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sábado, 1 de novembro de 2014

DEMÊNCIA PRECOCE (II)

Com base no Censo 2010, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou no Jornal do Brasil – 31/10/2014, a pesquisa envolvendo o número de “12,8 milhões de brasileiros que declararam ter alguma deficiência severa, mental ou intelectual, 7,1 milhões são mulheres e 5,7 milhões homens.” Acrescenta a reportagem do JB que a deficiência mental ou intelectual afastou do mercado de trabalho 26,4% dos homens e 20,8% das mulheres.
Na pesquisa do IBGE, a maior incidência de deficiência é a partir de 65 anos de idade, sendo que uma parcela dos 12,8 milhões de brasileiros, que participavam ativamente da economia, pertencem a faixa etária de 54 anos de idade, começando a trabalhar nos idos de 1956, e vejamos qual era a situação do Brasil naquela época, com a transcrição de textos da HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no   site www.fernandopinheirobb.com.br
Raras vezes, a Presidência do Banco do Brasil foi incendiada pelo verbo inflamante de um grande orador que fez a exposição do quadro nacional que angustiava milhões de pessoas. O presidente Mário Brant, no discurso de transmissão de cargo, denunciou a proliferação das negociatas e os flagelos causados pela inflação:
“No Rio, em São Paulo, no litoral crescem os arranha–céus. Mas no interior, nas regiões onde não medra o café e o cacau, cresce a indigência. A inflação galopa, como o cavalo de Átila, deixando, atrás de si, a pobreza.
O quadro da inflação pinta–se, debaixo de todos os céus, com as mesmas cores. O encarecimento da vida, os homens desertando os campos e afluindo às cidades, em busca de melhor salário. A febre das especulações imobiliárias. Os preços cada dia subindo, provocando intervenções do Governo, e zombando delas. Arranha–céus de moradas suntuosas para novos ricos, enquanto os novos pobres são mantidos debaixo do teto pelo confisco legal do inquilinato. A proliferação das negociatas.
Os cofres das autarquias, das empresas, dos bancos, vazados pelos desfalques. O jogo alastrando–se de dia na praça, de noite no pano verde. Opulência de poucos à custa da penúria de muitos. Arrivistas estadeando cadillacs, funcionários pendurados nos bondes. O luxo dos ganhadores afrontando os vexames da classe média.
As privações nos lares exacerbando o gênio das famílias. Boites regurgitando com festins de Baltasar, ao lado de famílias com fogão apagado. Ânsia de enriquecer a todo o transe. Fortunas improvisadas. Erosão dos costumes. Desnivelamentos da sociedade. Confusão dos espíritos, elegendo inocentes para culpados da aflição geral. O comércio acusado de rapina. Murmuração de funcionários. Descontentamento dos militares. A opinião desorientada pelos agitadores. Sobressaltos, greves, maquinações, desordens – eis aí o cortejo da inflação, nos países castigados com esse flagelo. Para esse mal os paliativos são inúteis. Agem como sedativos passageiros. Só um remédio existe, amargo, mas único, a resubmissão às leis econômicas.” (111)
(111) MÁRIO BRANT, presidente do Banco do Brasil (4/11/1930 a 5/9/1931 e 16/11/1955 a 16/2/1956) – Discurso de transmissão de cargo, em 19/2/1956 – Autorização concedida, em 26/9/2006, por Sara Caldeira Brant ao escritor Fernando Pinheiro.
Não há nada a comentar, pois a nossa atenção está centrada nas possibilidades que fazem diminuir o contingente de milhões de brasileiros detentores de alguma deficiência severa, mental ou intelectual que, nos idos de 2010, era de 12,8 milhões (7,1 milhões são mulheres e 5,7 milhões mulheres – IBGE – Censo 2010).
Como temos enfatizado em várias crônicas: o pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram. [Série PÉGASO – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Vale transcrever a nossa crônica DEMÊNCIA PRECOCE – 07 de setembro de 2014 – que aborda assuntos que finalizam a abordagem do tema:
Um dos recursos que os manipuladores de massas humanas têm para manter o controle é através do medo. Assim, nas mídias sociais, na televisão e na tela grande os filmes abarrotam o mercado consumidor induzindo sempre terror, catástrofe, em cenas verídicas e de ficção.
Além disso, o medo já se incorporou na vida cotidiana das pessoas que sempre são acometidas por doenças dos mais variados matizes. A fé no ser profundo que somos, esse ser profundo que se conecta com a fonte, é o antídoto que elimina esse campo magnético onde a antimatéria se fez presente através do medo. Em outras palavras, a luz elimina a escuridão.
Em depoimento no jornal britânico, The Telegraph, edição de 06/09/014, Jeremy Hugles, chefe-executivo da Sociedade de Alzheimer, disse que a demência por muito tempo era vista como um processo natural que atingia as pessoas mais velhas da sociedade. Ele finalizou: imagine você se alguém falar a palavra Alzheimer a uma pessoa frágil que vive num lar para idosos?
O matutino londrino revelou o resultado de pesquisa: “a demência é a doença mais temida entre aqueles com idade entre 55 anos ou mais.” Sem dúvida, o medo exacerba os sintomas da doença.
A demência precoce, atingindo também os mais novos, é causada por excesso de medicação de drogas lícitas e o uso de drogas ilícitas. O álcool, por ser uma droga, também provoca o surgimento dessa doença, conforme demonstrado por pesquisa revelada por aquele matutino.
O que não é divulgado é o lado positivo existente no processo em que se desenvolve a doença, é claro que o corpo fica mutilado de suas funções físicas. No entanto, há benefícios que repercutem no mundo íntimo do paciente. A cultura oriental é mais suscetível de compreensão deste aspecto do que a ocidental.
Quanta bagagem de detritos mentais foi acumulada ao longo da vida em hábitos que continham a antimatéria (medo, desamor, saudades aflitivas de amores que partiram, sentimentos de culpa que engendram comportamentos depressivos, e outros lixos mentais), tudo isso fervilhando em pensamentos, por ser energia, causando circuitos que destroem neurônios! Em consequência, o sistema imunológico é afetado e a doença se instala de vez.
Ao invés de observar a Alzheimer e as formas mais raras de demência (doença de Parkinson, doença de Huntington, doença de Creutzfeldt-Jakob), como algo desagradável, pensemos que há o esquecimento de algo que não nos convém falar, como o sono que faz adormecer as horas agitadas com benefício para o corpo físico, onde se recompõe de energias gastas.
Imaginemos que alguém fosse embarcar de avião e tivesse conduzindo 500 quilos num carrinho de mão, seria barrado no balcão do check in da companhia aérea e levaria apenas 20 quilos permitidos e alguns a mais na cota de excesso de bagagem a pagar. Todos lucrariam, a tripulação e os passageiros, bem como os amigos e familiares que saberiam que o avião irá decolar com segurança para chegar ao destino.
A nossa solidariedade aos portadores de demência precoce, aos médicos que os acompanham, aos cuidadores de home care  que prestam relevantes serviços, aos familiares que estão mais próximos para ajudá-los em suas necessidades de higiene e de conforto.
Em tudo vemos a beleza, no sono e nas horas acordadas, todas são importantes em seus devidos espaços de aproveitamento.
Sigamos com leveza.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TRANSPARÊNCIA (II)

