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sábado, 19 de março de 2016

PÉGASO (XLIV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Na rua asfaltada caminhava num sentido de volta, a fim de ver o que poderia fazer no ambiente em que a chuva torrencial assolava a cidade, as águas corriam em profusão fazendo uma correnteza que arrastava detritos na calçada.
Ao aproximar-me da esquina da rua, vi um ônibus subir à calçada para sair da correnteza d´água e pude ver que era perigoso enfrentar tal situação, no mesmo instante passa por fim um amigo que trabalhou na mesma empresa como a dizer-me que vinha de lá e não há nada a fazer naquela situação. Recordo-me da última notícia dele, tempos atrás, quando estava morando nos Estados Unidos, depois de sair da empresa, fazendo palestras e dando consultas de tarô e astrologia àquela gente americana.
Recordo-me que ele gostava muito do poeta, matemático e astrônomo persa Omar Khayyam (1048-1131). Gosto muito do Rubai 114 (quadra poética), originalmente traduzido do persa pelo inglês Edward Fitzgerald (1809/1883) e depois por Franz Toussaint e por Otávio Tarquínio, na transposição feita por Tousaint, segundo o poeta e tradutor Ivo Barroso, membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (Cadeira patronímica de Mello Nóbrega):
“Toda manhã, o orvalho acorda na tulipa,
Na violeta ou no cardo,
Mas logo vem o sol e o orvalho se dissipa,
Aliviando-se a flor do belo fardo.”
Isto vem aquecer o ânimo da população brasileira que vive o momento em que o quadro político busca mudança ao ensejo da aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados, numa votação de 433 x 1, da lista com indicação dos líderes dos partidos políticos que compõem a comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment da presidente da República.
Nas frases da semana, divulgadas pela TV-Globo, vale citar a do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), proferida, naquele evento, na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília: “um suco de maracujá para quem está assustado.”
Esta sugestão do deputado piauiense vem como algo eficaz que nos estimula a dissipar o clima de desconforto não apenas aqui, mas nos Estados Unidos que enfrenta a pior crise de saúde na últimas décadas, obrigando o governo a publicar as primeiras normais nacionais para analgésico, segundo fonte do The New York Times, edição de 16/03/2016. 
Segundo ainda aquele matutino, de acordo com a OMS, os analgésicos opiáceos OxyContin, Percocet e Vicodin são as drogas mais prescritas nos Estados Unidos, com vendas de quase 2 bilhões de dólares por ano. A respeito, Dr. Thomas R. Frieden, diretor do CDC, revelou que “tornou-se cada vez mais claro que os opióides têm risco substancial, mas apenas benefícios incertos – comparado especialmente com outros tratamentos para a dor crônica”. [O MUNDO DE MORFEU (II) – 17/03/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Retomando ao tema central, saí da rua e, num átimo, estava num portal de passageiros que iam embarcar num avião Boeing 737, tipo de aeronave muito conhecido nos aeroportos internacionais. Avistei a aeronave e pude ver que era potente e inspirava confiança.
Na fila do embarque, vi na pequena bolsa a tiracolo a minha passagem e a peguei para mostrar quando estivesse embarcando. Por que não viajei antes naquele avião? Era o que estava a me perguntar. Era necessário estar antes na rua onde a chuva devastara bastante, sem me afligir, apenas mantendo-me tranquilo como sempre estive, agora nesta fase em que estou vivendo.
Não era primeira viagem aérea que iria empreender, há relatos aqui mesmo na Série Pégaso onde descrevo lugares lindos por onde passei. Há também, nessas viagens de encantadora beleza, voos solitários e voos acompanhados onde pude ver sempre a beleza resplandecer, sem ter a necessidade de aeronave.

