale transcrever os parágrafos da crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor, a seguir:
A nosso ver, o sinal do fim dos tempos desta civilização, na superfície da Terra, é o aquecimento do Cinturão de Fogo do Pacífico, onde se concentra uma gigantesca cadeia de vulcões, espalhada por continentes, agora completamente aquecida, ameaçando o surgimento de sismos, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, em cataclismos planetários, em proporções catastróficas.
No entanto, o final dos tempos somente a fonte sabe.
Antes que isto ocorra, vamos desenvolver a nossa vibração, enriquecida em 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria, sem críticas a comportamentos alheios, recolhimento interior, buscando as lições da natureza, fixando o pensamento na imortalidade de nosso ser mais profundo, revestido da luz que resplandecemos, e, principalmente, nossos corpos sutis alinhados à fonte onde se irradia toda a luz.
Em clima de emergência, ao invés de preocupação, propomos abandonar-se à Luz (entregar-se à Luz), mediante a postura do orai e vigiai, sem temor algum; ajudar somente se for solicitado, não ter apego a pessoas ou coisas, não tentar convencer ninguém a nada, não olhar para trás para ver as cenas de nostalgia e saudade, deixar os mortos enterrar os mortos e manter a alegria como vibração constante em nosso coração.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

QUANDO EU FOR, EU VOU SEM PENA

Imagens ideoplásticas surgem na voz de Chico Buarque no samba Quando eu for, eu vou sem pena, de Paulo Vangolin (1924/2013), compositor, médico, ex-diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - USP, onde trabalhou por 4 décadas.
Na música há uma despedida de um relacionamento com a morena que estava tão necessitada de cuidados: “açucena delicada sem a mão para lhe cuidar, curva de rio sereno sem proa pra navegar, e tanta beira de estrada sem um moço pra pousar.”
No dualismo humano, a açucena está associada à tristeza pela perda da pessoa amada ao mesmo tempo nos remete à mitologia grega onde vemos o deus Apolo ostentando altivez, graça e elegância. Os lírios e as açucenas brancas simbolizam, distintamente, a pureza, assim a música nos leva a contemplação do ser profundo que todos nós somos, independente das circunstâncias que nos circundam.
A vida de casal é a mais bonita de todas as vidas em relacionamento, o rompimento surge no clima da consciência planetária, que está indo embora da Terra, arrastando tudo para a separatividade. Muitos fatores contribuem para expansão, tais como a busca de um preparo e emprego que garanta o sustento tanto do homem como da mulher, a incerteza da proteção de direitos que muitas vezes são adquiridos à custa de sacrifício e a idas a tribunais.
O reduto do lar, onde o casal (homem e mulher) tem a oportunidade de participar de convivência salutar, é infestado de pensamentos que vêm da rua trazidos por eles mesmos, é a oficina de trabalho que se muda mentalmente por onde vão. E ainda tem a penetração de pensamentos da esfera espiritual, que queiram acreditar ou não, existem pela afinidade de atração. Isto é sempre uma ameaça na separação.
No acúmulo de energia dessa consciência planetária dissociada, onde todos os ambientes estão infestados, basta ter uma televisão ligada e as vibrações surgem para influenciá-los. A educação hedonista em que o mundo vive não permite que a simplicidade seja o fator que inicia a transmutação.
A mulher da canção é curva de rio, ela que tem curvas no corpo, as mais belas curvas que o mundo conheceu, aqui neste nosso mundinho de ôba, ôba, lá fora, nos mundos felizes, a mesma mulher ganha conotações profundas de beleza que nunca este mundo conheceu, apenas em momentos de beleza quando a espiritualidade se faz presente.
O homem veio ao mundo para levar a mulher a esses mundos felizes assim como a mulher o leva também, em simbiose perfeita, como na dança, no mesmo passo cadenciado. Não largar a mão na dança é o segredo da união dos casais.
A mulher da canção é “rio sereno sem proa pra navegar”. Os navegantes do rio São Francisco usavam as carrancas na proa das naves para espantar as assombrações, isto vem desde os tempos remotos quando eram empregados uma figura humana ou mitológica sempre com o objetivo de proteger as embarcações.
Ainda na canção é revelado que há muito chão a andar pelos caminhos da vida e a moça que ele tanto gosta "sem um moço pra pousar" que poderia ser ele mesmo. Pousar porque ela é avião, mas poderia ser um moço para posar nua, se entre ambos não existisse a influência da consciência planetária atual que estabelece a separatividade, ressaltando que mais de 1 bilhão dos 7 bilhões já consegui ascender à consciência unitária.
Ele se doou, não esperou doação, e o pensamento flui para frente numa situação que o colocará numa caminhada futura quando for embora não sentirá pena e quem vai ter pena é quem ficou. Aliás, não devemos lamentar nada. O tempo irá responder o que não podemos dizer.
Mesmo na separação o nosso amor deve prevalecer, embora não possamos demonstrar isto pessoalmente, mas os pensamentos viajam e servem de proa para a pessoa amada, quando houver receptividade, embora distante.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

