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domingo, 27 de dezembro de 2015

PAIXÃO (II)

Um conto de Júlio Cortazar serviu de inspiração ao roteiro do filme Jogo Subterrâneo, escrito por Roberto Gervitz e Jorge Durán, referente à busca pela mulher ideal que Martin, um pianista da noite, vivido pelo ator Felipe Camargo, em várias passagens pelo metrô da cidade de São Paulo.  
As mulheres escolhidas na paquera do pianista são: Tânia (Daniela Escobar), mãe de uma filha autista, Laura (Júlia Lemmertz), uma escritora cega, e ainda Mercedes (Maitê Proença), Victória (Thavyne Ferrari), Sofia (Sabrina Greve) e Ana (Maria Luísa Mendonça).
Em todos as idas ao metrô, ele idealizou que daria certo o namoro se alguma delas seguisse o mesmo caminho dele, o jogo  subterrâneo. Mas, quando conhece Ana, o pianista não obedece mais ao plano de paquera e se deixa envolver em situações que não sabe controlar, pois ela está vivendo experiências com um antigo parceiro que a faz ficar sufocada.
A trilha sonora é de Luiz Henrique Xavier, mas o enredo é  lúgubre, embora tenha momentos em que se ouve músicas conhecidas do público: Alma brasileira do choro nº  5, de Villa-Lobos, Phantasiestücke, op. 12, nº 1, de Schumann. O ator Felipe Camargo faz a dublagem das músicas tocadas ao piano pela pianista Lídia Bazarian.
As músicas brasileiras, que aparecem depois da trilha sonora, melhor define o enredo do filme: “Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois, eu fico ali, sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois... [Sozinho, de Peninha], “sentindo frio em minha alma, te convidei pra dançar, a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá”. [Dois pra lá, dois pra cá, de João Bosco e Aldir Blanc].
A paixão é a fé cega que não olha ao que está ao redor, apenas o desejo de realizar seus objetivos alimentados no plano mental onde os sentidos têm o seu reino. No plano espiritual a paixão pode encontrar guarida mas não é um porto seguro onde há um clima de tranquilidade e de paz. Esse mesmo plano abriga também um clima mais sutil.
Tudo depende como devemos encarar a situação que elegemos por vontade própria. Navegar em mares bravios é muito diferente de navegar em águas tranquilas onde o clima é sempre bom.
No relacionamento amoroso é necessário ver a transparência e a alegria em tudo que nos cerca. Se não houver esse olhar, tudo virá para nos tirar da tranquilidade em que estávamos antes de haver esses encontros galopantes numa corrida que leva a caminhos perigosos.
O mesmo acontece com quem ascendeu a uma dimensão mais sutil de consciência, se houver crítica e julgamento, volta automaticamente a dimensão em que antes estava. Aliás, dizer que está numa dimensão mais sutil é algo prepotente que denota discriminação e faz separar quem está perto de nós. Por causa disso, ninguém pode conseguir se elevar a uma dimensão mais sutil. Faz-se necessário a simplicidade e a humildade.
A paixão desperta a identificação dos encontros de caminhos espirituais em outro tempo e em outra ocasião, onde sempre há algo a se recompor. O sábio reconhece os caminhos percorridos, nessa ótica os encontros são missões que devem ser compartilhadas por companheiros de jornada evolutiva. O apaixonado apenas vive as emoções sem compreendê-las os sentidos. Aliás, nem é bom compreender, principalmente se houver marcas de desencantos no ar.
Não buscar nem fugir é a melhor postura diante da paixão. Se acontecer, não pode retê-la, pois tudo que é retido precisa ser escoado como os rios que correm para o mar. Se o coração for despertado, melhor ainda, porque vai acontecer a transmutação do improvável para a certeza que deve existir.
É sempre bom ouvir dizer que somos compenetrados e centrados no que fazemos, fora disso seríamos apaixonados por algo que não sabemos e nem podemos conhecer. Sem conhecer perde todo o sentido que devíamos ter. Você já pensou andar no escuro, apenas porque o local lhe traz emoções? No escuro pode ocorrer tropeços e quedas.
A nossa caminhada tem que haver transparência, um dos cinco pilares que compõem o esquema: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. A ideia de incluir a gratidão é de nossa amiga búlgara Nona Orlinova que, em sintonia, nos acompanha os passos. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

ÁGUA PARA ELEFANTES

Com o roteiro de Richard LaGravenese, adaptado do livro de Sara Gruen, o filme Água para Elefantes, drama dirigido por Francis Lawrence, nos idos de 2011, tem no elenco os principais atores: Robert Pattinson (Jacob), Reese Whitherspoon (Marlene) e Christoph Waltz (August), vivendo personagens de um triângulo amoroso.
Desempregado e sem rumo, Jacob corre, sobe numa árvore, dá um salto em cima de um trem que está passando, sem saber que ali iria encontrar o seu destino e ainda sem saber que a moça que simpatizara, desde à primeira vista, era a esposa do dono do circo. Os dois se encontram como colegas de trabalho.
Jacob é admitido no circo para tratar de animais, pois estudou veterinária, demonstrando carinho com os animais, diferente de August, o dono do circo, que trata elefante com vara de ferrão, empurrando-o para andar, levando-o a sangrar muito e com feridas à mostra. Essa diferença de atitudes despertou a atenção de Marlene, a esposa de August, com algo de bom que unia o coração dela com o de Jacob e, ao mesmo tempo, se distanciava do marido.
Ao comentar Água para Elefantes, o jornalista Roberto Cunha escreveu Em Críticas AdoroCinema: “Ao abordar um amor “fora do alcance”, as cenas são comedidas, mas existe uma química verdadeira, mais por mérito dela do que dele.”
Na trilha sonora Jacob in love e I gave you love, de autoria de James Newton Howard, o casal Marlene e Jacob dançam apaixonadamente, ela toca com a mão esquerda a nuca dele, e ele a toca nos ombros e abaixo da cintura, então, surge o beijo. Os dois vivem uma paixão proibida, com encontros eventuais. Surpreendido pelo marido dela, o amante apanha uma surra da boa e é obrigado a voltar para casa, abandonando o circo.
Anteriormente, o tema animais mereceu a nossa atenção, em outubro de 2013, ao escrever duas crônicas intituladas DEFESA DOS ANIMAIS e TERAPIA COM ANIMAIS, constantes no blog Fernando Pinheiro, escritor.
Por desconhecer que a consciência está em tudo, os seres humanos tratam com rudeza os animais e até os insetos, causando-lhes sofrimento e morte, situação que retorna na mesma frequência de onda em que foi emitida. Em tudo existem a consciência e a informação, ao mesmo tempo. Tudo é energia, tudo é átomo expandindo-se dentro do universo sem fim.  
Na singela narrativa de por o nome de alguém na boca do sapo é bastante conhecida, acarretando sérios prejuízos, embaraços, doença e até morte, tanto do próprio sapo como daquele que teve o endereço astral ali colocado, podendo ser um cabelo, um nome escrito ou qualquer pertence do dono, como também para quem é o autor ou mandante da ação. No entanto, se a vítima se encontrar em outra frequência de onda, nada vai lhe acontecer de nefasto.
Isto tem repercussão não apenas durante o período de vida da pessoa, mas durante todo o tempo em que não pode mais fazer o colapso da função de onda, recompondo-se. O inferno é brabo, não se assuste quem não deve. Ao devedor somente sairá de lá, após pagar o último centavo.
A liquidação da dívida não é lá, é claro que as condições em que partiu irão repercutir muito em sofrimento e dor, por um tempo imprevisível. A liquidação total ocorre quando houver o retorno em condições difíceis nos planos da materialidade, ajustando-se ponto por ponto.
Como a Terra está passando pela sacralização, com a separação do joio e do trigo, enunciando os tempos em que hão-de-vir, vemos que não haverá mais espaço aqui para esses que permaneceram toda a vida terrestre na zona do conforto. No entanto, os mundos afins sempre existirão para receber quem está na mesma frequência de onda.
Esse tema aqui no Brasil foi levado ao ar na voz de Raul Sampaio com a canção Amor Impossível, composta por ele em parceria com Carlos Nobre, nos idos de 1961, época em que não havia divórcio no Brasil e a separação dos casais era algo mais difícil de acontecer dos que os tempos atuais, fala da esperança além desta vida entre aqueles que se amam e não podem viver juntos:
“Meu amor, respeite a tua aliança, mas que não morra a esperança nos corações de nós dois. As almas jamais serão destruídas, Deus nos dará outras vidas para nos unirmos depois.”
O filme Água para Elefantes é ambientado nos idos de 1931, a época da Grande Depressão, nos Estados Unidos, dentro do Circo dos Irmãos Benzini – O Maior Espetáculo da Terra, armado dentro de um trem e nos lugares perto das ferrovias por onde aconteciam os espetáculos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A ÚLTIMA TEMPESTADE

