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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXIV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O cenário em que estávamos era à beira do rio onde uma lavadeira batia a roupa em cima da pedra limpando a roupa coberta de sangue. De tanto bater, o sangue saiu e a roupa ficou limpa.
Há analogia com o que acontece no apelo religioso, de tanto falar de pecados e de culpa, há um proceder que caminha no sentido contrário, refazendo o caminho.
Lembramo-nos do quarto movimento da Sinfonia nº 4, em Sol maior, de Gustav Mahler, que contém Das himmlisches Leben, poema popular alemão, de autor desconhecido, que revela o canto de uma criança que morreu e vem descrever os deleites do paraíso.
A música do compositor grego Thanos Mikroutsikos é interpretada pela cantora Milva. A musicalidade nos chega dentro dos engramas que trazem à tona impressões do passado espiritual e, em seguida, as esquecemos para não dar movimento aos nossos pensamentos que se adiantam pelo destino afora. [O CANTO DE UMA ENEIDA DIVERSA – 7 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro].
A retrospectiva é comovedora como se estivéssemos a lembrar da separação do joio e do trigo, em plena movimentação atual, multidões de pessoas sendo conduzidas por elas mesmas, pela vibração que saem delas em direção de mundos compatíveis a da Terra, desgarradas do sublime canto e no canto a ressonância que não se faz distante.  (...)
Tudo é possível entre nós, enquanto houver um mínimo de aceitação de um amor que, um dia, se viveu, afugentado pela melancolia grega que recrudesce em toda a Terra em forma de doença. Não a chamamos de que tipo é para não darmos peso e referência àquilo que pode ser extinto dentro da luz.
O sentimento de culpa em todos os aspectos de vida, que a pessoa viveu e está vivendo, dispara um gatilho que aciona dispositivos que a fazer gerar circuitos na geração de energia que o cérebro transmite. Não é necessário falar em perdão, mas se isto agrada a quem procura, o perdão surge.
Os neurotransmissores são atingidos e precisam ser ativados por pensamentos que modificam as paisagens íntimas que devem ser somente de beleza. A música diz: rezemos, rezemos, chamas irão surgir.
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos.
A canção revela a ausência da parte física, não mais a preocupação tão grande, pois numa noite em que ainda estivesse a música, essa potência do ser pode eclodir e fazer voltar os encantos vividos. O amor faz milagres, é bem conhecida esta assertiva.
O Canto de uma Eneida diversa é destinada àqueles amores, uma entre quatro pessoas do planeta inteiro que sofrem desse desencanto, expandindo-se largamente entre aqueles familiares que não se omitem no socorro assistencial, mesmo em pensamento. [O CANTO DE UMA ENEIDA DIVERSA – 7 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro].
No dia 27 de outubro de 2015, ao ensejo do encerramento da temporada 2015 do Mozarteum Brasileiro, na Sala São Paulo, na capital paulista, a soprano Lavínia Dames, sob a direção do maestro Michael Lessky, à frente da Junge Phillarmonie Wien, cantou o poema alemão inserido no quarto movimento da Sinfonia nº 4, em Sol maior, de Gustav Mahler,  transmitido pela TV Cultura que citamos: “nenhum rumor mundano pode ser ouvido no paraíso.”
Você acha que Jesus entrou no paraíso trazendo as marcas da crucificação? Se achar que sim, então, você terá que ouvir a música de Mahler para sentir a beleza além das palavras. No referido solo interpretado pela soprano diz que lá “tudo desperta para a alegria”.
A alegria é um dos 4 pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria) divulgados aqui para a ascensão da consciência planetária, em pleno curso na Terra, anteriormente mencionado pelo papa Pio XII, pela primeira vez na mídia, como a sacralização do planeta.
Graças à participação dele que tanto lutou pela paz, destacando-se a alocução Nella desolazione dirigida aos foragidos da guerra refugiados em Roma, a obra de Michelângelo ficou intacta quando os alemães chegaram a Roma, em tempo de guerra.  A Pietá, exposta no Vaticano, é uma das principais atrações turísticas da capital romana.
Durante milênios a matrix está implantada no planeta e somente será eliminada quando for eliminado o sistema de vida em que convergem todas essas mazelas que fazem o homem ficar doente, triste e infeliz. [O JUGO – 17 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No resumo de tudo isto, a matrix é a sombra e a realidade única são os fótons que a Física comprova existir. Quem não tiver fótons nesta vida física, quando falecer continuará sem ter fótons, o resultado é a escuridão, sairá da matrix para o outro lado da matrix. [O JUGO – 17 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No sonho de hoje, a mulher lavando roupa na beira do rio é um arquétipo que revela a situação do imenso contingente do apelo religioso que busca a sacralização planetária. Esse apelo é apenas um caminho somado a tantos outros que existem no despertar de 1,3 bilhão contra 6 bilhões de habitantes que vivem na densa consciência planetária, a matrix, do total de 7,3 bilhões, a população no planeta Terra.

