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sábado, 13 de setembro de 2014

SERENATA

Hoje em dia a serenata está se despedindo da forma original em que foi lançada pelos brasileiros estudando em Portugal, no século XIX, notadamente os maranhenses Lisboa Serra e Gonçalves Dias, vale destacar a notícia divulgada pelo Diário As Beiras – Portugal – edição de 12 de setembro de 2014: “foi a comunidade estudantil brasileira em Coimbra que introduziu as serenatas”.
Interessante observar que nessas serenatas não havia o costume de ingerir bebidas alcoólicas, como hoje em dia se vê em toda festa em que tenha o canto e a orquestra. Nas chamadas baladas há um convite pairando no ar onde se vê bebidas e tóxicos. O próprio romantismo que envolve essas festas se dilui facilmente com a presença das pessoas que pensam unicamente em beber e ficar com a cabeça rodando.
Somos aficionados por canções napolitanas e destacamos algumas: Parla più piano, O sole mio, Non ti scordar di me, Torna a Surriento, Passione, Annarè, Caruso, Tu ca nun chiagne, Dicitencello vuie, Il canto, I´ te vurria vasà, Si Maritau Rosa, Sogno, com tanta beleza de música por que não foram os italianos ou outros povos a introduzir em Portugal, precisamente em Coimbra, as serenatas? Foi o Brasil, àquela época, brejeiro, romântico e importador.
Nos idos de 1853, quando o Banco do Brasil, sob o comando de Lisboa Serra, o presidente-fundador, abriu as portas para público e, desde então nunca mais fechou, na cidade do Rio de Janeiro, em noites de lua cheia, as pessoas se reuniam na porta de suas casas para conversar, declamar versos e cantar modinhas brejeiras. Em Coimbra e no Rio de Janeiro já era o tempo de serestas.
Esse entrosamento das pessoas, sentiu o funcionário do Banco do Brasil, Capiba (1907/1997) quando se tornou conhecido compositor de frevos, e nos legou, entre tantas outras, a Serenata Suburbana, Recife, cidade lendária: “Que é feito dos teus lampiões? Onde outrora os boêmios cantavam suas lindas canções”.
Ele mesmo disse que carregava alegria para dar e vender e as suas cirandas são de comovente beleza. Lembro-me dele, trajando terno branco, numa foto na primeira página do Jornal do Brasil, à época funcionando na Av. Rio Branco, na cidade do Rio de Janeiro, vindo do Recife, já conhecido em todo o Brasil.
A serenata existe no Brasil desde os tempos de outrora e tivemos bons seresteiros que é bom relembrar: Francisco Alves, Vicentino Celestino, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Carlos José, Carlos Galhardo, Anísio Silva, Alcides Gerardi, Francisco Petrônio, Francisco Egídio, Altemar Dutra, Jessé, Evaldo Braga, Orlando Dias, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Cauby Peixoto, Roberto Luna, Roberto Müller, Fagner, Lindomar Castilho, Nilton César, Paulo Sérgio, Fernando Mendes, José Augusto, Carlos Alberto, Wanderley Cardoso, entre tantos outros.
Até há pouco tempo, participávamos de saraus em casas e apartamentos na cidade do Rio de Janeiro, onde havia modinhas tocadas ao violão, às vezes com acompanhamento de voz, declamação de poesia por poetisas que abrilhantavam a festa, com seu perfume, doçura e elegância no vestir. Nos intervalos, tínhamos à disposição o lanche e refrigerantes, sem bebida alcoólica.
A cidade tornou-se menos segura e esse fluxo de saraus foi diminuindo e passando para os clubes noturnos, onde a presença de pessoas de terceira idade é sempre constante, alegrando o ambiente. As bandas de música tocando os grandes sucessos do passado e do presente despertam interesse do público acolhedor.
Vale destacar as festas portuguesas nos clubes sociais, onde fomos a muitas delas no Rio, que assim como nós têm a identificação das músicas e danças folclóricas. O cantor português Roberto Leal, quando estava radicado no Brasil, animou bastante essas festas, com muito sucesso. Os grupos folclóricos, vindos de Portugal, é sempre a maior atração.
De saudosa memória, é bom lembrar Francisco José e Amália Rodrigues, figuras exponenciais da música lusitana. Uma das mais belas canções portuguesas teve o original gravado por Amália Rodrigues e, posteriormente, por Dulce Pontes – Crônica CANÇÃO DO MAR - Blog Fernando Pinheiro, escritor – post de 4 e 5 dezembro de 2013.
A serenata sempre foi um deleite, apaziguando a mente convulsionada por pensamentos do cotidiano, no momento em que as empresas cobram dos empregados as metas a alcançar e a música despertando sutilmente a nossa alma para os doces enlevos.

