Páginas

quarta-feira, 6 de abril de 2016

TUDO VIBRA

As pessoas que vemos, falamos, ouvimos e sentimos suas emoções, estão envolvidas em oportunidades valiosas que temos para dar testemunhos daquilo que somos. Em todas elas vemos a manifestação divina, embora haja, à primeira vista, desencantos na aproximação.
Mas, ao analisar a situação, notamos que essas pessoas vieram num momento em que precisamos demonstrar aquilo que permanece estável no nosso íntimo. O equilíbrio tem a característica da igualdade. Onde houver uma fonte jorrando, haverá sempre um receptáculo colhendo as dádivas preciosas.
Ninguém caminha sozinho. Nos passos dos que avançam em direção aos recantos onde reina a paz, há marcas indeléveis que beneficiam aqueles que andam na retaguarda.
O sorriso de quem se doa em benefício daqueles que  estão  em  situação de desconforto emocional movimenta energias que os ajudam a buscar essas mesmas energias que estão armazenadas dentro deles.
É  por isso que devemos ter muito carinho e ternura, quando pessoas incompreensíveis e inconformadas com a vida nos aproximam.
A inconformação domina essas pessoas porque o mundo moderno, voltado à transitoriedade de todos os valores, não contribui de forma generalizada para valorização da vida humana, principalmente daquelas que precisam de ajuda para se recomporem interiormente.
Podemos ter a certeza de que se a vida nos beneficia com os amores que nos encantam a alma, de igual modo, a lei de igualdade, posicionando todos os seres ao ponto de origem, permite, pela troca de vibrações que se completam, a aproximação de irmãos precisando sentir o nosso estímulo.
Os ventos, as chuvas, os climas, a irradiação solar, as camadas de ozônio estabelecem, no espaço, o ecossistema, embora seja danificado pela poluição, em períodos de ciclos que se renovam, até a saturação dos meios de vida atuais que terão, em futuro próximo, novas transformações no meio-ambiente.
Tudo vibra e emite energia. O que nos parece incompleto em um instante, em outro a complementação surge. Até mesmo na explosão de corpos celestes em extinção, a vida ressurge vitoriosa.
Todo o Universo é energia inteligente, sobressaindo desde os primeiros sintomas de observação, nos reinos da Criação (mineral, vegetal, animal) até chegar à inteligência e à intuição do homem que começa a entender o que antes era tido como mistérios da vida.
Tudo nos cerca em motivos variados, sempre a demonstrar que as circunstâncias, favorecendo-nos o momento,  vêm  nos  situar  nos  lugares  onde   encontramos pessoas precisando de sorrisos e outras que nos oferecem, nos instantes em que estamos tristes e desanimados.
Quando nos sentimos interligados com as energias do Universo que movem os sistemas planetários e galáxias espalhadas pelo infinito, podemos ter, de uma vez por todas, a certeza de que não haverá força alguma que possa nos prejudicar.
Se há um clima desfavorável ao nosso bem-estar, devemos estar atentos para o serviço de recomposição, primeiramente verificando se estamos em harmonia conosco para espalhar àqueles que nos chegam pelos impulsos das vibrações que emitimos.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A FELICIDADE PERMANENTE

As alegrias que nos chegam nos sorrisos dos companheiros de trabalho são realizações que estamos conseguindo no  campo social.
Todos nós estamos interligados por liames invisíveis, são  pensamentos que saíram de nosso íntimo e nos colocam à frente da felicidade que buscamos.
Quando pensamos que falta algo para completar a lacuna de nossas realizações, demos um passo a mais em direção ao lugar onde a solução se encontra.
O homem nasceu para ser feliz, mas essa felicidade não é gratuita. O preço é o merecimento. Ninguém consegue dar e receber sorrisos, se tiver uma indisposição que o inibe.
O estado permanente de felicidade é possível, se o homem tiver consciência de seus valores íntimos que precisam  ser  aceitos primeiramente por si mesmo.
A essência divina que o faz pensar é a mesma que lhe dá forças para respirar, andar, colher flores nos caminhos, fazer  destinos e escolher a vida que quiser.
A simpatia que sai de seus olhos, a vibração amorosa de sua voz comovem as pessoas que precisam ter novos  estímulos  à  felicidade permanente. Assim como encanta-nos ouvir a música Tristorosa, de Villa-Lobos, escrita para piano solo, transcrita para violão por Michel Brück, interpretada pela violonista Tatyana Ryzhkova.
O homem nasceu para viver feliz. Circunstâncias que o impedem são lacunas que, aos poucos, estão sendo preenchidas. O tempo se encarrega de amadurecer todos os frutos.
Quando sentimos uma sensação de leveza no nosso íntimo, há uma alegria contagiando a todos que passam por nós. E ficamos com vontade de repartir aos companheiros que nos chegam, pelo mecanismo dos encontros, esse estado emocional que parece nunca mais acabar.
Se soubermos conservar o que nos faz feliz, teremos a certeza de que o momento é imutável, sereno e duradouro.
A vida resplandece nos menores gestos da natureza. As sementes e os ninhos resumem a vida planetária e a  simplicidade a vida do homem feliz.
Todos seus compromissos em que interpreta papéis diferentes de sua natureza límpida e clara são imposições das circunstâncias que exigem resultado satisfatório às suas necessidades existenciais.
Cada papel no cenário social tem uma hora certa de duração, um relato comovedor que expressa os talentos de quem o interpreta e uma finalidade que beneficia a todos, mesmo àqueles que não a vêem nas mais insólitas situações.
É tão pouco o que falta para o homem reconhecer a sua condição de herdeiro feliz do Universo, sem ter a necessidade de usar roupagens de mendigo, filho pródigo, mercador da ilusão e outros que por este mundo passam, enquanto houver desconhecimento de si mesmo.
Se o homem soubesse que existem moradas celestes  onde  o  clima é de harmonia permanente, sem dúvida, ele iria procurar meios que lhe possibilitariam viver, aqui e agora, a felicidade que não termina.
Isto pode parecer difícil para quem não tenta. Mas é tão fácil. É só querer. Em nós habita um santuário íntimo, inviolável por qualquer sugestão que vem de fora.
Como nas fontes límpidas que jorram os mananciais da vida, o nosso íntimo tem a essência divina que não se apaga por mais densas que sejam as trevas.
E como somos feitos dessa luz, a nossa vontade é  resplandecê-la cada vez mais, num tempo que sentimos não  ter fim.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O CÍRCULO DOS ENCONTROS