No clima de última tempestade que faz alusão ao que acontece com o planeta Terra, augurando o final dos tempos, inclusive na capital paulista onde há constantes alagamentos, o filme dirigido por Uwe Bol, nos idos de 2010, traz como elenco os artistas Steve Bacic (Tom), Lauren Holly (Gillian), Cole Heppell (Graham), Luke Perry (Silas), Blu Mankuma (Charles).
Mesmo no meio das calamidades que a tempestade traz, o casal Tom e Gillian e o filho Graham, residindo numa fazenda no interior dos Estados Unidos, têm uma vida normal, pois a solidariedade está presente desde o começo até o final do filme. Com a chegada de um estranho, o Silas, a vida da família entra no inferno astral.
Silas chega à fazenda todo molhado e exausto por fugir da tempestade, recebe a acolhida da família que lhe dá atenção. É uma forma inocente da gente do interior prestar assistência a quem lhe é recorrido, isto é mais revelado no tratamento dispensado pela esposa Gillian.
No meio do mistério que envolve a chegada do estranho, sem identificação de origem e passado, uma trama de terror ocorre desde o momento em que é revelado a cobiça de Silas em ter a propriedade que alega ser sua. Tom, o proprietário, disse que o estranho está maluco e não acredita nele, mesmo assim busca investigá-lo no Departamento de Polícia onde encontra a ficha dele revelando-lhe a situação: um assassino.
Enquanto Tom está na cidade, a Gillian, a mulher dele, na fazenda, toma banho quente e, ao sair da banheira, aparece o estranho querendo tomar banho da mesma água usada pela mulher. Ela em sua inocência, usando uma blusa e calcinha, pois tinha saído do banho, vai ao fogo esquentar outra tina de água para colocar na banheira que está sendo usada pelo estranho.
No regresso ao lar, o marido surpreende a esposa em vestes sumárias e o estranho mergulhado na banheira. Mil pensamentos lhe ocorrem ao mesmo tempo, ele retira a esposa daquele ambiente e vê, em seguida, o estranho já recomposto em suas vestes a indigar ao marido se cometeu algum ato de desonestidade.
Com tudo às claras, as provas da ficha criminal de Silas e a intromissão dele na vida do casal, Tom expulsa-o com violência da fazenda. Então, um clima de vingança surge na mente de Silas, pois além da fazenda, queria ter a esposa do dono da fazenda.
Lá fora da casa, com o carro e o depósito de feno em chamas, incendiados por Silas, os dois se encontram em embate crucial, Silas coloca uma corda no pescoço de Tom, num galho de árvore, sendo salvo, num momento de suspense, pelo filho que corta com o machado a corda amarrada num tronco de árvore.
Já no chão, Tom parte para cima de Silas e lhe desfere golpes com o ancinho, usado na colheita, fazendo que o agressor caísse no meio do fogo, incinerando-o por completo.   
A família se reúne depois do susto enorme que lhe custou momentos de muita luta que envolveu sangue, suor e lágrimas.
Em detalhe que faz a diferença, a esposa, mulher singela, atraente e inocente até mesmo diante do perigo, nunca traiu o marido, até mesmo na cena em que aparece de blusa e calcinha perto do estranho, levando água quente na banheira.
A cena do casal na cama, sem ter apelo adulto, nome que a mídia disfarça o público para designar a pornografia, não aparece cenas íntimas, apenas é mostrado a mulher deitada de bruços para satisfazer o marido. Ela é carinhosa com ele em todos os momentos como esposa fiel e encantadora. 
Este foi um dos filmes passados na noite de Natal de 2015, pelo canal TNT, extinguindo a tradição da data em que é comemorado o nascimento do libertador de todas as algemas que escravizam e levam ao torpor e sofrimento a humanidade que busca um roteiro para ser feliz nesta densa consciência planetária.
Para justificar o título que tem ligação com os eventos astrais que denotam o final dos tempos, é oportuno citar a crítica do filme: “como termina filme”: “as galáxias se agrupam e sua junção desaba sobre a Terra”. No entanto, vale mencionar a previsão dos cientistas que diz que as galáxias Via-Láctea e Andrômeda vai se agrupar dentro de 4 bilhões de anos.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A LUA HUMANA

