Páginas

terça-feira, 21 de julho de 2015

PÉGASO (XXVI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O cenário traz o passado como ponto inicial de observação. Uma casa em destroços indica que houve uma convivência familiar, assim como as colunas gregas, na Grécia, indicam que houve uma civilização na qual tinha a presença de Héstia (Vesta, na mitologia romana), uma das doze divindades olímpicas que protegia a família, o lar, inclusive a lareira e a arquitetura.
O destino, o implacável condutor de almas, na concepção poética, levou-me ao destino, o local onde havia destroços de casa e duas mulheres, mãe e filha. Se é destino andar de rastros, ela andará, mas ela pode modificar a postura no andar.
No plano astral os laços familiares se desfazem quando não há mais liames afetivos. As relações da matrix podem prevalecer do outro lado da matrix, mas com os meus enredos que jugulavam uns aos outros, isto não é libertação, mas um dia, no decorrer dos evos, ocorrerá a liberdade para todos os envolvidos.
O exemplo ainda é o melhor ensino e vi a mãe deitada nua em cima de um colchonete como a convidar a filha a ficar na mesma posição, desprovida de toda roupagem (símbolo) para poder avaliar o que se passa no corpo físico. É dito que o sexo é cuca e cuca significa cabeça.
É que a mens sana da antiga Grécia repercute no corpo sadio. Tudo está interligado: corpo e alma, temos até o duplo, a grande descoberta recente da física teórica que os espíritas já chamavam de duplo-etérico. Essa descoberta inclui outra dimensão menos densa em que a consciência planetária busca ascender, pois, como dissemos anteriormente, a Terra é um hotel planetário que irá ganhar mais uma estrela, como referência de padrão de qualidade.
O sexo está no divã, ou melhor, na cama improvisada nos escombros da casa, revelando uma mensagem, assim como a nudez foi observada pela mãe desde o primeiro instante ao nascer da filha e continuou nos cuidados de higiene, enquanto ela permaneceu em tenra idade.
Longe da sensualidade, assim como o ginecologista trata de seu trabalho, observei a mãe nua no sexo vivo que demonstrava vivacidade de seu estado de alma. A filha não possuía essa vivacidade e não tinha condições de ficar nua perante a mim e a mãe, ela mesma que foi cuidada com muito amor após realizar as necessidades fisiológicas no período de vida em que era bebê.
Se o exemplo da mãe não conseguiu mudar a ideia da filha em permanecer revestida de roupagem que encobre a realidade em que ela se encontra, não seria eu a fazer mudar-lhe de ideia. O namoro sem sexo não é o paradigma terrestre. Tudo vem a seu tempo, como ela mesmo reconhece e nem espero esse tempo acontecer porque continuo a semear em searas que nos chamam a atenção. É lindo o texto sagrado: “e o semeador saiu a semear”.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

PÉGASO (XXV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
De repente, estava subindo um paredão de rochas onde culmina um esconderijo bem no alto da montanha, não estava usando as ferramentas de alpinistas, apenas subi ao estilo de um elevador. Quando cheguei ao topo da montanha, entrei por um corredor estreito onde só tinha passagem para uma pessoa.
Decidido a andar mais para frente, passei por um grupo de pessoas que fazia a vigilância do esconderijo e fui mais à frente onde estava o chefe desse grupo. Ele surpreso me perguntou como cheguei, pois era proibido pessoas chegar até lá. Disse a ele que vinha da fronteira da Itália.
Ele me lembrou que aquele lugar, dentro do plano físico, teve conflitos por emancipação, dando origem a Eslovênia que passou a ser uma república desmembrada da antiga Iugoslávia. Assim acontecendo com a Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia e Montenegro e ainda a Macedônia. A narrativa onírica é dentro do astral e não da realidade física, pois a Eslovênia é um dos países mais seguros do mundo, antecedido apenas pela Dinamarca, Noruega e Singapura.
Segui em frente e me deparei com uma linda mulher aprisionada dentro de uma jaula. Ela me falou: estou presa e vou ser sacrificada. Eu lhe respondi numa atitude decidida, igual a quem tem autoridade: você não vai ser sacrificada. O chefe desse bando não gostou e passei por ele, fazendo o caminho de volta.
No corredor estreito, um dos sequazes seguia-me com uma lança em punho para atingir-me, o meu andar era mais veloz e ele não conseguiu me alcançar, olhei para trás e vi que despertei a libertação daquela moça prisioneira, libertação acreditada por ela e, no plano mais sutil, a libertação surgiu num átimo de segundo, relâmpago imediato.
Foi muito proveitosa essa andança astral ou expansão de consciência, pois prevaleceu a determinação precisa e segura dos meus atos, embora singelos, ao criar uma nova situação que favoreceu a libertação de uma jovem mulher das garras de seus opressores.
Não me sinto ainda o libertador, tenho muito a aprender nas andanças astrais, mas meus atos predispõem e favorecem a   libertação que vem de um plano mais sutil. Por que não realizar isto no plano físico?
Lembrando o pensamento do filósofo Sêneca: “é parte da cura o desejo de ser curado”, coloco-me à disposição do público feminino que construí com muito carinho, dia após dia, ao longo de muitos anos, nas redes sociais da internet. As minhas mãos estão estendidas a quem quiser caminhar juntos.

