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terça-feira, 27 de outubro de 2015

ROTAS DE MIGRAÇÃO

A Rota dos Bálcãs, utilizada por migrantes, tem a origem na Grécia passando por diversos países do Leste europeu e cercanias, vale mencionar Albânia, Macedônia, Eslovênia, Croácia, Sérvia, Romênia, Hungria, Suíça.
De certo modo, os controles fronteiriços impedem o avanço da migração dos sírios, paquistaneses, africanos, com destino a Alemanha, mesmo assim os migrantes conseguem burlar a vigilância e a própria fiscalização de fronteiras ainda dependente de normas da União Europeia que estão surgindo para modificar os procedimentos adotados.
É que o corpo de Alan, um menino sírio morto no mar Mediterrâneo, carregado por guarda costeira, conseguiu chamar a atenção do mundo inteiro e fazer com que as autoridades da União Europeia pensassem em cotas e em distribuição de responsabilidades aos países envolvidos nessas rotas.
Há outras rotas de migração, com pouco fluxo de trânsito, saindo da Grécia com destino a Albânia, Bulgária e a travessia da Turquia à Itália e à Espanha. Grande parte desse fluxo tem destino à Inglaterra.
Nos campos mais sutis há migrações para roupagem carnal, principalmente para o reajuste ou a sintonia da frequência harmônica que está intrínseca em cada um dos seres humanos, mas ainda necessitada de ser despertada e interagida com o ambiente adequado para prosseguir a caminhada.
Enquanto isso, os acidentes e transtornos acontecem como vimos em sonhos narrados em diversos episódios da série PÉGASO (1 a 33). Vale salientar três parágrafos da crônica VEM AÍ OS CHIPS – 19 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
No acirrar da luta entre o bem e o mal, em que a matrix se manifesta impondo o seu domínio neste vale de lágrimas, a Terra, em que está em litígio, do outro lado da matrix, a II Guerra Mundial ainda não acabou, infernizando ambientes em que há um verdadeiro suplício. Uma dessas zonas marcadas é o túnel dos cavalos alados, revelado na crônica PÉGASO - 8 de março de 2013 - blog Fernando Pinheiro, escritor.
Um parte desse Armagedon continua ainda em litígio feroz arrastando milhões de seres empedernidos que não aceitam a presença da luz, a luz não luta, não se impõe, mas tem o direito de se manifestar se houver receptividade, todos eles se digladiando emaranhados, em vingança recíproca, com os seus comparsas do enredo em comum.
Uma das causas desse emaranhamento é a cobrança de um suposto espaço que foi prometido em troca de dominação e posse deles e de seus haveres materiais.
O contingente enorme de pessoas envolvidas com guerras e lutas sangrentas são milhões no mundo inteiro. No passado não muito longínquo, o mundo viu o continente africano ser transformado em leito de nascimento e de morte de milhares de crianças esquálidas que não conseguiam sobreviver diante de tanta miséria e doenças. Essa foi uma parte do fluxo dos homens da guerra que veio das zonas em conflito (transmigração de almas).
Oriundo do plano mais sutil, onde se origina a transmutação para a forma fisica, um contingente de pessoas retornou aos seus lares que, assim como esponja, absorveu os detritos, numa limpeza astral, em comparação com o estado anterior. No entanto, esse contingente de pessoas está vinculado a  liames afetivos fora desses lares, buscam outros lugares onde viveram em anteriores caminhadas terrenas, retornando a Europa, em outras roupagens carnais.
Uma parte desse enorme contingente de pessoas está livre do jugo pesado em que se ressarciram em cruciantes provas, outras ainda estão do outro lado da matrix, em luta acirrada como narramos, e ainda há os que estão buscando aquela felicidade que buscaram e que foi impossível em outras caminhadas. Uma parte pode ser vista, atualmente, na rota dos Bálcãs e outras rotas de migração em direção aos países do Norte europeu.
Tudo se interliga através da ressonância magnética, os pensamentos estão carregados de átomos possuindo densidade, coloração e velocidade, as dimensões estão interligadas e não há separatividade, competitividade no universo, isto só acontece neste paradigma dissociado que está indo embora do planeta. [MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

domingo, 25 de outubro de 2015

SEM VÉU



Dois Casamentos, filme de longa metragem de Luiz Rosemberg Filho, classificação 14 anos, ano de 2014, é estrelado por Patrícia Niedermeier, no papel de Carminha, e Ana Abbott, vivenciando Jandira, ambientado no lugar escuro, onde apenas as atrizes, vestidas de noivas, sem véu, são focalizadas.