A BARCA DE CARONTE

Sem o colapso da função de onda, os passageiros da barca de Caronte ficam estagnados, impossibilitados de alcançar um ritmo de evolução qual sonharam quando estavam vivenciando experiências na roupagem carnal.
Na crônica TÁ COM MEDO DE QUÊ? – 16 de janeiro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor, narramos, em dois parágrafos, o que acontece com esses passageiros no planeta Terra que tem 7,3 bilhões de habitantes:
A barca de Caronte, descrita na mitologia grega, hoje recrudescida pela matrix, conduzindo os recém-mortos para o Hades. Os heróis Orfeu e Psiquê viajaram para lá e conseguiram retornar, ainda vivos, pela barca de Caronte. Orfeu tinha ao seu favor o canto e a lira e a Psiquê a terapia para se recompor.
A barca de Caronte hoje no planeta Terra carrega 6 bilhões de passageiros que, se não mudar de paradigma, irão para os mundos afins, no decorrer dos tempos em que têm para terminar a permanência em andanças terrestres. Esse imenso contingente de pessoas, vivenciando ainda o dualismo humano, oscila no percurso para ascender a outro patamar de grandeza. A separação do joio e do trigo é uma realidade.
Caronte, a maior lua de Plutão, tem paisagens cobertas de montanhas de água gelada é o que foi revelado pelas imagens da sonda espacial New Horizons, da NASA, a uma distância de 1,6 milhão de quilômeros de Plutão. A sonda espacial, conforme foi revelado, está funcionando corretamente, apesar de estar a 5 bilhões de quilômetros longe do planeta Terra [El Pais – 15 de julho de 2015].
A uma distância enorme entre a lua Caronte e a Terra é possível estabelecer a conexão entre a sonda espacial e a torre de comando, aqui no planeta, graças a um fator primordial: a onda é a mesma em todas as dimensões do espaço sem fim. A frequência nesse caso é em gigabytes. Só existe a luz, embora haja espaços para transcendência da condição passageira para a realidade única.   
Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação.
Considerando que tivemos oportunidade de escrever relatos históricos e a nossa ligação com entidades de classe trabalhista, vale transcrever textos que interessam a todos os trabalhadores que, de alguma forma, estão envolvidos no meio social, ficando aqui um alerta:
Ao sair dali, vimos um amigo nosso que agora não pode mais fazer o colapso da função de onda, expressão reconhecida pela ciência ao fenômeno da morte. Estava ele revoltado contra a situação em que estava, pois fora deposto do cargo que tinha numa empresa estatal.
Quando ele se retirou, aproximamo-nos da pessoa que ouvira os queixumes e reclamações do antigo executivo da estatal e lhe dissemos que conhecíamos o homem que estava com ele e sentíamos admiração pela carreira que ele tivera. A pessoa nos disse que ele estava muito revoltado, em clima de briga.
Há milhares de empregados naquela situação na empresa em  que ele trabalhou e, se fôssemos reunir todas as empresas do mundo, teríamos milhões de pessoas na mesma situação de desconforto emocional. Todas elas precisam desviar a atenção para outro rumo, mudando de frequência de onda, a fim de que sejam cortados todos os liames que fazem prender a pessoas que lhe causaram dano.
Como não houve o entendimento com desfecho feliz naquela situação, ambos, o algoz e a vítima, permanecem interligados na mesma frequência de onda, um intercâmbio nefasto que permanece por um tempo que não acaba até que haja a reconciliação, isto num ambiente em que um deles não pode mais fazer o colapso da função de onda. O sofrimento irá minar suas forças, apresentando em aspectos horríveis.
A barca de Caronte é o transporte comum a todos os passageiros que estão em trânsito a mundos que têm identificação com o mundo em que cada um criou para si e para os outros que se interligam.
O importante não é ficar preocupado com a travessia, pois se houver os preparativos que foram colocados à prova numa realização de sucesso, a nível transcendente, tudo será de acordo com os sonhos acalantados numa vida de encantadora beleza.
Aos que tiveram a sorte diferente da nossa, o melhor é rezar para que com a frequência de onda diferente daqueles que ficaram presos a amarras criadas por eles mesmos não nos atinja, isto dentro do princípio da física quântica.
Não criticar nada, não criticar ninguém, apenas observar se o momento nos chega através dos sonhos ou na própria vivência em estado de vigília. A tradição dos povos sempre teve respeito aos mortos, inclusive com homenagem anual para serem lembrados em lugares sagrados.
A barca de Caronte continua em sua viagem milenar conduzindo os passageiros a lugares em que buscaram encontrar, pois o pensamento cria a realidade, no dizer do cientista Albert Einstein. E aos que se revoltam não embarcar a lugares em desencantos, as vibrações que estão no íntimo de cada um deles os arrastarão de roldão aos mundos assemelhados em que eles criaram. A atração magnética é outra lei da física.