Todos os seres da Criação têm um roteiro de vida orientado por um princípio inteligente que o coloca no espaço adequado aos seus movimentos.
Desde os impulsos do elétron ao redor do núcleo atômico, esse princípio é manifestado. Nos seres vivos, cada gesto obedece aos impulsos do instinto e da razão quando atinge a fase humana.
Em todos os instantes, o homem cria circunstâncias futuras, pois o seu pensamento o situa no lugar  que  almeja.  Os impulsos  do  instinto acontecem quando a emoção o domina sem que ele possa avaliar as consequências daquilo que sente.
Entre o instinto e a razão, muitas pessoas caminham peregrinando sem rumo, mesmo buscando, com avidez, aquilo que tanto aspiram. O objetivo perseguido aparece sempre no momento certo. Se não dão conta do que realmente aconteceu com elas é porque muitos  de  seus  atos foram cometidos sem a participação da razão. Mas isto não invalida o efeito que teve uma causa da mesma natureza.
Outras tantas passam inconformadas com os destinos que se lhes apresentam, sempre com dias de sol com muito calor e noites escuras que parecem não ter fim.
O cortejo dos sofredores de atitudes que surgiram no instinto é imenso. Até mesmo uma pequena demonstração de carinho para com uma pessoa que desvirtua o amor tem consequências que podem alterar o estado emocional de quem vive buscando as emoções sublimadas.
Como a humanidade caminha em círculos dos encontros, onde se vê a força do passado impulsionando os movimentos presentes, a fim de que os protagonistas das cenas interrompidas sejam os mesmos.
Nesses encontros, há outros figurantes que passam alguns instantes, nas cenas diárias, para interpretar um papel passageiro, mas com grande valor. E, às vezes, basta um olhar para alterar a posição do ator principal que cede lugar àquele que parece ter vindo tão-somente de passagem.
Este é o círculo de pessoas que têm experiências em todos os  campos das atividades humanas. Tempo e lugar são disposições inexoráveis que determinam o posicionamento de cada pessoa. Basta alguém pensar e já cria meios que caracterizam a sua posição na vida.
Se fôssemos pensar em todos os instantes povoados de pessoas e circunstâncias, veríamos a realidade espiritual de cada um de nós se projetando, de dentro para fora, nos vínculos que fazemos força para mantermos unidos.
O passado tem um reflexo que atualiza todas as tendências e gostos que estávamos propensos a fazer e serão manifestados quando as circunstâncias, criadas por nós e pelos cúmplices de nossas idéias, forem favoráveis.
Mudanças de vida são mudanças de comportamentos que buscamos quando não estávamos conformados com a monotonia dos dias pouco interessantes à nossa percepção. São válidos todos os instantes que aprendemos, nas horas de alvoroço e no silêncio interior.
Se tivermos pressa em que algo aconteça logo, e não soubermos avaliar o instante da espera, pode ser prejudicial ao nosso aprendizado, pois os reflexos que emitimos iriam nos posicionar em outras circunstâncias  onde teríamos de aprender com maior dificuldade.
O instante que possibilita a meditação sobre os fatos ocorridos conosco é fundamental para que possamos acompanhar o roteiro estabelecido, com nossa anuência, por uma sabedoria que está acima de todas as cogitações humanas.
Em resumo, somos os reflexos do que pensamos e, na inquietude dos nossos passos, quando desejamos alterar as circunstâncias que nos são próprias, passamos para outro lado onde o caminho parece correr paralelo.
As inquietações sobre os movimentos de nossos passos devem ceder lugar à confiança daquilo que fizemos e que, aos poucos, ressurge, no momento exato, para nos provar o mérito do bem-estar que nos cabe por direito natural.

www.fernandopinheirobb.com.br

domingo, 3 de abril de 2016

A TAÇA VAZIA

As águas dos oceanos se movem em todos os continentes, numa viagem incessante, graças aos movimentos  de  rotação  e  translação  da  Terra.
Há um nível normal das águas nas costas marítimas e, com exceção das áreas de maremoto, os continentes não são alagados pelas massas líquidas dos oceanos.
Na viagem ao porto do destino, o homem passa por intempéries de toda sorte, em todas as faixas de idade.
É comum se ver crianças pequeninas serem atingidas pelos acontecimentos que atestam a orfandade. Uma despedida silenciosa marca o destino de toda uma família.
No silêncio de suas reflexões, o parceiro que sente saudades busca compreender as razões por que um amor tão grande foi interrompido no calor dos lençóis.
Tudo parecia correr bem. Sorrisos e beijos do casal eram passados aos filhos que se completavam numa festa de alegria. De repente, uma  taça  de  quem  brinda é retirada do cenário familiar. As horas continuam a estender seus minutos controlando a duração dos afazeres de cada um.
Reflexão, apenas, reflexão. Se alguém falasse dessas circunstâncias necessárias ao aprendizado daqueles que precisam passar por isto, certamente ninguém compreenderia apenas na teoria.
Todos têm necessidade de aprender com a vida, mesmo  que não a vejam naqueles que seguiram a viagem das  nuvens. A  maioria daqueles que sentem saudades está mais  ligada à presença  física de quem partiu do que ao amor-essência que não precisa de formas para sobreviver.
Os órfãos, quanto mais pequeninos, menos se preocupam com as implicações de um adeus. A tristeza do adulto decorre da perda daquilo que sente ser importante, num momento em que não percebe um novo amanhecer apagando as sombras da noite anterior.
Crianças protegidas pelas forças evolutivas, como são todos os seres do mundo, não sentem tristeza nem desânimo. O adulto pode olhá-las com reflexões íntimas de desencanto e sensibilizá-las até a um certo ponto, mas isto não eliminará as forças que sustentam a sua infância.
A vida é valiosa em todas as circunstâncias e não permite que seus ciclos sejam interrompidos ao clamor humano. Se existe incompreensão acerca do ritmo que os move, o homem não pode criar a morte como algo que os extermina. O renascimento está em tudo.
A reencarnação é o recreio da alma, pois no mundo espiritual o esclarecimento da vida é bem maior do que nos laços físicos e, no clima  de  desventura, o sofrimento não tem refúgio na consciência encarnada que amortece os impulsos da culpa.
Nos idos de 1962, quando a música sertaneja estava começando a ganhar espaços na mídia, a dupla Tibagi e Miltinho, lança no mercado a Taça Vazia em que há uma interrogação do homem que foi mandado embora da vida da mulher amada: “Nesta noite quem será teu rei, querida? Nesta noite quem será teu beija-flor?”
A mensagem de minha amiga russa veio numa tarde que caía num suave e macio langor: “espero que as mudanças de minha vida pessoal não afetarão nossa amizade. Sempre interessada na leitura de seus textos. Você é um verdadeiro conhecedor da beleza. Obrigada por sua amizade!” 
É por isso que o ciclo da vida promove a beleza se irradiando em tudo que existe. Se o homem ficasse detido em acontecimentos que param a festa de seus dias, certamente uma nuvem sombria, que obscura seu caminho, estaria apenas em sua imaginação.