Todo o transcurso do filme é abordado o tema casamento na vida das pessoas, tendo como condutora do diálogo Carminha que mostra um discurso acerca da condição da mulher perante o marido e a monotonia do casamento, no dizer dela, entre os casais. Jandira a ouve atentamente, sem compreender o pensamento da amiga que está ao lado, na mesma condição de noiva.
Com o desenrolar da cena, em diálogo, Carminha vai tentando convencer Jandira sobre os seus pontos-de-vista que a faz pensar um pouco e com certa desconfiança em contraste com a ideia que ela alimenta do casamento.
Há uma aproximação propositada de conquista amorosa que, a princípio, Jandira acha esquisito, mas como a forma de se aproximar é com leveza e elegância, aos poucos vai se entregando ao que ouve e sente. Com as mãos nos cabelos de Jandira, Carminha diz que está a fim dela.
Sozinha, Carminha solta os cabelos e começa a dançar com o olhar de encantos em cima de Jandira que, achando natural dançar, dança também acompanhando a amiga, ambas dançando separadas em seus rodopios sensuais.
Após a dança, Carminha toca os cabelos de Jandira e fala dos homens que não sabem se aproximar das mulheres, nem pegar mesmo sabem, no entanto, pegam as mulheres sem que as mulheres descubram que há um toque mais encantador de pegada.
A conquista vai prosseguindo sem artimanhas ou malícias, pois deixa a amiga se aperceber que gosta do que ela fala, sem buscar convencê-la, deixando ela se convencer à vontade. Era como uma isca lançada na água, sem a preocupação de pescar.
Ao que pudemos perceber, Carminha usou uma tática utilizada muito por quem pratica taoísmo. Na última parte do filme, Carminha tem condições adequadas de tirar aos poucos a parte superior do vestido e Jandira faz o mesmo. Ambas, sem roupa, se tocam e a escuridão do cenário não permite a visão do que estão fazendo, ouve-se apenas Jandira dizer é assim, deste jeito ou de outro jeito, qual é o que você gosta? O filme acaba nesse clima. 
Não nos cabe aqui fazer crítica ao filme, nem aos personagens envolvidos, no entanto é oportuno transcrever o que sentimos dos mundos felizes nas duas crônicas abaixo mencionadas:
O amor percorre o mundo em núpcias dançantes, renascendo as flores que se multiplicam em florestas, aumentando a população de nações e mundos desconhecidos. No céu bilhões  de olhos iluminados fazem a festa das galáxias em fenômenos  indescritíveis.
Sem perceberem o movimento que distribui a beleza dos planos mais sutis, os casais que levam a vida em comum longe do  amor – casamento branco – vão sentir algum dia, em algum  lugar, a vontade de amar.
Sabemos que há beleza inefável que vem das esferas resplandecentes como o sol que se reflete na lua derramando  orvalhos de prata e na harmonia sincronizada dos anéis de  Saturno com dezoito luas conhecidas a iluminar aquele planeta  em noites alaranjadas, azuladas, cores de poente e das  madrugadas que anunciam uma luz maior. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A canção espalha a realidade que se espraie nos espaços sacralizados do planeta, levando os sorrisos delas que são mais notórios e acolhedores, “os sorrisos do mundo esparramando as sementes que brilham na imensidão” –  Mulheres, música de Zé Ramalho. Tudo isto porque foram bem amadas pelo amor que deram, desde o segredo até a revelação das horas do amor. [MULHERES –   15 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A crônica SEM VÉU está em sintonia com os quatro pilares que mantemos em nossa vida: simplicidade, humildade, transparência e alegria. A fim de ressaltar o que é taoísmo, vale transcrever textos de O CHI DO TAO – 8 de janeiro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Atraímos sempre o que pensamos, nas máscaras em que usamos para disfarçar situações ou agradar pessoas que não estarão conosco nas horas da solidão. Este é o reflexo do dualismo humano que se encaminha para o abismo, na postura daquilo que é considerado certo em que fica mascarado o que não nos convém em termos de alma que busca outro referencial onde a felicidade é indestrutível.
