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terça-feira, 18 de agosto de 2015

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Quem está na zona de conforto não quer saber o que está acontecendo no mundo com milhares de pessoas que saem de seus países de origem em busca de proteção e refúgio. No entanto, o cenário é mostrado pela televisão, aqui e alhures.
Na ilha de Kos, localizada no Mar Egeu, conhecida pela presença de turistas europeus, agora tem novos visitantes, são dezenas de milhares de refugiados, principalmente sírios,  que chegam por lá em barcos infláveis, procedentes de Bodrum, Turquia [Le Monde – Paris, França – 17/08/2014].
No porto de Messina, Itália, os imigrantes africanos chegam em frágeis embarcações, morrendo muitos deles pelo caminho nas águas do Mediterrâneo. Na costa da ilha grega de Lesbos, eles também buscam refúgio, a palavra lésbica ficou associada a esta ilha e ganha repercussão em muitos lugares na legalização da união de mulheres.
Com rigorosa fiscalização da polícia francesa, concentrações de migrantes vão se formando com pretensão de chegar à Inglaterra pelo Túnel da Mancha, o Eurotúnel, através do porto de Calais. São levas de gente caminhando a pé. 
Os imigrantes vão chegando à estação ferroviária de Gevgelija, Macedônia, onde os trilhos se estendem em direção da Sérvia, de lá, como trampolim, é o objetivo deles entrar nos países da comunidade da União Europeia. Em Passau, Alemanha, eles são registrados e acolhidos em asilo.
Segundo a Anistia Internacional, o tratamento de 2.000 pessoas, imigrantes sírios, inclusive mulheres e crianças, vivendo ao relento nas cercanias de Viena, é escandaloso e o Ministério do Interior da Áustria “apontou que há uma lei pendente de aprovação que permitirá aos imigrantes se alojarem em propriedades do governo federal, apesar das objeções das províncias do país.” [O Globo – 14/08/2015].
Essa diáspora que se caracteriza pela saída maciça de seus lares, desperta, sim, a atenção da União Europeia que busca soluções para abrigar esse enorme contingente de pessoas do terceiro mundo.
Em alguns pontos turísticos da Europa, os navios transatlânticos navegam tranquilamente perto de embarcações frágeis conduzindo pessoas à beira da fome e com o olhar carregado de admiração ao mundo de beleza que não existe onde eles vieram.
O que os imigrantes procuram em terras longínquas? Seus pais, seus filhos, a parentela em geral, um parte fragmentada nessa aventura, deixam neles o gosto da partida em busca de dias felizes. Em suas origens podiam continuar por lá, naturalmente enfrentando as dificuldades que não é somente deles, mas de todo o planeta.
A travessia é um problema mundial, ou melhor dizendo, um problema de governança regional, é tanto que chega à mesa de negociações nos países da União Europeia. Um dos focos apresentados é controlar a migração clandestina e até aonde vai a solidariedade dos povos, numa consciência planetária dissociada onde se sobressai a competitividade e a separatividade? [A TRAVESSIA – 20 de maio de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A maioria desses imigrantes é constituída de jovens em plena forma física que estão dispostos a trabalhar em suas artes e  ofícios, inclusive de graça na conservação de obras públicas e monumentos, recebendo em troca meios para sobreviver. Isto já acontecendo na Itália, conforme divulgado pelos jornais.
Quantas mulheres lindas ficaram para trás, longe de seus amores que saíram de sua terra natal, aos milhares! Situações novas são criadas da noite para o dia. O tempo de ser feliz está ao alcance de todos, independente de lugar ou de pessoas que estão à volta. Haverá sempre a presença de outros amores, outras chances de viver feliz.
Como a consciência está em tudo, descoberta recente da física teórica, até os insetos tem consciência, é fácil escolher o caminho de acordo com o que sentimos, aproximando-nos de pessoas que podemos compartilhar nossos momentos na mesma frequência de onda em que estão as pessoas escolhidas, a fim de que a conexão seja estabelecida.
Naquelas em que a frequência de onda é diferente da nossa, será necessário muito cuidado para não entrar em atrito e, se solicitado, estender as mãos para servir. Se estivermos em mente os cinco pilares que possibilitam a ascensão de consciência planetária mais sutil (simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão) e, então, tudo virá nos fazer feliz.
Em tudo vemos a beleza, nas estações do ano que se sucedem formando ciclos de mudança como nos alvoreceres de luz quando a madrugada anuncia um novo dia. E quem estiver retardatário, com o olhar perdido do dia que passou, a certeza de que os primeiros raios do sol indicam um novo amanhecer.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A NOSSA CANÇÃO