VIRÁ QUE EU VI

Assim como o canto de Caetano Veloso anunciou para o futuro a chegada de um índio descendo de uma estrela colorida e brilhante, assim também virá o cantor dos Timbiras que já espalhou pelos quatro cantos do planeta “a minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”, os versos mais conhecidos da língua portuguesa.
A luz poética virá das estrelas, fará um mergulho em águas maranhenses e subirá num jato de água e de luz, formando um arco-íris que o envolverá ao redor, projetando uma luz iluminando os caminhos de seus homenageados que já foram a maioria da população brasileira, agora dizimados para dar lugar à cobiça dos exploradores.
Cantor da natureza, o espírito dos pássaros o acompanhará alegrando toda a fauna brasileira em gorjeios e cantos sutis, a floresta que ainda resta despertará em seu espírito central, onde se concentra as divindades que protegem os descendentes do povo africano e são referenciados no carnaval: Oxumaré, Ogum, Iansã, Iemanjá, a rainha do mar.
Quem tiver alinhando na consciência do amor verá um novo tempo que já surgiu, cantado pelo cantor dos Timbiras, nada de exótico, apenas o óbvio que não precisa de explicação, mas que repetimos aos retardatários do caminho os quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Um índio, canção de Caetano, pode ser o cantor dos Timbiras que teve as águas como repouso de suas lutas por um mundo melhor e ressurgido no cântico da mídia que faz ecoar a voz de quem “virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi, apaixonadamente como Peri, virá que eu vi.”
O homem símbolo dos esportes nos Estados Unidos e a paixão de Peri por sua amada vieram na lembrança da canção e pensamos no amor do cantor dos Timbiras que ele mesmo nos diz:
“Celeste emanação, gratos eflúvios
Das roseiras do céu; bater macio
Das asas auribrancas dalgum anjo,
Que roça em noite amiga a nossa esfera”.
Depois ele foi se encantar em águas maranhenses e ressurgir como ressurgem os bem-aventurados na própria luz que o fez resplandecer em corpos sutis aos mundos felizes onde ele colocou o pensamento antes mesmo de partir, volta na evocação sublime do seu canto.
Enquanto ainda não está extinta a última nação indígena, podemos ver que apenas 0,3% da população brasileira é constituída de índios, a menor parcela étnica do Brasil. Na consciência planetária dissociada está inserida a separatividade, assim fica difícil os poderes públicos proteger as minorias, embora haja muito coisa escrita no papel.
A transição planetária é a realidade que vem nos sinais do céu, a onda galáctica cobrindo o nosso sistema solar, observada pelos cientistas como os raios adamantinos ou raios-gama vindo sutilmente das Plêiades.
Sabemos que existe a presença em nosso planeta de observadores do caminho em que a Terra, como hotel planetário, ganhará mais uma estrela. São os arcturianos, venusianos, vegalianos e outros também importantes, como é sabido por milhões e milhões de pessoas. A luz que eles projetam ilumina Gaia, sem perder de vista que a luz crística é a maior de todas. Gaia também é nome do samba-enredo da Escola de Samba do Salgueiro, a nossa preferida para o carnaval de 2014.
O paradigma social terrestre está mudando porque está havendo a separação do joio e do trigo, há dois mil anos anunciados para os tempos que iriam chegar e já chegaram, assim como diz a canção Um Índio, de Caetano: “virá que eu vi”.