Beber vinho, beber champanhe, assistir a cenas de violência na televisão, comentar assuntos de corrupção, criticar posturas ou condutas que são diferentes do nosso modo de viver, namorar com pessoas que nem as conhecemos, aceitar convites em que não podemos comparecer, eis algumas observações que devemos ter cuidado em participar.
Vivamos o nosso ser profundo, o que acham de errado naquilo que não compreendem em nós, é apenas as pessoas determinando o caminho que seguirão e nós seguiremos o nosso. Não criticar nada, nem mesmo curtir comentários ou dizeres em que suscitam a crítica nas redes sociais da internet.
Para conquistar um amor não é preciso nem falar, basta ter a vibração saindo de nosso coração que sai, no espaço que alcança quem está dormindo em outro lugar onde moramos. É assim que os animais têm o amor de seus donos e seus admiradores, os seres multidimensionais recebem essa corrente que se espalha pelo espaço e estão sempre perto, embora estejam longe.
Quem ama não sente solidão, a solidão é uma ilusão de quem pensa que está só. Ninguém está só. Estamos interligados com os amores que nos acolhem, tanto desta esfera física como nas esferas resplandecentes onde o amor se faz sentir mais presente.
Se os amores terrenos não nos amarem, eles terão outros tipos de amores que escolheram e nós teremos sempre aqueles que decidimos ter, estes sim fazem parte de nossas decisões.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A INTERNAÇÃO DE BELISA

Na mansão do casal Stewart foi tomada a decisão de internar Belisa. A Clínica Souza Andrade está em evidência com a internação dela que foi levada pela equipe do médico Paulo. Ela entrou sedada por medicação para acalmar numa maca carregada por enfermeiros.
Como pôde o médico internar Belisa, ela não era paciente dele e somente veio a saber da confusão familiar apenas momentos antes em que ela foi levada contra a vontade para a clínica? Outras cenas de confusão entre pessoas encenadas na mesma novela não aparece nenhum médico psiquiatra.
Na novela A Regra do Jogo, da TV Globo, a internação de Belisa, personagem interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer, na clínica psiquiátrica, ocorreu por intermédio do médico Paulo, membro da facção criminosa, vivido pelo ator Ranieni Gonzalez, atendendo ao pedido de Gibson, avô de Belisa (José de Abreu). Ela descobriu que Orlando (Eduardo Moscovis), o noivo da mãe dela, é da facção, mas ele pediu ao avô dela para interná-la, daí a revolta que ela sentiu.   
Nos idos de 2013, a atriz esteve fazendo o papel de Linda, portadora de asperger, uma espécie de autismo, na novela Amor à Vida, levada ao ar pela TV Globo. À época, o psiquiatra Renan, papel do ator Álamo Facó, comentou: “toda pessoa precisa de independência, mesmo sendo autista”.
No dia seguinte, Nora (Renata Sorrah), acompanhada de Feliciano (Marcos Caruso) e Orlando (Eduardo Moscovis) foram à clínica psiquiátrica, mas não pôde se encontrar com a filha Belisa, pois o médico lhe dissera que a paciente tinha piorado com sintomas de esquizofrenia. Conhecendo tão bem a filha, a mãe não concordou com a opinião do médico que fez anotações no computador.
A senha “vitória na guerra”, usada pelos integrantes da facção criminosa, foi dita por Orlando e respondida pelo médico Paulo.
Ficamos a imaginar uma pessoa sadia, uns dias atrás, bonita, inteligente, independente financeiramente, de repente sem condições de conduzir a própria vida. Antes, no cárcere perde a liberdade de locomoção e na clínica psiquiátrica a medicação pesada faz-lhe dopada e sem ter condições de modificar os panoramas íntimos que estão nublados. [A INTERNAÇÃO DE PALOMA – 5 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No terceiro dia, Dante, interpretado pelo ator Marco Pigossi, foi à clínica psiquiátrica e pediu ao médico Paulo permissão para ver Belisa. Quando ele chega ao quarto dela, a vê  inconformada com a situação e ela lhe diz que esses médicos são todos bandidos, causando espanto em Dante que achou isso anormal ela falar assim.