www.fernandopinheirobb.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O cenário em que eu estava era uma lareira erguida no ar onde se estendia uma área desértica que a modificava num oásis onde existe abrigo e proteção contra as intempéries do tempo. Nada era lúgubre, mas me vi carregando na alça direita do caixão um corpo que deixou de fazer o colapso da função de onda e passaria a viver somente de resultados.
É tradição, no plano físico, carregar o caixão de pessoas importantes demonstrando solidariedade no momento em que os familiares pranteiam a dor da separação. Naquela posição em que estava lembrei-me do sonho que tive em 19 de julho de 2015.    
Na casa, onde se avistava um lindo jardim, ouvi um frade cantar a música O Bom Barqueiro, música clássica de autor, para mim desconhecido, que aborda o amor-presença. Não tinha nenhuma ligação com o cantor. Quando acabou de cantar entregou-me a partitura. [PÉGASO XXIV – 19 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Escrever sobre as impressões que se sentem no plano físico é algo corriqueiro em nossas lides literárias, mas escrever para contar sobre o que se passa em outro mundo é algo inusitado para mim antes desta série dos sonhos narrados.
O bom barqueiro é algo que tem a ver comigo pela situação em servir, assim como teve Caronte na mitologia grega e ainda com a atitude do peixinho vermelho da lenda egípcia que saiu do lamaçal subterrâneo e, através de filetes d´água e de córregos, conseguiu ver o mar e voltar ao lamaçal onde estava para contar aos seus pares o que se passava. Sorte idêntica teve o prisioneiro que viu a luz do sol ao sair da caverna de Platão.
São diversos casos narrados por mim de pessoas do outro lado da matrix que permanecem na mesma situação em que estiveram quando estavam na roupagem carnal. Algumas eram mulheres que reconheci e fui reconhecido por elas, havendo entre nós uma espécie de amor que não foi transcendido a outro tipo de beleza.
No último caso havia um clima de revolta de quem estava preso a circunstâncias em que se sentiu prejudicado, situação em que estão milhões de pessoas no parâmetro atual do planeta que envolve a competitividade e a separatividade.
A indignação, no plano físico, é algo que busca modificar o que está incomodando a nível sentimental. Este sentimento quando está do outro lado da matrix, por não mais existir o colapso da função de onda, faz a pessoa sentir-se mal o tempo todo, sugando-lhe suas forças, caindo em aspecto desolador.
Nesse caso, o homem (sentido universal que abrange a mulher, razão pela qual só existe homo sapiens) cria o seu próprio inferno sem tempo marcado para acabar, podendo custar décadas ou séculos, dependendo de fatores externos que possibilitem a ele trazer algum beneficio como recobrar a consciência da realidade em que vive. E nesse despertar, o sofrimento por não poder mais fazer o colapso da função de onda.
É por isso que a Terra é uma excelente oportunidade de ser feliz para sempre, numa felicidade que se estende no decorrer dos tempos sem fim, em situações em que nos engrandecem e nos coloca mais participantes e colaboradores da realidade única que envolve a todos.
A energia dessa colaboração em trabalho em comum ou em grupos retornará a nós, acrescida da gratidão que recebemos, e em alguns casos das orações revestidas da mais sublime emanação de carinho das pessoas que servimos sem pensar em recompensa.
As pessoas em difícil situação em que não podemos nem saber como estão do outro lado da matrix, só nos resta fazer as orações conhecidas ou emitir pensamentos agradáveis e nunca revidando o que eles faziam conosco, pensando que isto é normal.
O que é da Terra deve permanecer na Terra, assim olhamos para o horizonte que está em nosso caminho visualizando paragens sublimes. Sigamos com leveza.
Deixai os mortos enterrar os mortos, réstia de luz da Luz do Mundo que está no centro da Via-Láctea, significa que a liberdade é um direito de quem deseja caminhar. Não julguemos a direção escolhida. Os mortos enterrarão seus mortos pela semelhança do viver em que vivem. Não há morte, no sentido absoluto. [O TREM DAS 7 – 30 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Na densa atmosfera psíquica, onde está a imensa concentração do joio que está sendo expurgado, há uma atração magnética sobre as sombras humanas que estão na Terra, é aí que compreendemos “deixai os mortos enterrar os seus mortos”. [O TREM DAS 7 – 30 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

terça-feira, 13 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O ambiente era um refeitório que se descortina aos nossos olhos do duplo, a ciência descobriu que todos nós temos um duplo, o corpo astral onde está a essência pura, de natureza imortal que ganha novas roupagens no plano físico até adquirir a matéria da essência pura que é a luz. A luz retornando à luz.
As iguarias eram variadas e de aspecto agradável ao sabor dos paladares de quem se acostumou ao requinte de uma boa refeição e, neste caso, um banquete de príncipe. Tínhamos à nossa disposição todas essas iguarias destinadas aos convivas. Mas, não sentíamos fome nem sede. Os garçons estavam enfileirados para servir, se fosse preciso.
A comida é usada no Oriente para satisfazer os antepassados que nos visitam, considerando que eles, assim como estavam no plano físico, precisavam se alimentar depois de uma viagem de regresso ao lar. Não vi nenhuma pessoa ser servida, embora a mesa estivesse farta.
Ao sair dali, vi um amigo nosso que agora não pode mais fazer o colapso da função de onda, expressão reconhecida pela ciência ao fenômeno da morte. Estava ele revoltado contra a situação em que estava, pois fora deposto do cargo que tinha numa empresa estatal.
Quando ele se retirou, aproximamo-nos da pessoa que ouvira os queixumes e reclamações do antigo executivo da estatal e lhe dissemos que conhecíamos o homem que estava com ele e sentíamos admiração pela carreira que ele tivera. A pessoa nos disse que ele estava muito revoltado, em clima de briga.
Há milhares de empregados naquela situação na empresa em que ele trabalhou e, se fôssemos reunir todas as empresas do mundo, teríamos milhões de pessoas na mesma situação de desconforto emocional. Todas elas precisam desviar a atenção para outro rumo, mudando de frequência de onda, a fim de que sejam cortados todos os liames que fazem prender a pessoas que lhe causaram dano.
Como não houve o entendimento com desfecho feliz naquela situação, ambos, o algoz e a vítima, permanecem interligados na mesma frequência de onda, um intercâmbio nefasto que permanece por um tempo que não acaba até que haja a reconciliação, isto num ambiente em que um deles não pode mais fazer o colapso da função de onda. O sofrimento irá minar suas forças, apresentando em aspectos horríveis.
Jesus, o sublime peregrino das estrelas, deixou-nos palavras de aviso: reconcilia-te com o teu adversário, enquanto estás a caminho para que não aconteça que o teu inimigo te entregue ao juiz e o juiz te mande para prisão e sairás de lá após ter pago até o último centavo.
A solução é rezar para que essas pessoas ou demonstrar o nosso afeto que foi alicerçado no respeito ao coleguismo que honramos no tempo de trabalho em comum na empresa. Em qualquer situação, nunca lembrar dos eventos menos felizes, a fim de que não haja uma sintonia na frequência de onda que flui os desencantos.
Tudo que está na matrix vai para o outro lado matrix, por isso estamos em campanha de ascensão de consciência planetária com o objetivo de fazer os amigos sair da matrix enquanto há chance de fazer o colapso da função de onda, porque após a morte do corpo físico só se vive de resultados.
A Terra está sendo sacralizada e o espaço de controvérsias de opiniões e atitudes está indo embora juntamente com os partipantes desse enlevo em comum que os faz unir aqui e depois no mais além do que podemos pensar.
Através de cinco pilares (simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão) uma nova vida de paz e felicidade está em nosso caminhar onde só existe a luz, sem nenhuma sombra a aparecer.
Como é grande o número de pessoas que se amarram em idéias e atitudes convertidas em discussão e até mesmo em  briga, originária dentro da esfera do trabalho, devemos incentivá-las a adotar em suas vidas os cinco pilares que irão lhes dar o que tanto necessitam para encontrar a felicidade imorredoura, enquanto é tempo, é claro.

