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sexta-feira, 22 de abril de 2016

PÉGASO (XLVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
O lugar estava repleto de pessoas, todas elas eram homens e mulheres que exerceram função executiva numa grande empresa. Era como naqueles momentos em que antecedessem a um evento que se passaria em algum lugar concentrado de pessoas como num auditório que abriga uma plateia.
A expectativa estava no ar em particular para cada um dos participantes, pois não se comunicam entre si, numa atitude egocêntrica de quem não quer perder o cargo, só em pensar  em transmitir informações do seu serviço executivo aos subalternos. Não era que a empresa estimulasse essa atitude, aliás já havia cursos para administradores.
Por duas vezes, percorri um corredor superlotado de pessoas em atitudes isoladas, na mesma expectativa de algo que estava para acontecer, mas não tinham o conhecimento do que seria. Mulheres bem vestidas, à moda Chanel, não deixavam transparecer um ar de sedução, pois o momento não era de doação de si.
Aproximei-me de um executivo que conhecera de vista na empresa e demonstrei atitudes de companheirismo, pois isto ele nem queria saber, pois a egrégora reinante era de egocentrismo, em palavras mais acessíveis, cada um por si.
Em seguida, dirigi-me ao final do ambiente, de aspecto limpo como era o ambiente de trabalho que todos estavam acostumados a conviver. A empresa tinha prestadores de serviços que faziam a limpeza nas salas, nos banheiros e nos corredores, com guardas-de-segurança que os protegiam.
No final de uma rampa que dava acesso ao gramado verde, pude ver um muro branco que me fazia lembrar muro de cemitério, denotando um percurso que eles tinham feito antes de estar lá e nem sabiam.
No caminho de volta, encontrei-me com o executivo que tinha servido à empresa no exterior, depois do tempo em que nos conhecíamos no trabalho, aqui no Brasil, e demonstrei atitudes de confiança na vida que era propósito de todos nós, desde antes daquele momento.
Com jeito de quem vai contar algo revelador, para não assustá-lo, lhe disse com brandura: “eu soube que este lugar é para quem já morreu.” Ele ficou pensando com a atitude receosa de se defrontar com a realidade.
Em seguida, alcei voo e fiquei a imaginar que ele agora estava se defrontando consigo mesmo na medida de suas possibilidades cognitivas e, quem sabe, com vontade de ouvir um pouco mais do que eu lhe poderia oferecer. A chance se esgotou e o tempo correu.
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda. PÉGASO (XL) – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Não tive conhecimento da situação de outras pessoas naquele recinto, mas sei que o despertar da realidade estava a caminho, apenas a minha mensagem foi revelada, com êxito, ao executivo que eu conhecera de longe, no passado, no recinto de trabalho na empresa que servi por 3 décadas.
Pela barca de Caronte, na mitologia grega, passam os passageiros que vão ficando pelas margens do rio, o destino cabe-lhes o mérito quando estiveram fazendo o colapso da função de onda.
Vale mencionar textos da crônica A CARAVANA – 08 de setembro de 2015 na qual elucidamos circunstâncias similares, a seguir: 
No plano extrafísico, onde temos a nossa origem e destino, ocorre também esse caminhar de caravanas, mas ficam estacionadas em determinado lugar por falta de forças para prosseguir ou porque injunções superiores a suas forças as impedem de avançar em outras direções, esta é a maior parte dos habitantes da Terra que chegam por lá nas mesmas condições em que viveram no plano físico.
Nas andanças astrais narradas na Série Pégaso (I a XXVI), visitamos esses lugares aprisionantes onde vimos pessoas sem condições de sair, isto porque não podem mais fazer o colapso da função de onda, atributo exclusivo de quem vive em corpo físico. Isto nos faz despertar a ver a oportunidade valiosa que temos em viver em experiências que nos apresentam difíceis.
Mesmo assim, naqueles catres de dor, no decorrer dos tempos em que não podemos medir, um dia o socorro chegará, não sabemos em que forma, pois dependerá das circunstâncias e do mérito de cada um que está aprisionado. Vimos mulheres lindas, que amamos tanto, de certa forma estagnadas, pois a vida é dinâmica em qualquer ponto do universo, e com o olhar perdido no espaço, é que ninguém pode fugir de si mesmo.
O pensamento de quem está vivo na roupagem carnal faz o colapso da função de onda e pode modificar panoramas íntimos em beleza imorredoura, pois a morte não existe diante da movimentação das partículas atômicas que o próprio pensamento irradia.

