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segunda-feira, 13 de abril de 2015

FAMÍLIA SEM FILHOS

Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade maternal, no Brasil, começou a cair a partir de 1965 (6 filhos por mulher), a média nos idos de 2000 ficou em torno de 2,2, caindo para 1,7 em 2010. Observamos que, nas décadas de 40 e 50, no interior do Pais, era comum as mães terem 10 ou mais filhos.
O fato econômico foi determinante para que houvesse essa queda de taxa de fecundidade maternal e o aumento dos casais sem filhos nos primeiros anos de casamento ou mesmo, em muitos casos, durante todo o relacionamento, pois as despesas com a criação de um filho, a partir do nascimento até a idade de 23 anos, é em torno de 2 milhões de reais para a classe rica e ½ milhão para a classe pobre.
É muito comum o relacionamento do casal acabar quando acaba o dinheiro, tanto na fase do namoro quanto no período em que estavam morando juntos, casados ou não. A crise financeira de uma empresa, de uma nação atinge as pessoas isoladas ou em grupos.
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver.
A transição planetária está em pleno funcionamento na vida de uma parcela da humanidade, anteriormente abordada, que vive em cinco pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. É este o contingente de multidão de pessoas, vivenciando um patamar a mais na consciência global, que irá contribuir maciçamente para modificar o paradigma atual.
Aquele olhar de Jesus em Jerusalém em que foi dito “não ficará pedra sobre pedra” se estende também na transição planetária, sendo que a última pedra a cair será o sistema financeiro, pois não serviu a todos, acumulando fortunas nas mãos de poucos e miséria na maioria.
Em outra vertente do pensamento onde a realidade nos chega mais perto e palpável, vemos a presença dos cientistas que contribuíram para que a humanidade tivesse o telefone celular e toda essa gama de inventos originários da física quântica, citamos apenas um, no parágrafo a seguir:
Prêmio Nobel de Física (1963), Eugene Paul Wigner afirmou que não é possível formular as leis da mecânica quântica sem recorrer ao conceito de consciência. Ele alegou que a medida quântica requer um observador consciente, sem a qual nada acontece no Universo [The Information Philosopher]. – in PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
Será que todos têm noção do que acontece no mundo ou a mídia o faz pensar no paradigma vigente? Onde está o conceito de consciência que o cientista Wigner explicitou, se a maioria nem sabe que até os insetos têm consciência? Nem vamos falar sobre o dinheiro do fundo líbio que sumiu. Será que 1 bilhão de dólares é pouco? Não importa, 1 centavo sumido já denota essa densa consciência planetária.
Os casais, formando famílias, se unem para viver num clima ameno e alentador. Eles vivem de acordo com as possibilidades que lhe são apresentadas, tanto cada um individualmente quanto aos grupos sociais ou comunidades de que participam. O dinheiro é o meio circulante que lhe faz obter o que necessita para viver.
Há opção de casais em não ter filhos, quebrando a tradição da família brasileira que, nos idos de 1965, possuía 6 filhos, média apresentada no censo do IBGE, como também há os que pretendem ter filhos sempre quando as circunstâncias favorecerem, isto englobando a carreira profissional, a situação emocional e o elemento dinheiro.
É bom salientar que, nas uniões estáveis como também nas ocasionais, os preservativos (camisinhas), e as pílulas anticoncepcionais inibem bastante a fecundidade maternal. Não há estatística a respeito porque é impossível conhecer a intimidade dos casais. A indústria farmacêutica pode informar apenas o total dos produtos fabricados.
Na família sem filhos há a opção por adotar filhos de outros casais que não quiseram criá-los. Em tudo vemos a busca dos casais se sentirem melhor, assim como vemos em tudo a beleza resplandecer.

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domingo, 12 de abril de 2015

