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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O cenário em que eu estava era uma lareira erguida no ar onde se estendia uma área desértica que a modificava num oásis onde existe abrigo e proteção contra as intempéries do tempo. Nada era lúgubre, mas me vi carregando na alça direita do caixão um corpo que deixou de fazer o colapso da função de onda e passaria a viver somente de resultados.
É tradição, no plano físico, carregar o caixão de pessoas importantes demonstrando solidariedade no momento em que os familiares pranteiam a dor da separação. Naquela posição em que estava lembrei-me do sonho que tive em 19 de julho de 2015.    
Na casa, onde se avistava um lindo jardim, ouvi um frade cantar a música O Bom Barqueiro, música clássica de autor, para mim desconhecido, que aborda o amor-presença. Não tinha nenhuma ligação com o cantor. Quando acabou de cantar entregou-me a partitura. [PÉGASO XXIV – 19 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Escrever sobre as impressões que se sentem no plano físico é algo corriqueiro em nossas lides literárias, mas escrever para contar sobre o que se passa em outro mundo é algo inusitado para mim antes desta série dos sonhos narrados.
O bom barqueiro é algo que tem a ver comigo pela situação em servir, assim como teve Caronte na mitologia grega e ainda com a atitude do peixinho vermelho da lenda egípcia que saiu do lamaçal subterrâneo e, através de filetes d´água e de córregos, conseguiu ver o mar e voltar ao lamaçal onde estava para contar aos seus pares o que se passava. Sorte idêntica teve o prisioneiro que viu a luz do sol ao sair da caverna de Platão.
São diversos casos narrados por mim de pessoas do outro lado da matrix que permanecem na mesma situação em que estiveram quando estavam na roupagem carnal. Algumas eram mulheres que reconheci e fui reconhecido por elas, havendo entre nós uma espécie de amor que não foi transcendido a outro tipo de beleza.
No último caso havia um clima de revolta de quem estava preso a circunstâncias em que se sentiu prejudicado, situação em que estão milhões de pessoas no parâmetro atual do planeta que envolve a competitividade e a separatividade.
A indignação, no plano físico, é algo que busca modificar o que está incomodando a nível sentimental. Este sentimento quando está do outro lado da matrix, por não mais existir o colapso da função de onda, faz a pessoa sentir-se mal o tempo todo, sugando-lhe suas forças, caindo em aspecto desolador.
Nesse caso, o homem (sentido universal que abrange a mulher, razão pela qual só existe homo sapiens) cria o seu próprio inferno sem tempo marcado para acabar, podendo custar décadas ou séculos, dependendo de fatores externos que possibilitem a ele trazer algum beneficio como recobrar a consciência da realidade em que vive. E nesse despertar, o sofrimento por não poder mais fazer o colapso da função de onda.
É por isso que a Terra é uma excelente oportunidade de ser feliz para sempre, numa felicidade que se estende no decorrer dos tempos sem fim, em situações em que nos engrandecem e nos coloca mais participantes e colaboradores da realidade única que envolve a todos.
A energia dessa colaboração em trabalho em comum ou em grupos retornará a nós, acrescida da gratidão que recebemos, e em alguns casos das orações revestidas da mais sublime emanação de carinho das pessoas que servimos sem pensar em recompensa.
As pessoas em difícil situação em que não podemos nem saber como estão do outro lado da matrix, só nos resta fazer as orações conhecidas ou emitir pensamentos agradáveis e nunca revidando o que eles faziam conosco, pensando que isto é normal.
O que é da Terra deve permanecer na Terra, assim olhamos para o horizonte que está em nosso caminho visualizando paragens sublimes. Sigamos com leveza.
Deixai os mortos enterrar os mortos, réstia de luz da Luz do Mundo que está no centro da Via-Láctea, significa que a liberdade é um direito de quem deseja caminhar. Não julguemos a direção escolhida. Os mortos enterrarão seus mortos pela semelhança do viver em que vivem. Não há morte, no sentido absoluto. [O TREM DAS 7 – 30 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Na densa atmosfera psíquica, onde está a imensa concentração do joio que está sendo expurgado, há uma atração magnética sobre as sombras humanas que estão na Terra, é aí que compreendemos “deixai os mortos enterrar os seus mortos”. [O TREM DAS 7 – 30 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