domingo, 7 de setembro de 2014

DEMÊNCIA PRECOCE

Um dos recursos que os manipuladores de massas humanas têm para manter o controle é através do medo. Assim, nas mídias sociais, na televisão e na tela grande os filmes abarrotam o mercado consumidor induzindo sempre terror, catástrofe, em cenas verídicas e de ficção.
Além disso, o medo já se incorporou na vida cotidiana das pessoas que sempre são acometidas por doenças dos mais variados matizes. A fé no ser profundo que somos, esse ser profundo que se conecta com a fonte, é o antídoto que elimina esse campo magnético onde a antimatéria se fez presente através do medo. Em outras palavras, a luz elimina a escuridão.
Em depoimento no jornal britânico, The Telegraph, edição de 06/09/014, Jeremy Hugles, chefe-executivo da Sociedade de Alzheimer, disse que a demência por muito tempo era vista como um processo natural que atingia as pessoas mais velhas da sociedade. Ele finalizou: imagine você se alguém falar a palavra Alzheimer a uma pessoa frágil que vive num lar para idosos?
O matutino londrino revelou o resultado de pesquisa: “a demência é a doença mais temida entre aqueles com idade entre 55 anos ou mais.” Sem dúvida, o medo exacerba os sintomas da doença.
A demência precoce, atingindo também os mais novos, é causada por excesso de medicação de drogas lícitas e o uso de drogas ilícitas. O álcool, por ser uma droga, também provoca o surgimento dessa doença, conforme demonstrado por pesquisa revelada por aquele matutino.
O que não é divulgado é o lado positivo existente no processo em que se desenvolve a doença, é claro que o corpo fica mutilado de suas funções físicas. No entanto, há benefícios que repercutem no mundo íntimo do paciente. A cultura oriental é mais suscetível de compreensão deste aspecto do que a ocidental.
Quanta bagagem de detritos mentais foi acumulada ao longo da vida em hábitos que continham a antimatéria (medo, desamor, saudades aflitivas de amores que partiram, sentimentos de culpa que engendram comportamentos depressivos e outros lixos mentais), tudo isso fervilhando em pensamentos, por ser energia, causando circuitos que destroem neurônios! Em consequência, o sistema imunológico é afetado e a doença se instala de vez.
Ao invés de observar a Alzheimer e as formas mais raras de demência (doença de Parkinson, doença de Huntington, doença de Creutzfeldt-Jakob), como algo desagradável, pensemos que há o esquecimento de algo que não nos convém falar, como o sono que faz adormecer as horas agitadas com benefício para o corpo físico, onde se recompõe de energias gastas.
Imaginemos que alguém fosse embarcar de avião e tivesse conduzindo 500 quilos num carrinho de mão, seria barrado no balcão do check in da companhia aérea e levaria apenas 20 quilos permitidos e alguns a mais na cota de excesso de bagagem a pagar. Todos lucrariam, a tripulação e os passageiros, bem como os amigos e familiares que saberiam que o avião irá decolar com segurança para chegar ao destino.
A nossa solidariedade aos portadores de demência precoce, aos médicos que os acompanham, aos cuidadores de homecare que prestam relevantes serviços, aos familiares que estão mais próximos para ajudá-los em suas necessidades de higiene e de conforto.
Em tudo vemos a beleza, no sono e nas horas acordadas, todas são importantes em seus devidos espaços de aproveitamento.
Sigamos com leveza.

