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domingo, 21 de fevereiro de 2016

PÉGASO (XXXVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Os acontecimentos sociais levam-nos à reflexão, estávamos caminhando num recanto de paz, passamos por um habitante do local e perguntamos-lhe onde fica a entrada de serviço da casa que lhe apontamos na esquina da estrada. Ele indicou-nos um portão de garagem e adentramos na casa.
No final da casa estavam duas moças contentes com a vida que levavam, sentindo-se alegres e felizes com tudo que existem ao redor, num cenário tão simples e acolhedor. Nós já fazíamos parte desse cenário onde avistamos uma cachoeira em 2 saltos de queda d´água, era o interior da Índia.
Andamos um pouco mais e chegamos perto da cachoeira. Não era lugar adequado a banhos porque a correnteza do rio era forte em fluxo volumoso. Mas estar perto das águas era algo que dizia respeito ao nosso mundo interior onde tudo corre em fluidez permanente.
Esta imagem ideoplástica é importante revelar porque no estado de vigília somos bombardeados com informações que mostram outra realidade transitória. Aos que se deixam ser influenciados, naturalmente esse bombardeio é devastador.
As pessoas pensam que é importante saber das notícias propaladas pelo rádio e televisão, agora com os aplicativos que divulgam essas mesmas notícias. Quando não temos capacidade de observar as coisas, naturalmente recorremos a esses meios de comunicação que divulgam os interesses deles para nos fazer aficionados e jugulados, mantendo-se o poder da mídia.
Nesta densa consciência planetária, onde predominam a separatividade e a competitividade, o paradigma comum é o mesmo a todos, fora disso quem pensa diferente é anormal, levando-nos a citar a frase de Nietzsche: “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
De vez quando, a TV Globo mostra a prisão de médicos que abusaram sexualmente de suas pacientes, quantos outros profissionais de outras áreas não são mostrados ao público? O que nos chama a atenção não é o causador desses desencantos, mas a forma punitiva em que é cercada a vítima pelo trauma.
E o depoimento de uma delas que não sabe se livrar disso, pensando o tempo todo, com revolta e inconformação. Na física teórica, as partículas atômicas gravitam ao redor do núcleo, alimentadas pelo pensamento da sofredora. São engramas do passado que precisam ser liberados.
Esse longo período de sofrimento do paciente foi observado pelo médico Henry Krystal (1925/2015), professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina Osteopática –  Universidade de Michigan, EE.UU., quando identificou uma série de sintomas, cunhando o termo “culpa do sobrevivente”: nervosismo, irritabilidade, insônia, dores de cabeça e problemas cardíacos que, muitas vezes, continuam por décadas após o trauma original. [The Telegraph – 05 de novembro de 2015].
Tudo funciona na sincronicidade do impulso, veja o átomo, não com os olhos desnudos, mas do que os cientistas dizem ser verdade, vendo que o pensamento tem átomo, não deixe a partícula atômica gravitar fora do círculo próprio. Não deixe você deixar de ser você mesmo, nascido da luz e gravitando no círculo da luz. [PÉGASO XXXVII – 20/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Aqueles que buscam a felicidade permanente e não querem ser mais enganados, então não liguem mais para os noticiários que dão audiência, no dizer dos promotores de programas e vejam como as suas vidas irão mudar.
A rotina também se esgota e a reinvenção da vida é o chamado que a poetisa Cecília Meireles nos sugere. Para que acumular, em nosso íntimo, informações que nada tem a ver com o que somos na realidade?
A manipulação de massas humanas, através dos meios de comunicação, visa unicamente estabelecer o medo como forma de aprisionamento e de controle. Isto acontece, como dissemos anteriormente, por causa do princípio de atenção, pois passa a ser verdade tudo aquilo que dermos peso e referência. Não é que a notícia seja falsa mas por causa da ilusão que é acolhida como verdade. A densa camada de pensamentos existe mas não é a nossa faixa vibratória onde vivemos. (...)
Basta que haja ocorrências de escândalo, assalto, tragédia, morte e outros desencantos, as televisões e rádios, aqui e alhures, correm logo para noticiar o clima em que isto ocorreu e passam horas comentando e repetindo os mesmos assuntos.
A grade de notícias passa a ser a grade em que os ouvintes e assistentes se aprisionam. Não é a TV que aprisiona, mas o próprio espectador que dá peso e referência ao que ouve e vê, como dissemos. [ENGRAMAS – 15 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No sonho, onde sentimos os eflúvios que a natureza derrama em cachoeira que tivemos a satisfação de apreciar, tivemos a impressão excelente das moças que estavam conversando e contentes com a nossa presença na mesma intensidade de alegria, como se fôssemos integrantes de orquestra sinfônica onde a música é interpretada por todos os músicos, sem desafinar.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

PÉGASO (XXXVII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A marcha fúnebre dá início à Sinfonia nº 5 em dó sustenido menor, de Gustav Mahler, não tem nada de lúgubre, há uma suavidade como se fosse água escorrendo das fontes cristalinas e o adagietto é uma carta de amor que compositor fez à sua amada Alma, a jovem mulher, na flor da idade e maciez de pele, que ele se casou.
Na placidez do momento, entramos num corredor repleto de salas fechadas e, tínhamos à disposição escolher qualquer uma delas para entrar, seguimos em frente e, ao chegar na última, abrimos a porta e vimos escuridão, fechamos e abrimos a sala ao lado, onde estavam grupos de pessoas recebendo aulas em bancadas juntas, onde eram ministradas orientações.
Percebemos que não tínhamos nada a apreciar naqueles assuntos ligados à materialidade neste planeta de densa consciência onde predominam a separatividade e a competitividade. Os professores pararam a aula e pudemos nos sentir bem-vindos.
Os alunos estavam com ideia de ser bem-sucedidos na vida material e a preocupação os atrapalhava. As perguntas formuladas eram aquelas que todos conhecem quando as pessoas vão ao consultório médico e à sala de visitas em casa de parentes e amigos que temos admiração pelo saber e orientação.
Tudo estava nelas, mas elas não sabiam, recorriam a terceiros para lhes dizer o que sentem, numa oscilação variável como mudam as ideias que têm quando novas situações surgem, dificultando assim a palavra certa dos orientadores.
O ambiente não apresentava perigos como aqueles que sentimos ao passar pelo túnel dos cavalos alados, onde havia disputa pelo poder transferido da matrix, velhos inimigos da lutas terrenas que deixaram marcas de sangue, suor e lágrimas, a vingança cobrada em seu ponto mais acirrado. Inferno que não acaba nunca, assim era o que queriam.
A luta pela sobrevivência é comum a todos, sem dúvida, mas é necessário descartar o que não nos pertence em termos de qualidade de vida, pois iremos nos defrontar com aqueles que disputamos o pão, no outro lado da matrix, onde a ilusão é que impera, assim como imperou nos dias em que vivemos aqui, sem pensar que a vida continua.
Perda de trabalho, perda de amigos, perda de vantagens pessoais quando estávamos na ativa no trabalho ou mesmo no trabalho quando fomos destituídos do cargo ou função, pensando o que conquistamos é nosso, mera ilusão quando essa conquista não transcende.
Tudo funciona na sincronicidade do impulso, veja o átomo, não com os olhos desnudos, mas do que os cientistas dizem ser verdade, vendo que o pensamento tem átomo, não deixe a partícula atômica gravitar fora do círculo próprio. Não deixe você deixar de ser você mesmo, nascido da luz e gravitando no círculo da luz.
A carta de amor revelada no adagietto da Sinfonia nº 5, em dó sustenido menor, de Mahler à Alma, que gostamos muito de ouvir em estado de vigília e durante o sono, é algo que nos mostra a harmonia na música e dentro de nosso ser profundo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MADRUGADA, CARNAVAL E CHUVA