PÉGASO (XIX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Situada entre as cidades de Nara e Kyoto, no Japão, Uji é famosa por santuários naturais. O de Byodo-In é de impressionante beleza. Um charme de ouro estava no horizonte na despedida do sol que descia lentamente, estendendo-se para o Phoenix Pavillon.
Estávamos na fila para receber o pão e a pasta de ervas finas, iguarias comuns nas padarias e supermercadores brasileiros. Uma turista passou na minha frente, furando a fila, um costume aqui no Brasil. A placidez do local repercutia encantos em nosso coração, somente estávamos ligados nisso.
O não-agir era a fórmula de viver adequado ao nosso coração, estávamos em outra cultura, diferente desta que atingiu apenas ½ milênio de civilização. Lembramo-nos da obra Não apresse o rio (ele corre sozinho), de Barry Stevens e da atitude de não-violência de Gandhi que derrubou o império inglês na Índia, levando-a a independência. O grito de D.Pedro I, montado a cavalo, teve também essa conotação. Às margens do rio Ipiranga não houve morte.
O não-agir é sabedoria milenar como o silêncio de Jesus diante da varanda de Pilatos quando lhe foi perguntado o que era a verdade. Frisamos com todas as letras: em nenhum instante, quando estamos na esfera física, o colapso da função de onda deixa de funcionar, mesmo no não-agir.
Vale salientar que tudo no Universo é informação, pois a consciência está em tudo, pois até os insetos possuem consciência, eles também têm o colapso da função de onda. A física quântica, através de mil recursos espaciais, está descortinando horizontes dantes desconhecidos como também o mundo interno do homem.
Prêmio Nobel de Física (1963), Eugene Paul Wigner afirmou que não é possível formular as leis da mecânica quântica sem recorrer ao conceito de consciência. Ele alegou que a medida quântica requer um observador consciente, sem a qual nada acontece no Universo [The Information Philosopher]. Corroboando com esta assertiva, vale mencionar as palavras do Prof. Hélio Couto: “Não existe mecânica quântica sem a ação do observador. É o observador que faz o elétron se comportar daquela forma.” [Visão Remota Negócios In-Formados – Hélio Couto, por Quantum Wave - Vídeo].
Recentemente, em junho de 2011, o experimento da dupla fenda, muito antes testada em laboratório científico, foi confirmada pelo cientista canadense Aephraim Steinberg: a descoberta de que a partícula se comporta como onda mesmo quando passa por uma só fenda. “Ou seja, o fóton é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo.” Por analogia, existe a teoria da onda-piloto. [Wikipédia, a enciclopédia livre].
Ao longe no santuário de Byodo-In ouvia-se um mantra acompanhado de sons de flauta de bambu, alentando a atmosfera ao redor que parecia estar em placidez, mas que na realidade estava mergulhada em sons e cores de inefável beleza. Era o não-agir que sentimos e já conhecíamos da sabedoria  que vem do Ganges: não buscar nem fugir. Num átimo, estávamos de volta ao recanto feliz em que vivemos.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