www.fernandopinheirobb.com.br

domingo, 19 de julho de 2015

PÉGASO (XXIV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Na casa, onde se avistava um lindo jardim, ouvi um frade cantar a música O Bom Barqueiro, música clássica de autor, para mim desconhecido, que aborda o amor-presença. Não tinha nenhuma ligação com o cantor. Quando acabou de cantar entregou-me a partitura.
Reconheci o estilo de música clássica de compositor brasileiro que sempre o ouço em concertos na Sala Cecília Meireles, Escola de Música na rua do Passeio, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em alguns saraus vespertinos no Pen Club, Escola Naval, Centro Cultural Justiça Federal. 
Naturalmente, o cantor sabia quem era eu. No campo eletromagnético tudo flui transparente, esse campo abrange os dois mundos: o material e o espiritual. Vale mencionar que o cantor-frade me havia dado a partitura da música porque sou pesquisador e ensaísta na área de música.
A propósito, vale salientar textos do prefácio de Maria do Céu Sendas, que é mesmo o meu pensamento, na obra MÚSICA PARA CANTO E PIANO, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br
Os clássicos brasileiros na música e na poesia aqui estão reunidos na obra Música para Canto e Piano, de Fernando Pinheiro, recrudescendo o sentido da arte, como expressão maior da comunicação, e reafirma não apenas a beleza de uma época do passado, mas expõe a transcendência da beleza necessária à alquimia da transformação dos acontecimentos atuais em algo que tem um sentido de perenidade.
Dentro da vibração densa de materialidade, característica atual da época de transição por que passa o planeta Terra, os espaços na mídia e na mente da maioria das pessoas são ocupados com informações que denotam o desencanto em todas as áreas humanas.
A música, por ser vibração, tem o poder de modificar os panoramas íntimos de desconforto e de desencantos que assolam o planeta Terra que, a partir de 31/10/2011, tem uma população de sete bilhões de pessoas. No entanto, um bilhão de habitantes já ascendeu a dimensão maior de evolução, onde a felicidade é sustentada por um viver onde reina o amor.
Essa imensa população, distribuída em todos os recantos do planeta, vivenciando o samadhi, o estado mais elevado da consciência humana, a caminho do Nirvana, o Paraíso onde está o pensamento de Jesus, não está mais escravizada pela ilusão. A libertação ocorreu pelo amor que esta população está vivendo, o único sentimento que resplandece a beleza. A música é manifestação dessa beleza.
Vamos apreciar o pensamento dos grandes compositores brasileiros que se uniram com os clássicos da poesia brasileira e verificar a mensagem atual que vem do passado como estímulo a um viver feliz, para sempre ser feliz.
Lembremo–nos, pois, de Villa–Lobos, Waldemar Henrique, Alceu Bocchino, Alberto Nepomuceno, Souza Lima, José Siqueira, Francisco Mignone, Najla Jabôr, Cláudio Santoro, Eleazar de Carvalho, Capiba, Synture Eva Hahamovici, Wilson Fonseca, entre tantos outros compositores.
E na área da poesia, vertente do pensamento incrustado em letras de partituras, lembremo–nos também de Adelmar Tavares, Carlos Nejar, Cassiano Ricardo, Cecília Meireles, Dom Aquino Correa, Dora Vasconcelos, Ronald de Carvalho, Félix Pacheco, Gonzaga Filho, Humberto de Campos, Ribeiro Couto, J.G. de Araújo Jorge, Juvenal Galeno, Luzia Alvim, Manuel Bandeira, Margarida Finkel, Onestaldo de Pennafort, Raul de Leoni, Max Carphentier, entre outros poetas.
Dos nomes citados no prefácio de Maria do Céu Sendas, ressalto os músicos Capiba, Synture Eva Hahamovici, Wilson Fonseca e os poetas Adelmar Tavares, Onestaldo de Pennafort e Max Carphentier que têm vínculo histórico com a empresa que tive a honra de trabalhar e participar da tríade Banco do Brasil: BANCO DO BRASIL – CONSULTORIA JURÍDICA (Ensaios Históricos – Autores Diversos), BANCO DO BRASIL – LISBOA SERRA, POETA, TRIBUNO E PRESIDENTE, de Fernando Pinheiro e HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro.
Apresento ainda textos da HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL referente a um funcionário do Banco do Brasil que passou pela Direção Geral – Gerência de Operações de Câmbio, Edifício Visconde de Itaboraí, Av. Presidente Vargas, 328, Rio de Janeiro – RJ, edifício que abriga hoje a sede da ANP – Agência Nacional de Petróleo e da Transpetro, subsidiária da Petrobras:
O tenor lírico Fernando Augusto Ferreira Cunha, de saudosa memória (posse no BB: 25/10/1962), teve passagem pela Direção Geral do Banco do Brasil – CAMIO/GECAM (década de 70), época em que se apresentou no Teatro Glauce Rocha, Av. Rio Branco, 179 – Rio de Janeiro, na presença de dezenas de companheiros de trabalho que foram ouvir a interpretação da música O Lola (Siciliana) da Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, e a ária Je crois entendre encore, da ópera Les perchêurs de perles, de Bizet.
A belíssima canção Siciliana, no mundo inteiro, teve a gravação de inúmeros cantores e a que me faz lembrar de Fernando Augusto é a interpretada pelo tenor lírico Marko Lampas que possui aparência física semelhante ao ex–companheiro de trabalho.
Retomando a narrativa onírica, quando o cantor-frade entregou-me a partitura pronunciou o título da música que acabara de cantar: O Bom Barqueiro. A mensagem que ele passou era o amor-presença que se faz aqui, como se fez no sermão da montanha, conhecido também por outro frade-cantor: padre Marcelo Rossi, ídolo que a televisão brasileira consagrou em momentos de sucesso.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PÉGASO (XXIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Ao chegar ao pequeno auditório onde estava reunida uma seleta plateia composta por intelectuais, todos vivos, inclusive alguns que já estavam numa dimensão mais sutil, a oradora abordava temas poéticos e todos estavam concentrados na palestra. Ao lançar o olhar para frente, identifiquei alguns conhecidos meus da esfera acadêmica, principalmente uma linda poetisa e declamadora de versos que, por alguma razão do destino, tinha algo que me aproximava no terreno físico.
Nela o interesse de conhecer um escritor era notado, ao mesmo tempo em que demonstrava desinteresse por não compreender totalmente esse vasto campo de observação e porque estava concentrada nos interesses da matéria que requer aparência e conteúdo que despertem a atenção, um pouco mais além.
O clima era agradável pela mensagem transmitida pela oradora e completamente aceita por todos da plateia, sem nenhum resquício de indagação como o aroma de lavanda campesina que agrada a todos que o sentem.
Logo ao chegar, sentei-me na segunda fila, ao lado uma  cadeira vazia e, ao ver a poetisa se levar da cadeira, pensei ela virá sentar na que está vazia ao meu lado, pensei, apenas pensei, sem demonstrar ansiedade por isto. Se ela sentasse na cadeira vazia era a prova de que estava ao meu lado e eu poderia apresentá-la, quando acabasse a palestra, a todos como minha namorada. Mas, isto não aconteceu.
Ela concentrada em seus pensamentos não me olhou tão perto e nem viu a cadeira vazia, elegantemente como sempre se veste, saiu do auditório. Não olhei para atrás para vê-la passar, já tinha passado por mim e isto bastava.
Para nós isto era a realidade última, usando um termo empregado pelos cientistas que reconhecem que a ciência, com todo o bojo de informações, ainda é incapaz de apresentar a realidade última. Mas, não existem mistérios insondáveis. Tudo vem às claras na percepção das coisas que acontecem conosco.
Isto define também o recente relacionamento, apenas dois encontros, em que as aparências estavam diante do sonho de olhos abertos em ter uma pessoa suscetível ao namoro,  lembrando-nos do pensamento filosófico: quando a pessoa vê para fora, sonha, quando vê para dentro, desperta. “Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta” – Carl Gustav Jung. No caso, a palavra ver é mais profunda do que a palavra olhar.
Como tudo tem uma finalidade, os encontros das pessoas sempre revelam algo que aprendemos e enriquece a nossa bagagem de conhecimentos. O importante é semear a semente no campo fértil e caminhar em frente porque a colheita será em outro tempo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