terça-feira, 13 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O ambiente era um refeitório que se descortina aos nossos olhos do duplo, a ciência descobriu que todos nós temos um duplo, o corpo astral onde está a essência pura, de natureza imortal que ganha novas roupagens no plano físico até adquirir a matéria da essência pura que é a luz. A luz retornando à luz.
As iguarias eram variadas e de aspecto agradável ao sabor dos paladares de quem se acostumou ao requinte de uma boa refeição e, neste caso, um banquete de príncipe. Tínhamos à nossa disposição todas essas iguarias destinadas aos convivas. Mas, não sentíamos fome nem sede. Os garçons estavam enfileirados para servir, se fosse preciso.
A comida é usada no Oriente para satisfazer os antepassados que nos visitam, considerando que eles, assim como estavam no plano físico, precisavam se alimentar depois de uma viagem de regresso ao lar. Não vi nenhuma pessoa ser servida, embora a mesa estivesse farta.
Ao sair dali, vi um amigo nosso que agora não pode mais fazer o colapso da função de onda, expressão reconhecida pela ciência ao fenômeno da morte. Estava ele revoltado contra a situação em que estava, pois fora deposto do cargo que tinha numa empresa estatal.
Quando ele se retirou, aproximamo-nos da pessoa que ouvira os queixumes e reclamações do antigo executivo da estatal e lhe dissemos que conhecíamos o homem que estava com ele e sentíamos admiração pela carreira que ele tivera. A pessoa nos disse que ele estava muito revoltado, em clima de briga.
Há milhares de empregados naquela situação na empresa em que ele trabalhou e, se fôssemos reunir todas as empresas do mundo, teríamos milhões de pessoas na mesma situação de desconforto emocional. Todas elas precisam desviar a atenção para outro rumo, mudando de frequência de onda, a fim de que sejam cortados todos os liames que fazem prender a pessoas que lhe causaram dano.
Como não houve o entendimento com desfecho feliz naquela situação, ambos, o algoz e a vítima, permanecem interligados na mesma frequência de onda, um intercâmbio nefasto que permanece por um tempo que não acaba até que haja a reconciliação, isto num ambiente em que um deles não pode mais fazer o colapso da função de onda. O sofrimento irá minar suas forças, apresentando em aspectos horríveis.
Jesus, o sublime peregrino das estrelas, deixou-nos palavras de aviso: reconcilia-te com o teu adversário, enquanto estás a caminho para que não aconteça que o teu inimigo te entregue ao juiz e o juiz te mande para prisão e sairás de lá após ter pago até o último centavo.
A solução é rezar para que essas pessoas ou demonstrar o nosso afeto que foi alicerçado no respeito ao coleguismo que honramos no tempo de trabalho em comum na empresa. Em qualquer situação, nunca lembrar dos eventos menos felizes, a fim de que não haja uma sintonia na frequência de onda que flui os desencantos.
Tudo que está na matrix vai para o outro lado matrix, por isso estamos em campanha de ascensão de consciência planetária com o objetivo de fazer os amigos sair da matrix enquanto há chance de fazer o colapso da função de onda, porque após a morte do corpo físico só se vive de resultados.
A Terra está sendo sacralizada e o espaço de controvérsias de opiniões e atitudes está indo embora juntamente com os partipantes desse enlevo em comum que os faz unir aqui e depois no mais além do que podemos pensar.
Através de cinco pilares (simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão) uma nova vida de paz e felicidade está em nosso caminhar onde só existe a luz, sem nenhuma sombra a aparecer.
Como é grande o número de pessoas que se amarram em idéias e atitudes convertidas em discussão e até mesmo em  briga, originária dentro da esfera do trabalho, devemos incentivá-las a adotar em suas vidas os cinco pilares que irão lhes dar o que tanto necessitam para encontrar a felicidade imorredoura, enquanto é tempo, é claro.

sábado, 10 de outubro de 2015

DE OLHOS BEM FECHADOS

Eyes Wide Shut, título original do filme dirigido por Stanley Kubrick nos idos de 1999, tem como elenco Tom Cruise (Bill Harford) e Nicole Kidman (Alice Harford), à época marido e mulher no filme e na vida real, além de Sydney Polack (Victor), Todd Field (Nick Nightingale) nos principais papéis.
O enredo se desenvolve dentro de um clima de mistério quando Bill, perambulando por Nova York, entra num piano-bar e encontra Nick, o seu antigo colega da faculdade, que acabara de tocar o último set. Os dois estão conversando, quando o telefone toca, o pianista anota a palavra Fidélio, a senha que lhe é dada para poder entrar em outro lugar, ainda naquela noite, onde irá tocar de olhos vedados.
Bill vai à mansão onde está o pianista tocando, diz na recepção a senha exigida e assiste a uma cerimônia secreta que aparecem pessoas mascaradas e um grupo de mulheres usando apenas uma calcinha, abordando os homens, seduzindo-os. Esse ritual faz-nos lembrar os babilônios evocando a deusa Ishtar que promovia, entre eles, saúde e fecundidade.
Uma das mulheres se aproxima de Bill e lhe diz para sair dali o quanto antes, enquanto há tempo. Ele não sai e anda nos corredores investigando o que se passa. É descoberto, como estranho do grupo, e quando é obrigado a tirar a máscara e a roupa, a mulher pede ao grupo libertá-lo, assumindo ela a culpa dele. Bill é libertado e volta à sua casa onde a esposa estava dormindo na cama.
Ela tivera um sonho, uma viagem astral ou expansão da consciência, acompanhando o marido em aventuras amorosas. Ela mesma teve uma aventura, seduzida para fazer amor com quem não queria.
No outro dia, depois que Bill devolveu a roupa de aluguel, volta à residência e encontra a máscara que ele usou, naquela mansão de ritual babilônico, em cima do travesseiro, ao lado da esposa que dormia. Ele chorou arrependido nos ombros dela.
No dia seguinte, estão no Shopping Center fazendo compras e ela lhe confessa: “devemos agradecer por ter sobrevivido a todas as aventuras, tanto na vida real como nos sonhos”. Depois, ela falou da necessidade de ambos fazer algo, o mais rápido possível: Ele a olhou e perguntou-lhe: o quê? A resposta foi imediata: trepar.
A música Jazz Suite Waltz nº 2, de Shostakovich, compositor russo, abafa toda a apreciação dos expectadores do que tinha falado a atriz no final da exibição De olhos bem fechados. A valsa russa é tocada no decorrer de toda a exibição da ficha técnica do filme.
Enquanto o ser humano não tiver aflorado a transparência que está em seu ser profundo, viverá sempre mergulhado nos mistérios. Isto o levará a caminhadas por lugares onde pode lhe trazer complicações, como aconteceu com o personagem Bill, vivido pelo ator Tom Cruise.
A esposa de Bill, na mesma situação, seguiu as pegadas dele, não em estado de vigília, mas em sonho onde esteve em lugar estranho que ela não identificou na vida real. Seduzida pelo clima de aventura, ela deixou-se também ser envolvida e se arrependeu de ter feito amor com um estranho. Em ambos, lágrimas rolaram. O amor de ambos suplantou tudo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

ESTRUTURAS PARTICIPATIVAS (II)