sábado, 25 de janeiro de 2014

VOO

A aerodinâmica fez com que os homens impulsionassem às alturas os aparelhos em voos dirigíveis, vejamos que, nos idos de 1938, a empresa Syndicato Condor, de nacionalidade alemã, realizou a primeira conexão nacional de voos em território nacional e hoje, nos céus do Brasil, a piloto Ana Fernandes, a nossa amiga do facebook, dirige com destreza e habilidade a aeronave Dassault Mirage prefixo - 2000C 4943, de fabricação canadense, da Força Aérea Brasileira.
Na ciência em que se sobressaíram a teoria da relatividade, de Einstein, e o Princípio da Incerta, de Heinsenber, a nave espacial New Horizons da NASA está chegando a Plutão, planeta que tem 10 luas. Se a chegada acontecer à noite, haverá a iluminação de algumas luas por lá porque as outras estão em viagem cíclica ao redor do Sol.
Segundo o palestrante Hélio Couto o relacionamento está hoje muito complicado porque está debaixo do Princípio da Incerteza, de Heisenber, que diz que “a gente não pode ter a posição da partícula e da velocidade ao mesmo tempo.”
A posição da partícula implica em tempo, corroborando com o palestrante, este sim é o grande vetor da separação de casais, familiares e grupos sociais. Assim como as partículas, prestigiadas pelos princípios da Física Quântica, os seres humanos e tudo está em movimento, pois todo o Universo está em expansão.
Os casais que não se acompanham, não se comunicam, não se interagem, motivadas por diferenças que o tempo estabelece por fatores culturais e sentimentais, sem dúvida, irão se despedir: um ficará e outro vai voar.
Assim como a semente requer um tempo para germinar e florescer, o tempo também está nessas modalidades nos casais que buscam se conhecer mutuamente. As pessoas nem se conhecem intimamente e intimamente se conhecem por outras formas de contato, cria-se uma dicotomia, isto porque os interesses entre ambos são diferentes, a união sexual não une os dois se não houver o fator predominante chamado tempo.
Somos a favor do namoro e do carinho. Será que alguém pode ser feliz sendo unicamente objeto do prazer? Onde estão os sonhos, os planos, as viagens que levam a grandes voos, tanto no turismo, quando nas realizações pessoais?
É difícil romper esse paradigma em que todo o planeta está envolvido em relacionamentos que levam aos dissabores, tristeza e separação, mesmo havendo intenso trocar de beijos, em horas fugazes, que se desmancham na constatação de que o outro ficou para trás quando pensamos em avançar em crescimento interior ou de alma que não é mais um cantar de poetas mas o reconhecimento da ciência que veio ajudar a humanidade a crescer.
Mesmo o amor de pele, se não houver a continuação dessa química, irá desaparecer nessa parceria frustrada que o impulso sexual os uniu em momentos que acabam até mesmo nos ápices do calor de cama.
O importante é acompanhar o pensamento científico que está desmitificando tudo: aquele que não acreditava em Deus antropomórfico, criado pelo dualismo humano, fez o mundo inteiro acreditar que tudo é energia. E nós, seres humanos, somos energias subordinadas aos mesmos princípios que estabelecem a evolução do existir ou melhor dizendo: a expansão do Universo.
O paradigma humano estabelecendo a separatividade e a competitividade está indo embora do planeta Terra pelas vibrações mentais daqueles que já se descobriram e revelam a transparência do ser profundo, que todos nós somos, nos relacionamentos amorosos, de acordo com o paradigma que estabelece a posição inicial e o momento (massa e velocidade).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