sábado, 2 de abril de 2016

SONATAS DE TARTINI

Numa narrativa que virou lenda, o astrônomo Jérôme Lalande teria dito que o diabo viera aprender com o compositor Giuseppe Tartini (1692-1770), em troca de satisfações pessoais, isto aconteceu também com o personagem Fausto, de Goethe. No final das aulas, o compositor entregou-lhe o violino, a fim de testar a habilidade do inusitado aluno.
Tempos depois, nos idos de 1824, o pintor Louis-Léopold Boily retratou num quadro o sonho de Tartini com o diabo. Para surpresa do compositor, o diabo tocou tão bem que Tartini ficou impressionado com o virtuosíssimo apresentado que lhe inspirou compor Devil´s Trill Sonata in G minor, revelando que a música sonhada era muito superior a que ele tinha escrito. [Wikipedia, la enciclopedia libre]
Ao que se lê da partitura da Sonata in G minor, de Tartini, a música tem os seguintes movimentos: larghetto affettuoso, allegro moderato, andante, allegro assai, andante, allegro assai.
Nos idos de 1990, o violinista Itzhak Perlman, acompanhando a Orquestra Sinfônica de Israel, sob a regência do maestro Zubin Mehta, esteve viajando, pela primeira vez, à Rússia, ocasião em que ele mostrou o trinado do diabo que a sonata de Tartini demonstra existir. A Sonata em G minor, de Tartini, apresenta uma série de trinados de difícil execução.
Destacamos ainda as músicas apresentadas, na ocasião, pelo violinista Itzhak Perlman, acompanhado de Janet Goodman Guggenheim, ao piano, Prokofiev: a marcha de O Amor por 3 laranjas, op. 33, Tchaikovsky: andante cantábile, 2º movimento do Quarteto para Cordas nº 1, op. 11. 
Não vamos interpretar o sonho de Tartini, pois o sonho era dele no período de 1692 a 1770 em que viveu na Terra e permanece no inconsciente coletivo de que nos fala Carl Jung. Quem puder acessar esse inconsciente vai ver os pensamentos registrados no sonho que não se perde no tempo nem no espaço. Aliás, toda a história da humanidade viaja no astral. Os orientais chamam de registros akaskicos e os ocidentais, o nosso caso, o livro da vida.
Outra Sonata in G minor de Tartini é Didone abbandonata que nos evoca a história de Dido que foi abandonada por Enéas, o grande amor da vida dela. Ambos tiveram um romance na cidade de Tróia que foi destruída.
Reinando em Cartago, norte da África, com todo luxo e riqueza, a rainha Dido não conseguiu prender o amor dela junto de si, ele a abandonara com destino para Roma onde pretendeu fundar uma nova Tróia. No abandono, a rainha cai em depressão e tem morte autoinflingida dentro de uma pira. Nas águas do Mediterrâneo, navegando em navio, Enéas avista de longe as chamas da pira do palácio onde estava a amada.
Anteriormente, abordamos o tema a morte autoinflingida na crônica de 19 de janeiro de 2016, no blog Fernando Pinheiro, escritor. Vale transcrever alguns tópicos pertinentes:
Todos merecem ser felizes, não importa a situação em que se encontram que podem estar no Estado Islâmico, não reconhecido por nenhum governo, na Suíça onde os doentes que vão para lá se suicidar dobraram, nos últimos anos, ou na Coreia do Sul onde a competitividade aumenta as distorções sociais ou ainda no número apresentado pela OMS: uma pessoa se suicida no planeta a cada 40 segundos.
A separatividade e a competitividade da consciência planetária, sem dúvida, estimulam essa cultura transitória a cair em desencantos. Quando se dá peso e referência à violência, a violência cresce, amparada pela ampla cobertura da mídia que faz aumentar o medo entre a população.
Essa vertente psicopata não é vista pela observação que esses pretensos perfeccionistas sociais se impressionam com as exigências de seus chefes, familiares e amigos, mas com aquilo que eles dão valor como objetivo de sucesso, caindo sempre ao remorso da culpa em não ter feito mais. Basta uma perda: no emprego, na família, no relacionamento afetivo e a depressão se instala. [A MORTE AUTOINFLINGIDA – 19 de janeiro de 2016].
Essa situação delicada ainda foi abordada por nós em 20 de dezembro de 2014 com a crônica O LUTO. Vale mencionar:
Quando ocorre o falecimento de entes amados, a tristeza faz enfraquecer o sistema de defesas imunológicas que protegem o corpo físico contra as infecções, principalmente nas pessoas mais idosas, o que comprova que muitos cônjuges vêm a falecer depois da morte desses entes amados.
As pessoas mais jovens, com tanta distração para curtir e as tarefas de estudo e trabalho, bem como a vivência no casamento ou em outro status de relacionamento, as fazem esquecer o luto, por isso são menos suscetíveis de pensar em tristeza que as fazem sentir menos felizes.
Por essa razão, é importante ter um estilo de vida alicerçado em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Experiencie ter esse estilo ou conserve-o sempre e a sua vida irá ganhar, num crescendo, um patamar de grandeza mais elevado.
O luto é uma fase de vivência em que todos passam, pois todos têm parentes e amigos que vêm a falecer, em determinado momento. É natural que seja assim. O luto não é sinal de tristeza, é uma forma errônea de demonstrar amor aos entes que partiram. O melhor é o silêncio e a observação proveitosa que deve ganhar um novo sentido, diante de tudo que se renova.
Não estamos promovendo o oblívio das pessoas amadas que partiram, pois os amores são eternos e o que deve ser lembrado apenas são os momentos felizes e, como dizemos sempre: os engramas do passado devem ser esquecidos.
Durante o período do luto que deve ser passado ao lado das pessoas amadas, a nosso ver, não pode ultrapassar a 30 dias, sob o risco de contrair doenças vasculares ou do coração.
Hoje em dia, o luto está se tornando um risco de morte. Para muita gente os efeitos psicológicos do luto duram longo tempo, certamente, haverá o resultado das respostas fisiológicas associadas à dor aguda.
Toda essa dificuldade humana diante da morte é em decorrência de que a transparência, deslindando os enigmas do caminhar, ainda se encontra no ser profundo que todos nós somos, sem exceção, mas ainda não revelado de modo generalizado a todas as criaturas humanas.
É dito que tudo será revelado e não haverá mais disfarce encobrindo a verdade, e isto já acontece quando dormimos e presenciamos a realidade que nos envolve, a morte está nesse contexto que nos pertence tanto quanto àqueles que já partiram.
A morte existe quando cessa o colapso da função de onda (física quântica) entrando em outro seguimento de vida, então não há perda de nada e de ninguém, o que acontece é o apego recrudescendo em situação que não nos pertence.
A vida é doação, doe-se e você ganhará ainda mais ou mais ainda do que for doado porque a fonte é inesgotável e o apego desaparecerá sem deixar vestígio. Apegar-se ao que não nos pertence mais é sofrer sem razão, palavra estritamente ligada ao plano mental. [O LUTO – 20 de dezembro de 2014].
As músicas de Tartini tiveram influência da vida que ele viveu. Na adolescência casou-se às escondidas com a sobrinha do bispo de Pádua, descoberto buscou refúgio num convento de Assis, onde teve as primeiras inspirações sublimes. Posteriormente, reconciliado com o bispo, voltou a morar com a esposa em Veneza. [A Violin´s Life – FrankAlmond.com].