Titã, a maior lua do planeta Saturno, com o diâmetro 50% maior do que a lua terrestre, fotografada, em 13/11/2015, pela sonda espacial Cassini da NASA numa distância de 10.000 quilômetros. Na atmosfera titânica foi detectado metano, carbono e propileno, semelhante ao que existe na Terra [El Pais – 17/12/2015].
Além de oxigênio e hidrogênio, a fórmula química da água, o corpo humano possui o elemento carbono encontrado também nas pesquisas realizadas a partir das fotografias enviadas pela sonda Cassini, daí a justificativa que encontramos para chamar Titã, a lua humana.
O nome dessa sonda espacial lembra-nos de Giulio Caccini, o famoso criador da música que leva o nome dele, Ave Maria,  de Caccini, em homenagem à Virgem dos poetas parnasianos, embora haja controvérsias sobre a autoria da música atribuída a Vladimir Vavilov, compositor russo. Particularmente, é uma de nossas músicas favoridas no repertório mundial.
Se o ingrediente carbono está no corpo humano, o corpo humano pode ser encontrado nos mundos fora da Terra onde se encontra o carbono, por exemplo na grande lua de Saturno, é uma hipótese feliz que aventamos.
Existe a preocupação dos cientistas em saber se há vida extraterrestre, alimentada pela esperança, no dizer popular, é a última que morre, embora a ficção tenha levado para o cinema cenas que falam de guerra nas estrelas e o quinto elemento, filme que comentamos na crônica do dia 23 de junho de 2012 no blog Fernando Pinheiro, escritor.
Se Hollwood desse mais atenção aos benefícios inefáveis do mundo espiritual onde se encontram os seres angelicais que ajudam a humanidade a fazer escolha do seu próprio caminho, pois o pensamento pode influenciar decisões, haveria menor quantidade de filmes de ficção contendo violência que só existe onde há violência, na matrix e fora da matrix, interligadas por um enredo em comum.
Embora o carbono, o oxigênio e o hidrogênio estejam  espalhados pelo universo, dificilmente o homem no corpo físico sujeito à doença e às necessidades de sobrevivência material, poderá chegar onde há temperatura elevadíssima, nem nos referimos ao Sol, mas a Vênus que possui 470 graus Celsius.
No entanto, os homens ou os seres humanóides, estão lá, não nessa mesma roupagem física, mas em corpos sutis compatíveis com a condições inerentes à vida em Vênus que está vivendo a 5ª dimensão de consciência planetária unificada, enquanto a Terra vive-se na 3ª dimensão dissociada, em trânsito para a 5ª dimensão unificada, numa espécie de salto quântico nesta transição planetária.
Os seres multidimensionais que tiveram ou não trajetória na Terra, como os arcanjos, anjos, santos, podem se descolar a mundos felizes, num piscar de olhos, e até mesmo entre as galáxias, como é o caso daquele que foi crucificado no tempo do rei Pilatos, num burgo distante do império romano, ressuscitando como o herói da sepultura vazia.
Isto é difícil de compreensão no argumento humano, mas como o universo é feito de uma só substância, segundo o filósofo Spinoza, onde suas teorias foram aproveitadas pelas ciências do comportamento humano, notadamente a filosofia, a psicologia e a psiquiatria, isto é possível e verossímel.
Em sonhos, a pessoa que não possui mais os engramas do passado, cerceiando-lhe os passos, pode se deslocar a lugares distantes fora do corpo físico que está dormindo, referimo-nos a essência etérea e eterna, e desfrutar dos deleites do paraíso que podem ser desde um jardim ou outro lugar esplêndido.
Não somos os precursores dessa revelação, isto já existe desde que o mundo é mundo, e foi revelado, com maior precisão, pelo herói da sepultura vazia ao dizer que “na Casa do meu Pai há muitas moradas”.
A verdadeira felicidade está reservada a todos nós, sem exceção, embora devamos semear a felicidade no coração dos que se sentem desanimados diante de tantas dificuldades que estão nesta densa dimensão planetária, em fase de transição, na conhecida separação do joio e do trigo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

O CAPITAL

Adaptado do romance de Stéphane Osmont, O Capital, filme dirigido por Constantin Costa-Gavras, nos idos de 2012, é centrado no sistema financeiro em que atua  o Banco Phenix, nome fictício, presidido pelo personagem Marc, interpretado pelo ator Gad Elmaleh. A música é de Armand Amar. Esse filme estreou, em 4/10/2013, no Shopping Paulista da Avenida Paulista, em São Paulo e em cadeia nacional. Nesse mesmo ano, estávamos morando na capital paulista, num apartamento um por andar.
O Capital é o jogo do poder vivido por Marc que está no meio desse emaranhado de situações que leva seus pares do colegiado a duvidar de sua atuação à frente do Banco Phenix, mas que no final mostra a cara, conforme ele mesmo disse numa reunião com os diretores e acionistas: “vou continuar roubando dos pobres para dar aos ricos.” Compõem ainda do elenco os atores: Gabriel Byrne (Dittmar), Liya Kebede (Nassim), Natacha Régnier (Diane), Céline Sallette (Maud) e Hippolyte Girardot (Raphael), entre outros.
A cena mais interessante foi o encontro de Marc com a supermodelo Nassim, no banco de trás da limousine, ele a seduz ferozmente sem que ela participe, melhor seria no hotel. No final, ela lhe disse: “você só queria dar uma rapidinha” e devolve-lhe um milhão de dólares. Ele lhe respondeu: “você deve ao Phenix e não a mim.”, ao mesmo tempo pede ao motorista parar em frente do Phenix e entrega ao tesoureiro a quantia recebida.
Achei interessante a devolução do dinheiro, foi uma forma que ela encontrou para não mais querer ver o amante-sem-jeito, isto nos remete a canção Devolvi, de Núbia Lafayete: “devolvi o cordão e a medalha de ouro e tudo que ele me presenciou.” Está incluído na devolução o retrato, as cartas amorosas que sempre enganaram a destinatária.
Não iremos comentar as operações bancárias do Banco Phenix que envolve situações de risco, preferimos estender todo o nosso comentário pertinente à crônica SISTEMA DE CRENÇAS – 25 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor:  
No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses  que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos.
O principal obstáculo nesta mudança é o medo, não é a divergência de opiniões nos diversos sistemas de governo ou de classes. No entanto, a sedimentação de crenças,  que podem ter um apelo religioso ou não, provoca-lhes o medo de perder as vantagens colocadas para lhes agradar, com o propósito escondido  de escravidão, considerando que o lado de quem dá as cartas é sempre vantajoso para quem faz o aprisionamento e se escraviza também a esse sistema.
O sistema financeiro, um dos aspectos desse sistema global, será o último a cair na mudança de paradigma desta densa consciência planetária. A propósito, abordamos nos dois parágrafos, a seguir, este aspecto da vida cotidiana da maioria da população mundial, anteriormente publicado em nossa crônica FAMÍLIA SEM FILHOS – 13 de abril de 2015:
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver.
A transição planetária está em pleno funcionamento na vida de uma parcela da humanidade que vive em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. É este o contingente de multidão de pessoas, vivenciando um patamar a mais na consciência global, que irá contribuir maciçamente para modificar o paradigma atual.
Foi acrescentado mais um pilar, sugerido pela búlgara Nona Orlinova, sempre linda e elegante, mesmo eu sabendo que a gratidão estava veladamente incluída no pilar humildade, pois reforça bastante os pilares anteriores que sustentam a mudança de frequência de onda. Participando ainda deste post, a russa Irina Orlova, Rostov, Rússia, disse-me que o sistema de consumo destruirá a humanidade, somente a espiritualidade faz-nos humanos.
Com a queda do sistema financeiro no mundo inteiro levará de roldão o dinheiro, os bancos, as empresas, os orçamentos do governo (municipal, estadual, federal) e tudo que está no mercado de moeda comprovando a ineficácia de um sistema que enriqueceu uma pequena minoria, carregando em seu bojo a miséria e a carência de recursos da maioria da população mundial.
Anúncios de troca de sapatos e bolsas por alimentos perecíveis espalhados nas redes sociais da internet denotam que já existem pessoas buscando uma solução para os problemas de sobrevivência que esse sistema financeiro, perverso e aniquilador, aqui no Brasil, Estados Unidos e em todos os países do mundo, não conseguiu solucionar.
A crença no dinheiro e no mundo subjetivo ajudaram bastante a humanidade em seu progresso material, mas da maneira em que foi empregada levou-a à escravidão, roubando a juventude de pessoas que não tiveram tempo para dedicar-se ao lazer e desfrutar de um conforto material. Há leis amparando tudo isto, mas é apenas um lenitivo passageiro onde permanecem os engramas do passado trazendo estigmas.
Quando o mundo era bucólico, corria menos dinheiro em circulação, mas a qualidade de vida era melhor do que no mundo industrializado. O sentido gregário dos animais não foi aplicado na vida comunitária dos povos, os interesses isolados de grupos de pessoas falaram mais alto e deu no que está: uma população mundial doentia e enfraquecida.
Os privilegiados existem, sim, mas em pequena minoria, privilegiados que não perceberam que a consciência está imantada em tudo, porque tudo é energia, é o átomo que está presente em tudo, inclusive no vácuo quântico, onde tudo emana. Como segurar um elétron que corre no endereço astral onde está o sofredor? Elétron que partiu de um pensamento humano dissociado da realidade única que nos une.
Por discordar do paradigma atual, reconhecemos o conceito de Alfred Korzybiski, filósofo, engenheiro e matemático, divulgado ao ensejo da realização de um encontro da American Mathematical Society: “o mapa não é o território.’’
É tempo de reverter tudo isto, simplesmente vivenciado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Outras fórmulas podem conseguir essa reversão, mas levará muito tempo em que para muitos custa uma eternidade. O joio separado também, um dia, no decorrer dos milênios, será transformado em trigo, mas não será mais neste planeta que está sendo sacralizado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