sábado, 6 de setembro de 2014

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Argumentando que ainda vai levar um tempo para sarar a ferida interna, num relacionamento que acabou, a letra da música de Lulu Santos enfatiza: “assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade”.
Imaginemos 5 ½ bilhões do total de 7 bilhões de habitantes do planeta vivenciando a densa consciência dissociada, onde se caracteriza a separatividade e a competitividade, sem o sentido gregário caminham a “passos de formiga e sem vontade”.
Poucas vezes a Terra, dividida por nações, foi governada por poetas e filósofos, sempre a maioria constituída de tiranos e usurpadores. A exceção que nos comove tanto aconteceu no reinado de Salomão, durante 50 anos a taxa de homicídios foi zero.
A edição do jornal O Globo – 04/09/2014 – divulga notícias da revista Nature na qual é revelada os limites identificados do conjunto de galáxias, batizado com o nome de Laniakea, onde está situada a Via Láctea e ressalta “que abriga outras 100 mil galáxias com uma massa total estimada em mais de 100 quatrilhões de sóis.”
Depois dessa pequena esquina galáctica, o que existe? Espaço, espaço e mais espaços, pois na teoria quântica o Universo é constituído de infinitas possibilidades. A realidade última ainda não foi alcançada, embora haja inúmeros experimentos que atestam a grandeza sideral que nos cerca.
Alguém antes já ouviu falar em 100 quatrilhões de sóis identificados por mapeamento científico? Pois é, e pensar que há 500 anos, à época da navegação marítima, que possibilitou a descoberta de novas terras, havia o temor de que as embarcações caíssem, pois era de conhecimento popular de que a Terra era plana e, mais tarde, veio a tese, defendida por Nicolau Copérnico (1473/1543), de que a Terra é redonda e acabou-se esse temor.
Esse grande avanço na tecnologia está na descoberta e aplicação do átomo nos experimentos que possibilitaram as grandes descobertas tecnológicas guiadas pela física quântica e outras ciências correlatas. Vamos ficar apenas no telefone celular que é a grande novidade, crème de la crème, utilizado pela população mundial.
A ferida interna de que nos fala a canção de Lulu Santos não é apenas de alguns, o número é bem elevado tanto no orbe terrestre como nos espaços siderais, basta dizer que, desde que foi anunciado a separação do joio e do trigo pelo libertador, cerca de 35 bilhões de almas vivendo na erraticidade, com essa mesma ferida, estavam aguardando a oportunidade de se recompor num corpo físico.
Vale salientar que, conforme comprovado pela física quântica, após a morte física o ser humano não tem mais a capacidade de fazer o colapso da função de onda. Se estava doente na roupagem carnal, continua doente após o que se chama morte, se estava sadio continua sadio nas regiões paradisíacas ou mundos felizes. 
Como a Terra e demais planetas do nosso sistema solar estão em transição de consciência planetária, pois não existe apenas esta dimensão dissociada que conhecemos, esses bilhões de almas errantes foram encaminhados pela atração eletromagnética em que estavam imantados a mundos que possuem a mesma frequência de onda que vivem.   
A transição planetária é o perfil deste blog que se abriu ao público na crônica de 1/12/2012, antes precedida nos dias 20, 21, 22, 23 de junho de 2012 com o post O despertar da primavera, Conscientização cósmica, Abertos os selos do Apocalipse, O quinto elemento. Ainda nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2012: Derrubar o gigante (1 a 9), As estratégias de manipulação, O alinhamento das Plêiades, Sol e Lua, Redimensionando a natureza, A manada.
Esse roteiro do blog engloba ainda matérias sobre a saúde e física quântica, dentre as quais mencionamos: O jogo social (25/02/2013), O paciente e o meio (1/3/2013), Internação involuntária (28/05/2013), Estruturas participativas (03/12/2013), Saindo da matrix (25/02/2014), Mudança de Paradigma (14/03/2014), Ressonância (16/03/2014), Uma mente brilhante (18/03/2014), Vem aí os chips (19/03/2014), Vertente libertadora (24/04/2014), Síndromes (27/06/2013), Medicações (28/07/2013), Álcool é droga (17/10/2013), Ondas gravitacionais (30/10/2013), Salto quântico (17/05/2014), Asylum (19/05/2014), e assim vai.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