www.fernandopinheirobb.com.br 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PÉGASO (XLVII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
O jeep ecoturismo, repleto de pessoas, ia fazer um tour pela cidade e suas áreas verdes onde se espalham bosques e jardins. Eu estava lá no meio delas, sentei-me no chão apoiando a cabeça de uma gentil mulher que se encostou ao meu ombro, inclinando-se numa posição favorável ao beijo. Era a primeira vez que a vi, ela já se antecipava ao namoro sem que eu pudesse ter notado antes.
Quando percebi que a intenção do grupo de pessoas era curtir um passeio em que estava previsto o uso de álcool,  saltei do jeep e fui em direção de uma casa à busca de  camisa para me vestir, estava apenas de bermudas e calçado tênis.
No caminho encontrei uma igreja aberta, parada no tempo, onde a quietude da paisagem verde a fazia plácida e serena, lembrando um tempo passado em que a igreja era o principal ponto de atração das cidades do interior, lembrado efusivamente pelo toque cristalino dos sinos à hora do Ângelus, ao entardecer.
Entrei no templo, vi pessoas fazendo preces em louvor à santa mãe, mãe de todas as mães. Fiquei sensibilizado porque a maioria era mulheres. Da porta onde estava guardei esta cena linda e prossegui a caminho de casa onde pudesse encontrar uma camisa para vestir.
Ao lado ficava a casa que era para mim familiar. Ao entrar, encontrei a escadaria de forma inversa ao que é normal, e pensei não poderei chegar no andar de cima nesta engenharia de construção. Pensei ir do outro lado, onde possivelmente iria encontrar uma escada estruturada na normalidade. Dei a volta e não pude encontrar o que estava pensando.
Esses sonhos meus são sempre algo que me posicionam no caminho em que vou seguindo. Se estivesse me recomposto no vestir, certamente iria desfrutar de horas amenas naquela igreja que me impressionou pela placidez do momento.
O relacionamento de casais é um tema que sempre abordo em minhas crônicas. Ao tomar um taxi que pertencia à área de Copacabana, perguntei ao motorista como vai a princesinha do mar? Ele me disse que à noite pela Avenida Atlântica está cheia de mulheres prostitutas.
Esse tema é notícia de hoje no jornal El Pais, de Madri, Espanha, divulgando que na Suécia é delinquência, desde 1999, pagar mulheres para ter relações sexuais, exonerando a participação feminina no crime, isto porque é entendido que a prostituição é uma violência contra as mulheres.
Nesse rumo, outros países estão seguindo o modelo nórdico, sendo que a França é o último impondo uma multa de até 3.750 euros, equivalentes a R$ 15 mil para quem pagar por sexo. De forma velada ou exposta, essa conquista através do dinheiro é algo que, no fundo, sevicia a mulher, tirando-lhe a liberdade de escolha.
Segundo revelado pelo jornal que revelou dados do Instituto Sueco, depois de 10 anos que a lei sueca entrou em vigor, “caiu de 13,6% para menos de 8% o número de compradores do sexo”, reduzindo o interesse de diversos grupos nas atividades organizadas de prostituição.
Ainda segundo El Pais, esse modelo também chamado novo abolicionismo está em vigor em vários países: Suécia, Noruega, Islândia, Irlanda do Norte, Canadá, Cingapura, África do Sul, Coreia do Sul e França, esta é a fórmula encontrada por esses países para acabar com a prostituição: acabando-se a demanda, acaba-se a oferta. No entanto, a prostituição é regulamentada na Holanda, Alemanha e Dinamarca, desde 2000, e na Hungria a meretriz é punida com multa ou prisão e o cliente só é penalizado se estiver acompanhado de uma mulher menor de idade.
Nos países subdesenvolvidos e até mesmo naqueles desenvolvidos em que as áreas da indigência proliferam, as mulheres deixam de ter a igualdade dos homens, onde o dinheiro as fazem escravas por momentos ou por tempo indeterminado de acabar porque a carência de meios para sobreviver é mais forte.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