Quando o carnaval não tinha esse glamour que hoje tem na passarela da Avenida Marquês de Sapucaí, ideia e obra do governador Brizola, de saudosa memória, o desfile era singelo e doce, mantendo o mesmo charme que o samba tem, desde o tempo em que era apresentado na Avenida Presidente Vargas, na cidade do Rio de Janeiro.
“Molha o surdo, molha o enredo, molha a vida do sambista cujo sonho é triunfar, cai o brilho do sapato do passista, mas o samba tem é que continuar.” [Madrugada, Carnaval e Chuva, de Martinho da Vila]. Apesar de ter entrado em 1965, na ala dos compositores da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, ano em que compôs este samba, somente em 1967, Martinho da Vila fez o seu primeiro samba-enredo que a Unidos da Vila apresentou na avenida.
No meio da chuva, mesmo com relâmpago e trovoada, o ânimo da escola de samba não desvanece, um simples apito é o suficiente pra animar o pessoal, assim como a bateria é o último componente da escola a sair, samba que leva alegria no meio da avenida e repercutido na passarela. A bateria é a locomotiva e os componentes do grupo os vagões arrastados em simbiose.
A Unidos da Vila Isabel, nos idos de 1965, presidida por Cornélio Cappelletti, com enredo do carnavalesco Gabriel do Nascimento, era composta, em sua maior parte, por operários da construção civil, pedreiros, eletricistas, pintores, além de empregadas domésticas e operárias de fábrica de tecidos.
À época, o fluxo de migração nordestina era intenso: “Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água e de noite falta luz”, como dizia uma cantiga de 1954. Subir a ladeira em direção ao morro acima, carregando lata d´água na cabeça era a tarefa de milhares de mulheres que moravam nos morros.
O palco de um teatro estava num carro de alegoria onde  bailarinas dançavam e cantavam o samba da Unidos da Tijuca, era o aniversário de 50 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o tempo de Ruth Lima, em pleno apogeu e glória, onde integrava o corpo de bailes.
Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – in DUAS BAILARINAS – 11/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nos idos de 1965, o samba-enredo da Unidos de Vila Isabel de Paulinho da Vila contava a epopeia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nesse teatro lírico se apresentaram grandes nomes da música, entre os quais destacamos os compositores Stravinski e Richard Strauss, além do tenor italiano Caruso e o orador gaúcho James Darcy que prestou homenagem ao poeta Dante Alighieri, conforme transcrevemos, a seguir, textos da História do Banco do  Brasil, de Fernando Pinheiro:
“Conhecedor profundo da obra do célebre poeta da latinidade, Dante Alighieri, orador que sensibilizava multidões, James Darcy proferiu, nos idos de 1921, na presença de Epitácio Pessoa, presidente da República, e do Corpo Diplomático no Rio de Janeiro, uma conferência em comemoração ao 6° Centenário de Morte de Dante Alighieri, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Na oportunidade, James Darcy ressaltou: “Certo o destino pode semear de urzes o caminho da existência; não, porém, abater a coragem dos heróis, porque há no homem um poder criador de beleza, moral ou espiritual, que a vida, com suas lutas e seus tormentos, não destrói. Antes, na perplexidade e na dor, cresce o espírito, ilumina–se de clarões soberbos a alma.
Não à quietação e à felicidade, mas as angústias e lutas geram as obras–primas. Nenhuma confirmação mais formidável destas verdades do que Dante. (...)
Caminhamos, entre tristezas e misérias, mas a vida impõe deveres, em todas as condições. Por isso, o ânimo é que salva.
Não importa a incerteza do triunfo; mesmo sem ele o combate deve seduzir.
Não há beleza sem devotamento, consagração da vida a um fim superior.” (...)
É a lição de Dante: .... Se tu segui tua stella, Non puoi fallire a glorioso porto. (Inf., XV 55–56)” (28)
(28) JAMES DARCY, presidente do Banco do Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926) – Apud Figuras do Banco do Brasil, de Fernando Monteiro – pp. 49 – Rio de Janeiro – 1955. – HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906/2011), de Fernando Pinheiro, obra  disponibilizada ao público na internet pelo site www.fernandopinheirobb.com.br 
A letra do samba Madrugada, Carnaval e Chuva, de Martinho da Vila, tem idéias semelhantes da poesia de Dante Alighieri.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

