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terça-feira, 24 de maio de 2016

A BELA ADORMECIDA


A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, balé em 3 atos, coreografia de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, coreografia de Marius Petipa, inspirado no conto de fadas de Charles Perrault. No Prólogo há o convite do rei Florestan XIV e da rainha Florencia a todas as fadas para serem madrinhas de batismo da filha Aurora que acabara de nascer.

Os melhores atributos humanos são apresentados em forma de presentes oferecidos pelas fadas e, no recinto, surge a  intrometida Carabosse, a fada do mal, fazendo a previsão de que a princesa irá morrer num acidente em que terá os dedos feridos por um fuso de tricô. Sai em defesa da princesa, a fada Lilás que a expulsa. Vendo as operárias da Corte tricotando, o rei as proíbe de usar a ferramenta de trabalho. 

Ato nº 1 – A princesa Aurora completa 16 primaveras vividas. No jardim do palácio, os eventos se sucedem: entrada dos pais de Aurora, valsa das grinaldas, entrada de Aurora, adágio da Rosa, dança das damas de companhia e do pajens, variação de Aurora, coda (repetição de um trecho de música antes apresentado), Aurora e o fuso.

Usando armas na cintura, quatro príncipes se apresentam e dançam com as bailarinas. No auge da festa, entra uma figura sinistra que dá um ramo de flores à princesa que está dançando. A mãe pressente o perigo e vai ao encontro dela e, ao chegar perto, a princesa tem os dedos feridos por um fuso de tricô. Tirando o capuz, Carabosse confirma a previsão, e diante a plateia atônita, se retira do salão, rindo às gargalhadas.

A princesa Aurora continua dançando, sente-se mal e é amparada pelos quatro príncipes que a suspendem para o alto, deitada. Mas, ela não está morta, apenas adormecida, a bela adormecida. A princesa Lilás, no salão, anuncia que ela será despertada por um beijo de um jovem príncipe.

Ato nº 2 – Mundo de Morfeu – A fada Lilás evoca uma visão da princesa Aurora e a vê cercada por 20 nereidas, todas dançando. Quando elas param de dançar, surgir o príncipe, dançando, quando ele acaba de dançar, as nereidas retomam a dança. No minuto final, volta à cena o príncipe e a princesa. É a Vision Scene (duração 12:15).

Em viagem astral, numa canoa deslizando em neblina, com destino ao castelo enfeitiçado, a fada Lilás está acompanhada do príncipe. A luz do olhar da fada Lilás faz afugentar a feiticeira. Lá pessoas estão dormindo, ele toca em algumas delas procurando a mulher amada, encontrando-a, logo em seguida, aproxima-se dela e lhe dá um beijo, fazendo-lhe despertar.

O mundo de Morfeu é a esfera mitológica grega que revela a existência do sono, recrudescida, cientificamente, nos dias atuais, nos laboratórios e no Instituto do Sono, experiência pioneira no Brasil, na cidade de São Paulo, que fazem exames para demonstrar a qualidade do sono, sendo que no estado do sono REM (Rapid Eyes Movement/Movimento Rápido de Olhos) ocorrem os sonhos. [O MUNDO DE MORFEU – 10 de março de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação. [AMOR SEM ESCALAS – 29 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

O mundo subjetivo em que o sonho está mergulhado é um recurso valioso para avaliar nossas reais necessidades que se defrontam com a aparência física do que pode ser, tido como real. [PÉGASO (LIII) – 27 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

A princesa Aurora acorda no mundo de Morfeu e no mundo físico ao mesmo tempo. O príncipe Désiré pede ao rei e a rainha a mão da princesa. Pedido aceito.

Ato nº 3 – Casamento da princesa com o príncipe. Danças: Pássaro Azul pas de deux. Fadas de Joias: Diamante, Safira, Ouro e Prata. Há outras pedras, em outro balé: diamante, safira, rubi e esmeralda. Pas de deux O Gato de Botas e a Gata Branca, Chapeuzinho Vermelho com Lobo Mau, Aurora Variation e pas de deux Aurora e Désiré são os pontos altos do terceiro ato.
 
                   www.fernandopinheirobb.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2016

GISELLE


Uma história de amor e decepção vivenciada por uma camponesa é o que o balé Giselle, de Adolphe Adam, apresenta na coreografia de Jules Perrot e Jean Coralli, com libreto de Théophile Gautier e Vernoy de Saint-Georges.

Apresentado pelo Boshoi Ballet Company, Orchestra of the Boshoi Theatre, conduzido pelo maestro Algis Zhuraitis, traz no elenco nos principais papéis: Natalia Bessmertnova (Giselle), Mikhail Lavrovsky (Albrecht), Vladimir Levashov (Hilarion) e Galina Kozlova (Myrtha).

Tendo uma depressão que a levou a morte pelo fato de ser enganada por Albrecht, a aldeã Giselle passa para o outro lado da matrix carregando os engramas do passado. Vivendo das lembranças felizes ao lado do seu amado, ela se imanta nesse enlevo, dentro na situação conhecida por “Wili” (fantasma de mulher enganada antes de casar).

No primeiro ato, Giselle, meiga, graciosa, deixa-se ser levada pela pegada de Albrecht, um aristocrata que finge ser camponês, pois ela pensa que ele é um rapaz da vila. Ele usa uma tática taoísta ao fazer com que ela se interesse por ele, não dando em cima dela, como na cena em que aparece ajoelhado num só joelho, com as mãos na testa. Logicamente, os pensamentos dele têm um endereço certo, os gestos não parecem demonstrar. Não importa, o que se pensou entra no campo eletromagnético e atinge o alvo, mesmo não revelado por ações.

Há diferenças sociais entre ambos e para agravar a situação, Albrecht é noivo de Bathilde, a filha do Duque de Courland. Há concorrência em jogo, Hilarion, guarda-caça da vila também está interessado em Giselle e tenta impedir Albrecht de se aproximar dela. Mas, ela prefere Albrecht e festeja a decisão em companhia de suas amigas e companheiros.

Na festa da colheita de uvas, no momento em que Giselle é eleita e coroada a rainha da festa, chega uma comitiva de caças liderada pelo duque, acompanhado da filha. 

Querendo tirar partido, Hilarion, diante dos convidados, revela que Albrecht está noivo de Bathilde, fazendo com que Giselle fique amargurada e entra em desespero, faz uma dança frenética e, aos extremos, passa para o outro lado da matrix. A espada de Albrecht está perto dela.

No segundo ato, a cena é ambientada numa clareira dentro da mata. Quando é meia-noite, Giselle surge rediviva, dançando, fiel ao amor que sente pelo amado que ficou a chorar, lamentando-lhe a falta. Ela revive o amor que sentiu por ele, fazendo eclodir os resultados das ações que realizou.