sexta-feira, 18 de março de 2016

SEMENTES VIRGENS

Quando o rio nasce, suas águas saem dos filetes das rochas e se concentram na porção mais condensada. Começa, então, um movimento em direção ao mar.
A movimentação humana, rumo ao destino, segue por etapas que se ligam entre si, formando situações próprias, de acordo com os movimentos empreendidos.
No início de sua caminhada, o homem vem de um silêncio interior como as águas que saem do cristal, para se ambientar com o mundo externo que possui características peculiares à situação em que se encontra.
No percurso as metas que lhe são reservadas, ao perceber a missão inteligente do seu viver, o homem se defronta com os obstáculos.
Quando as águas encontram barreiras que lhes impedem o avanço, se avolumam para vencê-las, num ímpeto de força e expansão.
A resistência que o homem encontra em seu caminho é em decorrência da falta de exposição de motivos que justifiquem o curso normal de seus planos. Diante da simplicidade tudo se clareia.
A resistência é enfocada pela mídia como zona de conforto, isto satisfazendo a ambas as partes: as que estão em relevo social e trabalhista e as que desfrutam desses conforto proporcionado por quem trabalha, sem que haja, a nível profundo, uma diferença entre elas.  
A concorrência a postos de destaque é comum na vida humana, mas nem todos têm os mesmos objetivos.
Quando há perda de lugares não se pode atribuir isso ao fracasso de quem não se posicionou ao destaque. Se o homem mantiver uma posição que não corresponda à energia de sua natureza vocacional, se tentar avançar, atrairá contra si contingências de forças que vêm se desenvolvendo no ritmo do equilíbrio.
Então, o resultado será o fracasso que repercutirá tão intensamente quanto forem as forças em choque. O ambiente perderá um colaborador e na perda novas diretrizes surgirão.
A vocação do homem lhe chama onde ele estiver. Essa voz repercute em seu íntimo em qualquer circunstância em que se encontra. Passar uns tempos em determinadas situações é imposição dos reflexos que saem da alma guiando aos rumos do seu destino.
Não há mal em alguém permanecer ou deixar de permanecer em lugares ou situações que, aparentemente, não lhe dizem respeito.
O fracasso e o sucesso são resultados de alternância de nosso estado emocional. Dentro da razão há um deslocamento de posição que estabelece a necessidade de prosseguirmos no caminho com os meios adequados, colocados à nossa disposição, que melhor nos possibilita o avanço.
Nesse contexto há de se considerar as peculiaridades do grupo humano, onde as ocorrências se desenvolvem, verificando-se primeiramente, como nos campos, as condições de arar, adubar, cortar ervas daninhas, transmudar plantas de outros canteiros ou, simplesmente, semear, semear como é o nosso caso.
Se  ainda não existirem condições favoráveis, podemos estar certos de que a força do destino nos tirará, mesmo sem a nossa vontade explícita, do lugar onde a necessidade  maior  vem antecedida do plantio.
Como as sementes deixadas no ambiente de trabalho –   sementes virgens – no ritmo da evolução, alguém no futuro se encarregará de fazê-las germinar no espaço adequado, revelando em seus gestos a continuação do que fizemos.

quinta-feira, 17 de março de 2016

O MUNDO DE MORFEU (II)