AMÉRICA LATINA

A música America Latina, interpretada por Francisco Alves (1898/1952), conhecido no Brasil como o rei da voz, é um prenúncio de que algum dia “os aramados e cancelas, nos limites da fronteira”, deixarão de existir, ao tempo em que “milhões de vozes se erguerão numa só voz”, vislumbrando a unidade de que tanto falamos.
A exploração humana não mais irá existir, em futuro próximo, aqui no continente onde o índio ainda é explorado e expulso de suas terras destruídas pelo fogo e pela motosserra devastando milhares de árvores, plantas medicinais, ainda não catalogadas, eliminando o alimento de aves e animais selvagens, dizimando a flora e a fauna. Os peões, em todas as searas, são também explorados por patrões.
Essa exploração no passado se estendeu em duas grandes guerras mundiais e nos conflitos armados atuais em várias partes do mundo, na presunção de defesa da pátria e dos bens usurpados por facções terroristas, morrendo milhões de pessoas e como diz a música: “os jovens que, sem saber, morrem nas guerras”.
Na América vizinha, o presidente dos EE.UU., Barak Obama pressentiu que o derramamento de sangue na guerra não é mais necessário, na decisão que tomou em não enviar tropas de soldados para combater em solo da Síria, sede do Estado Islâmico, embora haja bombardeios aéreos americanos em coalizão com a França e a Rússia.
Os libertadores da América, tendo à frente Bolivar, que conquistaram a independência política do jugo espanhol são lembrados como justificativa para manter a política sectária que não alcança todo o povo, ficando fora multidões em luta e reivindicação. Esses libertadores são lembrados mais pela mídia que promove a competição mais disputada no futebol das Américas. Qual é o clube brasileiro que não sonha conquistar essa taça? Alguns já conquistaram.
Reiterar assuntos pertinentes é algo que sempre fazemos, com satisfação, buscando apresentar um caminho para solução dos problemas. Isto nos remete aos trechos da crônica VALE RECRUDESCER – 02 de dezembro de 2015:
Recrudescendo o ciclo da mineração que antecedeu a da pecuária, saga narrada pelo romancista Agripa Vasconcelos (1900/1969), médico que serviu ao Banco do Brasil (BB/MEDIC), patrono da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, autor notabilizado pela obra levada ao cinema e à televisão, notadamente Dona Beija, Chico Rei, Xica da Silva, o Brasil retrocedeu 200 anos.
O rompimento das barragens da mineradora Samarco, subsidiária da Vale do Rio Doce, em Mariana – MG , levando de roldão materiais nocivos à saúde, comprova que a atividade mineradora predatória é prejudicial à população e ao meio-ambiente, afetando meio milhão de pessoas e numa extensa área que alcança a foz do Rio Doce, atingindo o ecossistema marítimo. [Revista Radis – dezembro/2015 – FIOCRUZ].
Como a bacia hidrográfica do Rio Doce é a 5ª maior do Brasil, isto não repercute muito a nível planetário, pois a Amazônia é a grande notícia como a maior reserva de água doce do mundo, no momento em que é discutido o clima da Terra, na Conferência de Paris, com a presença dos principais  governantes de países do mundo inteiro.
A saúde sempre é alvo de nossa atenção e como falamos inicialmente em recrudescimento do ciclo da mineração no Brasil, vale recrudescer o assunto Infecção & Cura, objeto da crônica de 07 de abril de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Retomando ao tema central, América Latina amada e em busca da libertação total, nos tempos novos que vêm surgindo, teve a apreciação do jornalista Antonio Navalón: “A primeira necessidade da região é o equilíbrio social e a segunda, acabar com a corrupção.” – El Pais – Madri, Espanha, 08/12/2015.
O equilíbrio social de que nos fala Navalón refere-se logicamente ao equilíbrio de Nash, onde todos são beneficiados e não na teoria de Adam Smith, que admite o benefício coletivo, mas até quando isso ocorrerá? Essa teoria está circunscrita no sistema de crenças do planeta, onde tudo está jugulado, cada um fazendo o melhor do seu ego e dane-se o resto, assunto largamente explicitado na crônica UMA MENTE BRILHANTE – 18 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
A transição planetária não se fará através de movimento social que está nesse sistema, a mudança só ocorrerá com a iluminação pessoal que é aceitar a centelha divina, que todos têm, e deixar essa centelha trabalhar, expandindo-se.
Revolucionários a Terra sempre os teve, inclusive os libertadores das Américas que inspiraram e ainda inspiram os governantes latinos, principalmente os da Venezuela e Argentina, mas no paradigma planetário não fazem a libertação. 
Holllywood foi mais longe, apresentando vários episódios da série Star Wars (Guerra das Estrelas), sempre com record de bilheteria, o último Star Wars 7: O Despertar da Força, lançado em dezembro/2015. Em todos eles, a finalidade é salvar a Terra dos ataques alienígenas.     
A letra da música América Latina fala ainda do silêncio dos covardes, pessoas que fazem o jogo unilateral, apenas. As sesmarias de campos e de riqueza, concentradas nas mãos de poucos, serão repartidas em benefício de todos. Compartilhar é a solução.

