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quarta-feira, 2 de março de 2016

PÉGASO (XL)



Chegamos ao nº 40 da Série Pégaso que aborda a narrativa de sonhos, o título foi empregado por causa dos cavalos alados que vimos dentro de um túnel onde havia lutas acirradas pelo poder nesta densa dimensão que estava do outro lado da matrix.
Em viagem astral ou desdobramento do corpo extrafísico, fomos a lugares diversos onde levamos o nosso aprendizado e trouxemos de lá os aprendizados que aplicamos aqui nesta vida em ascensão dimensional.
Necessário dizer que há parâmetros diferentes, aqui na Terra e no campo extrafísico, onde as situações e modos de viver são bem diferentes entre si. Aqui o que predomina é a vida biomolecular, o materialismo que a ciência encerra. Do mais além, existem outros parâmetros que ainda são desconhecidos pela maioria dos habitantes da Terra.
Por exemplo, no conceito de Einstein “a maior velocidade é a velocidade da luz”, admitida pela comunidade científica. Quando dissemos, em uma crônica, que fomos ao Japão em centéssimos de segundos, as pessoas podem achar que isto é impossível, pois a ida àquele país, partindo do Brasil, demora muitas horas de voo, logicamente muito mais rápido que a velocidade da luz, o que seria impossível nesse paradigma terrestre.
Situada entre as cidades de Nara e Kyoto, no Japão, Uji é famosa por santuários naturais. O de Byodo-In é de impressionante beleza. Um charme de ouro estava no horizonte na despedida do sol que descia lentamente, estendendo-se para o Phoenix Pavillon. [PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Estávamos na fila para receber o pão e a pasta de ervas finas, iguarias comuns nas padarias e supermercadores brasileiros. Uma turista passou na minha frente, furando a fila, um costume aqui no Brasil. A placidez do local repercutia encantos em nosso coração, somente estávamos ligados nisso. [PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Estávamos num ponto de ônibus à espera de condução. De repente surgiu no espaço um avião russo. Pensamos que bom andar de avião, ao pensar já estávamos dentro do avião. Não foi preciso usar passaporte nem aeroporto para embarcar, somente o pensamento faz isso, aliás o pensamento cria, dentro das infinitas possibilidades quânticas. [PÉGASO (XXXV) – 16 de outubro de 2015].
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda.
Recentemente, em junho de 2011, o experimento da dupla fenda, muito antes testada em laboratório científico, foi confirmada pelo cientista canadense Aephraim Steinberg: a descoberta de que a partícula se comporta como onda mesmo quando passa por uma só fenda. “Ou seja, o fóton é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo.” Por analogia, existe a teoria da onda-piloto [Wikipédia, a enciclopédia livre]. – in PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Aos 93 anos de idade, o físico e filósofo francês Bernard d´Espagnat (1921/2015) completou a sua missão aqui na Terra, depois de ter ganho, em 2009, o Prêmio Templeton, no valor de £ 1 milhão, destinado anualmente a pessoas que afirmam “a dimensão espiritual da vida”. A física quântica, conforme menciona The Telegraph, edição 19/08/2015, “é o estudo de sistemas em ou abaixo do nível atômico: átomos, elétrons, prótons e partículas subatômicas.” [VISÃO QUÂNTICA – 03 de fevereiro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando viajamos de avião, nessas viagens etéreas, podemos empreender a velocidade que almejamos, não é o corpo físico que está sonhando, é o ser mais profundo, que todos nós temos, que vivencia essa experiência. A viagem pode ser até sem avião, podemos nos deslocar, dentro da onda, a qualquer lugar em centésimos de segundo, a onda é a mesma em todos os lugares do universo.
Como temos repetido na Série Pégaso, para assimilação dos leitores que estão chegando para valorizar o nosso prestígio, o pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Vimos seres multidimensionais em fulgurações de beleza que criam, apresentando a luz que possuem como também seres a caminho da ascensão unificada na luz que possuem aspectos desoladores, como vemos nas ruas mendigos que precisam ser tratados para melhorar a aparência física. Em tudo vemos a beleza.
O ângulo da rotação da partícula atômica estabelece o spin. Nessa posição no espaço é que podemos ver o emaranhamento quântico, pois tudo está emaranhado, como dissemos em outras crônicas, tudo se interliga. Isto elimina o paradigma atual do planeta em que a presença do próximo não é observada.
Sem ter esse conhecimento ao alcance de todos, a maioria da população mundial está jugulada aos ditames do paradigma, escravizando-a através do medo divulgado em todas as massas de comunicação da mídia. O ser feliz que buscam, nesse paradigma, é algo projetado em clima de privacidade, sem ter participação dos demais quanto mais de todos da população de cidades, de estados e de nações.
Em entrevista concedida a TV Globo, em 27/02/2016, o casal de atores Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi, falaram sobre o lançamento do filme Amor em Sampa, comédia romântica dirigida por Carlos Alberto Riccelli e pelo filho Kim, o ator disse que o filme tem “histórias de amor que se entrelaçam, porque tudo faz parte de um grande painel.”
Por sua vez, Bruna Lombardi disse que “o elenco vira uma família”. O livro Jogo da Felicidade, de Bruna Lombardi, mostrado na televisão, “descreve os caminhos que a gente percorre na vida... essa mensagem está muito no filme. A gente quer um mundo melhor”, concluiu a autora.