A alegria é imensa ao ver a cantora Isabel Pantoja, o sorriso de chegada, usando vestido petit pois, o mesmo modelo de roupa que vi, em suíte de apartamento de mulher, no entardecer que enlutou os meus últimos momentos na capital paulista, esse entardecer que nos envolveu, em épocas distintas, a mim em 17 de julho de 2013, e a ela, em 26/9/1984, quando da morte do seu amado, o famoso toureiro Francisco Rivera (Paquirri), na arena de touros, em Córdoba, Espanha.
O luto tem os seus dias contados para sair dos costumes dos povos porque está surgindo a transparência, um dos quatro pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria) que possibilitam a humanidade ascender a consciência planetária unificada na qual vive 1,7 bilhão do total de 7 bilhões da população mundial, o nosso mundo.
Na consciência planetária dissociada, o sofrimento de 5,3 bilhões de pessoas na Terra prossegue na mesma frequência de onda vivida, tanto aqui como do outro lado daqui, unindo essa frequência com os semelhantes que estão no mesmo enredo comportamental. O luto está nesta frequência de ondas.
Na consciência planetária unificada, a morte já não existe como torpor, e o despertar em outro campo vibratório já tem o conhecimento elucidativo dos enigmas do caminhar, antes desconhecidos quando da fase em que vivia dissociado desta realidade, em muitas etapas que teve de se reajustar com o equilíbrio do Universo.
Mesmo nesta densa consciência, a pessoa pode sonhar e vislumbrar sinais que indicam os entes amados nos mundos felizes que buscou, quando na fase terrena, e prossegue no mesmo encantamento da primeira hora. O amor não conhece a morte é tanto que o homem que caiu do cavalo, na estrada de Damasco, disse em suas cartas: “o salário do pecado é a morte.”
Correndo na garupa do cavalo, como diz a canção Igual que tu, nascida no ventre de Andaluzia, Isabel Pantoja, ao lado do esposo, em seus sonhos perseguiu uma estrela, tentando encontrar a glória que está além, compartilhando as noites vazias com a solidão nele presente.
A transição planetária é uma realidade mesmo diante da egrégora da maioria dos habitantes, cerca de um pouco mais de 5 bilhões, que não saem da zona de conforto, porque a vida que vivem não comporta a transparência. O que existe para eles é o viver trivial (comer, beber, dormir, trabalhar, fazer amor, viajar) nada mais, o que resta é o desconhecido, o mistério, coisas de destino.
O viver trivial também permite a transcendência, pois ainda não vivemos no mundo celestial onde os seres multidimensionais já possuem a transparência. Todos estão a caminho dessa realidade, uns chegam logo, outros vem depois, não importando o decorrer dos séculos, porque essa contagem de tempo humano, na física quântica, tem outra correlação.
A nossa contribuição para motivar essa grande egrégora que está a caminho da transparência é sustentar a fé, a fé em si mesmo, no ser profundo, que todos nós somos, que se conecta com a fonte. Esse ser profundo não emerge na densa camada de pensamentos, em nosso dormir, podemos ver essa realidade. Comecem a fazer prece antes de dormir e vejam que os resultados virão.
Não deixemos ser influenciados por aqueles que estão entorpecidos por substâncias tóxicas, tanto em pensamento como em drogas lícitas e ilícitas onde a influência é muito grande. No entanto, deixemos a nossa solidariedade dos que estão doentes, aos bilhões, principalmente quem é portador de distúrbios psíquicos. A melhor ajuda é a prece.
Por que falamos em prece? Quando estamos contritos em prece o nosso pensamento está numa frequência de onda superior e alcança a mesma frequência de onda tanto na esfera física como nos mundos felizes. E, logicamente, receberemos, pelos princípios quânticos, a mesma frequência de onda que emitimos.
Vale transcrever os trechos finais da crônica TRANSPARÊNCIA publicada em 26 de fevereiro de 2013, no blog Fernando Pinheiro, escritor, disponibilizada ao público na internet pelo site www.fernandopinheirobb.com.br
O fenômeno da transparência é uma das características do ser humano que vive a consciência unificada que pode ser alcançada, como vimos demonstrando no blog Fernando Pinheiro, escritor, através de quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Isto é a confirmação do Mestre multidimensional: os simples e os humildes herdarão a Terra.
Logicamente, tudo o que oblitera a humanidade de consciência dissociada de ver a realidade que lhe diz respeito será extinto. Ninguém enganará mais ninguém, os mitos helênicos que recrudescem atualmente, desvirtuando a realidade única, irão desaparecer. A permanência desses mitos no planeta é em decorrência de que a humanidade dá peso e referência. Um exemplo singelo que vem revestido em perguntas: por que os meios de comunicação promovem os desencantos? Será que tudo que é mostrado tem a ver com o nosso mundo íntimo?
A transparência, dentro da consciência dissociada, fragmentada, não existe. Imaginemos todos os seres humanos compreender e sentir tudo o que está acontecendo aqui e alhures, muito mais rápido do que um piscar de olhos. Não há necessidade da palavra ser manifestada, a radiância  é tudo.
A radiância não está apenas no ser humano, está presente em outros reinos da matéria e nos reinos onde a luminosidade é a única essência encontrada, isto nos levaria as muralhas dos quasares, as cintilações das galáxias onde existem bilhões de estrelas. Mas a nossa Via-Láctea é o suficiente para expressarmos que há miríades de luzes.
A transparência é a demonstração do que somos em essência. As aparências enganosas só existem na consciência planetária dualista (Deus/diabo, bem/mal, certo/errado e outras expressões análogas) que carreia toda uma estrutura social que será derrubada.
Com a chegada dos ventos do amanhecer, numa nova psicofera terrestre que a humanidade está implantando, serão extintos do planeta os sistemas sociais que, mesmo dentro de suas reestruturações, se contradizem e se anulam diante de uma nova realidade que vem surgindo. Cresce a passos de galope o contingente de milhões e milhões de pessoas que incorporaram ao seu viver a transparência, a realidade do planeta ascensionado em que podemos viver.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A MANADA (II)

