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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A MORTE AUTOINFLINGIDA

Todos merecem ser felizes, não importa a situação em que se encontram que podem estar no Estado Islâmico, não reconhecido por nenhum governo, na Suíça onde os doentes que vão para lá se suicidar dobraram, nos últimos anos, ou na Coreia do Sul onde a competitividade aumenta as distorções sociais ou ainda no número apresentado pela OMS: uma pessoa se suicida no planeta a cada 40 segundos.
Anteriormente, a Coreia do Sul era o sexto país do mundo no registro de morte autoinflingida, conforme dissemos na crônica LAGOA PROFUNDA (II) – 10/12/2014, atualmente, segundo o jornal El País, aquele tigre asiático passou a ocupar o segundo lugar nessa estatística:
Nos idos de 2012, em outro tipo de morte, de acordo com a Globo.com – 4/9/2014, o Brasil era o 8˚país do mundo em número de suicídio (11 mil), sendo que o maior índice é a Índia (258 mil), seguida da China (120 mil), EE.UU. (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).
Na Coreia do Sul, onde a presença americana está nos setores sociais, notadamente na influência de costumes americanos para conseguir uma vida pessoal de sucesso, o chamado “american way of life” (ethos nacionalista), levaram essa sociedade asiática a ter problemas de adaptação ocorridos na mudança vertiginosa da pobreza rural dos últimos 60 anos para a opulência urbana.
Na Coreia do Norte, onde há maior presença da população na área rural, há uma tradição que se mantém há 2.500 anos estabelecendo os conceitos do confucionismo onde a vida gira sempre em torno do trabalho em comum e da cooperação, sem a influência da competitividade, uma das características da densa consciência planetária que está indo embora do planeta, nesta separação do joio e do trigo.
A separatividade e a competitividade da consciência planetária, sem dúvida, estimulam essa cultura transitória a cair em desencantos. Quando se dá peso e referência à violência, a violência cresce, amparada pela ampla cobertura da mídia que faz aumentar o medo entre a população.
A competitividade é completamente contrária ao sentido gregário que os animais, aves, répteis, peixes, crustáceos, possuem. Vejamos o trabalho das abelhas, o voo das aves ao entardecer buscando os ninhos, o pulo do gato ou do cachorro em cima do dono, o nado dos golfinhos que revela a captação de frequência de onda em hertz, superior, muito superior à capacidade do homem em perceber o que se passa ao seu redor. [COMPETITIVIDADE (II) – 20 de outubro de 2014].
A pressão social aos indivíduos exigindo sucesso na carreira profissional e no êxito em formar uma família, instigando-os a serem metrossexuais ou, na linguagem paulistana, os coxinhas, almofadinhas no dizer carioca, seguindo as maneiras estereotipadas em se conduzir em público, exige o perfeccionismo, levando sempre à área psicopata.
A tradição dos executivos do mundo inteiro em usar terno como forma respeitável de apresentação foi esquecida por esses indivíduos de comportamento estereotipado que usam moxilas em cima da roupa, se fosse roupa esportiva tudo bem, mas não é. 
Essa vertente psicopata não é vista pela observação que esses pretensos perfeccionistas sociais se impressionam com as exigências de seus chefes, familiares e amigos, mas com aquilo que eles dão valor como objetivo de sucesso, caindo sempre ao remorso da culpa em não ter feito mais. Basta uma perda: no emprego, na família, no relacionamento afetivo e a depressão se instala.
A pesquisa divulgada pelo jornal El Pais – 19/01/2016 de que quase 8 entre 10 pessoas que cometem suicídio são homens, acrescentando que os homens usam armas de fogo, faca ou forca, ao passo que as mulheres, na mesma situação deles, tomam pílulas.
O mais grave ao nosso rever é o suicídio lento cometido por milhões de pessoas, no mundo inteiro, que tomam bebida alcoólica, num status alienatório que estão curtindo a vida numa boa, isto sem falar do tabagismo afetando pacientes com doenças respiratórias.
Na Europa, principalmente na Inglaterra e Irlanda, existe o  trabalho de samaritanos que oferecem apoio confidencial  eliminando a ideia de morte autoinflingida e, no Brasil, o Centro de Valorização da Vida presta atendimento, por telefone, 24 horas por dia, voltado à dignidade humana que tem de ser preservada a qualquer preço.
No filme Encontro Marcado, dirigido por Martin Brest, nos idos de 1998, a presença da morte é mostrada veladamente na pele do personagem Joe, interpretado pelo ator Brad Pitt, que se apaixona pela médica Susan (Claire Forlani), filha do magnata William (Anthony Hopkins). O que mais gostei não foi o enredo, apenas os olhos meigos da atriz Claire Forlani.
Vale destacar que Irina Orlova, residente em Rostov, Rússia, gostou do filme e cita o personagem Joe que era um obstáculo nas decisões da diretoria, fazendo com que o diretor Drew, em belíssima interpretação do ator Jake Weber, ficasse irritado, mesmo assim ele conseguiu, no final, demitir o presidente William, fazendo com que seus pares o promovesse presidente de honra da empresa, numa saída honrosa. Irina comentou: “Me like this movie – “My name is Joe, especially Hopkins.”

sábado, 16 de janeiro de 2016

BONS COSTUMES

Surpresa no Grande Prêmio de Monte Carlo de 1932, a vencedora da corrida de carros é cercada de fotógrafos e jornalistas, prendeu a respiração de todos, Larita (Jessica Biel) tirou a touca-capacete e todos ficaram admirados. O olhar dela, no meio da multidão, se prendeu ao outro olhar, o de Ben (John Whitattaker), jovem britânico, e os dois se enamoram à primeira vista, começando um namoro que acabou em casamento.
Easy Virtue (Bons Costumes), filme de visual extraordinário, dirigido por Stephan Elliot, nos idos de 2008, conta a história de Larita, viúva americana, campeã em Monte Carlo, Mônaco que, depois de casar outra vez, vai morar na Inglaterra, terra dos pais de Ben, Major Jim (Colin Firth) e Verônica (Kristin Scott Tomas).
Acontece um choque de gerações entre a nora e a sogra. O primeiro instante que choca a nora é quando Larita leu o romance Amante de Lady Chatterley, de DH Lawrence. O choque também é cultural entre uma mulher nascida em Detroit, a terra onde nasceu a indústria automobilística, e a outra que se apega aos costumes da tradição rural inglesa.
As cunhadas de Larita vivem de ilusão, Marion (Katherine Parkinson), achando que vai casar com um príncipe encantado, e Hilda (Kimberley Nixon) pensando que Philip (Christian Brassington), filho do Lord Hurst (Pip Torrens), vai pedir a sua mão em casamento. A sogra alimentara o sonho de ver o filho Ben casar com Sarah (Charlote Riley), irmã de Philip, salvando a família do declínio de status social.
Hilda descobre um recorte de jornal antigo em que é revelado o escândalo em que estava envolvida Larita ao ajudar o primeiro marido, velho e enfraquecido pelo câncer, a morrer por envenenamento. O major repreende essa crueldade que Hilda fez vir à baila. Os engramas do passado, como dissemos, devem ser esquecidos.  
No baile oferecido à sociedade na casa dos pais de Ben, ele se recusa a dançar com a esposa Larita que usa um penteado louro prateado, então o major dança um tango com a nora, ela está determinada a acabar com o casamento com o Ben, ao sair de casa, ela derruba um busto de valor inestimável. O major acompanha a nora, sentindo-se alma gêmea dela, pois o amor dele pela esposa já se acabou.
A música é de Maruis de Vries e canções de Cole Porter. O roteiro é de Stephan Elliot e Sheridan Jobbins, que se inspiraram na peça Easy Virtue, de Noёl Coward. Antes, nos idos de 1928, essa peça virou filme nas mãos do diretor Alfred Hitchcock.
Com cenas do filme Easy Virtue, o Youtube exibe 2 tangos: Por una Cabeza, de Carlos Gardel e Querer – The Rosenberg Trio, na voz de Francesca Gagnon. Como somos amante da beleza feminina, a personagem Larita está linda e sedutora, usando um vestido longo que cobre nádegas imperdíveis dos sonhos meus, um pouco dos encantos mil que ela tem.
Enquanto esses sonhos estão a caminho, ouvimos a música Querer, usada no vídeo do Youtube, tem tudo que pensamos e queremos da vida:
“E para compartilhar
A nossa sede de vida
O dom que nos dá amor
É a vida.”