Na canção “Eu que não sei quase nada do mar”, na voz de Maria Bethânia, leva a todos nós além da arrebentação: “Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar. Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar. E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer. Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.”
Desde os tempos idos e vividos em que o poeta Castro Alves se encantou com os seios virginais que a mulher sempre teve, o tema vara as madrugadas febris nos recantos felizes onde os casais se deleitam de tanto prazer.
A nudez feminina, além de encantos, há o mistério em volta, se o homem não puder decifrá-la termina o relacionamento amoroso, é por isso que já vou avisando, repetindo a canção: “eu que não sei quase nada do mar.” Assim, toda a descoberta é uma conquista, só chego quando estou lá.”
Pégaso, a série de crônicas, que leva ao mundo inteiro os sonhos narrados no blog Fernando Pinheiro, escritor, não passou hoje por aqui, por isso sinto-me à vontade para falar deste amor, muito diferente daqueles em que revi os mesmos encantos de mulher nos encontros do passado espiritual em antros menos felizes. Somente o amor tem esse poder e a essa magia da transmutação, por isso os poetas dizem que os amores são eternos. Agora, a seara é outra e outro plantio surge em outro amanhecer.
O brilho dos olhos meus reluz com fulgor quando avisto a garimpeira da beleza escrevendo versos para mim e ainda mais contente quando ela me diz: “me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar.” “Lamber as pernas como faz o mar”, a música nos sugere tudo isso e tudo está à disposição para servir e ser servido. A mesa está pronta.
Quando a minha amiga portuguesa, Luísa Ventura, reproduziu no mural do facebook foto do Pensar Positivo: “Não me tentem dar a volta, não sou nenhuma rotunda”, fiz um comentário: Se a gente se conhecesse, ao entardecer de um dia risonho, as gaivotas da praia iriam fazer, em nossa frente, a rotunda como homenagem ao nosso encontro, mesmo sabendo que elas fazem isto para esperar as gaivotas retardatárias no voo em que o bando fica sempre junto.
Este fenômeno da natureza dificilmente iria acontecer outra vez, d´além mar, porque já aconteceu na Barra da Tijuca, antes mesmo que surgisse a nossa canção num restaurante em que aparece na parede a foto da Fonte de Trevi, Roma, lembranças do recital de poesias que tivemos em audiência exclusiva nossa. 
Relembrando a beleza de todas as mulheres, o grande público favorito onde convivo na elegância e nos galanteios que elas atribuem a mim, para mostrar a direção do destino que se avizinha no momento em que ouço, dentro da mata, o canto de aracuã, lindo pássaro que vem sempre cantar aqui ao anoitecer.
Se o destino me desse a oportunidade de escolher entre a essência e a aparência, escolheria a essência. Escolheria a essência que vem da aparência menos jovem de Maria Betânia do que a essência que ainda não conheço de outra mulher mais jovem. Nenhuma delas é diminuída nem aumentada.
No tumulto em que vive a densa consciência planetária, é bom ampliar a nossa consciência, relendo textos da crônica AMORES VENUSIANOS – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 13/09/2013:
Os amores venusianos se manifestam na liberdade, essa liberdade que o planeta Terra alcançará, por completo e em todas as áreas, no decorrer de mais alguns séculos, após ter passado pela libertação total, é tão simples: não há liberdade sem libertação.
Vênus, no momento, vive a consciência planetária unificada, em sua quinta dimensão, a mesma que a Terra está começando a ascender, embora já tenhamos cerca de 2 bilhões de pessoas neste estágio, de um total de 7 bilhões que formam a população planetária, ainda dentro de uma oscilação de permanência e de retorno por causa do comportamento repetitivo que busca alinhar, em seus parâmetros, os engramas do passado.
Os venusianos vivem a essência etérea implantada no coração, na consciência que revela a transparência em tudo, assim como nós, nos estágios do sonho REM, quando podemos sonhar e, em casos especiais, vislumbrar a nossa realidade imortal, o nosso destino nasce nessa fonte. (...)
Lá vive-se do que se dá. A doação é de todos. Não há carência em nada e em ninguém. Não há a internet, para quê? Se sabe de tudo relacionado ao planeta Vênus e nem precisa sonhar para saber os recônditos da alma. Na transparência que existe por lá, ninguém engana ninguém e não há levas de gente seguindo o caminho das mídias controladoras de massas humanas.
O modo de viver em Vênus é muito gratificante, longe dos padrões que na Terra nos acostumamos a ver: dinheiro, comércio, relações amorosas conturbadas, discriminações em busca de prestígio transitório e, sobretudo, o dualismo humano que acarreta todo esse amargor no caminhar.
Vênus, como dissemos o que disseram os poetas: é a estrela do Pastor, a estrela Vesper, a estrela da manhã.
O amanhã de luz, que é manifestado aqui e agora, se reflete sempre em Vênus e de lá se reflete em nós. Uma coisa em comum que temos com Vênus, o mesmo Sol que gira nosso sistema planetário.
A nossa canção tem a liberdade dos amores venusianos, pois o casamento aqui na Terra, por mais sublime que seja, é uma prisão. “Eu que não sei quase nada do mar”, música interpretada por Maria Bethânia e também no dueto Ana Carolina e Maria Bethânia, tem tudo a ver com a escolha mútua.  
Outro canto carregado pelos ventos da Alemanha traz o ressoar do pensamento de Friedrich Nietzsche: “Não se prender a uma pessoa: seja ela a mais querida — toda pessoa é uma prisão, e também um canto.” [NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. Tradução, nota e prefácio Paulo Cezar de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005] – Apud DANÇA DAS LUZES – 29 de setembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
A transparência elimina as amarras  que podem prender. A nossa atividade em comum, você garimpeira da beleza, poetisa e declamadora que já nasceu pronta, e eu, o escriba dessa beleza, temos tudo a ver nesse novo caminhar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