Na noite festiva do The Voice Brasil (reality show), apresentado por Tiago Leifert, em 08/10/2015, o cantor Lulu Santos fechou com chave de ouro o programa da TV Globo, cantando a música Torpedo: “agora como eu prometi, um torpedo eu remeti pra ver se você sente o mesmo.”
No mural do facebook, recebemos a matéria remetida por Joana Prado Medeiros, graduação em História, Especialização em História do Brasil e Mestre em História, publicada em 06/10/2015, pelo jornal Dourados News com o título: Meus Olhos doem.. E os Seus?
Após ler o texto, fizemos um breve comentário: os olhos na matrix doem, sim, e continuam a doer do outro lado da matrix. Sair a matrix é fundamental. Leiam a crônica SAINDO DA MATRIX – 25 de fevereiro de 2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor – www.fernandopinheiro.bb.com.br
A resposta de Joana Prado Medeiros foi imediata: “Fernando Pinheiro, estou encantada em tê-lo como amigo, obrigado por comentar, acabei de ler sua crônica e preciso reler e reler. Obrigada, muito obrigada.”
Vale destacar que, um ano antes da crônica SAINDO DA MATRIX, escrevemos em 24 de fevereiro de 2013, MATRIX. Um dos objetivos do blog é a transição planetária e citamos outra vez o prestigiado cantor de rock:
Vale assinalar textos da crônica ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, publicado em 06/09/2014, no referido blog: 
Argumentando que ainda vai levar um tempo para sarar a ferida interna, num relacionamento que acabou, a letra da música de Lulu Santos enfatiza: “assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade”.
Imaginemos 5 ½ bilhões do total de 7 bilhões de habitantes do planeta vivenciando a densa consciência dissociada, onde se caracteriza a separatividade e a competitividade, sem o sentido gregário caminham a “passos de formiga e sem vontade”.
O texto publicado por Joana Prado Medeiros, “o princípio da instabilidade é compreendido mais como um desejo ético a frente da formulação nietzschiana”, é convincente diante da realidade em que vivemos, principalmente no mundo em que o super-homem de Nietzsche recrudesce com bastante força impulsionado pela mídia, basta ver os filmes produzidos nos Estados Unidos que chegam ao Brasil pelo cinema e pela televisão.
Vale salientar que a ética atual é muito diferente da ética dos filósofos gregos que tinha um sentido universal e destinada para durar para sempre, ao passo que a atual tem um sentido transitório e está esfacelada em grupos que a defende em interesses próprios, entrando em atritos com outros grupos de interesses diferentes.
Ao ser homenageado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 01/10/2015, João Otávio de Noronha, ministro do Superior Tribunal de Justiça, acadêmico (eleito) da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil – Cadeira patronímica Mário Brant, proferiu discurso revelando as profundas transformações no cenário nacional, destacando “crises de referência em razão do sumiço da ética”.
A moral, esse conjunto de regras estabelecidas no viver humano e transitório, serve-nos para nos proteger de situações que iriam nos embaraçar, é a zona de conforto mais apreciada nesta civilização que perdeu o sentido da ética do mundo grego (Sócrates/Platão) e que foi até Santo Agostinho, doutor da Igreja. Na Grécia antiga, a ética tinha um sentido de durar para sempre. [ANGÚSTIA – 25 de março de 2015 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Mais uma vez, o mundo de Morfeu vem salvar o mundo dos mortos-vivos, o mundo dos entorpecidos por pensamentos que entram em atrito com a natureza, no filme Matrix o guia Morfeu respondeu a aflitiva pergunta do hacker Neo: “meus olhos doem... Por quê?”.
Na interpretação da linguagem dos sonhos, Carl Gustav Jung disse que neles existem entidades misteriosas como se fossem amigos desconhecidos revelando sobre o nosso bem-estar fundamental “que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta”. [O MUNDO DE MORFEU – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 10 de março de 2013].
Vale transcrever textos da crônica ESTRUTURAS  PARTICIPATIVAS – 3 de dezembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
Afastando-se do dualismo humano (bem/mal, certo/errado e outras expressões correlatas) que atrapalha a visão da realidade única, pois tudo é energia, e a energia está em expansão em todas as dimensões da vida, é necessário a crença que ela exista, assim como foi necessária a crença daqueles que foram beneficiados pela luz crística que a fez despertar neles essa realidade.
Na viagem astral ou expansão da consciência qualquer temor invalida o fenômeno. A teoria da Física dos ganhadores do Prêmio Nobel de 1977 comprova a ação da luz em estruturas participativas, assim o sentido de milagre, que se arrastou durante 20 séculos em nossa cultura ocidental, hoje é o fenômeno da luz e mais precisamente, naquele caso, da presença da luz do mundo.
Com isto está resolvido todos os problemas que fazem a humanidade sofrer. É reconhecido que tudo que emerge é oriundo do vácuo quântico, é de lá que está o presente, o passado e o futuro nesta dimensão trina e outras dimensões superiores que a Terra está começando a ascender, onde o tempo é único, sem etapas diferenciais.
Quando a consciência, que está em estado latente nos reinos minerais e vegetais e com maior grau de sensibilidade no homem e em outros animais, peixes e aves, recebe a informação, ilumina-se, pois a luz é informação reconhecida pela Física Quântica, dessa forma todas as informações que estão mergulhadas no plano mental são extintas diante dessa luz. Mudou-se a frequência de onda, na mesma onda.
A crença da realidade da luz é o principal vetor de transformação do ser humano que passa a ganhar uma oitava acima da dimensão de consciência onde se encontra e galgando a multidimensionalidade que é o estado onde os anjos se encontram, podendo alcançar até mesmo aqui na Terra, basta um pensamento que se conecta com a realidade única. Quando dormimos isto é mais possível acontecer porque não existem amarras que nos prendem ou nos fazem distrair nos sentidos da matéria. A grande maioria não quer perder o gozo, os deleites que despertam alegria de viver.
