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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DESIGUALDADE


Segundo o jornal El Pais – Madri, Espanha, edição de 19/01/2015, “todos os dias, o mundo joga no lixo entre ¼ e 1/3 da comida que produz. Enquanto isso, 870 milhões de pessoas acorda e vai dormir sem saber o que e quando vai comer.”
É bom assinalar que 870 milhões de pessoas não fazem nenhum tipo de refeição ou lanche por falta de recursos, pois como dissemos, anteriormente, na crônica NO MEIO DO CAOS – 29/11/2014: de 2 bilhões, do total de 7,3 bilhões de habitantes do planeta Terra, atualmente, ganham trabalhando, cada um, apenas 2 dólares por dia (R$ 4,86 ou £ 1,24).
Segundo Oxfam Internacional, “o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial” [BBC – Brasil – 20/01/1015].  Esta é a densa consciência planetária que, conforme vimos anunciando, está indo embora.
Certamente que os participantes do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça (janeiro/2015) e da Conferência Mundial sobre o Clima, em Paris, França (dezembro/2015), dirão que a economia de seus países está bem e os programas sociais em plena atividade.
Enquanto isso, 99% da população mundial continua sob o jugo de escravidão imposto por 1% que detém a riqueza e faz-nos lembrar do pensamento do filósofo Immanuel Kant: “você é livre no momento em que não busca fora de si mesmo alguém para resolver os seus problemas”.
Anteriormente, tínhamos dito que para o casal ser feliz é necessário que ambos os parceiros sejam independentes em todos os sentidos e isto repercute em todas as situações da vida.
Em dezembro de 2012, quando o calendário Maia era foco de atenção daqueles que buscavam interpretar o fim de um ciclo planetário, a música A Novidade, de Gilberto Gil, estava e ainda está hoje no auge revelando que a sereia da praia tem o busto de uma deusa Maia e a cauda de baleia.
A novidade, que veio da praia, virou disputa entre o poeta que sonhava mil sonhos com a encantadora beleza de mulher e o esfomeado que queria apenas saciar a fome comendo peixe. Esses sonhos foram despedaçados, caindo os pedaços de mulher e o de peixe para o lado de cada um dos pretendentes. 
O canto da sereia revela um canto que ninguém até hoje ouviu no formato de canto que conhecemos, a não ser em imagens sonhadoras que nos tiram de foco a realidade. A própria sereia, quando foi revelado pela mitologia grega, tinha aspectos de monstro submarino, depois foi amenizado na forma de mulher e cauda de peixe. [O CANTO DA SEREIA – blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de janeiro de 2014].
Não ouvimos o canto da sereia e nem o queremos nem para nós e nem para ninguém. É no ser profundo que todos somos que a voz interna se faz ouvir, a única que pode resplandecer o que somos em essência: seres de luz. [O CANTO DA SEREIA – blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de janeiro de 2014].
A novidade revelada nesta música de Gilberto Gil é a realidade vivenciada por bilhões de pessoas no planeta em que se vê a desigualdade em tudo, assim como a sereia que apresenta o lado mulher e o lado peixe, sonhos distintos do poeta e do esfomeado na ênfase produzida pela canção: “oh! mundo tão desigual, tudo é tão desigual, de um lado esse carnaval, de outro lado a fome total”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

AS FONTES

A Trilogia Romana do compositor italiano Ottorino Respighi abrange os poemas sinfônicos Fontes de Roma, Festas Romanas e os Pinheiros de Roma.
No que se refere a Fontes de Roma, Respighi as retratou em imagens ideoplásticas que lembram os períodos do dia nas fontes: Valle Giulia, ao amanhecer, Tritone, pela manhã, Trevi, ao meio-dia, e Villa Medici, ao crepúsculo do sol.
Nos idos de 1924, Caio de Mello Franco (1896/1955), que iniciou a carreira diplomática servindo na Santa Sé, publicou Vida que Passa que retrata os momentos em que apreciou a beleza da Fontana di Villa Medici, versos que o imortalizaram.
Tivemos a honra de proferir, em 08/11/2004, palestra em homenagem a Caio de Melo Franco, na presença de Edgardo Amorim Rego, gerente da Carteira de Operações de Câmbio do Banco do Brasil (CAMIO/GECAM), no período de 12/04/1972 a abril/1984, e de Afonso Arinos de Melo Franco Filho e, ainda, de Alberto Venâncio Filho, ambos imortais da Academia Brasileira de Letras, entre outras personalidades que prestigiaram o 5° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social.  
O local onde se encontra a Fontana di Trevi, imortalizado na música de Ottorino Respighi e no filme La Dolce Vita, estreado em 1960, sob a direção de Federico Fellini, é ponto de atração turística tanto pela música de Respighi quanto pela presença de Anita Ekberg (1931/2015), de origem sueca onde foi miss em 1950, célebre artista de Hollywood que residia na Itália.
Na cena mais famosa do filme, Sylvia (Anita Ekberg), caminhando se arrastando dentro d´água da fonte, usando vestido preto com decote em que vislumbramos seios lindos, demonstra arrulho ao chamar Marcello (Marcello Mastroianni): “Marcello, come here, hurry up”. Ele vai ao encontro dela, ela curva a cabeça para trás, numa posição que denota a espera do beijo, e ela disse: listen, e água da fonte parou de correr. A nosso ver, esta paralisação foi causada por segurança da fonte.
Nessa fonte, em restauração da Prefeitura, foi colocada, em 13/01/2015, no andaime da obra, um retrato de grandes dimensões, em preto e branco, da atriz fotografada por ocasião do intervalo das gravações do filme. Na foto Anita Ekberg aparece sentada na borda da fonte romana, trajando vestido preto e os cabelos loiros e ondulantes caindo sobre os ombros.
A leitora mais assídua no Leste Europeu do blog Fernando Pinheiro fazendo turismo na cidade de Roma, a búlgara Nona Orlinova, usando vestido azul e cinto vermelho na cintura, atirou uma moeda na água da Fontana di Trevi e escreveu no facebook: хвърлям монета... значи ще се връщам тук (atirar uma moeda ... então vai voltar aqui).
Envolvendo um doce encanto, a canção Diez Años, de Rafael Hernandez (1892/1965), foi sucesso na América Latina na voz de Julio Jaramillo (Equador), Helenita Vargas (Colômbia), Toña “La Negra” (México) e na Espanha pelo cantor Jorge Sepúlveda e, ainda no Brasil, na versão Dez Anos de Lourival Faissal, pelas cantoras Emilinha Borba e Gal Costa.
Essa música lembra-nos muito do clima romântico em que envolvia os casais no decorrer de uma época, vamos dizer “assim se passaram 10 anos”: “recordo junto a uma fonte nos encontramos e alegre foi aquela tarde para nós dois.”
As fontes, sob o murmúrio de água que escorre devagarzinho, são adequadas para o primeiro encontro de casais que criam o clima de romantismo, pois a natureza é a grande aliada que nos estimula a fortalecer os liames de amor.
As fontes de água são sempre fontes de inspiração. No Brasil isto vem ocorrendo desde há muito tempo, quando o vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa, sofrendo peripécias do amor não correspondido pela musa Suzana, no século XVIII, construiu a Fonte dos Amores no Passeio Público da cidade do Rio de Janeiro. A Escola de Samba da Portela, no carnaval de 1988, apresentou o enredo Lenda carioca: os sonhos do vice-rei.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O PARTO