ANEL DE EINSTEIN

Assim como foi comprovada a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, na bomba atômica que caiu no Japão, em agosto de 1945, outro evento, veiculando essa teoria, foi observado, em outubro de 2014, no Observatório Alma, Chile, no fenômeno das lentes gravitacionais: a gravidade de um corpo astral mais próximo amplia e distorce a luz emitida por um mais distante. A imagem captada da SDP-81, uma galáxia distante a bilhões de anos-luz da Terra, foi alterada pela gravidade de outra galáxia, adquirindo o aspecto de um anel que recebeu o nome do físico alemão. 
Nos idos de 1961, conhecíamos apenas a Via-Láctea. A descoberta de outras galáxias vieram posteriormente. O que nos encantava e ainda nos encanta é olhar a lua em que podemos ler em verso e prosa o lirismo derramado com doçura. Nesse ano, a cantora Núbia Lafayette gravava a canção Prece à lua, escrita pelo compositor Adelino Moreira.
A Teoria da Relatividade, de Einstein, lançada ao mundo em 1905, se afirma cada vez em pesquisas cientificas, demonstrando tenacidade da ciência em comprovar a nossa realidade cósmica. De igual modo, a Prece à lua, ultrapassando 5 décadas, confirma a nossa disposição em manter viva a esperança em nossos sonhos, no caso de um  amor que se foi e, um dia, irá voltar.
Qual é o segredo disso? O colapso da função de onda, assim manifestado pelo centurião romano que se aproximou de Jesus, a fim de que o seu servo fosse curado. É dito por verdades eternas que nem mesmo em Israel foi encontrado uma fé maior.
Na prece à lua, há transparência de sentimentos, não a chamamos fé para não dar conotação ao apelo religioso, tão amplamente divulgado em grupos diversos e afins, preferimos a tese científica da realidade única que nos une, comprovada pelo Anel de Einstein e pelo canto de Núbia Lafayette, embora a fé não precisa de comprovação alguma porque é a realidade em si.
“Oh! lua, conta-lhe toda a verdade, fala da minha saudade”, a música diz ainda que o olhar dela está na estrada para ver se ele aparece e afirma, nesse mesmo colapso da função de onda: o amor dela continua, vivendo na mesma rua. E quando ele chegar irá ouvir dos lábios dela a confirmação desse amor e não haverá mais adeus.
Festejado no mundo científico, como o Senhor dos Anéis, Einstein quebrou o paradigma da física newtoniana, ampliando horizontes incomensuráveis, e, por último, afirmando o novo paradigma em que a física quântica se sustenta.
No mesmo colapso da função de onda que o centurião romano usou e obteve a cura do seu servo, Jesus é o caso único e singular de alguém que passou pelo planeta Terra e, atualmente, nesse mesmo colapso da função de onda, viaja pelas estrelas, pelas galáxias conhecidas e desconhecidas pela ciência. A união do todo que é, nessa mesma onda, consegue maravilhas que ainda não podemos compreender.
Na crônica O SENHOR DOS ANÉIS – 11 de abril – Blog Fernando Pinheiro, escritor há 3 parágrafos que achamos oportuno transcrever: 
Jesus, um ser multidimensional para poder encarnar no plano físico da Terra, há 2.000 anos, teve que diminuir muito seu poder de grandeza para adaptar às condições que o planeta pode absorver. Diminuindo, diminuindo até a 7ª dimensão, com o auxílio de Maria que lhe forneceu o ectoplasma, matéria-prima de encarnação da luz no plano de sombras que é este vale de lágrimas.
Jesus é o todo, está no todo e por essa razão por estar em muitas galáxias sem fração de segundo, instantâneo, e por essa multidimensionalidade pode estar na consciência de bilhões e bilhões, trilhões e trilhões, número superior a trilhões e trilhões de vezes a população da Terra, ao mesmo tempo. Isto é a verdade que disseminou: Eu e o Pai somos um.
Este, sim, é o Senhor dos Anéis, e não o planeta Saturno, um minúsculo ponto, girando na Via-Láctea onde se encontram mil luas desconhecidas. Se os poetas contemplam a beleza da lua da Terra, os seres multidimensionais, acompanhando Jesus, viajam nesse encantamento das moradas do Pai e ainda transmitem luzes através da ressonância magnética àqueles que tenham a frequência da onda, a mesma e única onda que a ciência proclama existir.
O que criamos passa a existir, a física quântica afirma que somos co-criadores através do colapso da função de onda e essa freqüência de onda passa a existir movimentando-se na direção que lhe dermos crédito. É o princípio da movimentação do átomo: as partículas atômicas ao redor do núcleo. – in CRIANDO PÁSSAROS – 22/02/2015 – Blog Fernando Pinheiro, escritor. 
O fenômeno das lentes gravitacionais, comprovado pela teoria da relatividade, é de impressionante beleza e tem todo o mérito por revelar a realidade do mundo esparzindo efeitos de cores que ampliam e distorcem esses mundos que são reais. O legado de Einstein encanta-nos de mil modos e nos leva a compreensão do colapso da função de onda porque acreditou naquela fé, nascida em seu ser profundo, que remove montanhas. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

