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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

À FLOR DA PELE

Manifestando outra personalidade, em sintoma bipolar, no conceito de psicanálise, Nelita (Bárbara Paz) parte para o ataque em cima de Orlando (Eduardo Moscovis) dizendo que ele tem outra mulher: “Mas a outra é muito tonta mesmo! Além de chata, é burra! Você está com uma amante!” E pede a ele apresentá-la. 
Quando Nelita diz a Orlando que ele não quer mais transar com ela, ao invés de falar na primeira pessoa, evidencia que outra personalidade foi acionada pela própria pessoa ou por outra pessoa que se incorpora a personagem, como se fosse alma penada vagando pela atração recebida. Isto está no mundo subjetivo ou na realidade que transcende ao plano físico.
A influência do plano espiritual é fato notório no dizer de filósofo Auguste Comte: “os mortos governam os vivos” e na literatura espírita que abrange os relatos da espiritualidade, basta citar o romance Há 2.000 anos, de Emmanuel (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier, de saudosa memória. Ordem e Progresso, palavras inseridas na bandeira brasileira, teve influência na frase de Comte: “o Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim.” 
O fenômeno existe, sim, apreciado em duas vertentes distintas: o materialismo e a espiritualidade. No emaranhamento quântico, ambas estão relacionadas entre si, pois a separatividade só existe no dualismo humano que está indo embora com a ascensão da consciência unificada, alterando o paradigma atual do planeta.
Vale salientar a transcrição contida em nosso post VISÃO MÉDICA – 19 de dezembro de 2014, in verbis:
Carro na garagem é a metáfora que empregamos para definir uma situação, assim como o médico psiquiatra búlgaro Thomas Stephen Szasz (1920/2012) argumentou que o conceito de “doença mental era pouco mais que uma metáfora sem qualquer referencial patológico” [The Telegraph – 18/9/2012].
Esse referencial patológico naturalmente diz respeito à falta de provas que constate a existência de doença comprovada por análise médica convencional em laboratório ou raio X. Essa metáfora se confunde com a realidade e entra na área dos mitos, como fez Freud empregando símbolos mitológicos, de forma que a loucura tem algo fabricado.
Nos idos de 1961, com o lançamento da obra The Myth Of Mental Illness, de Thomas Szasz, o movimento antipsiquiatria nos Estados Unidos ganhou força. No dizer do médico búlgaro, os tratamentos coercitivos, como confinamento involuntário e o uso de diagnósticos psiquiátricos nos tribunais ambos são práticas não-científica e antiética [New York Times – 11/09/2012].
Os dons guardados e não utilizados são carros na garagem que, um dia, não mais funcionarão. Muitos distúrbios mentais surgem com a paralisação das atividades em que se desenvolvia um estilo de vida saudável. [VISÃO MÉDICA (II) – 30 de dezembro de 2014].
Do ator Eduardo Moscovis temos a grata recordação do filme Bela Donna, ambientado nas praias do Ceará, que conta a história de Donna (Natasha Henstridge) casada com o americano Frank (Andrew Mc Carthy), enquanto ele está trabalhando na pesquisa de petróleo naquela região, na década de 1930, Donna busca aventura amorosa com um pescador Nô, vivido pelo ator Eduardo Moscovis. Outros atores: mãe Ana (Florinda Bolkan), Benta (Letícia Sabatella), Tonho (Ângelo Antônio).
Em outro ponto da cidade, no quarto de hotel, mostrado pela novela A Regra do Jogo, da TV Globo, em 05/11/2015, a personagem Lara (Carolina Dieckmann) aguarda ansiosa pela chegada de Orlando (Eduardo Moscovis), depois de se preparar usando uma lingerie vermelha, faz o telefone tocar, ele ouve e pede a chave para Nelita (Bárbara Paz) que coloca na boca e pede para ele pegar.
Uma cena de casal de apaixonados se desenrola na cama e ela fica satisfeita, ele também. No entanto, o compromisso dele com a amante ficou para depois. Algo ficou no ar que Orlando não soube compreender: pensamentos que viajam de uma esfera a outra, pois existe um campo eletromagnético e a conexão é realizada na mesma frequência de onda. 

