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segunda-feira, 7 de março de 2016

PÉGASO (XLII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O avião estava em queda livre e vinha caindo em direção do chalé onde estávamos, onde se avista lá embaixo o rio correndo em águas tranquilas. A ameaça em cair era iminente, pela altura e velocidade a queda ia acontecer fora de nos alcançar. Sempre estamos firmes em qualquer situação da vida, não muda o nosso foco, a nossa direção em ver a vida resplandecendo em beleza.
De repente, ouvimos um barulho enorme e nuvem negra do incêndio se misturava com a poeira da terra que ficou esburacada fincando os destroços do avião, enquanto o chalé estremeceu com o impacto ocorrido não muito longe, nem isto conseguiu nos abalar. Estávamos tranquilos, pois nada desagradável ocorreu conosco.
Descemos ao piso de baixo, a parte térrea do chalé, e vimos que da varanda da vizinha, escorria água de lavagem. Em nosso chalé, hermeticamente fechado, não entrou nada, nem mesmo a fumaça escura do desastre aéreo.
O que chama a nossa atenção é não nos ligar com assuntos que não nos diz respeito, mantendo-nos atentos em nossa caminhada no meio de perigos que nos circundam. Não soubemos quem era o piloto nem é necessário saber, pois não há vínculo entre nós. Uma coisa temos certeza: em qualquer situação da vida, há sempre o mérito a resgatar por mais aflitivo que seja. Em tudo há beleza, como sempre mencionamos.
Em termos de Brasil, algo está caindo, não é apenas o fim da facção de criminosos, com a morte do líder Gibson, vivido pelo ator José de Abreu, na novela O Jogo da Vida, apresentada pela Rede Globo de Televisão. Se a TV somente divulgará o nome do assassino do pai da facção no último capítulo da novela, não seremos nós que iremos dizer quem é. Não nos cabe comentar, nem passar adiante o que sentimos dessa queda da falange.
É importuno citar as palavras de Friedrich Nietzsche, na obra Além do Bem e do Mal: “quando você olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você”. Atraímos sempre o que pensamos.
Desde as primeiras crônicas do blog Fernando Pinheiro, vemos revelando ao público, a maioria feminina, o que nos envolve em termos de seres vivendo aqui na Terra em transição de consciência planetária. Vale mencionar os últimos parágrafos da crônica LUA ENSOLARADA – 28 de junho de 2012:
Contemplando o crepúsculo desta civilização, pensamos que o momento em que vivemos se assemelha à lua ensolarada. O fogo, como símbolo das transformações, atinge o clima romântico que se reveste de novas roupagens para sobreviver. Na queima dos valores e símbolos transitórios, vemos o despertar da beleza em sua pureza original. Sempre depois da devastação, a bonança revela o princípio da vida renascendo sempre.
Chegou a hora de sabermos quem é quem na vida e não ficarmos mais sendo manobrados pelos vendedores da ilusão que colocam à venda milhares de informações que desviam a atenção de nossos caminhos.
A falsificação deste mundo, em que os sistemas sociais se comprazem, e que estão se extinguindo, passa como verdade a inexistência de outro mundo fora deste onde vivemos e, o que é pior, impede, nessa concepção, aos homens o acesso à sua multidimensionalidade.
Quantos anos a Terra permaneceu na terceira dimensão dissociada? Desde o fim da Era Atlântica, há 26.000 anos. De 26 a 26 mil anos, há mudança de dimensionalidade de consciência no planeta.
A fusão dos éteres, o quinto elemento no espaço sideral, a onda galáctica esparzindo os raios adamantinos, os denominados raios-gama dos cientistas, o retorno da luz pela seta de Sagitário (Nostradamus), são aqueles sinais do céu do final dos tempos que indicam a chegada da quinta dimensão unificada.
Assim como o corpo físico rejeita alimentos estragados, a nossa mente não pode se alimentar de desencantos que nos tiram a visão do paraíso. Fiquemos ao lado dos amores iludidos, se assim for preciso, mas não deixemos a ilusão deles nos atingir.
Esses amores nos chegam no clima da agitação, da pressa incontida, do apelo desesperador, da queixa por tudo, como se estivessem envolvidos pela claridade da lua ensolarada e vissem apenas o fogo romântico que dela se desprende.
Vamos estender o olhar àqueles que vêm ao nosso encontro, em situações que muitos fogem com medo, fazendo-lhes sentir que somos os amores de sua vida, como os pássaros, os peixes, os ventos, as chuvas, a luz do dia que se reflete na lua para transformá-la na lua ensolarada.