OS MUROS

A população carcerária no planeta Terra é em torno de 9,8 milhões, segundo pesquisa divulgada nos idos de 2009 pelo King´s College London. Os países que têm os maiores números dessa população: EE.UU. 2,3 milhões, China 1,6 milhão, Rússia 800 mil e o Brasil em torno de ½ milhão de presos.
Estrelado por Tim Robbins (Andy Dufresne) e Morgan Freeman (Red), principais atores, o filme norte-americano The Shawshank Redemption, dirigido por Frank Darabon, recebeu, no Brasil, o título de Um Sonho de Liberdade e em Portugal Os Condenados de Shawshank. O enredo é baseado numa novela de Stephen King que retrata a vida de Andy Dufresne, um banqueiro condenado à prisão perpétua por ter matado a esposa e o amante. O cenário do filme foi ambientado, nos idos de 1994, na Penitenciária Estadual de Mansfield, Ohio, EE.UU., à época desativada.
Durante 19 anos em que esteve preso, Andy Dufresne torna-se amigo de Red que o ajuda na aquisição de um martelo e pedra-sabão para realizar pequenas estatuetas e o cartaz da atriz Rita Hayworth, dependurado na parede, tudo isto com a aquiescência do diretor do presídio, vivenciado pelo ator Bob Gunton.
A cena mais comovente foi quando Andy entra no gabinete do diretor no momento em que ele vai ao banheiro, Andy tranca com chave o diretor e volta ao gabinete para ligar o aparelho de som e em todas as dependências do presídio é escutada a Canzonetta Sull´Aria das Bodas de Figaro, de Mozart.
Triunfante de alegria, Andy nem quis saber o que as duas italianas estavam cantando, eufórico desabafou: “era como um belo pássaro que voou para a nossa gaiola e fez os muros se dissolverem. E, pelo mais breve momento... cada homem de Shawshank se sentiu livre.”
No final do filme, Andy foge da prisão pelo túnel cavado a partir da parede que encobria o retrato da atriz, depois entra no tubo de esgoto que termina num riacho, e, finalmente, chega à cidade de Zihuatanejo, México, onde passa a viver à beira da praia. E, de lá, mais tarde, encontra o seu velho amigo Red que saíra da penitenciária, após cumprir pena e, ambos vão realizar um projeto de trabalho voltado à pousada que tem um pequeno barco para os hóspedes pescar.
Na crônica SOMBRAS NUMERADAS – 26 de agosto de 2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor, o tema carcerário foi abordado em 4 parágrafos, in verbis:
Facebook - Mural de Otávio Amaral de Carvalho, gerente do Banco do Brasil, na cidade de Campos dos Goyacazes - RJ: “Brasil tem 4ª maior população carcerária”.
Em recintos fechados, circulam sombras numeradas. O destino que seguem não foi o mesmo planejado em suas nascentes. Envolvidas por substâncias sem nome que muitos classificam como inconformação, medo, desamor e paixão, deixaram-se ser levadas a lugares que as comprometiam.
O estímulo a viver suas próprias vidas foi apagado temporariamente por essas ondas nebulosas que passam assustando a tudo que lhes tem algo em comum. Isto é apenas o domínio das aparências que agem tentando apagar o brilho de um olhar.
Aqueles que desejam caminhar por lugares amenos encontrarão perfume de flores e cantar dos pássaros. Mas, se preferirem lama e escuridão, a caminhada será mais difícil. Não há tempo para lamentar os lugares onde o sol não apareceu. O ciclo das manhãs surge a cada dia. A esperança é importante.
Durante o passar dos dias, isolados da agitação do mundo, os habitantes do sistema penitenciário, atualmente mais de 10 milhões de presos, formam uma egrégora forte nesta densa consciência planetária, fragmentária, a dimensão de consciência trina que está indo embora do planeta, a passos de galope, isto é a maior esperança da Terra em fase de mudança de paradigma.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