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INEFÁVEIS MOMENTOS

O filme Jauja, produzido em 2014, pelo argentino Lisandro Alono, é ambientado na região da Patagônia, sul da Argentina, trazendo no elenco Viggo Mortensen, interpretando Gunnar, viúvo, dinamarquês, que está em viagem no deserto, acompanhado de alguns companheiros e de sua filha Ingeborg, papel da atriz Viilbørjk Malling Agger.
Na abertura do filme aparece um letreiro avisando que Jauja é um lugar místico para onde muitos foram, mas ninguém retornou. Isto se justifica pela busca que o pai faz com a finalidade de encontrar a filha que fugiu acompanhada de um homem que estava prisioneiro no acampamento. Esse episódio toma a metade da filmagem em cenas sem muita ação.
Ele segue a caminhada por uma região desértica, com a mente voltada em usar a força nesta busca e encontra pelo caminho um soldado morto e pergunta a ele, sem condições de falar, onde está a filha. Sem resposta, com o sabre desfere-lhe um golpe no pescoço, bastante irritado, pensando que o morto tivesse participação na fuga da filha.
Pelo caminho ele vê um cachorro que acabara de tomar banho, numa poça d´água, e o segue pensando na possibilidade de ter gente pela frente. Subindo uma encosta, entra numa gruta e encontra uma senhora viúva, interpretada pela atriz dinamarquesa Ghita Nørby que lhe oferece comida e lhe indica onde tem água para beber na fonte perto dali.
Ela lhe mostra afetividade, sentindo-se satisfeita em lhe ser útil e até lhe convida para voltar quando ele puder. Mas, ele não percebeu o modo feliz da mulher da gruta, onde ele poderia aprender muitas coisas da vida. Agradece o convite e, bastante preocupado, prossegue a caminhada em busca da filha, mas não vem a encontrá-la.  
Quando estimulamos as pessoas a despertar as forças interiores que possuem, estamos simplesmente dando a elas o direito de ser como são, independentes, com direito a escolhas em suas próprias vidas, e lembrando-nos da canção que enfatiza: você tem tudo para ser feliz. [VOCÊ TEM TUDO PARA SER FELIZ – 5 de novembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A mulher da gruta demonstrava possuir uma placidez em que a natureza se manifesta sutilmente, assim como assistimos no campo astral a doces encantos que nos sensibilizaram quando estivemos na vivência do sonho narrado na crônica PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor, a seguir:     
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Situada entre as cidades de Nara e Kyoto, no Japão, Uji é famosa por santuários naturais. O de Byodo-In é de impressionante beleza. Um charme de ouro estava no horizonte na despedida do sol que descia lentamente, estendendo-se para o Phoenix Pavillon.
Estávamos na fila para receber o pão e a pasta de ervas finas, iguarias comuns nas padarias e supermercadores brasileiros. Uma turista passou na minha frente, furando a fila, um costume aqui no Brasil. A placidez do local repercutia encantos em nosso coração, somente estávamos ligados nisso.
O não-agir era a fórmula de viver adequado ao nosso coração, estávamos em outra cultura, diferente desta que atingiu apenas ½ milênio de civilização. Lembramo-nos da obra Não apresse o rio (ele corre sozinho), de Barry Stevens e da atitude de não-violência de Gandhi que derrubou o império inglês na Índia, levando-a a independência. O grito de D.Pedro I, montado a cavalo, teve também essa conotação. Às margens do rio Ipiranga não houve morte.
O não-agir é sabedoria milenar como o silêncio de Jesus diante da varanda de Pilatos quando lhe foi perguntado o que era a verdade. Frisamos com todas as letras: em nenhum instante, quando estamos na esfera física, o colapso da função de onda deixa de funcionar, mesmo no não-agir.
Vale salientar que tudo no Universo é informação, pois a consciência está em tudo, pois até os insetos possuem consciência, eles também têm o colapso da função de onda. A física quântica, através de mil recursos espaciais, está descortinando horizontes dantes desconhecidos como também o mundo interno do homem.
Prêmio Nobel de Física (1963), Eugene Paul Wigner afirmou que não é possível formular as leis da mecânica quântica sem recorrer ao conceito de consciência. Ele alegou que a medida quântica requer um observador consciente, sem a qual nada acontece no Universo [The Information Philosopher]. Corroboando com esta assertiva, vale mencionar as palavras do Prof. Hélio Couto: “Não existe mecânica quântica sem a ação do observador. É o observador que faz o elétron se comportar daquela forma.” [Visão Remota Negócios In-Formados – Hélio Couto, por Quantum Wave - Vídeo].
Recentemente, em junho de 2011, o experimento da dupla fenda, muito antes testada em laboratório científico, foi confirmada pelo cientista canadense Aephraim Steinberg: a descoberta de que a partícula se comporta como onda mesmo quando passa por uma só fenda. “Ou seja, o fóton é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo.” Por analogia, existe a teoria da onda-piloto. [Wikepédia, a enciclopédia livre].
Ao longe no santuário de Byodo-In ouvia-se um mantra acompanhado de sons de flauta de bambu, alentando a atmosfera ao redor que parecia estar em placidez, mas que na realidade estava mergulhada em sons e cores de inefável beleza. Era o não-agir que sentimos e já conhecíamos da sabedoria  que vem do Ganges: não buscar nem fugir. Num átimo, estávamos de volta ao recanto feliz em que vivemos.
Nos últimos momentos do filme Jauja aparece uma garota, não sabemos se é uma retrospectiva do passado daquela mulher da gruta, vivendo num palácio. A cena final, a moça sai do quarto e vai ao jardim onde encontra um homem cuidando de cães, ela conversa com ele e toma um dos cães para passear.    
Acreditamos que a moça é a mesma mulher da gruta, vivendo uma experiência mística, assim como viveu o príncipe hindu Sidarta Guatama que abandonou as riquezas palacianas para viver uma vida naqueles quatro pilares que divulgamos: simplicidade, humildade, transparência e alegria.  