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

AS DEUSAS

Dirigido pelo cineasta Walter Hugo Khouri, nos idos de 1972, o filme As Deusas  narra a vida do casal Paulo (Mário Benvenutti) e Ângela (Lilian Lemmertz) passando uma breve temporada na mansão de Ana (Kate Hansen), psicanalista de Ângela, situada dentro da floresta onde tem um lago.
A cena mais envolvente é o passeio no lago onde estão as  duas mulheres dentro da canoa remada pela proprietária da mansão, numa tarde  risonha onde os pássaros cantam alegres trinados. Depois surge a nudez mergulhada na água onde está Ana, em movimentos de natação, sentindo-se feliz.
Essa satisfação foi transmitida a Ângela que, motivada, tirou a roupa, mergulhou na água e começou a nadar nesse clima contagiante de beleza. O porte esbelto de nadadora foi notado por Ângela que lhe disse: “você parece uma deusa” e, completou: “estou me sentindo muito feliz como nunca antes”.
A psicanalista demonstrou ser a melhor amiga de Ana, fazendo o papel de mãe, embora esse momento era mais apreciado nos deleites que a natureza propicia, aliás a natureza é mãe de todos. Um bom mergulho, exercícios de natação em águas cristalinas era arrebatador.
A nudez feminina, além de encantos, há o mistério em volta, se o homem não puder decifrá-la termina o relacionamento amoroso, é por isso que já vou avisando, repetindo a canção: “eu que não sei quase nada do mar.” Assim, toda a descoberta é uma conquista, só chego quando estou lá.” [in A NOSSA CANÇÃO – 07 de agosto de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A palavra Ânima na parede da mansão, leva-nos a crer que a médica psiquiatra é da linha jungiana. Sabemos que o filósofo Carl Gustav Jung, o criador da psicanálise analítica, conhecia o conceito Yin-Yang, fundamental no diagnóstico e tratamento na Medicina Tradicional Chinesa, encontrando assim a correção para estabelecer os arquétipos Animus/Anima.
Quando em sua primeira visita à mansão, a psiquiatra dá à paciente uma pílula para ela tomar. Não foi revelado o nome da medicação, poderia ser qualquer um, menos Addy, autorizado para ser comercializado a partir de outubro de 2015, conforme descrevemos na crônica PÍLULA ADOCICADA – 22 de agosto de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor: 
A pílula foi adocicada desde o momento em que a Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA na sigla em inglês) concedeu, em 18/08/2015, ao Laboratório Sprout Pharmaceuticals a aprovação para que fosse comercializado, a partir de outubro de 2015, o medicamento Addyi, uma flibanserina, o viagra rosa, mediante receita médica a mulheres diagnosticadas com TDSH.
No prontuário médico, TDSH significa transtorno do desejo sexual hipoativo. É questionável a queda da libido feminina até mesmo entre os especialistas do ramo. É tanto que a pílula é destinada a mulheres pré-menopáusicas. No entanto, o critério do uso fica restrito à interpretação médica, em cada caso em que o diagnóstico recaia nessa disfunção sexual.
A apreciação do desejo sexual da mulher varia de pontos-de-vista diferentes em muitas culturas e no decorrer dos tempos, pois, no século passado ou até antes, esse desejo era tido como caso de histeria. Hoje em dia, isto é normal, e o contrário passa a ser patologia.
Vale mencionar o que nos diz Cindy Whitehead, em entrevista ao Wall Street Journal, nos idos de 2014: “é irônico que agora a mulher que não tenha interesse em sexo seja classificada como doente mental e aqueles que discordem considerados sexistas.” – Apud Site MOTHERBORD – Ladybits – O “Viagra Rosa” vem aí para resolver um problema que talvez não exista – Escrito por Emma Paling – 6 July 2015.
As palavras de Cindy Whitehead tem algo nietzschiano: “Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas... Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia” – Friedrich Nietzsche.
“E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música” – Friedrich Nietzsche.”
Como se trata de um produto que atinge diretamente o cérebro, vale salientar os textos de nossa crônica ARDIL DIABÓLICO – 20 de setembro de 2014:
O sistema de diagnóstico, na área de psiquiatria, conforme observamos na mídia, é altamente pressionado pela indústria farmacêutica. O consumo de remédios antidepressivos tem aumentado muito, na última década, sem que haja a diminuição do índice de depressão no mundo.
A 5ª e última versão do DSM – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais está em vigor desde maio de 2013, elevando o número de patologias mentais a 450 categorias diferentes que eram 182, nos idos de 1968, no Manual DSM–2 [Folha de S.Paulo – 14/05/2013].
Com o apoio da mídia, a indústria farmacêutica joga pesado e faz convencer os médicos e a sociedade em geral que os problemas psicológicos são resolvidos com remédios de sua fabricação.
Em alguns casos, sim, são úteis, mas o excesso provoca dependência, inclusive está havendo “mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas”, segundo o Dr. Allen Frances, Catedrático emérito da Universidade Duke, Carolina do Norte, EE.UU., na entrevista concedida em 27/09/2014, ao Jornal El Pais – Madri, Espanha.
Não somos apologistas nem detratores da pílula Viagra Rosa, mantemo-nos em imparcialidade, apenas vemos nisso uma ampliação de produtos da indústria farmacêutica no mercado consumidor que já tem o Viagra para os homens com disfunção sexual.
No entanto, é bom salientar que uma boa terapia e os exercícios físicos, como uma boa caminhada diária, estimulam as mulheres que sentem baixo o nível da libido a reverter a situação, sem a necessidade de tomar a pílula adocicada. No entanto, se ocorrer a gravidade do problema, o recurso é buscar alternativas de solução.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

DESIGUALDADE (II)