ALMA DOS VENTOS

Assim como a concha do fundo do mar esconde a pérola que será exposta no momento oportuno, o coração do homem possui segredos que serão revelados em idêntica situação.
O tempo corre em espaços matemáticos. Na precisão de um segundo, a flor se abre um pouco mais, o relâmpago desencadeia as chuvas, o pulo das aves sacode pólens de flores.
E qual hora do homem realizar seus sonhos, se ainda não sabe prever em um segundo antes a manifestação do relâmpago nem ver a flor se abrindo em tão pouco tempo e ainda está muito longe de determinar o gesto que antecede ao voo dos pássaros?
A natureza se expandindo nele mostra a hora da sede, do sono, do acordar sem que ele tenha necessidade de recorrer a outros meios.
As aves e os animais, no instinto da conservação, têm esses meios que dão equilíbrio em suas vidas, mergulhadas inconscientemente nas forças do universo.
A alma dos pássaros ou a energia dos pássaros desperta no homem o voo de suas melhores energias. A alma dos rios a vontade de correr, a alma dos ventos o sonho de desfilar na imaginação dos amores que encontra no caminho.
Há movimentação constante de forças criando o destino de futuras flores, ainda inseminadas nos pólens de árvores que os pássaros sacodem; há energias mentais, que se cristalizaram nos sorrisos e na ternura, construindo o sonho dos amores numa vida em comum.
Nas circunstâncias que o envolvem, o homem pensa buscar soluções, definir esquemas que produzem resultados positivos, mas não sabe as implicações que o futuro lhe responderá nesses gestos.
Quem pode prever a resposta de um olhar, se ainda não tem consciência da intensidade em que foi emitido nem sabe em que ponto será acolhido pela apreciação alheia?
Há um referencial de vida em cada ser humano. Daí o cuidado de não expormos aquilo que deve ser guardado para não chocar a visão de quem não possui o mesmo referencial.
O segredo da vida ou o mistério dos véus que se estenderam nos templos e lugares sagrados de todos os povos serviam apenas para nos livrar do infortúnio.
O silêncio sempre esteve ligado à sabedoria e, dentro das implicações que desconhecemos, há um refazimento das energias desperdiçadas em campos emocionais diferentes do nosso estágio evolutivo.
É por isso que vemos a importância de resultados negativos naqueles empreendimentos que pensamos ser o melhor, mas o tempo revelará a fragilidade dos sonhos criados na imaginação.
O importante é deixar-se conduzir pelas energias que criam os verdadeiros sonhos, sabendo que a missão de cada um tem ligações profundas em fontes que jorram sabedoria a alcance de todos.
Quando o homem se mantiver tranquilo na adversidade, verá que há sinais lhe indicando outros caminhos onde pode seguir sentindo a alma dos rios correndo, a alma dos ventos      – Sílfide – se misturando a todos os seres da Criação.
Las Silfides (Chopiniana) é o balé que apresenta músicas de Chopin. Gostamos e recomendamos as minhas leitoras assistir no Youtube as estrelas Maya Dumchenko, Daria Pavlenko, Irina Jelonkina, entre outras, dançando, nos idos de 1999, no Mariinsky (Kirov) Ballet no Teatro Real (Madrid).
Villa-Lobos criou um país: Brasil é música. Dentro da efeméride comemorativa ao Dia Nacional da Música Clássica, transcrevemos textos de nossa crônica DUAS BAILARINAS – 11/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor, a respeito da música e de quem a comenta, enaltecendo a mulher brasileira:     
Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro].
Na entrevista ao canal de televisão da ALERJ, Ruth Lima disse que começou dançando balé aos 11 anos de idade, tivera sonhos de dança, “dançava enquanto dormia”. E enfatizou: “a disciplina do balé me levou a ter uma vida feliz, uma vida regrada, inteligente, a ponto de eu escrever livros.” Enquanto a entrevista ocorria, vídeos e fotos de Ruth Lima apareceram ao fundo da tela.
Dançando O Lago dos Cisnes, de Tchaikowisky, e Les Sylphides, de Chopin, na apresentação que o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro estava fazendo, em 1966, no Teatro Colon, Buenos Aires, Ruth Lima foi aplaudida em cena aberta. Nessa ocasião, ela recebeu loas com o título de bailarina etérea e translúcida pelo jornal El Clarin. No Brasil, o jornalista Carlos Heitor Cony escreveu no Correio da Manhã: “Ruth Lima é a mais linda Cleópatra que pisou o Theatro Municipal.”     
Escritora, bailarina, coreógrafa, jornalista, professora de dança, Ruth Lima conviveu, no Brasil e no exterior, com mestres e partenaires, entre os quais destacamos aqueles que não estão mais conosco: George Balanchine (1904/1983), Yuco Lindberg (1906/1948), William Dollar (1907/1986), Leónide Massine (1896/1979), Eugenia Feodorova (1925/2007), Nina Verchinina (1910/1995), Aldo Lotufo (1925/2014).
Ao tomar posse, em 28/09/1993, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário), no Auditório do Edifício Sede III do Banco do Brasil – Brasília – DF, em solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro, Ruth Lima foi mencionada no discurso de Synval Guazzeli, presidente do Banco do Brasil, interino (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993), (1/12/1993 a 4/12/1993):
“Distinguiu também uma representante das Artes, Ruth Lima, bailarina e coreógrafa e, nesta hora, seguramente nós haveremos de ter sempre presente a importância da Arte como expressão de cultura, nós que desejamos construir uma sociedade brasileira melhor, uma sociedade brasileira justa, equânime, democrática e que possa alcançar níveis de avanço e de expressão cultural que representem toda a potencialidade desta Nação e dos sonhos melhores de nossa própria sociedade.”
Alma dos ventos – Silfos ou Sílfides – são seres mitológicos ou elementais que vivem no ar, nos ventos, tidos como fadas ou anjos dos ventos. Las Silfides (Chopinianas) surgiram, nos idos de 1907, com o nome Rêverie Romantique, é um dos pontos altos do balé e do romantismo. Identificamos a Valsa in C sharp Minor, opus 64, nº 2, de Chopin. Mas existem   mazurka, valsa e prelúdio nas Chopinianas.  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A SEDUÇÃO