terça-feira, 3 de novembro de 2015

ALÉM DA LOUCURA

Ao entrar no quarto, Orlando (Eduardo Moscovis) vê Nelita (Bárbara Paz) deitada de bruços na cama e lhe diz: “se eu pudesse, ficaria o tempo todo aqui lhe vendo”. Ela lhe sorri contente e um clima de amasso pinta na hora. Quando ele está em cima dela, pensa em Lara (Carolina Dieckmann) e algo faz Nelita mudar de ideia: “por favor, eu não posso, me desculpa” e o clima é desfeito. Uma das cenas da novela A Regra do Jogo, da TV Globo, levada ao ar no dia 02 de novembro de 2015.
Quando ele estava em cima dela pensando na outra, mudou de frequência de onda e isto foi percebido por ela, nesta mudança tudo foi para além da loucura, era uma traição por pensamento. É tanto que, ao sair do quarto, ligou para Lara  combinando um encontro no apartamento dela que o esperava ansiosa. Lá ele propõe a ela ser a outra, pois tencionava continuar ficando com Nelita. Ela não concordou, pois eram amores antigos. Ele sai bruscamente deixa dinheiro na cômoda, ela não aceita e joga fora do apartamento o dinheiro.
Como dissemos, quando um dos amores está ligado em outro, há uma mudança de frequência de onda que é percebido pelo interlocutor, isto vai mais além do plano físico, atingindo o astral que está em conexão pela sincronidade. O teor vibratório de quem faz a conexão vai estabelecer a espécie de companhia que terá.
O que a pessoa pensa denota o tipo de companhia que tem  ao redor. Aquele que tem o hábito de ver filmes pornô, pensar em mulheres mundanas, certamente estará acompanhado de almas errantes que lhe sugarão suas forças, vampirizando-o. Essas emanações psíquicas o fazem ficar doente, não dorme direito, com insônia e com pesadelos horríveis.
A maioria das pessoas nem sabem que há seus simpatizantes “mortos” ou vampiros, encostados em cima delas por onde elas vão, nesses lugares onde precisam se alimentar com as emanações do álcool e com as energias que estão situadas na zona erógena de cada uma delas. Assim, essas mulheres não conseguem mais gozar porque o gozo é do morto que não está morto, vivendo em sofrimento do outro lado da matrix. [GINECEU – 15 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Para não perder essa fonte de abastecimento, o vampiro invisível, a maioria de forma ovoide, fica incrustado na região perineal da mulher, onde pode sugar as energias do coito. Se ele estiver em melhores condições no mundo astral inferior, deixa um chip onde esteve e recebe pela ressonância magnética todas as atividades sexuais da mulher. [GINECEU – 15 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Esse hábito que se converte em vício sempre leva a estados deploráveis, inclusive quando tem o decesso carnal, continua no mesmo estado perturbador. Se não conseguiu enquanto estava sobrevivo, depois quando não mais estiver sobrevivo, tudo isto ficará além da loucura, em inimagináveis situações de desconforto e de agonia incessante.
Tudo está revestido por um campo eletromagnético, o salto quântico atua nesse campo. A citação que fazemos do cientista indiano é fantástica: “Na física quântica as coisas permanecem como possibilidade até que um ser consciente de fato as observe. Depois da morte as possibilidades não sofrem mais colapso e tornam-se eventos reais.” Esse colapso a que ele se referiu diz respeito ao colapso da função de onda, segundo a equação do físico austríaco Erwin Schrödinger (Prêmio Nobel de Física de 1933). [SALTO QUÂNTICO – 17 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Essas possibilidades existem ao nosso alcance e se convertem em probabilidades quando a nossa vontade, o nosso desejo se manifestam, é a potência do agir de Carl Gustav Jung e aquela libido no conceito freudiano que não se restringe apenas à área erógena, mas todo o nosso ser. [SALTO QUÂNTICO – 17 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Nelita está sempre contente ao lado de Orlando, mas depende dele estar na mesma frequência de onda onde ela está para não haver descompasso ou falta de sintonia, pois isto é uma questão de física teórica. Os pensamentos correm em campo eletromagnético onde se irradia a frequência escolhida.   
O amor fomenta energias que atingem o campo dos neurotransmissores na parte cerebral e repercute nos níveis emocional e corporal, dando equilíbrio a todas as funções orgânicas, inclusive a genital. A mulher tem o direito de viver a sexualidade.
Será que os remédios farmacêuticos, receitados por médicos, estimulam o funcionamento dos neurotransmissores que estão no cérebro? Os laboratórios que vendem em cifras gigantescas não têm dúvida em vender mais. [CANÇÃO DO MAR – 4 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina. [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Quanto vale esse conhecimento? Muito dinheiro. A nível mundial, estima-se em torno de US$ 14 bilhões por ano de faturamento para a indústria farmacêutica e aos profissionais da área de saúde. Na palestra Evolução Aprenda, o Prof. Hélio Couto comentou: “essas pessoas não tem o menor interesse em você fabricar em seu cérebro a serotonina quando você quiser.” [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Mas, é bom notar que o acompanhamento dos pacientes se agita na área da subjetividade, pois o cérebro ainda não está totalmente desvendado em seus segredos milenares. É largamente difundido que usamos apenas 8 a 12% de nossa capacidade, sendo que o cientista Alberto Einstein usou a capacidade de 12%. [CANÇÃO DO MAR – 4 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
A personalidade humana vive em torno do equivalente a 12,43%, no máximo, de sua exteriorização, e 87,57 estão imantados no inconsciente, uma parte do iceberg que está submersa. A onda que recebeu e que faz o despertar para um patamar superior é 100% destinada para ele, no todo que ele é, mas a filtração na parte consciente é menor e, quando consegue vivenciá-la na totalidade, o ser profundo emerge. [SALTO QUÂNTICO – 17 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Nelita e Orlando vivem juntos na linda mansão da família Stewart, ao mesmo tempo em que ele tem encontros escondidos com a Lara. Se ele não tem a mulher com quem convive, o tempo que quiser, é porque ela percebe algo estranho acontecendo com ele. No fundo, ninguém engana ninguém. Tudo está no astral, esse campo eletromagnético onde os pensamentos fluem.