Belisa diz a Dante ir embora, num clima que o amor deles não existe mais, ele continua perplexo e sem dizer nada. Quando ele volta ao gabinete do médico é perguntado por Orlando sobre o que houve no encontro? Ele lhe disse foi péssimo. Dante perguntou ao médico se isto em cura? A resposta que respondeu não lhe agradou: é necessário fazer o tratamento de choque elétrico para ser mais rápido a recuperação de saúde da paciente. Orlando ficou mais perplexo.    
A pessoa pode estar bem de saúde hoje, mas se tomar as drogas lícitas, em grande quantidade, por recomendação médica e controle farmacêutico das receitas, pode vir em pouco tempo a ser uma pessoa incapaz para o relacionamento amoroso. É que o entorpecimento virá com esses remédios que colocam o paciente a ficar dependente. [O BEIJO DA LINDA – 30 de dezembro de 2013].
Diante da situação delicada, o personagem Dante, vivido pelo ator Marco Pigossi, antes namorando a Belisa, passa a ser ex-namorado, mesmo sem ter terminado o namoro, pois a namorada está na condição de incapaz pela psiquiatria,  embora tenha ele interesse em ajudá-la, primeiramente na busca da fugitiva, conforme ele disse à mãe dela, Nora, na pele da atriz Renata Sorrah.
Considerando o peso e a referência que dão ao médico psiquiatra, vale mencionar os parágrafos constantes na crônica O RESGATE DE PALOMA – 11 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Observamos que há muitos questionamentos acerca do tratamento psiquiátrico, partindo da recomendação médica que o paciente deve ser tratado apenas com um médico psiquiatra, e não mais de um dos colegas da área, alegando que poderá haver divergências sobre o diagnóstico, dosagem da medicação e métodos para promover a recuperação da saúde.
Aliás, essa área médica é completamente fechada a esses especialistas sem ter uma avaliação como existe, por exemplo, de um médico cirurgião que deixa um instrumento na barriga do paciente operado e, depois, é constatado o erro médico, com as punições cabíveis dentro da ética profissional e perante o código penal.
Mesmo que haja fracasso de um paciente com distúrbio mental que afete o patrimônio da família, o médico pode alegar que, naquele dia, ele estava em boas condições de saúde e ninguém pode contrariá-lo.
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.” [ARDIL DIABÓLICO – 20/09/2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nelita foi à clínica psiquiátrica e pede para Belisa fugir dali, dá-lhe dinheiro, arruma o disfarce no vestir, usando a roupa da filha e a filha, na roupa da mãe, sai cautelosa. Na entrada do prédio, ela pega um táxi que está estacionado e ordena ao motorista seguir em frente sem parar diante da perseguição. 
Quando Belisa chega ao morro, o celular dela toca e vê anotado o nome do avô. Sem interesse em atendê-lo, joga o aparelho na lixeira. O policial Dante sobe no morro, mostra a foto dela no celular dele aos moradores e teve notícia de que ela se encontra ali. Se ele ligasse para ela, iria ouvir o celular dela tocar na lixeira. 
A fuga hospitalar é um incidente que sempre aconteceu em todos os tempos. Vale recordar a do compositor Ernesto Nazareth, o célebre autor da música Odeon, comentada em nossa crônica do dia 6 de agosto de 2012. O compositor fugiu do Manicômio Juliano Moreira, onde estava internado e, ao atravessar uma represa em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, morreu afogado. [A FUGA – 3 de junho de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

domingo, 18 de outubro de 2015

A PRESENÇA

A Presença é a manifestação de nosso ser profundo que atua em qualquer dimensão de consciência planetária, isto dentro das condições favoráveis que permitem aparecer. O nosso ser profundo não é exclusividade de ninguém mas de todos que tem a consciência de que está nesse estado.