domingo, 6 de dezembro de 2015

DAMAS DO BOSQUE

Filme francês dirigido por Robert Bresson, nos idos de 1945, inspirado na vida de Mme. de la Pommeraye, Les Dames du Bois de Boulogne, escrito por Maths Jesperson, é ambientado em Paris vivendo as restrições impostas pelos alemães. No elenco, Maria Casarés (Hélène), Elina Labourdette (Agnès), Paul Bernard (Jean), Lucienne Bogaert (Madame D.), Jean Marchant (Jacques).
No enredo Hélène é abandonada por Jean e fica acometida de raiva e de tristeza. Buscando um momento para espairecer, ela vai ao um show num cabaré e conhece Agnès, uma dançarina famosa, que começou a vida noturna levada pela pobreza, odiando todos os homens lascivos.
Quem não quer viver a vida sustentada por 5 pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria), menospreza a pobreza e arruma desculpas para viver situações que descamba para os desencantos. Será que num cabaré uma linda dançarina não é assediada? É difícil viver no perigo e não sair desgastada.
Hélène diz a Agnès que vai ajudá-la a sair dessa vida degradante, no conceito da época. Assim, no dia seguinte, a dançarina se muda para Port Royal, passando a residir com a mãe Madame M., num apartamento alugado pela amiga, numa vida anônima. As dívidas da família são pagas pela amiga e olhem que não há almoço grátis.
Começa, então, a ninhada de vingança: Hélène arruma um encontro de Agnès e Jean. Ele, pensando que Agnès é uma menina inocente do interior, se apaixona à primeira vista. Ela não lhe revela que é uma dançarina de cabaré.
No romance de ambos, vivendo no clima de mistério, os engramas do passado não são revelados, faltando dois pilares essenciais: transparência e alegria. Assim, ambos são namorados mas não usufruem do enlevo amoroso. Por falta de comunicação mais próxima, ele escreve-lhe uma carta que ela rasga sem ler. É um estranho romance, mesmo assim o casamento vem a acontecer, permanecendo o mesmo clima em que vivem.
Ele está disposto, a qualquer custo, a estar perto da amada, querendo saber o que se passa no íntimo com ela. Agnès sempre se recusa com evasivas que João não compreende. A situação permanece durante todo o filme e acaba não revelando o romance que tanto ele almeja.
Na apreciação da física quântica, ela fez o colapso da função de onda, buscando a fixação nos engramas do passado que lhe traziam sentimentos de culpa por ter sido uma dançarina de cabaré. Faltou-lhe descolapsar essa função de onda, liberando-lhe da culpa. Mas, ela tinha receio de que ele não lhe perdoaria o passado. Faltou-lhe tentar reverter o quadro para ser a esposa que ele tanto amou.
A ideia fixa, o vício em qualquer modo de viver, é sempre prejudicial, porque a liberação é essencial, isto vale também para aqueles que estão grudados o tempo todo com a internet. Os casais que têm vícios estão correndo o risco de sair da normalidade e entrar em caminhos sem volta.
Toda a angústia que Agnès vivia, sem dúvida, estava nela mesma, vivendo uma vida que ela imaginava ser a melhor, ou seja, a moça do interior que ainda não se maculou com os desencantos da noite, tal como imaginado por João.
Esconder o passado ou mesmo ser diferente do que realmente é, naturalmente, isto irá acarretar sérios problemas tanto para si como para aqueles que mantêm um relacionamento amigável ou amoroso.
Ainda no filme vimos a antiga dançarina de cabaré dançar sozinha, fazendo movimentos de dança com saltos do balé clássico, na casa dela, usando um vestido estampado, em frente da mãe, depois cansada, cai no chão, sentindo dor no coração e diz não poder mais voltar a dançar. Esta foi a cena mais linda que assistimos.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A HOSPEDEIRA

The Host (2013), A Hospedeira, título no Brasil, Nómada, em Portugal, filme dirigido por Andrew Niccol, coautor do “script” de Stephenie Meyer, consagrada autora de The Twilight Saga, é de ficção científica, estrelado por Saoirse Ronan (Melaine / Peregrina), Diane Kruger (A Buscadora), William Hurt (Jeb, um patriarca barbudo), Max Irons (Jared), Jake Abel (Ian), Frances Fischer (Maggie).
O cenário mostra a Terra sem os problemas do clima, da fome e da violência, possibilidade que existe se as circunstâncias forem favoráveis, é claro. Aliás, o filme de Andrew Niccol traz um mergulho nessa possibilidade num romance “teenager”, repleto de clichês. 
O comentário do Chicago Sun-Times reporta a Terra invadida por uma raça de “souls” que passam a habitar os corpos humanos “stripping” as informações da memória humana. Melaine está “inhabited” por um alienígena e ambos passam a conduzir uma conversação interna.  A maior parte do filme é filmada no Novo México, onde um grupo de sobreviventes se esconde dentro de um extinto vulcão, fugindo das “soul patrols”.
A propósito, o jornal Folha de S.Paulo enfatiza: “seria esperar muito que as especulações metafísicas que a situação enseja alcançassem voo.” Não comentamos ficção científica, embora as possibilidades quânticas estejam com a presença do observador. Aquilo que observamos passa a existir, daí a necessidade de dar peso e referência naquilo que assistimos.
A conexão mundo físico com o mundo extrafísico decorre da afinidade que transcorre na mesma frequência de onda. Se em Hospedeira mostra Melaine dominada por uma alma chamada Peregrina que vasculha a memória dela em busca de informações dos últimos humanos que não aderiram à implantação de uma sociedade de paz, é porque a dominação existe ainda nesses dois planos apresentados pelo filme.
Nessa aproximação, alma A Peregrina se encanta com as qualidades nobres de Melaine e entre ambas nasce algo sublime, num clima de encantamento doce e suave. Assim, o quadro de perseguição muda de rumo, atingindo o caminho dos mundos felizes. 
No Brasil, em passado recente, um milhão de pessoas assistiu ao filme Nosso Lar, da obra do médium Francisco Cândido Xavier, onde a filmagem cria uma colônia espiritual que abriga as almas necessitadas de socorro, após o decesso carnal. É claro que não há salvação nem libertação, mas há melhora sensível do estado em que estavam.
A libertação dos liames coercitivos só é conseguida através do colapso da função de onda, ou seja é a vontade de quem quer ser liberto é que faz a libertação. Na morte física, já não existe mais o colapso da função de onda, é tanto que é muito valiosa a oportunidade que temos em viver a nossa vida aqui na Terra, agradecendo tudo que nos chega como aprendizado e elevação.
Mais uma vez apresentamos aqui o nosso roteiro, de tão belo que é, poderia ser cinematográfico, em cinco pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. O item gratidão foi adicionado graças à sugestão de nossa amiga búlgara Nona Orlinova, de encantadora beleza.
O que nos prende ao filme A Hospedeira é a música do compositor brasileiro, Antonio Pinto, filho do cartunista Ziraldo, e o ambiente em que é encenado, parecendo paisagens de luas de outros planetas que já conseguiram ascender de consciência sem comparação com esta densa atmosfera terrena em que ainda vivemos a caminho da libertação.
A Terra está a caminho dos mundos felizes, neste final dos tempos de separação do joio e do trigo, como hotel planetário ganhará mais uma estrela. Não será da forma apresentada pelo filme onde há perseguição da “soul patrol” sobre os humanos.
Cada ser humano vai para onde está a sua própria vida, buscando o tesouro que amealhou, isto sem implicar se é bom ou mal, certo ou errado, é o que tem que ser, na realidade em que foi criada por vontade própria, usando sempre a escolha, frisando mais uma vez: a Terra está a caminho dos mundos felizes.
Ainda sobre o filme, o jornal americano Chicago Sun-Times comenta que os filmes do diretor Andrew Niccol, The Truman Show (1998) e Gattaca, uma espécie de sociedade artificial, traz um mergulho na possibilidade de relacionamento além do que estamos habituados a ver.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