sábado, 10 de outubro de 2015

DE OLHOS BEM FECHADOS

Eyes Wide Shut, título original do filme dirigido por Stanley Kubrick nos idos de 1999, tem como elenco Tom Cruise (Bill Harford) e Nicole Kidman (Alice Harford), à época marido e mulher no filme e na vida real, além de Sydney Polack (Victor), Todd Field (Nick Nightingale) nos principais papéis.
O enredo se desenvolve dentro de um clima de mistério quando Bill, perambulando por Nova York, entra num piano-bar e encontra Nick, o seu antigo colega da faculdade, que acabara de tocar o último set. Os dois estão conversando, quando o telefone toca, o pianista anota a palavra Fidélio, a senha que lhe é dada para poder entrar em outro lugar, ainda naquela noite, onde irá tocar de olhos vedados.
Bill vai à mansão onde está o pianista tocando, diz na recepção a senha exigida e assiste a uma cerimônia secreta que aparecem pessoas mascaradas e um grupo de mulheres usando apenas uma calcinha, abordando os homens, seduzindo-os. Esse ritual faz-nos lembrar os babilônios evocando a deusa Ishtar que promovia, entre eles, saúde e fecundidade.
Uma das mulheres se aproxima de Bill e lhe diz para sair dali o quanto antes, enquanto há tempo. Ele não sai e anda nos corredores investigando o que se passa. É descoberto, como estranho do grupo, e quando é obrigado a tirar a máscara e a roupa, a mulher pede ao grupo libertá-lo, assumindo ela a culpa dele. Bill é libertado e volta à sua casa onde a esposa estava dormindo na cama.
Ela tivera um sonho, uma viagem astral ou expansão da consciência, acompanhando o marido em aventuras amorosas. Ela mesma teve uma aventura, seduzida para fazer amor com quem não queria.
No outro dia, depois que Bill devolveu a roupa de aluguel, volta à residência e encontra a máscara que ele usou, naquela mansão de ritual babilônico, em cima do travesseiro, ao lado da esposa que dormia. Ele chorou arrependido nos ombros dela.
No dia seguinte, estão no Shopping Center fazendo compras e ela lhe confessa: “devemos agradecer por ter sobrevivido a todas as aventuras, tanto na vida real como nos sonhos”. Depois, ela falou da necessidade de ambos fazer algo, o mais rápido possível: Ele a olhou e perguntou-lhe: o quê? A resposta foi imediata: trepar.
A música Jazz Suite Waltz nº 2, de Shostakovich, compositor russo, abafa toda a apreciação dos expectadores do que tinha falado a atriz no final da exibição De olhos bem fechados. A valsa russa é tocada no decorrer de toda a exibição da ficha técnica do filme.
Enquanto o ser humano não tiver aflorado a transparência que está em seu ser profundo, viverá sempre mergulhado nos mistérios. Isto o levará a caminhadas por lugares onde pode lhe trazer complicações, como aconteceu com o personagem Bill, vivido pelo ator Tom Cruise.
A esposa de Bill, na mesma situação, seguiu as pegadas dele, não em estado de vigília, mas em sonho onde esteve em lugar estranho que ela não identificou na vida real. Seduzida pelo clima de aventura, ela deixou-se também ser envolvida e se arrependeu de ter feito amor com um estranho. Em ambos, lágrimas rolaram. O amor de ambos suplantou tudo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

ESTRUTURAS PARTICIPATIVAS (II)