INFECÇÃO & CURA


Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde são mais de 12 milhões de pessoas no mundo acometidas, anualmente, de sífilis, doença sexualmente transmissível, sendo que no Brasil o número atinge quase 1 milhão de pessoas (937 mil), sendo que isto é preocupante para as autoridades médicas [JB – 06/04/2015].
A transmissão da doença ao paciente ocorre quando há união sexual da pessoa contaminada, sem o uso da camisinha, ou com a transfusão de sangue contaminado ou ainda como disse a Dra. Marília de Abreu Silva, presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro: “ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto”.
É por isso recomendável as futuras mães fazer o exame pré-natal. A OMS registrou, em 2013, quase 2 milhões de gestantes infectadas no planeta. No caso Brasil, não sabemos quantas estão infectadas. 
A sífilis, conforme reconhecido pelas autoridades, é um grave problema para a saúde pública. Não querendo ser melhor nem pior do que ninguém, pois não fazemos comparação alguma, podemos dizer que nunca tivemos essa doença, e quem a tem o jeito é procurar um médico para se tratar.
Ouvimos dizer que a penicilina cura até defunto, no entanto, a medicação é exclusividade médica. Na edição de 20 de junho de 1950, o Diário Carioca publicava: “O antibiótico de Fleming foi considerado como uma verdadeira panaceia para as doenças infecciosas”. Nesse mesmo dia, o jornal anunciava a estreia do grande violinista Menuhin no Theatro Municipal, incluído no programa Canto do Cisne Negro, de Villa-Lobos.
A infecção é uma doença que atinge o corpo físico, mas pode ocorrer a contaminação de miasmas, a denominada antimatéria que vem da mente doentia tanto da esfera física quanto da espiritual, onde o pensamento nunca deixa de cessar, a menos nos casos de entorpecimento, o que acontece igualmente no plano físico.
Assim como os antibióticos fazem parte da receita médica, a energização pode estabelecer quadros de saúde estável, tanto pela influência de correntes eletromagnéticas de seres multidimensionais como pelos amigos e familiares que amam o paciente, aqui ou alhures, ou através do próprio paciente que busca, através da prece e da meditação, recursos imarcescíveis para estabelecer o bem-estar.
A nossa sugestão é direcionada aos pensamentos que inspiram a beleza, isto vem de mil recursos: a poesia, a música, a simplicidade no sentir e no agir, a brandura que faz mudar de rumo a frequência de onda que vinha em nossa direção, voltando densa a quem a emitiu.
A infecção pelo sapo é muito corriqueira e todos sabem a influência que tem. Quando a boca do sapo é amarrada com o endereço astral que pode conter o nome do destinatário ou objeto que tem imantação do usuário, o sofrimento do sapo é transmitido ao destinatário que passa a sofrer também, podendo ocasionar até a morte.
Isto pode acontecer com o sapo, mas também com outro ser vivo, como a cobra, o morcego ou qualquer inseto, pois a consciência está em tudo, inclusive num inseto (princípio quântico). A consciência pode ganhar outra conotação, a dos cientistas: a da informação que está em tudo, neste mesmo princípio quântico.
Por outro lado, os animais domésticos podem ajudar seus donos na recuperação de saúde, neutralizando, como pára-raios, a frequência de onda que está densa, pesada, carregada de miasmas, devolvendo-a a origem.
O intercâmbio com as esferas resplandecentes é o grande recurso que tem as pessoas neste planeta em vivenciar o estado perene, a plenitude, em que não há mais nenhuma referência sobre infecção.
Se há correntes ideológicas anunciando que somos o que comemos, em maior profundidade, somos o que pensamos: o pensamento é o grande vetor que nos coloca no lugar ou situação que escolhemos. A decisão será sempre nossa.

segunda-feira, 30 de março de 2015

MOVIMENTO ANTIMANICOMIAL

Segundo a edição de 28/03/2015 do jornal El Pais, Madri, Espanha, as comunidades terapêuticas no Brasil passaram a ser uma alternativa para retirar da rua os usuários de crack, principalmente no Estado de São Paulo. Acrescenta o matutino que essas comunidades não são consideradas unidades de saúde, pois não possuem regras médicas e a fiscalização é feita por vigilâncias sanitárias municipais.
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.” [ARDIL DIABÓLICO – 20/09/2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos, o Conselho Nacional de Psicologia e o Conselho Federal de Serviço Social, ainda segundo o referido matutino, apresentaram protestos diante da nova portaria a ser lançada, em breve, pelo Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas que prevê o aumento de 3  para até 12 meses de internação de pacientes e “o desenvolvimento da espiritualidade”, o que autoriza para essas comunidades a imposição religiosa.
Com a elevação do prazo de 12 meses fica caracterizado a internação por longo prazo em desacordo com a Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que redireciona o modelo assistencial em saúde mental no Brasil. Depois desse prazo, naturalmente não é garantido a recuperação de saúde dos pacientes internos, e como fica a situação deles se a família não quiser receber de volta para casa?
Vale assinalar dois parágrafos da crônica O PACIENTE E O MEIO – 01 de março de 2013, no blog Fernando Pinheiro, escritor que menciona a situação no Brasil e nos Estados Unidos:
No Brasil e nos Estados Unidos, com a extinção dos hospitais psiquiatras públicos, decretada por lei, não foi extinta a doença mental, e uma parte dessa população foi colocada nas ruas, aumentando o contingente de mendigos e necessitados de cuidados especiais e outra parte dessa população incorporou-se a da carcerária nas cadeias e penitenciárias, inclusive no regime de liberdade condicional.
Nos Estados Unidos buscou-se solucionar problemas psiquiátricos com a reabilitação psicossocial, mas não deu certo. Com o fechamento dos leitos psiquiátricos, naquele país, havia, nos idos de 2003, quase um milhão de doentes mentais graves no sistema penal [Mc Man´s Depression and Bipolar Weekly].
Essas comunidades terapêuticas recebem verbas do governo federal (programa “Crack, é possível vencer”, iniciado no final de 2011 pela presidente Dilma Rousseff) e em São Paulo (programa “Recomeço”, lançado no governo Alckmin), fazendo conviver os usuários de drogas e os portadores de doenças mentais, todos juntos. Naquele ano, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas anunciou que essas entidades eram cerca de 1.800.
Vale salientar que o movimento antimanicomial é contra a segregação de doentes mentais em manicômios, embora extintos pela Lei nº 10.216, parece recrudescer em internações longas. Além disso, o Conselho Federal de Serviço Social reconhece que o usuário de drogas deve ser tratado nos CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, sem perder de vista a sua integração social e no meio em que vive, sem confinamento algum. 
É sempre bom lembrar que 18 de maio é o dia nacional da luta antimanicomial em que se afirma o nosso desejo de termos, a exemplo do que vem ocorrendo em outros países, uma sociedade sem manicômios.