FOSTE MINHA UM VERÃO

A música Fuiste mia uno verano, de Leonardo Favio, ganhou uma versão na voz do cantor Francisco Egydio e fala de um verão em que existiu um amor e a letra afirma que ela foi um dia dele. O que aconteceu entre ambos: uma conquista ou apoderação?
Ele estava num bar e ela o viu passar, ele lançou no ar um sorriso endereçado a ela e foi mais ousado quando lhe quis falar, ela respondeu não, na lata. E, como houve antes uma entrega física entre ambos em que carinhos ocorreram, ela  acrescentou: outra vez, talvez, que amanhã talvez.
No recato feminino o talvez significa sim, mas não definiu em que data seria o encontro, isto ocorreu depois de ter passado um mês, dando início ao indício de uma relação tantalizante (veja a crônica A MARCA DE TÂNTALO – 11 de maio de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor).
Nesse aspecto, ele relembra dela nos mínimos detalhes que vão desde os olhos, os lábios e o gosto dos lábios como ele irá esquecer? Ele nem sabe o nome dela. O mito grego Tântalo está presente na relação e se estende ao desejo de ter uma mulher em cada uma que passa na praça, batendo-lhe o coração. Mesmo na opacidade da situação, ele vê mais luz na praça, há outro verão.
Como a repetição serve para firmar e sedimentar um conceito estabelecido, vamos transcrever agora alguns parágrafos de nossa crônica de 11 de maio de 2015:
A marca de Tântalo, personagem da mitologia grega, aparece no semblante de pessoas aprisionadas em relação patológica, a denominada ligação tantalizante, pois, segundo a tradição, Tântalo tinha roubado os manjares dos deuses e, por isso, Zeus o condenou a passar fome e sede pelo resto da vida.
Na versão atual, o Olímpio vem a se constituir, na terra dos mortais, uma espécie de coisa pública (res publica), ou melhor dizendo, república que não pode ser roubada, conforme largamente anunciado pela mídia. Quando há impunidade é porque Zeus não apareceu nem tampouco Têmis. O símbolo da justiça é Têmis, a segunda mulher de Zeus, sinônimo de poder. A mitologia grega traz lições.
O castigo era circunscrito a um lago que tinha as águas influenciáveis pela maré, fazendo subir e descer de volume. Na subida das águas, ele ficava ansioso porque, submerso até o pescoço, não podia matar a sede. Na correnteza das águas, fluíam também deliciosos alimentos que ele não podia tocar. A vida dele se resumia em expectativas e frustrações.
O suplício de Tântalo é o arquétipo de um relacionamento amoroso onde há evidências patológicas: há a sedução, com promessas encantadoras que nunca chegam a se concretizar. Isto faz parte da conquista e da apoderação.
Foste minha um verão, música interpretada por Francisco Egypio (1927/2007), cantor brasileiro com voz de tenor lírico, troféu imprensa de melhor cantor (1961), tem gravação em vídeos no Youtube. Ele tornou-se mais conhecido pelo sucesso “Creio em ti” e pelas gravações do compositor Lupercínio Rodrigues e das músicas de Nat King Cole, também de saudosa memória.
Qual seria a solução para sair de uma relação tantalizante? O melhor seria que houvesse a conquista amorosa de ambas as partes, pois essa conquista envolve entrega total. Apoderação pode conter na conquista, mas a conquista não se caracteriza com apenas apoderação. Aliás, por ser mútuo, não há poder único em nenhuma conquista amorosa.
Como a relação é entre ambos, se houver ruptura de algum dos dois, a solução é aceitar essa ruptura, porque no final a relação sexual é entre os dois e nunca unilateral que pode criar uma situação patológica: ligar-se mentalmente a quem não está ligado.
Para haver a reaproximação é necessária a conquista e não apoderação por meios em que o coração não participa, isto está incluído os aspectos de sobrevivência, quando um deles não está emancipado financeiramente. Como dissemos anteriormente, para uma relação dar certo é necessário que ambos sejam livres em todos os sentidos.