sábado, 31 de outubro de 2015

SISTEMA DE CRENÇAS (II)


Correu pelos quatro cantos do mundo a notícia de que o comitê chinês aprovou a política do filho único e a abolição dos campos de reeducação, “detenção administrativa que permite à polícia prender, sem julgamento e durante quatro anos, pessoas por pequenos delitos” [El Pais – 31/10/2015].
Os detentos eram as prostitutas, viciados em drogas, ativistas políticos e religiosos, inclusive os integrantes do movimento budista Falun Gong, banido no final da década de 1990, acrescenta o referido matutino espanhol.   
Desde os idos de 1980, adotando a política do filho único, a China evitou 400 milhões de nascimentos de crianças. À guisa do modelo espartano, na Grécia antiga, a preferência cultural chinesa por descendentes masculinos provocou o excesso de 34 milhões de homens na proporção de nascimento menino/menina. Essa defasagem abrange o aborto obrigatório. O tráfico de mulheres e a adoção de meninas contribuíram também para que houvesse esse excesso de homens.
Enquanto há um certo encantamento que envolve as mulheres, em outras partes do mundo, segundo Feleknas Uca, na Eurocâmara, no dia 8 de março de 2006 (Dia Internacional da Mulher), “mais de 130 milhões de meninas e mulheres no mundo sofreram mutilação genital”. Mas é outra cultura, deixemos isto de lado, é o que dizem. [GINECEU – 15 de março de 2014 – Fernando Pinheiro, escritor].
Devido à influência do mundo ocidental nas relações comerciais e no intercâmbio cultural que promovem novos hábitos chineses, a China está conseguindo fazer mudanças na política governamental beneficiando milhões de pessoas.
Na mecânica quântica existe o colapso da função de onda: você pensa e cria. O pensamento oriental delineia esse colapso: “A vida é um eco, se não gostas do que estás a receber, observa o que estás a emitir.” [BUDA] – Citação constante da crônica MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014.
A China, o país de maior população do mundo, cerca de 1,7 bilhão de habitantes, apresentou, conforme divulgado, em 29/11/2014, pelo jornal madrileno El Pais, o primeiro projeto de lei contra a violência conjugal, realçando que o problema afeta 25% das mulheres casadas. Assim, podemos ver que o número de vítimas atinge a cifra de milhões de mulheres.
A cultura milenar chinesa, assim como a maior parte do mundo, ao longo de sua existência, considerava essa questão como sendo particular e não pública, isto englobando o abuso verbal sofrido por mulheres. [NO MEIO DO CAOS – 29 de novembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Como vimos, a nossa apreciação sobre a transição planetária não exclui a China, de modo nenhum, e a trazemos aqui, graças a divulgação das mudanças que lá estão ocorrendo, transcrevendo a crônica SISTEMA DE CRENÇAS – 25 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor: 
No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses  que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos.
O principal obstáculo nesta mudança é o medo, não é a divergência de opiniões nos diversos sistemas de governo ou de classes. No entanto, a sedimentação de crenças,  que podem ter um apelo religioso ou não, provoca-lhes o medo de perder as vantagens colocadas para lhes agradar, com o propósito escondido  de escravidão, considerando que o lado de quem dá as cartas é sempre vantajoso para quem faz o aprisionamento e se escraviza também a esse sistema.