terça-feira, 1 de março de 2016

PÉGASO (XXXIX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A lua doce enchendo o céu inteiro, na canção Margherita, de Riccardo Cocciante, testemunha o silêncio construído sem que ninguém tenha ouvido falar “porque Margherita é doce, porque Margherita é real, porque Margherita ama.”
O carro Mercedes-Benz SL500, que eu dirigia, era o mesmo modelo usado pela princesa Diana, só que o dela era conversível, de cor vermelha, com capota metálica, e o meu era branco, sem capota, parou numa curva no alto da montanha, onde havia um mercado que expunha garrafas de refrigerante, o conteúdo cor de uva rosada, de sabor adocicado, parecia ser guaraná Jesus, produto que divulga o Maranhão, assim como o guaraná Fratelli Vita divulgou, por muito tempo, o estado de Pernambuco.
Segundo a Revista AABB – Rio – 1962, em visita oficial de 3 dias (21, 22, 23 de fevereiro de 1962), o presidente Ney Galvão visitou o Nordeste. Esteve em 23/2/1962, no Palácio Campo das Princesas, onde foi recebido por Cid Sampaio, governador de Pernambuco. Visitou o Frigorífico do Nordeste e a Fosforita Olinda e, ainda, a Usina Santa Tereza, no município de Goiana. À noite, foi homenageado no Clube Internacional do Recife. O industrial Miguel Vita, presidente da empresa que fabricava o refrigerante Fratelli Vita, famoso no Recife, iniciou o discurso de saudação ao presidente do Banco do Brasil, afirmando as constantes visitas dos homens de Governo, no Recife: “... um encontro com a indústria nordestina, como responsável e interessada direta em grande parcela do desenvolvimento nacional.” – in HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro. 
Retomando ao tema central: uma coisa chamou-nos a atenção, o refrigerante não estava à venda, era doação da casa a quem quisesse. Aliás, nos sonhos não compramos nada. Casa, carro, apartamento, fazenda de 1.500 cabeças de gado, jatinho particular, o que pensamos ter, temos na hora, de graça. Até moramos em vivendas palacianas, onde o luxo e o requinte está acima do que se possa supor. No entanto, nunca sentimos dono de qualquer coisa.
No amor é a mesma coisa. A mulher, que estava me acompanhando, era de valor inestimável, como se diz: não tem preço. Beleza feminina estava em todos os detalhes, um mulheirão para encher os olhos. Ela usava o mesmo modelo de vestido usado pela atriz Cate Blanchett, na cerimônia do Oscar 2016. Era um vestido em tons-seafoam costurado a mão, aglomerados de cristais e penas brancas da coleção Armani Privé, Paris.
O meu traje era o mesmo modelo de terno que usei no Auditório da Presidência do BB, em Brasília, em 28/9/1993, quando o presidente, em exercício, Synval Guazzelli elogiou, em discurso de improviso, o meu trabalho à frente da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. Depois, em 26/4/1994, voltei ao mesmo lugar, onde fui elogiado, para presidir a solenidade de posse do acadêmico Geraldo Magela da Cruz Quintão, advogado-geral da União [foto da capa da obra BANCO DO BRASIL – CONSULTORIA JURÍDICA – Ensaios históricos (1922/2002) – Autores diversos].    
Depois que ela tomou o refrigerante, a olhei e lhe disse: vamos nos levantar da mesa servida e ela, num átimo, estava em pé. Emocionado, num nível em que já não há mais oscilação, pois tudo que está na consciência dissociada planetária oscila. Eu sussurrei em seus ouvidos: não vamos mais nos separar. Ela anuiu e o sorriso aflorou. Abraçamo-nos com ternura, lembrando-nos que a lua doce enchia o céu inteiro e chegava a nós em doce encanto.
O que leva um casal a se separar, mesmo que entre ambos haja amor e ternura? Bem, somos livres para pensar e agir, mas o que pensamos e agimos passamos a ser condicionados à direção e à circunstância em que foi gerado o que fizemos. Não é dito que a semeadura é livre e a colheita obrigatória?
Um cochilo pode nos tirar do foco, como aconteceu, no calendário chinês onde o gato, segundo é divulgado, um animal preguiçoso, estava dormindo em cima do elefante e caiu no rio, por isso não faz parte do ano zodiacal em que é obedecido por 1,3 bilhão de pessoas. Esse arquétipo é forte, e ainda tem brasileiras procurando namorar gatos, procurando cair no precipício.
O importante é o momento em que nos chega para desfrutarmos da felicidade que sentimos ser eterna, como eterno é o amor das pessoas felizes. Toda a placidez do lugar, iluminado por uma lua doce, era refletido em nós. A doçura da lua era a doçura que a amada sentia vir de mim e eu a sentia doce como se a lua estivesse mais perto dela.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

VIVER INTELIGENTEMENTE

O escritor Lourival Pinheiro na poesia Perdoa-me fala de um amor proibido que está ocupando espaço em sua mente revelando que está pagando um alto preço sem que ela mereça o seu apreço, fazendo-o perder o sono.
Não vamos analisar os versos bem elaborados na estrutura de sonetos, apenas buscamos levar-lhe uma palavra de carinho familiar, na mesma família que somos, a fim de que ele encontre uma alternativa de viver que não o faça sofrer, assim como sofreu Gonçalves Dias, o poeta de nossa terra (palmeiras, sabiá, saudades), ao ver o seu grande amor casar com outro homem.
Todo o sofrimento é engrama do passado incrustado em nosso viver, como a vida é movimento, o que estava incrustado tende a dissolver-se nesse movimento renovador. Olhar sempre o horizonte e ver nele a luz em cada amanhecer. 
A condição  essencial para ser feliz é viver inteligentemente. A inteligência acima das emoções e deixar que nossos atos tenham a direção que lhe é própria.
A emoção é o despertar daquilo que gostamos. Com justa razão, o reflexo do que pensamos, no campo do desejo, atrai as pessoas que possuem essas mesmas características, estabelecendo um vínculo.
E com maior ênfase, as pessoas do mesmo enredo comportamental tendem a se aproximar, nos liames das responsabilidades, pois nada no universo fica incompleto. O que começou, em olhares aparentemente ingênuos, exige a complementação.
O caminhar de quem vive das emoções é bastante oscilante, vai depender, inclusive, da oscilação das pessoas que seguem impulsionadas pelos mesmos gestos. Não sabem a  razão  por que  gostam  de  alguém.  Às vezes, confundem o acessório com o essencial, nos detalhes que vão desde o cabelo, a roupa, etc., sem penetrar na essência do querer.
Quando as emoções não são filtradas pela inteligência, gera um vazio que leva à depressão, pois não houve identificação da finalidade dos encontros. O gostar se restringe a querer, numa posse ilusória.
Ninguém pode deter para si o que pertence a Deus, sem ter o risco do sofrimento. Todas as pessoas que passam por nós, delirantes pela febre das noites escuras, têm seus vínculos em amores que precisam eternizar o momento, em cumprimento do efeito ação e reação.
A rede dos pensamentos que vem do espírito imortal é tão extensa quanto a sua existência, no campo físico e nos estágios de aprendizado nos horizontes que ultrapassam suas fronteiras. Nessa rede estão entrelaçados os interesses maiores de nossa evolução.
Quantas vezes sentimos uma simpatia forte por alguém que nos desperta a emoção e queremos logo manter uma ligação afetiva, sem sabermos das circunstâncias em que se encontram essa pessoa. Sem dúvida, sempre ocorrem outros vínculos de responsabilidade que a impedem de ter horas livres para desfrutar desse enlevo embriagador.
É tão sublime a emoção que sentimos ao vermos pessoas  despertando-nos a sensibilidade. São os encontros de  caminhos  diversos  que  se cruzam conosco para dar uma mensagem, mesmo que seja tão breve como o abrir de asas  das borboletas.
Todos nós temos um roteiro de caminhar, nele estão os amores que nos sensibilizam a alma, mas por uma razão secundária, no passado espiritual, não demos o valor que eles merecem. E, assim, voltam para completar o vazio que passou despercebido.
Como são tantos os amores que nos chegam, devemos agir inteligentemente, verificando o papel que ocupamos em seus relacionamentos, deixando-os livres em seus caminhos,  amando-os  cada  vez mais, embora não haja  necessidade  de  nossa presença para provar-lhes o que sentimos.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