domingo, 6 de março de 2016

PÉGASO (XLI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A transparência de que falamos não acolherá mais a falsificação da realidade, pois tudo e todos serão transparentes, assim como nos sonhos em que vivemos dentro do sono. O pensamento de um será percebido por todos. Nesse tempo, a TV e a internet serão ultrapassados e esquecidos para sempre como engramas do passado. [ENGRAMAS – 15 de fevereiro de 2013, blog Fernando Pinheiro, escritor].
Os engramas do passado estão incrustados no duplo que a ciência descobriu que todos os seres humanos possuem. No apelo religioso é chamado duplo etérico. De forma que a morte do corpo físico não elimina os engramas que estão presentes na pessoa que traz consigo. Esses engramas, quando não alimentados pelo pensamento, tendem a desaparecer com a luz projetada de nosso ser profundo que, como dissemos, todos possuem, sem exceção.
A atmosfera romântica me envolvia em doce enlevo com a mulher que estava comigo. O êxtase prolongado se estendia, sem que pudéssemos parar, eu e ela estávamos satisfeitos na junção carnal que, de certo forma, nos unia. O rosto dela fora do meu deu a entender que ela não estava para beijos, apenas a junção da parte do meio de nossos corpos.
Sentindo que isso não me satisfazia, por completo, reiterei dela a parte que era minha. Isto foi a prova que os engramas foram dissolvidos. Fui ao banheiro da mansão que estava à minha disposição, sem nenhum apego de posse, e comecei a me limpar, vendo que no espaço fluía os resíduos de engramas que já não estava comigo, isto comprova que atraímos sempre o pensamos. O último ceitil foi pago sem haver mais a necessidade de estar do outro lado da matrix.
Outros engramas surgiram em outro sonho, em outro romance do passado, quando a relação amorosa, alimentada por muitos anos, virou desastre. A conquista nunca é minha, é a mulher que tem a escolha de ficar perto de mim. Assim, ela veio, como vêm os ventos que trazem bonança, aproximando-se de mim, levantou os braços, numa posição que ela sabia que eu gostava, e recebeu de mim um abraço.
Aí, sim, a relação atingiu a plenitude sonhada. Senti o esquema pessoal funcionar nos 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Era a gratidão que sobressaía com maior ênfase, gratidão pela vida, gratidão pelo amor conquistado que tinha ido por caminhos estranhos que o tempo levou. O amor resplandeceu em luz.
Embora não seja a mesma situação, já acordado, curti a música Si tu savais combien je t´aime, de Christian Adam, no mural do facebook de minha amiga búlgara Nona Orlinova, a quem amo muito. A letra da música diz, em tradução livre: “se você soubesse o quanto eu te amo, como é bom estar apaixonado porque a vida não é a mesma quando você pode ter comigo uma vida a dois.”

sábado, 5 de março de 2016

VIBRAÇÕES MENTAIS

Manter em estado permanente a tranquilidade é o hábito que buscamos conservar durante o nosso viver. No entanto, em algumas ocasiões, sentimo-nos acometidos de uma dor de cabeça, dor no peito, com náuseas e ficamos surpreendidos com o que aconteceu conosco.
De modo geral, nesses casos, procuramos um médico e uma farmácia para adquirir os remédios que aliviarão a dor física que sentimos.
Muitas vezes, esses males são de natureza espiritual ou emocional. Vivemos num mundo cercado de vibrações mentais de pessoas que nos espreitam com múltiplos motivos e, dentre eles, há os que nasceram da inconformação, do  descontentamento e da inveja.
Num mundo de renovação nos comportamentos humanos –  correnteza de enchentes de chuva – muitas escórias descem por água abaixo.
Os expurgos mentais da higienação do planeta ocorrem a cada instante. Não há mal naquilo que causa transtorno na vida das pessoas.
Tudo nos chega como lição. Quando vemos cair o telhado da casa do vizinho, fortalecemos o nosso com vigas-mestras.
Quando alguém sente um mal-estar, no trabalho ou nos lugares onde permanece algumas horas ou instantes, denota que houve uma predisposição de seus centros de força para atrair as vibrações desarmoniosas daqueles que precisam ser esclarecidos.
O universo é um centro de forças magnéticas onde gravitam as correntes que formam o conjunto harmonioso do equilíbrio, direcionando sempre a lacuna para o respectivo preenchimento, dentro da igualdade das forças que se completam.
Assim, a vibração do inconformismo, emitida nos planos da vida, vai parar naqueles que podem informar, consolar, espalhar esperanças, mesmo não sendo responsáveis  pelos  embaraços que surgem.
Tudo está mergulhado nas leis do equilíbrio, embora haja lacunas a serem preenchidas somente quando chegar o tempo adequado, com o nascimento das flores, dos frutos, dos pássaros, dos animais e de tudo, enfim.
Estamos no mundo para servir. Desenvolvemos a nossa sensibilidade para estarmos em contato com as fontes que irradiam o amor e a sabedoria, buscando primeiramente esses recursos dentro de nós.
Aqueles que se sentem acometidos de males físicos, sensíveis à dor alheia, podem estar certos de que estão a serviço da harmonia do ambiente em que vivem, embora isto lhes custe um aprendizado amargo por desconhecer as forças íntimas capazes de neutralizar todo o mal físico ou emocional.
Com os centros energéticos, que trazemos no íntimo, fortalecidos pelas nossas atitudes de amor, nos sentimos felizes em servir aqueles que nos chegam, pela corrente invisível do pensamento, encaminhando-os aos lugares onde reina a paz.