Aos aficionados dos grandes espetáculos musicais, a Broadway é o ponto máximo. Nos últimos 50 anos, Phantom of the Opera, Crazy for you, Show Boat e Carroussel bateram record de público. Essa fluência de gente em direção dos grandes musicais é sustentada por um marketing imbatível, conforme revelado em New York, New York, de Márcio Cotrim, membro (eleito) da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, crônica publicada no Correio Braziliense (edição de 06/11/1994).
Atração noturna de Paris, Moulin Rouge, onde há a tradicional apresentação de showgirls e as dançarinas do cancan. No passado recente, ocorreram vítimas de atentado naquela boate, onde os terroristas disseram que Paris é a capital mundial da prostituição, mas que preferimos lembrar Hemingway: Paris é uma festa. 
O marketing dançarinas foi apresentado, aqui no Brasil, com a exibição de filmes ambientados em lugares onde havia homens trabalhando: Meteoro, filme dirigido por Diego de la Texera, nos idos de 2007, trazendo no elenco: Meirelles (Cláudio Marzo), Aloísio (Lucci Ferreira), Dr. Raffaldi (Pietro Marcio), Madame (Daisy Granados), Turco (Daniel Lugo), Gordo (Leandro Hassum), Eva (Paula Burlamaqui), Nova (Maria Dulce Saldanha), Maria (Danielle Ornelas), entre outros.
O que nos chamou a atenção em Meteoro foi o instante em que o turco estava em frente do caminhão de roupas femininas, ofereceu as dançarinas batom para os lábios, Meirelles se adiantou e lhe disse: “aqui não entra dinheiro”, ele imediatamente tomou delas o batom.
Em Serra Pelada, filme dirigido por Heitor Dhalia, nos idos de 2013, traz o enredo da vida de dois amigos Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) que deixam a cidade de São Paulo, nos idos de 1980, em busca do ouro de garimpo, ajuntando-se a milhares de “homens formigas” que escavam a terra e carregam sacos cheios de barro e lama. Ainda no elenco: Tereza (Sophie Charlotte), Carvalho (Matheus Nachtergaele), Lindo Rico (Wagner Moura).
O que nos chamou a atenção foi ver o Juliano, na boate próxima ao garimpo, mandar o músico repetir a mesma música, mania de bêbado, e apresentou diante de todos um maço de dinheiro que ganhou com a venda do ouro. A música escolhida: “Eu te amo meu amor”, de Frankito Lopes, um sucesso daquela época.
A desigualdade social em Nova Iorque, a capital mundial das finanças, atingiu 86% nos últimos anos com o aumento de indigentes, numa época em que a cidade apresenta mais empregos e maior crescimento. O antigo metrô de Nova Iorque é o ponto em comum onde se ajunta essa desigualdade no mesmo espaço.
No post de 21 de janeiro de 2015, abordamos o tema Desigualdade, citando o jornal El Pais – Madri, Espanha, edição de 19/01/2015: “todos os dias, o mundo joga no lixo entre ¼ e 1/3 da comida que produz. Enquanto isso, 870 milhões de pessoas acorda e vai dormir sem saber o que e quando vai comer.”
É bom assinalar que 870 milhões de pessoas não fazem nenhum tipo de refeição ou lanche por falta de recursos, pois como dissemos, anteriormente, na crônica NO MEIO DO CAOS – 29/11/2014: de 2 bilhões, do total de 7,3 bilhões de habitantes do planeta Terra, atualmente, ganham trabalhando, cada um, apenas 2 dólares por dia (R$ 4,86 ou £ 1,24).
Segundo Oxfam Internacional, “o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial” [BBC – Brasil – 20/01/1015].  Esta é a densa consciência planetária que, conforme vimos anunciando, está indo embora.
Certamente que os participantes do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça (janeiro/2015) e da Conferência Mundial sobre o Clima, em Paris, França (dezembro/2015), dirão que a economia de seus países está bem e os programas sociais em plena atividade.
Enquanto isso, 99% da população mundial continua sob o jugo de escravidão imposto por 1% que detém a riqueza e faz-nos lembrar do pensamento do filósofo Immanuel Kant: “você é livre no momento em que não busca fora de si mesmo alguém para resolver os seus problemas”.
Anteriormente, tínhamos dito que para o casal ser feliz é necessário que ambos os parceiros sejam independentes em todos os sentidos e isto repercute em todas as situações da vida.
Em dezembro de 2012, quando o calendário Maia era foco de atenção daqueles que buscavam interpretar o fim de um ciclo planetário, a música A Novidade, de Gilberto Gil, estava e ainda está hoje no auge revelando que a sereia da praia tem o busto de uma deusa Maia e a cauda de baleia.
A novidade, que veio da praia, virou disputa entre o poeta que sonhava mil sonhos com a encantadora beleza de mulher e o esfomeado que queria apenas saciar a fome comendo peixe. Esses sonhos foram despedaçados, caindo os pedaços de mulher e o de peixe para o lado de cada um dos pretendentes.
O canto da sereia revela um canto que ninguém até hoje ouviu no formato de canto que conhecemos, a não ser em imagens sonhadoras que nos tiram de foco a realidade. A própria sereia, quando foi revelado pela mitologia grega, tinha aspectos de monstro submarino, depois foi amenizado na forma de mulher e cauda de peixe. [O CANTO DA SEREIA – blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de janeiro de 2014].
Não ouvimos o canto da sereia e nem o queremos nem para nós e nem para ninguém. É no ser profundo que todos somos que a voz interna se faz ouvir, a única que pode resplandecer o que somos em essência: seres de luz. [O CANTO DA SEREIA – blog Fernando Pinheiro, escritor – 11 de janeiro de 2014].
A novidade revelada nesta música de Gilberto Gil é a realidade vivenciada por bilhões de pessoas no planeta em que se vê a desigualdade em tudo, assim como a sereia que apresenta o lado mulher e o lado peixe, sonhos distintos do poeta e do esfomeado na ênfase produzida pela canção: “oh! mundo tão desigual, tudo é tão desigual, de um lado esse carnaval, de outro lado a fome total”.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MAIS UM NA MULTIDÃO