Na consciência multidimensional, a verdade será conhecida e ao alcance de todos. Não há necessidade de dizer a verdade. A vibração que sai do nosso ser profundo é o que basta, assim como foi o suficiente o silêncio de Jesus perante Pilatos. O ser profundo, que todos nós somos, não fica doente e tem a luz, nascida da fonte, que irradia luminosidade, embora as sombras da Terra a impeça, temporariamente, de aparecer. [O FIM DA PSIQUIATRIA – 29 de março de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O que vemos e sentimos é que na Terra pode ser criada, por cada um de nós, a multidimensionalidade. A egrégora de pessoas afins é um estímulo, mas a obra tem que ser nossa, individual, sem salvador externo, que não pode receber a transferência do trabalho que devemos fazer. Dentro dessa percepção sem trabalho, leva-nos a escravidão, em paradoxo de quem é o libertador. [ONDAS GRAVITACIONAIS – 30 de novembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O apego a um libertador traz um certo conforto emocional porque o exemplo é ainda o melhor ensino mas, sem a participação individual, ninguém pode sair dessa teia de aranha, simbolizada pela consciência planetária que está indo embora, sem ter a potência do ser, o nosso ser profundo, em ação [SEM COMPROMISSO – 4 de dezembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nesse novo patamar de grandeza existencial não haverá mais engano e mentira de qual espécie, em todas as áreas humanas, e ninguém será ludibriado por sistemas que o escravizaram, na política, no apelo religioso, nos relacionamentos afetivos e amorosos [O RETORNO (II) – 8 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Assim como nos sonhos podemos perceber a realidade que nos envolve sem precisar de alguém que nos explique o que está acontecendo, o homem que alcançar a ascensão para a consciência unificada, que está sendo implantada na Terra, pelos simples e humildes de coração, terá esses mesmos recursos de percepção [Idem, idem].
A Terra atravessa a última noite (etapa) da terceira dimensão de consciência dissociada, que vem se estendendo desde há 52.000 anos, para um amanhecer da quinta dimensão unificada.
Na crônica anterior, a BARCA DE CARONTE, podemos ver uma enorme distância física, entre a Terra e a lua de outro planeta, em dados que foram transmitidos pela sonda espacial New Horizons e que reproduzimos para melhor apreciação:
Caronte, a maior lua de Plutão, tem paisagens cobertas de montanhas de água gelada é o que foi revelado pelas imagens da sonda espacial New Horizons, da NASA, a uma distância de 1,6 milhão de quilômeros de Plutão. A sonda espacial, conforme foi revelado, está funcionando corretamente, apesar de estar a 5 bilhões de quilômetros longe do planeta Terra [El Pais – Madri, Espanha – 15 de julho de 2015].
A uma distância enorme entre a lua Caronte e a Terra é possível estabelecer a conexão entre a sonda espacial e a torre de comando, aqui no planeta, graças a um fator primordial: a onda é a mesma em todas as dimensões do espaço sem fim. A frequência nesse caso é em gigabytes. Só existe a luz, embora haja espaços para transcendência da condição passageira para a realidade única.
Para compreender a Presença, no sentido mais amplo, é indispensável apreciar a trajetória terrena de Jesus que se manifestou em forma de milagre, um termo usado na época e ainda em vigor, agora confirmada pela física teórica que elucidamos na crônica ESTRUTURAS PARTICIPATIVAS – 3 de dezembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Afastando-se do dualismo humano (bem/mal, certo/errado e outras expressões correlatas) que atrapalha a visão da realidade única, pois tudo é energia, e a energia está em expansão em todas as dimensões da vida, é necessário a crença que ela exista, assim como foi necessária a crença daqueles que foram beneficiados pela luz crística que a fez despertar neles essa realidade.
Na viagem astral ou expansão da consciência qualquer temor invalida o fenômeno. A teoria da Física dos ganhadores do Prêmio Nobel de 1977 comprova a ação da luz em estruturas participativas, assim o sentido de milagre, que se arrastou durante 20 séculos em nossa cultura ocidental, hoje é o fenômeno da luz e mais precisamente, naquele caso, da presença da luz do mundo.
Com isto está resolvido todos os problemas que fazem a humanidade sofrer. É reconhecido que tudo que emerge é oriundo do vácuo quântico, é de lá que está o presente, o passado e o futuro nesta dimensão trina e outras dimensões superiores que a Terra está começando a ascender, onde o tempo é único, sem etapas diferenciais.
Quando a consciência, que está em estado latente nos reinos minerais e vegetais e com maior grau de sensibilidade no homem e em outros animais, peixes e aves, recebe a informação, ilumina-se, pois a luz é informação reconhecida pela Física Quântica, dessa forma todas as informações que estão mergulhadas no plano mental são extintas diante dessa luz. Mudou-se a frequência de onda, na mesma onda.