COMPETITIVIDADE

A densa consciência dissociada está indo embora do planeta Terra com a chegada da mudança de paradigma que os simples e humildes estão implantando, sem alarde, apenas com o pensamento voltado ao coração, símbolo do nosso ser profundo.
O paradigma da maioria da população mundial traz o predomínio da separatividade e competitividade. O modelo econômico vigente teve em sua estrutura essas duas características que contêm o sentido filosófico da obra de Adam Smith. No entanto, como dissemos na crônica UMA MENTE BRILHANTE – 18 de março de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, esse modelo econômico foi contestado por John Nash, Prêmio Nobel de Economia de 1994, vejamos a nossa apreciação em 4 parágrafos:
Lançada nos idos de 1776 a obra A Riqueza das Nações, de Adam Smith, continua sendo o principal pilar onde todas as estruturas econômicas e sociais se baseiam. Nela existe a metáfora da mão invisível que relata que todos poderiam fazer o que bem entendessem e no final a mão invisível resolveria tudo.
Hoje, decorridos 238 anos, são poucos os que questionam essa metáfora do liberalismo e do individualismo onde o mercado e as relações sociais funcionam nesse sentido. Isto contraria o sentido gregário dos animais e das aves que está presente no reino animal.
É claro que a teoria de Adam Smith não resolveu a situação do mundo onde poucos ganham muito e muitos ganham pouco, sendo que 2 bilhões, do total de 7 bilhões de habitantes do planeta Terra, atualmente, ganham trabalhando, cada um, apenas 2 dólares por dia (R$ 4,86 ou £ 1,24). E como fica a situação dos que pretendem ter as condições básicas para sobreviver: moradia, alimentação, transporte, criação dos filhos? Assim, a metáfora da mão invisível não funciona para todos.
Os livros sobre História da Economia não são lidos por grande público e os economistas não conhecem John Nash, somente vem a estudá-lo nos cursos de pós-graduação em decorrência do pouco interesse do status quo, o atual paradigma revelando a competitividade e a separatividade da consciência planetária.
Como exemplo da consciência dissociada do planeta, vemos que o governo dos países mais desenvolvidos da Terra está comprometido com os grupos que o elegeram e, não consegue levar a todos os seus habitantes uma consciência planetária unificada.
No caso Brasil, em clima de campanha às margens do Rio Tucunduba, na cidade de Belém–PA, em 21/08/2014, Luciana Genro (PSOL), percebeu o paradigma e enfatizou: "Quem diz que vai governar para todos acaba governando para os mesmos de sempre, para as elites, para os banqueiros, para os grandes financiadores das campanhas e para o mercado financeiro”. Ela obteve 1,6 milhão de votos para presidente da República.
Acolhida como um marco de aceitação há muitos milênios, a competitividade chega-nos com um argumento do médico Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp, manifestado no R7 Notícias – 18/8/2014 que aborda o crescimento no Brasil de mortes por depressão e suicídio: “fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.”
Temos abordado sempre para não darmos peso e referência à dificuldade que impossibilita o nosso crescimento interior e citamos o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”
Quantas pessoas passam o tempo olhando para a televisão e outros meios de comunicação observando e se impregnando da densa frequência de onda de que são revestidas as notícias de desencantos! Isto também tem relação com os engramas do passado, onde as pessoas não conseguem se desvincular. O apego aprisiona e o desprendimento liberta.
Ainda sobre o R7 Notícias, na referida reportagem, comenta que, com a chegada das doenças crônicas incuráveis, a morte de pessoas da família e a frustração de não poder continuar realizando tarefas que vinham exercendo, quando estavam em atividade profissional, são fatores de riscos da depressão e do suicídio que tem aumentado muito no Brasil, nos últimos 16 anos [705% – levantamento de dados do Datasus divulgados pelo jornal O Estado de S.Paulo].
A competitividade é completamente contrária ao sentido gregário que os animais, aves, répteis, peixes, crustáceos, possuem. Vejamos o trabalho das abelhas, o voo das aves ao entardecer buscando os ninhos, o pulo do gato ou do cachorro em cima do dono, o nado dos golfinhos que revela a captação de frequência de onda em hertz, superior, muito superior à capacidade do homem em perceber o que se passa ao seu redor.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