O mais provável candidato oposicionista, com raízes mineiras, para as eleições presidenciais de 2018, será o senador Aécio Neves que, mesmo derrotado nas eleições de 2014, conseguiu uma expressiva votação de 51 milhões contra 54,5 milhões de votos de Dilma Rousseff, candidata reeleita para o cargo de presidente da República, sendo que 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas no 2º turno, além de 1,9 milhão de votos em branco e 5,2 milhões de votos nulos.
Como escrevemos a respeito da transição planetária que envolve milhões e milhões de pessoas, a nossa solidariedade e compreensão pela atitude de 88,2 milhões de brasileiros (51 + 30,1 + 1,9 + 5,2) que não votaram na candidata eleita. 
Considerando as palavras finais do senador Aécio Neves que agradeceu a todos os brasileiros, por ocasião da apuração das urnas eleitorais, citando aquele homem que caiu do cavalo: “combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé”, ressaltamos a nossa opinião sobre a fé comentada na crônica A SAÍDA – 25 de dezembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
A fé é fundamental, não é a fé em nenhuma ideologia, partido político ou sistema de governo, sempre oscilante no dualismo humano, mas a fé em seu ser profundo que se liga com a fonte.
Se essa fé não existir, então, podemos ouvir notícias de amores mendigando um sorriso e a tristeza de quem está procurando o que não sabe.
Vale salientar que estamos nos albores de uma nova Era, a Era de Ouro, onde esta densa consciência planetária está indo embora, sendo oportuno transcrever a nossa crônica A MANADA - 28/12/2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor:
A lenda egípcia que fala do peixinho vermelho que saiu do lamaçal e descobriu o mar, regressando feliz ao convívio de seus pares, enfrentando atrocidades pela discórdia encontrada, bem como o Mito da Caverna revelando um homem que saiu de lá para conhecer a luz do Sol, e regressa desacreditado, situa a humanidade no dilema: seguir a manada empurrada por vara de ferrão ou libertar-se desse caminhar.
Vara de ferrão é um símbolo que denota a educação cerceada pelo mito de Prometeu que falsificou tudo que existe ao nosso alcance, tudo mesmo, menos o nosso ser profundo, que todos somos e precisa ter essa consciência, onde a luz brilha, sem influência de sombras.
Não é apenas o meio de comunicação de massas que exerce essa manipulação mas também as esferas visíveis e invisíveis de nosso mundo conhecido, onde transitam os pensamentos revestidos de densa vibração, a mesma vibração manipulada pela ilusão, frisando que, na Índia, este mundo é chamado pelo nome Maya (ilusão), corroborando o nosso singelo argumento.
Os 4 pilares que sustentam o nosso modo de ser (simplicidade, humildade, transparência e alegria) não se curvam diante da manipulação que os meios de comunicação exercem na televisão e na internet. Dessa forma, vai a nossa opinião: não dar peso nem referência aos desencantos que aparecem nesses meios.
A razão é simples: o nosso pensamento, que é energia fluindo espaços, plasma a situação que atraímos, isto porque há uma afinidade, por menor que seja, com o que nos foi revelado nessas circunstâncias.
O nosso ser profundo, essa é a nossa verdadeira identidade, resplandece a luz, somente a luz. Sejamos o que somos na realidade, ou seremos aquilo que a manipulação de massas propõe nos meios de comunicação.
O nosso silêncio interior tem mais condição de ver o que se passa no mundo do que as notícias do mundo falsificado que se apresenta como verdade, a verdade do mito de Prometeu, a luz falsificada do Olimpo, essa mitologia que não nos interessa mais ver avivada nos mais importantes meios de comunicação, principalmente a televisão e a internet que transmitem em imagens e hologramas.
Quando não nos interessa mais nada deste mundo ou estamos entrando em patologia, se houver questionamento ou, então, compreendemos que vivemos no mundo mas não somos do mundo.
Há dois milênios, a luz crística, varrendo as sombras de um pequeno burgo do Império romano, espalhou-se pelo mundo inteiro, marcando a sua inefável presença onde a nossa realidade está mergulhada.
A manada seguirá o seu rumo, deixemo-la ir. A ajuda só deve ser manifestada quando solicitada, enquanto isso seguimos o nosso caminho. Quando a manada despertar, não mais aqui, encontrará outros cenários que buscou, de acordo com as vibrações emanadas, as mesmas das manipulações de massas. Não nos cabe analisar se serão felizes ou menos felizes.
Acreditamos no correr dos tempos, na transmutação de formas e conteúdos e, em qualquer lugar em que esteja a manada, haverá sempre o olhar do meigo rabi da Galileia (expressão de Madalena) estimulando-a a crescer sempre, descobrindo o que somos, em essência e verdade.
 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