Na noite festiva do The Voice Brasil (reality show), apresentado por Tiago Leifert, em 08/10/2015, o cantor Lulu Santos fechou com chave de ouro o programa da TV Globo, cantando a música Torpedo: “agora como eu prometi, um torpedo eu remeti pra ver se você sente o mesmo.”
No mural do facebook, recebemos a matéria remetida por Joana Prado Medeiros, graduação em História, Especialização em História do Brasil e Mestre em História, publicada em 06/10/2015, pelo jornal Dourados News com o título: Meus Olhos doem.. E os Seus?
Após ler o texto, fizemos um breve comentário: os olhos na matrix doem, sim, e continuam a doer do outro lado da matrix. Sair a matrix é fundamental. Leiam a crônica SAINDO DA MATRIX – 25 de fevereiro de 2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor – www.fernandopinheiro.bb.com.br
A resposta de Joana Prado Medeiros foi imediata: “Fernando Pinheiro, estou encantada em tê-lo como amigo, obrigado por comentar, acabei de ler sua crônica e preciso reler e reler. Obrigada, muito obrigada.”
Vale destacar que, um ano antes da crônica SAINDO DA MATRIX, escrevemos em 24 de fevereiro de 2013, MATRIX. Um dos objetivos do blog é a transição planetária e citamos outra vez o prestigiado cantor de rock:
Vale assinalar textos da crônica ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, publicado em 06/09/2014, no referido blog: 
Argumentando que ainda vai levar um tempo para sarar a ferida interna, num relacionamento que acabou, a letra da música de Lulu Santos enfatiza: “assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade”.
Imaginemos 5 ½ bilhões do total de 7 bilhões de habitantes do planeta vivenciando a densa consciência dissociada, onde se caracteriza a separatividade e a competitividade, sem o sentido gregário caminham a “passos de formiga e sem vontade”.
O texto publicado por Joana Prado Medeiros, “o princípio da instabilidade é compreendido mais como um desejo ético a frente da formulação nietzschiana”, é convincente diante da realidade em que vivemos, principalmente no mundo em que o super-homem de Nietzsche recrudesce com bastante força impulsionado pela mídia, basta ver os filmes produzidos nos Estados Unidos que chegam ao Brasil pelo cinema e pela televisão.
Vale salientar que a ética atual é muito diferente da ética dos filósofos gregos que tinha um sentido universal e destinada para durar para sempre, ao passo que a atual tem um sentido transitório e está esfacelada em grupos que a defende em interesses próprios, entrando em atritos com outros grupos de interesses diferentes.
Ao ser homenageado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 01/10/2015, João Otávio de Noronha, ministro do Superior Tribunal de Justiça, acadêmico (eleito) da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil – Cadeira patronímica Mário Brant, proferiu discurso revelando as profundas transformações no cenário nacional, destacando “crises de referência em razão do sumiço da ética”.
A moral, esse conjunto de regras estabelecidas no viver humano e transitório, serve-nos para nos proteger de situações que iriam nos embaraçar, é a zona de conforto mais apreciada nesta civilização que perdeu o sentido da ética do mundo grego (Sócrates/Platão) e que foi até Santo Agostinho, doutor da Igreja. Na Grécia antiga, a ética tinha um sentido de durar para sempre. [ANGÚSTIA – 25 de março de 2015 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Mais uma vez, o mundo de Morfeu vem salvar o mundo dos mortos-vivos, o mundo dos entorpecidos por pensamentos que entram em atrito com a natureza, no filme Matrix o guia Morfeu respondeu a aflitiva pergunta do hacker Neo: “meus olhos doem... Por quê?”.
Na interpretação da linguagem dos sonhos, Carl Gustav Jung disse que neles existem entidades misteriosas como se fossem amigos desconhecidos revelando sobre o nosso bem-estar fundamental “que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta”. [O MUNDO DE MORFEU – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 10 de março de 2013].
Vale transcrever textos da crônica ESTRUTURAS  PARTICIPATIVAS – 3 de dezembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor.
Afastando-se do dualismo humano (bem/mal, certo/errado e outras expressões correlatas) que atrapalha a visão da realidade única, pois tudo é energia, e a energia está em expansão em todas as dimensões da vida, é necessário a crença que ela exista, assim como foi necessária a crença daqueles que foram beneficiados pela luz crística que a fez despertar neles essa realidade.
Na viagem astral ou expansão da consciência qualquer temor invalida o fenômeno. A teoria da Física dos ganhadores do Prêmio Nobel de 1977 comprova a ação da luz em estruturas participativas, assim o sentido de milagre, que se arrastou durante 20 séculos em nossa cultura ocidental, hoje é o fenômeno da luz e mais precisamente, naquele caso, da presença da luz do mundo.
Com isto está resolvido todos os problemas que fazem a humanidade sofrer. É reconhecido que tudo que emerge é oriundo do vácuo quântico, é de lá que está o presente, o passado e o futuro nesta dimensão trina e outras dimensões superiores que a Terra está começando a ascender, onde o tempo é único, sem etapas diferenciais.
Quando a consciência, que está em estado latente nos reinos minerais e vegetais e com maior grau de sensibilidade no homem e em outros animais, peixes e aves, recebe a informação, ilumina-se, pois a luz é informação reconhecida pela Física Quântica, dessa forma todas as informações que estão mergulhadas no plano mental são extintas diante dessa luz. Mudou-se a frequência de onda, na mesma onda.
A crença da realidade da luz é o principal vetor de transformação do ser humano que passa a ganhar uma oitava acima da dimensão de consciência onde se encontra e galgando a multidimensionalidade que é o estado onde os anjos se encontram, podendo alcançar até mesmo aqui na Terra, basta um pensamento que se conecta com a realidade única. Quando dormimos isto é mais possível acontecer porque não existem amarras que nos prendem ou nos fazem distrair nos sentidos da matéria. A grande maioria não quer perder o gozo, os deleites que despertam alegria de viver.
Essa alegria também faz parte dessa crença na luz, a mesma luz que despertou a luz que, no íntimo, tinham leprosos, cegos, obsidiados pelos simpatizantes e depredadores do outro lado da matrix onde irão aqueles que mantém a vibração que faz sofrer aqui na Terra ou nos mundos assimilados.
A iluminação, reconhecida pela ciência, é a transferência da luz dos páramos sublimes, o vácuo quântico, que projeta, em estruturas participativas, atingindo tudo que existe e está em processo de transformação, inclusive no homem que passa a ser saudável e nunca mais adoece. É claro que a estrutura física dele ainda está no condicionamento em que a Terra está, mas seus corpos sutis terão um benefício muito grande.
O segredo é mudar de frequência de onda, pois existe apenas uma onda e não há separatividade como existe na consciência planetária atual que está indo embora com a separação do joio e do trigo. Só existe o bem e a ausência do bem e nada mais e a transformação atinge a tudo no decorrer de etapas. Na fusão com o todo, desaparece a evolução e surge apenas a manifestação do todo.
A iluminação do ser humano acontece quando ele entra na mesma frequência onde o vácuo quântico ou o todo universal está presente, esse todo é amor, luz reconhecida pela ciência que informa que a luz é informação.
O pensamento, contendo energia, plasma aquilo que pensamos, logo o pensamento cria. Pensou, criou, pensemos em amor, o amor surge, assim acabou-se toda a preocupação que estava em outra frequência de onda, a onda é a mesma, muda-se apenas a frequência.
O nosso pensamento flui na ressonância magnética trazendo de volta o que pensamos acrescido da bagagem encontrada na mesma frequência de onda para o nosso raio de ação. Na metáfora é o colher o que plantamos. Estas são as estruturas participativas.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