Antes da 37ª semana de gestação, a retirada do filho da barriga da mãe, segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde tem causado a morte de mais de um milhão de recém-nascidos, pois o tempo normal é de 40 a 42 semanas. A OMS recomenda não ultrapassar o percentual de 15% de partos cesarianos. 
Na Inglaterra, Austrália, Japão, Holanda e Suécia, onde há menores taxas de mortalidade e de complicações pós-parto, o nascimento de um bebê é um evento médico simples. No caso Brasil, nos idos de 2014, a discussão sobre as elevadas taxas de partos cirúrgicos teve a iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Anteriormente, a publicação “Parto, Aborto e Puerpério – Assistência Humanizada à Mulher – Brasília – DF – 2001, 199 pp., deu ênfase as palavras do então ministro da Saúde, José Serra, hoje senador da República (PSDB/SP): “Assistir às mulheres no momento do parto e nascimento com segurança e dignidade é compromisso fundamental do Ministério da Saúde.”
Recrudescendo o tema no início do ano de 2015, o Ministério da Saúde, segundo a Folha – S.Paulo – 06/01/2015, anunciou medidas que entrarão em vigor, a partir de 180 dias, com o objetivo de estimular o parto normal, o que vai diminuir o excesso de partos cesarianos que tem alto índice (84,6% em maternidades particulares) e 40% (rede pública).
Segundo ainda a Folha, essas medidas obrigam os médicos justificar a escolha por cesáreas realizadas em gestantes, como também os planos de saúde poderão se recusar a efetuar o pagamento, caso seja avaliado um procedimento desnecessário.
Os planos de assistência médica no Brasil, inclusive o da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, beneficiam cerca de 24 milhões de mulheres com atendimento obstétrico.
A literatura sobre a saúde da mulher é bastante vasto, não entraremos no mérito, mas na observação do excesso de cesáreas, conforme observado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro: “É inaceitável a “epidemia” de cesarianas que vivemos hoje em nosso País”. Ele acrescentou que, em 2013, foram realizados 440 mil partos cesáreos e esse número vinha aumentado ano a ano.
Nos animais mamíferos, não humanos, quando é realizado um parto cesariano, a mãe abandona o filho porque ela não atrai o sofrimento para si, pois está em outra frequência de onda, sendo a onda a mesma onda que está em tudo.
Vale assinalar que a consciência está em tudo, o colapso da função de onda funciona não apenas entre os seres humanos mas também entre esses animais, ou seja, eles também pensam e tem um código de comunicação.
Esses animais estão acima dos humanos porque têm um sentido gregário que os humanos não têm e que terão quando todos ascender em grau de consciência planetária que está em curso, neste final dos tempos em que presenciamos a separação do joio e do trigo. Não vamos subestimar os animais, temos muito que aprender com eles.  
Centrados nos eflúvios da natureza, os animais ditos irracionais, conceito estabelecido pelos seres humanos, vieram ao mundo para ajudá-los a se adaptar a esses eflúvios, pois o homem, no sentido universal, é natureza. Outros reinos, mineral e vegetal, estão interligados. Aliás, tudo se interliga e, conforme a física quântica, tudo está emaranhado.
Desdobra-se a perspectiva no horizonte e no futuro em que a dignidade da mulher será apreciada com maior carinho e atenção por todos os profissionais da saúde que estão empenhados na sublime tarefa de assisti-la no momento do parto. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VISÃO MÉDICA (II)