QUESTÕES DE SOBREVIVÊNCIA

Aos quatro ventos está sendo alardeado que a ebola está fazendo milhares de vítimas na Libéria, Serra Leoa, Guiné e, fora da África Ocidental, as medidas de cautela destinadas a pessoas que chegam daqueles países, a maioria na conexão dos aeroportos europeus, estão sendo adotadas.
Essa epidemia está virando pandemia pela mídia, já basta o terror e o medo que a mídia passa diariamente nas notícias ao público. Não podemos viver o clima aterrorizante da Idade Média que foi acometida com a peste bubônica, a peste negra que fez sucumbir dezenas de milhões de pessoas.
A precaução para que não se instale a doença nos Estados Unidos e Europa é largamente anunciada pela mídia, já vazada a informação de que o liberiano Thomas Duncan ao chegar aos Estados Unidos morreu em Dallas, Texas, e a enfermeira Nina Pham, que cuidou dele, foi isolada e submetida a tratamento, bem como na Espanha dois religiosos foram infectados por essa doença letal.
A medida saneadora da questão seria a ajuda financeira e humanitária internacional aos países africanos infectados por esse virus infeccioso de alta letalidade, isto já ocorre de maneira tímida mas que pode avançar ainda mais.
O Brasil prestou ajuda aos países africanos com a oferta de kits destinadas a 500 pacientes durante três meses e pacotes de arroz e feijão no valor de R$ 13,5 milhões, além da doação de 500 mil dólares [Diário de Cuiabá – 21/10/2014].
Desviemos nossa atenção da mídia e pensemos no número elevado de mulheres que fizeram aborto clandestino no Brasil, nos idos de 2013, “um mínimo de 685.334 e um máximo de 856.668”, segundo os pesquisadores Mário Monteiro e Leila Adesse [El Pais – 28/9/2014]. Por ser clandestino é impossível saber quantas mortes ocorreram.
A propósito, vale salientar o nosso argumento na crônica DIREITO DE NASCER – 24 de agosto de 2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor:
Em 12 de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal aprovou a legalização de aborto de anencéfalo.
A propósito, Maria Angélica de Oliveira Farias, representante da Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza, presente no plenário declarou: "Para mim não se justifica o direito brasileiro depois do que vi hoje" [Jus Brasil – 2012].
É oportuno salientar que os artigos 124 a 127 do Código Penal consideram o aborto um crime contra a vida. No entanto, há duas exceções: gravidez decorrente do estupro ou risco de vida para a mãe. Acrescentamos que estão parados há vários anos, no Congresso Nacional, dois projetos sobre a revisão da Lei do Aborto.
Já vai bem longe o tempo em que a mulher buscava o simples direito de andar de seios soltos debaixo da roupa. Hoje, com a permissividade nos costumes de uma sociedade que luta para se recompor, ela vai às ruas em favor da lei do aborto, adotada em muitas localidades do planeta.
Aplausos para as mulheres que se libertaram da condição de propriedade de marido imposta por uma sociedade opressora e medrosa que vem desde os tempos do Brasil-colônia. Não é apenas o nosso País, mas o planeta inteiro está dominado pelo mito de Prometeu.
O medo faz parte desta consciência dissociada que apregoa a dualidade e que está indo embora com os sinais do advento da nova Era, agora na consciência unificada, como existe em Vênus, Vega de Lira, Arcturius e outros mundos felizes.
As ligações físicas são revestidas de ligações mentais em que se vê compromissos assumidos. Não podemos desmanchar laços que estabelecem uma união.
O que seria da planta, se fossem arrancadas suas folhas? Onde nasceriam as flores e os frutos? Em qualquer contenda, devem ser ouvidas as partes interessadas, como deu mostras de sabedoria o rei Salomão.
O que se vê na sociedade que permite o aborto é apenas a satisfação dos desejos de uma parte em detrimento de outra que não foi ouvida.
Em circunstâncias adversas, quem defende o direito de nascer? Quem tem a disposição de plantar no deserto para que haja diminuição na aridez da paisagem?
É por isso que nossa voz se levanta diante dos movimentos que propõem uma revisão da legislação sobre o aborto e o nosso silêncio diante da aprovação pelo Supremo Tribunal Federal que teve por objetivo eliminar a vida de fetos sem chances de sobreviver.
Por mais estranho que pareça aos que veem a questão em apenas de um lado, o encontro das pessoas está subordinado à lei de atração que une todos os seres vivos ao núcleo em que está vinculado, desde os átomos, as famílias das espécies dos reinos da natureza até os sistemas planetários dentro de suas respectivas galáxias.
Se na teoria da origem das espécies, Darwin estabeleceu que o Universo foi criado de matéria inorgânica é porque sabia que há uma ligação entre as espécies perpetuando a vida. Entre os homens, ela prossegue em seu ritmo colossal unindo os seus pares, numa determinação precisa, independente da incompreensão de uma gravidez censurada.
Se fôssemos observar a questão no ponto em que a transcendência surge, veríamos a razão justa de todos os nascimentos. Assim, a gravidez deve ser aceita, tratada com carinho e amada em respeito à vida que ganha formas humanas.
Deixemos de lado o ímpeto que forçou a vontade de quem inconscientemente, nos planos mais sutis, buscou ser engravidada. E nos casos em que a lei do aborto evoca os riscos de vida da gestante (legalizados) ou a interrupção da gravidez nos casos de fetos sem chances de sobrevivência (legalizada pelo STF), nos indagamos não seria este mais um pretexto para se tornar legalizado um ato contra a natureza?
A morte provocada pelo homem não encontra apoio nas leis que sustentam o equilíbrio do Universo. Amemos as situações que surgiram com a nossa vontade, sem reclamar dos lampejos que se iluminaram em nosso caminho, revelando  as responsabilidades que assumimos, consciente ou inconscientemente, perante a vida.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

COMPETITIVIDADE (II)