VIDA QUE PASSA...

Homenagear Caio de Mello Franco é uma honra muito  grande para nós porque buscamos trazer de volta a voz de um grande homem que honrou e deu nome maior a  diplomacia brasileira e, sobretudo, faz-nos lembrar um lídimo mensageiro da poesia revestida de beleza, na forma e no  conteúdo, consagrada no amor que sentiu pelas musas  inspiradoras nos mais belos jardins de Paris e nas fontes de  Roma, as mesmas fontes imortalizadas na música de  Respighi.
Aliás, de início, vamos dizer abertamente que esse amor, que ele sentia, estava imantado em tudo e em todos que os cercava e naqueles em que o seu pensamento abraçava, de longe, alargando os horizontes.
Ei-lo, estendendo as luzes de seu espírito imortal, em Elegias Romanas, inseridas na obra “Vida que passa...” (poemas), num roteiro simples e seguro sobre o intercâmbio das esferas onde transitam, em movimento incessante, as musas inspiradoras, apreciadas por outras áreas do conhecimento humano, com o nome de anjos-da-guarda, numes tutelares, espíritos protetores ou deuses-lares, na famosa conceituação do escritor Fustel de Coulanges, mencionada na obra “La Cité Antique”.
Na terceira estrofe do poema A Musa Inspiradora, inserido no canto Elegias Romanas, Caio de Melo Franco, poeticamente, descreve esse roteiro de amor sublime entre as esferas material e espiritual.
Toda a sonoridade das palavras do poema em que ele vagueia pelo umbroso jardim dos Medicis, sentindo descer dos ramos a paz das paisagens serenas, é música. Dentro da estrutura musical o cânone: o movimento inicial reaparece no final. Beleza inefável sustentada por uma leveza sonora e de harmonia em todo o poema, aliás, em tudo o que escreve o poeta em Vida que passa... (poemas), p. 126. Typographia do Annuário do Brasil – Rio de Janeiro – 1924.
Em sintonia de vibrações, revelando o mesmo teor de qualidade, sombra e homem, no dizer do poeta, caminham juntos usufruindo dos deleites que somente o amor pode doar: “não preciso falar: sei que adivinhas tudo...”
A quietude, no íntimo dos personagens reais, vibra suavemente na mesma harmonia contida na paisagem: “o jardim adormece... E a água canta na fonte.” O diálogo de vozes íntimas estabelece um clima de conforto e leveza.
Na contemplação meditativa no jardim dos Medicis, Caio de Mello Franco sente “no perfume disperso, que o silêncio inebria”, algo que lhe faz pensar nos sofrimentos humanos.  Mas logo percebe a vibração que o envolve na mesma sintonia revelada no amor que nele vive, a esparzir um clima reconfortador, uma luz a beijar-lhe as Elegias. 
Como a terapia de vidas passadas, atualmente é a busca de todas as buscas, o crème de la crème das investigações do autoconhecimento, utilizada por seletos grupos que se dedicam, gratuitamente, ao labor da caridade, trazemos a  prova incontestável da revelação do poeta sobre o passado   espiritual.
Ele mesmo, no poema A Cidade, declara que veio de longe, atravessou os mares, volta a antigos lares, tudo lhe é familiar naqueles lugares, menciona o frontão de parras à votiva coluna, reconhece tranquilo a Sacra Via, a Basílica, o Fórum augusto, “o templo onde, por bem de Vesta, o fogo ardia...”   
Inspirado em La Vita Nuova, de Dante, Caio de Mello Franco escreveu versos sobre o que estava escrito em Incipit Vita Nuova, mergulhados no enigma do passado espiritual. No poema A Hora Antiga, o poeta revela o encontro  dos amores, num clima de ternura e de sonhos.
Nesse encontro, Caio de Mello Franco ressalta todo o enlevo dos amores que se doam, na permuta de energias, fazendo vir à tona todo um mecanismo que antes era mistério ou sonho não revelado, a partir do beijo embriagador. O poema finaliza exibindo cenas pitorescas dos heróis da mitologia grega.
Ainda dentro do clima das Elegias Romanas, Caio de Mello Franco, iluminado sob a luz de uma estrela etrusca, escuta a flauta de um pastor trigueiro. Melodia que traz a idéia de beijos loucos voando, como abelhas, num zumbir de delírios: “mas meu Pastor prossegue pastoreando os meus olhos, os astros e as ovelhas”.
O poeta, avisando-nos sobre o juramento da mulher conquistada ou conquistadora, ouve e não se ilude com o canto das sereias que parecem ter voz nos momentos mais íntimos.
A poesia de Caio de Mello Franco, toda ela é feita de ouro dos trigais, com fermento de filosofia grega, às vezes ambientada em jardins e bosques encantadores onde vivem silfos, ninfas, náiades e outros entes mitológicos que se confundem com os  seres da natureza. Na visão esotérica são seres da natureza. 
Caio de Mello Franco escreveu também epigramas votivos, de  beleza comovente. Destacamos o que tem por título  Impaciência, escrito numa época em que estava em voga as  mulheres dos quadros de Renoir, célebre pintor francês. O tipo de beleza, que então se propalava, mudou. Hoje, a moda é de modelos de corpo magro e esguio. Antes do advento de 2016, o poeta, nos idos de 1924, se antecipou 92 anos: “Que importa seres tu tão magra?”  
No poema Laís contém epigramas votivos de beleza espiritual revelando que a mirra também perfuma e amarga. Os últimos versos do epigrama Laís, do poeta Caio de Mello Franco, trazem mensagem acolhedora em que se destaca a imagem da luz beijando os pássaros e os pântanos, num clima em que a luz não se contamina.
Encerrando nossos singelos comentários acerca da obra Vida que passa ... de Caio de Mello Franco, destacamos  os  versos destinados a São Francisco de Assis, o gênio do amor na natureza, tendo por companhia o irmão Sol e soror Lua.  
Nos idos de 1998, o diplomata Afonso Arinos de Melo Franco, Filho fez referências sobre o tio Caio de Mello Franco, ao proferir a palestra Afonso Arinos e a Política Externa, ao ensejo da realização 2° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, organizado pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, presidida pelo escritor Fernando Pinheiro:
“Em dezembro de 1952, eu já era diplomata de carreira, e, a convite do ministro de Estado, acompanhei-o a Lima, onde João Neves da Fontoura iria inaugurar a Avenida Afrânio de Melo Franco, em memória do estadista brasileiro que evitara a guerra entre o Peru e a Colômbia, ao solucionar a difícil questão fronteiriça de Letícia. Caio, primogênito de Afrânio, era embaixador, e Afonso foi também convidado a integrar a comitiva  ministerial.”
Na Câmara dos Deputados, sessão de 19/9/1955, o deputado Odilon Braga, em discurso homenageando o embaixador Caio de Mello Franco, disse que o conheceu no mesmo ano em que ele publicou Vida que passa... e deu a opinião: “primorosos poemas reveladores das suas qualidades raras, o seu merecimento de homem sensível, dado ao ritmo, à harmonia e à beleza.” 
Vale salientar a bibliografia de Caio de Mello Franco em obra poética: Urna (1917), Vida que Passa... (1924), Cheiro de Terra (1949). Em prosa: Os Trinta e Quatro contos de meu espírito, sob o pseudônimo de Gildo Brasil (1929), O Parnaso Obsequioso, O Inconfidente Cláudio Manuel da Costa (1931), Via Latina (1933), Vida e sonho de Pedro Taques (romance), A fuga dos Deuses (romance).
Ao finalizar a nossa singela homenagem ao Senhor Embaixador e poeta que se notabilizou mais como diplomata, ressaltamos que a poesia de Caio de Mello Franco, apreciada em apenas algumas páginas de comovente beleza de sua intensa e profunda obra, continua sendo a poesia que honra   a literatura brasileira.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ELEGIAS DE DUÍNIO