Vale salientar a opinião do Dr. Ernesto Venturini, médico italiano que participou da reforma psiquiátrica que culminou com a Lei Basaglia, de 1978, que aboliu os hospitais psiquiátricos (manicômios) na Itália: “a psiquiatria hoje é um simulacro.”
A medicalização e os conhecimentos de uma psiquiatria vazia foram os temas debatidos no 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, organizado pela Abrasme – Associação Brasileira de Saúde Mental, realizado entre 4 e 7 de setembro de 2014, na cidade de Manaus – AM.
Abordando o tema “Anatomia de uma epidemia global: História, ciência e efeitos a longo prazo das drogas psiquiátricas”, o escritor americano Robert Whitaker argumentou que a sociedade consumindo mais  medicamentos antipsicóticos parecer haver o aumento dos problemas psiquiátricos.
Nos idos de 1987, quando o medicamento Prozac entrou no mercado, conforme alega Robert Whitaker, havia 1,2 milhão de pessoas, nos Estados Unidos, recebendo auxílio do governo por incapacidade causada por transtorno mental, em 2014 esses pensionistas aumentaram para 5 milhões. De 2001 a 2007, conclui o escritor, houve um aumento de quatro vezes de pessoas portadores de transtornos mentais na Nova Zelândia, ocorrendo também na Dinamarca e Suécia.
Participante do referido congresso, o médico espanhol Manuel Desviat alegou que “a crise da saúde mental hoje é a crise do conhecimento”, pois ao invés de se unir, o que existe: “as pessoas separadas por cor, religião e patologias”, o que confirma a abordagem, no blog Fernando Pinheiro, escritor, de uma consciência planetária dissociada onde existem a separatividade e competitividade.
É oportuno lembrar que o Dia Mundial da Saúde 2001 teve por tema “Cuidar, sim. Excluir, não”, destinado naturalmente a comunidades que possuem portadores de doença mental.
Essa densa consciência planetária está indo embora do planeta nesta fase de transição em que presenciamos a separação do joio e do trigo neste final de ciclo evolutivo no limiar da Era de Aquarius que começamos a viver.
Publicado ao ensejo da realização da 3ª Conferência de Saúde Mental no Brasil, O Relatório sobre a Saúde no Mundo – 2001 – Saúde mental: nova concepção, nova esperança, publicado pela OPAS e OMS, merece ser lido por profissionais da área de saúde e ao público em geral, a fim que possa se formar uma egrégora capaz de diminuir a apropriação da psiquiatria na vida das pessoas.
Ainda sobre o Relatório das Nações Unidas, pertinente ao ano de 2013, há a referência de que os hospitais de custódia destinados a abrigar os prisioneiros em conflito com a lei são espaços de tortura.
Os primeiros questionadores da psiquiatria foram Franco Basaglia e Thomas Szasz, mencionados em nossas crônicas, David Cooper, Ronald Laing, Aaron Esterson, e os médicos brasileiros Nise da Silveira, Jairo Idel Goldberg, Paulo Amarante e Ana Maria Fernandes Pitta.
Vale salientar a transcrição contida em nosso post VISÃO MÉDICA – 19 de dezembro de 2014, in verbis:
Carro na garagem é a metáfora que empregamos para definir uma situação, assim como o médico psiquiatra búlgaro Thomas Stephen Szasz (1920/2012) argumentou que o conceito de "doença mental era pouco mais que uma metáfora sem qualquer referencial patológico” [The Telegraph – 18/9/2012].
Esse referencial patológico naturalmente diz respeito à falta de provas que constate a existência de doença comprovada por análise médica convencional em laboratório ou raio X. Essa metáfora se confunde com a realidade e entra na área dos mitos, como fez Freud empregando símbolos mitológicos, de forma que a loucura tem algo fabricado.
Nos idos de 1961, com o lançamento da obra The Myth Of Mental Illness, de Thomas Szasz, o movimento antipsiquiatria nos Estados Unidos ganhou força. No dizer do médico búlgaro, os tratamentos coercitivos, como confinamento involuntário e o uso de diagnósticos psiquiátricos nos
tribunais ambos são práticas não-científica e antiética [New York Times – 11/09/2012].
Os dons guardados e não utilizados são carros na garagem que, um dia, não mais funcionarão. Muitos distúrbios mentais surgem com a paralisação das atividades em que se desenvolvia um estilo de vida saudável.
O arquétipo condução está ligado ao nosso mundo interior onde estão todas as ferramentas necessárias, inclusive para acionar os dispositivos que farão o carro sair da garagem (símbolo).
Nos sonhos, quando nos deslocamos de um lugar para outro, podemos utilizar um meio de transporte ou nos deslocamos em milésimos de segundos ou instantaneamente sem precisar usar outro qualquer meio, isto porque o pensamento cria a nossa realidade, princípio quântico que vimos falando.
Descoberta científica recente que nos chamou a atenção foi a optogenética, técnica manipuladora da atividade neural mediante a aplicação de raios de luz, testada em insetos e animais roedores, ainda não aplicada em seres humanos. Acendeu-se uma luz no meio do túnel, mas a iluminação é ainda fraca para iluminar os caminhos da cura de alguns distúrbios psíquicos como o estresse e o Alzheimer.
Enquanto essa manipulação da atividade neural ainda não está sendo utilizada no campo humano, que pode ser desvirtuada de seus propósitos pela influência desta densa consciência planetária, em despedida do planeta, opinamos pela intercessão de preces que podem mudar as paisagens íntimas configurando um novo estado clínico onde a saúde está presente.
Numa sociedade manipulada pelos meios de comunicação em que estabelece o medo como figura de dominação e controle, os esforços médicos, na área de saúde mental, aparecem como recurso de libertação.
Nascidas na formação médica, a psiquiatria e a antipsiquiatria têm pontos-de-vista diferentes entre si e podem até se debater em exercício de gladiadores, mas  o tempo dirá quem está com a razão. No final das contas, eles mesmos se mantêm em neutralidade, deixando seus clientes seguir o caminho que escolheram.
Numa sociedade dominada por mitos e crenças, sair da zona de conforto é ainda um desafio, sabendo-se que a indústria farmacêutica, fabricando drogas lícitas, ocupa espaços onde a presença de outras alternativas de processo de cura agem com timidez. Enfim, cada um tem o seu caminho.
Enquanto isso, a fabricação de zumbi pelo entorpecimento dessas drogas continuam em grande escala, envolvendo milhões de pessoas pelo mundo inteiro, algumas conhecidas em nosso círculo de amizades e de solidariedade, pois não somos indiferentes à dor alheia.
As criaturas humanas têm um jeito de se recompor diante dos tumultos sociais que trazem para dentro de si, as terapias são múltiplas e de acordo com as conveniências e momento.
Acendamos a candeia que estava escondida debaixo do alqueire, lembrando-nos da metáfora bíblica, em nossa comparação com o carro parado na garagem, e a luz iluminará o ambiente em que estamos, nem precisamos dizer que tipo de terapia nos agrada escolher. Assim, o carro anda.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