Na busca de conciliar o mercado e o ambiente de trabalho onde predomina a competitividade e separatividade, característica da consciência planetária, as empresas adotam medidas aterrorizantes, isto para manter o status quo de quem as dirigem.
No topo da hierarquia, as influências do mercado são recebidas com reservas fazendo os administradores passar a ideia de que tudo corre as mil maravilhas e que o seu lado não é atingido.
A evidência da realidade externa desmente esta postura e eles começam a mexer na parte que lhe ameaça, na opinião deles e não das empresas em si, a estabilidade no cargo, surgem assim a expulsão ou expurgo de funcionários que são competentes mas não mais aceitáveis no recinto de trabalho dirigido por administração instável.
O comando das empresas sente necessidade de aceitação popular, pois todas têm clientes, para apoiar suas posturas no relacionamento social e interno, surge assim a evocação dos pontos positivos que já se encontram na aceitação do público, como a tradição empresarial em que é passada como instrumento de que todos participam para promover a satisfação de ser funcionário e/ou cliente.
A pressão para cumprir metas criou-se um clima paranoico quando não há comunicação nas empresas, estimula-se o medo como forma para manter o poder de quem comanda, isto vem das esferas superiores onde a política e os aparelhos de aplicação desse poder é manifestado.
Como forma de aceitação dessa política empresarial são apresentados em casos isolados os bodes expiatórios que justifiquem a postura de seus agentes ou capitães do mato que não aceitam o trabalho fora dos caprichos ou gostos sádicos de seus chefes. A figura jurídica criada chama-se assédio moral onde são envolvidas ações na área trabalhista contra as empresas.
Se a ordem que vem de cima é para perseguir e descartar toda manifestação contrária ao comando de cima, isto acontece tanto nos regimes totalitários como democratas, vem recrudescendo, atualmente com maior vigor, nas empresas que não seguem a finalidade para a qual foram criadas, assim como as leis não cumpridas ou desvirtuadas de seus propósitos originais.
A concorrência de cargos comissionados tem a influência desse clima instável que não é exclusividade das empresas mas da densa consciência planetária em que se situam a maioria da população mundial.
Com o advento da Era de Aquarius, neste liminar dos tempos modernos, vemos como está ficando a situação do dinheiro. Sabemos que a era do monetarismo, o uso das moedas está chegando ao fim e o processo de banimento será concluído daqui a alguns séculos ou até antes, dependendo da própria humanidade em ascender à quinta dimensão unificada, em termos de consciência planetária.
Quando o sistema financeiro acabar em todo o mundo, naturalmente será o fim de todas as empresas. Esse sistema enriqueceu uma minoria da população mundial, deixando a maioria à mercê da fome e da miséria. Por outro lado, a sacralização do planeta Terra é uma realidade, isto está bem explicitado em nossas crônicas pertinentes à transição planetária – blog Fernando Pinheiro, escritor.   
Em decorrência da importância do assunto, vale transcrever a nossa crônica de 22 de agosto de 2014 intitulada Competitividade:
A densa consciência dissociada está indo embora do planeta Terra com a chegada da mudança de paradigma que os simples e humildes estão implantando, sem alarde, apenas com o pensamento voltado ao coração, símbolo do nosso ser profundo.
O paradigma da maioria da população mundial traz o predomínio da separatividade e competitividade. O modelo econômico vigente teve em sua estrutura essas duas características que contêm o sentido filosófico da obra de Adam Smith. No entanto, como dissemos na crônica UMA MENTE BRILHANTE – 18 de março de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, esse modelo econômico foi contestado por John Nash, Prêmio Nobel de Economia de 1994, vejamos a nossa apreciação em 4 parágrafos:
Lançada nos idos de 1776 a obra A Riqueza das Nações, de Adam Smith, continua sendo o principal pilar onde todas as estruturas econômicas e sociais se baseiam. Nela existe a metáfora da mão invisível que relata que todos poderiam fazer o que bem entendessem e no final a mão invisível resolveria tudo.
Hoje, decorridos 238 anos, são poucos os que questionam essa metáfora do liberalismo e do individualismo onde o mercado e as relações sociais funcionam nesse sentido. Isto contraria o sentido gregário dos animais e das aves que está presente no reino animal.
É claro que a teoria de Adam Smith não resolveu a situação do mundo onde poucos ganham muito e muitos ganham pouco, sendo que 2 bilhões, do total de 7 bilhões de habitantes do planeta Terra, atualmente, ganham trabalhando, cada um, apenas 2 dólares por dia (R$ 4,86 ou £ 1,24).E como fica a situação dos que pretendem ter as condições básicas para sobreviver: moradia, alimentação, transporte, criação dos filhos?Assim, a metáfora da mão invisível não funciona para todos.
Os livros sobre História da Economia não são lidos por grande público e os economistas não conhecem John Nash, somente vem a estudá-lo nos cursos de pós-graduação em decorrência do pouco interesse do status quo, o atual paradigma revelando a competitividade e a separatividade da consciência planetária.
Como exemplo da consciência dissociada do planeta, vemos que o governo dos países mais desenvolvidos da Terra está comprometido com os grupos que o elegeram e, não consegue levar a todos os seus habitantes uma consciência planetária unificada.
No caso Brasil, em clima de campanha às margens do Rio Tucunduba, na cidade de Belém–PA, em 21/08/2014, Luciana Genro (PSOL), percebeu o paradigma e enfatizou: "Quem diz que vai governar para todos acaba governando para os mesmos de sempre, para as elites, para os banqueiros, para os grandes financiadores das campanhas e para o mercado financeiro”. Ela obteve 1,6 milhão de votos para presidente da República.
Acolhida como um marco de aceitação há muitos milênios, a competitividade chega-nos com um argumento do médico Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp, manifestado no R7 Notícias – 18/8/2014 que aborda o crescimento no Brasil de mortes por depressão e suicídio: “fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.”
Temos abordado sempre para não darmos peso e referência à dificuldade que impossibilita o nosso crescimento interior e citamos o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”
Quantas pessoas passam o tempo olhando para a televisão e outros meios de comunicação observando e se impregnando da densa frequência de onda de que são revestidas as notícias de desencantos! Isto também tem relação com os engramas do passado, onde as pessoas não conseguem se desvincular. O apego aprisiona e o desprendimento liberta.
Ainda sobre o R7 Notícias, na referida reportagem, comenta que, com a chegada das doenças crônicas incuráveis, a morte de pessoas da família e a frustração de não poder continuar realizando tarefas que vinham exercendo, quando estavam em atividade profissional, são fatores de riscos da depressão e do suicídio que tem aumentado muito no Brasil, nos últimos 16 anos [705% – levantamento de dados do Datasus divulgados pelo jornal O Estado de S.Paulo].
A competitividade é completamente contrária ao sentido gregário que os animais, aves, répteis, peixes, crustáceos, possuem. Vejamos o trabalho das abelhas, o voo das aves ao entardecer buscando os ninhos, o pulo do gato ou do cachorro em cima do dono, o nado dos golfinhos que revela a captação de frequência de onda em hertz, superior, muito superior à capacidade do homem em perceber o que se passa ao seu redor.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O DOCE SOM

A ária do 3º Ato Mad Scene – Il dolce suono, da ópera Lucia di Lammermoor, de Donizetti, teve uma versão destinada ao filme The Fith Element (ficção) na voz da soprano albanesa Inva Mula, enquanto o papel da diva Plavalaguna coube a atriz francesa Maïwenn Le Besco.
Na cena lírica, a personagem Lucia se apresenta no palco com o vestido branco ensanguentado, vislumbrando um espectro surgindo em sua direção e, diante de seus companheiros do elenco, enfatiza: Ohimè, sorge il tremendo fantasma e ne separa! (Infelizmente, o enorme fantasma surge e nos separa!).
Lucia relembra o encontro feliz com o seu amado, junto a uma fonte, onde surgiram afagos nas mãos e nos olhares, doce encanto, enlevo sublime. A frequência de onda que ela emitiu era diferente da que tinham os inimigos do seu amado, em corpo astral, podiam estar dormindo e volitando ou do outro lado da matrix já sem o corpo físico.
Um caso semelhante, uma vez aconteceu comigo: estava eu dormindo no quarto e almas errantes que brincavam à sua maneira chegaram perto de mim e disse a elas, com um leve sorriso: olha aí, gente, eu acho que vou mandar vocês pro inferno. De repente, saíram em disparada.
É que esse arcano ensinado pela matrix é desesperador. Não as assustei porque o meu sorriso não assusta ninguém, elas se assustaram pelo paradigma em que ainda vivem. Quem estivesse na mesma frequência de onda em que estavam as almas errantes, certamente seria acometido de profundos dissabores.
A influência de almas errantes está ligada aos interesses em que elas se mantêm presas, pensando que ainda estão no corpo físico, comumente atadas ao paradigma terrestre que envolve confusão manifestada no dualismo humano (certo/errado, bem/mal e outras expressões similares). O ego é complicado, quer uma coisa agora, quer outra depois, e até se contradiz.
Anteriormente em 7/10/2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor, há uma crônica interpretando a Cantiga de Viúvo, música de Osvaldo Lacerda, letra de Carlos Drummond de Andrade. Vale salientar a transcrição:
Refletindo o sonho, na praia do sono, a vida apresenta-nos estuante e bela, dentro dos arcanos que deslindam os enigmas do caminhar. O estado de vigília, numa alternância dormir e acordar, revela-nos diariamente os liames que estabelecemos em esferas subjetivas ou etéricas. (...)
Mesmo mencionando que “a noite caiu na minha alma”, o poeta não diz que teve um sonho; isto comprova que o estado  de vivência da alma, que ele sente, independente da condição  de sonhar no sono. Isto lhe permite entender a vida, na  informação da fonte de origem, nem mesmo tem a necessidade  de  consultar  os travesseiros.
No sentido inverso, o homem que ainda não se desprendeu dos instintos grosseiros que o fazem criar uma atmosfera pouco inteligente, não tem condições de perceber que o seu mundo íntimo tem as revelações necessárias à sua caminhada como ser  inteligente à busca de sua identificação com a harmonia do  Universo.
Lucia di Lammermoor, a heroína de Donizetti, convida o amado Edgardo a se refugiar ao pé do altar onde há rosas e incensos esparzindo agradáveis aromas, brilham ao redor as tochas sagradas. Ela sente uma harmonia celestial em seu coração, no mesmo instante em que está mergulhada num devotamento que a faz dividir com ele todos os prazeres da vida.
Edgardo, o amado da heroína, está perplexo, um instante antes, Lúcia está com um punhal na mão e o vestido manchado de sangue, era a influência do fantasma que lhe queria sugar-lhe toda a força, como vampiro faminto para sobreviver no campo astral. Ela conseguiu reverter a situação, manifestando-lhe o amor.
Quantos casamentos são desfeitos em situações semelhantes, lares desfeitos com a saída abrupta de seus familiares, empregados sendo mandado embora por patrões ou superiores hierárquicos de empresas estatais ou não, mesmo sendo bons funcionários, pois a separatividade e a competitividade desta densa consciência planetária não os faz despertar que tudo se interliga no emaranhamento quântico.
As consequências são desastrosas acarretando dores e sofrimentos que se prolongarão do outro lado da matrix. A cena lírica do compositor italiano ameniza com apenas um leve sangramento a manchar o vestido da noiva. O punhal de Lúcia faz-lhe apenas um leve corte no pescoço e é retirado de suas mãos pelo homem que muito lhe ama. A veia jugular é fatal, não foi tocada.
Do outro lado da vida, quem está sem forças precisa da energia que está no sangue, assim vai toda a nossa compreensão e não aquiescência por trabalhos de magia, envolvendo matança de animais. É uma violação que agride a natureza, há outros recursos de refazimento interior: basta um pensamento, desde que seja sem medo ou vacilação.
Nos matadouros onde os animais são abatidos para o consumo de carne, essas mesmas almas errantes se locupletam com tais energias e a população planetária se vangloria de passar bem nas comidas de restaurante e pagam alto preço nos lugares de requinte com cardápios sofisticados mas que no fundo são de sangue animal.
Ao pensar em seu amado, a heroína de Donizetti quebrou todo esse paradigma social e fez resplandecer o amor em seu coração doando ao seu amado, libertando-se das amarras do passado, os engramas que escravizam e aniquilam. O amor faz milagres, ou melhor dizendo, faz o colapso da função de onda mudando de frequência.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EN ARANJUEZ CON TU AMOR