www.fernandopinheirobb.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2016

AMOR–SABEDORIA

Em decorrência da dificuldade das pessoas em saber a distinção entre amor-projeção e amor-sabedoria, em que ambos se conectam, em processo de elevação, fazemos uma sucinta retrospectiva, com vertente poética e política, a espalhar ao mundo o perfume que sentimos dos altos cimos que está lá e cá na simbiose apresentada pela teoria do emaranhamento quântico que vimos dizendo tudo se interliga.
Enquanto existir a necessidade de vivenciar o amor em uma pessoa, um objeto ou objetivo, uma classe, uma instituição, um ideal nos trabalhos materiais ou mesmo espirituais, há presença do amor-projeção. Essa projeção ganha espaços maiores quando sai do exterior e faz a viagem interna ao coração onde se descobre como ser profundo e passa a vivenciar práticas que levam ao que se chama na Índia de Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção. [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013].
Amor-Projeção está a caminho do Amor-Consciência, mas isto não é questão de busca e apreensão ou busca apreensiva, é a inteligência que se projeta em luz eliminando as sombras ou penumbras de um amor projetado. Como conseguir isto? O abandono à luz, o abandono da personalidade que deve ser vivida e transmutada a um patamar de grandeza superior.  [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Apreciando a leitura da obra de Max Carphentier (“Aqui, porém, no devotamento da selva, com os cálices repletos de mistério e água, a luz celebra mais.” (121), podemos fazer uma pergunta esclarecedora: se a luz do sol chega à Amazônia, oriunda de milhões de léguas de distância, por que não haveria de chegar àquela região a luz de Jesus? E, se há luz de Jesus, em algum lugar, há também a presença dele nessa luz, o que é a mais coisa. Dentro dos sonhos, já tivemos experiência idêntica que comprova a existência de Jesus.
(121) MAX CARPHENTIER – in Nosso Senhor das Águas, p. 26 – Prefácio de D. Paulo Evaristo Arns, Cardeal–Arcebispo de São Paulo – Abas da capa redigidas por Mansour Chalita – 1992 – Manaus – AM.
Ao resumir toda a doutrina do Senhor dos espíritos na palavra amor, apresentamos, neste último capítulo, o tema amor elevado ao patamar de sabedoria.
Os semeadores da primeira hora trazem o cuidado em suas mãos. A seara, que foi preparada para receber as sementes, tem, assim mesmo, alguma adversidade porque o tempo escasso não permite uma preparação completa.
No decorrer das horas, temos necessidade de semear a palavra, no momento exato, sem querermos saber se as conveniências todas estão adequadas.
O tempo é de emergência. O ambiente social do planeta virou hospital. Se a morte espreita o paciente, não é a hora de sabermos se, além do risco de vida, há unhas a cortar, cabelos a ajeitar, sapatos a engraxar e outros cuidados individuais que estão fora da cogitação médica.
No momento em que a dor se generaliza nos ambientes por onde passamos, devemos revelar a nossa postura de vida, a fim de que outros males não venham a se instalar.
Mesmo que seja apenas uma palavra, um olhar carregado de vibração amor–sabedoria, o resultado terá efeitos surpreendentes àqueles que passam por testes difíceis.
Sem pressa nem preocupação em agir, nossa atenção se volta àqueles que convivem conosco as horas marcadas pelo trabalho em diversos setores onde a expansão se faz necessário.
Em qualquer parte onde estamos, a identificação que temos pela vida é aguardada por aqueles que nos acompanham os passos, assim como nós vemos neles a oportunidade de verificar se há um clima adequado à realização dos sonhos que nascem n´alma.
Morta a emoção em desalinho, a razão existencial do viver, ou, mais precisamente, a inteligência delineia espaços onde só o amor deve existir, o amor acompanhado da sabedoria. Há, no entanto, companheiros, apressados em semear, que não observam as condições do tempo e assim espalham as sementes em todos os terrenos. Na maioria das vezes, o que foi recentemente semeado é levado pelos ventos.
O amor plantado sem a sabedoria se desvia pelos canais que alimentarão a emoção que pode resvalar a níveis inferiores de consciência, onde reina a ilusão que gera a dor e o sofrimento.
Há uma necessidade primordial que nos indica o trabalho a fazer junto àqueles que falam de saudades, solidão, medo e inconformação das vicissitudes da vida.
Há, dentro de nós, um respeito e compreensão do ponto de vista em que se posicionam. Aquilo que parece desagradável é algo que lhes desperta suas forças internas, as únicas que conseguirão levar-lhes à compreensão de que tanto precisam.
Enquanto isto estiver ocorrendo, seguiremos o nosso caminho disseminando, em outras searas, a palavra e o olhar que inspiram o amor ultrapassando os níveis da personalidade humana e atingindo a consciência divina, que todos trazem guardada dentro de si, para compreendermos a ligação que nos une.
Em clima de juras, juras de “Patria, socialismo o muerte, lo juro” (122), na “Venezuela caribeña, amazónica, andina y universal” (123), o nosso pensamento está ligado a Jesus, citado, no enlevo de vitória e de projeto social, por Hugo Chávez, ao tomar posse, pela terceira vez, no cargo de presidente, anunciando el poder comunal: “por Cristo, o maior socialista da história (sic), por todas as dores, por todos os amores, por todas as esperanças”. (124)
Nota: a palavra sic usada na citação da frase de Hugo Chávez serve para discordar da referida afirmação, no entanto acolhemos o restante “por todas as dores, por todos os amores, por todas as esperanças”. 

(122, 123) HUGO CHÁVEZ – Discurso de posse, em 10/1/2007, no cargo de presidente da Venezuela – Jornal El Nacional – Caracas, Venezuela (124) Apud Jornal do Brasil – Internacional – p. A–17 11/1/2007 – in JESUS, LUZ DO MUNDO, de Fernando Pinheiro.

