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domingo, 15 de março de 2015

DESCOBRINDO MUNDOS

O oceano de Ganimedes, a maior lua de Júpiter, descoberto pelo telescópio espacial Hubble, tem uma profundidade de 100 km, debaixo de uma camada de gelo de 150 km de gelo. Dentre das elucubrações científicas, acha-se a de Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária da NASA, que acredita que esse oceano esteve, no passado distante, em contato com a superfície dessa lua, conforme divulgado pela Yahoo! Notícias Brasil. – APF – 13/03/2015.
Outro oceano lunar é encontrado em Europa, outra lua joviana, do total de 67 luas conhecidas de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, mil vezes maior que a Terra. Achamos interessante a descoberta de tempestades de ventos selvagens, correndo numa velocidade de 1.500km/h, no planeta Netuno, outro gigante de nosso Sistema Solar, conforme mencionado no site Espaço Astronômico – 10/11/2013. 
Ainda sobre o mundo lunar, a Folha de S.Paulo – 14/03/2015, divulgou que há fontes hidrotermais sob um oceano oculto na lua de Encélado que orbita o planeta Saturno, evidências de primeira mão enviadas recentemente pela Sonda Cassini que está, desde os idos de 2004, em viagem ao redor daquele planeta. Há também oceano na lua de Titã, outra lua de Saturno.
Dentro do paradigma conhecido aqui na Terra, a descoberta de água em estado líquido faz surgir a possibilidade de vida extraterrena. A vida resplandece em paradigmas conhecidos e desconhecidos, só que os ambientes siderais ainda não descobertos têm vida própria, ainda ao alcance de novas descobertas. Logicamente, não são os mesmos daqui.
A Virgem Maria dos poetas e da humanidade tem sua origem em Sirius da constelação Cão Maior, recordando que há 2.000 anos ela foi diminuindo de irradiações luminosas até adaptar-se ao nível de condições de vida no plano físico e nascer como criatura humana sujeita a lágrimas e sorrisos. Quando ela ressurgiu, em inúmeras vezes, na Terra, sempre com o manto azul, luminosidade daquela estrela. – In AVE MARIA (II) – 18 de dezembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Buscar informação da existência de água como instrumento de averiguação para saber sobre a possibilidade de haver vida fora do planeta Terra é um instrumento rudimentar que pode constatar o que procuram, mas não serve para levar pra lá este mesmo paradigma em que a Terra vive e nem tão pouco tem condições de apreciar a beleza irradiando em outros planos da luz. O cenário de desencantos não tem ressonância nos planos sutis, apenas do outro lado da matrix onde a guerra continua.   
A onda é a mesma em todo o Universo, mas há diferentes frequências de onda. A ficção levou para o cinema a guerra nas estrelas, sinal do que acontece atualmente aqui mesmo neste planeta de consciência global dissociada onde predominam a competitividade e a separatividade.
Com informações pertinentes ao assunto que estamos abordando, transcrevemos alguns parágrafos da crônica O SENHOR DOS ANÉIS – 11 de abril de 2014:
 Notícia divulgada pelo Estadão – 26 de fevereiro de 2014 – “a descoberta pela NASA de 715 planetas fora do sistema solar, sendo que 4 podem ser habitados”, em nossa opinião isto pode ser dentro da mesma similiaridade em que a Terra se encontra, a terceira dimensão planetária.
Logicamente os outros 711 planetas, descobertos pelo observatório espacial Kepler da NASA, estão em paradigmas diferentes do da Terra e por terem outras dimensionalidades não podem ser vistos ou apreciados nesta terceira dimensão dissociada, logicamente são habitáveis por seres que já atingiram a 5ª, 6ª, 7ª e outras dimensões mais elevadas, sendo que a 5ª dimensão unificada já sendo vivenciada por 1,2 bilhão do total de 7 bilhões de habitantes da Terra.
O número da pesquisa não se restringe apenas a esses dados, pois segundo informação de Douglas Hudgins, membro da Divisão de Astrofísica, da NASA, divulgada pelo Estadão – 26/2/2014: "Há apenas 20 anos só conhecíamos umas dezenas de possíveis candidatos a exoplanetas e agora temos cerca de 1 milhão, a maioria descoberta nos últimos cinco anos".
Em outra notícia do Estadão/Blogs – Herton Escobar – 03 de abril de 2014, a sonda Cassini, lançada pela NASA, transmitiu informações a respeito de variações no campo magnético de Enceladus, uma das 53 luas catalogadas de Saturno, o Senhor dos Anéis.
Em entrevista concedida, em 3 de abril de 2014, a BBC News, o Prof. Luciano Iess disse que há um grande reservatório de água em Enceladus na proporção igual a do lago Superior nos Estados Unidos e apresentou uma conclusão dizendo que lá seria um dos melhores lugares para além da Terra de se encontrar vida microbiana.
Segundo ainda a BBC News – 3 de abril de 2014 – outras luas apresentam indícios de suspeita da existência de oceanos subglaciais, tais como Titã, lua de Saturno e as três luas de Júpiter: Europa, Ganimedes e Calisto, e, por último, a mais distante lua: Triton que orbita em torno de Netuno.