Na evolução da dança, Gisele pega a coroa de flores que foi depositada em cima da cruz, onde o seu corpo físico jazia. Como tudo é partícula e onda, ela não pegou na coroa de flores partícula, ela pegou a coroa de flores onda, como é comprovado pela ciência, por estar no campo eletromagnético onde ela dançava.  

Nesse cenário da noite escura, surgem figuras com vestidos de noivas para realizar o conhecido baile das “Wilis”, moças que não podem mais fazer o colapso da função de onda por causa da morte física. Almas errantes, elas se encostam nos rapazes que encontram pelo caminho.

Myrtha, a rainha das “Wilis”, parte para cima de Hilarion, atormentando-o e, em seguida, é a vez de Albrecht, mas Giselle corre para ficar perto dele, fazendo com que Myrtha não o toque. Não é dito que o amor faz milagres? Então, é isso que acontece. Quando surge o amanhecer, o baile das “Wilis” se desvanece diante da luz do sol.
 

domingo, 22 de maio de 2016

PAQUITA


Paquita é um balé, apresentado em 2 atos, bem alegre, com exotismo da Espanha, narra a história de uma cigana que salva a vida de Lucien, filho do comandante d´Herville,  numa tentativa de assassinato realizada por Don Lopez de Mendoza, governador da província de Zaragoza.

O balé Paquita tem o livreto de Pierre Foucher e Joseph Mazilier, com adaptação e coreografia de Pierre Lacotte, depois de Joseph Mazilier e Marius Petipa. A música é de Edouard-Marie-Ernest Deldevez e Ludwig Minkus, versão realizada por David Coleman.

No primeiro Ato, a cena se desenvolve numa praça pública onde é inaugurado a placa em homenagem a Charles d´Herville, irmão do general, assassinado em 25 de maio de 1795 pelas tropas de Napoleão Bonaparte.

Comparece ao evento a alta sociedade local que recebe a comitiva do governador, acompanhado da filha Dona Serafina, o comandante d´Herville e filho. Os soldados, após dar o último retoque na placa comemorativa, iniciam uma dança, sob os olhares das donzelas. Quando eles acabam de dançar, as moças entram em cena. Com sorrisos abertos, o casal de noivos Lucien e dona Serafina se ajunta ao grupo de dançarinas e começam a dançar. Encerrada a dança, eles se retiram.

Entra no recinto a cigana Paquita acompanhada de suas amigas, os homens conduzindo uma carroça se aproximam e armam uma tenda. Em seguida, surge Indigo acompanhado de seus amigos ciganos.

Ele dança com Paquita, incumbe a ela a tarefa de passar o pandeiro (passar o pires para arrecadar dinheiro) entre os participantes da festa, mas ela não aceita, ele faz gesto de batê-la, mas ela, com jeito sedutor, acaricia-lhe a face e o pescoço, faz com ele desista da ordem. Então, ele se afasta. 

Em seguida, entra um grupo de mulheres ciganas trazendo um pandeiro em suas mãos, dançando. À frente, está Paquita fazendo despertar a atenção de Lucien que se comove ao se aproximar. O cigano pega o retrato que está no vestido de Paquita e se retira, Lucien vendo isto, diz a ele devolver o retrato a Paquita, é quando o governador se aproxima e pede para Lucien, noivo da filha dele, não se meter nesse negócio. Ele se retira saudando Paquita que corresponde à saudação.

Em momentos distintos, Paquita e Lucien fazem uma dança solo. Quando Lucien termina o solo dançante, está ao lado de Paquita que sorri pra ele, encantada, mas o governador intervém nessa aproximação e o convida a voltar para o lugar onde está Dona Serafina.   

A dança prossegui, agora estão juntos Lucien e Paquita, surge um clima de namoro. Nesse momento, surge o governador conversando com Indigo arquitetando um plano de morte, no gesto que faz com a mão passando no pescoço.

Entrando pelos fundos da casa, disfarçado numa máscara, o governador combina com Indigo a forma de matar Lucien. Indigo mostra-lhe uma garrafa de narcóticos. Ao sair o governador, Indigo cobra-lhe o pagamento do crime, recebendo um pacote de cédulas. Indigo contrata os bandidos para matar Lucien, dando a eles algumas moedas. Paquita presencia tudo. Indigo a ameaça com gestos: se contar, corto-lhe o pescoço.

No jantar preparado por Paquita, ela derruba os pratos, atraindo a atenção de Indigo que vai ajuntar os cascos, no momento em que ele está de costas, ela troca de copos. Eles tomam a bebida.

Paquita diz a Lucien aguardar um pouco, pede pra ele fazer que está dormindo. Quando Indigo vai pra cima dele com o punhal, sente tonteira e cai sonolento. O casal sai da casa e, quando os bandidos chegam para matar Lucien não o encontram mais.

No segundo Ato – Recepção no palácio do general d´Herville, onde comparece a alta sociedade de Saragoza, prestigiada pela presença do governador e a irmã dele, Serafina, noiva de Lucien. Os anfitriões, marido e mulher, dançam, como também o governador e a irmã dele.

No intervalo da dança, surge Paquita, acompanhada de Lucien, denunciando o governador como mandante do crime visando atingir Lucien, salvo por ela. Envergonhado, o governador se retira. No salão, Paquita vê o retrato do general Charles d´Hervilly, pintado a óleo, o mesmo do medalhão que ela usa para lembrar-lhe o pai. Sensibilizada, ela o mostra aos convidados.

As danças alegres prosseguem sem nenhum incidente para o regozijo de todos presentes no salão de festas. O casal Paquita e Lucien dançam nesse clima de alegria. Os convidados participam da festa conduzida pelo general d´Hervilly.

Dentre as inúmeras apresentações do balé, destacamos a realizada no Palais Garnier pela Opera National de Paris, dirigido por Hugues R. Gall, a diretora de dança, Brigitte Lefèvre, a diretora da l´Ecole de Danse, Claude Bessy, com a participação da Orquestra Ópera Nacional de Paris, sob a direção do maestro David Coleman, decoração e costumes de Luisa Spinatelli, maïtre de ballet, Patrice Bart e script de Jocelyne Rivière.

No elenco os artistas: Agnès Letestu (Paquita, uma jovem cigana), José Martinez (Lucien d´Hervilly), Karl Paquette (Inigo, chefe dos ciganos), Béatrice Martel (Dona Serafina, noiva de Lucien), Richard Wilk (comandante d´Hervilly, pai de Lucien), Céline Talon (mulher do comandante), Jean-Marie Didière (Don Lopez de Mendoza, governador de Saragoza), Isabelle Claravola, Murielle Hallé, Aurélia Bellet, Marie-Solenne Boulet, Miteki Kudo, Muriel Zusperreguy, le grand pas, o Corpo de Baile e Primeiros Dançarinos de l´Opéra National de Paris.