Enfrentando a pior crise de saúde pública nas últimas décadas, o governo dos Estados Unidos publicou, em 15/03/2016, as primeiras normas nacionais para analgésicos recomendando aos médicos indicar medicamentos, como o ibuprofeno, antes de prescrever os comprimidos altamente viciantes. [The New York Times – March 16, 2016].
Segundo ainda aquele matutino, de acordo com a OMS, os analgésicos opiáceos OxyContin, Percocet e Vicodin são as drogas mais prescritas nos Estados Unidos, com vendas de quase 2 bilhões de dólares por ano. A respeito, Dr. Thomas R. Frieden, diretor do CDC, revelou que “tornou-se cada vez mais claro que os opióides têm risco substancial, mas apenas benefícios incertos – comparado especialmente com outros tratamentos para a dor crônica”.
O ópio é extraído da planta papoula, o opióide é narcótico (torpor, em grego), mas refere-se também a outras drogas. A morfina é um opióide natural derivado do ópio. Os efeitos comuns são supressão da dor e sonolência. A palavra morfina vem de Morfeu, deus do sono na mitologia grega.
Anteriormente, na crônica Privação do Sono, divulgamos notícia do jornal The Independent – London – September, 11, 2015: “Workers subjected to 'torture' of 'sleep-deprived society' by being made to work before 10am, says body clock expert”. 
Ao ensejo da realização do Festival Britânico de Ciência, em Bradford, o acadêmico Paul Kelley, médico especialista em doença do sono, disse que as pessoas no trabalho estão sendo torturadas por uma sociedade privada do sono, isto é um problema mundial.
As pessoas possuem horário biológico ou ritmo circadiano e quando o ritmo é alterado consequências surgem denotando graves danos à saúde, diminuindo o sistema de defesa e se instalando doenças como diabetes e esquizofrenia.
O horário das horas trabalhadas, durante o dia, que deflagra desarranjo no organismo pode ser também o mesmo em horas noturnas para quem não está acostumado a trabalhar em ciclos alternativos de brusca mudança.
Mesmo sem trabalhar, a insônia pode provocar sintomas que levam a esse mesmo diagnóstico onde surgem distorções mentais. Cresce o uso de drogas lícitas diante do problema, aumentando o lucro da indústria farmacêutica, sem nos referir a outras drogas, como o álcool, admissível por essa sociedade privada do sono, e as drogas ilícitas largamente usadas por um contingente muito grande de pessoas. PRIVAÇÃO DO SONO – 10 de setembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
A matéria do The New York Times (16/03/2016) diz ainda que está havendo muitas mortes nos Estados Unidos em decorrência do uso excessivo de comprimidos altamente viciantes, o que já vimos alertando aos nossos leitores, desde o ano passado, na citação do médico Allen Frances em textos de nossa crônica PÍLULA ADOCICADA, a seguir:
O sistema de diagnóstico, na área de psiquiatria, conforme observamos na mídia, é altamente pressionado pela indústria farmacêutica. O consumo de remédios antidepressivos tem aumentado muito, na última década, sem que haja a diminuição do índice de depressão no mundo.
A 5ª e última versão do DSM – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais está em vigor desde maio de 2013, elevando o número de patologias mentais a 450 categorias diferentes que eram 182, nos idos de 1968, no Manual DSM–2 [Folha de S.Paulo – 14/05/2013].
Com o apoio da mídia, a indústria farmacêutica joga pesado e faz convencer os médicos e a sociedade em geral que os problemas psicológicos são resolvidos com remédios de sua fabricação.
Em alguns casos, sim, são úteis, mas o excesso provoca dependência, inclusive está havendo “mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas”, segundo o Dr. Allen Frances, Catedrático emérito da Universidade Duke, Carolina do Norte, EE.UU., na entrevista concedida em 27/09/2014, ao Jornal El Pais – Madri, Espanha. [PÍLULA ADOCICADA – 22/08/2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Na interpretação da linguagem dos sonhos, Carl Gustav Jung disse que neles existem entidades misteriosas como se fossem amigos desconhecidos revelando sobre o nosso bem-estar fundamental “que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta”.
O mundo de Morfeu é a esfera mitológica grega que revela a existência do sono, recrudescida, cientificamente, nos dias atuais, nos laboratórios e no Instituto do Sono, experiência pioneira no Brasil, na cidade de São Paulo, que fazem exames para demonstrar a qualidade do sono, sendo que no estado do sono REM (Rapid Eyes Movement / Movimento Rápido de Olhos) ocorrem os sonhos.
Na crônica Pégaso narramos um sonho que tivemos no astral inferior, zona de impacto das forças em litígio, na consciência dissociada (bem/mal, certo/errado e outras expressões correlatas) em que a separação do joio e do trigo se fazem presentes, em vivência dos engramas do passado que as uniram para elaboração de um estágio de aprendizado de difícil assimilação.
No sono que se converte em pesadelo, há um mecanismo de elaboração de imagens e de símbolos que tendem a desaparecer ao acordar à medida que nossas possibilidades de assimilação se extinguem, isto para não ocorrer o choque que a personalidade poderia ter ao despertar.
Ainda dentro das imagens e dos símbolos, o sonho revela circunstâncias de comovente beleza, agora com maior capacidade de ser lembrado e guardado na memória como marco que define um novo passo em nossa caminhada em direção ao horizonte que, acordado, sonhamos acontecer.
O mundo de Morfeu abriga, ainda nos dias de hoje, pessoas dormindo em precária situação: o corpo físico deitado no leito e a alma deitada no chão. Claro que essas pessoas não poderiam se lembrar do que está ocorrendo nesse mundo, o mundo de Morfeu.
Seria humilhante para a personalidade, o ego das ciências ocultas, ver cenas que, no estado de vigília, não poderia ocorrer. Nesses casos, o entorpecimento de drogas lícitas (medicação médica) e de drogas ilícitas (álcool, maconha, crack, cocaína e outras bastante comentadas nos meios de comunicação), se faz presente.
O ser profundo, que todos somos, sem exceção, não encontra as condições necessárias para eclodir, vir à tona dentro do sono. O torpor e o amolentamento, que essas drogas provocam, são obstáculos escolhidos, consciente e inconscientemente, pelos usuários para afastá-los da realidade em que vivem.
O sofrimento psíquico é o único recurso capaz de despertá-los, enquanto a sabedoria das verdades eternas, incrustada em seu ser profundo, é o caminho que não tem nenhuma ligação com os apelos fundamentalistas que prometem o que não sabem.
No entanto, nessas circunstâncias também ocorrem tratamento terapêutico dentro da técnica utilizada na linguagem Ericksoriana. Há que se estabelecer o tempo de resgate vencido, o destino que tem hora marcada, o merecimento de quem passa por provas difíceis e o amparo concedido por seres multidimensionais que cumprem missões que não podemos discutir.
O mundo de Morfeu é o mundo em que podemos sonhar, quando dormimos, e dele renascer em nova consciência que nos vislumbra a felicidade eterna.
Esse mundo de Morfeu é uma crisálida: alguns vêem a morte da lagarta, outros o nascer da borboleta.
Resplandeça a vossa luz, referimo-nos aludindo à irradiação da luz crística que se projeta das estrelas a caminho do nosso coração e de todos aqueles que a busca, vivendo ainda o mundo de Morfeu, o mundo do sono. [O MUNDO DE MORFEU – 10 de março de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