sexta-feira, 4 de março de 2016

BRASIL É MÚSICA

Missa Solemnis em ré maior, op. 123, de Ludwig Van Beethoven, foi apresentada, em 04 de março de 2016, na abertura da temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pelo coro e orquestra sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Tobias Volkmann, tendo como soprano Rosana Lamosa, mezzo-soprano, Carolina Faria, tenor Eric Herrero e o barítono Michel de Souza.
A apresentação no Theatro Municipal da missa solene de Beethoven ocorreu na véspera do Dia Nacional da Música Clássica, 05 de março, instituído no Governo Lula, em 13 de janeiro de 2009, em homenagem a Heitor Villa-Lobos (1887/1959), o mais importante artista das Américas, que nasceu em 05 de março de 1887. Além dessa efeméride, todos os anos, desde 1961, em novembro, mês em que faleceu Villa-Lobos, é realizado o Festival Villa-Lobos.
Apresentado pela primeira vez (não a estreia da música), em 20/11/1995, pelo Coral dos Funcionários do Banco do Brasil, tendo como solista a soprano Marivi Santiago, sob a regência do maestro Alfredo Duarte, no Auditório do Edifício SEDAN – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105 - 21° andar, Rio de Janeiro-RJ, ao ensejo da abertura do 1° Seminário Banco do Brasil e da Integração Social, Invocação em Defesa da Pátria, de Villa–Lobos, é o hino oficial da abertura do referido seminário. [Música para Canto e Piano, de Fernando Pinheiro].
Quando está no hospital, ainda sob o efeito dos entorpecentes, mergulha a mente no fenômeno da clauriaudiência, na “zona neutra”, no dizer do ator Carlos Vereza (5) e ouve seres angelicais que parecem crianças brincando de cirandas, cirandas que evocam a sua infância na atmosfera azulada do Rio antigo. Pede à sua companheira caneta e papel de carta, minutos depois surge Ave Maria n° 26, para coro misto a 6 vozes, a capella. Se o compositor deixasse, naquele instante, a roupagem carnal, entraria no reino das bem-aventuranças e entregaria aos anjos da        música a música-oração.
(5) Carlos Vereza (in Solenidade de lançamento do livro A vida ilustrada de Tomás Santa Rosa, por Cássio Emmanuel Barsante (edição Bookmakers), realizada em 21 de dezembro de 1993, no Auditório do 4° andar do Centro Cultural Banco do Brasil.
Rio de Janeiro – 07 de setembro de 1959 – Villa-Lobos apresenta-se pela última vez ao público. Está na plateia do Theatro Municipal e assiste à execução do Magnificat-Aleluia, de sua autoria, escrito a pedido da Associação Italiana de Santa Cecília, que foi ofertado ao papa Pio XII em homenagem ao Ano Lourdiano. [in Por Onde Andou Villa-Lobos, palestra proferida, em 29/10/1999, por Fernando Pinheiro, ao ensejo da realização do 3º Seminário Banco do Brasil e a Integração Social].
Acompanhar o pensamento poético de Lisboa Serra é o mesmo que ouvir a avena tangida ao longe pelo pastor, a musicalidade tem o dom de conduzir rebanhos. Se fôssemos comparar, em música, a poesia do poeta maranhense, com certeza, iríamos citar o Réquiem (parte V), de Anton Bruckner. Em 20/09/2009, o maestro Charles Roussin, à frente da Camerata Antíqua de Curitiba, regeu esta música. Apud BANCO DO BRASIL – LISBOA SERRA, poeta, tribuno e presidente, de Fernando Pinheiro – Rio de Janeiro – 2011.  