Essa alegria também faz parte dessa crença na luz, a mesma luz que despertou a luz que, no íntimo, tinham leprosos, cegos, obsidiados pelos simpatizantes e depredadores do outro lado da matrix onde irão aqueles que mantém a vibração que faz sofrer aqui na Terra ou nos mundos assimilados.
A iluminação, reconhecida pela ciência, é a transferência da luz dos páramos sublimes, o vácuo quântico, que projeta, em estruturas participativas, atingindo tudo que existe e está em processo de transformação, inclusive no homem que passa a ser saudável e nunca mais adoece. É claro que a estrutura física dele ainda está no condicionamento em que a Terra está, mas seus corpos sutis terão um benefício muito grande.
O segredo é mudar de frequência de onda, pois existe apenas uma onda e não há separatividade como existe na consciência planetária atual que está indo embora com a separação do joio e do trigo. Só existe o bem e a ausência do bem e nada mais e a transformação atinge a tudo no decorrer de etapas. Na fusão com o todo, desaparece a evolução e surge apenas a manifestação do todo.
A iluminação do ser humano acontece quando ele entra na mesma frequência onde o vácuo quântico ou o todo universal está presente, esse todo é amor, luz reconhecida pela ciência que informa que a luz é informação.
O pensamento, contendo energia, plasma aquilo que pensamos, logo o pensamento cria. Pensou, criou, pensemos em amor, o amor surge, assim acabou-se toda a preocupação que estava em outra frequência de onda, a onda é a mesma, muda-se apenas a frequência.
O nosso pensamento flui na ressonância magnética trazendo de volta o que pensamos acrescido da bagagem encontrada na mesma frequência de onda para o nosso raio de ação. Na metáfora é o colher o que plantamos. Estas são as estruturas participativas.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Numa região longínqua, outra vez eu estava a pé dentro de um túnel de trens velozes, quando comecei a atravessar o trilho para outra margem, um trem veio em grande velocidade e me surpreendeu no meio de outra via que conduzia outro trem em direção contrária.
Parei e vi um passageiro atravessar para outra pista sem ser atropelado, quase que aconteceu o atropelamento. Se tivesse seguido o passageiro, a vítima seria eu. Mas encontrei um espaço vazio que me deu chance de pensar que não precisava andar pelos trilhos, pois tinha a minha disposição os trens velozes.
Nessa situação sentia-me feliz se comparar no que passa com os estrangeiros que vem de outros países em direção à Alemanha, país que acolhe de braços abertos os migrantes fugindo da fome e da guerra.
Essa felicidade foi estendida nos braços de uma jovem mulher de encantos mil, na beleza triunfal do meu Brasil. O momento era de deleite amoroso. Ela deitada nua na cama era só felicidade. A mãe a assistia e aprovou a relação da filha comigo. As mães são as melhores pessoas que conhecem as filhas, muito mais do que qualquer outra pessoa.
Toquei com as mãos as nádegas lindas da mulher, eram nádegas sublimes nesta minha originalidade de apreciar as coisas, assim como teve o poeta baiano Castro Alves ao escrever sobre seios virginais.
A Bahia é a terra dos artistas que sempre fizeram sucesso, a começar pelo cantor Anísio Silva que levou o lirismo ao apogeu que se repercute atualmente em interpretações da música Alguém me disse, na voz de inúmeros cantores, entre os quais destacamos: Maysa, Nelson Gonçalves, Gal Costa, Ana Carolina, Tânia Alves.
A libido em que a mulher se completou em mim era sentida por mim como parceiro que a despertou para esse doce enlevo. Não há como explicar o óbvio, o natural que estava fluindo entre eu e ela. Após fazer amor, pedi a ela pegar na minha mala uma cueca limpa, pois a camisa e a calça estavam no chão, ao pé da cama. Um detalhe: a mala está ligada à viagem.
Esse querer saber das coisas íntimas, levou Nora (Renata Sorrah) a ir ao apartamento de Claudine (Maria Padilha) e surpreendê-la: “eu vim aqui disposta a entregar o meu marido a você.” Claudine respondeu que prefere ser a outra e jamais quis ter um marido de verdade, isto aconteceu, em 06/10/2015, numa das cenas da novela A Regra do Jogo, levada ao ar pela TV Globo.
Gina, no diálogo com a mãe, falou a respeito da necessidade de não se revelar coisas íntimas diante de estranhos para não atrapalhar o relacionamento amoroso ou social. Isto é válido para se aferir a aproximação de quem está se envolvendo em questões de amor. Quanto mais amável for a pessoa, maior será a compreensão de questionamentos afetivos. [O ANEL – 3 de novembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Uma vez, quando estávamos em reunião em lugar paradisíaco foi perguntado se uma mulher nua aparecesse naquele momento em que estávamos lá, alguém poderia ficar excitado. A resposta do instrutor foi taxativa: impossível, lembrei, no dizer popular, os anjos não têm sexo. [CHUVAS DE DIAMANTE – 23 de dezembro de 2013].
Nesses lugares avistei muitas mulheres belas, usando vestes, enfeites e adornos que elas mesmas faziam, num instante de pensamento, do que jeito que gostariam para expressar as mais belas formas de perfeição feminina. [CHUVAS DE DIAMANTE – 23 de dezembro de 2013].
Quando me vesti, senti que estava comemorando as bodas. Um ágape surgiu em mesa de toalha fina coberta de manjares deliciosos. Os convivas estavam felizes ao ver a mesa farta e saboreavam com avidez porque a fome era imensa. Um desses comensais era um amigo meu, de saudosa memória, que apreciava os eventos que eu realizava no Auditório do Edifício SEDAN – Banco do Brasil – Rio de Janeiro.
Pela mala que estava na alcova, tudo leva a crer que essa mulher que manifestou a libido em expressão máxima comigo é passageira que gosta de viajar em aeronave, ou então terei oportunidade de revê-la mediante uma viagem.
O sonho está incrustado em uma das camadas do tempo: passado, presente, futuro. No passado é a revelação do que o presente faz recrudescer em imagens vividas. No presente é o sonho que se encaminha para a realização no plano físico e no futuro é a semente que foi plantada hoje.  