ONDE VOCÊ VAI?

Atores radicados na capital paulista, Luiz Serra e Berta Zemel têm longa experiência no palco, no cinema e na televisão e juntos interpretaram, nos idos de 2010, Elias e Sônia, um casal de idade avançada vivendo num apartamento ambientado no filme de curta-metragem Onde Você Vai?
A trilha sonora traz a música Qual foi o mal que eu te fiz?, de Cartola e Noel Rosa, cantado por Francisco Alves, o rei da voz, e ainda Nina Simone que canta Who knows where the times goes, de Sandy Denny. Essa música carioca surgiu nos idos de 1932, trazendo uma pergunta ao mesmo tempo uma resposta para desfazer a mentira que destroi um grande amor: “mas se eu não tenho remorso, o meu coração não dói.”
De maneira singela, Sônia cantarola a música Mensagem, de Isaurinha Garcia: “quando o carteiro chegou com a carta na mão. Ante a surpresa tão rude, nem sei como pude chegar ao portão.” Essa canção é muito linda e mereceu, em épocas distintas, o prestígio na voz de Vanuza e Maria Bethânia. Diante de uma verdade tristonha ou de uma mentira risonha, a canção diz que ela não abriu a carta para não sofrer mais.
A curta diz que o enredo é baseado em fatos reais. Em breve diálogo, vemos as lembranças fragmentadas do passado, quando ela lhe pergunta, depois da refeição: “nós já almoçamos?”. A seguir, ela olha para o antigo relógio de parede dizendo que se lembra quando o relógio estava na casa do pai dela e, com sorriso de satisfação, diz que o pai era muito bonito e elegante.
Depois, ela se dirige a Elias: “você se lembra quando fomos ao Japão? Ele lhe responde: “não foi Japão, foi Lindoia. Ela lhe diz: “como eram lindos os nossos filhos!” Ele lhe diz: “não tivemos filhos”. No íntimo, ela está feliz ao lado dele e, na sala fechada, exclama: “que bela paisagem, somos abençoados”.
Elias, preocupado com o passar das horas, olha o relógio de parede que toca as horas, o horário de tomar e de dar remédio a esposa, de ler o jornal. Chega a um ponto em que ele desliga o relógio, demonstrando ponto final na preocupação.
Seguindo com leveza, Sônia não guarda nenhum remorso como diz a canção de Francisco Alves e no embalo que traz a música de Sandy Denny: “eu sei que eu não estou sozinha, enquanto o meu amor está perto de mim, eu sei que é assim até que é hora de ir. Quem sabe onde o tempo vai?”
Quantas pessoas, mesmo aposentadas, ainda se debatem com horários e com as tarefas que tinham, e se estão num passeio no campo ou na praia levam o celular ou computador para se comunicar com os amigos nas redes sociais! Ninguém sabe a hora de partir.
A seguir, transcrevemos o assunto que envolve o filme Onde Você Vai?, ressaltando algumas apreciações constantes da crônica ALZHEIMER – 9 de novembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Para quem não sabe de onde procedem, no plano astral, as lágrimas e o sorriso do encontro do primeiro amor, ter a doença Alzheimer uma oportunidade valiosa para refletir sobre os benefícios que irão surgir, logo após o impacto do primeiro instante do desconforto.
O instante de reflexão tem que ser agora, pois o paciente de Alzheimer, aos poucos, vai perdendo a memória, a fala e os movimentos corporais, a doença é incurável e degenerativa. No entanto, na música Não mereço você, a afirmativa do cantor Agnaldo Timóteo é válida: “sobre os montes de pedras também nascem flores”.
O que prevalece em qualquer situação ou momento é o nosso ser profundo, aquela potência do agir (Jung), a libido (Freud) que não se restringe apenas à área erógena. Não há nada a se preocupar, a preocupação carreia o medo e isto anula o que temos de mais precioso, a fé, não a fé no dualismo humano, onde esta cultura do medo está estruturada, mas a fé em nosso ser profundo que se conecta com a fonte.
Luiz Serra, ator global, de reconhecida notoriedade, Berta Zemel vem atuando na televisão desde os tempos da TV Tupi Rio, assim como as atrizes Nathália Timberg e Fernanda Montenegro, inclusive trabalharam juntas.
Os personagens Elias e Sônia no filme Onde Você Vai?, passam, de maneira sutil e às vezes clara, a ideia de um casal que traz sintomas de Alzheimer. Esta é também a ideia do diretor Victor Fisch que revelou, no blog 100 Filmes (24 novembro de 2010), ser inspirado na vida cotidiana de seus avós, no esquecimento de sua avó e na música da cantora americana.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