Homenageado pela passagem de 50 anos de estrada, em 02/07/2011, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o cantor e compositor Erasmo Carlos, acompanhado da cantora Marisa Monte, apresentou a música Mais um na multidão  em que é revelado um pacto de amor: “guarde o segredo que te quero, e conte só os seus pra mim, faça de mim o seu brinquedo, você é meu enredo, vem pra cá.”
Esse pacto tem a finalidade de aproximar e unir duas pessoas num só destino, sedimentando esse caminho em algo duradouro e eterno, tal como vemos abordando sobre a necessidade e a conveniência de se estruturar a vida em cinco pilares (simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão).
Quantas horas são gastas pelo público ao observar e conviver com o enredo de livros, novelas e filmes que a televisão e o cinema nos mostram onde há clima de suspense e desconfiança motivando a sofrer e até ficar indiferentes a essas encenações maquiadas pela aparência? É o medo se insinuando como forma de dominação e controle que as pessoas escolhem por vontade própria, nesse falso conhecimento da realidade.
No passado, as qualidades nobres conhecidas como sabedoria e clarividência eram citadas quando nos referíamos a notáveis pessoas que detinham o conhecimento profundo da vida, conhecidas como profetas, poetas, sábios, filósofos e clarividentes de algum segmento religioso. Com a difusão da informação ao alcance de todos, via internet, essas pessoas não passaram mais a ser citadas como referência, embora continuem sendo respeitadas pelo exemplo que nos legaram.
A transparência, dentro da consciência dissociada, fragmentada, não existe. Imaginemos todos os seres humanos compreender e sentir tudo o que está acontecendo aqui e alhures, muito mais rápido do que um piscar de olhos. Não há necessidade da palavra ser manifestada, a radiância é tudo [TRANSPARÊNCIA – 26 de fevereiro de 2013].
A transparência surge quando desaparece a resistência do paradigma que envolve todos os códigos de ética, educação, cultura que têm como característica o plano mental que foi e está sendo útil para a humanidade encontrar os acertos de que necessita para transcender a uma dimensão maior [A TRANSPARÊNCIA – 18 de abril de 2014].
Logicamente, tudo o que oblitera a humanidade de consciência dissociada de ver a realidade que lhe diz respeito será extinto. Ninguém enganará mais ninguém, os mitos helênicos que recrudescem atualmente, desvirtuando a realidade única, irão desaparecer. A permanência desses mitos no planeta é em decorrência de que a humanidade dá peso e referência. Um exemplo singelo que vem revestido em perguntas: por que os meios de comunicação promovem os desencantos? Será que tudo que é mostrado tem a ver com o nosso mundo íntimo? [TRANSPARÊNCIA (II) – 31 de outubro de 2014].
As três crônicas pertinentes à transparência possuem maiores esclarecimentos no decorrer do texto. A propósito, reproduzimos o comentário da psicóloga Avani Rodrigues que nos honrou, em 11/01/2015, com o texto inserido na crônica de 18 de abril de 2014: “Maravilhoso. Sem palavras. Fico impressionada com a maneira com que discorre seus pensamentos e matérias geniais. Parabéns, um grande abraço. Avani”
Dos cinco pilares o que se destaca, sobremodo nesse relacionamento, quanto a vida íntima é despertada, é a transparência que diz respeito à citação que fizemos do compositor Erasmo Carlos onde não haverá mais segredos a esconder. Não apenas entre duas pessoas mas no círculo de amizades que temos no trabalho e na vida em lazer quando conhecemos novos amigos que vêm participar de nossa vida.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

AMOR SEM ESCALAS

Dirigido por Jason Reitman, o filme americano Up on Air, Amor sem Escalas, título recebido no Brasil, e Nas Nuvens, em Portugal, tem um olhar sobre as relações humanas, no trabalho e na vida particular dos personagens Ryan (George Clooney), Natalie (Anna Kendrick), Alex (Vera Farmiga), Bob (J.K. Simmons). No elenco dos coadjuvantes aparecem os atores Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey, Danny McBride, Meagan Flynn, Sam Elliot, Matt O´Toole, Erin Mc Grane, Steve Eastin e Zach Galifianakis.
Acompanhado da jovem secretária Natalie e trajando terno escuro, Ryan está sempre viajando de avião por muitas cidades americanas. A tarefa que ele recebeu das empresas é demitir funcionários, num cenário nacional que envolve crise financeira. Isto o faz uma pessoa fria diante do desespero e a angústia de muita gente.
O chefe dele, interpretado pelo ator Jason Bateman, incumbe Natalie de ajudá-lo nessa tarefa, utilizando as imagens de vídeo-conferência, assim ela demite o executivo Samuels (Steve Eastin). Sentindo o risco de perder o emprego, Ryan continua a levar a secretária por outros lugares onde ele participa de encontros empresariais, alguns em hoteis onde ficam hospedados em quartos separados.
A situação aflitiva das pessoas demitidas começa a repercutir nas atitudes da secretária que fica embaraçada, chora e tenta se recompor diante do público, quando aparece a consultora Alex Goran, mulher de impressionante beleza que faz balançar o coração de Ryan.
Abrimos um parêntese para mostrar a situação de quem foi demitido do cargo que exercera no passado, aqui no Brasil, repercutindo em outra dimensão onde já não pode mais fazer o colapso da função de onda:
 Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação.
Considerando que tivemos oportunidade de escrever relatos históricos e a nossa ligação com entidades de classe trabalhista, vale transcrever textos que interessam a todos os trabalhadores que, de alguma forma, estão envolvidos no meio social, ficando aqui um alerta:
Ao sair dali, vimos um amigo nosso que agora não pode mais fazer o colapso da função de onda, expressão reconhecida pela ciência ao fenômeno da morte. Estava ele revoltado contra a situação em que estava, pois fora deposto do cargo que tinha numa empresa estatal.
Quando ele se retirou, aproximamo-nos da pessoa que ouvira os queixumes e reclamações do antigo executivo da estatal e lhe dissemos que conhecíamos o homem que estava com ele e sentíamos admiração pela carreira que ele tivera. A pessoa nos disse que ele estava muito revoltado, em clima de briga.
Há milhares de empregados naquela situação na empresa em que ele trabalhou e, se fôssemos reunir todas as empresas do mundo, teríamos milhões de pessoas na mesma situação de desconforto emocional. Todas elas precisam desviar a atenção para outro rumo, mudando de frequência de onda, a fim de que sejam cortados todos os liames que fazem prender a pessoas que lhe causaram dano.
Como não houve o entendimento com desfecho feliz naquela situação, ambos, o algoz e a vítima, permanecem interligados na mesma frequência de onda, um intercâmbio nefasto que permanece por um tempo que não acaba até que haja a reconciliação, isto num ambiente em que um deles não pode mais fazer o colapso da função de onda. O sofrimento irá minar suas forças, apresentando em aspectos horríveis.
O importante não é ficar preocupado com a travessia, pois se houver os preparativos que foram colocados à prova numa realização de sucesso, a nível transcendente, tudo será de acordo com os sonhos acalantados numa vida de encantadora beleza.
Aos que tiveram a sorte diferente da nossa, o melhor é rezar para que com a frequência de onda diferente daqueles que ficaram presos a amarras criadas por eles mesmos não nos atinja, isto dentro do princípio da física quântica.
Não criticar nada, não criticar ninguém, apenas observar se o momento nos chega através dos sonhos ou na própria vivência em estado de vigília. A tradição dos povos sempre teve respeito aos mortos, inclusive com homenagem anual para serem lembrados em lugares sagrados. [A BARCA DE CARONTE – 15 de outubro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Retomando a narrativa do filme Amor sem Escalas, a personagem Alex Goran, mulher bela e sensual, é convidada a participar de eventos sociais onde se mostra interessada em conquistar Ryan que está completamente desligado dos assuntos que envolvem compromissos de casais. Para ela, o executivo tem tudo que aspira encontrar na vida, mas ele está desligado.
Na conversa que ambos se envolvem há pontos a considerar, as razões que ele acha fundamental o homem não ter compromisso amoroso, segundo ele, para ficar mais leve, sem carregar mala, usando uma metáfora que ele admitiu ser eficaz. Entre os brasileiros, mala-sem-alça é mais forte.
Esse estilo de vida é contrariado por ele mesmo diante de uma situação em que Dianne (Erin Mc Grane), irmã de Ryan está chorando por causa da desistência do noivo dela, Jim (Danny Mc Bride), no dia do casamento. Convidado a acalmar a irmã, Ryan se dirige a Jim e, com palavras convincentes, faz com ele volte à presença da noiva, usando as palavras de Ryan: “o co-piloto é necessário para que o avião possa voar”.
Sentindo falta da namorada, Ryan vai à casa dela, onde mora com o marido, interpretado pelo ator Matt O´Toole, e na porta de entrada é repreendido por ela que o expulsa: “aqui não, aqui mora a minha família”, isto nos leva a citar a obra que ganhou o Prêmio Nacional de Livros Publicados, concedido pela AICLAF, na Academia Brasileira de Letras:
 “Os fatores que impedem a união dos amores verdadeiros são múltiplos, desde uma pequenina desatenção numa oportunidade rara, até nos caprichos do destino que aproxima pessoas de idades desiguais ou em situações de estado civil diferentes.” [A SARÇA ARDENTE, p. 119, de Fernando Pinheiro].
Depois de se divertir bastante com a linda e sedutora mulher Alex (quem não gostaria de estar com a atriz Vera Farmiga?), o casal toma rumos diferentes no aeroporto, separando-se. Na despedida, ela lhe dá chance mais uma vez: “quando você quiser, pode ligar”. Mais tarde, ele ligou para ela que lhe perguntou: qual é a sua decisão no relacionamento? Ele não soube responder e tudo acabou por aí.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