quarta-feira, 11 de março de 2015

PÉGASO (XVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A narrativa de hoje nos leva ao Paquistão, onde as autoridades locais de Peshawar estavam detendo centenas de pais que se recusaram a entregar seus filhos nos postos de saúde onde estavam havendo a vacinação contra a poliomielite. Em outra localidade daquele país, na província de Punjab, o cerco estava em volta dos pais que permitem o casamento de suas filhas menores de idade.     
Um caminhão superlotado de homens amontoados na carroceria surgiu à beira da estrada, onde eu estava caminhando. Dois homens subiram no caminhão, auxiliados por seus companheiros, em seguida, me agarrei na parte externa da carroceria, carregando uma bagagem pesada, e não consegui subir para dentro do veículo, ninguém me deu as mãos.
O veículo prosseguiu viagem, passou por um lugar a esmo, não me interessei em descer, depois foi até a orla marítima, onde saltei, então disse a eles: sou Botafogo. Esta identificação lhes trouxe um respeito muito grande por mim por ser um time brasileiro. A bandeira do Paquistão e a do Botafogo de Futebol, ambas têm uma estrela.
À beira-mar, estava folheando um livro de poesia, a brisa era refrescante numa temperatura amena. De repente, surgiu uma poetisa que me disse, com carinho, você me chamou, eis-me aqui. Era uma poetisa conhecida minha nos saraus que frequentei na cidade do Rio de Janeiro. Quando a conheci tinha cabelos grisalhos e agora seus cabelos, como toda a sua postura e elegância, nos remetia a lira dos vinte anos.
Nos sonhos podemos nos rejuvenescer e, ao olhar seu corpo pequenino, elegantemente vestido, vi na poetisa a mesma menina que vivia nela, vindo ao meu encontro para se doar. Houve um clima de amor entre nós, como sempre houve, nem precisava namorar, já estávamos namorando. A ternura e a meiguice era o perfume desse namoro.
Isto se espalhou ao redor no raio de ação somente identificado por quem estava em sintonia. Assim, na estrada abaixo, dirigiu-se em nossa direção, em carro conversível vermelho, acompanhado da respectiva esposa, um presidente de entidade do funcionalismo que admira os meus escritos. Ele sorriu satisfeito ao ver o enlevo dos amores verdadeiros, e prosseguiu viagem.
Visitar países diferentes de nossa cultura nos leva a reflexão a respeito de nossa vida em comum: somos seres humanos iguais, em essência, não importando as latitudes e condições climáticas. As experiências são válidas em qualquer tempo e em qualquer lugar. A Terra tem apenas uma humanidade e isto nos une sempre.