PRISÃO ALÉM DAQUI

Considerando que a prisão no Brasil de envolvidos na Operação Lava Jato ocupa enormes espaços na mídia nacional, vamos tecer considerações sobre o tema, com outros personagens mencionados em nossas crônicas.
Ao rever na TV cenas do filme O Expresso da Meia-Noite que abordamos na crônica SOMBRAS NUMERADAS publicada no  blog Fernando Pinheiro, escritor – 26 de agosto de 2012, observamos o colapso da função de onda, a partir do momento em que noiva do prisioneiro disse: “você tem que sair daqui.”
Isto lhe animou muito, muito mais do que o momento fugaz em que ele se masturbou vendo os seios da noiva, fazendo-lhe sofrer e a ela também pela impossibilidade do contato físico, situação vivida pelo mito de Tântalo ao ser condenado pelos deuses do Olimpo, apresentado pela mitologia grega. Vale destacar textos da referida crônica:    
O Expresso da Meia-Noite – Cenas do filme – Jovem americano, em busca de emoções em desalinho, não percebe o erro, é preso. Tráfico de drogas na Turquia.
Pena de 2 anos e meio. A esperança de sair logo. Depois, a revisão do processo. O aumento da pena para 30 anos. Bode expiatório da rixa dos governos de Washington e Ancara.
A tentativa da fuga - O Expresso da Meia Noite - foi frustrada ao amanhecer. Na repressão, o companheiro de cela.
Um momento de ternura, a visita da noiva do jovem americano. No desespero da dor, a súplica para ela desabotoar a blusa. Atrás da divisória de vidro, mamilos róseos nos seios de pera e o olhar de quem gostaria de se doar, aliviam a tensão emocional do jovem.
Depois desta cena de amor à distância, aumentou nele a vontade de fugir. Vence a briga com o guarda, veste a roupa militar e escapa. Em suas mãos, as chaves do presídio. Na rua, cruza com um carro da polícia, passa adiante, com o disfarce. Ultrapassa a fronteira. Da Grécia volta à sua terra natal. Entre abraços e beijos, a presença dos amores. Reencontro feliz.
Do outro lado da matrix, em expansão de consciência, temos observado pessoas que estão encarceradas, no mesmo modelo usado pela matrix, sem poder sair de lá, destacamos:
Um desses lugares é o túnel de cavalos alados, onde não há trânsito de carros nem de pessoas, apenas um esconderijo usado por seres em litígio que promovem a justiça das mãos, sem nenhum indício de sabedoria, apenas a vingança como argumento. [PÉGASO – 08 de março de 2103]
Tudo era rápido como um piscar de olhos. De repente, estávamos num lugar subterrâneo e presenciamos cenas conhecidas de nossa memória: pessoas estavam confinadas naquele recinto, embora se sentissem conformadas. Uma gentil senhora cumprimentou um amigo nosso que estava à nossa frente e, em seguida, chamou-nos carinhosamente pelo nome, identificando o passado espiritual. [PÉGASO II – 16 de março de 2103].
Passou perto de mim, um ser que possuía a cabeça quadrada e quadrado era o seu tronco, as pernas bem curtas, na virada do corpo fez um gesto que somente as mulheres fazem, calçando sapato alto, era sim, uma mulher, indiquei-lhe o caminho para o banheiro, mas ela não quis saber e continuou a descer uns degraus abaixo do nível em que estávamos. [PÉGASO III – 22 de agosto de 2103].
Chamou-me pelo nome e sabia quem eu era na Terra: um escriba. Havia nela uma conformação do estado em que se encontrava: adormecido de sua realidade espiritual. [Idem, idem].
Por último, transcrevemos textos contidos na crônica PÉGASO XII – 13 de agosto de 2014, a seguir: 
Segui a pé em direção a uma vereda que estava numa região de araucárias, bastante conhecida na região Sul do Brasil. Deparei com uma cena que me chamou a atenção: uma gentil donzela estava sendo conduzida por duas mulheres servis que estavam obedecendo à patroa, mãe da moça que tinha aspectos de sofrimento e de revolta.
Ela estava amarrada no pescoço por uma canga, no interior do Brasil, muito utilizada em parelha de bois por fazendeiros para conduzir o carro-de-boi. A canga tem o significado de pertença, dominação e não apenas uma saída de praia.
A patroa, de cabelos em caracóis, chegou perto de mim e disse: eu não gosto de escritor, você é presidente de entidade cultural, não gosto nada disso. Olhou para a moça e me disse: deixa isso comigo. A pequena comitiva de escravidão seguiu pelo mato adentro e continuei o meu caminho.
No plano astral, a relação de parentesco se dissipa se não houver algo que os une, pois os interesses da matéria não conseguem ter uma transcendência maior. Os conflitos gerados na matrix continuam do outro lado da matrix. A morte não elimina os liames coercitivos, presos no plano material a prisão continua no astral.