PAREDE DE VIDRO

A cena é ambientada na casa dos pais de Linda quando começa a falar a palavra socorro e tudo fica mergulhado na expectativa e, a seguir, dá ao início de seu desafogo comovente que durou quase sete minutos: "vocês não sabem o que eu sou. A vida toda. Presa. Presa dentro do meu corpo. Presa. É como se tivesse uma parede, parede de vidro entre eu e vocês. Parede de vidro.”
A voz de Linda (Bruna Linzmeyer) deslinda os enigmas do caminhar. Ela estava confinada nessa parede que a separava do mundo, nos arcanos mitológicos gregos, ela saiu da caverna de Platão e, na superfície da terra, viu o sol, conquistou a liberdade. Mas, ela atribuiu ao Rafael (Rainer Cadete) esse despertar.
Antes havia um desnível de vibrações emitidas e vibrações sentidas entre ela e seus familiares, com a chegada de Rafael essas vibrações passaram a fluir no mesmo nível de igualdade. Nesse entendimento, já é possível estabelecer aqui a presença do amor. Linda se dirigiu aos pais e pede que o Rafael não seja mais mandado embora. E a família (pai, mãe, irmão) compreende a situação e pede desculpas a ela.
Este foi o ápice da mídia ao revelar o amor não mais ligado a esfera de uma simples emoção de casais ou a laços consanguineos, quebrou-se a camada de conceitos que a humanidade terrestre vem adotando há eons de milhares de anos, divulgando o amor condicional que aprisiona e reflete sempre, após os encantos da primeira hora, os desencantos que levam ao sofrimento e dor.
As definições estreitas do amor que os livros, filmes, jornais e revistas divulgam são aceitas pela sociedade que acolhe como verdadeiras, mas no íntimo todos tem o direito de revelar o que é o amor, como fez Linda.
Dentro da consciência fragmentada em que o planeta Terra vive, transitoriamente, o amor atua nesse campo em que a separatividade e a dualidade têm os seus domínios de espaço, resultando sempre as uniões de casal e de familiares desfeitas. Uma pessoa amorosa, nessa consciência fragmentada, é vista por aqueles que não a entendem como fácil de ser usada e manipulada.
O amor não é domínio ou cerceamento, ao contrato é o elemento libertador. As pessoas têm o direito de despertar o seu poder interior e não permitir a manipulação que as escraviza. A manada é controlada pela matrix tanto aqui como do outro lado da matrix, isto presenciamos em sonhos.
Vale salientar que não estamos estimulando o namoro entre pessoas que são portadoras de autismo ou mesmo entre pessoas não autistas porque dentro da consciência trina em o que planeta vive o amor é sempre condicional, vivência em que estão 6 bilhões de habitantes e apenas 1 bilhão que vive o amor incondicional.