TERAPIA DE RISCO

Nos idos de 2013, o cineasta Steven Soderbergh dirigiu Terapia de Risco que aborda tema de psiquiatria e, ao mesmo tempo, revela um aspecto da indústria farmacêutica denunciada pela imprensa, no filme, ao publicar a manchete “The Killer Pill” (a pílula assassina) que, na verdade, Ablixa é nome fictício, assim como a propaganda nele inserida: “recupere o amanhã”.
O enredo é sobre Emily (Rooney Mara), uma jovem que sente depressão pelo retorno do marido Martin (Channing Tatum), depois de cumprir pena sobre negócio ilícito na Bolsa de Valores de Nova York. Ele a trata com carinho e afeto.
Ao bater com o carro na parede da garagem, ela se mostra fragilizada. Então, consulta dois psiquiatras, distintamente, Dra. Vitória e o Dr. Jonathan (Jude Law) que lhe receitam Ablixa, um novo medicamento lançado no mercado. Sob o efeito da medicação, e em estado de letargia, Emily crava uma faca no marido, assassinando-o. Não houve agressão.
O diretor Soderbergh leva ao público a atuação profissional dos psiquiatras, sendo que a Dra. Victoria (Catherine Zeta-Jones), é presa pela polícia, nos momentos finais do filme e, segundo o jornal O Globo – 15/05/2013, “o diretor expõe a impunidade de um mercado que manipula a ansiedade alheia – e ganha milhões com isso”. 
Como houve crime, o Dr. Jonathan é questionado pela polícia, argumenta sobre o estado psíquico da paciente, concluindo: “sem consciência não há intenção”. O título original do filme é “Side effects” (Efeito Colateral) justifica a medicação, embora o crime não possa ser justificado. Na física quântica, como temos demonstrado, a consciência está em tudo, inclusive nos insetos.
Diferente de outros exames médicos que comprovam a existência da doença, através de laboratórios e de raios-X, o diagnóstico do médico psiquiatra é sempre questionável, pois se dá na área da subjetividade e corroborando o pensamento da médica Adriane Fugh-Berman, contido na referida matéria da Viomundo: “Outro exemplo é a doença da ansiedade social. É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.” – PÍLULA ADOCICADA – 22 de agosto de 2015.
A 5ª e última versão do DSM – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais está em vigor desde maio de 2013, elevando o número de patologias mentais a 450 categorias diferentes que eram 182, nos idos de 1968, no Manual DSM–2 [Folha de S.Paulo – 14/05/2013].
Com o apoio da mídia, a indústria farmacêutica joga pesado e faz convencer os médicos e a sociedade em geral que os problemas psicológicos são resolvidos com remédios de sua fabricação.
Em alguns casos, sim, são úteis, mas o excesso provoca dependência, inclusive está havendo “mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas”, segundo o Dr. Allen Frances, Catedrático emérito da Universidade Duke, Carolina do Norte, EE.UU., na entrevista concedida em 27/09/2014, ao Jornal El Pais – Madri, Espanha. – PÍLULA ADOCICADA – 22 de agosto de 2015.
Vale citar o pensamento de Carol Sonenreich, Giordano Estevão e Luiz de Moraes Altenfelder Silva Filho:
"Entretanto, no relacionamento com os outros, na organização das condutas, aliás, no que constitui o campo das alterações mentais, o essencial não está no que as limitações determinam, mas no que pertence à liberdade de escolhas." - in Doença mental e perda de liberdade - Revista TEMAS - Teoria e Prática do Psiquiatra - v. 35, n. 68-69, p. 4 - Jan/Dez 2005 – Apud Os domínios da psiquiatria – In Blog Fernando Pinheiro, escritor. – PRIVAÇÃO DO SONO – 10/09/2015. 
Quanto vale esse conhecimento? Muito dinheiro. A nível mundial, estima-se em torno de US$ 14 bilhões por ano de faturamento para a indústria farmacêutica e aos profissionais da área de saúde. Na palestra Evolução Aprenda, o Prof. Hélio Couto comentou: “essas pessoas não tem o menor interesse em você fabricar em seu cérebro a serotonina quando você quiser.” [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor] – Apud ALÉM DA LOUCURA – 02/11/2015.
Há uma cena no filme Terapia de Risco em que Emily diz: “preciso correr na esteira, estimulando a serotonina”. Há também um lance de ciúme na casa do pediatra, onde a esposa Dierdre (Vinessa Shaw), recebe do Correio uma foto da paciente no sofá com o marido e outra em que a paciente aparece com lingerie, sem a presença do médico. A esposa dele, saiu de casa e, mais tarde, vendo a inocência do marido, ela volta.
Terapia de Risco tem muito de psiquiatria, de investigação policial e de júri, onde a acusada é libertada. Mas, diante de uma recaída, o médico a interna na clínica. Como temos demonstrado, anteriormente, a internação é o fracasso da terapia.
Outros personagens que compõem o filme: a mãe de Martin (Ann Dowd), a patroa de Emily (Polly Draper), juíza (Davenia McFadden), oficial de polícia (James Martinez), detetive de polícia (Scott Shepherd II), entre outros.
À noite, tivemos um sonho em que buscamos fazer catarse dos momentos em que assistimos ao filme, passando por um salão onde se encontravam pessoas vestidas a passeio (terno e vestido longo), nós que estávamos apenas de um calção de praia, caminhando num corredor que acabara de ser limpo, ainda com os produtos de limpeza à flor da superfície.
Isto nos leva a pensar no miasma que as pessoas recebem ao ficar sobrecarregadas pelas cenas produzidas para cinema e televisão nos filmes de violência e terror, do mesmo modo que é necessário uma limpeza astral para eliminar as substâncias tóxicas que contêm na medicação de tarja preta.
Concluindo a nossa apreciação, todos têm o direito de ser feliz, não importa as circunstâncias adversas que tendem a se modificar à medida em que conseguimos mudar de frequência de onda.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