 

sábado, 21 de maio de 2016

ESMERALDA


Esmeralda, personagem da obra de Victor Hugo, e, no espetáculo Notre-Dame de Paris – Le Temps des Cathédrales, de Riccardo Cocciante, canta lembrando de sua terra-natal, Andaluzia: “quem poderá dizer quem eu vou amar amanhã, boêmia, boêmia, está escrito nas linhas de minha mão”.

No mesmo espetáculo parisiense, Esmeralda recebe homenagem no canto Belle, de Quasimodo (Garou), Frollo (Daniel Lavoie), Phœbus (Patrick Fiori), Esmeralda (Noa, depois Hélène Ségara), Fleur-de-Lys: Julie Zenatti).

No dualismo humano (certo/errado, bem/mal e outras expressões correlatas), característica da densa consciência planetária que está indo embora, nesta transição planetária, a cigana sofre discriminação por não estar totalmente enquadrada no estereótipo: bela, recatada e do lar.

A manchete “Bela, Recatada e do Lar” surgiu, em abril de 2016, na revista Veja. Isto fez criar uma polêmica com o público como se fosse um vínculo da mulher a padrões que a fazem ficar submissa ou apoderada a valores do passado que repercutem atualmente ou do próprio homem que a tem com direitos adquiridos na lei ou no recinto religioso, conhecidos com o nome de casamento ou união estável. [BELA, RECATADA E DO LAR – 24 de abril de 2016 – blog Fernando].

Por não ter vínculo empregatício, dado à busca de liberdade de caminhar, sem compromissos, a cigana precisa de meios para lhe dar sustento material. Por isso, vemos a Esmeralda dançando com o pandeiro na mão que tem o mesmo significado de passar o pires para recolher dinheiro da plateia e ler as mãos das pessoas.

O ballet Esmeralda, em três atos, de Cesare Pugni, coreografia original de Jules Perrot, igualmente inspirado na obra de Victor Hugo, é realizado completo na Europa e nos Estados Unidos, sendo que em outras partes do mundo, normalmente, é executado as peças relacionadas: Esmeralda grand pas des fleurs, Esmeralda pas de deux, Esmeralda pas de six e Esmeralda Variation.

Vale mencionar alguns artistas que se apresentaram no balé Esmeralda (Ato II):

Grand pas des fleurs: Alexander Volchkov, Maria Allash, Anastasia Yatsenko, Anna Leonova, Artem Ovcharenko, Vadim Koruchkin, Ruslan Skvortsov, Ekaterina Krysanova, Chinara Alizade, Maria Vinogradova, Artem Ovcharenko, Vladislav Lantratov.

Pas de six: Natalia Osipova e Denis Medvedev, Maria Alexandrova e Denis Savin, Uliana Lopatkina e Andrey Ermakov, Jordan E. Long e Julio Concepcion, Yaima Franco e Yosbel Delgado, e Yelena Yeoteyeva e Eldar Aliyev.

Pas de deux: Anastasia Volochkova e Eugene Ivanchenko, Anette Delgado e Joel Carreño, Cecília Kerche e Hernan Piquin, Ekaterina Krysanova e Dmitri Gudanov, Hannah O'Neill e Hugo Marchand, Tamara Rojo e Iñaky Urlezaga, Yuan Yuan Tan e F. Diaz, Maria Alexandra e Denis Savin.

Esmeralda Variation: Agnès Letestu, Ana Sophia Scheller, Kyungmin Kim, Maria Kochetkova, Natalia Osipova, Maria Kochetkova, Meyriane Gonçalves, Miko Fogarty, Stefanija Gashtarska,  Stephanie Santiago, Svetlana Gaida,  Tamara Rojo, Taylor Ciampi, Yeojin Shim.

A comédia musical Notre Dame de Paris, baseada no romance de Victor Hugo, apresenta, em cena lírica, 53 números musicais de autoria de Richard Cocciante (também conhecido como Riccardo Cocciante), dentre os quais sobressai a Ave Maria Païe, letra de Luc Plamondon, interpretada pela cantora Hélène Ségara. O texto enfatiza: “Ave Maria, protège–moi de la misère, du mal et des fous qui règnent sur la Terre.” [AVE MARIA (II) – 18 de dezembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

O que admiramos na cigana Esmeralda é o seu amor à Virgem dos poetas. Quem é esse Virgem? Vale transcrever a forma como foi possível a vinda do filho dela ao planeta Terra:

Jesus, um ser multidimensional para poder encarnar no plano físico da Terra, há 2.000 anos, teve que diminuir muito seu poder de grandeza para adaptar às condições que o planeta pode absorver. Diminuindo, diminuindo até a 7ª dimensão, com o auxílio de Maria que lhe forneceu o ectoplasma, matéria-prima de encarnação da luz no plano de sombras que é este vale de lágrimas. [ANEL DE EINSTEIN – 8 de abril de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A FILHA DO FARAÓ