A poesia de Lisboa Serra está associada à música de Bruckner, do mesmo modo que a musicalidade brasileira está ligada a Villa-Lobos. Assim como o ápice é o começo, Gonçalves Dias, na poesia, Carvalho de Mendonça, o maior comercialista brasileiro, na Consultoria Jurídica do BB e Lisboa Serra, o presidente-fundador, o mais importante presidente do Banco do Brasil, transcrevemos as palavras de Luiz Jorge de Oliveira, diretor de Finanças (30/3/1993 a 15/2/1995) que proferiu a palestra A Missão Social do Banco do Brasil, ao ensejo da realização do 1º Seminário Banco do Brasil e a Integração Social:
“É com muita honra que atendo ao convite que me foi feito pelo escritor Fernando Pinheiro para participar da abertura dos trabalhos deste Seminário promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, em que se procurará discutir o papel do Banco no processo de integração social. A presença e a importância do Banco na sociedade brasileira são de tal ordem a ponto de ter contribuído, ao longo de sua história, para a formação dessa egrégia Academia de Letras.”
Villa-Lobos criou um país: Brasil é música. Dentro da efeméride comemorativa ao Dia Nacional da Música Clássica, transcrevemos textos de nossa crônica DUAS BAILARINAS – 11/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor, a respeito da música e de quem a comenta, enaltecendo a mulher brasileira:     
Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro].
Na entrevista ao canal de televisão da ALERJ, Ruth Lima disse que começou dançando balé aos 11 anos de idade, tivera sonhos de dança, “dançava enquanto dormia”. E enfatizou: “a disciplina do balé me levou a ter uma vida feliz, uma vida regrada, inteligente, a ponto de eu escrever livros.” Enquanto a entrevista ocorria, vídeos e fotos de Ruth Lima apareceram ao fundo da tela.
Dançando O Lago dos Cisnes, de Tchaikowisky, e Les Sylphides, de Chopin, na apresentação que o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro estava fazendo, em 1966, no Teatro Colon, Buenos Aires, Ruth Lima foi aplaudida em cena aberta. Nessa ocasião, ela recebeu loas com o título de bailarina etérea e translúcida pelo jornal El Clarin. No Brasil, o jornalista Carlos Heitor Cony escreveu no Correio da Manhã: “Ruth Lima é a mais linda Cleópatra que pisou o Theatro Municipal.”     
Escritora, bailarina, coreógrafa, jornalista, professora de dança, Ruth Lima conviveu, no Brasil e no exterior, com mestres e partenaires, entre os quais destacamos aqueles que não estão mais conosco: George Balanchine (1904/1983), Yuco Lindberg (1906/1948), William Dollar (1907/1986), Leónide Massine (1896/1979), Eugenia Feodorova (1925/2007), Nina Verchinina (1910/1995), Aldo Lotufo (1925/2014).
Ao tomar posse, em 28/09/1993, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário), no Auditório do Edifício Sede III do Banco do Brasil – Brasília – DF, em solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro, Ruth Lima foi mencionada no discurso de Synval Guazzeli, presidente do Banco do Brasil, interino (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993), (1/12/1993 a 4/12/1993):
“Distinguiu também uma representante das Artes, Ruth Lima, bailarina e coreógrafa e, nesta hora, seguramente nós haveremos de ter sempre presente a importância da Arte como expressão de cultura, nós que desejamos construir uma sociedade brasileira melhor, uma sociedade brasileira justa, equânime, democrática e que possa alcançar níveis de avanço e de expressão cultural que representem toda a potencialidade desta Nação e dos sonhos melhores de nossa própria sociedade.”