quarta-feira, 16 de março de 2016

O RITMO

Os ventos, as chuvas, a luz do sol, a luz da lua e outros fenômenos da natureza têm um movimento que beneficia o planeta inteiro. A vida nasce nesses berços e se alimenta nesse fluxo.
Os ventos sopram em direções diversas, as marés sobem e descem, alternando os níveis das águas, o sol esparze luz que notamos durante o dia, a lua igualmente à noite, em ciclos que se renovam.
Os animais e os pássaros pressentem as mudanças do tempo dia-e-noite e as condições climáticas. Na chuva estão recolhidos em suas tocas e em seus ninhos e, quando o tempo fica limpo, saem em busca de meios de sobreviver.
O instinto da conservação é forte e, por não terem o livre-arbítrio, obedecem ao movimento rítmico que vem da natureza. A hora de acordar, alimentar-se, movimentar-se aos lugares de recreio e trabalho, e depois dormir, tem uma admirável precisão.
Esta lição de beleza do reino animal não é assimilada pela maioria dos seres humanos. Seus hábitos e costumes são comandados pelos desejos do mundo emocional em que vivem.
A situação mais grave é que eles interrompem o ciclo evolutivo dos animais, comendo-os. O homem foi posto ao lado dessas criaturas para lhes servir como referencial que lhes ajudasse na evolução.
O ritmo que envolve a atmosfera, ao encontrar o homem que ingeriu vibrações emitidas numa cena de violência, a matança dos animais, entra em atrito com as energias humanas em descompasso, causando irritações no sistema nervoso e, a doença que mais mata no mundo, o câncer.
Sabemos que, dentro do ciclo evolutivo em que se encontram, muitas pessoas ainda têm necessidade de se alimentar da carne animal para atender exigências das funções do organismo que possuem.
Sem querermos propor nenhuma dieta, os médicos são os mestres que orientam, falamos da importância da criatura humana se alimentar um pouco mais dos legumes, frutas e peixes, apesar dos peixes também sofrer ao serem mortos. Há flexibilidade na escolha dos alimentos.
Um dia virá, nos caminhos do destino, em que o homem sentirá a necessidade de estar em harmonia com outros reinos, não os destruindo nem se alimentando dos seres que já possuem uma escala evolutiva próxima a dele.
A falta de observação do ritmo da natureza gera tensões pessoais e coletivas. Grande parte da humanidade se demora observando sintomas que se proliferam nas sombras e não sabe evitar os males decorrentes de seus hábitos e costumes.
As doenças humanas estão sendo combatidas com recursos de toda técnica colocada à disposição de uma cultura que está sendo exigida pelas modificações dos tempos novos. Essa técnica envolve experimentos em animais, com extermínio que envolve dor e sofrimento. No futuro, isto será extinto, com o advento de técnica saudável em todos os níveis.
O homem moderno, comprometido com as sugestões de um modelo ético decadente, compreenderá em provas difíceis aquilo que os simples e pacificadores já sentem em seus  corações.
Cabe aqui recrudescer o  que vimos falando ao longo da trajetória deste blog: os 5 pilares que promovem a ascensão de uma consciência planetária menos densa do que a atual: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. 