ATMOSFERA AZULADA

São tantas as pessoas que vemos nos lugares mais diversos, sempre passando impressões que nos sensibilizam. Quantos olhares vieram em silêncio interpretando mensagens que nos  fazem pensar?
São amores ocultos que ainda não se revelam abertamente, abafados pelas circunstâncias do momento, que exigem o deslocamento a lugares onde não podemos ir, devido ao preenchimento de lacunas sentimentais por pessoas que desconhecemos.
Os compromissos do coração têm exigências delineadas por normas de conduta que não permitem o encontro desses amores fora das horas onde se reúnem para desempenhar papéis no cenário social.
Quanta vontade de permanecerem juntos naqueles recintos públicos que o tempo marca, numa despedida silenciosa, no  final da jornada de trabalho, dia após dia!
Numa atmosfera azulada nasce o encanto da vida que abranda os acidentes do caminho. O amor se expande em profusão como as espumas das cachoeiras e dos rios que desembocam no mar.
São sagrados todos os laços que sustentam a convivência dos amores, tanto no lar como no trabalho; cada qual em espaços adequados, mas não longe do tempo que os envolve sem amarras.
Se fôssemos buscar as raízes dos sentimentos dos amores, o momento atual, onde todos os interesses estão concentrados, se perderia na contagem do tempo. Ligados à perenidade do amor, podemos dizer que chegamos antes de qualquer fato novo. Não importa a preocupação do passado, do presente e do futuro, basta o momento que se eterniza.
Se há amores-perfeitos, miosótis azuis, margaridas amarelas, rosas cor-de-rosa, há também os lírios vestidos de lama à espera da chuva que revelará a brancura que possuem.
Na visão emocional, nos deslumbramos  com o olhar doce, o gesto de ternura, o andar que passa deixando traços invisíveis que nos marcam com letras de fogo.
A poesia, o sonho, o amor nos acompanham em todos os lugares por onde vamos. Os amores enternecidos nos estimulam a acreditar naquilo que sentimos.
Se a  nossa  vida se resumisse na plenitude dos amores que encontramos, o círculo da felicidade seria tão pequenino. Há lacunas a serem preenchidas no campo dos sentimentos e outros amores, que ainda não foram despertados, esperam uma palavra de carinho, um gesto singular que lhes  permitem identificar quem somos.
Todas as pessoas que estão conosco, não importa conferir o tempo, as situações que fazem parte do nosso viver, os jardins e os pântanos são manifestações da vida, reveladas claramente ou ainda há um tempo de plantar, antes da colheita que abastecerá todas as carências por onde passamos.
No clima da certeza do amor, a canção do exílio (palmeiras, sabiá, saudades), ainda tocada em blues que lembram a namorada, os amores e a terra distante do soldado americano, será transformada, algum dia, num canto de louvor aos amores que se encontram em todas as searas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO

Nos dias que antecedem ao Natal e ao Ano Novo, as pessoas se reúnem para celebrar a fraternidade, às vezes esquecida nos momentos da pressa e da agitação.
Nesses encontros, o clima de amor é contagiante, não apenas pelas pessoas que se reúnem nos mais diversos ambientes, mas pela influência da espiritualidade que vem dos planos mais sutis da energia e se exterioriza nas artes, na poesia, no romance dos amores que sentem a ligação da imortalidade, pois os amores são eternos.
O convívio dessas horas de confraternização é de salutar importância. Há fortalecimento de laços de amizade e a identificação da realidade única que nos une é, em resumo, o próprio amor.
O brinde à vida vem no olhar, no sorriso que se abre para derrubar todas as barreiras dos condicionamentos que nos levaram à separação. Não mais a análise do bem e do mal, pode ser ou não pode ser. O clima de celebração ao amor vem do plano cristalino à verdade comum a todos, à mesma necessidade existencial de que precisamos para viver.
Como nas ondas do mar, sentimo-nos cercados de forças revitalizantes que nos despertam a viver mais conscientes de que a vida é para ser vivida. Embora tudo faça parte da vida, não chamaremos de vida aquilo que se desgasta com o tempo: aborrecimento, tristeza, desolação e outros lixos mentais.
A vida é luz resplandecente dentro de nós. É o carinho para com aqueles que se mostram incompreendidos pela adversidade, cruel, muito cruel para com seus sonhos pessoais que fugiram dos sonhos mergulhados na realidade única que nos envolve. O não e o sim que as circunstâncias nos oferecem são sempre oportunidades de pensarmos em nossa posição no convívio social.
A parceria está nos casais, nas relações de negócios e de interesses sem fins lucrativos, na ligação dos anjos, a linguagem do 3º milênio que se abre para nós a fim de revelar informações que muito irá aumentar o nível de espiritualidade  no planeta. A Terra, por ser um hotel planetário, irá ganhar mais uma estrela.
O alimento mental, que os meios de comunicação distribuem para os usuários, está com a validade vencida e não tem validade alguma. O marketing  da destruição está vencido, embora ainda vejamos o acúmulo de notícias sobre violência e morte.
A criatura humana tem a imortalidade dentro de si, esqueçamos para sempre a influência daqueles que dizem que o homem é apenas o corpo físico e morre sem atingir, em sua maioria, nove décadas.
Quando se anuncia concertos para a juventude, em matinê no Teatro Municipal, a presença dos jovens é bastante numerosa porque eles sentem que a música, como expressão de arte, possui um referencial muito mais importante do que as primeiras linhas do jornal e da televisão que transmitem ondas de escândalo e de horror.
No Centro Cultural Banco do Brasil vemos ainda a juventude acreditar no mundo melhor em que a cultura da parte espiritual do homem esteja acima ou mesmo suplante esta transitória cultura do medo que os meios de comunicação, em seus últimos estertores, transmitem.
A forma do marketing, temos a certeza futurista, vai ser invertida. Aqueles que semearam o desconforto, no futuro bem próximo, as circunstâncias os impelirão para este movimento: irão dar as informações de que nós precisamos ler e ouvir para termos implantados na Terra o paraíso de que nos falaram os poetas, os compositores, os artistas, os mártires e todos aqueles que vieram ao mundo para servir.
A celebração é o desejo íntimo de todos nós em participar do convívio, não apenas familiar, empresarial, acadêmico, social que busca uma dimensão a nível nacional, internacional ou mesmo a nível planetário. O amor não tem fronteiras e se liga àqueles que vibram na mesma sintonia.
Ao ensejo das comemorações do fim de ano, queremos celebrar o nosso amor a tudo que existe, desde as ligações invisíveis das etapas dos reinos da natureza, até o reino do homem onde esta ligação é mais consciente.
E sentimos todo o nosso ser mergulhado nas ondas cristalinas do amor, quando pensamos que  o animal “sonha” ser o homem, assim como o homem “sonha” ser anjo, herdeiro das blandícias do paraíso.
O nosso convívio nestas horas em que brindamos o amor, a vida, a festa que nos imortaliza, estará em nossas despedidas físicas viajando pelo mundo do inconsciente coletivo de que nos falou Carl Jung, a caminho das estrelas, onde todos nós um dia nos encontraremos.
Se Deus nos permitir este privilégio, estaremos à porta do paraíso, à espera dos retardatários; todos virão, uns mais cedo, outros mais tarde, nesta nossa missão sublime de reunir, para viajarmos pelo universo afora.
Construamos o nosso futuro. O amor tem esse dom. Brindemos a vida.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A REALIDADE ÚNICA