O sistema financeiro, um dos aspectos desse sistema global, será o último a cair na mudança de paradigma desta densa consciência planetária. A propósito, abordamos nos dois parágrafos, a seguir, este aspecto da vida cotidiana da maioria da população mundial, anteriormente publicado em nossa crônica FAMÍLIA SEM FILHOS – 13 de abril de 2015:
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver.
A transição planetária está em pleno funcionamento na vida de uma parcela da humanidade que vive em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. É este o contingente de multidão de pessoas, vivenciando um patamar a mais na consciência global, que irá contribuir maciçamente para modificar o paradigma atual.
Foi acrescentado mais um pilar, sugerido pela búlgara Nona Orlinova, sempre linda e elegante, mesmo eu sabendo que a gratidão estava veladamente incluída no pilar humildade, pois reforça bastante os pilares anteriores que sustentam a mudança de frequência de onda. Participando ainda deste post, Irina Orlova, residente em Rostov, Rússia, disse-me que o sistema de consumo destruirá a humanidade, somente a espiritualidade faz-nos humanos.
Com a queda do sistema financeiro no mundo inteiro levará de roldão o dinheiro, os bancos, as empresas, os orçamentos do governo (municipal, estadual, federal) e tudo que está no mercado de moeda comprovando a ineficácia de um sistema que enriqueceu uma pequena minoria, carregando em seu bojo a miséria e a carência de recursos da maioria da população mundial.
Anúncios de troca de sapatos e bolsas por alimentos perecíveis espalhados nas redes sociais da internet denotam que já existem pessoas buscando uma solução para os problemas de sobrevivência que esse sistema financeiro, perverso e aniquilador, aqui no Brasil, Estados Unidos e em todos os países do mundo, não conseguiu solucionar.
A crença no dinheiro e no mundo subjetivo ajudaram bastante a humanidade em seu progresso material, mas da maneira em que foi empregada levou-a à escravidão, roubando a juventude de pessoas que não tiveram tempo para dedicar-se ao lazer e desfrutar de um conforto material. Há leis amparando tudo isto, mas é apenas um lenitivo passageiro onde permanecem os engramas do passado trazendo estigmas.
Quando o mundo era bucólico, corria menos dinheiro em circulação, mas a qualidade de vida era melhor do que no mundo industrializado. O sentido gregário dos animais não foi aplicado na vida comunitária dos povos, os interesses isolados de grupos de pessoas falaram mais alto e deu no que está: uma população mundial doentia e enfraquecida.
Os privilegiados existem, sim, mas em pequena minoria, privilegiados que não perceberam que a consciência está imantada em tudo, porque tudo é energia, é o átomo que está presente em tudo, inclusive no vácuo quântico, onde tudo emana. Como segurar um elétron que corre no endereço astral onde está o sofredor? Elétron que partiu de um pensamento humano dissociado da realidade única que nos une.
Por discordar do paradigma atual, reconhecemos o conceito de Alfred Korzybiski, filósofo, engenheiro e matemático, divulgado ao ensejo da realização de um encontro da American Mathematical Society: “o mapa não é o território.’’
É tempo de reverter tudo isto, simplesmente vivenciado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Outras fórmulas podem conseguir essa reversão, mas levará muito tempo em que para muitos custa uma eternidade. O joio separado também, um dia, no decorrer dos milênios, será transformado em trigo, mas não será mais neste planeta que está sendo sacralizado.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A VOLTA DE BELISA

