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sábado, 27 de junho de 2015

PAIXÃO

Quem está apaixonado fica descentralizado. É o que vimos na novela Babilônia, levada ao ar pela Rede Globo, em 27/06/2015, quando o personagem Diogo, vivido pelo ator Thiago Martins, ao saltar do trampolim, bate com a cabeça na borda da piscina, perde o equilíbrio e cai desacordado dentro da água.
Antes do ocorrido, Beatriz, no papel da atriz Glória Pires, a causa de sua paixão, tinha ido ao vestuário onde Diogo estava se preparando e em ambos é reaceso uma paixão, embora ele tinha lhe declarado que não queria saber mais de aventura, pois agora estava casado com a Gabi, vivenciada por Kizi Vaz. Foi nesse clima que ele realizou o salto.
Enquanto houver o desejo é necessário realizá-lo, pois não adianta guardar em segredo, atormentando-lhe as horas. O certo seria não ter desejo porque o desejo sempre leva ao sofrimento, principalmente quando não pode ser realizado.
Há uma diferença entre o desejo e a vontade que não são iguais, embora pareça ser a mesma coisa. A vontade tem uma conotação mais profunda em raízes em que não há predominância do ego ou da personalidade transitória. O ego existe e sempre é ultrapassado por uma frequência de onda mais elevada que possui algo mais sutil e encantador.
A paixão é a fé cega que não olha ao que está ao redor, apenas o desejo de realizar seus objetivos alimentados no plano mental onde os sentidos têm o seu reino. No plano espiritual a paixão pode encontrar guarida mas não é um porto seguro onde há um clima de tranquilidade e de paz. Esse mesmo plano abriga também um clima mais sutil.
Tudo depende como devemos encarar a situação que elegemos por vontade própria. Navegar em mares bravios é muito diferente de navegar em águas tranquilas onde o clima é sempre bom.
No relacionamento amoroso é necessário ver a transparência e a alegria em tudo que nos cerca. Se não houver esse olhar, tudo virá para nos tirar da tranquilidade em que estávamos antes de haver esses encontros galopantes numa corrida que leva a caminhos perigosos.
O mesmo acontece com quem ascendeu a uma dimensão mais sutil de consciência, se houver crítica e julgamento, volta automaticamente a dimensão em que antes estava. Aliás, dizer que está numa dimensão mais sutil é algo prepotente que denota discriminação e faz separar quem está perto de nós. Por causa disso, ninguém pode conseguir se elevar a uma dimensão mais sutil. Faz-se necessário a simplicidade e a humildade.
A paixão desperta a identificação dos encontros de caminhos espirituais em outro tempo e em outra ocasião, onde sempre há algo a se recompor. O sábio reconhece os caminhos percorridos, nessa ótica os encontros são missões que devem ser compartilhadas por companheiros de jornada evolutiva. O apaixonado apenas vive as emoções sem compreendê-las os sentidos. Aliás, nem é bom compreender, principalmente se houver marcas de desencantos no ar.
Não buscar nem fugir é a melhor postura diante da paixão. Se acontecer, não pode retê-la, pois tudo que é retido precisa ser escoado como os rios que correm para o mar. Se o coração for despertado, melhor ainda, porque vai acontecer a transmutação do improvável para a certeza que deve existir.
É sempre bom ouvir dizer que somos compenetrados e centrados no que fazemos, fora disso seríamos apaixonados por algo que não sabemos e nem podemos conhecer. Sem conhecer perde todo o sentido que devíamos ter. Você já pensou andar no escuro, apenas porque o local lhe traz emoções? No escuro pode ocorrer tropeços e quedas.
A nossa caminhada tem que haver transparência, um dos cinco pilares que compõem o esquema: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. A ideia de incluir a gratidão é de nossa amiga búlgara Nona Orlinova que, em sintonia, nos acompanha os passos. 