A busca de uma aproximação amorosa entre os casais, geralmente, é antecipada pela sedução. O desejo, fluindo como expressão de conquista, não revela as necessidades reais que estão guardadas no íntimo de cada um.
Nesses casos, a vontade pessoal de realizar os sonhos, que têm ligação com a realidade tangível, deve prevalecer sobre os desejos de situações superficialmente conhecidas.
Muitas vezes, o conquistador abandona a conquista tão logo a obtém, simplesmente porque ela não corresponde à sua vontade que desvenda uma realidade contrária aos sonhos que idealizou.
Essas situações existem porque o homem comum está envolvido com os planos físico, emocional e mental. Se ele  conseguisse  fazer  o  alinhamento desses níveis ao centro de sua essência, elevaria o seu grau de consciência e teria visão de suas verdadeiras necessidades.
Enquanto isto não ocorrer, a avalanche de paixões e frustrações se desencadearão em círculos sucessivos, até que haja o desgaste de suas buscas. Mesmo cansado e vencido, é preciso que o homem se erga e se comprometa a colaborar com a sua evolução que começa no conhecimento de si mesmo.
Quando o envolvimento amoroso tem apenas a curiosidade de conhecer alguém, pode resvalar para o terreno da leviandade, causando sérios prejuízos para quem usou a sedução como arma de conquista.
No banquete de Sócrates, na Antiguidade, ele buscou a apreciação de seus discípulos acerca do amor. Todos eles se referiam a este sentimento essencialmente no nível emocional.
O Mestre da civilização grega estabeleceu, naquela oportunidade, que “aquele que ama está divinizado”, pois é o primeiro a reconhecer na pessoa amada a presença divina.
A vontade que sentimos, diante dos variados campos sociais, deve ser dirigida partindo do núcleo de nosso ser ao nível tridimensional em que estamos vivendo, buscando em outra dimensão ampliar nossos conhecimentos, a fim de aquilo que buscamos tenha uma conotação de perenidade.
Não podemos avaliar o grau de envolvimento nas relações humanas, por que a maioria delas está vinculada a compromissos a serem cumpridos, mesmo que haja apenas um olhar, um gesto ou carinhos que podem levar à sedução, pois nada no universo fica incompleto.