VALE RECRUDESCER

Recrudescendo o ciclo da mineração que antecedeu a da pecuária, saga narrada pelo romancista Agripa Vasconcelos (1900/1969), médico que serviu ao Banco do Brasil (BB/MEDIC), patrono da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, autor notabilizado pela obra levada ao cinema e à televisão, notadamente Dona Beija, Chico Rei, Xica da Silva, o Brasil retrocedeu 200 anos.
O rompimento das barragens da mineradora Samarco, subsidiária da Vale do Rio Doce, em Mariana – MG , levando de roldão materiais nocivos à saúde, comprova que a atividade mineradora predatória é prejudicial à população e ao meio-ambiente, afetando meio milhão de pessoas e numa extensa área que alcança a foz do Rio Doce, atingindo o ecossistema marítimo. [Revista Radis – dezembro/2015 – FIOCRUZ].
Como a bacia hidrográfica do Rio Doce é a 5ª maior do Brasil, isto não repercute muito a nível planetário, pois a Amazônia é a grande notícia como a maior reserva de água doce do mundo, no momento em que é discutido o clima da Terra, na Conferência de Paris, com a presença dos principais  governantes de países do mundo inteiro.
A saúde sempre é alvo de nossa atenção e como falamos inicialmente em recrudescimento do ciclo da mineração no Brasil, vale recrudescer o assunto Infecção & Cura, objeto da crônica de 07 de abril de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
É por isso recomendável as futuras mães fazer o exame pré-natal. A OMS registrou, em 2013, quase 2 milhões de gestantes infectadas no planeta. No caso Brasil, não sabemos quantas estão infectadas.
(...)
Ouvimos dizer que a penicilina cura até defunto, no entanto, a medicação é exclusividade médica. Na edição de 20 de junho de 1950, o Diário Carioca publicava: “O antibiótico de Fleming foi considerado como uma verdadeira panaceia para as doenças infecciosas”. Nesse mesmo dia, o jornal anunciava a estreia do grande violinista Menuhin no Theatro Municipal, incluído no programa Canto do Cisne Negro, de Villa-Lobos.
A infecção é uma doença que atinge o corpo físico, mas pode ocorrer a contaminação de miasmas, a denominada antimatéria que vem da mente doentia tanto da esfera física quanto da espiritual, onde o pensamento nunca deixa de cessar, a menos nos casos de entorpecimento, o que acontece igualmente no plano físico.
Assim como os antibióticos fazem parte da receita médica, a energização pode estabelecer quadros de saúde estável, tanto pela influência de correntes eletromagnéticas de seres multidimensionais como pelos amigos e familiares que amam o paciente, aqui ou alhures, ou através do próprio paciente que busca, através da prece e da meditação, recursos imarcescíveis para estabelecer o bem-estar.
A nossa sugestão é direcionada aos pensamentos que inspiram a beleza, isto vem de mil recursos: a poesia, a música, a simplicidade no sentir e no agir, a brandura que faz mudar de rumo a frequência de onda que vinha em nossa direção, voltando densa a quem a emitiu.
A infecção pelo sapo é muito corriqueira e todos sabem a influência que tem. Quando a boca do sapo é amarrada com o endereço astral que pode conter o nome do destinatário ou objeto que tem imantação do usuário, o sofrimento do sapo é transmitido ao destinatário que passa a sofrer também, podendo ocasionar até a morte.
Isto pode acontecer com o sapo, mas também com outro ser vivo, como a cobra, o morcego ou qualquer inseto, pois a consciência está em tudo, inclusive num inseto (princípio quântico). A consciência pode ganhar outra conotação, a dos cientistas: a da informação que está em tudo, neste mesmo princípio quântico.
Por outro lado, os animais domésticos podem ajudar seus donos na recuperação de saúde, neutralizando, como pára-raios, a frequência de onda que está densa, pesada, carregada de miasmas, devolvendo-a a origem.
O intercâmbio com as esferas resplandecentes é o grande recurso que tem as pessoas neste planeta em vivenciar o estado perene, a plenitude, em que não há mais nenhuma referência sobre infecção.
Se há correntes ideológicas anunciando que somos o que comemos, em maior profundidade, somos o que pensamos: o pensamento é o grande vetor que nos coloca no lugar ou situação que escolhemos. A decisão será sempre nossa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MÃOS VAZIAS

O samba Mãos Vazias, de Paulo César Pinheiro, revelando a alma ou o perfume brasileiro no passo ondulante e febril, no sucesso do prestigiado autor de Portela na Avenida, Canto das Três Raças, gravadas por Clara Nunes, a esposa dele desaparecida deste mundo pelas mãos do destino, o caprichoso condutor de almas.
Nas mãos do sonhador nasce o grão das ilusões quando surge a oportunidade aproveitada no primeiro sopro. Não temos tempo de avaliar os prós e contras da situação, o importante é o enlevo que nos envolve. A paixão vira magia e envolve o dia na escuridão, frisa o trecho musical.
A ideia ideoplástica que surge no canto traz a lenha escassa fazendo fumaça, assim como a paixão que é algo que tem fogo e fumaça, mas não sabemos a intensidade em que é aceso. Isto pode ser um amor projetado ou um amor que veio nas camadas do tempo mostrando apenas os sinais.
A paixão desperta a identificação dos encontros de caminhos espirituais em outro tempo e em outra ocasião, onde sempre há algo a se recompor. O sábio reconhece os caminhos percorridos, nessa ótica os encontros são missões que devem ser compartilhadas por companheiros de jornada evolutiva. O apaixonado apenas vive as emoções sem compreendê-las os sentidos. Aliás, nem é bom compreender, principalmente se houver marcas de desencantos no ar. [PAIXÃO – 27 de junho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Mãos Vazias, que a música revela, foram enchidas com o tempo para resolver uma situação inacabada desde que, ao nosso ver, haja o colapso da função da onda, mas como não devemos criar expectativas quando irá chegar a solução, esse tempo pode ser visto no decorrer dos evos, entrando nas camadas que carrega.
Mãos vazias é o símbolo do desprendimento neste mundo de posses de todos os níveis em que estão envolvidas pessoas, situações de trabalho, relacionamento amoroso ou afetivo que não podem permanecer no mesmo desfrutar egóico onde os benefícios não são repassados.
Essas amarras continuam em outro plano em que todos irão se defrontar, o tempo é um sopro e tudo passa quando as circunstâncias não mais favorecem o desfrutar desses momentos transitórios.
Vale mencionar um caso em que tivemos a oportunidade de assistir no plano mais sutil que o mundo físico vive. Eis textos do relato de A BARCA DE CARONTE – blog Fernando Pinheiro, escritor – 15/10/2015:
Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação.
Considerando que tivemos oportunidade de escrever relatos históricos e a nossa ligação com entidades de classe trabalhista, vale transcrever textos que interessam a todos os trabalhadores que, de alguma forma, estão envolvidos no meio social, ficando aqui um alerta:
Ao sair dali, vi um amigo nosso que agora não pode mais fazer o colapso da função de onda, expressão reconhecida pela ciência ao fenômeno da morte. Estava ele revoltado contra a situação em que estava, pois fora deposto do cargo que tinha numa empresa estatal.
Quando ele se retirou, aproximamo-nos da pessoa que ouvira os queixumes e reclamações do antigo executivo da estatal e lhe dissemos que conhecíamos o homem que estava com ele e sentíamos admiração pela carreira que ele tivera. A pessoa nos disse que ele estava muito revoltado, em clima de briga.
Há milhares de empregados naquela situação na empresa em  que ele trabalhou e, se fôssemos reunir todas as empresas do mundo, teríamos milhões de pessoas na mesma situação de desconforto emocional. Todas elas precisam desviar a atenção para outro rumo, mudando de frequência de onda, a fim de que sejam cortados todos os liames que fazem prender a pessoas que lhe causaram dano.
Como não houve o entendimento com desfecho feliz naquela situação, ambos, o algoz e a vítima, permanecem interligados na mesma frequência de onda, um intercâmbio nefasto que permanece por um tempo que não acaba até que haja a reconciliação, isto num ambiente em que um deles não pode mais fazer o colapso da função de onda. O sofrimento irá minar suas forças, apresentando em aspectos horríveis.
O título da música sugere-nos que é tempo de pensar em mãos vazias de tudo que nos prende a amarras dilacerantes. Esquecer o que nos causou incômodo em momentos em que buscávamos melhor posição no meio social com nosso trabalho e estudos em andamento.
A carreira profissional é importante quando estamos na ativa, pensar nessa carreira, quando já aposentados, como algo que irá nos acrescentar, é perder tempo. No entanto, as lembranças amáveis são confortadoras.