sábado, 3 de outubro de 2015

NOIVADO DE NELITA

Como dissemos anteriormente, em 03/09/2015, na crônica RECÔNDITA BELEZA, Nelita, portadora de distúrbio bipolar, na pele da atriz Bárbara Paz, depois de ter alta da clínica psiquiatra, volta à casa dos pais Gibson Stewart (José de Abreu) e Nora (Renata Sorrah).
Um mês depois, num jantar de família, Nelita anuncia o noivado com Orlando (Eduardo Moscovis), num clima bastante tenso com a preocupação de Gibson e da neta Belisa (Bruna Linzmeyer). No entanto, Nora e o neto Cesário (Johnny Massaro) dão apoio a Nelita. Esta é a sinopse de uma cena de A Regra do Jogo, novela escrita por João Emanuel Carneiro, levada ao ar pela TV Globo.
O personagem Orlando está confiante de que tudo irá dar certo em sua relação com Nelita, pois tem o comando da situação, inclusive convencendo-a em ter atitudes otimistas quando a sente desistir. É que o ego fica exacerbado nas polaridades que se alternam.
É um tiro no escuro, sem ter a certeza de que o alvo será atingido. Ele não buscou maiores informações sobre o estado de saúde de Nelita, o que implica saber o quanto ela toma de medicação, em doses leves ou pesadas, e não foi revelado a existência de consultas periódicas com o psiquiatra.
É uma situação delicada em que milhões de pessoas vivem no mundo inteiro. No passado recente, havia os hospícios públicos que começaram a ser desativados, a partir da Itália, atingindo outros países, inclusive o Brasil. No entanto, as clínicas de internação existem, mas não no modelo antigo.
Os manicômios públicos foram extintos em diversos países, com o pioneirismo da Lei 180/78, a Lei Basaglia, nome que homenageia Franco Basaglia, o famoso médico italiano. No Brasil, a Lei Federal 10.216, de 6 de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. [O RESGATE DE PALOMA – 11 de setembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Numa relação afetiva o quadro clínico pode ser modificado, assim como vimos em À Espera de um Milagre, filme norte-americano, The Green Mile (1999), drama, dirigido por Frank Darabont, ambientado na prisão de Louisiana, com trilha sonora de Thomas Newman, tendo no elenco os principais atores: Tom Hanks (Paul, chefe de guarda da prisão), Patricia Clarkson (Melinda, mulher acamada) e Michael Clarke Duncan (John, um prisioneiro).
A história é contada em flashback por Paul, em idade avançada quando está morando num asilo. Numa dessas reminiscências, há o episódio em que o prisioneiro, sob a proteção policial, é levado para ir a uma casa de Melinda, uma senhora bastante sofrida por doença mental.
Quando John chega lá, dá um beijo em Melinda, sem que haja nenhum indício de sensualidade, assim como se faz na recuperação de quem está afogado na praia. No beijo é passado da boca da mulher enferma para a do prisioneiro todo o miasma que a fazia ficar muito doente. Na catarse, ela adquiriu um novo ânimo de viver.
Depois deste fenômeno, os guardas reconduziram John à prisão e Melinda voltou à normalidade para alegria da família.
A catarse ocorre também em outros ambientes de tratamento espiritual, inclusive nos sonhos quando estamos eliminando substâncias tóxicas que estavam em nossos corpos, tanto físico quanto do duplo etérico, agora reconhecido pela ciência de que todos têm o duplo.
No apelo religioso isto tem outras denominações: desobsessão, limpeza de astral, expulsão de demônios, inclusive em outras culturas onde o filme foi bem acolhido pela crítica e pelo público, vale citar o Japão, onde mereceu o prêmio de melhor filme estrangeiro.
As doenças devem ser eliminadas em suas nascentes, com a mudança das paisagens íntimas, pois há as dependências de drogas lícitas e ilícitas promovendo transtornos que recaem na área obsessiva que se reflete nas almas errantes, aprisionadas no mesmo ambiente dos sofredores. [PAISAGENS ÍNTIMAS – 14 de março de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
A maioria das pessoas não se arrisca a ter envolvimento com pessoas portadores de doença mental. Quem não tem condições de ajudar, é melhor não se envolver porque a curiosidade pode atrapalhar a ambos.
É o mesmo que namorar uma moça que não está em condições de namorar, por recomendação médica, e ao entrar em contato com ela, atraímos os transtornos mentais. Esses transtornos a impede de ter sociabilidade, principalmente se vive sob medicação que entorpece, mesmo que seja drogas lícitas. [FOGO-FÁTUO – 30 de novembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Olhemos tudo e silenciemos. Não criticar, não comentar, nem dar ouvidos a comentários para não cair em reflexões que saem pela porta aberta à procura de parceiros invisíveis. Na noite correm setas invisíveis, no dizer do rei Salomão. [IRRADIAÇÕES LUMINOSAS – 7 de junho de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Não se pode criticar situações que não se compreende. A demonstração de carinho e afeto é muito importante, sem pensar nos resultados que estão a caminho.
O personagem Orlando, se tiver o dom de curar como teve um dos prisioneiros de Louisiana, por coincidência o mesmo lugar onde nasceu a atriz Patricia Clarkson, poderá fazer aquilo que pensamos ser milagre, pois o amor é o milagre da transmutação da beleza que vem surgindo sempre quando iniciamos a acreditar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