Assim sendo, é compreensível a atitude anterior da família de Linda em não quer que ela namorasse, pois o celibato saudável a protegia contra esses desencontros daqueles que pensam que o amor é só isso que eles pensam, aliás as mulheres são bem inteligentes quando dizem que "os homens só pensam naquilo."
Na relação de casal em que há desentendimento, provocado sempre por crítica e julgamento, a separação surge como postura de viver mais adequada e, nessa circunstância que arrasta a solidão e a saudade, vem eclodir lembranças que definem sentimentos de culpa, o grande vetor que engendra a depressão, a doença que mais cresce no mundo.
As pessoas têm que se valorizar e se honrar, inclusive no corpo físico que não deve acolher emanações psíquicas deletérias, mas o que se vê é apenas a preocupação de usar a camisinha.
O celibato saudável tem grandes benefícios, principalmente porque é um encontro consigo mesmo, uma oportunidade de escolha de caminhos, aqueles que a mídia diz ser o amor, ou o amor visto na consciência unificada em que a Terra está alcançando em ascensão vibracional em número sempre crescente, pois vemos a luz crescer no planeta.
O nosso caminhar é alcançar, hoje ou no decorrer dos evos, a multidimensionalidade, a característica dos seres que habitam Arturius, Sirius, Vênus e demais mundos felizes espalhados em nossa Via-Láctea.
O amor de Rafael, reconhecido por Linda e depois pelos demais entes da família, veio nas ondas mentais que viajam de dia e até de noite, quando dormimos, revelando encontros nos sonhos. Naturalmente, esse romance de amor foi alimentado nessa atmosfera onde não há interferência humana, desde que o nosso ser profundo se manifeste.
A parede de vidro é um símbolo que atesta a realidade dos amores que não se encontram intimamente, a nível de interiorização de alma, pois sem isto todo o pegar de corpos físicos tende a ser desfeito até por um motivo banal que vem a ser a gota d´água.
Sentimos uma luz projetada ao mundo na voz de Linda que a novela Amor à Vida, da TV Globo exibiu, no horário das 9 da noite, em 23 de janeiro de 2014. Os demais personagens terão que aprender muito com a Linda que nada tem de distúrbio mental, as aparências vão enganando quem não quer aprender consigo mesmo.
Assim como acontece entre os radialistas de jogos de futebol, perguntando entre eles, quem é o craque do jogo, apresentamos nesse interrogar que a personagem Linda (Bruna Linzmeyer) é a nossa favorita da novela de autoria de Walcyr Carrasco em que revela que foi inspirado na autista Carly Fleischmann.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A SAGA DE AGOTIME