UM HOMEM DE SORTE

Dirigido por Scott Hicks, o filme Um Homem de Sorte, título original The Lucky One, lançado em 2012, é baseado no livro de Nicholas Sparks, bastante conhecido no Brasil, conta a história de um fuzileiro naval que regressa aos Estados Unidos, depois do término da guerra com o Iraque. O roteiro é de Will Fetters e a música é de Mark Isham e Hal Lindes.
Best-sellers na publicação de livros nos EE.UU. e no Brasil, o autor Nicholas Sparks tem uma bibliografia vasta em torno do tema amor, basta citar A Última Música, Diário de uma Paixão, Um Amor para Recordar, adaptados para o cinema, aumentando a popularidade conseguida na imprensa.  
O título do filme é argumentado pela sorte do sargento Logan, vivido pelo ator Zac Efron, de ter encontrado a mulher da foto que ele achou no deserto que lhe serviu de amuleto, depois de ver uma bomba aniquilar os corpos de dois companheiros. A esperança, acalentada no Iraque, de encontrar a mulher da foto, Beth, interpretada pela atriz Taylor Schilling, foi altamente benéfica.
O amor à pátria, argumento que é usado para justificar a guerra, ao nosso ver é uma enganação em que o Estado induz aos jovens que o servem, no clima em que haverá glória e heroísmo em lutas sangrentas, pois, como na realidade vemos, as consequências são graves tanto pela perda dos soldados mortos ou pelo retorno daqueles que ficaram mutilados e com graves problemas psiquiátricos.
Não é apenas com relação aos que foram à guerra que os desastres são apresentados, há famílias, aos milhares, sentindo a falta de seus filhos, pois o sentimento da perda deflagra a depressão em todos eles. Há um desarranjo geral, numa cifra de milhões de pessoas, como temos escrito crônicas sobre os que fogem e outros que estão fugindo da guerra.
Milhões de pessoas no Iraque, na Síria e na Turquia, onde há forte domínio da população pelos terroristas do Estado Islâmico, sobrevivendo com mil dificuldades, inclusive no meio de bombardeios dos Estados Unidos, existe uma cultura sem recorrer à psiquiatria [A FONTE DAS MULHERES – 13 de novembro de 2015 – Fernando Pinheiro, escritor].
A travessia é um problema mundial, ou melhor dizendo, um problema de governança regional, é tanto que chega à mesa de negociações nos países da União Europeia. Um dos focos apresentados é controlar a migração clandestina e até aonde vai a solidariedade dos povos, numa consciência planetária dissociada onde se sobressai a competitividade e a separatividade? [A TRAVESSIA – 20 de maio de 2015 – Fernando Pinheiro, escritor].
Em participação ligeira, o filme Um Homem de Sorte apresenta ainda o juiz Clayton (Adam LeFevre), a irmã de  Logan (Courtney J. Clark), o cunhado do Logan (Trey Burvant), Victor (Robert Hayes), Miler (Sharon Morris), Aces (Kendal Tuttle), Charlotte (An Mckenzie), Amanda (Jillian Batherson), entre outros.
Com o auxílio da internet, o sargento Logan localiza Beth, mulher separada que vive com a mãe Nana (Blythe Danner), e o filho Ben, menor de idade (Riley Thomas Stewart). O ex-marido Keith (Jay R. Ferguson) tem ciúmes da ex-mulher e entra em atritos com Logan, o namorado de Beth, sem grandes consequências.
Em última jogada pessoal em que não teve sorte, Keith pede a ex-mulher voltar para ele, ela o recusa e ele ameaça levar o filho Ben que corre em direção da casa da árvore, ficando retido na ponte de cordas que balança e caiu no rio. A chuva e correnteza do rio são perigos que pai e filho enfrentam. O sargento Logan vê a cena e cai na água para socorrer o menino. Keith não teve sorte, o resto da ponte desaba sobre ele e a correnteza o arrasta para bem longe.
O final do filme apresenta o passeio em um pequeno iate da família, num cenário de comovente beleza, realizado por Beth, acompanhada do filho Ben, e o namorado dela, o Logan, num clima de felicidade e encantamento, verdadeira bonança após o fim da tempestade. 


domingo, 27 de dezembro de 2015

PAIXÃO (II)