A crença da realidade da luz é o principal vetor de transformação do ser humano que passa a ganhar uma oitava acima da dimensão de consciência onde se encontra e galgando a multidimensionalidade que é o estado onde os anjos se encontram, podendo alcançar até mesmo aqui na Terra, basta um pensamento que se conecta com a realidade única. Quando dormimos isto é mais possível acontecer porque não existem amarras que nos prendem ou nos fazem distrair nos sentidos da matéria. A grande maioria não quer perder o gozo, os deleites que despertam alegria de viver.
Essa alegria também faz parte dessa crença na luz, a mesma luz que despertou a luz que, no íntimo, tinham leprosos, cegos, obsidiados pelos simpatizantes e depredadores do outro lado da matrix onde irão aqueles que mantém a vibração que faz sofrer aqui na Terra ou nos mundos assimilados.
A iluminação, reconhecida pela ciência, é a transferência da luz dos páramos sublimes, o vácuo quântico, que projeta, em estruturas participativas, atingindo tudo que existe e está em processo de transformação, inclusive no homem que passa a ser saudável e nunca mais adoece. É claro que a estrutura física dele ainda está no condicionamento em que a Terra está, mas seus corpos sutis terão um benefício muito grande.
O segredo é mudar de frequência de onda, pois existe apenas uma onda e não há separatividade como existe na consciência planetária atual que está indo embora com a separação do joio e do trigo. Só existe o bem e a ausência do bem e nada mais e a transformação atinge a tudo no decorrer de etapas. Na fusão com o todo, desaparece a evolução e surge apenas a manifestação do todo.
A iluminação do ser humano acontece quando ele entra na mesma frequência onde o vácuo quântico ou o todo universal está presente, esse todo é amor, luz reconhecida pela ciência que informa que a luz é informação.
O pensamento, contendo energia, plasma aquilo que pensamos, logo o pensamento cria. Pensou, criou, pensemos em amor, o amor surge, assim acabou-se toda a preocupação que estava em outra frequência de onda, a onda é a mesma, muda-se apenas a frequência.
O nosso pensamento flui na ressonância magnética trazendo de volta o que pensamos acrescido da bagagem encontrada na mesma frequência de onda para o nosso raio de ação. Na metáfora é o colher o que plantamos. Estas são as estruturas participativas.
O fenômeno de a Presença ocorreu com maior nitidez com a presença de Jesus no planeta Terra, graças a presença dele com o todo, é possível, como a certeza matemática, a ação do nosso ser profundo agindo dentro da multidimensionalidade, objetivo de todos os seres em ascensão de consciência planetária, não apenas na Terra, mas em outros lugares chamados “na casa do meu Pai há muitas moradas.”
A informação da NASA de que a sonda espacial New Horizons  está funcionando corretamente, apesar de estar a 5 bilhões de quilômetros longe do planeta Terra, demonstra claramente que isto é possível por causa de que a onda é a mesma em todo o universo. Assim como foram enviadas as fotos de Plutão e da lua Caronte, assim também seria possível ouvir a voz humana, se lá estivesse um telefone, isto dentro de um plano meramente físico.
No plano astral, onde flui a mesma onda, os seres multidimensionais, vivenciando a Presença, se comunicam com a Terra e outros planetas do nosso sistema ou de outros sistemas planetários em outras galáxias, com a mesma precisão.
A Presença está manifestada nos ditos de Jesus quando se referiu “se tiverdes a fé de um grão de mostarda direis a montanha passa daqui para acolá, e a montanha passará, e nada vos será impossível.
Mais tarde, em tempos modernos, os cientistas vem anunciar ao mundo as possibilidades quânticas que é feita de infinitas possibilidades, geradas sempre através do pensamento. Esta é a Presença que todos nós temos, basta crer.
Esse acreditar independe dos apelos religiosos, sempre elogiáveis, mas principalmente dentro de todos nós, é por isso que Jesus disse “vós sois deuses.” O dualismo humano não permite esse avanço em direção das estrelas. No entanto, o importante é que cremos que o universo é feito de infinitas possibilidades, as possibilidades quânticas, as mesmas que foram anunciadas há 2 mil anos.