A clã de Daomé foi laçada à rede e empurrada nos porões do navio negreiro que ancarou no Maranhão, a terra de Lisboa Serra, o presidente-fundador do Banco do Brasil, antes tinha sido ele o cantor do luar de Coimbra, “Coimbra dos doutores pra nós os seus cantores a fonte dos amores és tu.” – [Coimbra – Amália Rodrigues].
A saga de Agotime, Maria Mineira Naê foi levada para o Sambódromo do Rio de Janeiro, no carnaval de 2001, na voz do Neguinho da Beija-Flor que puxou o samba-enredo da Escola para a Avenida, esse canto repercutiu em São Luís do Maranhão.
Maria Mineira Naê ganhou enredo de escola-de-samba e a nossa admiração ao lançar os seus jogos divinatórios sobre o futuro do mundo. Naquela época era o tempo da escravidão, hoje a escravidão continua em outras roupagens e não é apenas local ou nacional e do mundo inteiro por causa da consciência planetária dissociada que não tem condições de libertar o homem de suas amarras.
Na luz dos Voduns, religião tradicional cultuada na África Ocidental (Nigéria, Gana, Daomé, atual Benim), Maria Naê viu o mundo escravizado por feitiçaria vagando em tormentos que esse paradigma milenar transmite a multidões: “Diz seu vodum que do seu culto um novo mundo renasceria, vai seguindo seu destino (de lá pra cá) sobre as ondas do mar o seu corpo que padece (bis). Sua alma faz a prece pro seu povo encontrar.”
Há muitos caminhos que indicam a direção que seguem (de lá pra cá) naquele nascer de novo que Nicodemos, doutor da lei em Jerusalém, desconfiava existir e que foi revelado de forma clara e sucinta pela luz crística que hoje se encontra no centro da Via-Láctea, e que está voltando à Terra, cumprindo as profecias de Nostradamus: o retorno da luz pela seta de Sagitário.
A Beija-Flor enfatiza que no culto de fé de Maria Naê “um novo mundo renasceria”, esse novo mundo está renascendo com a mudança de paradigmas em que a população terrestre vive. A nossa fórmula prática é através de 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Mas admiramos os esforços que os semeadores da Seara, imensa e fecunda, apresentando meios para essa mudança. Sabemos que é complicado porque as franjas de resistência ou zona do conforto estão sedimentadas, em nossa cultura materialista, não permitindo uma nova visão.
Paulus, aquele centurião romano que se conectou com a luz crística, com apenas um pensamento, quebrou o paradigma e o seu servo foi curado. Fizemos a narrativa deste episódio na obra JESUS, LUZ DO MUNDO, inspirado no Canto III da obra Anchieta ou O Evangelho nas Selvas, de Fagundes Varela.
Por que aconteceu isto com Paulus? A Física Quântica explica, assim como explica porque a lagartixa-doméstica-tropical caminha, sem cair, pela parede das casas: as moléculas da lagartixa se unem com as moléculas das paredes, atração do vácuo quântico, o efeito de Casimir. A ciência comprova que a matéria é energia condensada.
É questão de conexão com a partícula do átomo que se une com outras partículas, formando as moléculas e as ondas de probabilidades, com movimentos de ida e volta, é o mesmo processo que faz uma pessoa falar, ver e ouvir outra em outra parte do mundo, usando o celular, a televisão e as torres de controle das aeronaves espaciais que lançam objetos voadores em direção da lua e de Marte e de outros planetas próximos à Terra.
Tudo é energia e tudo está conectado, a visão de Einstein revolucionou o mundo, e o mais empolgante é que a energia está em expansão. Como o pensamento é energia e se expande, haverá sempre um retorno do que emitimos. A feitiçaria está quem está ligado à feitiçaria, inclusive dando peso e referência, Maria Naê não se ligou a isto e lançou o olhar para o seu povo, fazendo uma prece para libertá-lo.
Essa energia da prece, une-se à energia que está no ar, formando uma egrégora de luz que elimina a antimatéria dos cientistas, no caso do enredo samba, as feitiçarias que Maria de Naê viu. Liguemo-nos à luz e a luz surge, este é o segredo descoberto pelos cientistas e há muito tempo revelado naquelas paragens longínquas da capital do Império romano (Caput Mundi).
O povo ainda homenageia Ana Jansen e suas histórias de carruagens andando pelas madrugadas nas ruas de São Luís do Maranhão e no Parque dedicado à memória dela. Tudo é registro e fazemos o nosso lembrando que a prece de Maria Naê é comovedora como qualquer prece, isto sim é energia de qualidade que se irradia pelo espaço.