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

VERDADE SECRETA

Interpretada pelo próprio autor e por Elba Ramalho, a música Cajuína, de Caetano Veloso, é reveladora dos ingredientes do universo que são os mesmos da criatura humana e realça a intimidade da mulher: “Existirmos: a que será que se destina? Pois quando tu me deste a rosa pequenina.”
A que se destina o nosso existir é a pergunta pairando no ar. Se a maior quantidade do universo é constituída de hidrogênio, hélio, oxigênio, carbono e nitrogênio, de igual modo esses elementos químicos se encontram no corpo humano, sendo que a principal molécula é a água (H20 – duas moléculas de hidrogênio com uma molécula de oxigênio), de forma o que está no universo está em nós mesmos.
A rosa da canção pode ser a flor da roseira que espalha suave perfume como também pode ser o sexo feminino que exala igual perfume na configuração geométrica de idêntica semelhança na forma material da rosa-flor. É por isso que gostamos de ver a nudez da mulher.
É por dentro dessa flor que passa a vida ao nascer e faz surgir dentro de nós uma reflexão a respeito do que está acontecendo no mundo quando as mulheres se doam por amor, fazendo amor.
No sistema de crença que ainda vige no planeta, há proibição e castigo, expulsando do paraíso um casal de namorados, mas que paraíso é esse, cantado em blandícias de frescor e deleite, se o cientista Galileu, à época nesse mesmo sistema de crença, condenado à fogueira, já sabia como era o céu, hoje confirmado pelas fotografias do telescópio espacial Hubble da NASA, a agência espacial norte-americana.
Mundos felizes existem, sim, como também mundos cárceres, como a Terra, em fase de transição ascendendo de dimensão de consciência planetária onde a beleza existe principalmente na presença da mulher onde os encantos têm o dom de transformar este mundo em mundo feliz. A segunda maior egrégora do planeta é a luz de Maria, aquela mulher que concedeu ao filho a oportunidade de transformar a água em vinho.
Tudo é sagrado, notadamente a mulher que se depara com o estilo de vida moderna onde os costumes são renovados para que ela possa ter maior participação no trabalho, na família e no lazer que lhe fazem recompor as energias, essas mesmas energias de que é feito o universo em expansão.
No relacionamento amoroso, a rosa na música Cajuína é entregue em doação “quando tu me deste a rosa pequenina”, na suposição de que não houve apoderamento de quem a recebeu, embora haja, na maioria dos casos, a posse como se ela fosse um objeto sexual, unicamente.
De rosa dada em rosa dada a diferentes pessoas, o homem percebe que há algo estranho (promiscuidade) pairando no ar e a despreza tão logo a conquista no primeiro ou em outros encontros amorosos onde não houve a conexão do amor recíproco. No íntimo, ela percebe que dando a rosa, o namorado irá gostar mais dela. Pode ser sim, pode ser não, dependendo do grau de sensibilidade ou frequência de onda onde ambos estão.
A mesma questão é abordada na física quântica projetando-se luz em ANÉIS SOLTOS NOS DEDOS – 29/03/2014, blog Fernando Pinheiro, escritor:
No Princípio da Incerteza, de Heisenberg, há restrições à precisão em medidas simultâneas, pois não pode haver a posição da partícula e a velocidade ao mesmo tempo, esse princípio está imantado não apenas no mapeamento das partículas elementares do átomo, como também entre duas pessoas em convivência amorosa, pois todos nós somos constituídos de átomos.
O Princípio da Incerteza, de Heisenberg, está presente em todos os relacionamentos difíceis da atualidade e isto evidencia a complicação, a dificuldade dos casais em se manter unidos. A elucidação do Prof. Hélio Couto é oportuna: “você tem a posição diferente do momentum, isto é, uma pessoa está na posição e a outra está no momentum, ela tem velocidade.”
Quando se inicia a aproximação, uma delas está parada porque está receptiva ao encontro, a outra tem momentum e prossegue em velocidade. A que está parada é mais romântica, sonhadora e até desligada dos problemas materiais que é importante na discussão dos casais, afinal não há almoço grátis.
Há mais ou menos uma afinidade pelo interesse da atração, geralmente é sexo, dinheiro, prestígio, estabilidade, e assim não há muitos questionamentos a serem debatidos nos primeiros encontros que buscam uma lua-de-mel. Se procurar a lua-de-mel com brigas e desavenças, assim não vai dar certo.
No decorrer do relacionamento são mostradas as mangas da camisa e fica evidente o Princípio da Incerteza, de Heinsenberg, quando se trata de a posição e o momentum diferenciados, isto é mais acentuado quando há divergência de paradigmas.
Verdade Secreta traz de volta o Princípio da Incerteza, de Heinsenber e o pensamento de Caetano Veloso. Cajuína é o Nordeste em forma de música, trazendo o ritmo alegre e contagiante do povo nordestino a que fazemos parte, com muito orgulho (no bom sentido). A letra veio em síntese e em parábola ao mesmo tempo, onde a presença da mulher encanta a todos nós.

terça-feira, 16 de junho de 2015

CAMILLE CLAUDEL

Em prima facie, o filme Camille Claudel, drama biográfico, dirigido por Bruno Nuytten, foi rodado nos idos de 1988, relata a vida da escultora Camille Claudel interpretada por Isabelle Adjani e no papel de Auguste Rodin o ator Gérard Depardieu. Posteriormente, em 2013, veio a lume Camille Claudel, 1915, sob a direção de Bruno Dumont revelando a atriz Juliette Binoche no papel-título e os atores Jean-Luc Vicent, Emmanuel Kauffman contracendando-a. A música do filme é de Johann Sebastian Bach.
A linda escultura Camille Claudel ao tornar-se assistente e amante do célebre artista Auguste Rodin não encontra apoio da família e decide vivenciar um namoro tantalizante, pois ele tinha outra mulher. Depois de muito sofrer rompe com Rodin, pois não suportava mais sentir o mito de Tântalo torturando a sua vida. Com a perda do amante, cai em depressão e é internada, contra a sua vontade, num manicómio pelo irmão Paul Claudel, famoso escritor.
Vale assinalar quatro parágrafos transcritos da crônica A MARCA DE TÂNTALO – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de maio de 2015, a seguir:
A marca de Tântalo, personagem da mitologia grega, aparece no semblante de pessoas aprisionadas em relação patológica, a denominada ligação tantalizante, pois, segundo a tradição, Tântalo tinha roubado os manjares dos deuses e, por isso, Zeus o condenou a passar fome e sede pelo resto da vida.
O castigo era circunscrito a um lago que tinha as águas influenciáveis pela maré, fazendo subir e descer de volume. Na subida das águas, ele ficava ansioso porque, submerso até o pescoço, não podia matar a sede. Na correnteza das águas, fluíam também deliciosos alimentos que ele não podia tocar. A vida dele se resumia em expectativas e frustrações.
O suplício de Tântalo é o arquétipo de um relacionamento amoroso onde há evidências patológicas: há a sedução, com promessas encantadoras que nunca chegam a se concretizar. Isto faz parte da conquista e da apoderação.
No caso de mulheres, há a promessa de conquistadores de ficar ou casar com elas, tão logo tenham o divórcio, e isto nunca vem a acontecer, mantendo-as presas a vínculo tantalizante. É o resultado que dá o envolvimento das mulheres com homens casados que nunca se divorciam.
Sem ninguém para conversar e, mergulhada nos engramas do passado, Camille Claudel tenta de inúmeras vezes convencer as enfermeiras e o médico que aquele local não lhe é adequado. É inútil, ela não conseguiu sair dali e permaneceu durante três décadas, quando vem a falecer em 1943.
Na última vez que o irmão de Camille vai visitá-la, ela está serena, reflexiva e com doçura na voz, mesmo assim não o convence a retirar do manicômio. Ele alega que ali ela estava protegida contra a guerra reinante naquela época. No entanto, havia os horrores de um ambiente que abrigava portadores de doença mental.
Paul Claudel alega-lhe ainda a necessidade do ser humano ter o recolhimento interior através de entrega total a Deus, pois ele era poeta cristão-místico, essa entrega flui na vertente dos amores que encontramos pela vida, convertendo-os em amores eternos, principalmente junto a nossa família e familares, com destaque especial a mulher amada.
Villa-Lobos, o célebre compositor brasileiro, transcrito em cenas do cinema na pele do ator Antonio Fagundes, resume que todos os problemas materiais e espirituais seriam resolvidos se todos cantassem juntos no mesmo instante a mesma música. Isto é a mudança de frequência de onda explicitado pela física quântica.    
Nos idos de 1915, a psiquiatria não usava drogas lícitas que entorpecem e causam dependência química. O semblante de Camille é encantador, não há alegria radiante, apenas uma alegria ainda camuflada, revelando uma serenidade em que poucos casais de namorados, de hoje em dia, possuem.
Ela conseguiu ficar assim porque esqueceu os engramas do passado e voltou-se ao seu estado interior, o ser profundo que todos nós temos, sem exceção e que faz eclodir a luz. A propósito, é bom noticiar que vimos na TV Justiça o jurista Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal de Justiça, ao fazer o uso da palavra na sessão de 10/06/2015 referente à liberação de biografia autorizada, citou a frase de Louis Brandeis: “a luz do sol é o melhor detergente.”
Na cena do filme em que ela está rezando a oração Ave Maria, há evidências que ela mudou de frequência de onda onde esteve por muito tempo ainda ligada ao fracassado relacionamento com o célebre escultor francês. Na mudança há um despertar para a luz, a luz que ela trazia consigo que antes não resplandecia.