terça-feira, 12 de abril de 2016

SOLIDARIEDADE


Quando as pessoas adquirirem o equilíbrio emocional, não haverá mais quebra da harmonia nos ambientes em que vivem.
Assim, o pensamento de todas elas será sempre em benefício do bem comum. Desaparecerão, por conseguinte, as peculiaridades que isolavam umas das outras. Não deverá haver, também, as disputas egoístas a um lugar ao sol, pois todas se sentirão iluminadas pelas irradiações que surgem no íntimo.
O conhecimento que cada criatura tem de si mesma identificará os companheiros que com ela convive como integrantes da mesma família. Nesse clima de aconchego familiar, nasce a união.
Correntes de pensamento são emitidas fortalecendo as ligações entre si. Em cada aspecto que a vida lhes estende para viver, há um clima de solidariedade. As dores e as alegrias são em comum.
E, assim, no passar dos dias, os enredos enigmáticos da vida de cada uma são desenvolvidas de forma proveitosa, sem os embaraços que os adversários da felicidade alheia impõem.
Quanta euforia de bem-estar, após a superação de obstáculos que lhes serviam como instrumentos da evolução! Tudo isto com a participação de amigos que lhes ajudaram.
Há um limite na adversidade, pois o tempo, sendo eterno, desgasta a força exaurível de um ser humano que impede o outro a conseguir a realização do seu ideal.
É claro que isto somente é conseguido se houver a participação do opositor, depois de muitas idas e vindas às circunstâncias onde seu interesse estiver localizado.
É preciso, antes de tudo, que haja nele a conscientização nos desígnios superiores que comandam a vida. Quando reconhece a realidade sobressaindo nos recessos do seu ser, esquece as disputas egoístas e sente necessidade de ajudar aquele que tanto prejudicou.
Tudo é divino. A lacuna em algo está em fase de complementação. A parte incompleta hoje, amanhã não será a mesma do que foi antes. O preenchimento do que for preciso será feito, no momento oportuno.
Na aproximação jubilosa dos antigos comparsas do infortúnio, há um clima de reconstituição pelas perdas que danificaram o conteúdo espiritual de cada um. Nessas circunstâncias, cada momento, a ser vivido, será de realização dos planos que sonharam.
Quando todos sentirem a leveza de seus atos nas ligações humanas, haverá um clima de reconstrução de um porvir cheio de paz e harmonia.
Estamos confiantes na frequência de onda que sai de nosso ser profundo, o coração de que os poetas e sonhadores falam, que carrega a luz das estrelas, a mesma luz desse ser profundo que todos nós somos, sem exceção, uns conscientes e outros ainda a saber em adequada ocasião.
Mais do que conhecer é sentir e quem sente, faz silêncio. Observa, emudecido, e segue em frente. A voz será escutada quando houver receptividade. É sempre a hora de semear a beleza, estamos nesse caminho, busquemos os solos férteis.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