domingo, 19 de janeiro de 2014

FINAL FELIZ

A narrativa é pertinente à cena levada ao ar pela TV Globo, no dia 18 de janeiro de 2014, e seguintes, na novela Amor à Vida focalizando o casal de personagens Linda e o namorado e, para melhor compreensão, relembramos, em dois parágrafos, as cenas anteriores, comentadas na crônica O BEIJO DA BELA - Blog Fernando Pinheiro - 30 de dezembro de 2013:
Na novela Amor à vida, levada ao ar pela TV Globo, há uma cena em que Rafael (Rainer Cadete), advogado do Hospital San Magno, e Linda (Bruna Linzmeyer), portadora do síndrome de asperger, um tipo de Autismo mais brando, são fotografados, pela irmã Leila (Fernanda Machado), se beijando em praça pública, a iniciativa é da moça que recebeu estímulo da irmã.
O personagem Rafael, que passa ao público o devotamento à pessoa amada que não mede esforços para a conquista se afirmar a cada vez mais, nesta cena entra em maus lençóis, quando é denunciado por Neide (Sandra Corveloni), mãe da Linda, com a acusação de que ele seduziu uma incapaz. Houve apenas um beijo, um beijo puro na opinião do rapaz.
Ao sair da prisão Rafael foi em direção da casa da Linda mas é impedido de entrar pelo irmão de dela, Daniel, vivido no papel do ator Rodrigo Andrade, não o deixa entrar e desfere-lhe um soco e Rafael cai, levanta-se e disse que não irá desistir de se encontrar com a Linda, em seguida segue outro rumo.
Em casa a Linda tem o pressentimento de que Daniel está por perto e manifesta desejo de o encontrar mas é dissuadida por sua mãe Neide (Sandra Corveloni) que lhe disse não haver ninguém a mais na casa.
No post de minha amiga Cleide Andrade Fernandes compartilhou a foto de Cassia Oliveira com Vishal Agrawal e outros 70 pessoas, há 17 horas “Boa tarde... Fica combinado assim: eu te ensino o meu mundo e você me mostra o seu”, há o retrato do casal de braços abertos, tocando-se nas mãos, fizemos o seguinte comentário:
Alguém assistiu à cena de hoje em que aparece a Linda? O drama vivido hoje pelo namorado me interessou porque é um conflito em obedecer à lei (crime por sedução de incapaz) ou obedecer ao coração, entrando em choque com os familiares da moça e estar em conexão com a personagem Linda que precisa desse amor para viver. Alguém tem alguma ideia a respeito do que a TV Globo levou ao ar neste sábado na novela Amor à Vida? O que você acha? Recebemos o curtir de Fernanda Franco e Lázara Rabelo.
A nossa opinião é que devemos viver a nossa vida e não viver a vida que os outros pensam que devemos viver. Quem sabe de nós somos nós e não os outros que buscam o domínio sobre nós, no caso o conflito da família com o amor dos namorados, considerado ilícito.
Não temos a opinião recente do psiquiatra que cuida do caso da Linda a respeito do namoro inocente e perseguido entre Linda e Rafael, mas nos referimos anteriormente:
Na crônica SÍNDROMES – 27 de junho de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor, abordamos o tema dessa personagem, iniciada da seguinte forma: “Toda pessoa precisa de independência, mesmo sendo autista", disse o psiquiatra Renan, papel do ator Álamo Facó, referindo-se à asperger Linda, personagem interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer na novela Amor à Vida da TV Globo.
Temos abordado em nossas crônicas a respeito da importância dos casais serem independentes em todos os sentidos. O que predomina nesta questão é a abordagem que a personagem Linda não tem, na opinião da mãe e do irmão, o direito de escolha, característica que a levaria ser livre. Os familiares, mãe e irmão de Linda, não prestaram atenção do que falou o psiquiatra Renan, repetindo: “toda pessoa precisa de independência, mesmo sendo autista.”
No lance anterior da novela, o namorado Rafael, quando estava na casa deles, disse que a Linda nunca tinha visto os pais se beijarem e logo a mãe de Linda retrucou: “não nos beijamos para não dar mau exemplo.” O beijo é um sinal que um casal de namorados estão juntos, esta é a nossa opinião.
É simples a resposta neste questionamento: nada impede que o nosso coração deixe de amar, pois amando, mesmo de longe, a energia dos nossos pensamentos ganha espaços e vai onde está a pessoa amada, independente de estarmos presentes fisicamente.
Nos capítulos seguintes, Rafael, o namorada da Linda, fala com os pais dela e a pede em casamento. Como advogado, ele sabe que ela não pode casar porque é intelectualmente incapaz e é combinado entre eles que haverá o casamento apenas no religioso e ele recebe o convite para morar na casa dos pais de Linda, após a cerimônia religiosa.
A solução favorável à união do casal foi encontrada porque houve a participação da família que reconheceu os cuidados necessários de Rafael pela filha Linda e a habilidade dele em expor tudo isto bem claro que conduziu a todos a um final feliz.