sábado, 1 de agosto de 2015

GRATIDÃO

Apresentando-se na principal luta do UFC Rio 7, na Arena da Barra, Rio de Janeiro, na madrugada de sábado (1/8/2015), Ronda Rousey, campeã mundial da modalidade feminina de peso galo, depois do nocaute que deu aos 34s, em sua adversária, ao receber a decisão dos jurados, olhando para o público, levantou o cinturão e gritou, com um sorriso que conquistou a todos: obrigado, Brasil. No dia seguinte, vestindo a camisa do Flamengo, assistiu ao jogo Flamengo x  Santos, no Estádio Maracanã.
A gratidão está ligada à vitória em todos os níveis da compreensão humana e ultrapassa tudo que impede a ascensão a um patamar de grandeza maior. É o complemento dos 4 pilares que adotamos como regra estabelecida em um viver feliz: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Esse sentimento agrega a mesma sinergia que nos promove em companhia de quem está ao nosso lado nas tarefas que a vida nos apresenta nessas oportunidades que surgem realizando nossos sonhos guardados no recôndito de nosso ser profundo, como dizemos, todos têm esses meios que nos beneficiam a cada instante da vida.
Quando a campeã mundial gritou “muito obrigado, Brasil”, atraiu para si a torcida americana, que do outro lado da transmissão local, no exterior, era bem superior à brasileira, bem como aos torcedores brasileiros que prestigiam a vitória e o desempenho de uma atleta exemplar.
O esporte como arte não tem fronteiras, por isso os medalhistas olímpicos e os cinturões mundiais sempre tiveram prestígio e reconhecimento da comunidade internacional, e agrada-nos muito ver uma americana, de rara beleza em tudo, no físico e no emocional, demonstrar amor pelo Brasil. O Brasil também se sentiu grato pela presença dela, num momento em que é necessário tirar do foco os desencantos que a mídia divulga.
A gratidão nos faz sair de um clima denso em que se sobressaem a competitividade e a separatividade reveladas em todos os ambientes sociais sofrendo-lhes o assédio e possibilita atrair um clima sutil onde a transparência é notada por todos, surgindo os sorrisos espontâneos.
A gratidão é um recurso valioso em que veladamente um lado se une ao opositor, conquistando-o por completo. Agradeça por tudo que está acontecendo e as mudanças surgirão para modificar os panoramas antes sombrios. A frequência de onda é mudada por outra em que é dissipada toda a adversidade.
Manter essa postura tudo virá quando tiver que vir, a esperança flui nesse meio e a certeza a libera porque alcançou um patamar mais elevado. Como tudo se atrai, os pensamentos nessa frequência de onda terá um endereço astral superior à camada densa em que a maioria da população mundial vive.
A gratidão é vista em muitos aspectos nos valores imarcescíveis, os únicos que alcançam a transcendência, porque os valores da matéria só têm valor na matéria, a gratidão transcende.
A campeã Ronda Rousey conseguiu esses dois valores ao mesmo tempo quando disse: obrigado, Brasil. Não sabemos quanto ela ganhou, mas temos a certeza de que não foi inferior a 1 milhão de dólares, no momento em que a moeda americana está em ascensão.
Agradecer é servir e quem serve é servido até mesmo antes de saber que é servido, às vezes nem sabe disso, mas isto é registrado pela emanação da luz que se irradia pela mesma frequência de onda, lembrando-nos desse princípio quântico. Isto justifica também o valor da prece, agradecer está incluso.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