O compositor Manuel de Falla (1876/1946) já é nosso conhecido em Noites nos jardins de Espanha onde comentamos essa suíte de 3 impressões sinfônicas para piano e orquestra, no post de 19 de outubro de 2012  – blog Fernando Pinheiro, escritor. Segundo a Encyclopædia Britannica, o compositor conseguiu uma fusão de poesia, ascetismo e ardor que representa o espírito da Espanha na sua mais pura expressão.
Outro compositor espanhol que vamos citar aqui é Joaquin Rodrigo (1901/1999), cego desde a mais tenra idade, conhecidíssimo autor do Concierto de Aranjuez, escrito para violão e orquestra, a música espanhola mais interpretada no planeta Terra. 
Como todos sabem, o concerto é música pura, portanto não tem letra, no entanto o autor disse que “o concerto foi destinado a capturar o perfume de magnólias, o canto dos pássaros e o jorro das fontes" nos jardins de Aranjuez [Wikipedia, the free encyclopædia].
En Aranjuez con tu amor é uma adaptação do 2º movimento, adágio do Concerto de Aranjuez. No Youtube o tenor José Carreras interpreta essa canção no estúdio da The Angel Orchestra of London, atualmente conduzida pelo maestro Peter Fender. Há outros intérpretes: Placido Domingo, Montserrat Caballé, Andrea Bocelli, Sarah Brightman, Gianluca Ginoble (Il Volo), Dyango, Mario Frangoulis, Richard Anthony, Paloma San Basilo, Jose Guardiola, Ginamaria Hidalgo.
A mesma música com título Aranjuez mon amour, na voz de Amália Rodrigues, Nana Mouskouri, Jean François Maurice; Aranjuez la tua voce, interpretada por Dalida e, ainda, a cantora libanesa Fairuz, na canção Le Beirut, e, ainda, Zé Perdigão, de nacionalidade portuguesa, Em Aranjuez com o teu amor, entre outros.
A letra é derramada em lirismo que nos remete a imagem ideoplástica em que há um rumor de fonte de cristal irradiando uma frequência de onda chegando junto a rosas do jardim. Há folhas secas no chão que também está envolvida no sussurrar da fonte, atingindo as lembranças de um romance que acabou e parece reviver nessa onda.
A letra da canção enfatiza: “talvez esse amor esteja escondido em um pôr do sol, na brisa ou em uma flor à espera de seu retorno.” Olha aí o colapso da função de onda de Schrödinger. Pensando nos Jardins de Aranjuez, Joaquin Rodrigo escreveu esse concerto nos idos de 1939, e 52 anos mais tarde, ei-lo Comendador recebendo o título de Marquês dos Jardins de Aranjuez, concedido pelo rei Juan Carlos I.
No campo dos sentimentos vemos o amor recrudescendo o passado que ficou guardado no coração. Encontros acontecem com os antigos amores que se separaram por circunstâncias diversas e são identificados entre si como naquele instante em que houve o primeiro olhar. Isto transcende à esfera física, pois em sonhos podemos nos encontrar com os amores de nossas vidas.
É necessário manter a frequência elevada de um amor frustrado ou acabado num adeus que se perdeu no tempo, perdido apenas nas aparências, pois o fenômeno de Schrödinger, que todos nós fazemos ao pensar, faz esse entrelaçamento que interliga com os amores escolhidos. Isto é física quântica, tão simples como o modo de pensar.
Em frequência de onda revestida de incerteza e de desencantos há uma predisposição orgânica para uma disfunção que atinge a célula, depois o órgão, instalando a doença. A saudade pode ser benéfica ou maléfica (dualismo humano) dependendo como a encaramos. No primeiro caso, há um doce enlevo encantando-nos a alma, o coração, o nosso ser profundo que emerge para resplandecer a luz.