domingo, 12 de julho de 2015

AMORES GRIS

Na atmosfera cinzenta nesta densa consciência planetária, os amores gris vão se dissipando, milhões seguindo o caminho da separação do joio e do trigo, outros milhões seguem na química da transmutação que é alcançada somente nas cores que a natureza nos oferece. A propósito, o canto Nem um dia, de Djavan, enfatiza: “és manhã na natureza das flores”.
O canto fala da fragilidade quando esses amores gris pensam entre si, sem um dia esquecer, ao mesmo tempo em que apresenta a solução: “recriar a luz que me trará você. E tudo nascerá mais belo”. As cores são criadas enfeitando os amores gris.
Antes de nos aprofundar na apreciação do tema, recordamos 3 parágrafos escritos em nossa Vênus, no momento, vive a consciência planetária unificada, em sua quinta dimensão, a mesma que a Terra está começando a ascender, embora já tenhamos cerca de 2 bilhões de pessoas neste estágio, de um total de 7 bilhões que formam a população planetária, ainda dentro de uma oscilação de permanência e de retorno por causa do comportamento repetitivo que busca alinhar, em seus parâmetros, os engramas do passado.
Os amores venusianos se manifestam na liberdade, essa liberdade que o planeta Terra alcançará, por completo e em todas as áreas, no decorrer de mais alguns séculos, após ter passado pela libertação total, é tão simples: não há liberdade sem libertação.
Vênus, no momento, vive a consciência planetária unificada, em sua quinta dimensão, a mesma que a Terra está começando a ascender, embora já tenhamos cerca de 2 bilhões de pessoas neste estágio, de um total de 7 bilhões que formam a população planetária, ainda dentro de uma oscilação de permanência e de retorno por causa do comportamento repetitivo que busca alinhar, em seus parâmetros, os engramas do passado.
Os venusianos vivem a essência etérea implantada no coração, na consciência que revela a transparência em tudo, assim como nós, nos estágios do sonho REM, quando podemos sonhar e, em casos especiais, vislumbrar a nossa realidade imortal, o nosso destino nasce nessa fonte.
A Terra somente alcançará essa libertação através do amor que está incluído o relacionamento entre os casais de enamorados.
A fragmentação existe em cada um desses amores gris, quando existe a influência da separatividade e competitividade que a consciência planetária dissemina em seus últimos estertores agônicos. A Terra está sendo sacralizada.
O tempo da virgindade no modelo antigo do século passado mudou, embora continue recrudescido nas mulheres que pretendem se proteger contra as intempéries do tempo, mesmo assim estão abertas ao relacionamento.
Casar, que era um sonho de todas as mulheres solteiras, já é visto como um obstáculo que pode cercear a liberdade, sendo que a figura jurídica união estável dá estabilidade a mulheres mesmo que não venham a casar. No entanto, o casamento continua com o mesmo prestígio de antigamente e muitos casamentos acontecem hoje em dia.
Para não criar jurisprudência, os casais namoram por pouco tempo, cada um dos parceiros em sua própria casa e sem demonstrar comprometimento que envolve testemunhas, dar as mãos é um desses sinais. Entre eles não existe um acervo em comum, tanto a nível material quanto emocional.
Esse modelo de namoro é passageiro porque a rotatividade, como dizem “a fila anda”, é constante e está sempre em movimento nos momentos de encontros eventuais, virtuais. O que não é levado em conta é o que permanece desses encontros, criando situações em conflito, resultando na dicotomia querer e não querer.
Esse namoro ou ficar promove sempre desencantos que geram sofrimentos. Ainda persiste a idéia para milhões ou bilhões de pessoas neste planeta reptiliano que amar é sofrer.
A paixão, que identifica o encontro ou o reencontro de jornadas evolutivas anteriores, não é sublimada a nível de interiorização de alma, o sexo é que vai prevalecer sempre, embora a libido de Freud ou a potência do agir, afirmada por inúmeros filósofos, não se restringe apenas à esfera erógena.
Recriar a luz para trazer de volta a pessoa amada é algo válido em todos os sentidos. No entanto, querer por querer a pessoa amada vai depender da frequência de onda onde está o pensamento de quem quer isso. A conexão somente é estabelecida se a frequência de onda for a mesma. Isto não quer dizer que ambos vão ser felizes, pois no clima de briga, a briga continua e no clima de amor, o amor resplandece entre ambos.
Na mudança de frequência de onda, os engramas do passado são esquecidos e a pessoa se liberta do sofrimento, desvinculando-se de quem quer seja, embora tenha sido o amor que esperava ter. Os amores gris são também transcendidos a esfera onde aquele amor, que irradia luz, existe.

domingo, 5 de julho de 2015

NOTURNOS (II)