CÃES E GATOS

Uma das perguntas que deve ser incluída na relação que se inicia entre os casais de namorados é esta: você tem animal de estimação?
Nos Estados Unidos, Brasil e Japão o número de animais, convivendo com famílias, é superior ao de crianças. Segundo o IBGE, nos idos de 2013, de cada 100 famílias brasileiras, com crianças até 12 anos de idade, 36 são crianças e 44 cães. Em resumo: 45 milhões de crianças e 52 milhões de cães, número que sobe para 100 milhões incluindo os gatos e outros animais de estimação.
Nesses países desenvolvidos (EE.UU e Japão), e o Brasil, na faixa entre o primeiro e o terceiro mundo, o número de animais adotados por família cresce em proporção maior do que a taxa de natalidade em decorrência de que as mulheres, com boa remuneração salarial, preferem ter menos filhos, diferentes das que vivem nas áreas de pobreza.
No caso Brasil, mesmo com a ajuda estatal destinada à criação dos filhos, os serviços e cuidados com os animais de estimação geram, anualmente, conforme dados do IBGE, em torno de 16 bilhões de reais. Neste aspecto, a carreira de veterinário e a venda de produtos da linha pet são garantidos por esse mercado.
Os animais pensam e até sonham, como verificado pela ciência, e até se comunicam com as pessoas através da vibração, isto quer dizer que a percepção é notada independente da própria presença do local onde estão, fantástico, não é? O sonho dos animais é ser gente, assim como a gente “sonha” em ser anjo ou ser multidimensional. [DEFESA DOS ANIMAIS – 1/10/2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 1/10/2013].
Em outra crônica nossa, transcrita nos 3 parágrafos, a seguir, do post de 8/10/2013 – TERAPIA DOS ANIMAIS do referido blog, abordamos o assunto:
Montar a cavalo, tocar a mão no pelo dos animais, inclusive cães e gatos, possibilita a absorção de energias salutares que beneficiam, em grande escala, os seres humanos, fazendo aumentar a imunidade e a diminuir a ansiedade ou estresse e a baixar a pressão sanguínea, resultados benéficos na recuperação de pacientes e contentamento para os donos.
Não é apenas o tato com as mãos, mas a intimidade que os donos possuem em estar com os animais de estimação onde não há bloqueios na comunicação, sentem-se à vontade de manifestar pensamentos e palavras, os mais recônditos que nem mesmos os profissionais da área de saúde conseguem receber deles, como forma de ajudá-los.
Outra alternativa benéfica encontrada nos animais domésticos é o bloqueio de pensamentos direcionados contra os donos, como se fossem para-raios, impedindo-os que fossem acometidos de mal-estar. Como não existe campo receptivo de igual teor vibratório, esses pensamentos batem nos animais e voltam a quem os emitiu em força gravitacional superior a do que foram emitidos.
Finalmente, na crônica SEMPRE AO SEU LADO – 26/01/2015 – Blog Fernando Pinheiro escritor, narramos o caso de um cachorro japonês que foi tema do filme Hachiko Monogatari (1987) dirigido por Seijirō Kōyajma e na versão americana Hachiko: A Dog´s Story (2009): 
No final de cada dia, o cachorro vinha esperar o dono fora da estação ferroviária de Shibuya. No decorrer da cena, a esposa de Ueno, interpretada pela atriz Kaoru Yachigusa, no papel de Missus, disse: “Hachi não usa relógio, mas como ele sabe as horas?”
Em plena sala de aula, ao riscar o giz no quadro negro, o professor Ueno desfaleceu e caiu em frente de seus alunos, vindo a falecer por hemorragia cerebral. Quando o corpo, dentro do caixão, é velado, o cachorro Hatchi está presente e causa admiração de todos. Depois, quando o cortejo fúnebre se conduz ao cemitério, Hatchi está em casa, arrebenta as correntes e segue correndo acompanhando-o.
Após a morte de Ueno, nos idos de 1925, o cachorro permaneceu indo à estação, durante 9 anos, demonstrando-lhe lealdade. Quando a personagem Missus, viúva do professor, se dirige a estação de Shibuya com destino a Wakayama, ao reencontrar o cachorro naquele local, passou-lhe as mãos pelo pescoço e disse: “Hachi, seu dono não virá mais, adeus.”
Como a consciência está em tudo, o sentir a presença do dono após a morte que para o cachorro isto não existe porque estava ligado na mesma frequência de onda em que ambos estavam interligados no passado recente que recrudescia, com vigor, ao longo desse período. (...)
No final do filme, o personagem Shiro, depois de morto, vivenciado pelo ator Tatsuya Nakadai, aparece para o cachorro que fica muito contente ao vê-lo e, quando o dono desaparece, o cachorro fica parado em reflexão. Não há barreiras entre as dimensões, pois tudo se interliga.