sábado, 20 de setembro de 2014

ARDIL DIABÓLICO

O sistema de diagnóstico, na área de psiquiatria, conforme observamos na mídia, é altamente pressionado pela indústria farmacêutica. O consumo de remédios antidepressivos tem aumentado muito, na última década, sem que haja a diminuição do índice de depressão no mundo. 
A 5ª e última versão do DSM – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais está em vigor desde maio de 2013, elevando o número de patologias mentais a 450 categorias diferentes que eram 182, nos idos de 1968, no Manual DSM–2 [Folha de S.Paulo – 14/05/2013].
Com o apoio da mídia, a indústria farmacêutica joga pesado e faz convencer os médicos e a sociedade em geral que os problemas psicológicos são resolvidos com remédios de sua fabricação.
Em alguns casos, sim, são úteis, mas o excesso provoca dependência, inclusive está havendo “mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas”, segundo o Dr. Allen Frances, Catedrático emérito da Universidade Duke, Carolina do Norte, EE.UU., na entrevista concedida em 27/09/2014, ao Jornal El Pais – Madri, Espanha.
O paradigma mundial, adotando a competitividade e a separatividade como marca de sobrevivência é altamente desumano e selvagem para todos, principalmente quando atinge as crianças, a partir de 3 anos, idade em que ingressa no aprendizado escolar, aumentando assim a procura dos pais pela psiquiatria infantil, e logicamente o consumo de drogas lícitas.
Segundo a BBC, em 20/06/2014, o número de refugiados no mundo gira em torno de 51,2 milhões. O Paquistão abriga cerca de 1,6 milhão de refugiados afegãos, a Turquia 1,2 milhão de refugiados sírios, e no Líbano o mesmo número de refugiados sírios.
Milhões de pessoas no Iraque, na Síria e na Turquia, onde há forte domínio da população pelos terroristas do Estado Islâmico, sobrevivendo com mil dificuldades, inclusive no meio de bombardeios dos Estados Unidos, existe uma cultura sem recorrer à psiquiatria. 
Na apreciação dos observadores do Manual DSM – 5°, os problemas cotidianos são vistos como transtornos mentais. Diante de uma banalidade qualquer, acrescenta o Dr. Allen Frances, “a enfermidade diminui a dignidade de quem sofre” e afirmamos que não devemos dar peso e referência com aquilo que não corresponde ao nosso mundo íntimo, o ser profundo que se conecta com a fonte.
Este assunto foi abordado anteriormente nas crônicas MEDICAÇÕES – 28 de julho de 2013 e HIERARQUIA PIRAMIDAL (II) – 29 de outubro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor. Vale transcrever textos desta crônica, in verbis:
A matéria da Viomundo, em 29 de agosto de 2013, escrita por Heloísa Villela, de Nova York, merece ser lida na qual divulga a pesquisa da médica Adriane Fugh-Berman, Professora-adjunta do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Universidade de Georgetown – EE.UU., a respeito da manipulação da indústria farmacêutica usada sobre os médicos com a finalidade de vender remédios e promover doenças.
Nunca fizemos análise e nem somos pacientes de terapêutas na área da psiquiatria, no entanto vale assinar em 2 parágrafos a crônica O JOGO SOCIAL – 25 de fevereiro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor:
Na entrevista do Prof. Valentim Gentil Filho, concedida a Mônica Teixeira (p. 111), há o reconhecimento de que os escritores, poetas, filósofos fazem melhor a abordagem do sofrimento psíquico do que os médicos, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras. Ele menciona a preferência por Dostoiévski, Proust, Thomas Mann. Indiretamente, fomos beneficiados pela citação da classe a que pertencemos. Muito obrigado, Professor.
"Nada é mais difícil para as pessoas comprometidas por psicose ou alguns outros transtornos psiquiátricos do que entender a lógica da sociedade: são explorados, entram em conflito com os vizinhos, com a polícia, são vítimas da dificuldade de compreensão sobre as regras do jogo social." [Valentim Gentil Filho, Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Professor Titular da Faculdade de Medicina da USP - in Entrevista publicada originalmente na Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, março de 2005 e, posteriormente, na Revista Temas - Teoria e Prática do Psiquiatra - v. 35, nº 68-69, p. 110 - Jan/Dez. 2005].
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.”
O que sobressai no final da matéria é a opinião da médica americana em sugerir o fim do envolvimento da indústria farmacêutica que adota métodos para influenciar a prescrição dos medicamentos. Em outras palavras, essa indústria evita curar e sim prolongar o tratamento através de uma dependência química dos remédios.
Esse ardil diabólico, no passado recente, conforme divulgado na entrevista do Jornal El Pais, foi usado pelas fábricas de fumo. No caso dos EE.UU., com a mudança de cultura, houve um decréscimo substancial no consumo do fumo, passando de 65%, em 1989, para 19% da população, atualmente. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

POLÍTICA

Na Grécia antiga, Hermes, herói e anti-herói, patrono de ladrões e trapaceiros, era o mensageiro de Zeus do Olimpo para entregar os mortos à região dominada por Hades, no umbral inferior. Essa comunicação estende, nos dias atuais, um arquétipo que caracteriza a época em que vivemos nesta densa dimensão de consciência planetária.
O mito de Hermes, dentro do dualismo humano, repercute na cultura contemporânea ocidental em que vemos a perda de valores estáveis, manipulação da informação na mídia e na política [NEVILLE – 1992].
Em todas as áreas do trabalho produtivo, vemos o governo, as pessoas e as empresas lutando para sobreviver na oscilação do mercado influenciado pela competitividade e separatividade, comum em todos os relacionamentos humanos. 
Os governos e as empresas são aquilo que as pessoas são. Quer conhecê-los? Verifique quem as dirigem. Observe a nominata da galeria de presidentes. Numa dimensão mais sutil, não existe certo nem errado; existe a beleza, esse é o caminhar de quem não critica, apenas observa a mudança de paradigma.
Milênios de dualismo (certo/errado, bem/mal e outras expressões correlatas) que se sobressai nos arquétipos helênicos, atualmente em vigor no planeta Terra. Anteriormente, na varanda de Pilatos isto se manifestou quando foi gritado o nome Pilatos, o ladrão de porcos, numa pergunta que o rei fez ao povo para libertar um dos presos.
No arquétipo de Hermes, os governos e as empresas buscam sobreviver dentro da influência de mercado que influencia uma ação predatória, pois a liderança é exercida mediante a fiscalização, controle e punição. As finalidades nas quais foram organizados são esquecidas por causa da sobrevivência que está em jogo.  
Nesse clima que abarca o mito de Hermes, influenciável pela corrupção, a governança da política e das empresas sofre essa influência que se mantém entre a riqueza e a escassez. A sobrevivência dessa política depende dos aspectos positivos da personalidade de seus componentes.
Quando esse paradigma de consciência planetária for embora de vez da Terra, com a separação do joio e do trigo, anunciada há 2.000 anos, a fase de trevas não mais existirá e a Terra, totalmente sacralizada, será governada pelos brâmanes, no dizer dos indianos. Enquanto isso, olhemos para quem tem condições de semear.
No caso Brasil, transcrevemos alguns parágrafos da crônica O MEU PAÍS – 24 de setembro de 2013, publicada no blog Fernando Pinheiro, escritor:
A música O Meu País, na voz de Zé Ramalho, é o retrato do Brasil.
Não devemos dar peso e referência a situações inadequadas, pois aquilo que valorizamos passa a ser verdade. É neste perfil que os manipuladores de massa humana trabalham.
Vale assinalar a citação: "A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade." [BUDA].
Há um desfilar de situações, no Brasil, em que presenciamos, diariamente, uma realidade pungente revelada pelo rádio, televisão e internet que inclui as redes sociais: blog, facebook e twitter.
São sombras de um tempo nublado, de ar rarefeito, onde a brisa refrescante é algo que sabemos que poderá vir a qualquer hora, assim como houve, em junho/2013, o clamor das ruas em protestos em São Paulo e em diversas capitais brasileiras nas quais os políticos não puderam participar: ninguém poderia representar ninguém nessas situações. (...)
A letra da canção diz ainda que os humildes não têm vez nem voz no país do faz-de-conta. É por isso que lembramos aos leitores do facebook e do nosso blog que a profecia projetada pela luz crística ainda vai ser cumprida: “os humildes herdarão a Terra” e nas anotações que vêm do Ganges: “quando o período das trevas for embora, a Terra será governada pelos brâmanes”.
Isto ocorrerá daqui a alguns séculos, quando será implantado definitivamente no planeta Terra a Era Dourada ou a Era de Aquarius, mas já existe uma preparação para que isto aconteça, inclusive o alerta da música O Meu País, interpretada pelo cantador paraibano.
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PÉROLA DO TAPAJÓS