O balé A Filha do Faraó, em 3 atos, música de Cesare Pugni, livreto de Jean-Henri Saint Georges, Marius Petipa. A fonte literária deste balé é a obra “Le Roman de la Momie”, de Théophile Gautier.  Coreografia de Pierre Lacotte, depois do balé do mesmo nome de Marius Petipa.
Ato 1 – Lord Wilson, arqueólogo britânico, acompanhado do secretário John Bull, está no Egito fazendo uma pesquisa científica. Convidados a visitar a tenda de mercadores, eles participam das boas-vindas e fumam ópio, ficando adormecidos.
No sonho, Lord Wilson vê Aspícia, princesa egípcia, que lhe faz modificar as aparências, vestindo-se como egípcio, adotando o nome de Ta-Hor e John Bull passa a ser Passiphonte.
A situação de Aspícia, por ter morrido há muito tempo, não pode mais fazer o colapso da função de onda. No entanto, ela pensa na indumentária masculina, conhecida em sua época, e revela sentimento pelo status egípcio, o que ela já sentira quando estava viva, vivendo, portanto, de resultados.
Por sua vez, os dois visitantes ingleses, acolhendo a imagem ideoplástica plasmada ao redor da princesa egípcia, adquiriram personalidade egípcia para estar de comum acordo com ela. Se eles não concordassem, não iriam adquirir o status egípcio.
Perto do rio Nilo, há um grupo de mulheres dançando com arco, outro grupo de homens, armado de flecha, se aproxima conduzindo Aspícia num carro de madeira, erguido no ar. Eles estão participando da cerimônia de caça.
Outro grupo de mulheres aparece para oferecer jarras de vinho aos caçadores. Elas saem, ficando apenas Aspícia, acompanhada da serva Ramze que a coloca no leito para dormir. É noite quando saem para dar uma volta, os amigos ingleses encontram à beira do rio um macaco orangotango que logo é afastado do local.
Em seguida, Ta-Hor se aproxima do leito de Aspícia que acorda ao vê-lo e ambos saem em direção do rio numa dança que os envolve em doce enlevo. Os dois estão contentes da vida, Ramze faz gestos para separar os dois apaixonados. As amigas de caça surgem outra vez, dançando nesse clima feliz.
De repente, Aspícia desfalece, algo previsto no que poderá acontecer com os dois. É socorrida pelas servas que, em genuflexo, colocam o joelho para dar sustentação ao corpo adormecido dela, quando chega, numa biga egípcia, o faraó e vê Ta-Hor tocando as mãos da filha. Não gosta da atitude e manda prendê-lo. Ela faz um gesto manejando o arco e o rei compreende que ele salvou Aspícia da morte.    
Ato 2 – Palácio do faraó – O casal Aspícia e Ta-Hor estão juntos, quando chega uma caravana de servos para entregar a ela jóias e pedras preciosas enviadas pelo rei da Núbia. Ela não liga para isso e continua a dançar com o amado. Quando a dança termina, dá o início de uma marcha, o faraó aparece acompanhado de guardas de segurança.
A comitiva do rei da Núbia chega em grande pompa e o faraó a recebe, com muita honra, apresentando a filha ao visitante ilustre. Ela vai ao encontro de Ta-Hor e os dois começam a dançar acompanhados dos dançarinos e dançarinas palacianos.
No momento em que termina a dança, o casal troca beijos, o faraó intercede, fazendo com que as servas envolvam Aspícia com um laço branco, retirando-a do salão. Enquanto isso, os reis trocam de papiros, selando compromisso para casá-la com o rei da Núbia. Meninas vestidas de noivas dançam, continuando a festa.  
No dia do casamento, Aspícia encobre com o véu branco a criada Ramze para ficar no lugar dela esperando o noivo, e foge com o amado. Quando o faraó chega descobre o disfarce e manda os soldados à procura do casal.  
Ato 3 – Uma cabana à beira do Nilo – O casal foragido participa da vida dos pescadores que o acolhe. Dançam, depois saem para pescar no rio Nilo, levando os amigos Ta-Hor e Passiphonte.
Aspícia fica sozinha na cabana, é quando o rei da Núbia chega ameaçando-a de morte, caso não vá com ele. Desesperada, ela corre em direção do rio e se joga na água. Em viagem astral, ela visita um recanto paradisíaco habitado por seres protetores do Egito. Há uma festa em sua homenagem, onde ela dança ritmos sagrados.
Ao regressar ao palácio, Ta-Hor é trazido acorrentado diante do faraó. Aspícia conta ao pai que o rei da Núbia ameaçou-lhe de morte e a levou ao desespero. O faraó expulsa do palácio o rei da Núbia que sai reclamando e mostra-lhe o papiro do acordo nupcial.
Ela pede ao pai libertar Ta-Hor, mas o faraó nega-lhe o pedido. Desesperada, ela corre, sentindo depressão, corpo tremendo de dor. O faraó volta atrás e permite o casamento de Aspícia com Ta-Hor. Um grupo de dançarinos e dançarinas faz a festa. O casal dança comemorando a liberdade.
Com a presença dos artistas Carlos Vereza (cinema, teatro e televisão), Ruth Lima (balé e coreografia), Fernando Pinheiro (literatura) e de vários jornalistas, o Banco do Brasil prestou homenagem ao funcionário Tomás Santa Rosa, um dos mais importantes cenógrafos brasileiros, em solenidade realizada, em 21/12/1993, no Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro, com o lançamento da obra A vida ilustrada de Tomás Santa Rosa, por Cássio Emmanuel Barsante, Edição Bookmakers – Arte e Ideias, Produções Culturais Ltda., patrocínio da Fundação Banco do Brasil. [in HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro].
O balé A Filha do Faraó é apresentado pelo Corpo de Baile e a Orchestre of the State Academic Bolshoi Theatre of Russia, sob a direção musical do maestro Pavel Klinichev, com nova versão da partitura de Alexander Sotnikov, com produção de Pathé Live, trazendo as estrelas: Svetlana Zahkavora (Aspícia), Nina Kaptsova (Ramze), Ruslan Skvortsov (Lord Wilson/Ta-Hor) e Denis Medvedev (John Bull/Passiphonte).   