VENTOS DO AMANHECER

Quando foi dissolvida a espessa camada de poder, recrudescendo as intrigas palacianas dos césares da antiga Roma, fez eclodir um vespeiro revelado no momento político em que o Brasil e outros países vivem. É uma metáfora que tem um sentido real.
A madrugada nebulosa e escura está se diluindo ante a chegada do novo amanhecer. A separação do joio e do trigo    tem os estertores agônicos que já não podem mais espalhar, em recantos felizes, a ameaça que vive no vespeiro. No Brasil e no planeta inteiro a ascensão de consciência planetária está em curso no caminhar de galope para estabelecer um novo estilo de viver, alicerçado nas horas felizes.
O paradigma planetário está gasto e consumido pela ilusão. A realidade, criada por nossos pensamentos, tem um novo rumo em direção de um patamar de beleza transcendente. O paraíso dos poetas e sonhadores se aproxima com a retirada do joio planetário que já não mais serve aqui.
Temos abordado o tema da transição planetária em várias oportunidades e sempre alertamos as pessoas amigas não comentar nem criticar nada e não criticar ninguém, mesmo que a mídia dê espaços a assuntos relevantes de interesse coletivo. O silêncio e a meditação de nossos passos é o que deve prevalecer.
Quando pensamos que tudo corre tranquilamente, eis que um instante depois, a oportunidade de exemplificarmos a doçura e a simplicidade surge com força incontrolável. É o destino de lutas que escolhemos.
Os afetos que nos rodeiam no trabalho, no lar e nos lugares de convívio social, estão bem próximos a nos pedir afirmação de nossos sentimentos.
Na maioria das vezes, eles não possuem idéias cristalizadas a nosso respeito e esperam, pelas demonstrações de carinho, a recíproca daquilo que sentem. Isto é a força do convívio sobressaindo acima das atitudes isoladas daqueles que gostam de estar a sós com seus pensamentos.
É necessário observarmos quando é a hora da apresentação de nossas idéias e conceitos a respeito dos interesses do grupo social a que estamos ligados. A toda pergunta é exigida a resposta correspondente.
Não vamos responder de acordo com aquilo que esperam, pois pode haver falta de informações suscetíveis de alterar o conceito da pergunta do interlocutor.
É fato comprovado que a apreciação de atitudes alheias sofre sempre a influência daquilo que somos. Se trazemos, no íntimo, a obscuridade dos fatos, não podemos ver clareza deles nas pessoas que estão à nossa frente.
Mas, se amamos a mensagem que tem por finalidade estimular o bem-estar no convívio grupal, vemos que estamos integrados na luta de recomposição daquilo que está incompleto.
Exemplifiquemos, com doçura e energia, a simplicidade de nossas atitudes, mesmo que estejam envolvidas nas situações embaraçosas. O lírio resplandece revestido de brancura, acima do lodaçal.
Se algo está confuso, envolvendo pessoas que nos rodeiam, isto não implica em dizer que fazemos parte da confusão.
O planeta, como um todo, salvo as leis sábias do Criador (a física quântica descobriu que somos cocriadores), traz a peculiaridade de um aparente desequilíbrio, em decorrência de seus habitantes que estão se ajustando a essas mesmas leis que os fizeram nascer.
Todos buscam o posicionamento estável de suas idéias e atitudes e, como lógica, aqueles que estão perto são convidados a participar daquilo que está acontecendo.
Ninguém pode ignorar que o próximo não está longe. Quando alguém, no grupo, consegue avançar, todos aqueles que o cercam são beneficiados por sua influência.
A força do convívio surge em todo pensamento que emitimos e recebemos daqueles que nos acompanham os passos, nos interesses da vida que Deus nos deu, como forma de conhecermos mutuamente.

domingo, 10 de abril de 2016

PÉGASO (XLVI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Ela surgiu diante de mim carregando em suas mãos uma colcha de cama de casal, nova, bem limpa, de cor alegre e vistosa, pensei logo no cuidado que tem a empregada dela em arrumar a casa. Ela em casa era madame porque tinha atividade intelectual que lhe ocupara todo o tempo disponível, isto quando morava na cidade do Rio de Janeiro.
Veio a mim porque estava disposta ao encontro, a continuação daqueles que foram interrompidos por causa de sua viagem aos Estados Unidos onde ocupa uma cátedra de uma universidade. A vida acadêmica que ela vive é muito extensa e bastante concorrida em ministrar aulas, fazer conferências, escrever livros e viajar pelo mundo afora.
Uma vez ela me disse que estava aprendendo búlgaro, depois de saber falar e escrever em 17 idiomas. Eu gosto de aprender, ela concluiu diante do meu silêncio. A Bulgária é o país onde reside a minha amiga Nona Orlinova, de encantadora beleza.
No reencontro, o primeiro dos sonhos que nos une, a colcha de cama era apenas um símbolo que significava um novo aspecto de que a cama pode ser usada por nós dois. Uma vez apresentada, a colcha já não estava mais com ela. Era somente ela, em vestido comprido, que andava junto a mim a caminho de uma casa.
Quando chegamos lá, tudo vazio em termos de mobília. Entramos pela sala vazia a significar que teríamos que organizar tudo dentro da casa, não digo comprar, porque no campo astral não se compra nada, apenas se pensa e tem o que se deseja. Isto está dentro das possibilidades quânticas que, conforme agora exploradas por comercial de televisão, são de infinitas possibilidades.
Ao subir a escada, sem corrimão que conduz à alcova, estávamos de mãos dadas, como namorados que se enamoram desde à primeira vista, o pé dela, num instante, ficou fora da escada e a segurei pela mão, puxando-a para dentro, como uma espécie de condutor seguro como são os condutores de orquestra sinfônica.
Ao acordar da cena, fiquei pensando que, nesta vida, como disse o poeta hindu Tagore, o incompleto será completo. Lembrei-me daquele convite que lhe fiz, quando de passagem pelo Rio, para nos encontrar outra vez, mesmo sabendo que a ocasião no metrô já era o suficiente do encontro não marcado.
As coisas no campo sentimental não se completaram para ela, e ela veio a mim, nesse endereço astral, para revelar o que se passa no recôndito de seu ser profundo, derrubando o dito popular: “coração é praça que ninguém passeia”. Fiquei agradecido pela vida que sou e represento como também pela vida que me representa em simbiose que nos faz ser um.
O sonho é átomo circulando nos espaços adequados à essa circulação que engendramos quando movimentamos os pensamentos em direção dos objetivos colimados. Pensamento é energia e energia é átomo, corroborando o pensamento de Einstein: “tudo é energia.”
Quem se sente desolado por um amor não correspondido, não fique assim não. O amor, fluindo no campo astral, não se perde e tem o seu reino de mil encantos que nos faz feliz quando o momento oportuno chegar. Os sonhos são reveladores dessa assertiva.