PÉGASO (XXXI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Numa região longínqua, outra vez eu estava a pé dentro de um túnel de trens velozes, quando comecei a atravessar o trilho para outra margem, um trem veio em grande velocidade e me surpreendeu no meio de outra via que conduzia outro trem em direção contrária.
Parei e vi um passageiro atravessar para outra pista sem ser atropelado, quase que aconteceu o atropelamento. Se tivesse seguido o passageiro, a vítima seria eu. Mas encontrei um espaço vazio que me deu chance de pensar que não precisava andar pelos trilhos, pois tinha a minha disposição os trens velozes.
Nessa situação sentia-me feliz se comparar no que passa com os estrangeiros que vem de outros países em direção à Alemanha, país que acolhe de braços abertos os migrantes fugindo da fome e da guerra.
Essa felicidade foi estendida nos braços de uma jovem mulher de encantos mil, na beleza triunfal do meu Brasil. O momento era de deleite amoroso. Ela deitada nua na cama era só felicidade. A mãe a assistia e aprovou a relação da filha comigo. As mães são as melhores pessoas que conhecem as filhas, muito mais do que qualquer outra pessoa.
Toquei com as mãos as nádegas lindas da mulher, eram nádegas sublimes nesta minha originalidade de apreciar as coisas, assim como teve o poeta baiano Castro Alves ao escrever sobre seios virginais.
A Bahia é a terra dos artistas que sempre fizeram sucesso, a começar pelo cantor Anísio Silva que levou o lirismo ao apogeu que se repercute atualmente em interpretações da música Alguém me disse, na voz de inúmeros cantores, entre os quais destacamos: Maysa, Nelson Gonçalves, Gal Costa, Ana Carolina, Tânia Alves.
A libido em que a mulher se completou em mim era sentida por mim como parceiro que a despertou para esse doce enlevo. Não há como explicar o óbvio, o natural que estava fluindo entre eu e ela. Após fazer amor, pedi a ela pegar na minha mala uma cueca limpa, pois a camisa e a calça estavam no chão, ao pé da cama. Um detalhe: a mala está ligada à viagem.
Esse querer saber das coisas íntimas, levou Nora (Renata Sorrah) a ir ao apartamento de Claudine (Maria Padilha) e surpreendê-la: “eu vim aqui disposta a entregar o meu marido a você.” Claudine respondeu que prefere ser a outra e jamais quis ter um marido de verdade, isto aconteceu, em 06/10/2015, numa das cenas da novela A Regra do Jogo, levada ao ar pela TV Globo.
Gina, no diálogo com a mãe, falou a respeito da necessidade de não se revelar coisas íntimas diante de estranhos para não atrapalhar o relacionamento amoroso ou social. Isto é válido para se aferir a aproximação de quem está se envolvendo em questões de amor. Quanto mais amável for a pessoa, maior será a compreensão de questionamentos afetivos. [O ANEL – 3 de novembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Uma vez, quando estávamos em reunião em lugar paradisíaco foi perguntado se uma mulher nua aparecesse naquele momento em que estávamos lá, alguém poderia ficar excitado. A resposta do instrutor foi taxativa: impossível, lembrei, no dizer popular, os anjos não têm sexo. [CHUVAS DE DIAMANTE – 23 de dezembro de 2013].
Nesses lugares avistei muitas mulheres belas, usando vestes, enfeites e adornos que elas mesmas faziam, num instante de pensamento, do que jeito que gostariam para expressar as mais belas formas de perfeição feminina. [CHUVAS DE DIAMANTE – 23 de dezembro de 2013].
Quando me vesti, senti que estava comemorando as bodas. Um ágape surgiu em mesa de toalha fina coberta de manjares deliciosos. Os convivas estavam felizes ao ver a mesa farta e saboreavam com avidez porque a fome era imensa. Um desses comensais era um amigo meu, de saudosa memória, que apreciava os eventos que eu realizava no Auditório do Edifício SEDAN – Banco do Brasil – Rio de Janeiro.
Pela mala que estava na alcova, tudo leva a crer que essa mulher que manifestou a libido em expressão máxima comigo é passageira que gosta de viajar em aeronave, ou então terei oportunidade de revê-la mediante uma viagem.
O sonho está incrustado em uma das camadas do tempo: passado, presente, futuro. No passado é a revelação do que o presente faz recrudescer em imagens vividas. No presente é o sonho que se encaminha para a realização no plano físico e no futuro é a semente que foi plantada hoje.  