Quando Belisa (Bruna Linzmeyer) fugiu da clínica psiquiátrica foi buscar abrigo na casa de Juliano (Cauã Reymond), no Morro da Macaca, que temeroso não quis aceitá-la porque ela era namorada do delegado Dante. Frustrada, ela vai ao bar, compra uma garrafa de cachaça, toma alguns goles pelo caminho e volta a casa de Juliano que, diante dos encantos da mulher, não resiste, troca beijos com ela e um amasso ocorreu na cama, fazendo-o acolher a fugitiva. Estas são algumas cenas apresentadas, em 28/10/2015, pela novela A Regra do Jogo, da TV Globo.
Sabendo da localização de Belisa, o delegado Dante faz intimação a Juliano devolver a fugitiva, diante da prisão anunciada,  Belisa, aparecendo conduzida por policiais, pede ao delegado soltar Juliano que é solto na hora.
De volta para casa, Belisa se encaminha aos seus aposentos em companhia da mãe Nelita (Bárbara Paz) que a aconselha não atrapalhar o romance dela com Orlando (Eduardo Moscovis). Ela respondeu que ele é bandido, a mãe disse não acreditar e, se por acaso for, pediu a filha deixar por conta dela que sabe como resolver o que vier pela frente. Apaziguada, a filha concordou.
Na sala-de-estar estão reunidos os avós Gibson (José de Abreu) e Nora (Renata Sorrah), Orlando e o psiquiatra Paulo. Quando Belisa aparece diz estar disposta a voltar para a clínica e a avó diz não ser necessário porque ela tem todo o amparo da família.
Sorrindo, Belisa se dirige a Orlando pedindo-lhe apoio, ele surpreso se levanta da cadeira sabendo que algo renovador está acontecendo, pois ele não quer ter nenhum obstáculo pelo caminho na conquista do coração da mãe dela.
Quando alguém está irascível diante de uma brusca contenda, que sempre afeta o lado emocional, está mais propenso a demonstrar sintomas patológicos do que aquele que está em paz. A demonstração de tranquilidade que o psiquiatra encontrou na ex-interna foi o suficiente para demovê-lo a interná-la outra vez.
Sem a participação da família, fica difícil a situação dos pacientes que são levados à clínica psiquiátrica, uma vez que o movimento antimanicomial está atuante em nossos dias, desde o fim dos hospícios, como temos observado na crônica MOVIMENTO ANTIMANICOMIAL – 30 de março de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Segundo a edição de 28/03/2015 do jornal El Pais, Madri, Espanha, as comunidades terapêuticas no Brasil passaram a ser uma alternativa para retirar da rua os usuários de crack, principalmente no Estado de São Paulo. Acrescenta o matutino que essas comunidades não são consideradas unidades de saúde, pois não possuem regras médicas e a fiscalização é feita por vigilâncias sanitárias municipais.
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.” [ARDIL DIABÓLICO – 20/09/2014 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos, o Conselho Nacional de Psicologia e o Conselho Federal de Serviço Social, ainda segundo o referido matutino, apresentaram protestos diante da nova portaria a ser lançada, em breve, pelo Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas que prevê o aumento de 3  para até 12 meses de internação de pacientes e “o desenvolvimento da espiritualidade”, o que autoriza para essas comunidades a imposição religiosa.
Com a elevação do prazo de 12 meses fica caracterizado a internação por longo prazo em desacordo com a Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que redireciona o modelo assistencial em saúde mental no Brasil. Depois desse prazo, naturalmente não é garantido a recuperação de saúde dos pacientes internos, e como fica a situação deles se a família não quiser receber de volta para casa?
Acreditamos que, na novela A Regra do Jogo, Belisa acolheu a sugestão da mãe por uma questão de estratégia para não voltar à clínica psiquiátrica, mas não ficou demovida do desejo de buscar desmascarar o noivo da mãe dela, quando a oportunidade vier.

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