Um conto de Júlio Cortazar serviu de inspiração ao roteiro do filme Jogo Subterrâneo, escrito por Roberto Gervitz e Jorge Durán, referente à busca pela mulher ideal que Martin, um pianista da noite, vivido pelo ator Felipe Camargo, em várias passagens pelo metrô da cidade de São Paulo.  
As mulheres escolhidas na paquera do pianista são: Tânia (Daniela Escobar), mãe de uma filha autista, Laura (Júlia Lemmertz), uma escritora cega, e ainda Mercedes (Maitê Proença), Victória (Thavyne Ferrari), Sofia (Sabrina Greve) e Ana (Maria Luísa Mendonça).
Em todos as idas ao metrô, ele idealizou que daria certo o namoro se alguma delas seguisse o mesmo caminho dele, o jogo  subterrâneo. Mas, quando conhece Ana, o pianista não obedece mais ao plano de paquera e se deixa envolver em situações que não sabe controlar, pois ela está vivendo experiências com um antigo parceiro que a faz ficar sufocada.
A trilha sonora é de Luiz Henrique Xavier, mas o enredo é  lúgubre, embora tenha momentos em que se ouve músicas conhecidas do público: Alma brasileira do choro nº  5, de Villa-Lobos, Phantasiestücke, op. 12, nº 1, de Schumann. O ator Felipe Camargo faz a dublagem das músicas tocadas ao piano pela pianista Lídia Bazarian.
As músicas brasileiras, que aparecem depois da trilha sonora, melhor define o enredo do filme: “Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois, eu fico ali, sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois... [Sozinho, de Peninha], “sentindo frio em minha alma, te convidei pra dançar, a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá”. [Dois pra lá, dois pra cá, de João Bosco e Aldir Blanc].
A paixão é a fé cega que não olha ao que está ao redor, apenas o desejo de realizar seus objetivos alimentados no plano mental onde os sentidos têm o seu reino. No plano espiritual a paixão pode encontrar guarida mas não é um porto seguro onde há um clima de tranquilidade e de paz. Esse mesmo plano abriga também um clima mais sutil.
Tudo depende como devemos encarar a situação que elegemos por vontade própria. Navegar em mares bravios é muito diferente de navegar em águas tranquilas onde o clima é sempre bom.
No relacionamento amoroso é necessário ver a transparência e a alegria em tudo que nos cerca. Se não houver esse olhar, tudo virá para nos tirar da tranquilidade em que estávamos antes de haver esses encontros galopantes numa corrida que leva a caminhos perigosos.
O mesmo acontece com quem ascendeu a uma dimensão mais sutil de consciência, se houver crítica e julgamento, volta automaticamente a dimensão em que antes estava. Aliás, dizer que está numa dimensão mais sutil é algo prepotente que denota discriminação e faz separar quem está perto de nós. Por causa disso, ninguém pode conseguir se elevar a uma dimensão mais sutil. Faz-se necessário a simplicidade e a humildade.
A paixão desperta a identificação dos encontros de caminhos espirituais em outro tempo e em outra ocasião, onde sempre há algo a se recompor. O sábio reconhece os caminhos percorridos, nessa ótica os encontros são missões que devem ser compartilhadas por companheiros de jornada evolutiva. O apaixonado apenas vive as emoções sem compreendê-las os sentidos. Aliás, nem é bom compreender, principalmente se houver marcas de desencantos no ar.
Não buscar nem fugir é a melhor postura diante da paixão. Se acontecer, não pode retê-la, pois tudo que é retido precisa ser escoado como os rios que correm para o mar. Se o coração for despertado, melhor ainda, porque vai acontecer a transmutação do improvável para a certeza que deve existir.
É sempre bom ouvir dizer que somos compenetrados e centrados no que fazemos, fora disso seríamos apaixonados por algo que não sabemos e nem podemos conhecer. Sem conhecer perde todo o sentido que devíamos ter. Você já pensou andar no escuro, apenas porque o local lhe traz emoções? No escuro pode ocorrer tropeços e quedas.
A nossa caminhada tem que haver transparência, um dos cinco pilares que compõem o esquema: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. A ideia de incluir a gratidão é de nossa amiga búlgara Nona Orlinova que, em sintonia, nos acompanha os passos. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

ÁGUA PARA ELEFANTES

Com o roteiro de Richard LaGravenese, adaptado do livro de Sara Gruen, o filme Água para Elefantes, drama dirigido por Francis Lawrence, nos idos de 2011, tem no elenco os principais atores: Robert Pattinson (Jacob), Reese Whitherspoon (Marlene) e Christoph Waltz (August), vivendo personagens de um triângulo amoroso.
Desempregado e sem rumo, Jacob corre, sobe numa árvore, dá um salto em cima de um trem que está passando, sem saber que ali iria encontrar o seu destino e ainda sem saber que a moça que simpatizara, desde à primeira vista, era a esposa do dono do circo. Os dois se encontram como colegas de trabalho.
Jacob é admitido no circo para tratar de animais, pois estudou veterinária, demonstrando carinho com os animais, diferente de August, o dono do circo, que trata elefante com vara de ferrão, empurrando-o para andar, levando-o a sangrar muito e com feridas à mostra. Essa diferença de atitudes despertou a atenção de Marlene, a esposa de August, com algo de bom que unia o coração dela com o de Jacob e, ao mesmo tempo, se distanciava do marido.
Ao comentar Água para Elefantes, o jornalista Roberto Cunha escreveu Em Críticas AdoroCinema: “Ao abordar um amor “fora do alcance”, as cenas são comedidas, mas existe uma química verdadeira, mais por mérito dela do que dele.”
Na trilha sonora Jacob in love e I gave you love, de autoria de James Newton Howard, o casal Marlene e Jacob dançam apaixonadamente, ela toca com a mão esquerda a nuca dele, e ele a toca nos ombros e abaixo da cintura, então, surge o beijo. Os dois vivem uma paixão proibida, com encontros eventuais. Surpreendido pelo marido dela, o amante apanha uma surra da boa e é obrigado a voltar para casa, abandonando o circo.
Anteriormente, o tema animais mereceu a nossa atenção, em outubro de 2013, ao escrever duas crônicas intituladas DEFESA DOS ANIMAIS e TERAPIA COM ANIMAIS, constantes no blog Fernando Pinheiro, escritor.
Por desconhecer que a consciência está em tudo, os seres humanos tratam com rudeza os animais e até os insetos, causando-lhes sofrimento e morte, situação que retorna na mesma frequência de onda em que foi emitida. Em tudo existem a consciência e a informação, ao mesmo tempo. Tudo é energia, tudo é átomo expandindo-se dentro do universo sem fim.  
Na singela narrativa de por o nome de alguém na boca do sapo é bastante conhecida, acarretando sérios prejuízos, embaraços, doença e até morte, tanto do próprio sapo como daquele que teve o endereço astral ali colocado, podendo ser um cabelo, um nome escrito ou qualquer pertence do dono, como também para quem é o autor ou mandante da ação. No entanto, se a vítima se encontrar em outra frequência de onda, nada vai lhe acontecer de nefasto.
Isto tem repercussão não apenas durante o período de vida da pessoa, mas durante todo o tempo em que não pode mais fazer o colapso da função de onda, recompondo-se. O inferno é brabo, não se assuste quem não deve. Ao devedor somente sairá de lá, após pagar o último centavo.
A liquidação da dívida não é lá, é claro que as condições em que partiu irão repercutir muito em sofrimento e dor, por um tempo imprevisível. A liquidação total ocorre quando houver o retorno em condições difíceis nos planos da materialidade, ajustando-se ponto por ponto.
Como a Terra está passando pela sacralização, com a separação do joio e do trigo, enunciando os tempos em que hão-de-vir, vemos que não haverá mais espaço aqui para esses que permaneceram toda a vida terrestre na zona do conforto. No entanto, os mundos afins sempre existirão para receber quem está na mesma frequência de onda.
Esse tema aqui no Brasil foi levado ao ar na voz de Raul Sampaio com a canção Amor Impossível, composta por ele em parceria com Carlos Nobre, nos idos de 1961, época em que não havia divórcio no Brasil e a separação dos casais era algo mais difícil de acontecer dos que os tempos atuais, fala da esperança além desta vida entre aqueles que se amam e não podem viver juntos:
“Meu amor, respeite a tua aliança, mas que não morra a esperança nos corações de nós dois. As almas jamais serão destruídas, Deus nos dará outras vidas para nos unirmos depois.”
O filme Água para Elefantes é ambientado nos idos de 1931, a época da Grande Depressão, nos Estados Unidos, dentro do Circo dos Irmãos Benzini – O Maior Espetáculo da Terra, armado dentro de um trem e nos lugares perto das ferrovias por onde aconteciam os espetáculos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A ÚLTIMA TEMPESTADE