Quando dizemos que vamos fazer algo ou que gostamos de alguma coisa, pessoa ou situação, sem sabermos que tudo acontece nos ditames de uma lei maior, estamos afirmando o nosso ego.
Se Deus quiser é a expressão que deve reger todas as nossas ações. Mesmo porque ainda, sem nos conhecermos intimamente, mudamos de idéia a toda hora, no fluxo das circunstâncias que passam.
Se a síntese do pensamento religioso e científico, revelada por Spinoza, se concentra no conceito de que todo o universo é constituído de uma só substância que ganha todas as formas e aspectos, devemos reconhecer a importância do “eu” divino do nosso ser acima das referências pessoais.
O homem ainda cultua a personalidade como se tivesse substância transcendente. Puro engano. As desilusões que criou o envolvem com aspectos sombrios.
Enquanto isso, ele vagueia no rumo dos negócios e interesses que se interligam com outros companheiros, sobrepondo-os sempre com a sua personalidade para que a vaidade lhe norteie o destino.
Todo o sofrimento do homem está no desconhecimento de sua realidade divina, pois se isola, como a célula do câncer, da manifestação que faz a vida ser única.
O culto à personalidade é engano que se adapta a situações dissimuladoras para que as aparências tenham predomínio sobre aquilo que deveria ser.
Assim, o mundo moderno vive num clima artificial, pessoas dando desculpas para justificar situações que parecem ter um brilho da personalidade.
O conceito de grandeza gira sempre em torno de falsas aparências. Os fariseus hipócritas se ajuntam, desde os tempos bíblicos, para compor a casta que ilude e arrasta multidões à decepção e ao amargor.
Por que a cultura que entroniza a personalidade humana não reconhece Deus em todas as pessoas, seres de toda natureza e formas de infinitas concepções?
Nós sabemos que a vida que vem surgindo nos reinos inferiores sonha ser um dia o homem para reconhecer a sua identificação no cenário evolutivo do universo.
Mas ele, no estágio entre animal e anjo, duvida de sua capacidade de se engrandecer, pois suas forças são pequeninas demais.
Se participar do movimento da vida única que envolve tudo que existe, certamente a sentirá dentro de si, com possibilidades de fazer tudo, tudo mesmo, se Deus quiser.
A partir daí, ele reconhecerá Deus no próximo, Deus nos animais, Deus nas estrelas, Deus no arco-íris, Deus no fogo, Deus na água, Deus na terra e Deus no espaço.
Para eliminar as mazelas, dores e aborrecimentos, tão comuns na vida humana, devemos abolir o culto à nossa personalidade que pertence mais ao mundo de mentira, em que todos recebem influência, e pensar no “eu” divino que não adoece, não fica triste e nem se preocupa com as incertezas criadas pelo homem, nos negócios, na política e na administração em geral.
Todos caminham, a exemplo dos animais, em direção  de  paisagens verdejantes e fontes cristalinas, onde podem matar a fome e a sede de todas as necessidades e conhecimentos que permitem reconhecer em tudo a vontade de Deus.
Enquanto o homem viver de ilusão, sem saber distinguir a emoção e a inteligência, a personalidade e o “eu” divino, o instinto e o sentimento, não será feliz.
O destino dele, seguindo a parábola conhecida, é voltar à casa paterna que não tem demarcação específica, mas se encontra onde ele estiver, inclusive dentro de si.
É por isso que tudo que vive tem religiosidade, ou seja, inclinação a se religar a Deus. Os pássaros e os animais se entregam a essa doce religação, onde não lhes falta nada para sobreviver.
Mas o homem ainda tem receio e desconfiança sobre o muito que foi falado por falsos profetas de doutrinas que se utilizavam da religiosidade para escravizar-lhe o pensamento, mesmo fora das tradições religiosas.
Nascidas nas fontes límpidas do amor, todas as religiões têm por finalidade estimular os homens a reconhecer que estamos amparados por Deus. Seus mensageiros e sacerdotes cumprem missão que lhes engrandece a visão de vida.
Os aprendizes acerca da realidade divina se fazem por estágios e todos eles são necessários à evolução, o que pode ser feito em sinagogas, igrejas e templos das mais variadas denominações.
É claro que cada um deve se adaptar às conveniências do seu mundo interno que é, em síntese, o mesmo para todos os homens, variando, apenas, nas experiências individuais.
Religioso ou não na ortodoxia humana, o homem tem a religiosidade dentro de si. É aquele sonho que lhe clareia a visão do paraíso e, quando está afastado da realidade única, é aquela saudade, quase imperceptível, que o acompanha, revelando-lhe suas origens.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