terça-feira, 15 de março de 2016

MAESTRO KARABTCHEVSKY

O Brasil vive um momento mágico. É o auge da carreira do maestro brasileiro Isaac Karabtchevsky. Em 2009, ele foi indicado pelo jornal The Guardian, Londres, Inglaterra, como um dos ícones vivos do Brasil. Vale mencionar alguns eventos que mostram o prestígio do maestro, é claro que não são os mais importantes porque ele morou por mais de 20 anos no exterior, regendo grandes orquestras:
Com a promoção conjunta do Banco do Brasil e do Jornal O Globo, foi apresentado, em 7/9/1979, na rampa do Congresso Nacional, em Brasília, o Projeto Aquarius pela Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky [BIP – 1979]. No programa Invocação em defesa da Pátria, de Villa–Lobos, a música que vem sendo apresentada, em várias ocasiões, pelo Coral dos Funcionários do Banco do Brasil, na abertura do Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, organizado pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. [HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro].
Na entrevista concedida a repórter Daniela Lobo, a bailarina Ruth Lima, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, disse que dançou O Lago dos Cisnes, de Tchaikowisky, num palco montado em cima do lago da Quinta da Boa Vista. [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro]. Não sabemos se foi o mesmo espetáculo apresentado pelo Projeto Aquarius.
Organizador do Projeto Aquarius, Karabtchevsky regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, durante várias vezes, dentre as quais destacamos a apresentação do Rio Ballet, em 13 de maio de 1988, com os bailarinos Johnny Franklin e Ruth Lima.
Nos idos de 1993, acompanhado de um distinto senhor de cabelos brancos, a quem Karabtchevsky chamou-o de maestro, entramos no camarim no momento do intervalo da apresentação, lá estava Fernando Bicudo, então diretor do Theatro Municipal. Depois da felicitação do amigo do maestro, tivemos a oportunidade de convidá-lo para uma solenidade que veio a ter a presença de Alcir Calliari, presidente do Banco do Brasil (26/10/1992 a 15/2/1995). 
Olhamos para os olhos de Karabtchevsky e sentimos a emoção em não poder aceitar o honroso convite para ser membro honorário da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, devido a compromissos assumidos. De igual modo, o ministro das Comunicações, então senador Hugo Napoleão, não pôde comparecer ao evento da Academia em que o avô, Hugo Napoleão (1892/1965), consultor jurídico do Banco do Brasil (1943/1944), é patrono (cadeira patronímica nº 23 da Academia).  
O que mais nos impressionou no maestro era a energia da música do compositor que tinha sido regida magistralmente, minutos antes, em momentos de rara beleza, em que sentimos algo inefável. Apesar de estar com o lenço branco enxugando suor em seu rosto, não havia nenhum sinal de cansaço, pelo contrário, era como se ele estivesse recebendo energia do plano astral superior. Nesse sublime enlevo, poderíamos dizer, sem errar, Antonin Dvorak estava presente e toda bagagem da Sinfonia nº 9 em Mi Menor, op. 95, conhecida popularmente Sinfonia do Novo Mundo.
Posteriormente, em 21 de agosto de 2012, a Sinfonia nº 9, de Dvorak, foi apresentada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pela Orquestra do Maggio Musicale Fiorentino, sob a regência do maestro Zubin Mehta, casado com a atriz americana Nancy Kovack. Ainda no programa foi apresentada a Sinfonia nº 8 em Fá Maior, Opus 93, de Beethoven, Capricho Espanhol, de Nikolay Rimsky-Korsakoff. 
O Brasil vive um momento mágico. A apresentação, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky,  dia 18 de março de 2016, no programa Heitor Villa-Lobos – O Uirapuru, Hindemith – Os quatro temperamentos para piano e cordas, Nikolai Tcherepnin – Prelúdio nº 8 para violoncelo e piano (transcrição), Igor Stravinski – O pássaro de fogo, tendo como solista Flávio Augusto, piano.
Em 16/04/2016, no Theatro Municipal, a Orquestra Petrobras Sinfônica conduzida pelo maestro Isaac Karabtchevsky traz no programa Dimitri Cervo – Abertura Rio 2014, Max Bruch – Concerto Duplo Para Clarineta, Viola E Orquestra, Op. 88, Pyotr Ilyich Tchaikovsky – Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64.
Nos idos de 1920 e 1923, o maestro e compositor Richard Strauss esteve no Theatro Municipal à frente da Orquestra Filarmônica de Viena: Richard Strauss rege Richard Strauss em Morte e Transfiguração, Dança dos sete véus da ópera Salomé, Sinfonia Alpina e Don Quixote. Ele estará de volta ao Rio de Janeiro, através de sua obra Concerto para oboé e pequena orquestra em ré maior que integra o programa de 24/09/2016 da Orquestra Petrobras Sinfônica conduzida pelo maestro Isaac Karabtchevsky, tendo como solista Carlos Prazeres, oboé.
Enquanto estamos, aqui no Brasil, com o coração cheio de júbilo, com a presença do maestro Karabtchevsky, outra celebração chama a atenção do mundo inteiro, 80º aniversário natalício do maestro Zubin Mehat, em 11 de abril de 2016, na cidade de Tel Aviv, em três concertos da Orquestra Filarmônica de Israel, tendo a presença de Daniel Barenboim, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman e ainda a solista Khatia Buniatishvili. [Israelagora.com 27/10/2015 e site Khatia Buniatishvili].
É oportuno ressaltar que Khatia Buniatishvili, de impressionante beleza, é capa da BBC Music Magazine – fevereiro/2016 que publica os dizeres: The Fearless Virtuoso. Seria um sonho vê-la aqui no Rio como solista convidada de uma grande orquestra sinfônica ou pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro em programações porvindouras.
O Brasil vive um momento mágico no vigor do maestro Karabtchevsky, aos 81 anos de idade, em plena forma, encantando plateias do Brasil e do mundo por onde passa semeando a roupagem das estrelas cintilantes que as sondas espaciais nos transmitem ao vivo e a cores. No filme Marooned, dirigido por John Sturges, nos idos de 1969, um dos astronautas, marido de Teresa, na pele da atriz Nancy Kovack, preso numa estação espacial semelhante a Sklylab, assiste a essas cintilações estelares.