RADIÂNCIA LUMINOSA

Rápido que nem rastilho de pólvora, o câncer de próstata, no mundo inteiro, afeta 1,1 milhão de homens, anualmente, atingindo 307 mil mortes, conforme declaração de Brian Tomlinson, da Cancer Care, uma ONG do Reino Unido [El Pais – 30/09/2015].
O problema maior é quando os pacientes não querem ir ao médico, e, quando eles vão, não dizem nada, agravando a situação que pode ser tratada antes do aparecimento de metástases (câncer avançado). Ainda sobre a informação do referido jornal, um tumor primário, circunscrito à próstata, pode ser tratado com muita facilidade.
É importante manter a nossa vida saudável, com exercícios físicos e caminhada em orlas marítimas e em lugares em que sentimos em contato com a natureza que incluem os parques nas grandes cidades e as trilhas de mata no interior do País.
Em entrevista concedida, em 25/09/2015, ao jornal El Pais, Madri, Espanha, o físico teórico Stephen Hawling, retratado no filme A Teoria do Tudo que deu ao ator Eddie Redmayne o Oscar de melhor ator, aconselhou as pessoas com deficiência a concentrar-se no que faz e não se lamentar por quem tem esse problema. Conclui dizendo que tudo está na mente. 
A conclusão do físico britânico leva-nos a pensar no que tínhamos mencionado, em 13 de fevereiro de 2013, ao escrever a crônica A Cura, publicada no blog Fernando Pinheiro, escritor:
É a natureza que cura. O ser humano, por ser natureza, cura a si mesmo. Não pode ser diferente.
A cura é feita por radiância do ser profundo, que todos somos, sem distinção, iluminando a alma, a aura, a camada mais próxima do corpo físico onde a doença se reflete.
Herói imbatível do mundo das estrelas, quando revestido de corpo material num desconhecido burgo do Império romano, Jesus elucidou o enigma em que o mundo material se debate: “a tua fé te salvou”. 
Sabemos que a mulher hemorroíssa teve todas as tentativas frustadas nas mãos de médicos, exorcistas e curadeiras. Procurou lá fora o que estava em seu interior, em seu ser mais profundo. Tivemos a oportunidade de narrar o encontro dessa mulher (Verônica) com Jesus [in JESUS, LUZ DO MUNDO, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br].
A radiância luminosa elimina as sombras. Quando são eliminados os engramas incrustados na alma, o efeito surge no corpo. É a natureza que se expande.
Como o homem evolui através das ondas mentais, eis o segredo de fazer o destino, é necessário elucidar que o pensamento tem coloração, vibração, velocidade e densidade.
Aquelas pessoas que têm a facilidade de atrair as almas errantes, é necessário acolhê-las na luz e não retê-las. Acolher na luz, é antes de tudo, fortalecer a aura através de viagem interior, onde se encontra o que somos em essência.
A sacralização do planeta é a sacralização dos habitantes que nele vivem. Não é necessário seguir nenhum modelo religioso, pois no plano mental há a falsificação de tudo que existe mediante o mito de Prometeu.
O plano mental é o reino do ego que é complicado e se contradiz. Esse plano, englobando a intelectualidade, foi muito útil à humanidade, mas não consegue transcender a dimensão onde a beleza é permanente. No plano supramental a ilusão desaparece, a verdade surge.
Os quatro pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria) sustentam o caminhar que nos conduz à felicidade interminável. No reino do ego, que alimenta a dualidade (bem/mal, certo/errado, feliz/infeliz e outras expressões similares), a felicidade é picotada em fragmentos, com a predominância do que vem oposto.
A felicidade depende de nós, principalmente se soubermos fazer a escolha de pessoas em nosso relacionamento, sem atritos nem provocações, elucidando que a crítica e o julgamento nos fará distanciar delas.
Nessas circunstâncias, comprometemos a nossa imunidade, pois os pensamentos gerados em atritos, e com retorno acumulado dos nossos desafetos, por serem energia, irão produzir circuitos que afetarão os campos magnéticos onde o nosso corpo está situado. Tudo vem da alma. A opção “mente sã em corpo são” revela a tradição que vem dos antigos gregos.
Mencionamos sempre a necessidade de afastarmo-nos de discussão, conflitos familiares, contendas judiciais em qualquer área, onde sem dúvida o julgamento irá aparecer. No julgamento a separação. Como separar, se tudo se interliga. É apenas questão de sacralização que uns aceitam e outros apenas tem o direito de escolher diferente. Uns têm o direito de serem livres e outros o direito de serem escravos de si mesmo.
No planeta Terra, onde a densa consciência dissociada está indo embora, com a chegada da consciência unificada de milhões e quase bilhões de habitantes, a maioria sendo mulheres, a doença também está indo embora e a cura é apenas o estado alcançado por almas felizes, revestidas de indumentária carnal.
Ao que não conseguiram a cura, a ida a lugares onde suas vibrações levam, é sempre o pensamento fazendo o destino, os fará mergulhar entorpecidos em circunstâncias escolhidas.
Um dia, quando acordarem, na longa estrada do destino, a Terra sacralizada, neste final dos tempos, não os receberá mais, por uma questão de incompatibilidade. No entanto, campos floridos sempre surgirão, não importa quando e onde. 
Abandonemo-nos à luz, sigamos com leveza.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (II)