quinta-feira, 31 de março de 2016

NAMORAR

Namorar é o objetivo comum entre as pessoas que buscam se relacionar até mesmo entre aquelas não querem saber de relação alguma. Mas, é uma comunicação, pois existem 2 polos que tendem a se aproximar ao mesmo centro de convergência.
Há que se estabelecer a situação e as circunstâncias em que o namoro começa a surgir definindo as escolhas de ambas as partes, não esquecendo que a densa consciência planetária carreia a competitividade e separatividade, nesse caso o amor vem com a característica de amor-projeção. Isto abarca 6 bilhões de pessoas do total de 7,3 bilhões de habitantes do planeta, sendo que apenas 1,3 bilhão vivencia o amor-sabedoria. 
Enquanto existir a necessidade de vivenciar o amor em uma pessoa, um objeto ou objetivo, uma classe, uma instituição, um ideal nos trabalhos materiais ou mesmo espirituais, há presença do amor-projeção. Essa projeção ganha espaços maiores quando sai do exterior e faz a viagem interna ao coração onde se descobre como ser profundo e passa a vivenciar práticas que levam ao que se chama na Índia de Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção. [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013].
Amor-Projeção está a caminho do Amor-Consciência, mas isto não é questão de busca e apreensão ou busca apreensiva, é a inteligência que se projeta em luz eliminando as sombras ou penumbras de um amor projetado. Como conseguir isto? O abandono à luz, o abandono da personalidade que deve ser vivida e transmutada a um patamar de grandeza superior.  [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O encontro das pessoas está mais ligado à inexorável situação do reajuste harmonioso do que os deleites que são apreciados nos mundos felizes, como por exemplo nos corpos celestiais onde o ser imortal, corporizado em matéria mais sutil, em sublime missão, se adapta às elevadas temperaturas-ambiente.
Vale transcrever 3 parágrafos da crônica Amores Venusianos:
Não há separatividade em nenhum setor da vida planetária em Vênus, nenhum apelo religioso, nenhum setor político à semelhança da Terra. Para quem não viu nada além da Terra, é um paraíso, um mundo feliz, um recanto de eterna primavera como nos faz lembrar a inspiração dos poetas que semearam a beleza.
Lá vive-se do que se dá. A doação é de todos. Não há carência em nada e em ninguém. Não há a internet, para quê? Se sabe de tudo relacionado ao planeta Vênus e nem precisa sonhar para saber os recônditos da alma. Na transparência que existe por lá, ninguém engana ninguém e não há levas de gente seguindo o caminho das mídias controladoras de massas humanas.
O modo de viver em Vênus é muito gratificante, longe dos padrões que na Terra nos acostumamos a ver: dinheiro, comércio, relações amorosas conturbadas, discriminações em busca de prestígio transitório e, sobretudo, o dualismo humano que acarreta todo esse amargor no caminhar. [AMORES VENUSIANOS – 13 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Tudo está a caminho da grandeza a que se destina, no decorrer do tempo e do espaço que não se pode estabelecer como e quando, pois o destino é sempre a deliberação final de cada um em qualquer situação ou circunstância. O namoro está neste contexto.
No alto sobrevoando um dos mundos felizes, admirei a beleza que se descortinava aos meus olhos: tudo está a mão, sem nenhum esforço ou preocupação. As casas, as benfeitorias que se espalhavam pelas cercanias, as mulheres que lá estavam, estavam à minha disposição, basta um pensamento, apenas. Nessa circunstância, pude ver o significado do pensamento hindu: não buscar nem fugir. [PÉGASO (XLV) – 20 de março de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Aqui na mata Atlântica onde aprecio, ao anoitecer, o retorno das aves aos ninhos e galhos de árvore, passou diante de mim uma gentil senhorita que deixou o carro na entrada do recanto em que eu estava, ela me deu boa-noite sobraçando um livro que estampa o retrato do autor, de longe identifiquei um guru hindu que vendeu milhões de exemplares nos Estados Unidos.
Com um sorriso cativante, ela estava feliz em caminhar por aqui, com destino além das vistas, usava um vestido, onde o comum na mata é o uso de short, camisa e bermudas. Isto lhe trazia um astral que lhe definia estar propensa ao namoro com a pessoa que desconheço. Daí surgiu a ideia de escrever a crônica namorar.
Lembrei-me ainda de Odaliscas, poesia de Leôncio Correia, que menciona um arpejo febril e ardente soluçando ao luar, evocando o primeiro beijo dos amores:
“E as estrelas no céu cercam a lua:
Odaliscas guardando eternamente
Alva sultana eternamente nua.”
A luz da lua esteve também no cenário da ópera La Bohème, de Puccini. Na cena em que aparece a ária Che gelida manina, ambientada num quarto, iluminado pela lua, está um casal. Um objeto cai ao chão, quando ela ia pegar, a mão dele a tocou, e ele lhe diz: “que mãozinha fria”. É uma cena de paquera muito interessante. Quem não gostaria de paquerar ao luar? O namoro começa assim.

segunda-feira, 28 de março de 2016

FONTES LÍMPIDAS

Das fontes límpidas nascem os mananciais da vida. Tudo vem se alimentar nelas. A beleza que sentimos no íntimo irá nos propiciar a aproximação da beleza que vem dessas fontes.
No campo físico, as nascentes d'água dão vida ao solo e tudo que nele vive. No campo etérico, a fonte da inspiração abastece a criação da arte e da beleza que se expressam na música harmoniosa, na poesia, no teatro e nos gestos daqueles que manifestam amor e ternura.
As andorinhas em bandos fazem o verão, as flores se abrindo a primavera, as manadas de animais a romaria para os lugares férteis.
Os homens de uma nação seguem as conjunturas políticas de grupos que se renovam em períodos sucessivos. Os modelos econômicos e políticos são experimentados com a finalidade de buscar novas forma de governo.
O que vemos no mundo inteiro é o caminhar das nações imitando os passos das manadas de animais em busca de lugares férteis. A fome, a sede e o abrigo são necessidades comuns em ambos os casos.
O instinto da conservação impulsiona os animais a sobreviver, mesmo que isto lhes custe muitas caminhadas. Esse atavismo do reino animal chega aos homens com maior nitidez, iluminado pela inteligência e pela razão.
Nesse estágio de percepção, cria-se, no reino humano, a idéia de luta pela sobrevivência. Os homens sentem necessidade de buscar na fonte do trabalho o meio de sobreviver.
Como todos buscam a mesma fonte, subordinados a  uma  educação que estabelece as regras de conduta, há um atropelamento na avidez pela aquisição dos valores imediatos  onde  se  vê os caídos que não tiveram a astúcia e a esperteza de derrubar seus companheiros.
Esse jogo de disputa é próprio num mundo competitivo em que vivemos, abrangendo a política, o mercado de trabalho e até mesmo as ligações de casais que dele recebem forte influência.
Nas mudanças políticas, consequentemente econômicas, cria-se um clima de incerteza, mesmo que os técnicos de planejamento observem as diretrizes a serem tomadas. Há muitos interesses em jogo, grupos econômicos influindo na economia, trabalhadores reivindicando melhores salários, necessidades coletivas a serem supridas.
A fonte do abastecimento, espalhada nos mananciais da vida, está sempre fecunda. Os animais para sobreviver  não  se  atropelam e seguem em romaria ouvindo a voz do instinto conservador.
Numa imitação fragmentada, os homens, buscando os recursos para a sobrevivência do corpo físico, não se reúnem em grupo como as manadas de animais. Há um sectarismo em todas as suas atividades. O interesse da recíproca é gritante. Dá-se a quem pode retribuir.
Mas esta consciência egocêntrica gera desníveis no equilíbrio social e não resiste mais a mudanças políticas que se operam no mundo inteiro.
O progresso é um bem comum. Ninguém pode mais viver isolado num mundo que tende a se integrar num clima de solidariedade a tudo que o compõe.