TOP MODEL

Paris é a capital da moda, do turismo e dos amores em festa. O filme Cover Girl, rodado em 1944, nos Estados Unidos, mostra como era a vida de manequim, atualmente modelo, sem ainda ter o glamour que o mundo veio adotar  com o “top model”, contratos milionários, horários rígidos de trabalho e propaganda internacional muito poderosa.
Nos Estados Unidos, a era do “top model” teve impulso inicial ao sucesso, nos idos de 1946, com a Ford Modeling Agency, à frente Eileen Ford (1922/2014), que começou a se rivalizar com as agências de modelo parisienses. Dois anos mais tarde, ela teve mais de 30 meninas em seus “books” de modelo, trazendo US$ 250 mil em receitas. [The Telegraph – 11/07/2014].
Segundo ainda o jornal britânico, os modelos femininos da Ford Models eram altas, esbeltas, geralmente loiras, de longos pescoços, pernas longas, seios bem formados como Suzy Parker e Jean Patchett que foram sucedidas por Lauren Hutton, Kim Basinger, Elle Macphersn, Brooke Shields e Christy Turlington, entre outras. Esse modelo de modelos mudou muito pouco ao longo das décadas que se sucederam.
O prestígio da Ford foi tão grande que muitas modelos passaram a fazer carreira de sucesso em Hollywood e muitas artistas de cinema passaram a ser modelo da agência, como Suzy Parker, Jane Fonda, Ali MacGraw, Brooke Shields, Candice Bergen, Kim Basinger, Lauren Hutton e Jean Shrimpton. [The Telegraph – 11/07/2014].
Nos idos de 1971, a Elite Model Management, de John Casablancas (1942/2013), cedeu modelos ou teve modelos compartilhados com a Agência Eileen Ford, em Nova York. Mas, a parceria não deu certo, segundo Casablancas porque “ela era uma puritana”, alguns diziam que a agência dela parecia um convento. A primeira supermodelo de Casablancas foi Christie Brinkley, depois vieram Cindy Crawford, Naomi Campbell, Claudia Schiffer, Gisele Bündchen [The Guardian – 24/07/2013].
No Brasil, o primeiro desfile de manequins aconteceu em 17 de julho de 1944, promovido pela Maison Canada-de-Luxe  ou, simplesmente, Casa Canada que foi a pioneira da alta costura no Brasil, uma loja de roupas importadas de Paris que tinha à frente de trabalho as irmãs Mena Fiala e Cândida Gluzman [Seixas, 2002].
Hipódromo da Gávea – Jockey Club Brasileiro promovia e ainda promove, anualmente, o Grande Prêmio Brasil, Copacabana Palace com festas em seus salões, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com  óperas e concertos de galã, havia sempre a presença da high society que usava chapéus e roupas da Canada-de-Luxe.
Os colunistas sociais da época, Maluh de Ouro Preto, Jacinto de Thornes, Maneco Muller e Ibrahim Sued comentavam os eventos sociais que incluiam o nome de Carmen Mayrink Veiga, Beki Klabin, Teresa Souza Campos e Lourdes Catão, entre tantas outras socialités. Era ainda o tempo da mexicana Gloria Guinness (1913/1980) e da húngara, radicada nos EE.UU., Zsa Zsa Gabor, senhoras da moda e da elegância.    
Graças à participação no programa Flávio Cavalcanti, em 1970, Dener Pamplona de Abreu (1937/1978) teve divulgado o seu trabalho de estilista de alta costura. Nos idos de 1965, a modelo Maria Stella Splendore casou-se com Dener. Outro estilista de renome foi Clodovil Hernandes (1937/2009), alcançou o estrelato como apresentador de televisão em diversas emissoras, com passagem pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
Por falar em Dener, lembramo-nos do jogador Dener (1971/1994) que passou pela Portuguesa, Grêmio e Vasco, jogador da seleção brasileira em 2 jogos, encantou os olhos de Maradona que o viu jogar. Era o Neymar da época, como se dizia. O local do acidente do carro que o levou à morte ainda é hoje uma referência, quase em frente ao Clube Naval Piraquê, onde as pessoas passam venerando-lhe à memória. Negociado com o Stuttgart, iria encantar a Europa, onde estava o jogador Dunga [Globo.com – 15/04/2014].
Os jornais da época diziam que ele morreu dormindo no banco de carona do seu carro Mitsubishi branco, isto leva-nos a pensar que no sono o corpo astral se desprende do corpo físico, ficando apenas uma pequena percentagem para movimentar os órgãos. Fácil para ele contemplar a vida em outra dimensão onde chegou como atleta vitorioso.  
Retomando ao tema central, a profissão “top model” é altamente rentável, mas como existe a competitividade no mercado no mundo da moda, a luta é acirrada, cabendo apenas alguns esse triunfo e glória. A brasileira Gisele Bündchen é, sem dúvida, a nossa estrela maior.
É sempre bom nos lembrar da trajetória de artistas que foram reverenciados por milhões de pessoas, fazendo a alegria de todos, em momentos em que nos identificamos com a moda, o cinema e o futebol.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

CENÁRIO EVOLUTIVO

As primeiras horas do amanhecer são antecedidas pelas neblinas; são restos de noite que o tempo leva; e a cada minuto que passa a claridade ganha espaço porque a luz do sol é soberana.
No homem os acontecimentos que se envolvem nas camadas obscuras têm o destino das neblinas das madrugadas. Logo, a claridade iluminará seu caminho, onde deve prosseguir as etapas.
Se o planeta está sujeito a modificações do tempo dia-noite, seus habitantes sentem a influência das paisagens nebulosas que estão em todos os ambientes por onde passam.
Na caminhada milenar do homem, ele chegará em corpos sutis a esferas que brilham dentro da eternidade, as estrelas. Nessas paragens, receberá influência do meio que lhe trará o tempo numa eterna primavera.
Seus sonhos pela imortalidade não estarão tão longe como as estrelas que via quando andava no caminho de pedras que fortalecia seus pés, ainda nos ciclos da morte.
As algemas do reajuste harmonioso das leis soberanas não prenderão mais suas mãos, antes sujas pelo sangue, suor e lágrimas e irmãos que oprimiu, hoje limpas pela devoção ao ritmo que vem da natureza.
A transmutação é feita pelo tempo e espaço que se associam para criar as idades, as distâncias e as saudades dos amores incompreendidos. No reino da luz, o mundo que vem das estrelas, o homem não sofre e nem se debate com as amarras que lhe impediam o avanço.
Segue o ritmo da evolução como a gota d'água que se incorpora ao oceano, viajará em todos os continentes, molhará todas as plantas, será orvalho nas madrugadas e subirá aos céus nos beijos da luz do sol, descerá em pingos de chuva para alimentar as nascentes, escorrerá nos córregos e rios e voltará ao mar onde tem o seu ninho maior.
O homem em sofrimento é como as águas que estão retidas na lama e nos pântanos. É necessário que haja condições que favoreçam a subida, em formas sutis, a planos onde há movimentação intensa de energias.
Depois, no choque das pressões, é preciso seguir o destino das nuvens negras, desfazendo-se em prodígios para beneficiar as nascentes que escorrem em direção das searas.
E, por último, voltar ao oceano para servir de caminhos de embarcações, residência dos grandes peixes e mistérios de profundezas que o homem ainda não descobriu.
É importante pensarmos na gota d'água que está mergulhada no oceano. A energia que a absorve forma uma massa de gigantesca proporção. Assim o cosmos envolvendo o homem supre-lhe de energias que eliminam a fragilidade de todos os temores.
Refletir sempre que somos integrantes do cenário evolutivo, suprindo lacunas que se convertem em pontos de observação valiosa ao nosso estudo da vida humana.
Quando compreendermos o segredo das mutações, a alquimia dos opostos que se convergem ao ponto em comum, a necessidade de acompanhar o ritmo da natureza, então, teremos uma roupagem mais brilhante em nossos corpos sutis que poderão visitar, dentro das leis planetárias, o mundo das estrelas, no sonho ou no desligamento total do corpo físico.
Anteriormente, em 22 de dezembro de 2013, publicamos a crônica CENÁRIO DE TRANSMUTAÇÃO. Vale destacar:
A crise não é apenas na Síria, todo o planeta sofre da instabilidade de suas instituições que não conseguem eliminar a estrutura separativista que engloba nações e povos.
Até mesmo o sistema financeiro internacional está em crise, pois não conseguiu solucionar o problema de nações onde está implantado. A riqueza nas mãos de poucos e a pobreza, a penúria esfacelando multidões de vidas humanas, elevando as estatísticas de morte.
Não há ameaças de guerra mundial, apenas a atuação de alguns governantes alinhados com as perspectivas do ponto de vista daqueles que os aplaudiram com olhar voltado para o retorno de cunho político. Os interesses dos aliados sempre aparecerão. Mãos lavando mãos.
Não devemos comentar notícias que trazem desencantos e aflições a populações, apenas frisamos que estamos seguros porque o nosso mundo íntimo não tem ligação com o mundo que está do outro lado da matrix e que começa aqui. Esses mundo se encontrarão, como estão se encontrando depois dos conflitos que geram sangue.
Silenciemos ou até mesmo apaguemos a televisão para não vermos cenas de desencantos que esse clima de tensão provoca. Se não gostamos de guerra para que vermos cenas que despertam a guerra?
Um clima de confiança que nasce em nosso ser profundo é uma luz dentro do cenário de transmutação.
Silenciemos e sigamos com leveza.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