segunda-feira, 14 de março de 2016

A LIBERAÇÃO INTERNA

O apego a pessoas, coisas, trabalho, ideais está mais ligado às contingências do momento do que as necessidades reais do nosso ser que vive em dimensões superiores à  matéria.
Se reconhecêssemos que tudo e todos estão imantados em uma só essência cósmica, veríamos que nossa preocupação pelos resultados não tem razão alguma de existir.
A dedicação ao trabalho que nos cabe fazer e o amor pelas pessoas de nosso convívio e, ainda, a devoção que temos pelo ideal escolhido são estímulos para que a vida se complete dentro de nós.
O importante é distinguir o amor e o apego. Ambos são diferentes, embora, na aparência, estejam no mesmo nível de igualdade. Possuem uma realidade única de extremidades  opostos.
A diferença é que o apego está voltado às exigências do que sentimos sem a visão interna e o amor  é  o reconhecimento de que tudo se manifesta com um fim útil, embora não tenhamos a compreensão.
O particularismo de observarmos pessoas que amamos ou serviços que prestamos tira-nos a tranqüilidade quando a ordem dos acontecimentos se inverte para elaborar circunstâncias novas com outra dimensão maior que não podemos alcançar.
Ninguém ainda permaneceu tranquilo diante dos fatos que alteram as condições de vida, no lar e no trabalho, se manteve-se preso a condicionamentos que estipulam a vida  apenas no terreno das aparências materiais.
É necessário que a criatura humana compreenda o mundo íntimo em que está mergulhada para que notícias como desolação por perdas de lugares, saudades de pessoas amadas não tirem a alegria permanente que devem possuir sempre.
Afinal, quem somos nós para conduzir o destino das pessoas se ainda temos muita dificuldade em compreender o nosso?  Mas sabemos que há uma energia que nos envolve em comunhão permanente. Nossos pensamentos participam ativamente neste contexto, sem resquícios de apego.
O importante é termos deixado plantado o amor nos corações que se afastaram materialmente de nós e que, em outros lugares ou em outra dimensão, possam se sentir felizes com a certeza de que, em outro nível de consciência onde o amor se expande pelo Cosmos, não há separação.
Tudo já foi estabelecido antes de trabalharmos. O campo, as sementes, o tempo e as condições de semear. Os frutos pertencem à obra do universo que beneficiará a todos que estiverem conosco no momento do plantio. Eles continuam trabalhando em tarefas que não temos o direito de retê-los mentalmente junto de nós.
Quando compreendemos o caminhar das pessoas que nos acompanham, uma sensação de conforto e de tranquilidade se estabelece no nosso íntimo, não importa a direção escolhida, pois no universo a energia que harmoniosamente move os corpos celestes é a mesma que dá forças ao homem viver, onde estiver.