domingo, 27 de março de 2016

E DAÍ

E Daí, música de Miguel Gustavo, foi gravada, em épocas distintas, por Isaurinha Garcia, Sonia Dutra, Elizeth Cardoso, Maysa e Gal Costa: “proibiram que eu te amasse, proibiram que eu te visse, proibiram que eu saísse e perguntasse a alguém por ti”.
Todas as cantoras que gravaram a música obtiveram sucesso, sendo que Sonia Dutra (1937/2010), tornou-se mais conhecida como radioatriz, atriz, cantora, modelo e garota-propaganda, além do pai Eloi Dutra ter sido vice-governador do Estado da Guanabara (1961/1964).
Dentro de uma linha rígida, a proibição de namorar começa pelos pais, irmãos da moça, depois sucede com o marido e, numa situação de divórcio ou de viuvez, a proibição é feita pelos filhos à mãe, isto em decorrência de muitos fatores que colidem com os interesses do grupo familiar.
Nos casos em que a mulher não tem a capacidade de escolha, em decorrência do estado psicológico em desequilíbrio emocional que é acompanhado por médicos em consultório ou em clínica psiquiátrica ou ainda em domícilio por cuidadores, naturalmente a proibição de namorar é evidente. Mesmo porque o entorpecimento provocado por drogas lícitas não dá a paciente condições favoráveis a qualquer relação amorosa.
A proibição está na nudez revelada por “toda nudez será castigada”, nome da peça teatral de Nelson Rodrigues escrita nos idos de 1965, como também qualquer ato que infringe a lei, no caso brasileiro, a proibição de mostrar os mamilos femininos com a permissão para top less masculino, tirar a camisa, por exemplo: ideia machista que não dá a vez a mulher.
Proibir alguém de amar é muito grave, se não houver uma base educativa e no decoro familiar. No íntimo, a proibição é nula se houver um pensamento ligando a pessoa amada porque não basta o contato físico para haver a relação, pensar já está desobedecendo. Em todo ato, o pensamento indica a situação em que se encontra a pessoa, derrubando assim a justificativa de mulheres que dizem “trair em pensamento não acarreta problemas.”
Proibir alguém de ver alguém pode não surtir efeito quando os dois se encontram sem que algum deles tivesse marcado o encontro, nesse caso até as pedras se encontram, basta ter uma enchente de águas em corredeiras.
Proibir alguém de sair e proibir de perguntar a alguém por onde anda outro alguém incorre na mesma situação de cárcere privado, destituindo a liberdade de ir e vir, afinal todos têm necessidade de ir a supermercados e lojas, trabalhar, passear e viajar.
Há casos mais delicados de proibição de filhos a mães de namorar que estão em idade adulta a caminho da terceira idade para proteger o patrimônio da família ou na ideia fixa de que o namoro pode ocorrer sofrimento, ora se as mães não  soubessem se cuidar, depois de um longo caminho percorrido em todas as fases em que o namoro se manifesta.
Essa proibição vem até do plano invisível que ocorre dentro do sono quando dormimos. Os parentes, com laços consanguíneos ou não, estão à espreira do que se passa com aqueles que eles deixaram ao partir do plano material.
Na interpretação da linguagem dos sonhos, Carl Gustav Jung disse que neles existem entidades misteriosas como se fossem amigos desconhecidos revelando sobre o nosso bem-estar fundamental “que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta”. [O MUNDO DE MORFEU – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 10 de março de 2013].
Isto define também o recente relacionamento, apenas dois encontros, em que as aparências estavam diante do sonho de olhos abertos em ter uma pessoa suscetível ao namoro, lembrando-nos do pensamento filosófico: quando a pessoa vê para fora, sonha, quando vê para dentro, desperta. “Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta” – Carl Gustav Jung. No caso, a palavra ver é mais profunda do que a palavra olhar. – PÉGASO (XXIII) – 16 de julho de 2015.
Assim mesmo numa relação que aparente se apresentava sólida desaparece num piscar de olhos, basta que a pessoa se lembre do que ocorreu no sonho com relação à proibição desses parentes. O mundo subjetivo transcende à aparência daquilo que pensamos ser a realidade.
O importante é o resultado da situação: e daí? Cabe a cada um saber o que pode ser proibido ou não ser proibido. De qualquer forma, nunca é bom colocar meios que cerceiam a liberdade de escolha, é isto que deve prevalecer. No caso de menores, são os pais que cabem a tarefa de orientá-los.
Vale citar o pensamento de Carol Sonenreich, Giordano Estevão e Luiz de Moraes Altenfelder Silva Filho:
“Entretanto, no relacionamento com os outros, na organização das condutas, aliás, no que constitui o campo das alterações mentais, o essencial não está no que as limitações determinam, mas no que pertence à liberdade de escolhas.” - in Doença mental e perda de liberdade - Revista TEMAS - Teoria e Prática do Psiquiatra - v. 35, n. 68-69, p. 4 - Jan/Dez 2005 – Apud Os domínios da psiquiatria – in blog Fernando Pinheiro, escritor. – PRIVAÇÃO DO SONO – 10/09/2015.

sábado, 26 de março de 2016

A BUSCA DA FELICIDADE

Todos buscam ser felizes. Mas o que muitos chamam de felicidade é a realização de seus desejos no campo dos interesses imediatistas.
Ainda sem compreender o interesse maior que transcende às necessidades da matéria, o homem busca algo que lhe dê satisfação. Assim, coloca o pensamento em alguma coisa que lhe desperte atenção. Começa, então, a fazer planos, como viajar, arranjar uma companheira, adquirir bens de consumo.
Nesse tempo todo antecedendo à realização de seus sonhos, desfruta momentos de deleite, como se já tivesse possuído o que almeja. Mas, quando adquire aquilo que tanto quis, fica inconformado e deseja algo mais. Se for uma casa, deseja outra maior, se for uma companheira, acha que têm outras capazes de lhes fazer feliz.
Essa busca pelo desejo insatisfeito é em decorrência de sua incapacidade de compreender os desígnios superiores da  vida que lhe dão aquilo conveniente à sua evolução espiritual. Os obstáculos e acidentes do caminho são marcas importantes para que observe como é bonita a paisagem íntima em que está envolvido.
A inconformação é um marco que estabelece a mudança de comportamento. Isto não quer dizer que a situação anterior não fazia sentido, pois pode haver crescimento interior na mais intrincada adversidade. O desgaste do relacionamento interpessoal é atribuído a quem não apreciou o trabalho nos dias de sol abrasador ou numa chuva torrencial.
A dificuldade das horas difíceis não pode ser motivo de desânimo para aqueles que têm um ideal, numa ética  imperecível.
A troca de atitudes pode ser benéfica para quem compreende a hora em que tal fato não mais faz parte do momento presente. Mas pode ser embaraço para aqueles que não acompanham o desenrolar de todos os movimentos da relação interpessoal.
Em qualquer situação difícil, devemos buscar a inspiração para que a parte que nos diz respeito seja cumprida integralmente, confortando aqueles que nos acompanham os passos, com as marcas do nosso amor e ternura.
E se, ainda, persistir alguma dúvida na lacuna que se nos apresenta, entreguemos a Deus o nosso cuidado nas ligações dos afetos que buscamos, pensando na felicidade deles.
Temos exatamente aquilo que devemos ter, nem falta nem excesso. A vida nos responde aos apelos na medida exata de nossa integração na harmonia que nos beneficia o viver e daqueles que elegemos como participantes de luta em comum, no lar e nos lugares por onde passamos.