sábado, 18 de janeiro de 2014

ASTRONOMIA

A Astronomia é um dos setores da ciência que mais vem alcançando destaque na mídia. Sempre há narrativas sobre os sinais do céu.
Aqui no Brasil a passagem de um cometa nos idos de 1843 foi descrita por A.F. Dutra e Mello, assunto comentado na obra BANCO DO BRASIL – LISBOA SERRA, POETA, TRIBUNO E PRESIDENTE, de Fernando Pinheiro:
Oh! Quem diz que um tal astro não possa ser
Anjo do sistema que passeia,
Visitando os domínios que dirige?
Quem diz que será cárcere errante,
Cheio d’almas de réprobos d’hum mundo,
Vivo, morto, e julgado antes do nosso?
Ninguém, certo, ninguém. Tais conjecturas
São como outras quaisquer soltas ao vento.” (2)
(2) A. F. DUTRA E MELLO – in Revista Minerva Brasiliense, n° 20, de 15 de agosto de 1844, vol. II, p. 624 e 625 – Acervo: Instituto Histórico Geográfico Brasileiro.
As elucubrações, que o poema O Cometa de 1843 sugere, são válidas dentro de uma percepção sonhadora e feliz. Sim, há cárceres errantes, como a Terra que está sofrendo os últimos tempos de confinamento e libertando-se na ascensão da consciência planetária unificada onde o dualismo humano desaparecerá.
Revelações metafísicas contemplam as perguntas do poeta, confirmadas posteriormente por Carl Jung no inconsciente coletivo. A psicofera dos planetas viajam mundos afora levando as vibrações mentais de seus habitantes. Estrelas são mundos de luz, onde o homem, um dia, na evolução divina que se estende na alvorada dos milênios, chegará revestido da mesma substância que as envolvem.
É oportuno revelar que a Astronomia clássica tem por evangelho a teoria de que os quasares – núcleos luminosos de galáxias muito distantes – possuem luminosidade superior a um bilhão de vez maior que a do Sol.
Na Via Láctea existem mais de cem bilhões de sóis. Em bilhões e bilhões de galáxias, quantos sóis existiriam? Isto nos leva a afirmar que o Universo é luz.
Na descoberta de luas e sóis, galáxias e nebulosas, poeiras luminosas que irradiam a beleza, o mundo dos poetas, revelando os sonhos, mostra a realidade tecida em túnica inconsútil.
Luas cor–de–prata, luas alaranjadas, luas azuladas, luas das cores do pôr–do–sol, luas vestidas de arco–íris, luas cor–de–mel, luas de cores e nuances, que lembram a luminosidade do olhar de cada mulher, viajam em órbitas que o homem ainda não conhece.
As teorias existentes sobre a formação do Universo ainda se debatem, umas contra as outras, simplesmente porque algumas correntes científicas não podem definir como finito o tempo e o espaço. Os mundos nascem, crescem, envelhecem, contraem-se, explodem e renascem, numa incessante transformação.
A ideia de que o Universo teria surgido há 15 bilhões de anos, numa grande explosão, define a morte das estrelas implodidas, os buracos negros. As hipóteses permanecem ainda em aberto porque estão surgindo a descoberta de novas muralhas de quasares.
Há pouco tempo, conhecíamos apenas a Via-Láctea, onde o nosso sistema solar está inserido, e a vizinha Andrômeda. Nos idos de 1996, o Telescópio Espacial Hubble capturou imagens de campo profundo revelando a existência de 3.000 galáxias anteriormente desconhecidas.
Em 14/11/2013, a Revista G1 Ciência e Saúde mostrou a fotografia da colisão das galáxias Antennae revelada pela NASA.
A Globo News - edição 14/11/2013 – revela que, segundo o Observatório Kepler, lançado em 2009, atualmente desativado, em nossa Galáxia existem cerca de 200 bilhões de estrelas.
Voltando ao nosso minúsculo ponto, a Terra sofre influência da reversão dos polos do Sol que está ocorrendo com explosões e chuvas solares e a Lua, que recebe a luz do Sol, apresenta uma auréola de luzes num círculo bem extenso, observado em muitas partes do Globo.
Ao nosso ver, a Lua está ficando encantada, ela que tanto nos encantou em prosa e verso. Leia a crônica A DANÇA DA LUA, inspirada no samba-enredo da Escola de Samba Estácio de Sá, carnaval de 1993, no blog Fernando Pinheiro, escritor.
www.fernandopinheirobb.com.br