“Não estavas sempre distraído pela espera, como se tudo anunciasse uma amada? (Onde a abrigarias, já que pensamentos amplos e estranhos te povoam e muitas vezes ficam noite adentro)” – in Elegias de Duínio (Duineser Elegien), Rainer Maria Rilke [tradução Karlos Rischbieter e Paulo Garfunkel]. – Rio de Janeiro: Record, 2002, 191p.
Ainda pela Editora Record – Rio, em 2002, veio a lume a edição bilíngue, as traduções de Rischbieter da obra Os Sonetos a Orfeu, de Rainer Maria Rilke, com distribuição nas principais livrarias do País.  
Anteriormente, com o título “Senhor, é tempo”, o escritor Karlos Rischbieter traduziu uma seleção de poemas extraídos da extensa obra do autor alemão Rilke, lançados nos idos de 1993, pela Posigraf, Curitiba – PR. No ano anterior, pela mesma editora, Paul Garfunkel (1900/1981): um francês no Brasil, organização Karlos Rischbieter, apresentação Jaime Lemer, Rafael Greca de Macedo, referente à pintura francesa.
Nos idos de 2008, a Travessa dos Editores publicou Fragmentos de Memória – KARLOS RISCHBIETER, um livro de autobiografia (260 pp.) que narra a infância em Blumenau –SC e, na vida adulta, a trajetória a serviço do governo federal, presidente da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil e, ainda, como ministro da Fazenda.
O livro Outonal – Um Amor de Viagem, de Karlos Rischbieter, Kafka Edições, 217 pp., mereceu o elogio publicado no blog Gaveta do Ivo, de Ivo Barroso, membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil: “Enriquecido com inúmeras e delicadas aquarelas feitas at sight pelo próprio narrador, o texto todo exala ainda um perfume recorrente de magníficas refeições feitas ao longo do percurso.”
Na tarde chuvosa de 8/12/2005, em que parou todo o trânsito da cidade do Rio de Janeiro, quis o destino: Karlos Rischbieter o 1° ex-presidente do Banco do Brasil homenageado no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, onde o escritor Fernando Pinheiro, a convite, proferiu um discurso, de improviso, enaltecendo a gestão Rischbieter (9/2/1977 a 16/3/1979) e encerrando o 6° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social. [RISCHBIETER HOMENAGEADO NO CCBB – 30/12/2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
RISCHBIETER, Karlos, presidente do Banco do Brasil (9/2/1977 a 16/3/1979) – Atuação do Banco do Brasil como agente financeiro do Governo, palestra proferida, em 26/5/1978, na Escola Superior de Guerra. – Autorização concedida, em 26/10/2005, por Karlos Rischbieter. Mensagem de saudação às delegações participantes da Jornada de AABBs. – Idem, idem. Discurso de despedida do cargo de presidente do Banco do Brasil, em 16/03/1979 – Idem, idem. – in Bibliografia da HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público na internet no site www.fernandopinheirobb.com.br
Retomando a citação da tradução de Rischbieter em Elegias de  Duíno, de Rainer Maria Rilke, é uma pergunta que fica no ar: “Não estavas sempre distraído pela espera, como se tudo anunciasse uma amada?” A pessoa não percebeu as circunstâncias favoráveis que mostravam a presença da pessoa amada. Isto aconteceu na época em o poeta Rilke escreveu Elegias de Duíno, em 1923, como acontece nos tempos atuais.
O poeta alemão responde à própria pergunta demonstrando a preocupação daquele que espera, sem saber do que está ocorrendo: “(Onde a abrigarias, já que pensamentos amplos e estranhos te povoam e muitas vezes ficam noite adentro).”
A rotina também se esgota e a reinvenção da vida é o chamado que a poetisa Cecília Meireles nos sugere. Para que acumular, em nosso íntimo, informações que nada tem a ver com o que somos na realidade? [PÉGASO XXXVIII – 21 de fevereiro de 2016].