Tudo o que acontece à noite passa a ser noturno, é lógico. Os noturnos de Chopin são bem conhecidos, inclusive o que foi escrito em C≠ minor é fundo musical do site www.fernandopinheirobb.com.br
Os noturnos acontecem principalmente quando estamos dormindo e, na maioria das vezes, não sabemos o que está à nossa volta, tanto no lar quanto fora dele em corpo astral, em expansão da consciência, embora a consciência e a informação estejam em tudo por um princípio quântico de que tudo é energia, inclusive os nossos pensamentos que têm origem nesse corpo etérico.
Causou admiração para o público a descoberta pela comunidade científica de um duplo que todos nós temos, independente de que possamos aceitar ou não, assim como o átomo já existia desde que o mundo é mundo e só revelado a idéia na Grécia antiga e comprovado pela física quântica, astrofísica e outras ciências correlatas.
A prova de tudo isso, é como vimos dizendo, é a parafernália de inventos que atualmente o mundo desfruta, destacando-se principalmente aqueles que promovem a comunicação, tanto aqui como fora da Terra nas imagens transmitidas pelas sondas e laboratórios espaciais. Ao alcance de bilhões de pessoas está o telefone celular.
Quando estamos dormindo, recebemos a visita de pessoas que foram atraídas pela mesma frequência de onda em que estamos, pois o colapso da função de onda funciona até mesmo nessas horas porque o que pensa é o espírito, o cérebro é apenas o transmissor da frequência emitida e corre ou flui no campo eletromagnético. Assim, tudo tem um endereço astral.
Esta é comprovação científica de que o amor é a mais elevada frequência de onda que existe, podendo ter a conexão com os seres multidimensionais que estão em dimensão superior a que existe na Terra, ainda presa a densa camada de pensamentos da maioria dos seus habitantes.
Sem que haja essa frequência de onda é impossível a criatura humana se realizar no campo sentimental ou profissional, onde toda a sua vida está centrada. A grande maioria de pessoas no planeta está descentralizada em suas atividades, o que vem ser motivo de instabilidade em tudo que pensa dar certo, apenas pensa sem firmeza de convicção.
Quando a pessoa diz quero isso e, ao mesmo tempo, diz está difícil ou não posso, já atraiu o fracasso e o fracasso virá, sem dúvida. Quando entendemos o colapso da função de onda, temos todos os instrumentos à nossa disposição, assim como o piloto tem os instrumentos do voo da aeronave na cabine de comando.
Sem fazer crítica a quem não conhecemos, apenas de passagem pela única vez na entrada do Recreio Shopping no bairro Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro, um cara classificado pela mídia como um perfeito idiota passou à nossa frente na fila do táxi e ao abrir a porta para entrar nos viu e pediu desculpas, dissemos a ele, não tem importância, tem outro táxi atrás, ele sem ver o táxi e olhando unicamente para si mesmo, disse: tem certeza?
Não iríamos responder a ele para não entrar na mesma frequência de onda, pois era evidente que havia a poucos passos outro táxi estacionado. Se ele não quis ver o outro táxi, tão perto dele, certamente não iria querer nos ouvir. Saímos em paz.
No campo do trabalho e do relacionamento é necessário observar as pessoas centradas no que fazem. Quantas oportunidades são desperdiçadas por falta de atenção no que está acontecendo entre nós! Não devemos nos lamentar de nada, apenas olhar para o horizonte onde surge novo alvorecer.
À noite ao dormirmos, estamos tendo relacionamento com pessoas que pensamos no momento ou no passado que ficou para trás e que recrudesce com os pensamentos de lembranças agradáveis ou não.
No momento em que escrevemos à noite, uma formiga surgiu à mesa do computador e, como sabemos que a consciência está em tudo, inclusive nos insetos, pegamos uma folha de papel e a recolhemos para lançá-la à varanda onde se vê muitas árvores. Não devemos criticar quem usa inseticida.
Noturnos acontecem como parte de nossa vida ao lado dos amores que atraímos por pensamentos quando o enlevo surgiu espontâneo e leve como o aroma das árvores que a brisa nos traz. Então, agora é fácil termos os amores que sonhamos ter.

www.fernandopinheirobb.com.br

sábado, 4 de julho de 2015

SAMBA TRISTE

À noite, dentro do carro parado no sinal de trânsito, vimos a noite paulistana, mergulhada na neblina, estávamos acompanhado de uma linda mulher onde assistimos antes, na sede social do São Paulo Futebol Clube, a uma cerimônia de casamento. Do lado de fora, luzes amortecidas, jovens se aglomeravam com copos de bebida na mão e uma fumaça de cigarro saía pela rua que a garoa dissipava lentamente.
Ao som do clarinete que faz a introdução do Samba Triste, de Paulo Vanzolini, letra de Ana de Hollanda, a música é derramada em suaves cadências na voz delicada da letrista, irmã de Chico Buarque: “samba das almas vencidas, cada boêmio que passa na rua é sapo a sonhar com a lua, toda mulher é mariposa de asas queimadas”.
Almas vencidas porque não tem mais prazo de validade, a ilusão chegou ao fim, mas elas não se apercebem disso. O boêmio vira sapo sonhando com a lua, aliás o sapo também faz o colapso da função de onda e, quando tem a boca amarrada com o endereço astral do remetente, emite, na mesma frequência de onda em que foi atormentado, o tormento que sente, causando estragos físicos e emocionais a quem a ele se ligou.
Mariposas de asas queimadas não são apenas as profissionais do sexo, mas as que se atiram a aventuras desastrosas onde não sabem e nem querem saber o nome do acompanhante e o que ele faz na vida.
O cenário é de desencantos, embora não seja visto desta maneira por quem está dentro dessas aglomerações envolvidas em sombras que encobrem a beleza da juventude. A ilusão tem outra visão, a passageira. Esse cenário se espalha pelas casas noturnas pelo mundo inteiro, inclusive na Lapa carioca, onde as mulheres vão pra lá decotadas.
Na cena da novela Verdades Secretas, da Rede Globo de Televisão, em que o empresário Alex (ator Rodrigo Lombardi) se depara com a filha Giovanna (atriz Agatha Moreira) desfaz toda a ilusão em que a modelo tencionava passar a noite com um desconhecido. Ela desafiou o pai numa discussão. Nesse caso, a educação familiar falhou. É triste. Cenas de prostituição a novela apresenta numa capa de trabalho de modelos. A pílula está adocicada.
Em sentido oposto em que devemos dar peso e referência, há um comentário nosso, em três parágrafos a respeito da lua, a Lua Branca, de Chiquinha Gonzaga, interpretada em nossa visão no blog Fernando Pinheiro, escritor – 30 de julho de 2012, a seguir:
A canção Lua Branca é uma súplica enternecida de quem ama e busca uma proteção ao amor apaixonado que, no íntimo, sente vontade de matar aquela paixão que sente, dentro de si, andando com ele. Esse sentimento provoca prantos e incomoda demais.
A luz da lua é um véu imenso que se espalha em chuvas de prata pelo céu aberto, estendendo um enlevo inebriante que desperta uma satisfação de beleza inefável e está intimamente ligada a um doce estado de espírito que ameniza e dulcifica.
A poetisa a viu e a transmitiu aos ouvintes a lua como a salvadora de angústias de amar apaixonadamente. Sem dúvida, um recurso valioso para sentir, no íntimo, a suavidade da luz que dela se derrama, como também existem outros meios que possibilitam a recomposição de ânimo firme no caminho da vida.
Samba Triste é triste apenas no nome, mas é samba de primeira qualidade que fala da atmosfera noturna da cidade de São Paulo que nunca dorme em seus bares e casas noturnas onde se concentra grande quantidade de artistas, mesmo que cáia a garoa.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NOS TRATOS DE AMOR