terça-feira, 2 de junho de 2015

PÉGASO (XXII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Dentro de um avião de porte grande, conduzido apenas por um piloto, levando apenas um passageiro, avistávamos a vegetação iluminada pela luz do luar, era noite de lua cheia no Rio de Janeiro, essa iluminação se refletia nas varandas de nosso chalé incrustado nas montanhas.
A nossa roupagem física adormecia na madrugada serena e tranquila e o nosso ser profundo, refletido no astral, viajava pelo luar. Uma pequena percentagem desse corpo astral estava presente em casa, a fim de manter os órgãos em funcionamento. Dormir não quer dizer morrer.
As réstias de luz projetada na mata deixava uma claridade que repercutia em nosso ser profundo que por ser de luz, enfatizando que todos os seres, sem exceção, possuem a luz, fazia uma conexão com os planos mais sutis. Por analogia, os vulcões em erupção, jorrando larvas escuras, têm também fogo e incendeia montanha abaixo tudo que encontrar.
Como a consciência está em tudo, essa projeção de luz era sentida até pelos insetos, por isso recomendamos não matar nem formigas, encaminhando-as ao seu habitat, principalmente em noites de luar. A natureza iluminada permeia com a natureza humana que sente os eflúvios vir da luz.
Voar de avião em sonhos significa que estamos com a proteção. A aeronave nos conduz a um destino como também nos protege contra chuvas e trovoadas, além dos ventos fortes que circulam nas nuvens.
Podemos voar sozinhos, em sonhos, desde que tenhamos as condições favoráveis que começam dentro de nós, onde existe a força para decolar. Isto é possível quando vivenciamos os quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
A única coisa que atrapalha mesmo é o medo. Esse medo inserido no paradigma de consciência planetária, onde se estipula a competitividade e a separatividade como norma, é alimentado normalmente porque estamos dentro da sociedade do medo, conforme foi observado por um professor coreano que ensina filosofia numa universidade alemã, conforme tínhamos dito anterior.
Observar o luar esplêndido é muito melhor do que dar atenção a notícias e filmes que transmitem desencantos divulgados pela mídia, afinal somos o que nos alimentamos, principalmente do alimento que nos dá a sustentabilidade do corpo físico e de outros corpos mais sutis que estão intrinsecamente interligados.

domingo, 31 de maio de 2015

PÉGASO (XXI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A cena de sevícia se desenrola diante dos nossos olhos onde havia uma jovem mulher sendo agarrada por dois homens, um segurava-lhe as mãos e outro a seviciava. Chegamos bem de perto deles e perguntamos: o que está acontecendo aqui? O homem musculoso que a seviciava e o comparsa do crime retiram-se com medo, deixando-a inerte e inerme. Vimos que a nossa voz tinha causado um impacto nos criminosos.
Não há nenhuma ligação com qualquer mulher que conhecemos, apenas era uma vítima desconhecida que os meus sonhos descerraram. Não foi caracterizado estupro porque a vítima não reagiu e nem tinha condições de reagir.
Aqui está um arquétipo incorporado no comportamento de milhões de mulheres que buscam um relacionamento. A pílula adocicada foi tomada sem que a pessoa soubesse o efeito que iria ter em seu corpo.
Nas novelas e na vida prática acontecem cenas de encontro dos namorados em que se sobressai um lugar onde tomar taça de vinho ou um copo de cerveja ou de chope, vamos dizer ao agrado social beber socialmente, é algo indispensável para que o encontro seja bem-sucedido.
Considerando que o nosso grande público é o feminino, mencionamos as palavras de Ronaldo Laranjeira, coordenador do Inpad e da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Unifesp: “há evidências de que ingerir duas ou mais doses de álcool diariamente aumenta em 20% o risco de desenvolver câncer de mama nas mulheres.” – in Súmula – Consumo de álcool aumenta – Revista Radis nº 129 – junho de 2013. – ÁLCOOL É DROGA – 17/10/2013 - Blog Fernando Pinheiro, escritor.
As mulheres, vivenciando esse paradigma em que os encontros estão na aparência, embora a aparência de cada um deva ter uma elegância desejável, não sentem o perigo que anda à espreita de qualquer sinal para acontecer.
Somos o que pensamos, somos o que as pessoas retribuem de nossos pensamentos a elas, de acordo com o físico alemão Albert Einstein (“o pensamento cria a nossa realidade”).
O que criamos passa a existir, a física quântica afirma que somos co-criadores através do colapso da função de onda e essa frequência de onda passa a existir movimentando-se na direção que lhe dermos crédito. É o princípio da movimentação do átomo: as partículas atômicas ao redor do núcleo. – in CRIANDO PÁSSAROS – 22/02/2015 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
Dessa forma, no comportamento humano as ligações que todos atraem tiveram origem nos pensamentos emitidos, embora haja pessoas que dizem não ter nada a haver com os desencantos que atraíram por escolhas pessoais, o que descarta toda a possibilidade de infortúnio ou azar. É o mérito seguindo em direção de quem mereceu por vontade própria. Pouco importa se isto está na área do consciente ou do inconsciente, o que é prevalece é a realidade criada por quem se posicionou nessa situação.
A cena de sevícia pode ter origem no encontro de casais onde o beber socialmente é aceito, podendo ocorrer a denominada boa noite Cinderela, onde a mulher é completamente usada em todos os sentidos, ou então em encontros supostamente inocentes em que o perigo não é visto. Nesse caso, a pílula é adocicada num clima em que as aparências enganam. 