domingo, 8 de março de 2015

LENCINHO BRANCO

El Pañuelito, tango composto por Juan de Dios Filiberto, foi gravado por Carlos Gardel, nos idos de 1921, percorreu o mundo, chegando ao Brasil, em 1956, na voz de Dalva de Oliveira, com o título Lencinho Branco, e, muito tempo depois, volta a Buenos Aires, em 12/06/2013, no Teatro Gran Rex, no palco a cantora brasileira Marisa Monte.
Dois meses depois, ela se apresenta na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, cantando a mesma música. A letra é uma narrativa de namoro que tem seu desfecho em lembranças de um lenço querido que ela guardou, manchado assim pelo carmim do beijo que ela lhe deu. As lembranças persistem: “lencinho querido, que hei de fazer, se aquele amor não posso esquecer?”
Há uma escolha em manter vivo um relacionamento desfeito, certamente dentro de um clima que a faz feliz por grata recordação. É a forma de amar, doando-se sem esperar nada em troca, nem mesmo uma expectativa de uma volta.
Na hora da despedida, nem sempre estamos sozinhos, há a presença dos amores que já não têm laços materiais que nos acompanham os passos sem interferir em nossas escolhas: são os deuses-lares que foram narrados na antiga história de Roma dos imperadores. Na vertente do sistema de crenças recrudesceu em forma de anjos.
Logicamente, os eflúvios de amor da espiritualidade sacralizada criam um clima que nos fazem felizes, mesmo quando não temos mais a presença da pessoa amada que acalentou, por alguns momentos, nossos sonhos de amor. Reverter a uma situação pessoal, sem compreender a situação, iria, sem dúvida, machucar o coração.
O que é machucado é o ego que não sabe perder e não se conforma com o perdido. Drummond, poeta das Minas Gerais, dizia que “amar o perdido confunde este coração.” Realmente, ninguém ama o perdido, pois isto levaria ao sofrimento.
Nas lembranças amáveis são passadas as horas em que foram vividas um romance. Quem não gosta de lembrar dos momentos que trazem grata recordação? O repertório clássico dos grandes teatros líricos do mundo recordam esses eventos. Os aficionados não se cansam de assistir à cena lírica de Carmem, de Bizet, Aída, de Verdi, Lucia di Lammermoor, de Donizetti, entre tantas outras.
Não abandonamos ninguém, mas deixamos esquecido no banco da Praça Mahatma Gandhi, na Cinelândia, numa manhã de primavera, um lencinho branco que ninguém guardou, no encontro com uma linda mulher solteira que esteve servindo ao Banco do Brasil, na cidade de Roma.
Há outras lembranças que as pessoas guardam, além do lencinho branco, são alianças de ouro de alguém que nunca morreu, embora esteja vivenciando em outra experiência de vida. Nem tudo acaba aqui, os alhures estão em nossa frente.
Lembramo-nos de um momento em que assistimos na Federação das Academias de Letras do Brasil: um orador, no status de viúvo, ao ser convidado para fazer palestra em um determinado dia, ele declinou: “não, esse dia, eu não saio de casa, coloco o retrato da ex-esposa no meu pequenino altar, faço preces a ela e tenho boas recordações”.
Todos têm amores a recordar, mesmo que isto não aconteça em estado de vigília, acontece durante os sonhos, conforme dissemos em 2 parágrafos, a seguir, da crônica CANTIGA DE VIÚVO – 7/10/2012, no blog Fernando Pinheiro, escritor:
 A Seresta n° 7 – Cantiga de Viúvo, de Villa-Lobos, para  canto e piano, foi escrita nos idos de 1926, na cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente, em fevereiro de 1979, o compositor paulista Osvaldo Lacerda, o célebre autor da Suite Piratininga e de inúmeras músicas para canto, obras sacras, peças de orquestra e músicas de câmara, escreveu Cantiga de Viúvo, com a letra do poeta Carlos Drummond de Andrade. 
Refletindo o sonho, na praia do sono, a vida apresenta-nos estuante e bela, dentro dos arcanos que deslindam os enigmas do caminhar. O estado de vigília, numa alternância dormir e acordar, revela-nos diariamente os liames que estabelecemos em esferas subjetivas ou etéricas.
Ao ensejo das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, foram apresentadas, em 08 de março de 2015, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca, as Bachianas nº 2, 3, 6, 9 e 7, de Villa-Lobos, pela Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do Maestro Roberto Minczuk, tendo como solista o pianista Jean-Louis Steuerman.
Sem desmerecer a interpretação de Marisa Monte, que nos encanta pela docilidade, a música Lencinho Branco, na voz de Dalva de Oliveira, é puro tango, tem agudos bem fortes, admirados por Villa-Lobos, o mais importante artista das Américas. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CRIANDO PÁSSAROS