sábado, 3 de outubro de 2015

NOIVADO DE NELITA

Como dissemos anteriormente, em 03/09/2015, na crônica RECÔNDITA BELEZA, Nelita, portadora de distúrbio bipolar, na pele da atriz Bárbara Paz, depois de ter alta da clínica psiquiatra, volta à casa dos pais Gibson Stewart (José de Abreu) e Nora (Renata Sorrah).
Um mês depois, num jantar de família, Nelita anuncia o noivado com Orlando (Eduardo Moscovis), num clima bastante tenso com a preocupação de Gibson e da neta Belisa (Bruna Linzmeyer). No entanto, Nora e o neto Cesário (Johnny Massaro) dão apoio a Nelita. Esta é a sinopse de uma cena de A Regra do Jogo, novela escrita por João Emanuel Carneiro, levada ao ar pela TV Globo.
O personagem Orlando está confiante de que tudo irá dar certo em sua relação com Nelita, pois tem o comando da situação, inclusive convencendo-a em ter atitudes otimistas quando a sente desistir. É que o ego fica exacerbado nas polaridades que se alternam.
É um tiro no escuro, sem ter a certeza de que o alvo será atingido. Ele não buscou maiores informações sobre o estado de saúde de Nelita, o que implica saber o quanto ela toma de medicação, em doses leves ou pesadas, e não foi revelado a existência de consultas periódicas com o psiquiatra.
É uma situação delicada em que milhões de pessoas vivem no mundo inteiro. No passado recente, havia os hospícios públicos que começaram a ser desativados, a partir da Itália, atingindo outros países, inclusive o Brasil. No entanto, as clínicas de internação existem, mas não no modelo antigo.
Os manicômios públicos foram extintos em diversos países, com o pioneirismo da Lei 180/78, a Lei Basaglia, nome que homenageia Franco Basaglia, o famoso médico italiano. No Brasil, a Lei Federal 10.216, de 6 de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. [O RESGATE DE PALOMA – 11 de setembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Numa relação afetiva o quadro clínico pode ser modificado, assim como vimos em À Espera de um Milagre, filme norte-americano, The Green Mile (1999), drama, dirigido por Frank Darabont, ambientado na prisão de Louisiana, com trilha sonora de Thomas Newman, tendo no elenco os principais atores: Tom Hanks (Paul, chefe de guarda da prisão), Patricia Clarkson (Melinda, mulher acamada) e Michael Clarke Duncan (John, um prisioneiro).
A história é contada em flashback por Paul, em idade avançada quando está morando num asilo. Numa dessas reminiscências, há o episódio em que o prisioneiro, sob a proteção policial, é levado para ir a uma casa de Melinda, uma senhora bastante sofrida por doença mental.
Quando John chega lá, dá um beijo em Melinda, sem que haja nenhum indício de sensualidade, assim como se faz na recuperação de quem está afogado na praia. No beijo é passado da boca da mulher enferma para a do prisioneiro todo o miasma que a fazia ficar muito doente. Na catarse, ela adquiriu um novo ânimo de viver.
Depois deste fenômeno, os guardas reconduziram John à prisão e Melinda voltou à normalidade para alegria da família.
A catarse ocorre também em outros ambientes de tratamento espiritual, inclusive nos sonhos quando estamos eliminando substâncias tóxicas que estavam em nossos corpos, tanto físico quanto do duplo etérico, agora reconhecido pela ciência de que todos têm o duplo.
No apelo religioso isto tem outras denominações: desobsessão, limpeza de astral, expulsão de demônios, inclusive em outras culturas onde o filme foi bem acolhido pela crítica e pelo público, vale citar o Japão, onde mereceu o prêmio de melhor filme estrangeiro.
As doenças devem ser eliminadas em suas nascentes, com a mudança das paisagens íntimas, pois há as dependências de drogas lícitas e ilícitas promovendo transtornos que recaem na área obsessiva que se reflete nas almas errantes, aprisionadas no mesmo ambiente dos sofredores. [PAISAGENS ÍNTIMAS – 14 de março de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
A maioria das pessoas não se arrisca a ter envolvimento com pessoas portadores de doença mental. Quem não tem condições de ajudar, é melhor não se envolver porque a curiosidade pode atrapalhar a ambos.
É o mesmo que namorar uma moça que não está em condições de namorar, por recomendação médica, e ao entrar em contato com ela, atraímos os transtornos mentais. Esses transtornos a impede de ter sociabilidade, principalmente se vive sob medicação que entorpece, mesmo que seja drogas lícitas. [FOGO-FÁTUO – 30 de novembro de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Olhemos tudo e silenciemos. Não criticar, não comentar, nem dar ouvidos a comentários para não cair em reflexões que saem pela porta aberta à procura de parceiros invisíveis. Na noite correm setas invisíveis, no dizer do rei Salomão. [IRRADIAÇÕES LUMINOSAS – 7 de junho de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
Não se pode criticar situações que não se compreende. A demonstração de carinho e afeto é muito importante, sem pensar nos resultados que estão a caminho.
O personagem Orlando, se tiver o dom de curar como teve um dos prisioneiros de Louisiana, por coincidência o mesmo lugar onde nasceu a atriz Patricia Clarkson, poderá fazer aquilo que pensamos ser milagre, pois o amor é o milagre da transmutação da beleza que vem surgindo sempre quando iniciamos a acreditar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