sábado, 23 de maio de 2015

ACREDITAR NO CAMPEÃO

Quando o americano Chris Weidman, numa performance arrasadora, em 23 de maio de 2015, derrotou o brasileiro Vitor Belfort no nocaute técnico aos 2 minutos e 53 segundos, numa luta pela disputa de cinturão da categoria peso-médio da UFC, e, após o combate, ele pediu ao público: “Parem de duvidar de mim. Já chega disso. É melhor vocês entrarem para o time agora.”    
Em seguida, Chris Weidman pediu respeito e uma salva de palmas ao lutador brasileiro, elogiando-o como uma lenda do esporte e, num gesto delicado, disse que não gosta de falar mal de ninguém e, sorrindo, falou que iria sentir saudade do grito “vai morrer” da torcida brasileira que compareceu ao estádio na MGM Arena, em Las Vegas, EE.UU.
Todo ser humano é um campeão, a começar pela fecundação de óvulos onde apenas um espermatozóide venceu a corrida entre milhões de concorrentes e a própria encarnação é uma vitória em ter uma oportunidade para fazer o colapso da função de onda, único recurso que lhe garante avançar em direção das estrelas. Isto pode ser poético mas é sobretudo científico.
Uma única célula no útero materno se movimenta dentro do campo eletromagnético que possui a informação do ser que começa a se formar, essa célula vai virar órgãos no corpo do embrião, depois feto que dá origem ao bebê. Em resumo, tudo é átomo e informação ao mesmo tempo.
Além do corpo físico, toda uma situação física e emocional já está nesta vida. Aí estão os arquétipos, a idéia original da criação, em que a ação do ser foi tomada antes mesmo de nascer no campo físico porque já existia o campo eletromagnético em que ele está inserido.
Todo o ser vivo está dentro do campo eletromagnético correspondente, assim temos o campo eletromagnético das rochas e dos minerais, o campo eletromagnético dos insetos, o campo eletromagnético dos animais, e, como a ciência descobriu que o planeta é um ser vivo, temos o campo eletromagnético da Terra.
Tudo isto numa única onda, variando apenas a frequência de irradiações de luz pertinente a cada um dos seres vivos. Há opacidade como também há irradiações luminosas, dependendo do grau evolutivo de cada um. A centelha divina, como é conhecida, sempre existe em qualquer situação, não importando as sombras que, porventura, venha a existir. O libertador, antes de ser preso por Pilatos, já tinha espalhado na antiga Palestina o exemplo do caminhar: “resplandeça a vossa luz.”     
O campeão americano compreendeu que esse colapso da função de onda tem uma trajetória, direcionado pelo observador que decide por onde os elétrons vão passar e, assim como num átomo, a partícula atômica faz o giro em redor do núcleo numa trajetória inteligente e nunca casual porque o acaso não existe em nenhuma parte do universo.
Essa trajetória direcionada acontece tanto em estado de vigília como no estado do sono, onde os pensamentos, contendo energia e toda energia contém átomo, fluem em direção da vontade almejada, estabelecendo vínculos que estão se formam no campo astral refletindo no campo físico.
A ressonância harmônica, fluindo no campo magnético estabelecendo as ligações afins, estabelece o estado emocional ou mental procurado pelo observador, criando o destino que ele merece. Em termos práticos, isto irá criar o quadro de saúde ou de enfermidades, razão pela qual elimina completamente o azar ou a sorte.
Em outra reportagem da TV-Globo (The Ultimate Fighter Brasil – Em busca de campeões), vimos um boxeador se preparando para um exercício de luta em que ele fora convocado pelo técnico, não acreditando em suas próprias forças, colapsando a função de onda em que se sobressaíam as palavras “não posso, não consigo”, evidenciando indícios de sintomas de depressão.
Foi preciso haver a presença no treino de seus companheiros de luta que o colocaram numa roda e lhe transmitiram uma frequência de onda diferente da daquela em que ele estava. Com a energização dos pensamentos de luta, pôde o boxeador se erguer e criar novo estímulo para lutar.
Assim acontece com todos que estão neste planeta em ascensão de categoria no perfil dos mundos felizes, numa elevação de dimensão de consciência planetária, a sacralização da Terra prevista por Pio XII, aquela descida da Jerusalém do céu relatada pela tradição.  
O estimulo é imprescindível, pois não deixemos nenhum companheiro ficar parado no meio do caminho, pois a jornada é constante e sem parar, pois acreditar que há possibilidades de acontecer é tudo que justifica a teoria quântica afirmando que o universo é feito de infinitas possibilidades. 
O campeão americano, o grande senhor da montada que impediu a reação do brasileiro, estava numa frequência de onda diferente da do grito da torcida brasileira que o estimulava a ser derrotado ou até mesmo morrer. Somente neste aspecto, ele já era o campeão e, como vimos, o plano mental repercutiu no plano físico que o consagrou na noite festiva de Las Vegas.
Aplausos a Chris Weidman, campeão mundial da UFC.
             