sábado, 25 de julho de 2015

PÉGASO (XXX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A paisagem diante de meus olhos está no continente asiático identificada no cavalo mongol pastando em pastos verdejantes, outro equino, mais baixo do que o cavalo e de corpo mais longo que não pude identificar, confirmou que estava numa região exótica.
Um guia nativo, que me acompanhava na trajetória, me ouviu  dizer que se eu morasse ali, iria adquirir um cavalo para montar, ele respondeu: eu prefiro um automóvel. Era o sonho de quem não conhecia um automóvel naquele local em que não havia estradas. Não precisei mais falar com o guia e ele se despediu seguindo outro caminho.
Caminhando sozinho, aproximei-me de um pequeno rio de águas cristalinas, mergulhei e senti a sensação de nadar, o  esporte predileto desde criança, pensei ir mais para o meio do rio onde o volume da correnteza era maior, mas mudei de ideia porque precisava urinar e voltei à beira da “prainha” de areias limpas que o rio banhava.
Ao me aproximar da margem, notei que não tinha vontade de urinar, era só uma impressão minha quando estava nadando em águas que me fazia um bem enorme. Reflexões surgiram, de imediato: na ideia ideoplástica, urinar se assemelha a fazer catarse. No entanto, tudo em mim estava em plenitude, apesar de ter assistido ao final da novela Verdades Secretas onde houve cenas em desencantos.
Essa região pertencia à Mongólia, terra daquele guia que orientou os russos numa expedição militar levada para o cinema e narrada na crônica DERSU AZALA – 06 de fevereiro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Num átimo, voltei ao Brasil, visitei a empresa que tive a honra de escrever-lhe a História, único autor sobrevivo, antecedido apenas por Afonso Arinos e Cláudio Pacheco. Um executivo da Presidência me reconheceu e se colocou à minha disposição, agradeci e, quando ia saindo, surgiu de uma sala ao lado alguém que veio me pedir desculpa. Desculpa, disse-lhe não precisa. Era a forma dele se recompor nos engramas que lhe cerceiam os passos.
Tudo bem, se não houvesse átomos, mas os átomos existem e se movimentam. Os pensamentos, por serem energia, contêm átomos e nada mais danoso para uma pessoa é estar presa a esses pensamentos que carregam engramas, escravizando-lhe em remorso de culpa, é muito horrível.
A maioria da população mundial carrega engramas do passado e pensa que apenas um pedido de desculpa é o satisfatório. Sem os quatro pilares é impossível a ascensão a uma oitava a mais na consciência planetária: simplicidade, humildade, transparência, alegria. No entanto, a Terra está sendo sacralizada nesta separação do joio e do trigo.
Ao passar por uma sala de aula, tive a satisfação de ser convidado e sentei-me no banco da frente. A professora disse: “todos têm o direito de ser feliz.” Era um tema para reflexão, observei os alunos escrevendo e pensei acompanhá-los, mas não tinha papel nem lápis. Sem chamar a atenção, levantei e fui buscar algo numa pequena estante. Vi o livro que escrevi e permanece no campo astral da empresa ou inconsciente coletivo.
Tudo está interligado: casa, trabalho, viagens, vida social e os amores que semeamos na internet. Os sonhos deslindam os enigmas do caminhar.