O empresário Alex, papel do ator Rodrigo Lombardi, ouve de Fanny, personagem da atriz Marieta Severo, a notícia de que Angel (atriz Camila Queiroz) vai se afastar, por algum tempo, da agência de modelos e, depois em conversa com Larissa (atriz Grazi Massafera) diz a ela visitar a suíte do empresário no hotel, recomendando-a fazer um tipo inexperiente, economizar nos gritinhos e evitar dar chave de coxa. Tudo isto aconteceu no dia 01/07/2015 na novela Verdades Secretas da Rede Globo de Televisão.
No primeiro encontro Larissa pede a Alex ajudar nos tratos do amor, pensando na recomendação de Fanny para ela não dar chave de coxa, a fim de não impressionar Alex na cama porque a Fanny espera contar com a volta de Angel. Essa posição na cama está na moda, onde a mulher se apoia nos ombros e prende o parceiro pelas pernas levantadas.
Sexualidade é um direito natural que as pessoas têm para viver uma vida saudável, embora o tema oposto, assexualidade, foi abordado em nossa crônica de 21/02/2015, onde o foco era o celibato, assunto focado também em duas outras oportunidades no mês de setembro de 2013, no blog Fernando Pinheiro, escritor. 
Na Terra a maioria dos casamentos acaba quando não há mais atividade sexual. Nos mundos assimilados à  consciência planetária de nosso planeta o sexo continua no mesmo esquema conhecido. O mundo da matrix é o mesmo do outro lado da matrix.
Nos mundos felizes onde a consciência planetária é superior a da Terra, o sexo não é tão rudimentar como aqui, ocorrendo os encontros íntimos em êxtase que o pensamento pode alçar a páramos sublimes onde o instinto não existe.
Considerando que o pensamento cria a nossa realidade, argumento da física quântica, por lá a vida é reproduzida até mesmo sem o contato sexual. E com a alimentação também fluídica não precisa os seres multidimensionais, que por lá vivem, ter órgãos físicos que o homem terreno possui, vulneráveis à contaminação e à doença.
Somente neste aspecto, podemos ver as carências humanas arrastando-se pelo chão sem ainda galgar os altos cimos onde a vida resplandece com muito maior vigor. Os problemas habitacionais e de infraestrutura ainda existem por aqui. Lá, os seres iluminados criam suas moradas do jeito que querem e têm as companhias amorosas do mesmo jeito. Lá não há problemas de locomoção, eles estão em qualquer parte do universo, em milésimos de segundos. É o pensamento que cria.
Aqui na Terra tudo é prisão: casamento, trabalho, vida social e os engramas do passado que impedem ir em direção dos seres multidimensionais, mas estes podem chegar aos seres humanos sempre com o propósito de libertá-los. Se houver amor no casamento, trabalho e vida social os engramas não irão mais existir.
A Terra, como vimos dizendo ao longo de nossas crônicas, está em transição para outra dimensão de consciência planetária, saindo da 3ª dimensão dissociada para a 5ª dimensão unificada, é um salto quântico em termos de qualidade de vida. Como devemos conseguir dar esse salto? Há muitos modos de acordo com as conveniências pessoais de cada um dos 7,3 bilhões de habitantes, mas em particular, vimos adotando a vivência sustentada em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Na Série PÉGASO vimos descrevendo cenários de inefável beleza como também o que ocorre do outro lado da matrix, onde esses engramas do passado, ainda sem o transcender, prendem os próprios autores, presos a si mesmos em prisões que carregam penas muito mais dolorosas do que as da Terra.
São das mesmas proporções, sim, no entanto são alimentadas, pois os pensamentos criam essa realidade em que vivem, o que parece não ter fim. Como do outro lado da matrix, vive-se apenas de resultados, quando se morre no plano físico, passa-se a viver de resultados, explicando melhor, é necessário passar por aquilo que o herói da sepultura vazia disse: nascer de novo. Com a Terra ascensionada, esses antigos hóspedes planetários irão para os mundos compatíveis com a mentalidade deles.    
Nos tratos do amor de mulheres vestidas de lingerie vermelha, perfumada em suave perfume, os cabelos soltos, o cheiro da pele, o olhar em frenesi arrebatando paixão, ao tempo em que tudo vai se convergindo ao amor, é um estímulo vigorante para despertar sentimentos em que valorizamos os encantos da mulher.