I BELIEVE

Não se trata aqui, como estamos acostumados a ouvir, de nenhuma crença em ideologia, porque isto pode ser uma resistência que nos dificulta ascender a um patamar de grandeza, onde o nosso destino está marcado nas estrelas, explicitando em outras palavras, o homem vive no meio da
realidade que vem dos sonhos, dentro do sono, e da crença que convive em estado de vigília.
A música, derramando suaves acordes, em ritmo cadenciado que as palavras exprimem, levá-nos ao encontro de metáforas e de ideias ideoplásticas onde o que sobressai é a natureza. O homem, no sentido universal, é a natureza, e a natureza se expande em círculos ou etapas evolutivas, por isso já está marcado nas estrelas, o nosso destino.
O átomo, nossa matéria-prima no plano físico, se expande além deste plano, quando estamos em viagem em corpo sutil, carregando conosco a mesma matéria-prima das estrelas. O pensamento contém densidade, coloração e velocidade, o que denota energia, princípio onde se estabelece o reino do átomo, aqui e alhures, principalmente nas estrelas.
A canção nos diz “eu acredito que em cada gota de chuva que cai a flor cresce, eu acredito que em algum lugar na noite mais escura o candieiro brilha para mostrar o caminho.”
Em outras imagens ideoplásticas, que a letra da música nos sugere, está a oração menor surgindo acima da tempestade e alcançando os páramos sublimes, esse mundo de felicidade que o planeta Terra está buscando e conseguindo encontrar. Oração menor quis dizer a canção, mas que é uma oração humilde, de grande alcance nas irradiações luminosas.
Se o mundo terreno adotasse a oração como prática diária, outros galos lhe cantaria, dentro desse acreditar que faz a flor crescer com a gota da chuva, há milhões de pessoas que fazem isso, como fez São Domingos de Gusmão em preces que possibilitaram a ele a aparição de Nossa Senhora, apenas
um exemplo dentre milhares que existem e sempre existirão.
Mesmo na noite mais escura, como diz a canção, o brilho do candieiro mostra o caminho, a prece irradia luz de nós mesmos e se expande pelo espaço, alçando o que pensamos, pois tudo tem um endereço astral, por isso São Domingos é padroeiro dos astrônomos, pois a oração dele alcançou os mundos felizes que se encontram nas estrelas. A resposta
veio imediata, no mesmo instante em que foi emitida.
Na iconografia da Igreja, São Domingos de Gusmão (1170/1221), contemporâneo de São Francisco de Assis, a quem conheceu em Roma, aparece com uma estrela acima da cabeça, segurando com as mãos dois lírios e um terço junto ao cordão cingindo-lhe as vestes talares.
Em porta-retrato, temos uma cópia do quadro a óleo de São Domingos, no qual Nossa Senhora aparece a ele, original localizado numa residência no Alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, obra de arte de pintor anônimo da arte cuzquenha, quando Cuzco era a capital do Império Inca, hoje a cidade está localizada na República do Peru.
Assim como precisamos limpar os dentes após as refeições, a fim de não permitir a instalação de bactérias que provocam a cárie e até mesmo infecção, do mesmo modo os resíduos de antimatéria provocados por nossa fala ou mesmo por pensamentos, permanecem em outro corpo, pois não existe apenas o corpo físico.
Do mesmo modo que escovamos os dentes, em nosso caso usamos a pasta Prevent, devemos retirar do corpo astral a antimatéria mediante a prece, essa energia que limpa a nossa aura. Se não houver a prece, em estado de vigília, pode ocorrer essa limpeza dentro do sonho quando dormimos. O importante é o nosso estado mental que vivemos.
A música I Believe, interpretada por Tom Jones, símbolo sexual galês, mereceu, distintamente, a versão brasileira, Creio em Ti, na voz de Altemar Dutra, Francisco Egydio, Agnaldo Timóteo e dos cantores de música Gospel, Luiz de Carvalho e Edgar Martins.