quinta-feira, 3 de março de 2016

VÊNUS

Devido à alta temperatura que ultrapassa 470ºC, Vênus é o 2º planeta mais próximo do Sol. Nenhuma sonda consegue, por muito tempo, resistir à tamanha temperatura, sempre terminam destruídas. Em 1º de março de 2016 completou ½ século da 1ª aterrissagem em outro planeta fora da Terra pela sonda soviética Venera 3, mas devido à falha técnica não houve informação sobre a superfície de Vênus.
Mesmo nessa situação desfavorável de chegar à superfície de Vênus, em 1982, as sondas russas Venera 13 e 14 conseguiram transmitir as primeiras imagens venusianas envolvidas numa atmosfera de dióxido de carbono: “uma paisagem desolada cinzenta e marrom formada por rochas de basalto” [El País – 01 de março de 2016].
Atualmente, a única sonda que está em órbita de Vênus é a Akatsuki, de nacionalidade japonesa, lançada em maio de 2010, planejada para orbitar numa distância de 300km e 80.000km, devido à temperatura de 462ºC [O Globo – 08/12/2015].
O planeta Vênus, nos dias 5 e 6/6/2012, entre a Terra e Sol, numa conjunção inferior estabelecendo uma distância de algumas dezenas de milhões de quilômetros, esta é a maior aproximação da Terra com relação a todos os planetas. [O PLANETA VÊNUS – 02/12/2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Justificando o título da crônica OCULTAÇÃO DE VÊNUS, mencionamos que o planeta Vênus, nos dias 5 e 6/6/2012, entre a Terra e Sol, numa conjunção inferior estabelecendo uma distância de algumas dezenas de milhões de quilômetros, esta é a maior aproximação da Terra com relação a todos os planetas. Esse mesmo fenômeno somente vai ocorrer novamente em 2117. Em seguida, fizemos uma explanação do que está ocorrendo atualmente naquele planeta, por intuição que vem dos sonhos:
O planeta Vênus também teve a transição planetária, o que vem ocorrendo em todos os planetas do sistema solar em que a Terra gira. Agora, elevada à quinta dimensão unificada, a mesma que a Terra está ascendendo, podemos fazer uma pequena avaliação do que está ocorrendo lá em comparação com a terceira dimensão dissociada que está indo embora do planeta.
Em Vênus a vida humana ou humanoide, com maior beleza física e espiritual do que nesta densa dimensão, transcorre no clima paradisíaco em comparação com o nosso estágio evolutivo. A liberdade é uma conquista realizada porque veio da conquista do espírito, logicamente um rosário de atributos inerentes à felicidade eterna que passa a figurar.
Na Terra a escravidão em todas as formas e conteúdos do comportamento humano, em Vênus a libertação dos jugos asfixiantes e opressores. O trabalho fatigante aqui, lá o enlevo de trabalho de menos horas, 4 horas por dias em cometimentos em que aparecem sempre a beleza nas artes e nos ofícios.
Aqui na Terra o sofrimento e a dor se arrastando no viver temporário dos sofredores e oprimidos, em sua grande maioria, e a continuação dos mesmos sofrimentos que são transferidos para as áreas de idêntica situação e na esfera venusiana a saúde completa, no físico e na estrutura espiritual, qualificando-a de seres multidimensionais.
O que é um conquista muito grande para a humanidade terrestre os engenhos e invenções que utilizam satélites que culminam com o aparecimento da internet, lá nos recantos venusianos tudo isto é ultrapassado pela conquista da transparência que aqui na Terra não tem.
Para a grande maioria dos habitantes da Terra a transparência só existe nos lampejos de luz na consciência do que somos nos sonhos desenvolvidos durante o estado do sono. A transparência somente é possível no estado do ser, do nosso ser profundo, o coração, que todos possuímos. OCULTAÇÃO DE VÊNUS – 09/09/2013, blog Fernando Pinheiro, escritor).
Devido à elevada temperatura que destruiu sondas russas, como é possível a vida inteligente em Vênus, é o que naturalmente podem perguntar os eleitores. Realmente, é impossível, o ser humano neste corpo físico chegar até lá, mas em corpos sutis pode viver em Vênus, ou mesmo em outros planetas.
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda. PÉGASO (XL) – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Os seres multidimensionais vivem em inúmeras estrelas, dentre as quais destacamos: Aldebaran, Capella, Polux, Castor, Alnath, Vega, Sirius, Antares, Sol (estrela de 5ª grandeza), Betelgeuse que irradia raios adamantinos, os chamados raios-gama, comprovados por cientistas, nem vamos falar das constelações, galáxias infinitas que têm vida inteligente. Enquanto isso, o homem vive perguntando se na sua vizinhança tem gente. 

quarta-feira, 2 de março de 2016

PÉGASO (XL)