sábado, 9 de abril de 2016

CONQUISTA COMOVEDORA

Em cada momento, temos a oportunidade de servir. As pessoas chegam até nós a fim de manifestar seus impulsos de emoção, variando sempre seus estados emocionais.
Às vezes, é apenas um olhar em nossa direção a nos pedir resposta a perguntas não articuladas pela voz. Nesse singelo gesto, compreendemos que um desejo de se conhecerem começa a nascer em seus corações.
E, assim, numa demonstração de confiança, as pessoas revelam seus anseios em saber tudo que venha contribuir para serem felizes.
Parece que tudo que chega, em desacordo com seus desejos, irrita a sua sensibilidade, aguçada para os sentidos físicos, mas já percebendo que algo está despertando a sua parte extrasensorial.
As ondas mentais as envolvem nos círculos onde moram, trabalham e se divertem, sem ainda identificar  quais aquelas que lhes pertencem, pois a afinidade de gostos e tendências mescla os pensamentos no espaço, estabelecendo ligações que nasceram em olhares que expressaram o mesmo sentimento.
A influência dos comparsas que se completam, em troca de emoções, é muito intensa, principalmente se já existirem  vínculos de um passado onde houve enredos que os cingiam  de forma agradável ou não.
Os encontros de pessoas afins ocorrem sempre com a finalidade de atestar ocorrências anteriormente sentidas. Muitos deles servem para estimular o ânimo daqueles que se sentem desalentados para enfrentar situações que lhes parecem desagradáveis.
É necessário que essas pessoas retenham as impressões de bem-estar que lhes são passadas por aqueles que compreendem a necessidade de todos se unirem em família.
Em nenhum instante, a vibração de carinho, que estimula o convívio sadio, pode deixar de nos envolver. Sempre estamos recebendo, de volta, o que demos. É por isso que sabemos como é importante termos o coração cheio de amor.
Nos encontros com as outras pessoas que ainda não tiveram a identificação daquilo que trazemos conosco, devemos redobrar nosso carinho para que nenhuma oportunidade de reconciliação se perca.
As pessoas mais difíceis de nosso relacionamento são justamente aquelas que devemos ter maior atenção e carinho para conquistá-las emocionalmente, pois, nos tempos em que vivemos, a vida não iria nos entregar somente os afetos que cultivamos.
Temos participação em tudo aquilo que nos diz respeito. As pessoas que conhecemos em casa, no trabalho e nas horas de lazer, contribuem, de alguma forma, na felicidade  permanente que buscamos manter, dia após dia.
E, como já sabemos que todas elas são importantes, não há  mais razão alguma para diferenciá-las nas apreciações  carinhosas que temos com aquelas que mais assiduamente  chegam perto de nós.
O segredo é deixar que percam o receio de se aproximar e cheguem até onde estamos, como se estivessem adivinhando o mesmo sentimento que sentimos por elas.
Quanta alegria em sorrisos que nascem na espontaneidade daqueles que se doam pensando que é possível nascer flores em lugares encobertos pelas pedras!
A expansão do amor é uma conquista comovedora, sem paralelos nos planos terrenos, gratificando primeiramente  quem o conduz.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