NÃO DESISTIR

Avaliada pelo próprio autor, a máxima "Não vamos desistir do Brasil" proferida em 12 de agosto de 2014, pelo candidato presidencial Eduardo Campos, no Jornal Nacional da TV Globo, revela o indício de algo que viria a ocorrer, no dia seguinte, na cidade de Santos, litoral paulista.
A classe média em todo o planeta Terra, estacionada na 2ª escala da Teoria de Abraham Maslow - A Hierarquia das necessidades, sente dificuldade de ascender ao terceiro grau dessa escala, onde está o poder, conforme dissemos em 3 parágrafos da crônica PÉGASO X – 10 de agosto de 2014, in verbis:
O cerceamento da humanidade, dificultando o vislumbrar desses eflúvios de amor, está justamente na 2ª escala de necessidades, preconizada pelo filósofo Maslow, pois na 1ª predomina a fome, pois 1 bilhão de pessoas ganha menos de 1 dólar por dia, ficando assim os controladores da massa humana dispostos a exercer o poder. É fácil compreender a bolsa-família utilizada nos programas do governo.
Dos 7,3 bilhões de habitantes do planeta, imaginemos cerca de 3 bilhões vivendo uma vida de casal, confinados na 2ª escala de necessidades onde sobressai com destaque o relacionamento e o sexo.
Sem conseguir alçar a escala superior onde o poder está presente nas mãos de alguns milhares de pessoas, cerca de 700 mil, ou seja quase 6 bilhões de pessoas convivem dentro de um relacionamento onde a luz do luar (símbolo) não está presente todos os dias. Conforme dissemos anteriormente, 1,2 bilhão conseguiu ascender à consciência planetária unificada, esse número tende a crescer.
A classe média do planeta não consegue pensar em poder, pensando apenas na necessidade de sobrevivência (moradia, carro, sexo, relacionamento, educação, viagem), permanecendo no 2º grau da escala de Maslow que é a base de toda a estrutura de marketing e avaliação de qualidade de empresas.
O 5º degrau dessa escala é a espiritualidade que abrange cerca de 1,2 bilhão de pessoas que conseguiu ascender à consciência planetária unificada, não nos referimos ao apelo religioso onde a matrix permeia. Assim, podemos calcular que essa classe média é em torno de 4,8 bilhões (7 bilhões da população da Terra menos 1 bilhão que vive em extrema pobreza, ganhando menos de 1 dólar por dia e diminuindo ainda 1,2 bilhão vivenciando a consciência planetária unificada).
Essa imensa caravana de 4,8 bilhões de habitantes, a classe média mundial, está estacionária porque se mantém preocupada com o dia-a-dia, apegando-se a um tema único, aquelas necessidades que já falamos, e não se desprende para poder caminhar e avançar em direção de um patamar mais elevado. O apego confina e o desprendimento liberta.
A máxima "Não vamos desistir do Brasil" contém uma sabedoria que deve ser entendida não apenas por brasileiros mas por toda essa imensa caravana que está estacionária no 2º degrau dessa escala. Tudo evolui, é claro, mas a lentidão não pode ser norma geral para ninguém.
Dentro da espiritualidade que é o ápice dessa pirâmide social, há um andar a passos de galope, mesmo assim não vemos a complementação do esquema que separa o joio do trigo, preconizado há 2 milênios, num pequeno burgo do Império romano. Isto irá durar mais algumas gerações.
A realidade última, descoberta pela física quântica, é de infinitas possibilidades. O destino de nosso futuro está em nossas mãos, basta haver um despertar dessa consciência.
O domínio da potentia, preconizado pelo físico Werner Heisenber, está fora do tempo e do espaço e, nos idos de 1982, a não-localidade quântica é comprovada em laboratório físico. O universo não-local está em outras dimensões. A crônica MUDANÇA DE PARADIGMA, post de 14 de março de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, aborda o que está acontecendo no mundo.
As palavras do candidato presidencial "não vamos desistir do Brasil", divulgadas pela TV Globo e demais meios de comunicação, veio calar fundo o mundo inteiro porque ele se posicionou, em firme decisão, de reconhecer a importância daquilo que os físicos quânticos chamam de "colapso da função de onda" porque ele estava em plena atividade humana.
Sempre abordamos esse pensamento de aproveitar a vida em todos os instantes em que vivemos, assim é oportuno fazer a citação das palavras do físico nuclear indiano Amit Goswmi, professor titular da Universidade de Física, Oregon - EE.UU., na entrevista concedida ao Programa Roda Viva - 8 de maio de 2011, TV Cultura: "Há morte quando a consciência pára de causar o colapso das possibilidades quânticas em eventos reais da experiência."
E por serem infinitas as possibilidades da realidade última, a vida prossegue em outras dimensões, no caso específico de quem se livrou da roupagem carnal, pois os componentes sutis (mente, arquétipo supramental) estão além da matéria.
No entanto, o retorno do colapso da função de onda somente ocorrerá quando houver a reencarnação ou a transmutação da beleza imperecível. Esse fenômeno foi elucidado há 2.000 anos a respeito da lembrança de que eles têm Abrahão para ensinar aos que estão vivos, fazendo dissipar as dúvidas humanas que a parábola elucida.
 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