Os ventos criam os pássaros quem dizia isso eram os nossos índios que já foram a maioria da população brasileira, hoje dizimados em sua cultura na construção pelos homens brancos de barragens e hidrelétricas. Se você pensa que alguém não presta, esse alguém passará a não prestar, embora ele tenha boas qualidades que o enobrecem. Mas, não faça isso.
Primeiramente, passe a não criticar nada e não criticar ninguém, pois como dissemos anteriormente a crítica leva ao julgamento e o julgamento separa. Nessas circunstâncias, o isolado passará a ser você, embora tudo esteja emaranhado no princípio quântico. Não viva em confinamento, pois nas horas dos ventos de tempestade quem não tiver alicerce será levado de roldão.
Nas mídias sociais e na própria televisão os assuntos acerca de pessoas que passam horas difíceis são comentados ao sabor de quem as aprecia olhando os ventos que criam pássaros. Não repasse aquilo que é divulgado um tanto alienatório da fonte inacessível, na maioria dos casos, pela mídia que não se empenha em divulgar assuntos que estão enraizados na transcendência ou na subjetividade, a primeira fonte.
O que criamos passa a existir, a física quântica afirma que somos co-criadores através do colapso da função de onda e essa freqüência de onda passa a existir movimentando-se na direção que lhe dermos crédito. É o princípio da movimentação do átomo: as partículas atômicas ao redor do núcleo.
O pensamento está nesse mesmo princípio, pois a observação dos antigos pensadores de que o ideal sustenta o que pretendemos ser em verdade. É dito ainda que o pensamento cria a nossa realidade, enfatizando a citação em Albert Einstein, o criador da desintegração das partículas atômicas. Isto não existe? Então, veja o que aconteceu com Hiroshima e Nagasaki quando a bomba atômica foi acionada de cima para baixo num avião americano. Ou você acha que não aconteceu nada, não houve explosão? Acorde ou então vai dormir.
Sáia dessa frequência comum em que os desencantos têm vida própria alimentados por pensamentos que foram criados naquela direção. Os pensamentos criam doenças por quem ainda não entendeu o colapso da função de onda como também criam o bom estado de saúde por quem já entendeu numa busca de recuperação de saúde, na maioria das vezes, tomando remédios sob os cuidados médicos.
Tudo está à nossa disposição: o caminho que devemos escolher, seguindo em aspereza ou seguindo com leveza, as consequências já demonstram os resultados que por serem evidentes não precisam mais de argumentação.
Literalmente, criar pássaros é subjugá-lo ao confinamento de seu habitat onde há comida e água em fartura, mesmo que seja na cidade de São Paulo onde há muitos parques ecológicos e áreas verdes que lembram matas cercadas de cimento.
Passeamos muito pelo Parque Trianon, Parque de Águas Claras, Parque Villa-Lobos em horas de deleite ao lado da mulher amada. O conhecido Parque do Ibirapuera não tivemos chance de conhecer pessoalmente, mas o avistamos de longe a caminho do aeroporto de Congonhas.
Quando morei no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro, visitava muito o Parque Ecológico Chico Mendes, onde apreciei muito o comportamento dos pássaros. Há pássaros que cantam pela manhã e, mais raro, ao anoitecer e a maioria deles cantam o dia inteiro, uns em carreira solo e outros em coro, fazendo festa nas árvores.
Nas cercanias do Rio das Tachas, na comunidade do Terreirão, ainda no Recreio, vi muitas pessoas criando pássaros em gaiola e, ao passar por lá para tomar açaí ou fazer refeições, ouvi gorjeios de canários e patativas. No Parque é proibida a entrada de pessoas com gaiolas ou com animais de estimação.
Nessas cercanias convivem jacarés mergulhados em águas poluídas com as pessoas da comunidade, em cima de ribanceiras, parecendo aqueles lugarejos amazônicos onde a população está habituada ao perigo.
Viver, em qualquer situação, é um perigo, dependendo daquilo que você dá peso e referência. Não é dito que atraímos o que pensamos? Agora, temos a certeza de que você irá apreciar o dito indígena: os ventos criam os pássaros.