sábado, 27 de junho de 2015

PAIXÃO

Quem está apaixonado fica descentralizado. É o que vimos na novela Babilônia, levada ao ar pela Rede Globo, em 27/06/2015, quando o personagem Diogo, vivido pelo ator Thiago Martins, ao saltar do trampolim, bate com a cabeça na borda da piscina, perde o equilíbrio e cai desacordado dentro da água.
Antes do ocorrido, Beatriz, no papel da atriz Glória Pires, a causa de sua paixão, tinha ido ao vestuário onde Diogo estava se preparando e em ambos é reaceso uma paixão, embora ele tinha lhe declarado que não queria saber mais de aventura, pois agora estava casado com a Gabi, vivenciada por Kizi Vaz. Foi nesse clima que ele realizou o salto.
Enquanto houver o desejo é necessário realizá-lo, pois não adianta guardar em segredo, atormentando-lhe as horas. O certo seria não ter desejo porque o desejo sempre leva ao sofrimento, principalmente quando não pode ser realizado.
Há uma diferença entre o desejo e a vontade que não são iguais, embora pareça ser a mesma coisa. A vontade tem uma conotação mais profunda em raízes em que não há predominância do ego ou da personalidade transitória. O ego existe e sempre é ultrapassado por uma frequência de onda mais elevada que possui algo mais sutil e encantador.
A paixão é a fé cega que não olha ao que está ao redor, apenas o desejo de realizar seus objetivos alimentados no plano mental onde os sentidos têm o seu reino. No plano espiritual a paixão pode encontrar guarida mas não é um porto seguro onde há um clima de tranquilidade e de paz. Esse mesmo plano abriga também um clima mais sutil.
Tudo depende como devemos encarar a situação que elegemos por vontade própria. Navegar em mares bravios é muito diferente de navegar em águas tranquilas onde o clima é sempre bom.
No relacionamento amoroso é necessário ver a transparência e a alegria em tudo que nos cerca. Se não houver esse olhar, tudo virá para nos tirar da tranquilidade em que estávamos antes de haver esses encontros galopantes numa corrida que leva a caminhos perigosos.
O mesmo acontece com quem ascendeu a uma dimensão mais sutil de consciência, se houver crítica e julgamento, volta automaticamente a dimensão em que antes estava. Aliás, dizer que está numa dimensão mais sutil é algo prepotente que denota discriminação e faz separar quem está perto de nós. Por causa disso, ninguém pode conseguir se elevar a uma dimensão mais sutil. Faz-se necessário a simplicidade e a humildade.
A paixão desperta a identificação dos encontros de caminhos espirituais em outro tempo e em outra ocasião, onde sempre há algo a se recompor. O sábio reconhece os caminhos percorridos, nessa ótica os encontros são missões que devem ser compartilhadas por companheiros de jornada evolutiva. O apaixonado apenas vive as emoções sem compreendê-las os sentidos. Aliás, nem é bom compreender, principalmente se houver marcas de desencantos no ar.
Não buscar nem fugir é a melhor postura diante da paixão. Se acontecer, não pode retê-la, pois tudo que é retido precisa ser escoado como os rios que correm para o mar. Se o coração for despertado, melhor ainda, porque vai acontecer a transmutação do improvável para a certeza que deve existir.
É sempre bom ouvir dizer que somos compenetrados e centrados no que fazemos, fora disso seríamos apaixonados por algo que não sabemos e nem podemos conhecer. Sem conhecer perde todo o sentido que devíamos ter. Você já pensou andar no escuro, apenas porque o local lhe traz emoções? No escuro pode ocorrer tropeços e quedas.
A nossa caminhada tem que haver transparência, um dos cinco pilares que compõem o esquema: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. A ideia de incluir a gratidão é de nossa amiga búlgara Nona Orlinova que, em sintonia, nos acompanha os passos. 

www.fernandopinheirobb.com.br

quarta-feira, 24 de junho de 2015

VERDADE SECRETA

Interpretada pelo próprio autor e por Elba Ramalho, a música Cajuína, de Caetano Veloso, é reveladora dos ingredientes do universo que são os mesmos da criatura humana e realça a intimidade da mulher: “Existirmos: a que será que se destina? Pois quando tu me deste a rosa pequenina.”
A que se destina o nosso existir é a pergunta pairando no ar. Se a maior quantidade do universo é constituída de hidrogênio, hélio, oxigênio, carbono e nitrogênio, de igual modo esses elementos químicos se encontram no corpo humano, sendo que a principal molécula é a água (H20 – duas moléculas de hidrogênio com uma molécula de oxigênio), de forma o que está no universo está em nós mesmos.
A rosa da canção pode ser a flor da roseira que espalha suave perfume como também pode ser o sexo feminino que exala igual perfume na configuração geométrica de idêntica semelhança na forma material da rosa-flor. É por isso que gostamos de ver a nudez da mulher.
É por dentro dessa flor que passa a vida ao nascer e faz surgir dentro de nós uma reflexão a respeito do que está acontecendo no mundo quando as mulheres se doam por amor, fazendo amor.
No sistema de crença que ainda vige no planeta, há proibição e castigo, expulsando do paraíso um casal de namorados, mas que paraíso é esse, cantado em blandícias de frescor e deleite, se o cientista Galileu, à época nesse mesmo sistema de crença, condenado à fogueira, já sabia como era o céu, hoje confirmado pelas fotografias do telescópio espacial Hubble da NASA, a agência espacial norte-americana.
Mundos felizes existem, sim, como também mundos cárceres, como a Terra, em fase de transição ascendendo de dimensão de consciência planetária onde a beleza existe principalmente na presença da mulher onde os encantos têm o dom de transformar este mundo em mundo feliz. A segunda maior egrégora do planeta é a luz de Maria, aquela mulher que concedeu ao filho a oportunidade de transformar a água em vinho.
Tudo é sagrado, notadamente a mulher que se depara com o estilo de vida moderna onde os costumes são renovados para que ela possa ter maior participação no trabalho, na família e no lazer que lhe fazem recompor as energias, essas mesmas energias de que é feito o universo em expansão.
No relacionamento amoroso, a rosa na música Cajuína é entregue em doação “quando tu me deste a rosa pequenina”, na suposição de que não houve apoderamento de quem a recebeu, embora haja, na maioria dos casos, a posse como se ela fosse um objeto sexual, unicamente.
De rosa dada em rosa dada a diferentes pessoas, o homem percebe que há algo estranho (promiscuidade) pairando no ar e a despreza tão logo a conquista no primeiro ou em outros encontros amorosos onde não houve a conexão do amor recíproco. No íntimo, ela percebe que dando a rosa, o namorado irá gostar mais dela. Pode ser sim, pode ser não, dependendo do grau de sensibilidade ou frequência de onda onde ambos estão.
A mesma questão é abordada na física quântica projetando-se luz em ANÉIS SOLTOS NOS DEDOS – 29/03/2014, blog Fernando Pinheiro, escritor:
No Princípio da Incerteza, de Heisenberg, há restrições à precisão em medidas simultâneas, pois não pode haver a posição da partícula e a velocidade ao mesmo tempo, esse princípio está imantado não apenas no mapeamento das partículas elementares do átomo, como também entre duas pessoas em convivência amorosa, pois todos nós somos constituídos de átomos.
O Princípio da Incerteza, de Heisenberg, está presente em todos os relacionamentos difíceis da atualidade e isto evidencia a complicação, a dificuldade dos casais em se manter unidos. A elucidação do Prof. Hélio Couto é oportuna: “você tem a posição diferente do momentum, isto é, uma pessoa está na posição e a outra está no momentum, ela tem velocidade.”
Quando se inicia a aproximação, uma delas está parada porque está receptiva ao encontro, a outra tem momentum e prossegue em velocidade. A que está parada é mais romântica, sonhadora e até desligada dos problemas materiais que é importante na discussão dos casais, afinal não há almoço grátis.
Há mais ou menos uma afinidade pelo interesse da atração, geralmente é sexo, dinheiro, prestígio, estabilidade, e assim não há muitos questionamentos a serem debatidos nos primeiros encontros que buscam uma lua-de-mel. Se procurar a lua-de-mel com brigas e desavenças, assim não vai dar certo.
No decorrer do relacionamento são mostradas as mangas da camisa e fica evidente o Princípio da Incerteza, de Heinsenberg, quando se trata de a posição e o momentum diferenciados, isto é mais acentuado quando há divergência de paradigmas.
Verdade Secreta traz de volta o Princípio da Incerteza, de Heinsenber e o pensamento de Caetano Veloso. Cajuína é o Nordeste em forma de música, trazendo o ritmo alegre e contagiante do povo nordestino a que fazemos parte, com muito orgulho (no bom sentido). A letra veio em síntese e em parábola ao mesmo tempo, onde a presença da mulher encanta a todos nós.