PÉGASO (XIV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A narrativa de hoje é pertinente ao entorpecimento da consciência ou segunda morte que está indo embora do planeta Terra no bojo da separação do joio e do trigo, com a ascensão à quinta dimensão unificada, a nova consciência planetária vivenciada atualmente por 1,3 bilhão de pessoas, número que cresce a cada dia mais.
Estávamos em cima de um penhasco de grande altitude, mais ou menos da altura do morro do Pão de Açúcar na cidade do Rio de Janeiro, não é necessário dizer o nome do local que pode ter ocorrido no plano físico ou astral, quando passou correndo pela nossa frente uma mulher desesperada que se jogou no mar.
Em seguida, direcionamos em sua direção, no meio do trajeto, vimos num relance uma luz que era a própria luz que se projetava de nós, não éramos o dono dessa luz, estávamos juntos, sem separação, a luz que vimos e a luz de nosso ser, numa espécie de duas presenças, numa só presença, sem separação alguma.
E junto de nós corria paralela outra luz, que não tinha identificação, como a auxiliar-nos nessa experiência de salvar quem passou por nós em desespero. O que nos revestia era a fé, a confiança no todo que, naquele momento, fazíamos parte.
O corpo da mulher mergulhou vários metros na água do mar e acompanhamos juntos esse mergulhar, mesmo com aquele instante em que paramos para ver a luz que participamos, o nosso trajeto foi capaz de estar junto à mulher e prestar-lhe o socorro.
Ela ao nos ver, empurrou-nos com um braço mas sem força para nos afastar e desfaleceu. Nessa projeção de luz, a fez despertar. É necessário dizer que não havia nenhum gesto que implicasse a vontade alheia ser dominada por nós, estávamos, eu e a luz paralela ao nosso lado, atentos à vontade da mulher. A luz que nos acompanhava era inteligente, como toda luz é inteligente dentro do princípio quântico.
Sem a nossa presença, seria algo desastroso, por causa da consciência que estava ofuscada pelos pensamentos de desespero que ela tinha. A segunda morte, como também é conhecida, ocorre até mesmo antes da morte física, normalmente acontece após a morte cerebral.
No plano físico, onde predomina a materialidade, o interesse das pessoas envolvidas por laços consanguíneos ou afetivos iria nos perguntar: ela morreu? Não nos cabe definir o acidente em termos materiais. A nossa narrativa, como dissemos, é sobre o entorpecimento da consciência.
A literatura sobre o umbral inferior é bastante vasta e já foi tema de filmes, teatro e da cena lírica. Comumente, dependendo da situação de quem cometeu essa tragédia, a situação se alonga por muito tempo jugulando a pessoa ao entorpecimento e quando vem a despertar, num tempo em que não podemos precisar, a memória dela vem à tona e registra os momentos em que ocorreu o desespero.
Há casos em que a perda é muito grande, não falamos apenas do corpo físico, perde-se quase tudo, os corpos astrais, ficando apenas a mônada e, para recompor o que foi perdido, necessário ganhar outro corpo físico, em outra oportunidade, em outra situação que acompanhe todos os elementos que a pessoa fez parte e conviveu.
A consciência está em tudo, a pessoa, elemento-célula, pode desaparecer, mas a pessoa, elemento-onda, nunca desaparece, pois existe uma única onda, assim como tudo é energia e a energia não desaparece do universo.
O corpo físico é, portanto, uma esponja onde os detritos astrais são eliminados pela postura de novas atitudes que recompõe o campo astral onde está inserido quem foi protagonista, lembrando que a descoberta da física quântica de que somos co-criadores não se aplica apenas no campo físico, se estende em todos os planos que a vida irá nos dar.
É bom salientar que o colapso da função de onda se aplica apenas no plano físico, após a morte física vive-se apenas de resultados. No entanto, quem superou a segunda morte, pela consciência ascensionada e livre, resplandecerá na luz, não mais sujeito à roda giratória de corpos em reciclagem expiatória.
Não nos coube identificar a mulher que se atirou desesperada no mar nem qual a situação em que ela se encontra agora. O que permanece é a nossa presença sentindo a presença, na conexão com o todo, pois o todo é um só, como uma gota d´água mergulhada no oceano onde passa a ser oceano.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PÉGASO (XIII)



Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O fluxo da corrente oceânica impulsionava as águas como se fosse uma correnteza de rio, fluindo em direção ao extenso litoral, quando percebi, estava em mergulho no oceano seguindo ao sabor das ondas. Era um oceano astral, não aquele mencionado no parágrafo inicial da crônica A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA – 21 de novembro de 2012, transcrito abaixo:
No momento em que o sistema solar, que envolve a Terra, está mergulhado no grande oceano astral, a denominada camada de fótons de Alcíone, uma das 7 Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se completa nos idos de 2012, segundo a previsão dos cientistas, com a permanência de 2.000 anos, nesse anel ou cinturão de Alcíone, ou ainda a onda galáctica, evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos sobre a realidade em que vivemos.
Ao largo do litoral, notei pessoas que estavam mergulhadas no oceano seguindo ao sabor da onda que tinha uma direção não para a praia mas para o litoral sul. Elas seguiam no percurso semelhante ao trajeto Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, ao balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Ao perceber a longa distância que estava me separando do local onde mergulhei, resolvi voltar. Saí da água e entrei numa estrada asfaltada onde havia árvores na encosta, era noite de lua cheia com o encantamento que senti no ar. Um ônibus de luxo surgiu em minha frente e pude ver o motorista todo compenetrado ao dirigir.
Quatro pessoas, numa distância de 20 metros à minha frente, fizeram um sinal de carona ao motorista, ele diminuiu a marcha e parou em frente delas, eu vi o ônibus parado e me dirigi para aproveitar a carona. O motorista observou que eu estava decidindo entrar, em milésimos de segundo, e arrancou o veículo na trajetória em curso.
Isto foi muito importante na minha observação no plano astral. Não pode haver um mínimo de hesitação, mesmo que seja em milésimo de segundo ou minuto, naquilo que pretendemos fazer. A fé, a confiança na vida, é tudo que é necessário para fazermos qualquer coisa: viajar como passageiro, tripulante ou voar em espaços sem auxílio de aeronave.
Segui a pé em direção a uma vereda que estava numa região de araucárias, bastante conhecida na região Sul do Brasil. Deparei com uma cena que me chamou a atenção: uma gentil donzela estava sendo conduzida por duas mulheres servis que estavam obedecendo à patroa, mãe da moça que tinha aspectos de sofrimento e de revolta.
Ela estava amarrada no pescoço por uma canga, no interior do Brasil, muito utilizada em parelha de bois por fazendeiros para conduzir o carro-de-boi. A canga tem o significado de pertença, dominação e não apenas uma saída de praia.
A patroa, de cabelos em caracóis, chegou perto de mim e disse: eu não gosto de escritor, você é presidente de entidade cultural, não gosto nada disso. Olhou para a moça e me disse: deixa isso comigo. A pequena comitiva de escravidão seguiu pelo mato adentro e continuei o meu caminho.
No plano astral, a relação de parentesco se dissipa se não houver algo que os une, pois os interesses da matéria não conseguem ter uma transcendência maior. Os conflitos gerados na matrix continuam do outro lado da matrix. A morte não elimina os liames coercitivos, presos no plano material a prisão continua no astral.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