domingo, 13 de março de 2016

PÉGASO (XLIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Ambiente iluminado que está no subsolo surgiu quando desci do elevador. Estava acompanhado de uma linda mulher, designer em moda, que vestia uma roupa de festas elegantes. Era a terceira mulher da moda que eu tive a oportunidade de conhecer.
Como na canção, a primeira chegou como não se pergunta nada, olhou para mim e identificou o tipo de homem que ela desejava ter. Nem perguntou meu nome e já era seu. A visitei em sua casa, situada numa ilha, tudo que ela queria na vida era não ter roupa à sua frente, o mundo em que ela vivia. Deitei-me em sua cama como se fosse o arranjo mais precioso do ambiente, era como se fosse o grande troféu que ela alcançara. A alegria dela era contagiante. Beijos estavam presentes em todos os momentos do momento em que passou.
A segunda, eu a encontrei num supermercado, as compras ficaram pra lá, conversamos como se já estivéssemos conversado antes, era mais o desejo de estar perto do que a conversa que até poderia atrapalhar. Atração fatal aconteceu no filme e em nós mesmos. Corpos ardentes aqueciam a cama que nos acolheu. Nossa, era o que ela dizia que nunca acontecera antes naquela intensidade.
A terceira veio do sonho que me levou ao subsolo do ambiente  iluminado. Já na saída do elevador, senti que uma parte de minha roupa estava esticada e isto chamaria a atenção das pessoas que estavam sentadas, numa fileira de cadeiras confortáveis, como num cinema. Ela seguiu em frente, animada em ficar a sós comigo, esperando o famoso “enfim... a sós” que antecedem aos encontros amorosos.
As pessoas que nos olhavam, com admiração, pareciam que estavam na expectactiva de algo surpreendente acontecesse com a nossa chegada. Eu encarei a situação e me dirigi ao espaço que teria de passar perto delas, atentas em cada detalhe que surgisse. Como estavam nos olhando, eu e ela,  cumprimentamos com uma leve saudação. O sono acabou aqui e leva-nos à reflexão sobre relacionamento amoroso.
Os espectadores eram mulheres e homens solitários e, como acontece nos bailes de outrora, o cavalheiro pode escolher a dama para dançar e desfrutar dos deleites que a dança oferece. O cavaleiro pode escolher a música e a contradança. O tango é a música da sedução. Quem não sabe dançar, com a vontade que tem, o sonho faz realizar. A vontade ultrapassa todos os condicionamentos, arrebentando as amarras.  
Na densa atmosfera psíquica do planeta, a psicosfera, ou a terceira dimensão de consciência planetária, o amor ainda se restringe à camada dos interesses materiais, sobressaindo o corpo físico como principal elemento de escolha entre os casais. Em outros planetas, sublimados pelo amor, a quinta dimensão planetária prevalece o que tem que se eternizar, sem retorno a estágios que por lá aconteceram.
A narrativa de hoje traz o percurso de 3 designer de modas que veio em meu caminho, nessa eterna caminhada em direção das estrelas, todos os seres humanos estão seguindo nesse rumo. Embora não esteja no mundo da moda, finalizo transcrevendo a narrativa da crônica PÉGASO (XLI) – 06 de março de 2016, que permanece viva no astral e no campo físico que se interligam:
Outros engramas surgiram em outro sonho, em outro romance do passado, quando a relação amorosa, alimentada por muitos anos, virou desastre. A conquista nunca é minha, é a mulher que tem a escolha de ficar perto de mim. Assim, ela veio, como vêm os ventos que trazem bonança, aproximando-se de mim, levantou os braços, numa posição que ela sabia que eu gostava, e recebeu de mim um abraço.
Aí, sim, a relação atingiu a plenitude sonhada. Senti o esquema pessoal funcionar nos 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Era a gratidão que sobressaía com maior ênfase, gratidão pela vida, gratidão pelo amor conquistado que tinha ido por caminhos estranhos que o tempo levou. O amor resplandeceu em luz.
Embora não seja a mesma situação, já acordado, curti a música Si tu savais combien je t´aime, de Christian Adam, no mural do facebook de minha amiga búlgara Nona Orlinova, a quem amo muito. A letra da música diz, em tradução livre: “se você soubesse o quanto eu te amo, como é bom estar apaixonado porque a vida não é a mesma quando você pode ter comigo uma vida a dois.”