quinta-feira, 19 de maio de 2016

SEXO & NEURÔNIOS


Segundo Francesco Bianchi-Demicheli e seus colegas da Universidade de Genebra, a falta de desejo sexual na mulher pode ser indicativo de disfunção de certos circuitos neurais, informação publicada pelo jornalista Damien Mascret – Le Figaro – Paris, 13 de fevereiro de 2012. Esta análise foi testada pela ressonância magnética funcional (ação das imagens no cérebro).
Quanta bagagem de detritos mentais foi acumulada ao longo da vida em hábitos que continham a antimatéria (medo, desamor, saudades aflitivas de amores que partiram, sentimentos de culpa que engendram comportamentos depressivos e outros lixos mentais), tudo isso fervilhando em pensamentos, por ser energia, causando circuitos que destroem neurônios! Em consequencia, o sistema imunológico é afetado e a doença se instala de vez [DEMÊNCIA PRECOCE – 07 de setembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Surgem a cada dia no mundo novas formas de relação entre os casais: casamento aberto quando há conivência entre o casal em manter uma relação extra, uma de cada vez, fora do recinto comum em que ambos vivem, poliamor quando essa conivência é mais ampliada no número de parceiros, e o “free pass” (passe livre) para ter amantes, quantos forem possível, ideia surgida na Inglaterra.
A relação do casal está atolada em decepções e burocracia, ela aparenta cansaço de viver junto com ele que tem dependência dela nas decisões familiares. Nick brinca com a Meg com insinuações que levam à intimidade, mas ela reage quando o clima está mais quente. Há uma rejeição nos avanços sexuais do marido. [UM FIM DE SEMANA EM PARIS – 20 de janeiro de 2016].
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos. [PÉGASO (XXXIV) – 15/10/2015] – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Com relação ao amor, somos a favor da manutenção do sentimento que se passa no coração de cada um que está amando, como aconteceu com Nikiya, a bailarina do templo hindu que se manteve fiel a Solor, o guerreiro, mesmo diante da presença do Rajá que arrumou o casamento de Solor com Gamzatti, a filha dele. Investida sexual ela teve, mas a recusou, tudo isto faz parte do balé Bayadère, música de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, encenado em três atos.
Mordida pela serpente, Nikiya retoma a dança em gestos lânguidos, quase a desfalecer. Um minuto depois, ela cai, o sacerdote brâmane ordena com um gesto a todos os convivas  virar de costas, e se aproxima da dançarina, oferecendo-lhe o antídoto contra o veneno em troca de favores de pertencimento. [NIKIYA VARIATION – 27 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor] 
Ter muitas mulheres é sinal de prestígio na Índia e na China, brâmane é a casta mais elevada da sociedade hindu. Ela se recusa a tomar o antídoto, levanta-se e, ao recomeçar a dança, cai desfalecida e morre. Quando ela cai no chão, Solor deixa o lugar de honra onde se encontrava, ao lado do Rajá e da filha, e vai ficar junto à desfalecida, com um abraço a mantem junto ao peito. A cena do 2º ato é fechada. [NIKIYA VARIATION].
Assistimos ao surgimento de um novo relacionamento de casais – casamento branco – destituído de união estável, onde se caracteriza a falta de realização de um acervo comum, mútua assistência, e afectio maritalis. Para muitos, sexo e amizade, ou amizade colorida. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O amor fomenta energias que atingem o campo dos neurotransmissores na parte cerebral e repercute nos níveis emocional e corporal, dando equilíbrio a todas as funções orgânicas, inclusive a genital. A mulher tem o direito de viver a sexualidade [ALÉM DA LOUCURA – 3 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina. [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em frequência de onda revestida de incerteza e de desencantos há uma predisposição orgânica para uma disfunção que atinge a célula, depois o órgão, instalando a doença. A saudade pode ser benéfica ou maléfica (dualismo humano) dependendo como a encaramos. No primeiro caso, há um doce enlevo encantando-nos a alma, o coração, o nosso ser profundo que emerge para resplandecer a luz. [EN ARANJUEZ CON TU AMOR – 7 de outubro de 2014].
Vale transcrever as palavras sábias do tribuno Divaldo Pereira Franco que menciona a atuação de Jesus junto aos doentes, contidas na crônica NUDEZ VIOLENTADA – 6 de maio de 2014 – Fernando Pinheiro, escritor:
“Ele sempre interrogava para criar essa empatia do doente que desejava porque ao desejar havia uma interrelação psicofísica em que os neurônios cerebrais produziam fótons que eram absorvidos pelo sistema nervoso central transferidos a glândulas endócrinas e repassados ao sistema imunológico pela força do pensamento.” (1)
(1) DIVALDO PEREIRA FRANCO – A Transformação do Homem na Era da Regeneração, link no Youtube, publicado em 05/07/2013 – palestra proferida ao ensejo da realização do I Congresso Espírita Alagoano.
Os circuitos do desejo sexual no cérebro estão sendo localizados e decifrados pela comunidade científica. A recomendação dos sexólogos aos pacientes é tentar recordar lembranças amáveis que tiveram no tempo em que estavam mais ligados na relação íntima, fazendo despertar em cada um deles a confiança e a tranquilidade do momento em que ambos estão vivendo.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

PORNOGRAFIA


Prestigiando o Festival de Cannes – 2016, a atriz Susan Sarandon, em plena forma de beleza, acompanhada de Naomi Watts, disse que, quando estiver aos 80 anos, irá produzir filmes eróticos na versão feminina [The Telegraph]. Isto deu a entender o que existe, no mercado pornográfico, é uma versão machista do sexo.

O que a pessoa pensa denota o tipo de companhia que tem  ao redor. Aquele que tem o hábito de ver filmes pornô, pensar em mulheres mundanas, certamente estará acompanhado de almas errantes que lhe sugarão suas forças, vampirizando-o. Essas emanações psíquicas o fazem ficar doente, não dorme direito, com insônia e com pesadelos horríveis. [ALÉM DA LOUCURA – 03 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

No clima em que o cinema revelou pornografia velada em cenas do filme Eyes Wide Shut, dirigido por Stanley Kubrick nos idos de 1999, tendo como elenco Tom Cruise (Bill Harford) e Nicole Kidman (Alice Harford), à época marido e mulher no filme e na vida real, transcrevemos textos de crônicas pertinentes: 
Bill vai à mansão onde está o pianista tocando, diz na recepção a senha exigida e assiste a uma cerimônia secreta que aparecem pessoas mascaradas e um grupo de mulheres usando apenas uma calcinha, abordando os homens, seduzindo-os. Esse ritual faz-nos lembrar os babilônios evocando a deusa Ishtar que promovia, entre eles, saúde e fecundidade.
Uma das mulheres se aproxima de Bill e lhe diz para sair dali o quanto antes, enquanto há tempo. Ele não sai e anda nos corredores investigando o que se passa. É descoberto, como estranho do grupo, e quando é obrigado a tirar a máscara e a roupa, a mulher pede ao grupo libertá-lo, assumindo ela a culpa dele. Bill é libertado e volta à sua casa onde a esposa estava dormindo na cama.
Ela tivera um sonho, uma viagem astral ou expansão da consciência, acompanhando o marido em aventuras amorosas. Ela mesma teve uma aventura, seduzida para fazer amor com quem não queria.
No outro dia, depois que Bill devolveu a roupa de aluguel, volta à residência e encontra a máscara que ele usou, naquela mansão de ritual babilônico, em cima do travesseiro, ao lado da esposa que dormia. Ele chorou arrependido nos ombros dela. (...)
Enquanto o ser humano não tiver aflorado a transparência que está em seu ser profundo, viverá sempre mergulhado nos mistérios. Isto o levará a caminhadas por lugares onde pode lhe trazer complicações, como aconteceu com o personagem Bill, vivido pelo ator Tom Cruise.
A esposa de Bill, na mesma situação, seguiu as pegadas dele, não em estado de vigília, mas em sonho onde esteve em lugar estranho que ela não identificou na vida real. Seduzida pelo clima de aventura, ela deixou-se também ser envolvida e se arrependeu de ter feito amor com um estranho. Em ambos, lágrimas rolaram. O amor de ambos suplantou tudo. [DE OLHOS BEM FECHADOS – 10 de outubro de 2015]
A maioria das pessoas nem sabem que há seus simpatizantes “mortos” ou vampiros, encostados em cima delas por onde elas vão, nesses lugares onde precisam se alimentar com as emanações do álcool e com as energias que estão situadas na zona erógena de cada uma delas. Assim, essas mulheres não conseguem mais gozar porque o gozo é do morto que não está morto, vivendo em sofrimento do outro lado da matrix. [GINECEU – 15 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Para não perder essa fonte de abastecimento, o vampiro invisível, a maioria de forma ovoide, fica incrustado na região perineal da mulher, onde pode sugar as energias do coito. Se ele estiver em melhores condições no mundo astral inferior, deixa um chip onde esteve e recebe pela ressonância magnética todas as atividades sexuais da mulher. [GINECEU – 15 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No mundo em que a beleza se revela em cores e nuances, no plano astral, as mulheres se apresentam bem vestidas denotando uma sensualidade que não está mais ligada à morbidez que os pensamentos lascivos produzem. Os decotes de vestidos emoldurados por pensamentos sublimes não dá lugar à languidez mórbida que, comumente, são apreciadas as mulheres em desfile erótico.
A própria indústria pornográfica acompanha o mercado que se modifica à proporção em que as pessoas não desejam ver mais cenas deprimentes onde o sexo é explícito. Aliás, essa indústria está abolindo o costume de aparecer as zonas erógenas dos parceiros envolvidos.
O corpo da mulher é muito bonito e sedutor e, em hipótese alguma, pode ser usado para denegrir a imagem sublime que temos do amor, mesmo material, onde o corpo se manifesta em enlevos sublimes.
Acreditamos ser esta a visão feminina da atriz Susan Sarandon em que usa sempre vestidos com decote que mostra seus dotes artísticos, na aparição em público, linda, sempre linda, destaque tanto na tela como em festivais de cinema.
O jornal The Telegraph – 18/05/2016 abre a manchete: “Susan Sarandon quer mudar a indústria pornográfica”, ela declarou: “a maioria da pornografia é brutal e não parece agradável do ponto de vista feminino”. A atriz tem 69 anos de idade, ainda falta uma década para os planos dela entrar em ação, até lá muitas águas vão rolar debaixo da ponte.  