PÉGASO (XII)



Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Dentro da mata erguia-se sobre a rocha uma linda casa, parecia com a Pousada Chalé da Montanha, de propriedade de Jean Vieira, em Petrópolis – RJ, onde ficamos hospedados nos idos de 2012, ao ensejo que escrevemos a crônica  CÂNTICOS SERRANOS nº 2 – post de 25 de julho de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Após avistarmos a casa erguida na rocha, seguimos para dentro da mata onde ficamos num terreno próximo a um pequeno lago de águas cristalinas, podia-se até beber dessa água que era saudável, mas não a bebemos, sentíamos confortável ao sentir a brisa que corria suave entre as árvores.
Era um recanto agradável, a quietude estava em tudo, andamos para fazer o reconhecimento do local, subimos a pequena ladeira e avistamos uma pequena queda d´água escorrendo pela encosta. Se chegássemos perto, iríamos ver uma pequenina cachoeira própria para um banho de água fresca. Desviamos o olhar da ladeira e pensamos que seria importante voltar ali para tomar banho com a esposa que não tinha nenhuma referência à esposa terrestre.
O significado de esposa tinha uma abrangência muito maior do que se pode supor aqui na Terra, era algo mais ligado ao casamento celestial do que terreno porque aqui neste planeta tudo se desfaz na primeira hora do sentido contrário ao nosso. É por isso que no paraíso muçulmano existem as famosas huriyas de beleza primaveril e virginal esperando os fiéis seguidores do profeta.
Há um vínculo que une as pessoas afins, isto transcende a esta dimensão dissociada em que a maioria da humanidade vive. É muito comum entre os casais, à noite quando dormem, quem estiver drogado (álcool é droga) ou entorpecido por medicações lícitas ou ilíticas, o corpo físico deita na cama e o corpo sutil, empanturrado, fica esparramado no chão e quem estiver em condições favoráveis, o corpo sutil sai da cama e viaja a lugares aprazíveis onde o deleite se faz presente.
Mesmo utilizando remédios de drogarias para obter a saúde física, o corpo sutil danificado por essas drogas sente-se enfraquecido e muito fragilizado, necessitando de repouso e de aragens carregadas de sutis propriedades químicas que somente a natureza oferece.
Quando estávamos nesse recanto aprazível, sentíamos que tínhamos tudo ao nosso alcance. A placidez e a quietude das coisas, visíveis e invisíveis. Não nos faltava nada nem queríamos nada mais, estávamos em plenitude. Como pensamos em caminhar juntos, pensamos que, quando saíssemos, deveríamos voltar lá para usufruir dessas blandícias junto à esposa, a esposa do amor eterno.
Ainda não vivemos no paraíso, nem pensamos nas huriyas que por lá vivem, mas é tempo de semear as sementes que estão em nossas mãos. Os poetas lavram nessa seara, imensa e fecunda, criando o destino, esse destino citado por Olegário Mariano no discurso de posse de recepção ao acadêmico Guilherme de Almeida, na Academia Brasileira de Letras: “Quis o destino – caprichoso pastor de almas - ...”
A descoberta da física quântica é menos romântica e mais pragmática: o homem é co-criador, simplesmente porque o pensamento cria a nossa realidade, enfatizada por Albert Stein.
Vivenciando o ser profundo que todos somos, onde só existe a luz, a luz que se conecta com a fonte, podemos nos identificar com o que somos na realidade e não isso que está surtido nas dores e nos sofrimentos, acompanhando a imensa caravana, longe do destino que os poetas sonharam.
Sigamos com leveza.