sábado, 12 de março de 2016

GRUPOS SOCIAIS


Na caminhada em direção do destino que o homem busca, ele faz muitos estágios nos lugares onde deve permanecer por algum tempo.
Em alguns passa horas, dias ou meses; em outros se demora por alguns anos ou a vida inteira, numa profissão ou atividade que justifique a sustentação de sua vida física ou a afirmação de seus talentos que devem ser distribuídos sem recompensa.
Nesses estágios há o encontro de companheiros que se interligam para compor determinada classe social com o objetivo de cumprir determinações que engrandecem a participação de cada um.
Dia após dia, em número que cresce até a complementação das tarefas atribuídas, ocorre a identificação do papel de todos os participantes no grupo social. Nele são formadas as grandes amizades que o tempo não dispersará.
As modificações, no panorama social, são imposições imperiosas dos fatos buscados como forma de afirmação de viver. Todos buscam o progresso, variando sempre os meios  como estão sendo processados.
Os lugares das pessoas estão sempre se modificando, quer no conceito e atribuições a cada função, quer no deslocamento de posições que irão modificar a estrutura social.
O tempo, fluindo como as águas das fontes, estende a duração necessária, marcando a posição em que o fato ocorreu nas atividades humanas. Esse recurso, que temos em mãos, auxilia-nos na realização de nossas tarefas.
Quantos fatos se nos apresentam, exigindo-nos o posicionamento para que determinada circunstância crie característica própria, com marcas do nosso proceder!
Nesse jogo de decisão, que envolve pessoas e ocorrências, o nosso ideal está subordinado às circunstâncias que nos fazem despertar para a realidade do fato que está acontecendo. Quando percebemos a hora de agir, a vontade cresce e se expande nas pessoas que nos cercam.
Como é importante mantermos aqueles amores que não tem laços físicos, entregando-os à vida que nos rodeia em circunstâncias geradoras da alteração de lugares. O tempo e o espaço se interligam naqueles momentos imperecíveis. Depois, não haverá saudade nem apego ao que ficou guardado dentro de nós.
Os dias chegam trazendo e levando todas as situações de que participamos, mesmo que seja apenas em pensamento. Neles  ainda há amores precisando ouvir a nossa  voz.
Se o tempo for ligeiro, com o voo das águias, certamente  outras  aves  que voam mais baixo enternecerão o olhar de quem demorou tanto a sentir que somos iguais.
Nas ligações de interesse social, os grupos se reúnem motivados pelos objetivos que perseguem estoicamente, embora haja obstáculos no desempenho da função de cada participante.
Motivos de mal-estar ou qualquer indisposição orgânica ou emocional de algum integrante podem modificar o andamento da reunião desses grupos. Basta que haja, apenas, um decréscimo na vontade de continuar mantendo vivo o fulgor do ideal, o panorama perde a claridade que apresentava antes.
Os grupos sociais são instáveis, em decorrência da instabilidade de seus componentes. Mas, à proporção que cada um incorpore o ideal em comum, a unidade surge como força inextinguível.

sexta-feira, 11 de março de 2016

EXPERIÊNCIA DE CASAIS

No círculo que abrange nossas ações, somos impulsionados  a  ficar perto das pessoas que atraímos com os pensamentos.
Necessitados de participar de acontecimentos que nos estimulam a ter uma convivência mais próxima, conhecemos pessoas que vêm preencher lacunas que sentíamos desde quando os nossos sonhos eram pequeninos pensamentos  esparsos.
Na aproximação o gosto suave do namoro não ultrapassa as fronteiras do nosso mundo íntimo e desconhecemos aquele amor que não soube se expressar.
As impressões do passado recrudescem com tintas novas no panorama aberto pelas decisões que rompem romances recém-idealizados.
Diante de uma onda que dissipa a realização de sonhos em comum, vemos muitos casais passarem por experiências que irão servir como aprendizado de vida.
Isto não quer dizer que há a obrigatoriedade de conviverem juntos o tempo todo. Aliás, na natureza, a espontaneidade e o amor se expandem em manifestações que se expressam em cores, sons e belezas imperecíveis.
Responsabilidade e abandono se misturam em medidas que estabilizam o momento oscilante em que os pares se encontram.
Ficar perto ou longe vai sofrendo variações que podem estabelecer um ritmo razoável de equilíbrio para quem vai vivendo a vida a sós, depois dos carinhos que pareciam sem fim.
Situações de embaraço requerem o emprego da inteligência, com o esquecimento das paixões das primeiras noites que eram motivos para aquecer um clima que diminuiu com a realidade do jogo de forças.
A orientação inteligente para aqueles que passam por esses momentos de reflexão é a harmonia a ser buscada dentro de si. E depois reconhecer que o importante é se desligar dos liames que trazem entrave à sua evolução espiritual.
A busca da harmonia propicia a apreciação das ligações efetivamente verdadeiras que se estabelecem nos níveis superiores da consciência, onde reina o amor. É de lá que nos chega um referencial maior – a família espiritual – que pode ser ampliada nos lugares por onde passamos.
Quando o homem se imanta na energia que o envolve e se manifesta em toda a natureza, ele reconhece em cada ser vivo um companheiro de jornada evolutiva, com as características de uma só família.
As mudanças do grau evolutivo do planeta atingem a ordem social, notadamente a família, onde o casamento, na maioria das vezes, é apenas uma experiência para se observar como será uma vida feliz que terão juntos aqueles que trazem amor em seus corações.
Enquanto o homem se apegar aos embaraços de um amor   não  correspondido, a ilusão de que poderá conquistá-lo pode diminuir suas forças no avanço que deve fazer.
A evolução é o ritmo do tempo. Ninguém pode ficar detido em circunstâncias monótonas. A vida é sempre movimento. Seguir adiante é a nossa meta.
Na harmonia que se expande de nosso ser, estabelecemos uma ligação com aqueles que nos amam reconhecendo a  família da qual participamos.

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