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

INFINITAS POSSIBILIDADES


Depois dessa pequena esquina galáctica, o que existe? Espaço, espaço e mais espaços, pois na teoria quântica o Universo é constituído de infinitas possibilidades. A realidade última ainda não foi alcançada, embora haja inúmeros experimentos que atestam a grandeza sideral que nos cerca. [ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (II) – 14 de setembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro].
Infinitas possibilidades do universo, na teoria quântica, são igualmente possibilidades do ser humano construir o seu futuro, esses recursos estão em todos os setores da vida planetária, inclusive nos esportes.
Com a narração de Cleber Machado e comentários de Júnior Cigano, ex-campeão dos pesos-pesados da UFC, a TV Globo transmitiu, na noite do dia 14 de maio de 2016, as lutas da UFC 198, na Arena da Baixada, em Curitiba –PR.
Assistimos Stipe Miocic vencer Fabrício Werdum por nocaute aos 2min47s do 1º round e Ronaldo Jacaré vencer Vitor Belfort por nocaute técnico aos 4min38s do 1º round. Na luta peso-pesado Maurício Shogun x Corey Anderson houve dois lances que nos chamou a atenção:
Quando o comentarista Júnior Cigano disse, num determinado momento em que o brasileiro Shogun estava agarrado por Anderson, naquela posição, o Anderson tinha muitas possibilidades de derrubar Shogun. Não deu outra, o Shogun caiu e, nas defesas de queda, conseguiu se levantar e fazer a torcida se levantar também. Isto aconteceu duas vezes, durante a luta. O brasileiro venceu por pontos.
Ainda no card principal, na categoria peso-médio, Ronaldo Jacaré venceu Vitor Belfort por nocaute técnico e a brasileira peso-casado Cris Cyborg  (categoria entre o peso-galo e o peso-pena), fazendo estreia no UFC, venceu por nocaute a americana Leslie Smith. Por último, na categoria peso-meio-médio, o americano Bryan Barberena venceu o brasileiro Warlley Alves, por decisão unâmine. [Globo – 14/05/2016].   
A consciência está em tudo e não se extingue nunca, pelo contrário está em expansão como o próprio universo, pois é vida atuante em todos as dimensões, quando chega na área humana vale citar o artigo O Velho Mundo, de Divaldo Franco, publicado em 05 de maio de 2014 no jornal A Tarde, Salvador – BA: “nunca é possível fugir-se da consciência vigilante, mas que, de quando em quando, permanece entorpecida”.
Mais uma vez, o mundo de Morfeu vem salvar o mundo dos mortos-vivos, o mundo dos entorpecidos por pensamentos que entram em atrito com a natureza, no filme Matrix o guia Morfeu respondeu a aflitiva pergunta do hacker Neo: “meus olhos doem... Por quê?”. [ESTRUTURAS PARTICIPATIVAS (II) – 08 de outubro de 2015].
Na interpretação da linguagem dos sonhos, Carl Gustav Jung disse que neles existem entidades misteriosas como se fossem amigos desconhecidos revelando sobre o nosso bem-estar fundamental “que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta”. [O MUNDO DE MORFEU – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 10 de março de 2013].
No plano extrafísico, onde temos a nossa origem e destino, ocorre também esse caminhar de caravanas, mas ficam estacionadas em determinado lugar por falta de forças para prosseguir ou porque injunções superiores a suas forças as impedem de avançar em outras direções, esta é a maior parte dos habitantes da Terra que chegam por lá nas mesmas condições em que viveram no plano físico. [A CARAVANA – 8 de setembro de 2015].
Nas andanças astrais narradas na Série Pégaso (I a XXVI), visitamos esses lugares aprisionantes onde vimos pessoas sem condições de sair, isto porque não podem mais fazer o colapso da função de onda, atributo exclusivo de quem vive em corpo físico. Isto nos faz despertar a ver a oportunidade valiosa que temos em viver em experiências que nos apresentam difíceis. [A CARAVANA – 8 de setembro de 2015].
Nos campos mais sutis há migrações para roupagem carnal, principalmente para o reajuste ou a sintonia da frequência harmônica que está intrínseca em cada um dos seres humanos, mas ainda necessitada de ser despertada e interagida com o ambiente adequado para prosseguir a caminhada. [ROTAS DE MIGRAÇÃO – 27 de outubro de 2015].
Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação. [A BARCA DE CARONTE – 15 de outubro de 2015].
Enquanto o ser humano não tiver aflorado a transparência que está em seu ser profundo, viverá sempre mergulhado nos mistérios. Isto o levará a caminhadas por lugares onde pode lhe trazer complicações, como aconteceu com o personagem Bill, vivido pelo ator Tom Cruise. [DE OLHOS BEM FECHADOS – 10 de outubro de 2015].
Com jeito de quem vai contar algo revelador, para não assustá-lo, lhe disse com brandura: “eu soube que este lugar é para quem já morreu.” Ele ficou pensando com a atitude receosa de se defrontar com a realidade. [PÉGASO (XLVIII) – 22 de abril de 2016].
Tudo se interliga através da ressonância magnética, os pensamentos estão carregados de átomos possuindo densidade, coloração e velocidade, as dimensões estão interligadas e não há separatividade, competitividade no universo, isto só acontece neste paradigma dissociado que está indo embora do planeta. [MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nos voos da ciência, ficamos a imaginar que não há distância que não pode ser vencida, como no emaranhamento quântico que comprova elétrons que se interagem, até bilhões de milhas de distância, “o que implica alguma forma de comunicação entre eles mais rápido do que a velocidade da luz” [The Telegragh – 19 Aug 2015].
Infinitas possibilidades chegaram até à televisão como anúncio para vender carros, numa estratégia que conquista os compradores e dá aos espectadores a possibilidade de pensar em algo além do que já existe de promessas conquistadas. No anúncio a mulher já comprou o carro.
Quando o Júnior Cigano disse que, naquele emaranhamento de braços na luta Maurício Shogun x Corey Anderson, teria possibilidade do brasileiro cair, ele caiu, segundos depois, mas se levantou para prosseguir a luta e ganhar por pontos.
Assim é tudo que acontece em nosso mundo íntimo, pensou-se em algo e algo acontece, não é mágica, é realização, é átomo correndo em endereço astral nesses voos da ciência que imaginamos da existência real. O que não pode acontecer é a dúvida, o medo que anula tudo que pensamos realizar.
Sigamos com leveza e tudo virá como tem que vir, não há expectativa, há certeza porque o tempo anda e andamos juntos na direção que pensamos seguir e estamos seguindo, hoje e sempre.