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A TRAVESSIA

Nos idos de 2014, cerca de 170 mil migrantes fizeram a travessia no mar Mediterrâneo, número que pode crescer, durante o ano de 2015, a ½ milhão, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO), uma instituição das Nações Unidas, em decorrência da migração crescente de pessoas que saem do Magrebe, região noroeste da África, e de outras localidades africanas, tais como Burkina Faso, Costa do Marfim, Eritreia, Gâmbia, Guiné, Mali, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Somália e Sudão, além das regiões da Síria e do Iraque.
Ainda em 2014, cerca 3.000 pessoas morreram afogadas e muitas outras ficaram desaparecidas. Posteriormente, em 21 de abril de 2015, segundo a Folha de S.Paulo, ocorreu uma grande tragédia em que morreram 800 pessoas, apenas 37 sobreviventes do naufrágio de uma embarcação que saiu de Trípoli, a capital da Líbia.
Sendo que o total da travessia no Mediterrâneo, desde 01/01/2015 a 13/05/2015, chega a 1.800 de migrantes afogados, número apresentado pelo jornal Le Monde. No mundo existem mais de 10 milhões de pessoas perseguidas que fugiram de um país para outro, conclui o jornal parisiense.
Na Ásia também está ocorrendo a travessia de milhares de migrantes da minoria muçulmana Rohingya no Mar de Andaman com destino à Malásia e à Tailândia, sem que haja apoio das autoridades locais, segundo informou o New York Times. 
No entanto, conforme dissemos na crônica MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS – 12/12/2014, em decorrência de catástrofes provocadas por aquecimento do planeta Terra 144 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, no período de 2008 a 2012, segundo relatório sobre Migrações Climáticas das Nações Unidas.
A travessia é um problema mundial, ou melhor dizendo, um problema de governança regional, é tanto que chega à mesa de negociações nos países da União Europeia. Um dos focos apresentados é controlar a migração clandestina e até aonde vai a solidariedade dos povos, numa consciência planetária dissociada onde se sobressai a competitividade e a separatividade?
A proposta apresentada no Conselho de Migração da União Europeia, segundo o jornal Affärs Världen, Suécia, é a favor de um sistema de quotas, levando-se em consideração a economia e a população de oito países beneficiários, incluindo a Suécia, Alemanha e Áustria.
Todos nós temos as nossas travessias, mudando de emprego ou no mesmo emprego de setores ou de lugares, passando a trabalhar e residir em localidades diferentes das anteriores em que estávamos. Mudamos também de residências, mesmo aposentados. Essas mudanças incluem também o estado civil em que conhecemos outros amores e sabemos conciliar tudo isso em nossa trajetória terrena.
A travessia dos povos da antiga África Menor e os da Síria, Iraque, envolvendo principalmente o mundo árabe, em direção do Mediterrâneo, como também os da Ásia, no mar de Andaman, vem despertando a atenção de milhões de pessoas que a veem em noticiários divulgados pela mídia.
Os barcos de madeira conduzindo 3 mil refugiados, na maioria composta por bengaleses ou da minoria birmanesa rohingya que estavam navegando em direção à Malásia e à Indonésia foram finalmente recebidos, em 20/05/2015, por esses países, após acolher as críticas internacionais que duraram cerca de 2 semanas, outros 7 mil estão em alto mar também serão recebidos, segundo informação do El Pais, jornal madrileno.
Há a migração de milhões e milhões de pessoas, sem a roupagem carnal, que estão indo a mundos similares de acordo com a frequência de onda em que estão. Há que se estabelecer a distinção entre homem (partícula) e homem (onda), dentro do princípio quântico. Essa migração já era prevista há mais de 2.000 anos quando ficou conhecida como a separação do joio e do trigo.
Não há nada a lamentar. Pelo contrário, devemos agradecer a tudo que acontece em nossa vida, pois todos criam a sua realidade, através das escolhas que fazem. Tudo isso mediante o modo de pensar, seus gostos, suas inclinações, seus afazeres que tiveram sempre uma escolha.
É realidade a sacralização do planeta, termo usado pela primeira vez na mídia pelo papa Pio XII, o senhor da diplomacia que evitou que a grande tragédia dos idos de 1944 se alastra-se cada vez  mais. No Vaticano, a obra de Michelangelo ficou intacta, basta lembrar a Pietà, enquanto obras de artes, museus e monumentos foram destruídos em toda a Europa pelo movimento nazista.
A sacralização do planeta atinge todos os setores da vida humana promovendo a limpeza do campo astral onde tudo está imantado. Esse fluxo da separação do joio e do trigo promove esta sacralização. A Terra, como hotel planetário, está ganhando mais uma estrela. Quem não gostaria de ficar hospedado em hotel de 5 estrelas? Particularmente, já nos hospedamos, em companhia de uma namorada, e gostamos muito da hospedagem.
Uma tempestade pode derrubar árvores, mas sempre o clima e o meio ambiente são beneficiados. A própria árvore derrubada é instalada nova energia, dentro da transmutação, pois tudo tem consciência e informação, tudo é energia, ainda no conceito quântico. A energia pode ser convertida em massa e vice-versa é o que diz a famosa equação do físico Albert Einstein: E = mc²
A travessia é sempre uma oportunidade valiosa em que teremos a vantagem de ver usufruir os ganhos que advirão com o tempo que está criando um novo horizonte.
                                                       