sexta-feira, 25 de março de 2016

LEMBRANÇAS AMÁVEIS

Frequentador assíduo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e da Sala Cecília Meireles, e ainda de outros palcos iluminados, temos lembranças amáveis dos grandes espetáculos da música onde se apresentaram maestros de importantes orquestras sinfônicas e solistas no canto e nos instrumentos, principalmente piano, flauta, oboé e violino.
Vale transcrever textos da obra HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br
O tenor lírico Fernando Augusto Ferreira Cunha, de saudosa memória (posse no BB: 25/10/1962), teve passagem pela Direção Geral do Banco do Brasil – CAMIO/GECAM (década de 70), época em que se apresentou no Teatro Glauce Rocha, Av. Rio Branco, 179 – Rio de Janeiro, na presença de dezenas de companheiros de trabalho que foram ouvir a interpretação da música O Lola (Siciliana) da Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, e a ária Je crois entendre encore, da ópera Les perchêurs de perles, de Bizet.
A belíssima canção Siciliana, no mundo inteiro, teve a gravação de inúmeros cantores e a que nos faz lembrar de Fernando Augusto é a interpretada pelo tenor lírico Marko Lampas que possui aparência física semelhante ao nosso ex–companheiro de trabalho.
Outra música siciliana, Brucia La Luna, Brucia La Terra, de Nino Rota fez parte da trilha sonora do filme O Poderoso Chefão, estrelado por Marlon Brando no papel–título. [HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro].
No palco montado sobre o lago da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, assistimos, no dia 26 de abril de 1987, ao Balé Nacional de Cuba que apresentou a solista cubana Alicia Alonso, a mais famosa bailarina das Américas (prima ballerina assoluta), que emocionou o público de 120 mil pessoas.
Posteriormente, conhecemos pessoalmente Alicia Alonso e até a cumprimentamos, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, após o espetáculo Carmen, balé sob a coreografia de Antonio Gades, adaptado da ópera Carmen, de Bizet. Ela era a coordenadora do Balé Nacional de Cuba que se apresentara naquele oportunidade. Guardamos conosco o sorriso que Alicia Alonso nos deu ao agradecer ao cumprimento que lhe fizemos.
Notícia divulgada no mundo inteiro foi o discurso proferido, em 22 de março de 2016, no Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso, por Barak Obama, presidente dos Estados Unidos, em visita oficial a Cuba. Mais uma vez o nome dela percorreu os quatro cantos do mundo.
Ainda na Quinta da Boa Vista, em 5 de novembro de 1989, assistimos ao Balé Bolshoi, tendo como solistas Alexander Vetrov, Natalya Arkhipova, Gediminas Taranda, espetáculo ao ar livre que reuniu 200 mil pessoas. Cinco anos depois, Gediminas Taranda lidera a criação do Imperial Ballet Company que realiza temporadas no Novaya Opera Theatre, Moscou, Rússia, e turnês pelo mundo inteiro, inclusive em Brasília, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Curitiba e outras cidades brasileiras.
Segundo a nossa amiga do facebook Nilza Lopes da Silva, oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores,  quando estava servindo no Consulado do Brasil em Moscou, assinou o visto de passaporte dos integrantes do Balé Bolshoi que vinha, pela primeira vez, ao Brasil.
Ao ensejo da inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nos idos de 1909, vale salientar as palavras em discurso proferido pelo poeta Olavo Bilac: “dentro do teatro reside a vida civilizada, tudo quanto ela tem de sério e amável, de forte e de meigo.”
Inúmeros mestres da música se apresentaram no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dentre os quais destacamos Richard Strauss, Arturo Toscanini e Kurt Masur que o conhecemos, nos idos de 1970, quando regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira que comemorava o bicentenário de nascimento de Beethoven. Na ocasião, Kurt Masur conheceu a violista da OSB, Tomoko Sakurai, casando-se com ela em 1976. O maestro Masur voltou a reger a OSB, em 2010, num ciclo dedicado às sinfonias de Brahms.
Ficamos pensando na convivência feliz do maestro Kurt Masur com a soprano japonesa Tomoko Sakurai, durante muitos anos, por fim enfrentando a doença de Parkinson, em 2012, ocasião em que o maestro cancelou, em seu site, várias participações em eventos. No dia 19 de dezembro de 2015, ele veio a falecer. 
Ainda nos idos de 2010 assistimos à cantata Carmina Burana, de Carl Orff, sob a regência de Sílvio Viegas, com coro e orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo como solistas Gabriella Pace, soprano, André Vidal, tenor, e Lício Bruno, barítono. Atualmente, a TV Globo, ao abrir a transmissão de jogos de futebol, apresenta o início da música de Carl Orff – O Fortuna – Carmina Burana.

quinta-feira, 24 de março de 2016

EXIGÊNCIAS DO TEMPO

Cada época se distingue por suas características. Seus reflexos atingem a todos como a chuva, o vento, o sol e as noites de luar.
As etapas do tempo estabelecem marcas que registram  acontecimentos que ficam na memória dos povos e civilizações.
As idéias e conceitos que ultrapassam as fronteiras de cada geração e se mantêm atuais trazem argumentos que se fundamentam na harmonia do universo.
Nestes passos, é muito importante observarmos o papel que exercemos perante à vida, sempre flexível naquilo que pensamos e agimos. Construamos o nosso amanhã.
As oportunidades de refazimento interior vêm com um tempo contado. A dúvida e a incerteza naquilo que pensamos fazer, um dia, deixa um vazio que, mais tarde, terá de ser preenchido.
Quando elaboramos um plano de ação, já existem as condições favoráveis para o início, embora haja dificuldades comuns a tudo que se expande.
As situações análogas se unem, pensamento a pensamento, idéia a idéia, numa corrente de interesses afins. Estamos sempre ligados com aqueles que precisam se comunicar conosco.
Nesses encontros, temos a oportunidade de verificar, pela apreciação alheia, como está sendo realizada a nossa comunicação de sentimentos.
Vivemos num mundo de informações heterogêneas, pois o campo do pensamento é bastante cultivado por diferentes grupos sociais que marcam presença em todas as atividades humanas.
No limiar do advento do novo milênio, é de conhecimento geral o declínio da ética atual que dá interpretação  desvirtuada  da natureza intrínseca do homem.
Mesmo assim, acreditamos no despertar da primavera no coração de cada criatura humana, principalmente naquelas que já semeiam a palavra que deslinda os enigmas do  caminhar.
Nos lugares onde o vento forte anuncia a tempestade, vemos a destruição de árvores que foram tocadas em sua sensibilidade para transmutar a energia de suas vidas. Nos homens e nas instituições que criam, sujeitos à lei da evolução contida na natureza inteira, o mesmo fenômeno acontece.
Essa transmutação ocorre sob diversos aspectos que se classificam em crise econômica, perdas de ganhos, desprestígio social e dificuldades para expor idéias renovadoras em campos que foram danificados pela emoção desfigurada.
Mesmo que fossem destruídos os rios e os mares, a água surgiria de algum lugar e se a humanidade, que se desgasta, chegasse ao fundo do vale, haveria sempre alguém na montanha a indicar caminhos.
No decorrer dos milênios, o homem constrói e destrui o que é transitório e a humanidade faz e desfaz civilizações, buscando sempre a identificação das exigências do tempo.