sábado, 20 de dezembro de 2014

O LUTO

Quando ocorre o falecimento de entes amados, a tristeza faz enfraquecer o sistema de defesas imunológicas que protegem o corpo físico contra as infecções, principalmente nas pessoas mais idosas, o que comprova que muitos cônjuges vêm a falecer depois da morte desses entes amados.
As pessoas mais jovens, com tanta distração para curtir e as tarefas de estudo e trabalho, bem como a vivência no casamento ou em outro status de relacionamento, as fazem esquecer o luto, por isso são menos suscetíveis de pensar em tristeza que as fazem sentir menos felizes.
Por essa razão, é importante ter um estilo de vida alicerçado em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Experiencie ter esse estilo ou conserve-o sempre e a sua vida irá ganhar, num crescendo, um patamar de grandeza mais elevado.
O luto é uma fase de vivência em que todos passam, pois todos têm parentes e amigos que vêm a falecer, em determinado momento. É natural que seja assim. O luto não é sinal de tristeza, é uma forma errônea de demonstrar amor aos entes que partiram. O melhor é o silêncio e a
observação proveitosa que deve ganhar um novo sentido, diante de tudo que se renova.
Não estamos promovendo o oblívio das pessoas amadas que partiram, pois os amores são eternos e o que deve ser lembrado apenas são os momentos felizes e, como dizemos sempre: os engramas do passado devem ser esquecidos.
Durante o período do luto que deve ser passado ao lado das pessoas amadas, a nosso ver, não pode ultrapassar a 30 dias, sob o risco de contrair doenças vasculares ou do coração.
Hoje em dia, o luto está se tornando um risco de morte. Para muita gente os efeitos psicológicos do luto duram longo tempo, certamente, haverá o resultado das respostas fisiológicas associadas à dor aguda.
Não nos cabe criticar nem comentar nada que vem desses comportamentos diante da morte, cada um tem seu caminho, assim como não criticamos a música Delilah,  interpretada por Tom Jones, sucesso marcando presença desde os idos 1968 e que teve a participação em dueto Tom Jones e
Luciano Pavarotti, em concerto realizado em 29/05/2001, em Modena, Itália, em prol dos refugiados afegãos.
Toda essa dificuldade humana diante da morte é em decorrência de que a transparência, deslindando os enigmas do caminhar, ainda se encontra no ser profundo que todos nós somos, sem exceção, mas ainda não revelado de modo generalizado a todas as criaturas humanas.
É dito que tudo será revelado e não haverá mais disfarce encobrindo a verdade, e isto já acontece quando dormimos e presenciamos a realidade que nos envolve, a morte está nesse contexto que nos pertence tanto quanto àqueles que já partiram.
A morte existe quando cessa o colapso da função de onda (física quântica) entrando em outro seguimento de vida, então não há perda de nada e de ninguém, o que acontece é o apego recrudescendo em situação que não nos pertence.
A vida é doação, doe-se e você ganhará ainda mais ou mais ainda do que for doado porque a fonte é inesgotável e o apego desaparecerá sem deixar vestígio. Apegar-se ao que não nos pertence mais é sofrer sem razão, palavra estritamente ligada ao plano mental.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

VISÃO MÉDICA

Carro na garagem é a metáfora que empregamos para definir uma situação, assim como o médico psiquiatra búlgaro Thomas Stephen Szasz (1920/2012) argumentou que o conceito de "doença mental era pouco mais que uma metáfora sem qualquer referencial patológico” [The Telegraph – 18/9/2012].
Esse referencial patológico naturalmente diz respeito à falta de provas que constate a existência de doença comprovada por análise médica convencional em laboratório ou raio X. Essa metáfora se confunde com a realidade e entra na área dos mitos, como fez Freud empregando símbolos mitológicos, de forma que a loucura tem algo fabricado.
Nos idos de 1961, com o lançamento da obra The Myth Of Mental Illness, de Thomas Szasz, o movimento antipsiquiatria nos Estados Unidos ganhou força. No dizer do médico búlgaro, os tratamentos coercitivos, como confinamento involuntário e o uso de diagnósticos psiquiátricos nos tribunais ambos são práticas não-científica e antiética [New York Times – 11/09/2012].
Os dons guardados e não utilizados são carros na garagem que, um dia, não mais funcionarão. Muitos distúrbios mentais surgem com a paralisação das atividades em que se desenvolvia um estilo de vida saudável.
O arquétipo condução está ligado ao nosso mundo interior onde estão todas as ferramentas necessárias, inclusive para acionar os dispositivos que farão o carro sair da garagem (símbolo).
Nos sonhos, quando nos deslocamos de um lugar para outro, podemos utilizar um meio de transporte ou nos deslocamos em milésimos de segundos ou instantaneamente sem precisar  usar outro qualquer meio, isto porque o pensamento cria a nossa realidade, princípio quântico que vimos falando.
Descoberta científica recente que nos chamou a atenção foi a optogenética, técnica manipuladora da atividade neural mediante a aplicação de raios de luz, testada em insetos e animais roedores, ainda não aplicada em seres humanos. Acendeu-se uma luz no meio do túnel, mas a iluminação é ainda fraca para iluminar os caminhos da cura de alguns distúrbios psíquicos como o estresse e o Alzheimer.
Enquanto essa manipulação da atividade neural ainda não está sendo utilizada no campo humano, que pode ser desvirtuada de seus propósitos pela influência desta densa consciência planetária, em despedida do planeta, opinamos pela intercessão de preces que podem mudar as paisagens íntimas configurando um novo estado clínico onde a saúde está presente.
Numa sociedade manipulada pelos meios de comunicação em que estabelece o medo como figura de dominação e controle, os esforços médicos, na área de saúde mental, aparecem como recurso de libertação.
Nascidas na formação médica, a psiquiatria e a antipsiquiatria têm pontos-de-vista diferentes entre si e podem até se debater em exercício de gladiadores, mas  o tempo dirá quem está com a razão. No final das contas, eles mesmos se mantêm em neutralidade, deixando seus clientes seguir o caminho que escolheram.
Numa sociedade dominada por mitos e crenças, sair da zona de conforto é ainda um desafio, sabendo-se que a indústria farmacêutica, fabricando drogas lícitas, ocupa espaços onde a presença de outras alternativas de processo de cura agem com timidez. Enfim, cada um tem o seu caminho.
Enquanto isso, a fabricação de zumbi pelo entorpecimento dessas drogas continuam em grande escala, envolvendo milhões de pessoas pelo mundo inteiro, algumas conhecidas em nosso círculo de amizades e de solidariedade, pois não somos indiferentes à dor alheia.
As criaturas humanas têm um jeito de se recompor diante dos tumultos sociais que trazem para dentro de si, as terapias são múltiplas e de acordo com as conveniências e momento.
Acendamos a candeia que estava escondida debaixo do alqueire, lembrando-nos da metáfora bíblica, em nossa comparação com o carro parado na garagem, e a luz iluminará o ambiente em que estamos, nem precisamos dizer que tipo de terapia nos agrada escolher. Assim, o carro anda.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