Em Santarém do Pará, a pérola do Tapajós, está situado o Aeroporto Maestro Wilson Fonseca [Lei n° 11.338, de 03/03/2006 – DOU 04/08/2008] que ostenta o busto em bronze do homenageado, esculpido pelo artista Henrique Hülse, inaugurado sob os auspícios da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).
 A obra musical de Wilson Fonseca inclui mais de 1.600 produções (canto, piano, banda, conjuntos de câmara, sacras e orquestrais, além de arranjos e transcrições) está sob custódia do filho dele, o Dr. Vicente José Malheiros da Fonseca, Desembargador Federal do Trabalho do TRT – 8ª Região – Belém – PA.
Dentre os temas da Amazônia, Wilson Fonseca (1912/2002), imortalizado pela Pátria e por três entidades culturais: Academia Paraense de Música, Academia Paraense de Letras e Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, vale salientar: Abertura Sinfônica “Centenário de Santarém” (1948), “América 500 anos” (poema sinfônico, 1992), “Amazônia” (suíte para jazz-band, 1996), a ópera amazônica “Vitória-Régia, O Amor Cabano” (1996, com libreto de José Wilson), “Tapajós Azul” (valsa para orquestra sinfônica, 1997). 
Nem tudo são pérolas. Os conflitos agrários na Amazônia, em decorrência da exploração ilegal de madeira, provocaram o assassinato de mais de 600 pessoas, nos últimos 28 anos, e mereceu a atenção do Greenpeace Brasil e da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, em audiência pública realizada em setembro/2014.
O Brasil vive na expectativa da implantação do Complexo Hidrelétrico da Bacia do Tapajós e, segundo a jornalista e escritora Eliana Brum na coluna A gente não vive no Tapajós, jornal El Pais – Madri, Espanha, em que relata a preocupação nas comunidades Montanha e Mangabal, “assim como outras populações ribeirinhas e indígenas, está sendo gestada a mais acirrada luta socioambiental depois de Belo Monte.”
Recrudesce na imaginação dessas populações a chegada das caravelas portuguesas, ameaçando suas terras povoadas, assim como aconteceu com seus antepassados.
Atualmente, nem mesmo a Aldeia Maracanã (antigo Museu do Índio), ao lado do Estádio Maracanã, pode ser ocupada por eles, quando em trânsito pela cidade do Rio de Janeiro. Depois de muita marcha e contramarcha, no dia 22 de março de 2013, os 22 índios, expulsos daquele local, foram parar em terreno de Jacarepaguá, na antiga Colônia de Curupaiti, ocupada pelos portadores de hanseníase.
Esses povos da mata, a menor etnia populacional do Brasil, sentem-se ameaçados de extinção, no momento em que o governo federal anunciou, em 27 de agosto de 2014, o destino de “3,2 milhões de hectares para reforma agrária e preservação ambiental” na região amazônica, área que abrange reservas indígenas. Haja caravelas!
Os planos do governo federal, segundo Folha de S.Paulo – 18 de setembro de 2014, é construir a Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, com capacidade de 6,1 mil MW, prevista para entrar em funcionamento nos idos de 2019 e a de Jatobá, cerca de 2,3 mil MW, em 2020.
Enquanto isso, para gáudio nosso, vamos lembrar alguns textos da crônica A Dança da Lua – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 01 de dezembro de 2013 que comenta o samba-enredo da Escola de Samba Estácio de Sá – carnaval de 1993:
A lua surgiu no céu e veio dançar e todos cantam animados, clareou, clareou. A Escola de Samba Estácio de Sá narra a lenda dos índios Carajás: “Que nada existia, até Kananciuê criar na frágil luz da lua nova, faz a Terra e a flora, a fauna, o rio e o mar, o verdadeiro paraíso, Jardim do Éden ou quem sabe Shangrilah.”
As amazonas, mulheres que montavam a cavalo pela floresta, valentes guerreiras da nação Icamiabas, protegidas por guaquaris e outros seres míticos e místicos, lendas que se espalharam, antes ou depois, pelo mundo, como as valquírias alemãs imortalizadas em óperas wagnerianas.
O grito se espalha na aldeia sob a luz da lua e surge a súplica ao dragão lunar para a multidão de festeiros ter o prazer de contemplar as deusas protegidas por ele no imenso céu aberto de claridade suave e derramada em suaves eflúvios de amor.
A súplica é carregada de pressa estabelecida antes mesmo que a lua minguante surja, diminuindo a claridade, e a nova dança do Zodíaco trazendo sombras com bruxas negras dançando para servir a Satanás, criada nessas lendas que se atualizam nos cantos dos pastores.
Há muita orgia nesse canto zodiacal, no entanto na busca do amor tudo é mais lindo no nosso interior, conclui a Estácio de Sá dançando com a lua que chegou na Sapucaí para nos alegrar.
A Pérola do Tapajós, Santarém, município do Pará, abriga ainda Alter do Chão, uma linda praia fluvial, refúgio encantado onde havia, no passado lendário, a dança da lua e hoje é atração turística que nos faz lembrar o Caribe, aliás a Amazônia é brasileira, peruana, venezuelana, colombiana e caribenha.