Chegamos ao nº 40 da Série Pégaso que aborda a narrativa de sonhos, o título foi empregado por causa dos cavalos alados que vimos dentro de um túnel onde havia lutas acirradas pelo poder nesta densa dimensão que estava do outro lado da matrix.
Em viagem astral ou desdobramento do corpo extrafísico, fomos a lugares diversos onde levamos o nosso aprendizado e trouxemos de lá os aprendizados que aplicamos aqui nesta vida em ascensão dimensional.
Necessário dizer que há parâmetros diferentes, aqui na Terra e no campo extrafísico, onde as situações e modos de viver são bem diferentes entre si. Aqui o que predomina é a vida biomolecular, o materialismo que a ciência encerra. Do mais além, existem outros parâmetros que ainda são desconhecidos pela maioria dos habitantes da Terra.
Por exemplo, no conceito de Einstein “a maior velocidade é a velocidade da luz”, admitida pela comunidade científica. Quando dissemos, em uma crônica, que fomos ao Japão em centéssimos de segundos, as pessoas podem achar que isto é impossível, pois a ida àquele país, partindo do Brasil, demora muitas horas de voo, logicamente muito mais rápido que a velocidade da luz, o que seria impossível nesse paradigma terrestre.
Situada entre as cidades de Nara e Kyoto, no Japão, Uji é famosa por santuários naturais. O de Byodo-In é de impressionante beleza. Um charme de ouro estava no horizonte na despedida do sol que descia lentamente, estendendo-se para o Phoenix Pavillon. [PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Estávamos na fila para receber o pão e a pasta de ervas finas, iguarias comuns nas padarias e supermercadores brasileiros. Uma turista passou na minha frente, furando a fila, um costume aqui no Brasil. A placidez do local repercutia encantos em nosso coração, somente estávamos ligados nisso. [PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Estávamos num ponto de ônibus à espera de condução. De repente surgiu no espaço um avião russo. Pensamos que bom andar de avião, ao pensar já estávamos dentro do avião. Não foi preciso usar passaporte nem aeroporto para embarcar, somente o pensamento faz isso, aliás o pensamento cria, dentro das infinitas possibilidades quânticas. [PÉGASO (XXXV) – 16 de outubro de 2015].
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda.
Recentemente, em junho de 2011, o experimento da dupla fenda, muito antes testada em laboratório científico, foi confirmada pelo cientista canadense Aephraim Steinberg: a descoberta de que a partícula se comporta como onda mesmo quando passa por uma só fenda. “Ou seja, o fóton é uma partícula e uma onda ao mesmo tempo.” Por analogia, existe a teoria da onda-piloto [Wikipédia, a enciclopédia livre]. – in PÉGASO (XIX) – 12 de março de 2015].
Aos 93 anos de idade, o físico e filósofo francês Bernard d´Espagnat (1921/2015) completou a sua missão aqui na Terra, depois de ter ganho, em 2009, o Prêmio Templeton, no valor de £ 1 milhão, destinado anualmente a pessoas que afirmam “a dimensão espiritual da vida”. A física quântica, conforme menciona The Telegraph, edição 19/08/2015, “é o estudo de sistemas em ou abaixo do nível atômico: átomos, elétrons, prótons e partículas subatômicas.” [VISÃO QUÂNTICA – 03 de fevereiro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando viajamos de avião, nessas viagens etéreas, podemos empreender a velocidade que almejamos, não é o corpo físico que está sonhando, é o ser mais profundo, que todos nós temos, que vivencia essa experiência. A viagem pode ser até sem avião, podemos nos deslocar, dentro da onda, a qualquer lugar em centésimos de segundo, a onda é a mesma em todos os lugares do universo.
Como temos repetido na Série Pégaso, para assimilação dos leitores que estão chegando para valorizar o nosso prestígio, o pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Vimos seres multidimensionais em fulgurações de beleza que criam, apresentando a luz que possuem como também seres a caminho da ascensão unificada na luz que possuem aspectos desoladores, como vemos nas ruas mendigos que precisam ser tratados para melhorar a aparência física. Em tudo vemos a beleza.
O ângulo da rotação da partícula atômica estabelece o spin. Nessa posição no espaço é que podemos ver o emaranhamento quântico, pois tudo está emaranhado, como dissemos em outras crônicas, tudo se interliga. Isto elimina o paradigma atual do planeta em que a presença do próximo não é observada.
Sem ter esse conhecimento ao alcance de todos, a maioria da população mundial está jugulada aos ditames do paradigma, escravizando-a através do medo divulgado em todas as massas de comunicação da mídia. O ser feliz que buscam, nesse paradigma, é algo projetado em clima de privacidade, sem ter participação dos demais quanto mais de todos da população de cidades, de estados e de nações.
Em entrevista concedida a TV Globo, em 27/02/2016, o casal de atores Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi, falaram sobre o lançamento do filme Amor em Sampa, comédia romântica dirigida por Carlos Alberto Riccelli e pelo filho Kim, o ator disse que o filme tem “histórias de amor que se entrelaçam, porque tudo faz parte de um grande painel.”
Por sua vez, Bruna Lombardi disse que “o elenco vira uma família”. O livro Jogo da Felicidade, de Bruna Lombardi, mostrado na televisão, “descreve os caminhos que a gente percorre na vida... essa mensagem está muito no filme. A gente quer um mundo melhor”, concluiu a autora.