No clima de última tempestade que faz alusão ao que acontece com o planeta Terra, augurando o final dos tempos, inclusive na capital paulista onde há constantes alagamentos, o filme dirigido por Uwe Bol, nos idos de 2010, traz como elenco os artistas Steve Bacic (Tom), Lauren Holly (Gillian), Cole Heppell (Graham), Luke Perry (Silas), Blu Mankuma (Charles).
Mesmo no meio das calamidades que a tempestade traz, o casal Tom e Gillian e o filho Graham, residindo numa fazenda no interior dos Estados Unidos, têm uma vida normal, pois a solidariedade está presente desde o começo até o final do filme. Com a chegada de um estranho, o Silas, a vida da família entra no inferno astral.
Silas chega à fazenda todo molhado e exausto por fugir da tempestade, recebe a acolhida da família que lhe dá atenção. É uma forma inocente da gente do interior prestar assistência a quem lhe é recorrido, isto é mais revelado no tratamento dispensado pela esposa Gillian.
No meio do mistério que envolve a chegada do estranho, sem identificação de origem e passado, uma trama de terror ocorre desde o momento em que é revelado a cobiça de Silas em ter a propriedade que alega ser sua. Tom, o proprietário, disse que o estranho está maluco e não acredita nele, mesmo assim busca investigá-lo no Departamento de Polícia onde encontra a ficha dele revelando-lhe a situação: um assassino.
Enquanto Tom está na cidade, a Gillian, a mulher dele, na fazenda, toma banho quente e, ao sair da banheira, aparece o estranho querendo tomar banho da mesma água usada pela mulher. Ela em sua inocência, usando uma blusa e calcinha, pois tinha saído do banho, vai ao fogo esquentar outra tina de água para colocar na banheira que está sendo usada pelo estranho.
No regresso ao lar, o marido surpreende a esposa em vestes sumárias e o estranho mergulhado na banheira. Mil pensamentos lhe ocorrem ao mesmo tempo, ele retira a esposa daquele ambiente e vê, em seguida, o estranho já recomposto em suas vestes a indigar ao marido se cometeu algum ato de desonestidade.
Com tudo às claras, as provas da ficha criminal de Silas e a intromissão dele na vida do casal, Tom expulsa-o com violência da fazenda. Então, um clima de vingança surge na mente de Silas, pois além da fazenda, queria ter a esposa do dono da fazenda.
Lá fora da casa, com o carro e o depósito de feno em chamas, incendiados por Silas, os dois se encontram em embate crucial, Silas coloca uma corda no pescoço de Tom, num galho de árvore, sendo salvo, num momento de suspense, pelo filho que corta com o machado a corda amarrada num tronco de árvore.
Já no chão, Tom parte para cima de Silas e lhe desfere golpes com o ancinho, usado na colheita, fazendo que o agressor caísse no meio do fogo, incinerando-o por completo.   
A família se reúne depois do susto enorme que lhe custou momentos de muita luta que envolveu sangue, suor e lágrimas.
Em detalhe que faz a diferença, a esposa, mulher singela, atraente e inocente até mesmo diante do perigo, nunca traiu o marido, até mesmo na cena em que aparece de blusa e calcinha perto do estranho, levando água quente na banheira.
A cena do casal na cama, sem ter apelo adulto, nome que a mídia disfarça o público para designar a pornografia, não aparece cenas íntimas, apenas é mostrado a mulher deitada de bruços para satisfazer o marido. Ela é carinhosa com ele em todos os momentos como esposa fiel e encantadora. 
Este foi um dos filmes passados na noite de Natal de 2015, pelo canal TNT, extinguindo a tradição da data em que é comemorado o nascimento do libertador de todas as algemas que escravizam e levam ao torpor e sofrimento a humanidade que busca um roteiro para ser feliz nesta densa consciência planetária.
Para justificar o título que tem ligação com os eventos astrais que denotam o final dos tempos, é oportuno citar a crítica do filme: “como termina filme”: “as galáxias se agrupam e sua junção desaba sobre a Terra”. No entanto, vale mencionar a previsão dos cientistas que diz que as galáxias Via-Láctea e Andrômeda vai se agrupar dentro de 4 bilhões de anos.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A LUA HUMANA

Titã, a maior lua do planeta Saturno, com o diâmetro 50% maior do que a lua terrestre, fotografada, em 13/11/2015, pela sonda espacial Cassini da NASA numa distância de 10.000 quilômetros. Na atmosfera titânica foi detectado metano, carbono e propileno, semelhante ao que existe na Terra [El Pais – 17/12/2015].
Além de oxigênio e hidrogênio, a fórmula química da água, o corpo humano possui o elemento carbono encontrado também nas pesquisas realizadas a partir das fotografias enviadas pela sonda Cassini, daí a justificativa que encontramos para chamar Titã, a lua humana.
O nome dessa sonda espacial lembra-nos de Giulio Caccini, o famoso criador da música que leva o nome dele, Ave Maria,  de Caccini, em homenagem à Virgem dos poetas parnasianos, embora haja controvérsias sobre a autoria da música atribuída a Vladimir Vavilov, compositor russo. Particularmente, é uma de nossas músicas favoridas no repertório mundial.
Se o ingrediente carbono está no corpo humano, o corpo humano pode ser encontrado nos mundos fora da Terra onde se encontra o carbono, por exemplo na grande lua de Saturno, é uma hipótese feliz que aventamos.
Existe a preocupação dos cientistas em saber se há vida extraterrestre, alimentada pela esperança, no dizer popular, é a última que morre, embora a ficção tenha levado para o cinema cenas que falam de guerra nas estrelas e o quinto elemento, filme que comentamos na crônica do dia 23 de junho de 2012 no blog Fernando Pinheiro, escritor.
Se Hollwood desse mais atenção aos benefícios inefáveis do mundo espiritual onde se encontram os seres angelicais que ajudam a humanidade a fazer escolha do seu próprio caminho, pois o pensamento pode influenciar decisões, haveria menor quantidade de filmes de ficção contendo violência que só existe onde há violência, na matrix e fora da matrix, interligadas por um enredo em comum.
Embora o carbono, o oxigênio e o hidrogênio estejam  espalhados pelo universo, dificilmente o homem no corpo físico sujeito à doença e às necessidades de sobrevivência material, poderá chegar onde há temperatura elevadíssima, nem nos referimos ao Sol, mas a Vênus que possui 470 graus Celsius.
No entanto, os homens ou os seres humanóides, estão lá, não nessa mesma roupagem física, mas em corpos sutis compatíveis com a condições inerentes à vida em Vênus que está vivendo a 5ª dimensão de consciência planetária unificada, enquanto a Terra vive-se na 3ª dimensão dissociada, em trânsito para a 5ª dimensão unificada, numa espécie de salto quântico nesta transição planetária.
Os seres multidimensionais que tiveram ou não trajetória na Terra, como os arcanjos, anjos, santos, podem se descolar a mundos felizes, num piscar de olhos, e até mesmo entre as galáxias, como é o caso daquele que foi crucificado no tempo do rei Pilatos, num burgo distante do império romano, ressuscitando como o herói da sepultura vazia.
Isto é difícil de compreensão no argumento humano, mas como o universo é feito de uma só substância, segundo o filósofo Spinoza, onde suas teorias foram aproveitadas pelas ciências do comportamento humano, notadamente a filosofia, a psicologia e a psiquiatria, isto é possível e verossímel.
Em sonhos, a pessoa que não possui mais os engramas do passado, cerceiando-lhe os passos, pode se deslocar a lugares distantes fora do corpo físico que está dormindo, referimo-nos a essência etérea e eterna, e desfrutar dos deleites do paraíso que podem ser desde um jardim ou outro lugar esplêndido.
Não somos os precursores dessa revelação, isto já existe desde que o mundo é mundo, e foi revelado, com maior precisão, pelo herói da sepultura vazia ao dizer que “na Casa do meu Pai há muitas moradas”.
A verdadeira felicidade está reservada a todos nós, sem exceção, embora devamos semear a felicidade no coração dos que se sentem desanimados diante de tantas dificuldades que estão nesta densa dimensão planetária, em fase de transição, na conhecida separação do joio e do trigo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