ONDA DERRUBANDO ONDA

A entrevista do jornal El Pais, Madri, edição de 06/02/2016, com o jornalista Robert Whitaker, autor da obra Anatomy of na Epidemic, prêmio de melhor livro investigativo de 2010, obtido nos Estados Unidos, autor de uma série de reportagens divulgadas pelo jornal Boston Globe, comprova o que vimos falando a respeito da psiquiatria. [ELIXIR DO AMOR – 11/02/2016].
Discorrendo sobre a crise da psiquiatria, Whitaker revela que quando os psiquiatras começaram, na década de 70, a fazer diagnósticos baseando-se no inconsciente e outras ideias de Freud, receberam críticas de seus colegas em outras áreas. Em resposta, os psiquiatras começaram a se intitular psicofarmacólogos e a passar receita de medicamentos.
Nas décadas seguintes, prossegue Whitaker os psiquiatras começaram a fazer propaganda desse modelo de atendimento médico que vem alcançando sucesso pela venda de medicamentos, basta citar que “no final dos anos oitenta, o comércio desses fármacos movimentava 800 milhões de dólares por ano. Vinte anos mais tarde, já eram 40 bilhões de dólares.”
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina. [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Quanto vale esse conhecimento? Muito dinheiro. A nível mundial, estima-se em torno de US$ 14 bilhões por ano de faturamento para a indústria farmacêutica e aos profissionais da área de saúde. Na palestra Evolução Aprenda, o Prof. Hélio Couto comentou: “essas pessoas não tem o menor interesse em você fabricar em seu cérebro a serotonina quando você quiser.” [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Mas, é bom notar que o acompanhamento dos pacientes se agita na área da subjetividade, pois o cérebro ainda não está totalmente desvendado em seus segredos milenares. É largamente difundido que usamos apenas 8 a 12% de nossa capacidade, sendo que o cientista Albert Einstein usou a capacidade de 12%. [CANÇÃO DO MAR – 4 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Milhões de pessoas no Iraque, na Síria e na Turquia, onde há forte domínio da população pelos terroristas do Estado Islâmico, sobrevivendo com mil dificuldades, inclusive no meio de bombardeios dos Estados Unidos, existe uma cultura sem recorrer à psiquiatria. [A FONTE DAS MULHERES – 13 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Transcrevemos, a seguir, o post ONDAS GRAVITACIONAIS – 30/11/2013, que tem relação com o assunto em pauta, no prestígio da época em que é anunciada, em 11 de fevereiro de 2016, pelo Observatório da Interferometria a Laser de Ondas Gravitacionais (LIGO, sigla em inglês) a detecção de ondas gravitacionais que culminou com a declaração do físico Stephen Hawking: “descobriu-se a nova forma de olhar o mundo.”  
Na teoria da relatividade, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais, um fenômeno físico exótico dentro do espaço-tempo. Essa teoria, comprovada pela bomba sobre o Japão, é o respaldo dos engenhos fantásticos usados por toda a tecnologia espacial, sendo que um dos produtos mais conhecidos é o telefone móvel, conhecido no Brasil com o nome de celular.
Essas ondas gravitacionais foram detectadas, nos idos de 1974, pelos astrônomos Russel Hulse e Joseph Taylor, mediante o estudo dos pulsares, núcleos de estrelas explodidas.
Assim como existem as ondas atômicas gravitando nos espaços siderais, existem também as ondas cerebrais, quando impulsionadas no decorrer da vida física do homem, como também em sua trajetória pela erraticidade ou nos espaços de luz onde se formam imagens ideoplásticas de impressionante beleza.
Os pulsares estelares, abrangendo colapsos binários, estão sendo observados pela NASA, no programa Goddard Space Flight Center, com ênfase principal para o James Weeb Space Telescope, futuro substituto do telescópio espacial Hubble.
Os pensamentos humanos, gerando ondas mentais, se estabelecem nos espaços tanto nesta densa dimensão planetária, com nos mundos multidimensionais, os mundos felizes, onde não existe mais nenhuma fragmentação de consciência planetária dissociada.
O que vemos e sentimos é que na Terra pode ser criada, por cada um de nós, a multidimensionalidade. A egrégora de pessoas afins é um estímulo, mas a obra tem que ser nossa, individual, sem salvador externo, que não pode receber a transferência do trabalho que devemos fazer. Dentro dessa percepção sem trabalho, leva-nos a escravidão, em paradoxo de quem é o libertador.
O confinamento a que está preso o planeta Terra é dentro das gravitações do pensamento humano que o cerceia a ambientes onde se acostumou a dominar, mediante paixões tresloucadas em que o retém a conceitos de felicidade, ideologia no apelo religioso, o culto à personalidade e ao corpo físico, unicamente, nesse aceitar de sugestões do mundo hedonista.
Nesse sentido, as mulheres recebem sugestões para a vivência do que seja moda, estilo de vida, usufruir de prazeres, perdendo de vista a vista de seu interior, único lugar que lhe traz a amenidade nestes dias tumultuados pela procura.
No campo afetivo e sentimental, as ondas mentais, tanto desta esfera física como nos espaços em que a nossa realidade existencial vive, há interferência de onda sobre onda. No modelo dualista (bem/mal, certo/errado e outras expressões correlatas), há um abismo em nosso caminho.
Quantos relacionamentos de casais acabaram por essas ondas mentais gravitando nos interesses que as fazem prender para o abismo. Só o amor liberta, mas não esse amor conjugado na polaridade em que as extremidades se chocam. Nossos amores do passado continuam sendo nossos amores.
Não importa a medicação que a faz ficar dopada, como recurso que buscou para recuperar a saúde física, de pouca possibilidade de cura, sem a participação efetiva do paciente.
A doença psíquica existe porque é alimentada pelo próprio paciente que, a maioria das vezes, nem sabe disso, mas que percebe, em algum ponto de seu ser, que algo está sendo feito diferente daquilo que sempre sonhou, quando antes a realidade não tinha a medicação de drogas lícitas.
Como a Psiquiatria gravita em ondas da subjetividade, as ondas mentais de pacientes e de não pacientes se misturam nos intercâmbios que denotam uma realidade que não transcende à realidade única de uma consciência planetária mais sutis e com leveza, onde a dor não existe mais.
No início da prece de Ali-Omar: “Senhor, no silêncio desta prece, venho pedir-te a paz, a sabedoria, a força”, devemos mentalizar os amores de nossa alma, a fim de que sejam dissipadas as teias sombrias que são muito diferentes daqueles pensamentos de amor quando pensavam em nós, em nossos idílios de amor.
Sigamos com leveza junto aos amores que nos sensibilizam o nosso coração, o nosso ser profundo que se liga a fonte, em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
As ondas gravitacionais existem tanto nas esferas estelares quanto nos mundos de beleza onde o pensamento cria, irradia e dissemina fulgores, criando o nosso mundo, o que somos em essência: criado na luz e resplandecendo na luz.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