SISTEMA DE CRENÇAS

No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses  que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos.
O principal obstáculo nesta mudança é o medo, não é a divergência de opiniões nos diversos sistemas de governo ou de classes. No entanto, a sedimentação de crenças, que podem ter um apelo religioso ou não, provoca-lhes o medo de perder as vantagens colocadas para lhes agradar, com o propósito escondido  de escravidão, considerando que o lado de quem dá as cartas é sempre vantajoso para quem faz o aprisionamento e se escraviza também a esse sistema.
O sistema financeiro, um dos aspectos desse sistema global, será o último a cair na mudança de paradigma desta densa consciência planetária. A propósito, abordamos nos dois parágrafos, a seguir, este aspecto da vida cotidiana da maioria da população mundial, anteriormente publicado em nossa crônica FAMÍLIA SEM FILHOS – 13 de abril de 2015:
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver.
A transição planetária está em pleno funcionamento na vida de uma parcela da humanidade que vive em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. É este o contingente de multidão de pessoas, vivenciando um patamar a mais na consciência global, que irá contribuir maciçamente para modificar o paradigma atual.
Foi acrescentado mais um pilar, sugerido pela búlgara Nona Orlinova, sempre linda e elegante, mesmo eu sabendo que a gratidão estava veladamente incluída no pilar humildade, pois reforça bastante os pilares anteriores que sustentam a mudança de frequência de onda. Participando ainda deste post, a russa Irina Orlova, Rostov, Rússia, disse-me que o sistema de consumo destruirá a humanidade, somente a espiritualidade faz-nos humanos.
Com a queda do sistema financeiro no mundo inteiro levará de roldão o dinheiro, os bancos, as empresas, os orçamentos do governo (municipal, estadual, federal) e tudo que está no mercado de moeda comprovando a ineficácia de um sistema que enriqueceu uma pequena minoria, carregando em seu bojo a miséria e a carência de recursos da maioria da população mundial.
Anúncios de troca de sapatos e bolsas por alimentos perecíveis espalhados nas redes sociais da internet denotam que já existem pessoas buscando uma solução para os problemas de sobrevivência que esse sistema financeiro, perverso e aniquilador, aqui no Brasil, Estados Unidos e em todos os países do mundo, não conseguiu solucionar.
A crença no dinheiro e no mundo subjetivo ajudaram bastante a humanidade em seu progresso material, mas da maneira em que foi empregada levou-a à escravidão, roubando a juventude de pessoas que não tiveram tempo para dedicar-se ao lazer e desfrutar de um conforto material. Há leis amparando tudo isto, mas é apenas um lenitivo passageiro onde permanecem os engramas do passado trazendo estigmas.
Quando o mundo era bucólico, corria menos dinheiro em circulação, mas a qualidade de vida era melhor do que no mundo industrializado. O sentido gregário dos animais não foi aplicado na vida comunitária dos povos, os interesses isolados de grupos de pessoas falaram mais alto e deu no que está: uma população mundial doentia e enfraquecida.
Os privilegiados existem, sim, mas em pequena minoria, privilegiados que não perceberam que a consciência está imantada em tudo, porque tudo é energia, é o átomo que está presente em tudo, inclusive no vácuo quântico, onde tudo emana. Como segurar um elétron que corre no endereço astral onde está o sofredor? Elétron que partiu de um pensamento humano dissociado da realidade única que nos une.
Por discordar do paradigma atual, reconhecemos o conceito de Alfred Korzybiski, filósofo, engenheiro e matemático, divulgado ao ensejo da realização de um encontro da American Mathematical Society: “o mapa não é o território.’’
É tempo de reverter tudo isto, simplesmente vivenciado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Outras fórmulas podem conseguir essa reversão, mas levará muito tempo em que para muitos custa uma eternidade. O joio separado também, um dia, no decorrer dos milênios, será transformado em trigo, mas não será mais neste planeta que está sendo sacralizado.