terça-feira, 16 de junho de 2015

CAMILLE CLAUDEL

Em prima facie, o filme Camille Claudel, drama biográfico, dirigido por Bruno Nuytten, foi rodado nos idos de 1988, relata a vida da escultora Camille Claudel interpretada por Isabelle Adjani e no papel de Auguste Rodin o ator Gérard Depardieu. Posteriormente, em 2013, veio a lume Camille Claudel, 1915, sob a direção de Bruno Dumont revelando a atriz Juliette Binoche no papel-título e os atores Jean-Luc Vicent, Emmanuel Kauffman contracendando-a. A música do filme é de Johann Sebastian Bach.
A linda escultura Camille Claudel ao tornar-se assistente e amante do célebre artista Auguste Rodin não encontra apoio da família e decide vivenciar um namoro tantalizante, pois ele tinha outra mulher. Depois de muito sofrer rompe com Rodin, pois não suportava mais sentir o mito de Tântalo torturando a sua vida. Com a perda do amante, cai em depressão e é internada, contra a sua vontade, num manicómio pelo irmão Paul Claudel, famoso escritor.
Vale assinalar quatro parágrafos transcritos da crônica A MARCA DE TÂNTALO – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de maio de 2015, a seguir:
A marca de Tântalo, personagem da mitologia grega, aparece no semblante de pessoas aprisionadas em relação patológica, a denominada ligação tantalizante, pois, segundo a tradição, Tântalo tinha roubado os manjares dos deuses e, por isso, Zeus o condenou a passar fome e sede pelo resto da vida.
O castigo era circunscrito a um lago que tinha as águas influenciáveis pela maré, fazendo subir e descer de volume. Na subida das águas, ele ficava ansioso porque, submerso até o pescoço, não podia matar a sede. Na correnteza das águas, fluíam também deliciosos alimentos que ele não podia tocar. A vida dele se resumia em expectativas e frustrações.
O suplício de Tântalo é o arquétipo de um relacionamento amoroso onde há evidências patológicas: há a sedução, com promessas encantadoras que nunca chegam a se concretizar. Isto faz parte da conquista e da apoderação.
No caso de mulheres, há a promessa de conquistadores de ficar ou casar com elas, tão logo tenham o divórcio, e isto nunca vem a acontecer, mantendo-as presas a vínculo tantalizante. É o resultado que dá o envolvimento das mulheres com homens casados que nunca se divorciam.
Sem ninguém para conversar e, mergulhada nos engramas do passado, Camille Claudel tenta de inúmeras vezes convencer as enfermeiras e o médico que aquele local não lhe é adequado. É inútil, ela não conseguiu sair dali e permaneceu durante três décadas, quando vem a falecer em 1943.
Na última vez que o irmão de Camille vai visitá-la, ela está serena, reflexiva e com doçura na voz, mesmo assim não o convence a retirar do manicômio. Ele alega que ali ela estava protegida contra a guerra reinante naquela época. No entanto, havia os horrores de um ambiente que abrigava portadores de doença mental.
Paul Claudel alega-lhe ainda a necessidade do ser humano ter o recolhimento interior através de entrega total a Deus, pois ele era poeta cristão-místico, essa entrega flui na vertente dos amores que encontramos pela vida, convertendo-os em amores eternos, principalmente junto a nossa família e familares, com destaque especial a mulher amada.
Villa-Lobos, o célebre compositor brasileiro, transcrito em cenas do cinema na pele do ator Antonio Fagundes, resume que todos os problemas materiais e espirituais seriam resolvidos se todos cantassem juntos no mesmo instante a mesma música. Isto é a mudança de frequência de onda explicitado pela física quântica.    
Nos idos de 1915, a psiquiatria não usava drogas lícitas que entorpecem e causam dependência química. O semblante de Camille é encantador, não há alegria radiante, apenas uma alegria ainda camuflada, revelando uma serenidade em que poucos casais de namorados, de hoje em dia, possuem.
Ela conseguiu ficar assim porque esqueceu os engramas do passado e voltou-se ao seu estado interior, o ser profundo que todos nós temos, sem exceção e que faz eclodir a luz. A propósito, é bom noticiar que vimos na TV Justiça o jurista Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal de Justiça, ao fazer o uso da palavra na sessão de 10/06/2015 referente à liberação de biografia autorizada, citou a frase de Louis Brandeis: “a luz do sol é o melhor detergente.”
Na cena do filme em que ela está rezando a oração Ave Maria, há evidências que ela mudou de frequência de onda onde esteve por muito tempo ainda ligada ao fracassado relacionamento com o célebre escultor francês. Na mudança há um despertar para a luz, a luz que ela trazia consigo que antes não resplandecia.