terça-feira, 19 de maio de 2015

COLAPSO DA FUNÇÃO DE ONDA

O colapso da função de onda determina o que você escolher. Na frase “tudo é possível para aquele que crer”, observamos as possibilidades quânticas. Isto tem ocorrido desde que o mundo é mundo, mas vale destacar a atitude daquele centurião romano que teve um servo curado em Israel e daquela mulher hemorroíssa tocando nas vestes de Jesus a quem ele respondeu: a tua fé te curou.  
O colapso da função de onda foi testado em laboratório científico e comprovado a sua veracidade. A parafernália de inventos que é utilizada na vida moderna é prova de que tudo isto existe: míssel, GPS utilizado na navegação marítima, aérea, ainda em carros com indicação de mapas para orientação, passe livre de metrô, cartão magnético do Banco do Brasil, telefone celular, internet, etc.
No campo sentimental o colapso da função de onda funciona também, pois a escolha irá determinar o estilo de vida amorosa que cada um terá pela frente. Alguém pode dizer: ah!, eu estou apenas brincando de namorar, vou curtir umas noitadas e depois tudo desaparece, então ele desconhece que há um campo eletromagnético onde a onda flui.
O sapo que tem a boca amarrada não desconhece isso, não, ele emite nesse campo eletromagnético a dor que sente e vai, no endereço astral, em direção do autor do trabalho feito e, ambos terão danos desastrosos, podendo levar a morte.
Nas ligações amorosas há elétrons circulando nesse campo, pois foi criado pelo intercâmbio de pensamentos, pois em cada beijo e carícias mil surgiu sempre o colapso da função de onda, ou seja, a escolha foi determinante. Se no decorrer do relacionamento houver elétrons perdidos, fora da frequência de onda em que ambos estavam, então será desastroso para quem não tiver mais o controle desses elétrons.
O que vem a seguir: perturbação, dores e doenças, tudo isto causado por um só pensamento. Ou você não acha que o pensamento carrega energia, logicamente o elétron está inserido nesse contexto. Os poetas, os músicos, os prosadores estão com razão cantando o amor, ou você acha que a poesia, a música e a prosa já eram?
Alguém pode pensar: ah!, se eu ficar doente, vou procurar um psicólogo, um psiquiatra e eles irão me tratar. Se você não se tratar, até mesmo independente deles, você não irá ficar bom, mesmo tomando remédios que não curam, apenas viciam e levam à dependência química.
Voltamos a anunciar o dito da ciência e do sublime peregrino das estrelas: a busca, a escolha, o colapso da função de onda que a ciência descobriu para mostrar a realidade em que todos vivem. Acabemos com a doença que está na frequência de onda em descompasso com o anúncio que revelamos.
Quem pensar em namorar mulheres pensando que está num açougue onde se vende pedaços de carne: perna, peito, pé, quadril, coxa e sobrecoxa, ou mesmo tratá-la como gatinha, uma criatura evoluindo na faixa vibratória uma oitava abaixo da frequência de onda dos seres humanos, então esse alguém não está na mesma frequência de onda em que a mulher está, a menos que ela queira adotar um arcano em que se pareça com gatinha.
A gatinha, por não adotar o livre-arbítrio que pode levar ao descalabro de atitudes e absorvendo os eflúvios que a natureza espalha a tudo e a todos, quem está em outra frequência de onda nem percebe isto, a gatinha pode estar em situação melhor do que esses seres humanos doentes. E com a grande vantagem de ajudar seus donos, como ficou comprovado, recentemente, em hospitais no Rio e em São Paulo.
No programa do Jô Soares, levado ao ar pela TV-Globo, o psicanalista clínico, Sérgio Savian, psicoterapeuta em sincronicidade, disse que “homens e mulheres estão cada vez mais arredios ao título de namorados, mesmo que, na prática, namorem”. Ele argumentou que eles “devem temer que a criatura se transforme em dominadora sádica, apresentar para a parentada toda e falar em casamento – não vai.”
Com medo de criar jurisprudência numa relação estável, onde sempre existe o afectio maritalis e um acervo em comum, os namorados, que nem dizem que estão namorando, não ficam por muito tempo no ficar, preferem terminar o namoro e partir para novas aventuras amorosas e sempre dizem que estão ficando com uma, terminam em seguida para ficar com outra, em alta rotatividade.
Há casos em que não há término de namoro, há interrupção temporária em que se evidencia a quebra de constância para não dar sinal de namoro e nem podem ser vistos de mãos dadas para não serem comprometidos. Esses intervalos prolongados sempre levam a situação tantalizante (veja a crônica A MARCA DE TÂNTALO – 11 de maio de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor).
As pessoas solitárias que continuam apostando no amor e na cumplicidade de um relacionamento duradouro certamente irão ter muita sorte de encontrar outra que esteja no grupo de 1,3 bilhão de pessoas do total de 7,3 bilhões que o planeta Terra tem. Se não estiver na mesma frequência de onda dessa minoria, cairá em outra faixa dos 6 bilhões que vivem a consciência planetária dissociada onde a separatividade e a competitividade estão em todas as áreas das atividades humanas.  
Anteriormente, já havíamos falado sobre a consciência dissociada planetária, desde os idos de 2012. Vale assinalar parágrafo de uma crônica da época que revela a oscilação de números que estão crescendo, in verbis:  
Você sabia que a maioria dos habitantes da Terra que ascendeu à quinta dimensão associada é composta por mulheres? Em números: o planeta tem 7 bilhões de habitantes, 1 bilhão ascendeu à nova consciência planetária. Desse grande aglomerado a maioria é constituída de mulheres, esse número está crescendo a galope e o romper de uma nova aurora está saindo da madrugada. [O PLANETA VÊNUS – 2/12/2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O colapso da função da onda é o motor da vida guiado pelo homem (sentido humanidade) na função autêntica de co-criador. Em resumo, você é o que os seus pensamentos determinam, construindo o destino. Tudo é possível ao que crê é o mesmo das possibilidades quânticas: o universo é feito de infinitas possibilidades.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A MARCA DE TÂNTALO