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DESCOBRINDO MUNDOS (II)

Concorrendo ao Oscar de 2016, o filme Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, dirigido por George Lucas, mostra o universo futurista, baseado em ficção científica que vem desde a franquia Star Trek. “Como todo boato tem um fundo de verdade” – Boato, música do compositor João Roberto Kelly, interpretada pela cantora Elza Soares, vamos apreciar as possibilidades quânticas reveladas pela ciência.
Por mais paradoxal que pareça, também poderia existir a vida inorgânica, pois “orgânico” não significa “vivo”. A vida baseada em silício que habita os universos fictícios populares de Star Trek e do Discworld, de Terry Pratchett, é fruto desse pensamento. [The Telegragh – 22/07/2016].
Quando as comportas da entrada do 3º milênio forem totalmente abertas, o elemento químico carbono encontrado no corpo humano será substituído pelo silício (não confundir com cilício, que tem outro significado), alterando o DNA existente atualmente, possibilitando uma vida saudável sem doenças e sem envelhecimento, como existe nos mundos ascensionados, como vimos falando do planeta Vênus.
Vênus, no momento, vive a consciência planetária unificada, em sua quinta dimensão, a mesma que a Terra está começando a ascender, embora já tenhamos cerca de 2 bilhões de pessoas neste estágio, de um total de 7 bilhões que formam a população planetária, ainda dentro de uma oscilação de permanência e de retorno por causa do comportamento repetitivo que busca alinhar, em seus parâmetros, os engramas do passado. [AMORES VENUSIANOS – 13 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A que se destina o nosso existir é a pergunta pairando no ar. Se a maior quantidade do universo é constituída de hidrogênio, hélio, oxigênio, carbono e nitrogênio, de igual modo esses elementos químicos se encontram no corpo humano, sendo que a principal molécula é a água (H20 – duas moléculas de hidrogênio com uma molécula de oxigênio), de forma o que está no universo está em nós mesmos. [VERDADE SECRETA – 24 de junho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Aqui na Terra tudo é prisão: casamento, trabalho, vida social e os engramas do passado que impedem ir em direção dos seres multidimensionais, mas estes podem chegar aos seres humanos sempre com o propósito de libertá-los. Se houver amor no casamento, trabalho e vida social os engramas não irão mais existir. [NOS TRATOS DO AMOR – 01 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos. [SISTEMA DE CRENÇAS – 25 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Caronte, a maior lua de Plutão, tem paisagens cobertas de montanhas de água gelada é o que foi revelado pelas imagens da sonda espacial New Horizons, da NASA, a uma distância de 1,6 milhão de quilômeros de Plutão. A sonda espacial, conforme foi revelado, está funcionando corretamente, apesar de estar a 5 bilhões de quilômetros longe do planeta Terra [El Pais – Madri, Espanha – 15 de julho de 2015 – Apud A PRESENÇA – 18 de outubro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Titã, a maior lua do planeta Saturno, com o diâmetro 50% maior do que a lua terrestre, fotografada, em 13/11/2015, pela sonda espacial Cassini da NASA numa distância de 10.000 quilômetros. Na atmosfera titânica foi detectado metano, carbono e propileno, semelhante ao que existe na Terra [El Pais – 17/12/2015 – A LUA HUMANA – 18 de dezembro de 2015].
O oceano de Ganimedes, a maior lua de Júpiter, descoberto pelo telescópio espacial Hubble, tem uma profundidade de 100 km, debaixo de uma camada de gelo de 150 km de gelo. Dentre das elucubrações científicas, acha-se a de Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária da NASA, que acredita que esse oceano esteve, no passado distante, em contato com a superfície dessa lua, conforme divulgado pela Yahoo! Notícias Brasil. – APF – 13/03/2015.
Outro oceano lunar é encontrado em Europa, outra lua joviana, do total de 67 luas conhecidas de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, mil vezes maior que a Terra. Achamos interessante a descoberta de tempestades de ventos selvagens, correndo numa velocidade de 1.500km/h, no planeta Netuno, outro gigante de nosso Sistema Solar, conforme mencionado no site Espaço Astronômico – 10/11/2013.
Ainda sobre o mundo lunar, a Folha de S.Paulo – 14/03/2015, divulgou que há fontes hidrotermais sob um oceano oculto na lua de Encélado que orbita o planeta Saturno, evidências de primeira mão enviadas recentemente pela Sonda Cassini que está, desde os idos de 2004, em viagem ao redor daquele planeta. Há também oceano na lua de Titã, outra lua de Saturno.
Dentro do paradigma conhecido aqui na Terra, a descoberta de água em estado líquido faz surgir a possibilidade de vida extraterrena. A vida resplandece em paradigmas conhecidos e desconhecidos, só que os ambientes siderais ainda não descobertos têm vida própria, ainda ao alcance de novas descobertas. Logicamente, não são os mesmos daqui.
A Virgem Maria dos poetas e da humanidade tem sua origem em Sirius da constelação Cão Maior, recordando que há 2.000 anos ela foi diminuindo de irradiações luminosas até adaptar-se ao nível de condições de vida no plano físico e nascer como criatura humana sujeita a lágrimas e sorrisos. Quando ela ressurgiu, em inúmeras vezes, na Terra, sempre com o manto azul, luminosidade daquela estrela. – In AVE MARIA (II) – 18 de dezembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Buscar informação da existência de água como instrumento de averiguação para saber sobre a possibilidade de haver vida fora do planeta Terra é um instrumento rudimentar que pode constatar o que procuram, mas não serve para levar pra lá este mesmo paradigma em que a Terra vive e nem tão pouco tem condições de apreciar a beleza irradiando em outros planos da luz. O cenário de desencantos não tem ressonância nos planos sutis, apenas do outro lado da matrix onde a guerra continua.
A onda é a mesma em todo o Universo, mas há diferentes frequências de onda. A ficção levou para o cinema a guerra nas estrelas, sinal do que acontece atualmente aqui mesmo neste planeta de consciência global dissociada onde predominam a competitividade e a separatividade.
Com informações pertinentes ao assunto que estamos abordando, transcrevemos alguns parágrafos da crônica O SENHOR DOS ANÉIS – 11 de abril de 2014:
Notícia divulgada pelo Estadão – 26 de fevereiro de 2014 – “a descoberta pela NASA de 715 planetas fora do sistema solar, sendo que 4 podem ser habitados”, em nossa opinião isto pode ser dentro da mesma similiaridade em que a Terra se encontra, a terceira dimensão planetária.
Logicamente os outros 711 planetas, descobertos pelo observatório espacial Kepler da NASA, estão em paradigmas diferentes do da Terra e por terem outras dimensionalidades não podem ser vistos ou apreciados nesta terceira dimensão dissociada, logicamente são habitáveis por seres que já atingiram a 5ª, 6ª, 7ª e outras dimensões mais elevadas, sendo que a 5ª dimensão unificada já sendo vivenciada por 2,3 bilhões do total de 7,3 bilhões de habitantes da Terra.
O número da pesquisa não se restringe apenas a esses dados, pois segundo informação de Douglas Hudgins, membro da Divisão de Astrofísica, da NASA, divulgada pelo Estadão – 26/2/2014: “Há apenas 20 anos só conhecíamos umas dezenas de possíveis candidatos a exoplanetas e agora temos cerca de 1 milhão, a maioria descoberta nos últimos cinco anos”.
Em outra notícia do Estadão/Blogs – Herton Escobar – 03 de abril de 2014, a sonda Cassini, lançada pela NASA, transmitiu informações a respeito de variações no campo magnético de Enceladus, uma das 53 luas catalogadas de Saturno, o Senhor dos Anéis.
Em entrevista concedida, em 3 de abril de 2014, a BBC News, o Prof. Luciano Iess disse que há um grande reservatório de água em Enceladus na proporção igual a do lago Superior nos Estados Unidos e apresentou uma conclusão dizendo que lá seria um dos melhores lugares para além da Terra de se encontrar vida microbiana.
Segundo ainda a BBC News – 3 de abril de 2014 – outras luas apresentam indícios de suspeita da existência de oceanos subglaciais, tais como Titã, lua de Saturno e as três luas de Júpiter: Europa, Ganimedes e Calisto, e, por último, a mais distante lua: Triton que orbita em torno de Netuno. [DESCOBRINDO MUNDOS – 15 de março de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PÉGASO (XXXIX)