terça-feira, 1 de março de 2016

PÉGASO (XXXIX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A lua doce enchendo o céu inteiro, na canção Margherita, de Riccardo Cocciante, testemunha o silêncio construído sem que ninguém tenha ouvido falar “porque Margherita é doce, porque Margherita é real, porque Margherita ama.”
O carro Mercedes-Benz SL500, que eu dirigia, era o mesmo modelo usado pela princesa Diana, só que o dela era conversível, de cor vermelha, com capota metálica, e o meu era branco, sem capota, parou numa curva no alto da montanha, onde havia um mercado que expunha garrafas de refrigerante, o conteúdo cor de uva rosada, de sabor adocicado, parecia ser guaraná Jesus, produto que divulga o Maranhão, assim como o guaraná Fratelli Vita divulgou, por muito tempo, o estado de Pernambuco.
Segundo a Revista AABB – Rio – 1962, em visita oficial de 3 dias (21, 22, 23 de fevereiro de 1962), o presidente Ney Galvão visitou o Nordeste. Esteve em 23/2/1962, no Palácio Campo das Princesas, onde foi recebido por Cid Sampaio, governador de Pernambuco. Visitou o Frigorífico do Nordeste e a Fosforita Olinda e, ainda, a Usina Santa Tereza, no município de Goiana. À noite, foi homenageado no Clube Internacional do Recife. O industrial Miguel Vita, presidente da empresa que fabricava o refrigerante Fratelli Vita, famoso no Recife, iniciou o discurso de saudação ao presidente do Banco do Brasil, afirmando as constantes visitas dos homens de Governo, no Recife: “... um encontro com a indústria nordestina, como responsável e interessada direta em grande parcela do desenvolvimento nacional.” – in HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro. 
Retomando ao tema central: uma coisa chamou-nos a atenção, o refrigerante não estava à venda, era doação da casa a quem quisesse. Aliás, nos sonhos não compramos nada. Casa, carro, apartamento, fazenda de 1.500 cabeças de gado, jatinho particular, o que pensamos ter, temos na hora, de graça. Até moramos em vivendas palacianas, onde o luxo e o requinte está acima do que se possa supor. No entanto, nunca sentimos dono de qualquer coisa.
No amor é a mesma coisa. A mulher, que estava me acompanhando, era de valor inestimável, como se diz: não tem preço. Beleza feminina estava em todos os detalhes, um mulheirão para encher os olhos. Ela usava o mesmo modelo de vestido usado pela atriz Cate Blanchett, na cerimônia do Oscar 2016. Era um vestido em tons-seafoam costurado a mão, aglomerados de cristais e penas brancas da coleção Armani Privé, Paris.
O meu traje era o mesmo modelo de terno que usei no Auditório da Presidência do BB, em Brasília, em 28/9/1993, quando o presidente, em exercício, Synval Guazzelli elogiou, em discurso de improviso, o meu trabalho à frente da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. Depois, em 26/4/1994, voltei ao mesmo lugar, onde fui elogiado, para presidir a solenidade de posse do acadêmico Geraldo Magela da Cruz Quintão, advogado-geral da União [foto da capa da obra BANCO DO BRASIL – CONSULTORIA JURÍDICA – Ensaios históricos (1922/2002) – Autores diversos].    
Depois que ela tomou o refrigerante, a olhei e lhe disse: vamos nos levantar da mesa servida e ela, num átimo, estava em pé. Emocionado, num nível em que já não há mais oscilação, pois tudo que está na consciência dissociada planetária oscila. Eu sussurrei em seus ouvidos: não vamos mais nos separar. Ela anuiu e o sorriso aflorou. Abraçamo-nos com ternura, lembrando-nos que a lua doce enchia o céu inteiro e chegava a nós em doce encanto.
O que leva um casal a se separar, mesmo que entre ambos haja amor e ternura? Bem, somos livres para pensar e agir, mas o que pensamos e agimos passamos a ser condicionados à direção e à circunstância em que foi gerado o que fizemos. Não é dito que a semeadura é livre e a colheita obrigatória?
Um cochilo pode nos tirar do foco, como aconteceu, no calendário chinês onde o gato, segundo é divulgado, um animal preguiçoso, estava dormindo em cima do elefante e caiu no rio, por isso não faz parte do ano zodiacal em que é obedecido por 1,3 bilhão de pessoas. Esse arquétipo é forte, e ainda tem brasileiras procurando namorar gatos, procurando cair no precipício.
O importante é o momento em que nos chega para desfrutarmos da felicidade que sentimos ser eterna, como eterno é o amor das pessoas felizes. Toda a placidez do lugar, iluminado por uma lua doce, era refletido em nós. A doçura da lua era a doçura que a amada sentia vir de mim e eu a sentia doce como se a lua estivesse mais perto dela.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