AVE MARIA (II)

Segundo a ONU 805 milhões de habitantes do planeta Terra sofrem de desnutrição crônica. No caso Brasil o número é de 7,2 milhões, é muita gente morrendo, morrendo de fome mesmo. Isto é apenas um aspecto da miséria, na realidade a miséria é muito maior.
A egregóra planetária de competitividade e separatividade não irá resolver essa situação angustiante de milhões, saiámos dessa egregóra e pensemos na segunda maior egrégora de radiação luminosa ao redor do planeta, a proteção de A Virgem, assim como é conhecida pelos poetas que cantam em lindos versos a natureza.
É uma forma de falar nesta densa consciência planetária, pois não existe segunda maior egrégora de radiação luminosa na consciência unitária onde Jesus é o grande arauto desta revelação, assim resumida: “Eu e o Pai somos um”.
A comédia musical Notre Dame de Paris, baseada no romance de Victor Hugo, apresenta, em cena lírica, 53 números musicais de autoria de Richard Cocciante (também conhecido como Riccardo Cocciante), dentre os quais sobressai a Ave Maria Païe, letra de Luc Plamondon, interpretada pela cantora Hélène Ségara. O texto enfatiza: “Ave Maria, protège–moi de la misère, du mal et des fous qui règnent sur la Terre.”
Atraímos sempre aquilo que pensamos, é dito. Se tivermos condições de ajudar, ajudemos, se não tivermos, não comentamos mais nada sobre os infortúnios que avassalam o planeta que busca se erguer no ambiente dos mundos felizes, elevando-se de dimensão ascensionada.
A Virgem Maria dos poetas e da humanidade tem sua origem em Sirius da constelação Cão Maior, recordando que há 2.000 anos ela foi diminuindo de irradiações luminosas até adaptar-se ao nível de condições de vida no plano físico e nascer como criatura humana sujeita a lágrimas e sorrisos. Quando ela ressurgiu, em inúmeras vezes, na Terra, sempre
com o manto azul, luminosidade daquela estrela.
Vale transcrever a crônica AVE MARIA – 9 de outubro de 2013, post  Fernando Pinheiro, escritor:
Na época em que o Brasil era bucólico, brejeiro e importador, a maioria das pessoas não possuíam relógios, no campo e na lavoura suspendiam o trabalho ao ouvir o sino das igrejas tangido às 18:00h.
O crepúsculo do sol era a referência da paralisação do trabalho, à tardinha estavam de volta aos lares, sentavam-se à mesa de refeição ou na sala-de-estar para a hora da Ave-Maria ou a hora do Angelus, em que a família inteira rezava o terço e as orações em súplica aos anjos da guarda.
Este costume veio de Portugal, desde o tempo do Brasil Imperial, não temos informações se abrangia o Brasil-colônia, mesmo porque as maiores informações eram prestadas pelo viajantes que passavam por aqui em trânsito, as conhecidas crônicas de viagem ou diário de bordo.
A partir do século XX, com as fábricas em funcionamento, não havia turno à noite, e à tardinha, os operários já estavam em casa, não havia engarrafamentos de trânsito, pois moravam no mesmo bairro, perto do trabalho. Na hora da Ave-Maria os rádios transmitiam programação específica.
Formava-se uma egrégora salutar e nunca era comentados casos de assalto ou de violência, os políticos ganhavam, naquela época, muito menos do que hoje ganham os atuais, e não havia nenhum caso de escândalo, quando isto ocorria, lá alguma vez, o homem público passava uma vergonha que o impedia a concorrer a reeleição.
A música Ave-Maria, composta por Erotides de Campos, foi gravada na voz de Francisco Alves, Pedro Celestino, Augusto Calheiros, Sílvio Caldas, Antonio Fioravante, Carlos Galhardo, Altemar Dutra, Agnaldo Timóteo, Carlos José, Raimundo Fagner, Caco Piccoli, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, e nos instrumentos musicais de
Evandro do bandolim, Altamiro Carilho na flauta e Niquinho no bandolim, Waldir Azevedo e seu cavaquinho.
A letra da música inicia assim: “Cai a tarde tristonha e serena, em macio e suave langor, despertando no meu coração a saudade do primeiro amor.”
Há um clima saudoso nas badaladas do sino da igreja, fazendo recordar os tempos idos em lembranças felizes da mocidade, nesse clima há uma súplica a Virgem dos poetas para fortalecer os corações que se sentem amargurados pela perda de um amor que já morreu.
Na prece vislumbra-se “lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia”, a luz que fizermos de dentro de nós se irradia numa ponte que faz a ligação com estrelas, tendo como ponte-aérea Terra-Céu, a Ave-Maria, mesmo sabendo que o nosso referencial maior é Jesus.
Maria, mãe de Jesus, é um ser multidimensional que se confunde com as estrelas pela luminosidade de irradiação de luz em múltiplas matizes, em coloração de efeitos grandiosos, os devotos sentem esse manancial de bençãos em milagres que a vida pode oferecer em sua mais bela proposta que é a vida eterna. Maria e Jesus estão tão interligados que é impossível pensar em um sem estar ligado no outro.
Quem teve alguma perda, que desencadeia a melancolia, recorra a Maria que a perda desaparece, e o que é eterno surge como mensagem de luz. O que era doença é restauração de saúde. As mulheres que têm depressão
nem sabem a importância de Maria em suas vidas.
Por ser mulher Maria é a mulher que mais compreende todas as mulheres do mundo inteiro, colo de mãe é o abrigo que ela oferece a todos as mães e as mulheres que não conceberam filhos.
Se a hora do Ângelus não for possível ser a hora da meditação e da oração, às 18:00h, pelos compromissos assumidos no trabalho e nos afazeres domésticos, que seja a hora transferida para os preparativos do adormecer onde podemos dirigir nossos pensamentos da Oração da Ave
Maria ou no improviso de palavras outras que saem de nosso coração.
No momento em o mundo passa por tanta miséria e tanta fome, peçamos a proteção da Virgem que os poetas tanto amam.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS

Em decorrência de catástrofes provocadas por aquecimento do planeta Terra 144 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, no período de 2008 a 2012, segundo relatório sobre Migrações Climáticas das Nações Unidas.
Sempre ouvimos em noticiário da televisão o surgimento de ciclones nos Estados Unidos, Caribe, Chile e em Bangladesh, terremotos na Indonésia, Filipinas e Japão, inundações em muitas partes do mundo, secas prolongadas na África oriental, sendo que 80,9 dos desalojados por tragédias naturais são asiáticos.
Etiópia, Djibouti, Somália e Eritreia, países africanos onde a seca é devastadora, os retirantes quando não fazem migrações internas se deslocam para os países vizinhos Iêmen, Quênia, Uganda e Tanzânia em busca de melhores condições de sobreviver.
Essa população mundial em trânsito encontra dificuldades em erguer novas moradas em terrenos desolados ou em outras regiões de melhores condições habitáveis, pois não existe financiamento do governo e de bancos privados destinado a amparar à mobilidade da população.
Muitos desses emigrados de catástrofes recebem algum tipo de ajuda internacional, mas não têm os mesmos direitos dos refugiados políticos. Na Economia, como sabemos, o dinheiro corre onde já existe em abundância e na escassez os preços se elevam.
Enquanto que nos países da África oriental atualmente existe 1,1 milhão de retirantes em busca de água e de alimentos, no Brasil amazônico os recursos hídricos são abundantes, pois, segundo o El Pais (edição de 5/12/2014), jornal espanhol, “19% das chuvas que caem anualmente na bacia do Prata, se  originam da umidade gerada pela floresta amazônica e dispersada rumo ao sul”.
O desmatamento da floresta amazônica tem provocado a diminuição de chuvas em muitas cidades, apesar de os rios voadores (evaporação das águas da bacia amazônica brasileira) despejar águas (chuvas) nos países vizinhos do Peru, Bolívia, Uruguai e Argentina.
Há uma preocupação de que não se pode dizer nada alusivo a tragédias para não alarmar as pessoas, no entanto a mídia alardeia aos quatro cantos os desencantos planetários acrescidos de imagens onde o terror e o medo assustam grande parte da população mundial.
Realmente, o medo oblitera nossas conquistas mais valorosas porque a fé sustenta a nossa realidade onde vislumbramos possibilidades reais de acontecer e se estende em outras frequências de onda além do plano físico. É o nosso destino ascender a patamares de grandeza ultrapassando todas as preocupações e vicissitudes da vida moderna que passa por momentos difíceis.
Acreditar no que sentimos já é o suficiente para sentirmo-nos
tranquilos mesmo que haja respeitáveis considerações sobre o futuro, dentro da apreciação dos cientistas que falam sobre as condições climáticas do planeta Terra.
Essas previsões do tempo são previsíveis ou não, dependendo dos fatores conhecidos e não conhecidos mas que existem tanto na realidade conhecida como na realidade ainda a conhecer pelos próprios cientistas que podem se contradizer ou ficar convencidos naquilo que deve ser na realidade  última.
Com todo o respeito pela comunidade científica e por aqueles que não a crê, assinalamos alguns pontos-de-vista defendidos por essa comunidade, sem confirmar ao distinto público que nos prestigia com o seu precioso tempo a veracidade da previsão, adiantando que não se deixe ficar impressionado, pois tudo nesta vida é transitório.
Se permanecer o aumento crescente das temperaturas, os oceanos durante este século, podem elevar-se a 23 centímetros, segundo a Agência de Proteção Animal dos Estados Unidos, o que causaria o desaparecimento de dezenas de nações insulares.
Os dados científicos da ONU, segundo El Pais (edição de 29/11/2014), revelam que, se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas, haverá a possibilidade do aumento de até 4,82 graus da temperatura, o equilíbrio dos ecossistemas será gravemente afetado, as geleiras reduzidas em grandes proporções e o nível do mar seria elevado.
A mídia já se referiu em reportagens que levam o nome de cientistas a respeito da sentença de morte que já ecoou nos grandes balneários na Riviera Francesa, França, na Flórida, EE.UU., na Costa del Sol, Espanha, na Gold Coast, Austrália, e na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil. Frisamos, mais uma vez, não dar peso e referência a tudo aquilo que dissemina desencantos. A citação do físico Albert Einstein deve prevalecer: “o pensamento cria a nossa realidade”.
É por isso o interesse da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em saber quais as medidas que serão adotadas, por cada um dos países participantes, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A China e os EE.UU. são os maiores poluidores do planeta. Em 2015, em
Paris, um novo acordo global será firmado em substituição daquele apresentado em Kyoto.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