O CAPITAL

Adaptado do romance de Stéphane Osmont, O Capital, filme dirigido por Constantin Costa-Gavras, nos idos de 2012, é centrado no sistema financeiro em que atua  o Banco Phenix, nome fictício, presidido pelo personagem Marc, interpretado pelo ator Gad Elmaleh. A música é de Armand Amar. Esse filme estreou, em 4/10/2013, no Shopping Paulista da Avenida Paulista, em São Paulo e em cadeia nacional. Nesse mesmo ano, estávamos morando na capital paulista, num apartamento um por andar.
O Capital é o jogo do poder vivido por Marc que está no meio desse emaranhado de situações que leva seus pares do colegiado a duvidar de sua atuação à frente do Banco Phenix, mas que no final mostra a cara, conforme ele mesmo disse numa reunião com os diretores e acionistas: “vou continuar roubando dos pobres para dar aos ricos.” Compõem ainda do elenco os atores: Gabriel Byrne (Dittmar), Liya Kebede (Nassim), Natacha Régnier (Diane), Céline Sallette (Maud) e Hippolyte Girardot (Raphael), entre outros.
A cena mais interessante foi o encontro de Marc com a supermodelo Nassim, no banco de trás da limousine, ele a seduz ferozmente sem que ela participe, melhor seria no hotel. No final, ela lhe disse: “você só queria dar uma rapidinha” e devolve-lhe um milhão de dólares. Ele lhe respondeu: “você deve ao Phenix e não a mim.”, ao mesmo tempo pede ao motorista parar em frente do Phenix e entrega ao tesoureiro a quantia recebida.
Achei interessante a devolução do dinheiro, foi uma forma que ela encontrou para não mais querer ver o amante-sem-jeito, isto nos remete a canção Devolvi, de Núbia Lafayete: “devolvi o cordão e a medalha de ouro e tudo que ele me presenciou.” Está incluído na devolução o retrato, as cartas amorosas que sempre enganaram a destinatária.
Não iremos comentar as operações bancárias do Banco Phenix que envolve situações de risco, preferimos estender todo o nosso comentário pertinente à crônica SISTEMA DE CRENÇAS – 25 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor:  
No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses  que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos.
O principal obstáculo nesta mudança é o medo, não é a divergência de opiniões nos diversos sistemas de governo ou de classes. No entanto, a sedimentação de crenças,  que podem ter um apelo religioso ou não, provoca-lhes o medo de perder as vantagens colocadas para lhes agradar, com o propósito escondido  de escravidão, considerando que o lado de quem dá as cartas é sempre vantajoso para quem faz o aprisionamento e se escraviza também a esse sistema.
O sistema financeiro, um dos aspectos desse sistema global, será o último a cair na mudança de paradigma desta densa consciência planetária. A propósito, abordamos nos dois parágrafos, a seguir, este aspecto da vida cotidiana da maioria da população mundial, anteriormente publicado em nossa crônica FAMÍLIA SEM FILHOS – 13 de abril de 2015:
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver.
A transição planetária está em pleno funcionamento na vida de uma parcela da humanidade que vive em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. É este o contingente de multidão de pessoas, vivenciando um patamar a mais na consciência global, que irá contribuir maciçamente para modificar o paradigma atual.
Foi acrescentado mais um pilar, sugerido pela búlgara Nona Orlinova, sempre linda e elegante, mesmo eu sabendo que a gratidão estava veladamente incluída no pilar humildade, pois reforça bastante os pilares anteriores que sustentam a mudança de frequência de onda. Participando ainda deste post, a russa Irina Orlova, Rostov, Rússia, disse-me que o sistema de consumo destruirá a humanidade, somente a espiritualidade faz-nos humanos.
Com a queda do sistema financeiro no mundo inteiro levará de roldão o dinheiro, os bancos, as empresas, os orçamentos do governo (municipal, estadual, federal) e tudo que está no mercado de moeda comprovando a ineficácia de um sistema que enriqueceu uma pequena minoria, carregando em seu bojo a miséria e a carência de recursos da maioria da população mundial.
Anúncios de troca de sapatos e bolsas por alimentos perecíveis espalhados nas redes sociais da internet denotam que já existem pessoas buscando uma solução para os problemas de sobrevivência que esse sistema financeiro, perverso e aniquilador, aqui no Brasil, Estados Unidos e em todos os países do mundo, não conseguiu solucionar.
A crença no dinheiro e no mundo subjetivo ajudaram bastante a humanidade em seu progresso material, mas da maneira em que foi empregada levou-a à escravidão, roubando a juventude de pessoas que não tiveram tempo para dedicar-se ao lazer e desfrutar de um conforto material. Há leis amparando tudo isto, mas é apenas um lenitivo passageiro onde permanecem os engramas do passado trazendo estigmas.
Quando o mundo era bucólico, corria menos dinheiro em circulação, mas a qualidade de vida era melhor do que no mundo industrializado. O sentido gregário dos animais não foi aplicado na vida comunitária dos povos, os interesses isolados de grupos de pessoas falaram mais alto e deu no que está: uma população mundial doentia e enfraquecida.
Os privilegiados existem, sim, mas em pequena minoria, privilegiados que não perceberam que a consciência está imantada em tudo, porque tudo é energia, é o átomo que está presente em tudo, inclusive no vácuo quântico, onde tudo emana. Como segurar um elétron que corre no endereço astral onde está o sofredor? Elétron que partiu de um pensamento humano dissociado da realidade única que nos une.
Por discordar do paradigma atual, reconhecemos o conceito de Alfred Korzybiski, filósofo, engenheiro e matemático, divulgado ao ensejo da realização de um encontro da American Mathematical Society: “o mapa não é o território.’’
É tempo de reverter tudo isto, simplesmente vivenciado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Outras fórmulas podem conseguir essa reversão, mas levará muito tempo em que para muitos custa uma eternidade. O joio separado também, um dia, no decorrer dos milênios, será transformado em trigo, mas não será mais neste planeta que está sendo sacralizado.