O mundo dos sonhos é o mundo de frequência de ondas onde colocamos o pensamento, assim podemos sonhar com pessoas que sentimos afinidade, independente se elas estão vivendo no mundo físico ou não, pois não há obstáculo de comunicação em que a sintonia é realizada.
E mesmo não há barreiras entre as dimensões de consciência planetária, tanto neste orbe de densa consciência, onde a dor ainda existe, como naqueles mundos felizes em que a multidimensionalidade está presente plasmando o paraíso sonhado.
Uma linda moça, a Virgem dos poetas, nascida na cidade de Nazaré, sonhou com o anjo Gabriel anunciando-lhe o nascimento daquele redentor que sairia da tribo de Judá, região famosa pela tradição do culto do Deus único. Esse anúncio sagrado veio se caracterizar com o reconhecido Natal comemorado em todas as partes do mundo.
No final da recente entrevista concedida a Globo News, o escritor Martin Gayford, autor da biografia de Michelangelo, disse ao jornalista Sílio Boccanera que o célebre escultor italiano lhe ofereceu, em sonhos, uma taça de vinho demonstrando que estava satisfeito com a biografia apresentada. Houve apenas um brinde com as taças, sem especificar a qualidade do vinho. O repórter brasileiro brincou com o autor: deve ter sido vinho de 500 anos e citou nomes famosos, entre risos que se despediam.
Durante alguns meses, estive me preparado para realizar a palestra Por onde andou Villa-Lobos?, proferida em épocas distintas na Casa do Ceará, localizada na Av. Presidente Antônio Carlos, e no Auditório do 21° andar – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105, Rio de Janeiro – RJ.
Na véspera da apresentação da palestra na Casa do Ceará, sonhei com Villa-Lobos num ambiente em que estava escrevendo músicas no mesmo afã que teve quando estava vivendo no mundo físico. Com ar decidido e vitorioso de quem construiu a identidade brasileira em música, disse-me sem deixar de olhar as partituras: “diz que eu não morri”.
No final da palestra, honrado com a presença de Ahygara Iacira Villa-Lobos, em 25/10/1994, à época, a única sobrevivente do famoso compositor, que se deixou fotografar ao meu lado para compor a capa da obra Música para Canto e Piano, de Fernando Pinheiro, transmiti à plateia o breve recado que muito me honrou como admirador da obra de Villa-Lobos e seu perfil de personalidade vitoriosa que alcançou glórias para o Brasil.
Ainda no enlevo do sucesso da palestra apresentada, fui dormir à noite e vi a mesma cena em que eu estava na tarde festiva e pude ver, em sonhos, em retrospectiva, Villa-Lobos chegar ao auditório da Casa do Ceará, cumprimentando com um aceno de chapéu as pessoas presentes e foi direto à mesa de honra onde estava a sobrinha-neta e a abraçou num gesto afetivo que me impressionou.