sábado, 17 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXVI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Estávamos num jardim paradisíaco, de beleza natural e, ao lançar a vista em frente, observamos a imensa alegria e satisfação que sentia o nosso confrade de Academia ao ler um livro de poesia e filosofia que ele tanto ama.
Então, demos alguns passos em direção dele para ficar perto e sentir o clima de felicidade que ele tanto sentia. No mesmo instante, surge a mãe Maria de Jesus, de saudosa memória, se encaminhando para uma área onde estava algumas folhas caídas naquele recanto feliz. Mudamos de ideia e a acompanhamos no recolher as folhas.
Quem era esse homem tão feliz que estava num recanto paradisíaco? Em flashback, apresentamos textos iniciais do discurso de recepção ao acadêmico Artur da Távola, senador da República (1995 a 2002), na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário), proferido pelo confrade José Teixeira de Oliveira (Teixeirinha) na solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro, em 26 de abril de 1996, no Auditório do Edifício SEDAN – Banco do Brasil, Rua Senador Dantas, 105, Rio de Janeiro – RJ: 
“Diante da circunstância que revela a imortalidade, não nos  assusta a responsabilidade de receber o acadêmico Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, pseudônimo Artur da  Távola, simplesmente porque fomos convocados pela vida  para representar o papel que nos cabe, independe da nossa  vontade e, ao mesmo tempo flui num aparente paradoxo que  nos reúne e nos faz sentir participantes do viver.
Reconhecemos o pouco tempo que dispomos para falar de  quem na vida semeou e semeia palavras de amor no coração de multidões. Seus gestos, seus feitos na política, no rádio, na televisão, nos jornais e revistas servem e servirão sempre de objeto de estudo nas teses de mestrado nos mais diversos campos do conhecimento humano.”
No discurso de posse, Artur da Távola enalteceu o Banco do Brasil e os seus funcionários, notadamente aquele momento feliz em que vivia no meio entre nós. No final, agradeceu a honraria, a sua primeira medalha, conforme enfatizou, e ressaltou os dois caminhos em que ele estava seguindo: a literatura e a política.
A presença do acadêmico e senador da República, Artur da Távola, foi registrada na Galeria de Fotos do site Fernando Pinheiro, escritor, disponibilizado ao público pela internet. Essa mesma foto em que ele ostenta sobre o paletó o colar acadêmico (medalha de ouro), diante da tribuna do Auditório do Ed. SEDAN – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105 – 21º andar – Rio de Janeiro – RJ, integra a Galeria de Patronos da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. 
No início da divulgação da imagem do Banco do Brasil, veiculada pela televisão e revistas brasileiras, no trimestre abril/maio/junho – 1978, que revela a participação da Empresa no desenvolvimento nacional, o jornalista Artur da Távola comentou a raridade da publicidade institucional atingindo a um resultado tão penetrante e revelador [TÁVOLA, 1978 – Apud HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro].
Neste sonho que tivemos, lembramos de outro em que o amor está acima de todas as conveniências sociais. Sonhamos com o que ocorrera no dia posterior em que proferimos, em 25/10/1994, a palestra “Por onde andou Villa-Lobos?”, na Casa do Ceará, uma linda cobertura localizada na Av.  Presidente Antonio Carlos, Rio de Janeiro – RJ.
O homenageado, em outra dimensão, chegou sem ser notado pela plateia, dirigiu-se à mesa de honra onde estava Ahygara Iacira Villa-Lobos, deu um abraço nela e saiu de mansinho. A iconografia do evento (retrato do palestrante acompanhado de Ahygara) está na capa de Música para Canto e Piano, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br
Observamos o quanto é bom usufruir do tempo enquanto estamos na esfera física, porque depois vive-se apenas de resultados, não há mais o colapso da função de onda, fenômeno reconhecido pela física teórica.
Ainda em flashback, lembramo-nos das palavras de Artur da Távola: “música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão”, sempre quando encerrava o programa “Quem tem medo da música clássica”, levado ao ar pela TV Senado, Brasília – DF, durante 8 anos, em 168 edições. Pelo reconhecimento do trabalho, a Associação Paulista de Críticos de Artes concedeu, em 2006, a Artur da Távola o prêmio Personalidade do Ano (categoria Música Erudita).