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sábado, 14 de maio de 2016

OTIMISMO DE INOCENTE


Narrado na série Pégaso um sonho manifestado em viagem astral foi revelado num ambiente repleto de pessoas que exerceram função executiva numa grande empresa nacional.
Por duas vezes, percorri um corredor superlotado de pessoas em atitudes isoladas, na mesma expectativa de algo que estava para acontecer, mas não tinham o conhecimento do que seria. Mulheres bem vestidas, à moda Chanel, não deixavam transparecer um ar de sedução, pois o momento não era de doação de si. [PÉGASO (XLVIII) – 22 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  
No recinto estavam também algumas funcionárias  conhecidas de passagem, nos corredores ou nos elevadores, era a oportunidade que se estendia embelezando caminhos. A propósito, aproveitando a condição de domínio público da poesia de Raul de Leoni (1895/1926), para transcrever o soneto História Antiga que, de alguma forma, era pertinente à situação:
No meu grande otimismo de inocente, 
Eu nunca soube por que foi... um dia, 
Ela me olhou indiferentemente, 
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...
Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la, 
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa, 
Mas que é tarde demais para dizê-la...
Quando foi revelado ao funcionário da empresa, que serviu no exterior, o que estava acontecendo naquele ambiente mergulhado na expectativa, as mulheres também tomaram conhecimento da situação e começaram a entender que já não havia mais o colapso da função de onda, passando a viver todos elas de resultados.
Um pensamento solto no ar é percebido por todos ao mesmo tempo e a mesma situação dele de indagação sobre o ocorrido passou a ser também a de todas as mulheres que conhecíamos de vista, quando estávamos trabalhando na mesma empresa.
Na trajetória terrena, não devemos depreciar nenhum momento e nenhuma pessoa que nos chega como mensagem que faz parte de nosso enredo em comum, mesmo que não seja reconhecida por quem vive em outra faixa de rolamento da estrada.
O destino criado por nós, em momentos de decisão, é a nossa marca registrada que fica no astral, tanto em nós como no campo magnético onde estão os nossos pensamentos atestando quem somos nós.
Assim quando pensamos, estamos irradiando coloração compatível com o nosso mundo interior, numa aura que sobressai cores de variados matizes, nessa irradiação estão as nossas possibilidades de caminhar, viajar a mundos felizes, onde é sempre o nosso destino, destino de toda a criatura humana, mais cedo ou mais tarde, essa compreensão ficará bem clara e à vista de todos.
A descoberta pelos cientistas David Bohm e Stewart Wolf de que os pensamentos repercutem no sistema imunológico da criatura humana já denota o que se expande do nosso mundo íntimo que se interliga com o que atrairmos por afinidade, na mesma frequência de onda. Isto não se restringe apenas no campo físico, tem repercussão no campo astral, até mesmo quando cessar o colapso da função de onda, recurso empregado somente quando vivemos na matéria.
A afirmação do psicólogo Rollo May (1909/1994) de que o ser humano, vivenciando o vazio existencial derivado de incursões na sexolatria e no consumismo, tende a cair em depressão que repercute no ambiente em que vive, alastrando-se em espaços comuns, tanto no trabalho como na família.
O otimismo de inocente do poeta petrolitano já denota que um dos pilares (simplicidade, humildade, transparência e alegria) de que vimos falando neste espaço da mídia, está nesta apreciação de valores que se eternizam aqui e por onde estivermos em corpos sutis.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

AS PLANTAS DORMEM


A aura das árvores ou mais precisamente alma das árvores, existe, assim como existe alma dos ventos, esse fluxo de energia que narramos em crônica de 14 de abril de 2016:

Assim como a concha do fundo do mar esconde a pérola que será exposta no momento oportuno, o coração do homem possui segredos que serão revelados em idêntica situação.

O tempo corre em espaços matemáticos. Na precisão de um segundo, a flor se abre um pouco mais, o relâmpago desencadeia as chuvas, o pulo das aves sacode pólens de flores.

E qual hora do homem realizar seus sonhos, se ainda não sabe prever em um segundo antes a manifestação do relâmpago nem ver a flor se abrindo em tão pouco tempo e ainda está muito longe de determinar o gesto que antecede ao voo dos pássaros?

A natureza se expandindo nele mostra a hora da sede, do sono, do acordar sem que ele tenha necessidade de recorrer a outros meios.

As aves e os animais, no instinto da conservação, têm esses meios que dão equilíbrio em suas vidas, mergulhadas inconscientemente nas forças do universo.

A alma dos pássaros ou a energia dos pássaros desperta no homem o voo de suas melhores energias. A alma dos rios a vontade de correr, a alma dos ventos o sonho de desfilar na imaginação dos amores que encontra no caminho.

Há movimentação constante de forças criando o destino de futuras flores, ainda inseminadas nos pólens de árvores que os pássaros sacodem; há energias mentais, que se cristalizaram nos sorrisos e na ternura, construindo o sonho dos amores numa vida em comum. [ALMA DOS VENTOS – 14 de abril de 2016].