Ao que se lê da crônica MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS,  publicada em 12 de dezembro de 2014, no blog Fernando Pinheiro, escritor, 144 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, no período de 2008 a 2013, segundo relatório sobre Migrações Climáticas das Nações Unidos.
No entanto, a maior migração do mundo ocorre anualmente, no iníco da primavera, na chegada do ano novo chinês, cerca de 200 milhões de pessoas saem dos grandes centros urbanos da China e vão visitar seus parentes, conduzidos por trem-bala, viagem rodoviária e aérea.
De uma população de 1,3 bilhão, cerca de 700 milhões de chineses vivem nas grandes cidades. De uma sociedade rural no passado, a China está se encaminhando para ser a fábrica do mundo, assim como foi a Inglaterra, no início da revolução industrial, a oficina do mundo.
Naquela época, o caixeiro-viajante Mauá fez uma visita a Inglaterra e foi aconselhado a fundar um banco que não logrou êxito por ser um banco privado, trouxe de lá engenheiros e operários qualificados e implantou a indústria brasileira, o pioneiro na construção naval em Niterói e no Brasil. 
O visconde de Mauá, antes barão, hoje relembrado em nova Praça Mauá, na cidade do Rio de Janeiro, com a estátua de olhos voltados a Niterói, até aceitou ser diretor do Banco do Brasil, presidido por Lisboa Serra (1853/1855), o presidente-fundador do atual Banco do Brasil, mas foi por pouco tempo, alguns meses, porque tinha a missão de ser um empresário e o foi, o maior do Império, construindo o seu próprio império industrial, sem concorrentes.
A migração interna da China, saindo do campo para os grandes centros urbanos, está ocorrendo a passos de galope, é tanto que, possivelmente, em 2030, terá um volume populacional igual a população dos Estados Unidos, cerca de 325 milhões de pessoas.
Enquanto que nos países da África oriental atualmente existe 1,1 milhão de retirantes em busca de água e de alimentos, no Brasil amazônico os recursos hídricos são abundantes, pois, segundo o El Pais (edição de 5/12/2014), jornal espanhol, “19% das chuvas que caem anualmente na bacia do Prata, se  originam da umidade gerada pela floresta amazônica e dispersada rumo ao sul”. [MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS – blog Fernando Pinheiro, escritor – 12 de dezembro de 2014].
Vale assinalar textos da crônica ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, publicado em 06/09/2014, no referido blog: 
Argumentando que ainda vai levar um tempo para sarar a ferida interna, num relacionamento que acabou, a letra da música de Lulu Santos enfatiza: “assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade”.
Imaginemos 5 ½ bilhões do total de 7 bilhões de habitantes do planeta vivenciando a densa consciência dissociada, onde se caracteriza a separatividade e a competitividade, sem o sentido gregário caminham a “passos de formiga e sem vontade”.
Poucas vezes a Terra, dividida por nações, foi governada por poetas e filósofos, sempre a maioria constituída de tiranos e usurpadores. A exceção que nos comove tanto aconteceu no reinado de Salomão, durante 50 anos a taxa de homicídios foi zero.
A edição do jornal O Globo – 04/09/2014 – divulga notícias da revista Nature na qual é revelada os limites identificados do conjunto de galáxias, batizado com o nome de Laniakea, onde está situada a Via Láctea e ressalta “que abriga outras 100 mil galáxias com uma massa total estimada em mais de 100 quatrilhões de sóis.”
Depois dessa pequena esquina galáctica, o que existe? Espaço, espaço e mais espaços, pois na teoria quântica o Universo é constituído de infinitas possibilidades. A realidade última ainda não foi alcançada, embora haja inúmeros experimentos que atestam a grandeza sideral que nos cerca.
Alguém antes já ouviu falar em 100 quatrilhões de sóis identificados por mapeamento científico? Pois é, e pensar que há 500 anos, à época da navegação marítima, que possibilitou a descoberta de novas terras, havia o temor de que as embarcações caíssem, pois era de conhecimento popular de que a Terra era plana e, mais tarde, veio a tese, defendida por Nicolau Copérnico (1473/1543), de que a Terra é redonda e acabou-se esse temor.
Esse grande avanço na tecnologia está na descoberta e aplicação do átomo nos experimentos que possibilitaram as grandes descobertas tecnológicas guiadas pela física quântica e outras ciências correlatas. Vamos ficar apenas no telefone celular que é a grande novidade, crème de la crème, utilizado pela população mundial.
A ferida interna de que nos fala a canção de Lulu Santos não é apenas de alguns, o número é bem elevado tanto no orbe terrestre como nos espaços siderais, basta dizer que, desde que foi anunciado a separação do joio e do trigo pelo libertador, cerca de 35 bilhões de almas vivendo na erraticidade, com essa mesma ferida, estavam aguardando a oportunidade de se recompor num corpo físico.
Vale salientar que, conforme comprovado pela física quântica, após a morte física o ser humano não tem mais a capacidade de fazer o colapso da função de onda. Se estava doente na roupagem carnal, continua doente após o que se chama morte, se estava sadio continua sadio nas regiões paradisíacas ou mundos felizes.
Como a Terra e demais planetas do nosso sistema solar estão em transição de consciência planetária, pois não existe apenas esta dimensão dissociada que conhecemos, esses bilhões de almas errantes foram encaminhados pela atração eletromagnética em que estavam imantados a mundos que possuem a mesma frequência de onda em que vivem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PRIVAÇÃO DO SONO

Workers subjected to 'torture' of 'sleep-deprived society' by being made to work before 10am, says body clock expert –  The Independent – London – 11 september 2015.
Ao ensejo da realização do Festival Britânico de Ciência, em Bradford, o acadêmico Paul Kelley, médico especialista em doença do sono, disse que as pessoas no trabalho estão sendo torturadas por uma sociedade privada do sono, isto é um problema mundial.
As pessoas possuem horário biológico ou ritmo circadiano e quando o ritmo é alterado consequências surgem denotando graves danos à saúde, diminuindo o sistema de defesa e se instalando doenças como diabetes e esquizofrenia.
O horário das horas trabalhadas, durante o dia, que deflagra desarranjo no organismo pode ser também o mesmo em horas noturnas para quem não está acostumado a trabalhar em ciclos alternativos de brusca mudança.
Mesmo sem trabalhar, a insônia pode provocar sintomas que levam a esse mesmo diagnóstico onde surgem distorções mentais. Cresce o uso de drogas lícitas diante do problema, aumentando o lucro da indústria farmacêutica, sem nos referir a outras drogas, como o álcool, admissível por essa sociedade privada do sono, e as drogas ilícitas largamente usadas por um contingente muito grande de pessoas.
O dito popular “Deus ajuda a quem cedo madruga” é válido quando não altera o relógio biológico, pois as pessoas têm hora certa para dormir, assim como se alimentar, trabalhar, viajar, horas de recreação e lazer, recrudescendo o pensamento milenar de Salomão: “há tempo para todas as coisas”.
Quem está livre de horário do trabalho, como o caso de aposentados, desempregados ou licenciados, há também que se observar a sintonia do que é chamado ritmo circadiano com as horas que temos para desfrutar com nosso deleite e diversão.
Vale citar o pensamento de Carol Sonenreich, Giordano Estevão e Luiz de Moraes Altenfelder Silva Filho:
"Entretanto, no relacionamento com os outros, na organização das condutas, aliás, no que constitui o campo das alterações mentais, o essencial não está no que as limitações determinam, mas no que pertence à liberdade de escolhas." - in Doença mental e perda de liberdade - Revista TEMAS - Teoria e Prática do Psiquiatra - v. 35, n. 68-69, p. 4 - Jan/Dez 2005 – Apud Os domínios da psiquiatria – In Blog Fernando Pinheiro, escritor.
Temos divulgado a necessidade de livrar-nos dos engramas do passado que podem nos tirar horas de sono. A ansiedade do que há-de-vir sempre vem ao desencontro do rítmo natural que devemos conservar com o nosso corpo físico, naturalmente refletido do corpo astral ou emocional mais difundido pela mídia.
Buscar medicamentos ou orientação profissional sem antes buscar as nossas forças interiores seria algo que iria nos colocar em dependência tanto emocional quanto química, não obstante os esforços médicos de nos alertar para o que somos em essência: seres humanos que direcionam a própria vida.
Aliás, a capacidade de escolha é o grande marco que abaliza o terreno que demarcamos para conduzir a nossa vida. De qualquer sorte, é o coração que vai se expandir em doação do amor que devemos dar a tudo e a todos.
Toda ajuda é bem-vinda, mas a introspecção interior, sem precisar ser uma meditação, também muito valiosa, acontece sempre que temos disposição em nos aceitar, numa crença que temos de nós mesmos, no ser profundo que todos temos, sem exceção, e se manifesta espontâneo quando estamos adormecidos em sono. É o consultar o travesseiro que os antigos diziam.
A proposta oferecida pelo Festival Britânico de Ciência é uma alternativa valiosa, o trabalho a partir das 10h, que irá impedir o avanço das distorções psíquicas entre os trabalhadores e estudantes, pois há uma combinação entre o trabalho e o estudo nessas atividades humanas que estão submetidos ao relógio biológico que todos nós temos.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A CARAVANA