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

PÉGASO (XXXVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Os acontecimentos sociais levam-nos à reflexão, estávamos caminhando num recanto de paz, passamos por um habitante do local e perguntamos-lhe onde fica a entrada de serviço da casa que lhe apontamos na esquina da estrada. Ele indicou-nos um portão de garagem e adentramos na casa.
No final da casa estavam duas moças contentes com a vida que levavam, sentindo-se alegres e felizes com tudo que existem ao redor, num cenário tão simples e acolhedor. Nós já fazíamos parte desse cenário onde avistamos uma cachoeira em 2 saltos de queda d´água, era o interior da Índia.
Andamos um pouco mais e chegamos perto da cachoeira. Não era lugar adequado a banhos porque a correnteza do rio era forte em fluxo volumoso. Mas estar perto das águas era algo que dizia respeito ao nosso mundo interior onde tudo corre em fluidez permanente.
Esta imagem ideoplástica é importante revelar porque no estado de vigília somos bombardeados com informações que mostram outra realidade transitória. Aos que se deixam ser influenciados, naturalmente esse bombardeio é devastador.
As pessoas pensam que é importante saber das notícias propaladas pelo rádio e televisão, agora com os aplicativos que divulgam essas mesmas notícias. Quando não temos capacidade de observar as coisas, naturalmente recorremos a esses meios de comunicação que divulgam os interesses deles para nos fazer aficionados e jugulados, mantendo-se o poder da mídia.
Nesta densa consciência planetária, onde predominam a separatividade e a competitividade, o paradigma comum é o mesmo a todos, fora disso quem pensa diferente é anormal, levando-nos a citar a frase de Nietzsche: “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
De vez quando, a TV Globo mostra a prisão de médicos que abusaram sexualmente de suas pacientes, quantos outros profissionais de outras áreas não são mostrados ao público? O que nos chama a atenção não é o causador desses desencantos, mas a forma punitiva em que é cercada a vítima pelo trauma.
E o depoimento de uma delas que não sabe se livrar disso, pensando o tempo todo, com revolta e inconformação. Na física teórica, as partículas atômicas gravitam ao redor do núcleo, alimentadas pelo pensamento da sofredora. São engramas do passado que precisam ser liberados.
Esse longo período de sofrimento do paciente foi observado pelo médico Henry Krystal (1925/2015), professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina Osteopática –  Universidade de Michigan, EE.UU., quando identificou uma série de sintomas, cunhando o termo “culpa do sobrevivente”: nervosismo, irritabilidade, insônia, dores de cabeça e problemas cardíacos que, muitas vezes, continuam por décadas após o trauma original. [The Telegraph – 05 de novembro de 2015].
Tudo funciona na sincronicidade do impulso, veja o átomo, não com os olhos desnudos, mas do que os cientistas dizem ser verdade, vendo que o pensamento tem átomo, não deixe a partícula atômica gravitar fora do círculo próprio. Não deixe você deixar de ser você mesmo, nascido da luz e gravitando no círculo da luz. [PÉGASO XXXVII – 20/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Aqueles que buscam a felicidade permanente e não querem ser mais enganados, então não liguem mais para os noticiários que dão audiência, no dizer dos promotores de programas e vejam como as suas vidas irão mudar.
A rotina também se esgota e a reinvenção da vida é o chamado que a poetisa Cecília Meireles nos sugere. Para que acumular, em nosso íntimo, informações que nada tem a ver com o que somos na realidade?
A manipulação de massas humanas, através dos meios de comunicação, visa unicamente estabelecer o medo como forma de aprisionamento e de controle. Isto acontece, como dissemos anteriormente, por causa do princípio de atenção, pois passa a ser verdade tudo aquilo que dermos peso e referência. Não é que a notícia seja falsa mas por causa da ilusão que é acolhida como verdade. A densa camada de pensamentos existe mas não é a nossa faixa vibratória onde vivemos. (...)
Basta que haja ocorrências de escândalo, assalto, tragédia, morte e outros desencantos, as televisões e rádios, aqui e alhures, correm logo para noticiar o clima em que isto ocorreu e passam horas comentando e repetindo os mesmos assuntos.
A grade de notícias passa a ser a grade em que os ouvintes e assistentes se aprisionam. Não é a TV que aprisiona, mas o próprio espectador que dá peso e referência ao que ouve e vê, como dissemos. [ENGRAMAS – 15 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No sonho, onde sentimos os eflúvios que a natureza derrama em cachoeira que tivemos a satisfação de apreciar, tivemos a impressão excelente das moças que estavam conversando e contentes com a nossa presença na mesma intensidade de alegria, como se fôssemos integrantes de orquestra sinfônica onde a música é interpretada por todos os músicos, sem desafinar.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