quarta-feira, 25 de março de 2015

ANGÚSTIA

O bolero Angústia na voz de Bievenido Granda, o bigode que canta, como era conhecido na década de 60, derrama uma sonoridade que nos lembra momentos vivenciados no amor que passamos ao lado da pessoa amada: “Angustia de no tenerte a ti, tormento de no tener tu amor, angustia de no besarte mas.”
Embora pareça paradoxal, a angústia é uma projeção na luz. É que, no íntimo, é a luz que se esparze. O que não se pode é reter a angústia porque isso iria aumentar muito o sofrimento que nos leva a uma caída de ânimo, em consequência a diminuição de nossa defesa orgânica.
Quando a angústia é colocada na berlinda, torna-se mais fácil a busca de solução que pode vir através de produtos químicos ou de energização o que pode ser dissolvida de vez com a consciência de que o amor é o recurso mais eficaz.  
O certo é não tentar compreender a angústia, o que pode ser valorizada em aspectos que não dizem respeito ao nosso mundo íntimo, o certo é deixar passar assim como deixamos ir embora os ventos de tempestade não nos ligando ao rumo em que seguem espalhando um clima diferente do que trazemos dentro de nós.
A angústia, dentro da condição humana, não é apenas a de alguém não poder mais ter os beijos que tinha com a pessoa amada, mas também com relação ao dinheiro, ao trabalho, à alimentação, à moradia, à aposentadoria e a toda questão da sobrevivência.
Nesse aspecto o que sobressai é o que está em nosso ser profundo, sem resistências e com abandono, é aquele abandonar-se à luz, onde a personalidade do que pensamos ser, a nível exclusivo de matéria, tem a chance de transcender no estilo de criança onde o livre-arbítrio não se manifesta. 
O que se nos afigura decepção ao que esperávamos encontrar na pessoa ou situação é apenas um momento de crescer, semelhante à apreciação dos orientais diante da crise. Aqui cabe a citação de Nietzsche: “É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante”. Isto viria, de qualquer jeito, através de um tempo em que não podemos precisar quando será, pois as condições adequadas ao bem-estar são as mesmas no reino vegetal quando surgem as flores. 
A reação, a nível da personalidade, iria complicar a situação, pois o que reage não é o ser profundo, mas o ego que não quer perder e ganhar sempre nesse nível vivenciando a transitoriedade de todas as coisas. O sentido da eternidade torna-nos capacitados para caminhar com leveza.
A moral, esse conjunto de regras estabelecidas no viver humano e transitório, serve-nos para nos proteger de situações que iriam nos embaraçar, é a zona de conforto mais apreciada nesta civilização que perdeu o sentido da ética do mundo grego (Sócrates/Platão) e que foi até Santo Agostinho, doutor da Igreja. Na Grécia antiga, a ética tinha um sentido de durar para sempre.
O caminho conduz a uma encruzilhada: a escolha de sermos criança, vivenciando aquele caminho das bem-aventuranças, ou aquele em que a zona de conforto parece ter um sentido mais real e que, sem dúvida, nos conduz ao canto de Bienvenido Granda.
Nunca poder olvidar as noites junto ao mar que o canto revela é alimentar o que está perdido. Se a angústia está cristalizada é porque alguém a cristalizou. Isto pode ocorrer com os nossos ancestrais ou descendentes ou conosco mesmo, pois o vínculo existe. No apelo religioso há referencial sobre anjos e demônios e no divã de psicanálise os arcanos, os arquétipos e os mitos em que a subjetividade impera. A pessoa cria o próprio destino mediante as escolhas que faz, é sabido.
No entanto, pensar em noites junto ao mar com outros amores que nos alegram o viver, é outro caminho, outra direção. Mas, para isto acontecer é necessário não fazer nada, desapegar-se, apenas viver o que o coração sente no clima dos amores eternos.