SEMENTES DE JARDIM

Cada criatura humana tem uma sonoridade específica na voz. O som é ondulado na vibração característica de cada uma.
Assim como se encontra o estado emocional das pessoas, a voz escoa os sentimentos que as caracterizam, embora haja momentos de disfarce para encobrir circunstâncias  simuladoras.
Algumas carregam o peso das aflições diárias e despejam palavras que desarticulam o estado emocional daqueles que são cúmplices de suas ações.
Outras sublimam seus ideais e enternecem, com doces carinhos, as palavras – sementes de jardim – que distribuem a todos quantos por elas passam.
Se a música suave traz vibrações que nos estimulam a desenvolver os centros energéticos do nosso ser, a voz, que carrega os sentimentos de quem a emite, pode levar-nos a  situações confortadoras.
Há amores que se ligam profundamente na voz. Aquela vibração traz recordação de experiências que voltam para serem completadas. Uma alegria íntima estimula-nos quando ouvimos a voz de quem nos agrada.
Como os sons podem ser conduzidos à harmonia, a sonoridade humana, contida na voz, pode levar-nos a estados de sublimação de sentimentos. É claro que os sons estimuladores da sensualidade não podem conduzir a esses níveis superiores, pois têm raízes profundas nos sentidos da matéria.
Os amores, em diálogo, gostam de ouvir suas vozes falando de belezas íntimas que somente eles podem identificar na  mesma intensidade em que foram criadas.
Quantas vezes, ouvimos, pessoalmente ou por telefone, pessoas envolvidas dos momentos de frágil consistência que criamos, sem dar a elas o valor que a oportunidade oferece!
Nunca a mesma hora se repete. Alteram-se as circunstâncias em que nos defrontamos com alguém, chegando, às vezes, a se tornar cada vez mais difícil a nossa participação nesses envolvimentos, pelo clima de incerteza em que nos deixamos envolver.
Os encontros são marcas do destino e por isso mesmo devem merecer todo o carinho e respeito, pois não entendemos ainda os fatores racionais que estabelecem essa circunstância que vem apenas com o fim de nos ajudar.
Se há enigma no meio da observação pessoal, não importa, não podemos imaginá-lo em forma de obstáculo, pois os primeiros encontros são tão ingênuos e não podem ameaçar a nossa tranquilidade.
E se, no decorrer das oportunidades, houver sinais de desconforto das vibrações contidas na voz de quem nos responde, devemos amá-la cada vez mais como uma pessoa que está precisando tanto de nosso amor.
Não podemos ver rosas em todos os lugares por onde passamos, mas não devemos andar de mãos cheias de sementes sem a vontade de semear. Quem tem amor no coração distribua.
Assim como os agentes afins se aglutinam formando um grupo homogêneo, a vibração da voz tem peculiaridade específica que identifica os interlocutores no ponto em comum.
Como a finalidade da missão inteligente do homem é disseminar o amor, seja no silêncio quando as circunstâncias exigem ou na voz articulada dos sons se houver identificação  e receptividade de quem a deseja ouvir.
O ritmo dos anciões é manifestado no caminhar da alcateia, grupo de lobos. À frente, segue os mais velhos marcando o andar do grupo, acompanhados pelos mais fortes. Na parte central da caravana, caminha a maioria dos lobos, seguida por outro grupo dos mais fortes. Esta estratégia de caminhar foi observada por um grupo de estudiosos que divulgou na internet.
O sentido gregário é comum a todos os animais e aves. Em termos generalizados, isto não é observados pela maior parte da população de seres humanos no planeta Terra por causa da consciência planetária que promove a competitividade e a separatividade. Esta consciência, como vimos dizendo ao longo de nossos escritos, está indo embora, a passos de galope, por ser esta a época da separação do joio e do trigo.