PÉGASO (XXXVII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A marcha fúnebre dá início à Sinfonia nº 5 em dó sustenido menor, de Gustav Mahler, não tem nada de lúgubre, há uma suavidade como se fosse água escorrendo das fontes cristalinas e o adagietto é uma carta de amor que compositor fez à sua amada Alma, a jovem mulher, na flor da idade e maciez de pele, que ele se casou.
Na placidez do momento, entramos num corredor repleto de salas fechadas e, tínhamos à disposição escolher qualquer uma delas para entrar, seguimos em frente e, ao chegar na última, abrimos a porta e vimos escuridão, fechamos e abrimos a sala ao lado, onde estavam grupos de pessoas recebendo aulas em bancadas juntas, onde eram ministradas orientações.
Percebemos que não tínhamos nada a apreciar naqueles assuntos ligados à materialidade neste planeta de densa consciência onde predominam a separatividade e a competitividade. Os professores pararam a aula e pudemos nos sentir bem-vindos.
Os alunos estavam com ideia de ser bem-sucedidos na vida material e a preocupação os atrapalhava. As perguntas formuladas eram aquelas que todos conhecem quando as pessoas vão ao consultório médico e à sala de visitas em casa de parentes e amigos que temos admiração pelo saber e orientação.
Tudo estava nelas, mas elas não sabiam, recorriam a terceiros para lhes dizer o que sentem, numa oscilação variável como mudam as ideias que têm quando novas situações surgem, dificultando assim a palavra certa dos orientadores.
O ambiente não apresentava perigos como aqueles que sentimos ao passar pelo túnel dos cavalos alados, onde havia disputa pelo poder transferido da matrix, velhos inimigos da lutas terrenas que deixaram marcas de sangue, suor e lágrimas, a vingança cobrada em seu ponto mais acirrado. Inferno que não acaba nunca, assim era o que queriam.
A luta pela sobrevivência é comum a todos, sem dúvida, mas é necessário descartar o que não nos pertence em termos de qualidade de vida, pois iremos nos defrontar com aqueles que disputamos o pão, no outro lado da matrix, onde a ilusão é que impera, assim como imperou nos dias em que vivemos aqui, sem pensar que a vida continua.
Perda de trabalho, perda de amigos, perda de vantagens pessoais quando estávamos na ativa no trabalho ou mesmo no trabalho quando fomos destituídos do cargo ou função, pensando o que conquistamos é nosso, mera ilusão quando essa conquista não transcende.
Tudo funciona na sincronicidade do impulso, veja o átomo, não com os olhos desnudos, mas do que os cientistas dizem ser verdade, vendo que o pensamento tem átomo, não deixe a partícula atômica gravitar fora do círculo próprio. Não deixe você deixar de ser você mesmo, nascido da luz e gravitando no círculo da luz.
A carta de amor revelada no adagietto da Sinfonia nº 5, em dó sustenido menor, de Mahler à Alma, que gostamos muito de ouvir em estado de vigília e durante o sono, é algo que nos mostra a harmonia na música e dentro de nosso ser profundo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MADRUGADA, CARNAVAL E CHUVA

Quando o carnaval não tinha esse glamour que hoje tem na passarela da Avenida Marquês de Sapucaí, ideia e obra do governador Brizola, de saudosa memória, o desfile era singelo e doce, mantendo o mesmo charme que o samba tem, desde o tempo em que era apresentado na Avenida Presidente Vargas, na cidade do Rio de Janeiro.
“Molha o surdo, molha o enredo, molha a vida do sambista cujo sonho é triunfar, cai o brilho do sapato do passista, mas o samba tem é que continuar.” [Madrugada, Carnaval e Chuva, de Martinho da Vila]. Apesar de ter entrado em 1965, na ala dos compositores da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, ano em que compôs este samba, somente em 1967, Martinho da Vila fez o seu primeiro samba-enredo que a Unidos da Vila apresentou na avenida.
No meio da chuva, mesmo com relâmpago e trovoada, o ânimo da escola de samba não desvanece, um simples apito é o suficiente pra animar o pessoal, assim como a bateria é o último componente da escola a sair, samba que leva alegria no meio da avenida e repercutido na passarela. A bateria é a locomotiva e os componentes do grupo os vagões arrastados em simbiose.
A Unidos da Vila Isabel, nos idos de 1965, presidida por Cornélio Cappelletti, com enredo do carnavalesco Gabriel do Nascimento, era composta, em sua maior parte, por operários da construção civil, pedreiros, eletricistas, pintores, além de empregadas domésticas e operárias de fábrica de tecidos.
À época, o fluxo de migração nordestina era intenso: “Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água e de noite falta luz”, como dizia uma cantiga de 1954. Subir a ladeira em direção ao morro acima, carregando lata d´água na cabeça era a tarefa de milhares de mulheres que moravam nos morros.
O palco de um teatro estava num carro de alegoria onde  bailarinas dançavam e cantavam o samba da Unidos da Tijuca, era o aniversário de 50 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o tempo de Ruth Lima, em pleno apogeu e glória, onde integrava o corpo de bailes.
Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – in DUAS BAILARINAS – 11/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nos idos de 1965, o samba-enredo da Unidos de Vila Isabel de Paulinho da Vila contava a epopeia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nesse teatro lírico se apresentaram grandes nomes da música, entre os quais destacamos os compositores Stravinski e Richard Strauss, além do tenor italiano Caruso e o orador gaúcho James Darcy que prestou homenagem ao poeta Dante Alighieri, conforme transcrevemos, a seguir, textos da História do Banco do  Brasil, de Fernando Pinheiro:
“Conhecedor profundo da obra do célebre poeta da latinidade, Dante Alighieri, orador que sensibilizava multidões, James Darcy proferiu, nos idos de 1921, na presença de Epitácio Pessoa, presidente da República, e do Corpo Diplomático no Rio de Janeiro, uma conferência em comemoração ao 6° Centenário de Morte de Dante Alighieri, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Na oportunidade, James Darcy ressaltou: “Certo o destino pode semear de urzes o caminho da existência; não, porém, abater a coragem dos heróis, porque há no homem um poder criador de beleza, moral ou espiritual, que a vida, com suas lutas e seus tormentos, não destrói. Antes, na perplexidade e na dor, cresce o espírito, ilumina–se de clarões soberbos a alma.
Não à quietação e à felicidade, mas as angústias e lutas geram as obras–primas. Nenhuma confirmação mais formidável destas verdades do que Dante. (...)
Caminhamos, entre tristezas e misérias, mas a vida impõe deveres, em todas as condições. Por isso, o ânimo é que salva.
Não importa a incerteza do triunfo; mesmo sem ele o combate deve seduzir.
Não há beleza sem devotamento, consagração da vida a um fim superior.” (...)
É a lição de Dante: .... Se tu segui tua stella, Non puoi fallire a glorioso porto. (Inf., XV 55–56)” (28)
(28) JAMES DARCY, presidente do Banco do Brasil (2/1/1925 a 16/11/1926) – Apud Figuras do Banco do Brasil, de Fernando Monteiro – pp. 49 – Rio de Janeiro – 1955. – HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906/2011), de Fernando Pinheiro, obra  disponibilizada ao público na internet pelo site www.fernandopinheirobb.com.br 
A letra do samba Madrugada, Carnaval e Chuva, de Martinho da Vila, tem idéias semelhantes da poesia de Dante Alighieri.