O uso de marca ou logotipo serve para representar as empresas e seus produtos, bem como o símbolo heráldico que promove as famílias tradicionais, os grupos sociais, instituições de vários matizes, as cidades, os estados, as nações e o mundo inteiro em todos os segmentos da atividade humana.
De inicio, recordamos a caveira incrustada no anel do Fantasma, o primeiro super-herói uniformizado que, combatendo atrocidades, deixava essa marca no rosto de pessoas vilãs. Ele morava na caverna, com a esposa Diana, acompanhado do cachorro/lobo Capeto, o cavalo Herói e o falcão Fraka, e saía em caminhadas pela floresta e nas cercanias da cidade. 
A marca de Tântalo, personagem da mitologia grega, aparece no semblante de pessoas aprisionadas em relação patológica, a denominada ligação tantalizante, pois, segundo a tradição, Tântalo tinha roubado os manjares dos deuses e, por isso, Zeus o condenou a passar fome e sede pelo resto da vida.
Na versão atual, o Olímpio vem a se constituir, na terra dos mortais, uma espécie de coisa pública (res publica), ou melhor dizendo, república que não pode ser roubada, conforme largamente anunciado pela mídia. Quando há impunidade é porque Zeus não apareceu nem tampouco Têmis. O símbolo da justiça é Têmis, a segunda mulher de Zeus, sinônimo de poder. A mitologia grega traz lições.
O castigo era circunscrito a um lago que tinha as águas influenciáveis pela maré, fazendo subir e descer de volume. Na subida das águas, ele ficava ansioso porque, submerso até o pescoço, não podia matar a sede. Na correnteza das águas, fluíam também deliciosos alimentos que ele não podia tocar. A vida dele se resumia em expectativas e frustrações.
O suplício de Tântalo é o arquétipo de um relacionamento amoroso onde há evidências patológicas: há a sedução, com promessas encantadoras que nunca chegam a se concretizar. Isto faz parte da conquista e da apoderação.
No caso de mulheres, há a promessa de conquistadores de ficar ou casar com elas, tão logo tenham o divórcio, e isto nunca vem a acontecer, mantendo-as presas a vínculo tantalizante. É o resultado que dá o envolvimento das mulheres com homens casados que nunca se divorciam.
Uma cena da novela Babilônia, levada ao ar, em 11/05/2015, pela TV-Globo, mostra um caso semelhante: o empresário Evandro, vivido pelo ator Cássio Gabus Mendes, se encontra com a namorada Alice, papel da atriz Sophie Carlotte, para explicar que a esposa dele Beatriz (atriz Glória Pires) não irá lhe dar o divórcio. Se ele partir para litigioso, conforme alega, será obrigado a abrir as contas da empresa, e finaliza: “E o próximo passo é a Polícia Federal na minha porta, me levando pra cadeia!”.  
Desde o início, o sado-masoquismo é aceito, sem que elas percebam o relacionamento doentio que oblitera qualquer perspectiva de um amanhã feliz. No entanto, sentem-se felizes nessas circunstâncias, vai chamá-las de pobres moças para ver o que acontece? Briga, na certa! Dar trabalho a suas amigas, isso dá.
Segundo o psicanalista David Zirmeman, autor do Manual de Técnica Psicanalista, esse tipo de relacionamento tende à cronificação no jogo sedutor de dar e retirar, mantendo-se a vítima prisioneira de situação que a faz esperar quando não há evidências de caminhar juntos em clima de certeza e confiança. As ilusões narcisistas são muito fortes, geralmente ligadas aos sentidos, onde o amor renúncia, que poderia surgir, é algo a acontecer.
Há sempre um passado comprometido que oblitera uma relação sadia, desde que não haja peso nem referência, pois valorizamos aquilo que damos crédito e confiança. Como desligar-se de uma união, onde a viuvez está presente? O luto não pode ser permanente, a menos que haja um clima sadio para se viver em celibato, outra vez.
Se viver uma relação tantalizante, quando um dos parceiros ou parceiras estava presente fisicamente é algo patológico, quanto mais vivenciá-la essa relação, quando as lembranças de quem morreu escravizam. É uma obsessão espiritual que precisa de cuidados para que cada um siga o seu caminho, sem nenhum vínculo que os fazem sofrer. O amor é libertação e não apoderação que avilta a dignidade humana.
Em todo o mundo existem milhões e milhões de casais que carregam no rosto as marcas de Tântalo, até mesmo nas novelas de televisão surgem cenas comuns de casais que têm esse sofrimento, tão antigo e tão fácil de ser debelado.
Essa conduta televisiva passa a ser normal para quem não tem outras perspectivas mais favoráveis, pois sofredoras acham que amar é sofrer, é relação patológica que precisa de cuidados especiais para que a separação não traga as marcas de Tântalo nem mesmo a do fantasma que pode estar em outro lado da matrix.