VIVER INTELIGENTEMENTE

O escritor Lourival Pinheiro na poesia Perdoa-me fala de um amor proibido que está ocupando espaço em sua mente revelando que está pagando um alto preço sem que ela mereça o seu apreço, fazendo-o perder o sono.
Não vamos analisar os versos bem elaborados na estrutura de sonetos, apenas buscamos levar-lhe uma palavra de carinho familiar, na mesma família que somos, a fim de que ele encontre uma alternativa de viver que não o faça sofrer, assim como sofreu Gonçalves Dias, o poeta de nossa terra (palmeiras, sabiá, saudades), ao ver o seu grande amor casar com outro homem.
Todo o sofrimento é engrama do passado incrustado em nosso viver, como a vida é movimento, o que estava incrustado tende a dissolver-se nesse movimento renovador. Olhar sempre o horizonte e ver nele a luz em cada amanhecer. 
A condição  essencial para ser feliz é viver inteligentemente. A inteligência acima das emoções e deixar que nossos atos tenham a direção que lhe é própria.
A emoção é o despertar daquilo que gostamos. Com justa razão, o reflexo do que pensamos, no campo do desejo, atrai as pessoas que possuem essas mesmas características, estabelecendo um vínculo.
E com maior ênfase, as pessoas do mesmo enredo comportamental tendem a se aproximar, nos liames das responsabilidades, pois nada no universo fica incompleto. O que começou, em olhares aparentemente ingênuos, exige a complementação.
O caminhar de quem vive das emoções é bastante oscilante, vai depender, inclusive, da oscilação das pessoas que seguem impulsionadas pelos mesmos gestos. Não sabem a  razão  por que  gostam  de  alguém.  Às vezes, confundem o acessório com o essencial, nos detalhes que vão desde o cabelo, a roupa, etc., sem penetrar na essência do querer.
Quando as emoções não são filtradas pela inteligência, gera um vazio que leva à depressão, pois não houve identificação da finalidade dos encontros. O gostar se restringe a querer, numa posse ilusória.
Ninguém pode deter para si o que pertence a Deus, sem ter o risco do sofrimento. Todas as pessoas que passam por nós, delirantes pela febre das noites escuras, têm seus vínculos em amores que precisam eternizar o momento, em cumprimento do efeito ação e reação.
A rede dos pensamentos que vem do espírito imortal é tão extensa quanto a sua existência, no campo físico e nos estágios de aprendizado nos horizontes que ultrapassam suas fronteiras. Nessa rede estão entrelaçados os interesses maiores de nossa evolução.
Quantas vezes sentimos uma simpatia forte por alguém que nos desperta a emoção e queremos logo manter uma ligação afetiva, sem sabermos das circunstâncias em que se encontram essa pessoa. Sem dúvida, sempre ocorrem outros vínculos de responsabilidade que a impedem de ter horas livres para desfrutar desse enlevo embriagador.
É tão sublime a emoção que sentimos ao vermos pessoas  despertando-nos a sensibilidade. São os encontros de  caminhos  diversos  que  se cruzam conosco para dar uma mensagem, mesmo que seja tão breve como o abrir de asas  das borboletas.
Todos nós temos um roteiro de caminhar, nele estão os amores que nos sensibilizam a alma, mas por uma razão secundária, no passado espiritual, não demos o valor que eles merecem. E, assim, voltam para completar o vazio que passou despercebido.
Como são tantos os amores que nos chegam, devemos agir inteligentemente, verificando o papel que ocupamos em seus relacionamentos, deixando-os livres em seus caminhos,  amando-os  cada  vez mais, embora não haja  necessidade  de  nossa presença para provar-lhes o que sentimos.