quarta-feira, 23 de março de 2016

EGRÉGORA

Passou despercebido para Afrânio, papel do ator Rodrigo Santoro, a novena de Leonor, vivida pela atriz Marina Nery, que a Rede Globo de Televisão levou ao ar, no dia 21 de março de 2016, cena da novela Velho Chico, revelando a primeira fase, na década de 60, em que traz certo saudosismo. Antes ele perguntou: “o que você está fazendo?” Ela respondeu: “rezando novena.” O cenário era um pequeno oratório no quarto do casal. Ele a viu pelas costas que lhe fez despertar desejos e a agarrou desmanchando a novena. No entanto, ela estava unida a ele pela ressonância mórfica.
Na época em que o Brasil era brejeiro, bucólico e importador, a maioria das pessoas não possuía relógios; no campo e na lavoura o trabalho era suspenso a fim de que se pudesse  ouvir o sino das igrejas tangido às 18:00h.
Até as décadas de 50/60 (século XX), o Brasil era brejeiro, bucólico e importador. Na década seguinte, o Brasil passa a ser intelectual (expansão dos cursos de Mestrado), esportivo (supremacia no futebol), cosmopolita (fluxo maciço de estrangeiros) e exportador (exportação de bens e serviços, com o apoio do Banco do Brasil). [HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL (1906 a 2011), de Fernando Pinheiro].
O crepúsculo do sol era a referência da paralisação do trabalho, à tardinha estavam de volta aos lares, sentavam-se à mesa de refeição ou na sala-de-estar para a hora da Ave-Maria ou a hora do Ângelus, em que a família inteira rezava o terço e as orações em súplica aos anjos da guarda. [AVE MARIA – 9/10/2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A ressonância mórfica, divulgada no nascedouro pelo Dr. Rupert Sheldrake: “o padrão de como agimos e do que somos seres humanos”, é ainda apreciada como hipótese pela ciência. Essa hipótese, assim como a constelação familiar, está no emaranhamento quântico em que tudo se interliga.
Consta-se de extensa bibliografia que há mais de 30 anos os cientistas estavam estudando o comportamento dos animais nas ilhas do Oceano Pacífico e nesse estudo foi observado que uma macaca limpava a batata doce antes de comer. Quando um determinado número de macacos começou a repetir o gesto da macaca, todos os macacos das ilhas vizinhas, sem se conhecerem, começaram a lavar a batata doce.
Os animais, inclusive o homem, estão subordinados a comportamento repetitivo, aprende-se com maior facilidade uma língua estrangeira, repetindo frases que estão sendo estudadas, e se um gatinho olhar outro gatinho comer numa vasilha, o segundo gatinho vai repetir o gesto do primeiro.
O inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung, abrigando uma teoria psicológica, já demonstrava que existe um campo em comum onde tudo se aglutina, esse tudo daquela época estava ligado à psique, hoje apreciada numa visão biológica de campos mórficos de Sheldrake.
A ressonância mórfica é revelada no comportamento das torcidas de jogos e nos eventos de show onde o palco comanda as emoções dos espectadores, sem falar no modismo das pessoas que usam piercing e tatuagem, o uso igual das roupas femininas quando a saia sobe acima do joelho.
O efeito Maharishi, nome atribuído a Maharishi Mahesh Yogi (1918/2008), um dos divulgadores nos Estados Unidos, Inglaterra e Países Baixos, da Meditação Transcendental, tem um efeito surpreendente que alcança objetivos reveladores, assim como uma simples oração, como a luz acesa na escuridão, dissipa as trevas.
Vale ressaltar outros dois parágrafos de nossas crônicas de 9/10/2013 e 20/01/2014]:
A partir do século XX, com as fábricas em funcionamento, não havia turno à noite, e à tardinha, os operários já estavam em casa, não havia engarrafamentos de trânsito, pois moravam no mesmo bairro, perto do trabalho. Na hora da Ave-Maria os rádios transmitiam programação específica.
Formava-se uma egrégora salutar e nunca era comentado casos de assalto ou de violência, os políticos ganhavam, naquela época, muito menos do que hoje ganham os atuais, e não havia nenhum caso de escândalo, quando isto ocorria, lá alguma vez, o homem público passava uma vergonha que o impedia a concorrer a reeleição. [AVE MARIA – 9/10/2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Tudo é energia e tudo está conectado, a visão de Einstein revolucionou o mundo, e o mais empolgante é que a energia está em expansão. Como o pensamento é energia e se expande, haverá sempre um retorno do que emitimos. A feitiçaria está quem está ligado à feitiçaria, inclusive dando peso e referência, Maria Naê não se ligou a isto e lançou o olhar para o seu povo, fazendo uma prece para libertá-lo.
Essa energia da prece, une-se à energia que está no ar, formando uma egrégora de luz que elimina a antimatéria dos cientistas, no caso do enredo samba, as feitiçarias que Maria de Naê viu. Liguemo-nos à luz e a luz surge, este é o segredo descoberto pelos cientistas e há muito tempo revelado naquelas paragens longínquas da capital do Império romano (Caput Mundi). [A SAGA DE AGOTIME – 20/01/2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
É por isso que compreendemos o pedido do papa Francisco para que orem por ele, a fim de que se forme uma egrégora iluminadora. Em qualquer situação é altamente benéfico o costume da prece e da meditação, assim como fez a personagem Leonor que fortaleceu o casamento, num momento em que o marido voltou para casa sob efeitos do álcool.
A egrégora, em qualquer situação ou circunstância, é observado daquele hábito dos animais que se comunicam, em códigos não humanos, é claro, que os fazem ter o sentido gregário, o mesmo sentido em que a humanidade, como um todo, irá ter no futuro.
Considerando que o pensamento é energia que se expande, o campo mórfico da biologia une-se agora ao campo da física quântica que estuda as relações das partículas atômicas no campo eletromagnético.
Aos 93 anos de idade, o físico e filósofo francês Bernard d´Espagnat (1921/2015) completou a sua missão aqui na Terra, depois de ter ganho, em 2009, o Prêmio Templeton, no valor de £ 1 milhão, destinado anualmente a pessoas que afirmam “a dimensão espiritual da vida”. A física quântica, conforme menciona The Telegraph, edição 19/08/2015, “é o estudo de sistemas em ou abaixo do nível atômico: átomos, elétrons, prótons e partículas subatômicas.” – VISÃO QUÂNTICA – 03 de fevereiro de 2016.