A teoria da transmigração das almas, de Pitágoras, está encenada em Meia-Noite em Paris (2011), filme de Woody Allen, embora não fosse percebida de forma real, assim como na caverna de Platão em que os prisioneiros confundem na parede as sombras com a realidade, em reflexo da luz projetada onde surge a caravana de transeuntes. 
Antes nos idos de 1985, em A rosa púrpura do Cairo, dirigido pelo mesmo diretor, a garçonette Cecília, interpretada pela atriz Mia Farrow, tem uma vida nada fácil tendo que sustentar o marido bêbado e desempregado, na pele do ator Jeff Daniels, que a trata com grosseria, vai ao cinema para espairecer a mente, quando viu o herói sair da tela e lhe oferecer uma nova vida, fica perplexa. Isto gerou confusão em todos. Qualquer mulher casada, vivendo infeliz, ficaria também perplexa.
O cinema sempre conjuga realidade com ficção, ora em partes distintas ou em partes mescladas como aconteceu no filme O Quinto Elemento que tivemos a oportunidade de abordar na crônica de 23 de junho de 2012:
A música que o cinema adaptou em The Fith Element é "Il dolce suono" da ópera "Lucia di Lammermoor" de Gaetano Donizetti. Vídeos de música no YouTube: Fifth Element Diva song - full version. Singing- Evgeni Laguna Mad Scene 2006: "Il dolce suono"- Christiane Boesiger (Lucia).
Somente o que é verídico no cinema é a música de Donizetti, o enredo é ficção, com a apresentação do ator Bruce Willis, no papel de um motorista de táxi, vivendo em New York, no século XXIII, que se vê em aventuras, em busca de 4 pedras antigas e o quinto elemento representado pela atriz Milla Jovovich, com estas providências evita que a Terra seja invadida por seres demoníacos. Não vale a pena assistir a cenas que nada tem a ver com o nosso mundo íntimo.
O que é mesmo verídico é a informação constante da crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012, blog Fernando Pinheiro, escritor, a seguir:
O quinto elemento é o éter ou a fusão dos éteres (do céu e da Terra) que estende uma esteira de irradiações luminosas onde está instalada a merkabath interdimensional por onde passa os pensamentos de seres multidimensionais em direção à Terra.
Nessa merkabath interdimensional é por onde irá passar todo o trigo que se separará do joio que está indo para os mundos afins. Cada um vai para onde a própria vibração se manifesta e determina.
A caravana é o andar coletivo da humanidade, em grupos afins e vinculados, na esfera física e nos planos mais sutis. As crônicas MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS -12/12/2014 e O QUE ESTÁ ACONTECENDO – 18/8/2015, no blog Fernando Pinheiro, escritor, tratam do assunto no plano terreno.
No plano extrafísico, onde temos a nossa origem e destino, ocorre também esse caminhar de caravanas, mas ficam estacionadas em determinado lugar por falta de forças para prosseguir ou porque injunções superiores a suas forças as impedem de avançar em outras direções, esta é a maior parte dos habitantes da Terra que chegam por lá nas mesmas condições em que viveram no plano físico.
Nas andanças astrais narradas na Série Pégaso (I a XXVI), visitamos esses lugares aprisionantes onde vimos pessoas sem condições de sair, isto porque não podem mais fazer o colapso da função de onda, atributo exclusivo de quem vive em corpo físico. Isto nos faz despertar a ver a oportunidade valiosa que temos em viver em experiências que nos apresentam difíceis.
Mesmo assim, naqueles catres de dor, no decorrer dos tempos em que não podemos medir, um dia o socorro chegará, não sabemos em que forma, pois dependerá das circunstâncias e do mérito de cada um que está aprisionado. Vimos mulheres lindas, que amamos tanto, de certa forma estagnadas, pois a vida é dinâmica em qualquer ponto do universo, e com o olhar perdido no espaço, é que ninguém pode fugir de si mesmo.
O pensamento de quem está vivo na roupagem carnal faz o colapso da função de onda e pode modificar panoramas íntimos em beleza imorredoura, pois a morte não existe diante da movimentação das partículas atômicas que o próprio pensamento irradia.

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