AVES DO GOLFO

Os ventos, as chuvas, o amanhecer, o pôr-do-sol são fenômenos naturais que nos estimulam a pensar nas circunstâncias em que vivemos.
As palmeiras soltam folhas e galhos impulsionadas pela força dos ventos; alagação de ruas, desabamento de barracos, inundação de córregos nas cercanias de cidades são causados pelas chuvas.
O amanhecer sombrio ou claro, o pôr-do-sol encoberto pela tempestade ou a irradiação luminosa dos raios solares nas nuvens, encenando uma paisagem de beleza multicor, levam-nos à contemplação de algo mais real do que as cenas de destruição no deserto.
Os peixes e as aves do Golfo Pérsico buscam outros viveiros numa luta desesperada para atravessar as faixas poluídas. A guerra invadiu as guelras dos peixes, dificultando-lhes a  respiração e atingiu as asas das aves que buscam o  mergulho nas marés negras.
A poluição sobe à atmosfera numa ameaça ao equilíbrio dos ventos, das chuvas, da temperatura dos climas, desfigurando a fisionomia do planeta.
No ciclo das transformações, a tempestade renova paisagens poluídas, a morte na casca dá à semente a vida, a madrugada cinzenta, depois de estender ilusões ao mundo de emoções, cede lugar para a luz do sol.
Ainda ligado à emoção, o homem vive momentos que podem levá-lo ao paraíso de beleza comovente se a sublimação dos desejos ocorrer a nível inteligente.
Enquanto emocionado, ele ainda sente saudades, fica comovido vendo morrer os animais, os pássaros, os peixes que fogem das zonas de conflito radical. Lágrimas e suspiros sufocam-lhe as vertentes do sentimento.
Mesmo assim sabe que é preciso sorrir e cantar, amar e doar-se nos grandes voos como as aves que lutam para voar com as asas molhadas de óleo derramado no Golfo sem nenhuma razão que dignifique a condição humana.
No planeta todos nós somos como as aves do Golfo, sentindo as consequências da guerra, lutamos para voar nos sonhos que custam tanto para se converterem em realidade.
Cortes de despesas atingem os setores públicos e privados, recessão na economia, ganhos reais e inflação se debatem em outras guerras, promovendo alteração da vida de todos, numa preocupação rotineira.
Guerra  sempre  houve na Terra. No reino animal os seres se entredevoram no equilíbrio que promove o crescimento das espécies.
Nos reinos que antecedem à vida humana são necessários os grandes choques para despertar a sensibilidade como acontece nas árvores sacrificadas pelos raios do trovão. Depois, essa energia contida no verde transmuda a outros estágios onde a evolução ganha outros impulsos.
A guerra dos homens não pode ser comparada com os fenômenos que promovem o equilíbrio de todos os ecossistemas do planeta que, muitas vezes, faz destruir uma parte para se recompor em outra, na transmutação da beleza.
Os conflitos de armas não mudam apenas a História, mas a própria humanidade que se sente sacrificada por uma civilização que promove o culto de suas roupagens físicas, esquecendo-se das fontes límpidas onde seus sonhos estão mergulhados.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