IMPLICAÇÕES EM NASCER

É comovente a lembrança das cenas infantis sugeridas em um dos trechos de Noites nos Jardins de Espanha, do compositor espanhol Manuel de Falla, como também as Cirandas, de Heitor Villa-Lobos, compositor de maior expressão da música das Américas. Minha Ciranda, de Capiba, merece ser lembrada: “Pra se dançar ciranda, juntamos mão com mão, fazendo uma roda, cantando essa canção.”
De igual modo, a contribuição de incomensurável valor do Dr. Dennis Emanuel Friedman (1924/2014), diretor médico da clínica de estresse no Hospital Devonshire, em Marylebone (1988-91) e da Clínica Charter, Chelsea (1991-94), psiquiatra consultor dos Hospitais Florence Nightingale e Cromwell, destacando-se, diante da mídia, como um perito das complexidades do comportamento humano.
Um dos seus princípios clínicos conduz ao argumento de que o fator mais importante para uma criança quando crescer é a sua interação com os pais, principalmente com a mãe, nos primeiros 12 meses de vida.
Na obra Um Presente Não Solicitado (An Unsolicited Gift: Why We Do What We Do (2010), o Dr. Friedman argumenta que muitos problemas são decorrentes do “abuso dos direitos humanos das crianças” no primeiro ano de suas vidas, pois quando a mãe, no período de licença de maternidade, ao contratar uma babá está colocando diante de seu filho a outra [The Telegraph – 10 de dezembro de 2014].
A outra, como é vista em outra relação de casal, é uma ameaça a esposa. Para a criança a outra apresentada para cuidar dele não o convence, mas, sem interagir com o bebê, essa mãe faz a escolha naquela que irá tirar de seus ombros os trabalhos árduos que alega, entregando-os nas mãos da babá.
Isto acontece também na relação paciente-cuidadora, na contratação de serviços assistenciais (home care), onde a relação de parentesco, em muitos casos, é substituída ou abandonada. Nada substitui a mãe. No Japão já existem mães, irmãos, tios, avós de aluguel e essa cultura está se espalhando pelo mundo.
No entanto, toda a ajuda é bem-vinda e lembramo-nos do exemplo do campeão dos manicômios londrinos, Henry Rapoport Rollin (1911/2014) que ajudou a transformar as instituições de custódia para os hospitais terapêuticos, através de aulas de dança, música e teatro ministradas
por músicos e atores convidados por ele [The Telegraph – 03 de março de 2014].
A criança está na berlinda desde os sonhos de seus pais, antes mesmo de nascer. A profundidade do assunto não se limita à esfera física, já existiu antes e continuará a existir depois. Não há demarcação alguma que prevaleça, pois, como é largamente difundido, o mapa não é o território.
Um presente não solicitado diz respeito à babá que o bebê não solicitou porque o colo de mãe é o primeiro abrigo que encontra e dar a amamentação somente a mãe pode, mesmo sabendo que as mamadeiras são muito úteis, mas não nos primeiros meses do bebê. As amas-de-leite no passado tinham uma apreciação melhor mas nunca igual à mãe.
Tudo isto é sabido por todos, mas é esquecido nas horas em que se pensa no bem-estar pessoal sem a participação do bebê. Na Terra a consciência planetária dissociada, que carreia a separatividade, ainda predomina, mas está indo embora do planeta, nestes últimos tempos em que vimos a separação do joio e do trigo.
Uma gravidez indesejada ou mesmo uma simples repulsa da mãe em dar à luz é sentida pela criança, até mesmo antes de nascer. As implicações são muitas e variáveis de pessoa a pessoa, pois são as circunstâncias que revelam os fatos.
Os liames afetivos ou os desafetos têm raízes profundas na alma que não nasce quando o corpo físico nasce, mas existem muito antes no decorrer de muitas etapas que nem lembramos que existiram. No entanto, estão arquivadas e vivas em nosso ser profundo.