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domingo, 10 de maio de 2015

PÉGASO (XX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
No dia 10 de maio de 2015, a sombra do sonho, em que ela via anoitecer, amanhece dentro da madrugada risonha e feliz. Já não há silêncio emudecido, há revelações dentro do silêncio, é que a minha presença junto a ela era a realidade que buscamos, eu ela, dentro de nosso coração.
A revelação dela em poesia quando diz que, ao pensar em mim, tudo fica inerente qualquer palavra que não seja amor, oferecendo-me o que não existe preço no horizonte que se avizinha coberto de campos floridos, imagens ideoplásticas que surgem dentro desse sonho, confirmando a poesia sonhada e revelada.
A súplica dela era a minha súplica, pois eu estava lá, bem perto dela, numa posição ajoelhada em que ficava em silêncio, tocando-lhe as mãos, no mesmo instante em que ela, sentada no sofá, debruçou-se e encostou o rosto em meu rosto, lado a lado e, quando nos viramos frente a frente, em que iriam os lábios dela se encontrar aos meus, passos de gente assomaram a sala.
A poesia que estava em sua alma revelava uma súplica, igual a minha. É que a nossa presença, no campo astral, revelava algo imaginário e mágico para o mundo das aparências, e tão nítido dentro de nós que não precisava de palavras para esclarecer.
Agora, estamos caminhando juntos com leveza, dentro do sonho que é passado para o mundo tangível das formas físicas, isto sem precisar nos conhecer pessoalmente mas que já trocamos idéias em amáveis correspondências. A possibilidade do impossível aconteceu, reafirmando as possibilidades quânticas comprovadas pela ciência.
Não há apoderamento nesta conquista mútua, os laços comuns que envolvem o relacionamento estabelecido em vínculos tantalizantes não nos dizem respeito, isto é pertinente aos casais que pensam que amar é sofrer. É bom salientar o que se contém nas crônicas O CANTO DA SEREIA – 11 de janeiro de 2014 e A MARCA DE TÂNTALO – 11 de maio de 2015 que aborda uma cena da novela Babilônia, da TV Globo, uma televisão brasileira.
Os liames afetivos têm vínculo com outros planos mais sutis, pois ninguém está nem esteve só: há amores do passado que nos acompanham os passos, sem nenhuma marca do mito grego Tântalo, condenado a sofrer porque roubou do Olimpio os manjares dos deuses. Isto se o relacionamento do passado distante foi saudável no plano físico em que ambos vivenciaram o amor.
Naquele instante em que o beijo aflorava como flor nascente, passos de gente interromperam nossos gestos. O que prevalece é a nossa escolha pelo destino que começamos a fazer. O pensamento cria nossas possibilidades, depois probabilidades de realização. A nossa realidade surge e vive dentro de nós. Assim é o destino.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CURUPAITI

Durante décadas do século XX, num terreno de 45 hectares (450.000m²), a Colônia de Curupaiti chegou a abrigar milhares de portadores de hanseníase, a antiga lepra como era conhecida, numa época em que a internação era compulsória, inclusive os filhos que nascessem com a doença passaram a pertencer ao Estado, numa espécie de alienação parental (lei sancionada em 26/08/2010), abrangendo milhares de bebês apartados de suas mães.  
Vale salientar que nessa imensa área de terreno foi acolhida a presença de índios que foram retirados da Aldeia Maracanã, conforme mencionado na crônica PÉROLA DO TAPAJÓS – 18 de novembro de 2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor:
Atualmente, nem mesmo a Aldeia Maracanã (antigo Museu do Índio), ao lado do Estádio Maracanã, pode ser ocupada por eles, quando em trânsito pela cidade do Rio de Janeiro. Depois de muita marcha e contramarcha, no dia 22 de março de 2013, os 22 índios, expulsos daquele local, foram parar em terreno de Jacarepaguá, na antiga Colônia de Curupaiti, ocupada pelos portadores de hanseníase.
Numa época em que o romantismo aflorava com maior vigor, ali existia um cinema com três sessões por semana e um coreto onde as pessoas podiam passar horas amenas e os casais de namorados trocavam juras de amor eterno numa época em que o casamento era antecedido pelo namoro e noivado. Lá foram realizados muitos casamentos.
Um dos ídolos do cinema, naquela época, era Grande Otelo, que fazia dupla com Oscarito em comédias nacionais, ator que conhecemos nos idos de 1988 no sarau de poesia na Biblioteca Pública de Copacabana, estando presentes os declamadores José Brasil, Gerdal Filho, Lúcia Regina e o poeta Homero Homem que encerrou a hora artística elogiando A Sarça Ardente, de Fernando Pinheiro, obra escrita, conforme ele disse, em prosa poética e no decorrer da leitura, encontramos a própria poesia.   
Na década de 80, fizemos uma visita de duas horas a essa colônia, iniciando pelo gabinete do secretário Amazonas Hércules (1912/2004) que nos recebeu com um largo sorriso, denotando sinal de liderança impressionante. Ele esteve lá internado por um longo período de 50 anos, fundou um centro espírita e a todos que a ele recorria sabia encontrar mensagens de amor e de esperança.   
Na ocasião, estava presente Magnólia Nicolich que tinha trabalhado durante 10 anos com Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, cidade mineira, bem como o poeta e declamador José Brasil, maranhense de Balsas. O médium Francisco Cândido Xavier, quando visitava, anualmente, durante 13 anos, a Fundação Espírita Marietta Gaio, no bairro de Bonsucesso, na cidade do Rio de Janeiro, não tinha no início tanta aglomeração de pessoas ao redor dele como veio a ter posteriormente. 
José Pereira Brasil (1922/1990), autor dos livros: Agonia do Mundo, Lua Discreta, A Música da Vida, Sejamos como os Lírios, participou da Antologia de Poetas Espíritas, organizada por Clóvis Ramos, editada em 1959 por Irmãos Pongetti – Editores – Rio de Janeiro. 
Em pé, pelos corredores dos pavilhões, avistamos muitos pacientes que nos ouviam em nossa singela apresentação poética. Mesmo nessas circunstâncias, pudemos observar que aquelas mulheres possuíam encantos que nada as faziam perder. 
O reconhecimento interior as faziam ter aquele charme de suave encantamento que era passado a todos sem que houvesse um propósito de comunicação. Nós as vimos numa admiração silenciosa e traduzível apenas nos planos sutis onde a beleza é eterna. Sem dúvida, a proteção de sua beleza interna era conservada por irradiações luminosas dos altos cimos. Os pensamentos criam essa ponte invisível.
Fazer visitas a asilos, casas de repouso, hospitais, creches é altamente gratificante numa medida que não é paga nem exigida. A doação tem recursos insondáveis a qualquer ostentação de atitudes que nos beneficiam muito, muito mais do que podemos saber.
A antiga colônia, criada nos idos de 1929, hoje Hospital Curupaiti, está subordinada à Secretaria Estadual de Saúde que a incorporou ao Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária, atualmente abrigando 37 leitos hospitalares, nem todos ocupados por falta de recursos médicos.