DUAS BAILARINAS

Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro].
Na entrevista ao canal de televisão da ALERJ, Ruth Lima disse que começou dançando balé aos 11 anos de idade, tivera sonhos de dança, “dançava enquanto dormia”. E enfatizou: “a disciplina do balé me levou a ter uma vida feliz, uma vida regrada, inteligente, a ponto de eu escrever livros.” Enquanto a entrevista ocorria, vídeos e fotos de Ruth Lima apareceram ao fundo da tela.
Dançando O Lago dos Cisnes, de Tchaikowisky, e Les Sylphides, de Chopin, na apresentação que o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro estava fazendo, em 1966, no Teatro Colon, Buenos Aires, Ruth Lima foi aplaudida em cena aberta. Nessa ocasião, ela recebeu loas com o título de bailarina etérea e translúcida pelo jornal El Clarin. No Brasil, o jornalista Carlos Heitor Cony escreveu no Correio da Manhã: “Ruth Lima é a mais linda Cleópatra que pisou o Theatro Municipal.”     
Escritora, bailarina, coreógrafa, jornalista, professora de dança, Ruth Lima conviveu, no Brasil e no exterior, com mestres e partenaires, entre os quais destacamos aqueles que não estão mais conosco: George Balanchine (1904/1983), Yuco Lindberg (1906/1948), William Dollar (1907/1986), Leónide Massine (1896/1979), Eugenia Feodorova (1925/2007), Nina Verchinina (1910/1995), Aldo Lotufo (1925/2014).
Ao tomar posse, em 28/09/1993, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário), no Auditório do Edifício Sede III do Banco do Brasil – Brasília – DF, em solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro, Ruth Lima foi mencionada no discurso de Synval Guazzeli, presidente do Banco do Brasil, interino (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993), (1/12/1993 a 4/12/1993):
“Distinguiu também uma representante das Artes, Ruth Lima, bailarina e coreógrafa e, nesta hora, seguramente nós haveremos de ter sempre presente a importância da Arte como expressão de cultura, nós que desejamos construir uma sociedade brasileira melhor, uma sociedade brasileira justa, equânime, democrática e que possa alcançar níveis de avanço e de expressão cultural que representem toda a potencialidade desta Nação e dos sonhos melhores de nossa própria sociedade.”
Estrela do New York City Ballet, a bailarina francesa Violette Verdy (1933/2016), mulher de cabelos loiros, de encantador charme, sorriso alegre, recebeu papeis de grandes coreógrafos da época, Balanchine, Jerome Robbin e Roland Petit, chegando a ser a primeira mulher a dirigir o Ballet de Ópera de Paris. [The Telegraph – 11/02/2016].
Ainda a respeito da reportagem sobre Violette Verdy, no jornal britânico, foi revelado que, uma vez, durante uma aula aos seus alunos, Violette Verdy disse que “a arte da bailarina mais antiga era a prova da importância de não se apressar para chegar à perfeição”, isto referindo-se à sua grande amiga e confidente Margot  Fonteyn que esteve, nos idos de 1960, no auge da parceria com Rudolf Nureyev no Royal Ballet.
Violette Verdy e Ruth Lima tiveram em comum a oportunidade de estudar, em épocas distintas, com o  coreógrafo Balanchine, em Nova Iorque, dançar para presidentes de República, ser capa de revistas famosas, ensinar balé para jovens alunas e escrever livros sobre balé.
Em março de 1959, Violette Verdy é capa da revista Life International, ocasião em que se apresentou no Metropolitan Opera House, em Nova Iorque, posteriormente, em abril de 1962, pousa em passos de balé para Dance Magazine. Em 08/05/1975, pas de deux com o bailarino Edward Ville, dançava o balé Le Corsaire, na Casa Branca, na presença do presidente Gerald Ford que recebia a visita de Lee Kuan Yew, primeiro ministro de Cingapura, convidado de honra.
Ruth Lima se apresentou para Juscelino Kubitschek, presidente da República (1956 a 1961) e esposa Sarah, em palácio do governo, bem como Indira Gandhi, primeira ministra da Índia (1966 a 1977) e (1980 a 1984), Giovanni Gronchi, presidente da Itália (1955 a 1962), foi capa da revista O Cruzeiro, edição novembro de 1960, em fotos de dança de balé em que se lia: graça, beleza e técnica: Ruth Lima. À época, era a mais importante revista do Brasil.
Violette Verdi legou-nos a observação: “as tristezas da vida podem ser entregues como um crêpe suzette e que as decepções,  limitações podem ser transformadas em coisas bonitas.” [The Telegraph – 11/02/2016]. A frase que vem com estímulo aos aficionados do balé que Ruth Lima sempre ressalta: “o balé vem perfumar o crescimento de uma nação. Que seria da rosa sem o perfume?”
Ambas belas, clássicas e românticas, parece que estou ouvindo Chopin e sentindo o perfume das rosas. É assim que gosto de ver a beleza feminina em seu esplendor que encanta e fascina. Sintam-se amada, Violette Verdi, ao contemplar o seu retrato no Telegraph, o jornal britânico que lhe presta o panegírico (elogio acadêmico) e Ruth Lima, na entrevista concedida à TV–ALERJ, no frescor da beleza que desconhece o passar dos dias fora da luz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A FIGUEIRA DO INFERNO

A esterilidade humana na procriação tem raízes profundas. O homem ou a mulher podem ser acometidos desse mal-estar quando desejam ter filhos.
A ciência, que está no laboratório de pesquisas, pode converter o quadro de expectativas em realizações concretas. A matéria está ligada a outros níveis transcendentes de onde surgem as condições que favorecem a manifestação da vida.
Sem a permissão divina nada acontece. Até mesmo o inferno dogmático teve a sua época para assustar pessoas de comprovada ingenuidade.
Ele ainda existe dentro de um tema poético como se expressou Dante Alighieri numa linguagem eterna para provar que há regiões criadas somente pelo homem para escravizá-lo temporariamente no clima dos desencantos.
Temos respeito a tudo que existe, pois tudo tem um fim proveitoso mesmo fora de alcance das inteligências que não buscam desvendar os enigmas do destino.
Há situações inalteráveis pelo homem, pois estão encobertas dentro do véu do tempo e somente em suas manifestações, os minutos, as horas, os dias, num ciclo que se fecha, pode desvanecer essas situações.
O destino é o arauto do tempo. Para destruí-lo será preciso primeiramente eliminar o tempo. Quem pode fazê-lo? Pobre homem que não dá ouvidos aos poetas e prosadores que o enterneciam em suas mensagens de criação de comovente beleza.
O destino teve inúmeras interpretações como a palavra amor nos estágios daqueles que o sentiam mais próximo às suas necessidades, tanto materiais como transcendentais.
Haverá sempre figueiras que não produzirão frutos e, num clima do paraíso que um dia envolverá a Terra, serão lembranças da época em que o inferno existia.
Não produzir frutos também tem ressonância nos casais que desejam ter filhos. Quando o tempo suspender o seu véu e deixar as horas ecoar em outras etárias, eles poderão recorrer à flexibilidade das manifestações da natureza.
A ciência não agride essas manifestações. Pelo contrário, dá-lhes provas de que o destino pode ser mudado, como o homem muda de profissão, estado civil e naturalidade, dentro de suas condições.
O que vemos na inseminação in vitro é o perigo que surge diante da incapacidade do pai adotivo em aceitar a vida que cresceu no leito interno e sai ao mundo como produto natural de quem a gerou. É o ciúme, o preconceito contra quem não conheceu a sua companheira, o doador do sêmen.
Não somos contra os que se debatem em conflitos íntimos, na incerteza do possível valeu a pena da inseminação artificial    em filhos que estão sujeitos às mesmas condições humanas nas áreas da saúde física e mental.
A ciência pode eliminar defeitos orgânicos nas experiências de laboratórios, mas quem pode prever a alteração de um quadro clínico quando os sintomas ainda não apareceram?
Cada um deve fazer o que lhe convém. Além da vontade dos casais ter seus próprios filhos, vemos outras crianças nas ruas, nos orfanatos que precisam de um lar.
Há implicações de ordem transcendental, ligadas à natureza imortal do homem, que estabelecem as situações para que ocorram as inseminações artificiais e a adoção dos filhos que andam, brincam e trazem a luz no olhar.
O título da crônica é uma homenagem ao dramaturgo Joracy Camargo, membro da Academia Brasileira de Letras, prestigiado autor da obra Figueira do Inferno.
Ao ensejo da solenidade na Academia Brasileira de Letras, nos idos de 1988, realizada pela AICLAF – Academia Internacional de Ciências, Letras, Artes e Filosofia do Rio de Janeiro, recebemos o Prêmio Nacional de Livros Publicados, ao mesmo tempo fomos eleitos pela AICLAF para ocupar a Cadeira n°18, patronímica de Joracy Camargo.