Em pesquisa levantada por cientistas europeus, usando scanners de laser, foram observadas as mudanças que revelam uma sonolência noturna em árvores. [Frontiers in Plant Science].

A perda da pressão de Turgor, diminuição na pressão interna de água dentro da árvore, foi a justificativa dos pesquisadores para esclarecer o adormecimento nos galhos e ramos, ocorrido à noite, como forma de manter a conservação de energia da fotossíntese ocorrida no período de luz solar, durante o dia. As plantas dormem.    

A catarse ocorre também em outros ambientes de tratamento espiritual, inclusive nos sonhos quando estamos eliminando substâncias tóxicas que estavam em nossos corpos, tanto físico quanto do duplo etérico, agora reconhecido pela ciência de que todos têm o duplo. [NOIVADO DE NELITA – 3 de outubro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

Através da matéria condensada ou das emanações psíquicas, a energia está em tudo, como em tudo existe a informação expressa, desde os reinos da criação (mineral, vegetal, animal) em simbiose que não se desvincula porque a energia  criada por nós e dos seres, que mantemos contato, passa a ser a marca do nosso viver e dos seres assimalados que estão em outras andanças siderais.

Os animais pensam e até sonham, como verificado pela ciência, e até se comunicam com as pessoas através da vibração, isto quer dizer que a percepção é notada independente da própria presença do local onde estão, fantástico, não é? O sonho dos animais é ser gente, assim como a gente “sonha” em ser anjo ou ser multidimensional. [DEFESA DOS ANIMAIS – 1/10/2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 1/10/2013].

Enquanto o homem não se alinhar com o fluxo da natureza onde estão as árvores e todos os seres vivos da natureza nesta dimensão que se interliga com outras dimensões, o homem estará vagando em busca de si mesmo que também está não apenas nos outros semelhantes mas em tudo que vive e respira. As árvores também respiram e tem até círculo circadiano.

As pessoas possuem horário biológico ou ritmo circadiano e quando o ritmo é alterado consequências surgem denotando graves danos à saúde, diminuindo o sistema de defesa e se instalando doenças como diabetes e esquizofrenia. [PRIVAÇÃO DO SONO – 10 de setembro de 2015].

Quando as pessoas tocam nas árvores, está recebendo algo salutar que a ciência descobriu existir, assim como está descobrindo que as árvores dormem.

 

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

LUA & PLANETAS


A lua é fonte de inspiração de poetas, prosadores e compositores. As serenatas ao luar aí estão no canto dos seresteiros e cantores líricos da música de todas as nações, em todos os tempos e em todas as épocas que o passado faz voltar ao presente nesse ritmo que atualiza os sentimentos humanos em corpos febris.
Revêrie, adágio de concertos, ária de óperas, réquiem, ave-maria de autores diversos, sinfonias em que há movimentos acentuados de suavidade e arrebatamento, levam-nos também a doces encantos com o despertar da libido que não se restringe à zona erógena.
A suavidade que se derrama sutilmente da lua chega-nos em momentos de deleite que nos estimula a apreciar a vida em aspectos que a engrandecem. Onde dormimos, em noites de lua cheia, a claridade vem perpassada entre árvores que fazem balançar folhas em brisas suaves.    
Em viagem cíclica, o planeta Mercúrio, o mais próximo do sistema solar, foi objeto de estudo, em 07 de novembro de 1677, do astrônomo Edmond Halley que percebeu que a medição da distância entre a Terra e o Sol pode ser verificada nesse alinhamento, assim como pelo trânsito do planeta Vênus, o 2º mais próximo do Sol. Em 09 de maio de 2016, a configuração dos astros revelou o trânsito do planeta Mercúrio numa distância mais próxima entre a Terra e o Sol.
Na crônica VÊNUS, post de 03 de março de 2016, do blog Fernando Pinheiro, escritor, mencionamos em 3 parágrafos as dificuldades de aterrissagem no planeta venusiano: 
Devido à alta temperatura que ultrapassa 470ºC, Vênus é o 2º planeta mais próximo do Sol. Nenhuma sonda consegui, por muito tempo, resistir à tamanha temperatura, sempre terminam destruídas. Em 1º de março de 2016 completou ½ século da 1ª aterrissagem em outro planeta fora da Terra pela sonda soviética Venera 3, mas devido à falha técnica não houve informação sobre a superfície de Vênus.
Mesmo nessa situação desfavorável de chegar à superfície de Vênus, em 1982, as sondas russas Venera 13 e 14 conseguiram transmitir as primeiras imagens venusianas envolvidas numa atmosfera de dióxido de carbono: “uma paisagem desolada cinzenta e marrom formada por rochas de basalto” [El País – 01 de março de 2016].
Atualmente, a única sonda que está em órbita de Vênus é a Akatsuki, de nacionalidade japonesa, lançada em maio de 2010, planejada para orbitar numa distância de 300km e 80.000km, devido à temperatura de 462ºC [O Globo – 08/12/2015].
Se em Vênus a temperatura ultrapassa a 470ºC, em Mercúrio, por estar mais próximo do Sol, a temperatura é muito mais superior, sendo que exclui qualquer possibilidade de uma aeronave terrestre chegar até em sua superfície.
Devido à elevada temperatura que destruiu sondas russas, como é possível a vida inteligente em Vênus, é o que naturalmente podem perguntar os eleitores. Realmente, é impossível o ser humano neste corpo físico chegar até lá, mas em corpos sutis pode viver em Vênus, ou mesmo em outros planetas. [VÊNUS – 3 de março de 2016].
Assuntos da lua (visão poética) e dos planetas são objetos de nossa observação, conforme publicados em crônicas, sendo que o nosso carro-chefe é a transição planetária. Vale mencionar:
A dança da lua – 01/12/2013, A transição planetária – 21/11/2012, Amores venusianos – 13/09/2013, Anel de Einstein – 08/04/2015, Astronomia – 18/01/2014, Descobrindo mundos – 15/03/2015, Descobrindo mundos (II) – 25/02/2016, Fly me to the moon – 13/10/2013, Lua branca – 30/07/2012, Lua de sangue – 15/04/2014, Lua ensolarada – 28/06/2012, No mundo da lua – 01/01/2014, O alinhamento das Plêiades, Sol e Lua – 03/12/2012, O exoplaneta magenta – 07/08/2013, O nosso mundo – 03/03/2013, O planeta Vênus – 02/12/2012, O quinto elemento – 23/06/2012, Ocultação de Vênus – 09/09/2013, Ondas gravitacionais – 30/11/2013, Quadrante T – 14/11/2013.

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