RADIÂNCIA LUMINOSA

Rápido que nem rastilho de pólvora, o câncer de próstata, no mundo inteiro, afeta 1,1 milhão de homens, anualmente, atingindo 307 mil mortes, conforme declaração de Brian Tomlinson, da Cancer Care, uma ONG do Reino Unido [El Pais – 30/09/2015].
O problema maior é quando os pacientes não querem ir ao médico, e, quando eles vão, não dizem nada, agravando a situação que pode ser tratada antes do aparecimento de metástases (câncer avançado). Ainda sobre a informação do referido jornal, um tumor primário, circunscrito à próstata, pode ser tratado com muita facilidade.
É importante manter a nossa vida saudável, com exercícios físicos e caminhada em orlas marítimas e em lugares em que sentimos em contato com a natureza que incluem os parques nas grandes cidades e as trilhas de mata no interior do País.
Em entrevista concedida, em 25/09/2015, ao jornal El Pais, Madri, Espanha, o físico teórico Stephen Hawling, retratado no filme A Teoria do Tudo que deu ao ator Eddie Redmayne o Oscar de melhor ator, aconselhou as pessoas com deficiência a concentrar-se no que faz e não se lamentar por quem tem esse problema. Conclui dizendo que tudo está na mente. 
A conclusão do físico britânico leva-nos a pensar no que tínhamos mencionado, em 13 de fevereiro de 2013, ao escrever a crônica A Cura, publicada no blog Fernando Pinheiro, escritor:
É a natureza que cura. O ser humano, por ser natureza, cura a si mesmo. Não pode ser diferente.
A cura é feita por radiância do ser profundo, que todos somos, sem distinção, iluminando a alma, a aura, a camada mais próxima do corpo físico onde a doença se reflete.
Herói imbatível do mundo das estrelas, quando revestido de corpo material num desconhecido burgo do Império romano, Jesus elucidou o enigma em que o mundo material se debate: “a tua fé te salvou”. 
Sabemos que a mulher hemorroíssa teve todas as tentativas frustadas nas mãos de médicos, exorcistas e curadeiras. Procurou lá fora o que estava em seu interior, em seu ser mais profundo. Tivemos a oportunidade de narrar o encontro dessa mulher (Verônica) com Jesus [in JESUS, LUZ DO MUNDO, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br].
A radiância luminosa elimina as sombras. Quando são eliminados os engramas incrustados na alma, o efeito surge no corpo. É a natureza que se expande.
Como o homem evolui através das ondas mentais, eis o segredo de fazer o destino, é necessário elucidar que o pensamento tem coloração, vibração, velocidade e densidade.
Aquelas pessoas que têm a facilidade de atrair as almas errantes, é necessário acolhê-las na luz e não retê-las. Acolher na luz, é antes de tudo, fortalecer a aura através de viagem interior, onde se encontra o que somos em essência.
A sacralização do planeta é a sacralização dos habitantes que nele vivem. Não é necessário seguir nenhum modelo religioso, pois no plano mental há a falsificação de tudo que existe mediante o mito de Prometeu.
O plano mental é o reino do ego que é complicado e se contradiz. Esse plano, englobando a intelectualidade, foi muito útil à humanidade, mas não consegue transcender a dimensão onde a beleza é permanente. No plano supramental a ilusão desaparece, a verdade surge.
Os quatro pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria) sustentam o caminhar que nos conduz à felicidade interminável. No reino do ego, que alimenta a dualidade (bem/mal, certo/errado, feliz/infeliz e outras expressões similares), a felicidade é picotada em fragmentos, com a predominância do que vem oposto.
A felicidade depende de nós, principalmente se soubermos fazer a escolha de pessoas em nosso relacionamento, sem atritos nem provocações, elucidando que a crítica e o julgamento nos fará distanciar delas.
Nessas circunstâncias, comprometemos a nossa imunidade, pois os pensamentos gerados em atritos, e com retorno acumulado dos nossos desafetos, por serem energia, irão produzir circuitos que afetarão os campos magnéticos onde o nosso corpo está situado. Tudo vem da alma. A opção “mente sã em corpo são” revela a tradição que vem dos antigos gregos.
Mencionamos sempre a necessidade de afastarmo-nos de discussão, conflitos familiares, contendas judiciais em qualquer área, onde sem dúvida o julgamento irá aparecer. No julgamento a separação. Como separar, se tudo se interliga. É apenas questão de sacralização que uns aceitam e outros apenas tem o direito de escolher diferente. Uns têm o direito de serem livres e outros o direito de serem escravos de si mesmo.
No planeta Terra, onde a densa consciência dissociada está indo embora, com a chegada da consciência unificada de milhões e quase bilhões de habitantes, a maioria sendo mulheres, a doença também está indo embora e a cura é apenas o estado alcançado por almas felizes, revestidas de indumentária carnal.
Ao que não conseguiram a cura, a ida a lugares onde suas vibrações levam, é sempre o pensamento fazendo o destino, os fará mergulhar entorpecidos em circunstâncias escolhidas.
Um dia, quando acordarem, na longa estrada do destino, a Terra sacralizada, neste final dos tempos, não os receberá mais, por uma questão de incompatibilidade. No entanto, campos floridos sempre surgirão, não importa quando e onde. 
Abandonemo-nos à luz, sigamos com leveza.

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