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sábado, 23 de abril de 2016

PÉGASO (XLIX)



Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas. [INEFÁVEIS MOMENTOS – 11 de novembro de 2015 –blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
O local onde cheguei era um salão repleto de pessoas vestidas a caráter como se fosse uma solenidade festiva de homens ilustres e era, realmente. Ao chegar, reconheci o compositor que tinha visto apenas em fotos de jornais, revistas e no Youtube, com aspecto agrádavel de quem é admirado por todos.
O compositor cruzou o salão e ficou, ao lado de mim, conversando com um colega de ofício. Seria impossível conhecê-lo pessoalmente, pois as atividades dele atualmente, na idade avançada em que vive, se concentram na Europa. Ele estava em viagem astral como eu também estava, ali naquele local.
Quando há afinidade em que o amor está presente, não há barreiras que impedem a aproximação. No plano físico, esta aproximação seria impossível, não apenas pela dificuldade de estar juntos por diferentes motivos, inclusive pela desigualdade social que estipula condições de ficar apartado. 
Dirigi-me a um ex-colega de trabalho que vive no plano astral, depois de desempenhar elevadas funções burocráticas, a quem tive a honra de servi-lo como um aprendiz que está começando a trabalhar e saber das coisas da vida. Perguntei a ele como é o nome deste local e quem são essas pessoas ilustres? Ele respondeu: acadêmicos do Tibiri. Era uma concentração de pessoas num recanto feliz, assim como existe o Shangri-la, uma colônia erguida no astral, acima das montanhas asiáticas.
Segundo Frei Vicente do Salvador, autor da obra História do Brasil (1626), Tibiri, palavra indígena, significa “rio do sepultado” ou “rio da sepultura”. [Wikipédia, a enciclopédia livre]. Isto vem comprovar que os chamados “mortos” também recebem visitas do “vivos”, assim também em sentido em contrário, aqui no plano físico.
Em crônicas anteriores, está escrito que, depois da morte, não há mais o colapso da função de onda, passa-se a viver de resultados. Assim, quem partiu em desencantos irá encontrar os desencantos que semeou.
Mas, como também, naquela situação, se vive de resultados, cabe ao regressante do plano espiritual modificar esses desencantos, não fazendo mais o colapso da função de onda, mas evocando os momentos felizes em que viveu. Essa vivência do passado, registrada em sua memória indestrutível, é o registro akáskico dos orientais ou o livro da vida dos ocidentais, ou, na maneira apropriada de Carl Gustav Jung, o inconsciente coletivo.
Lembrei-me do amigo que partiu do plano físico, quando desfrutava de prestígio e admiração de todos os colegas na diretoria de câmbio do grande banco que abriu suas portas para o público, nos idos 1854, e nunca mais fechou. “... a instituição com que queremos dotar o País há de ser fonte de muitos benefícios” – Deputado Lisboa Serra (PL/MA – 1848/1855), o presidente-fundador do Banco do Brasil – in HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br    
Evocando essas lembranças felizes, ele se recompôs do desencanto que sofreu ao perder a comissão de alto executivo, sabendo o que é da Terra, fica na Terra. Agora feliz, ele estava junto aos pares assimilados onde a beleza está presente. Mais uma vez, senti-me feliz de encontrá-lo revigorado num ambiente acolhedor e de muitas emanações de luz.
Ele me perguntou, com alegria, e você para onde vai? Vou ainda a outro encontro, depois seguirei rumo a Europa, respondi. Como já sabem, pode-se viajar de duas maneiras: primeiro indo, em milésimos de segundo, a qualquer lugar do planeta ou alhures, ou pegar um avião à moda terrestre e ficar viajando o tempo que quiser, de acordo com a escolha.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PÉGASO (XLVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
O lugar estava repleto de pessoas, todas elas eram homens e mulheres que exerceram função executiva numa grande empresa. Era como naqueles momentos em que antecedessem a um evento que se passaria em algum lugar concentrado de pessoas como num auditório que abriga uma plateia.
A expectativa estava no ar em particular para cada um dos participantes, pois não se comunicam entre si, numa atitude egocêntrica de quem não quer perder o cargo, só em pensar  em transmitir informações do seu serviço executivo aos subalternos. Não era que a empresa estimulasse essa atitude, aliás já havia cursos para administradores.
Por duas vezes, percorri um corredor superlotado de pessoas em atitudes isoladas, na mesma expectativa de algo que estava para acontecer, mas não tinham o conhecimento do que seria. Mulheres bem vestidas, à moda Chanel, não deixavam transparecer um ar de sedução, pois o momento não era de doação de si.
Aproximei-me de um executivo que conhecera de vista na empresa e demonstrei atitudes de companheirismo, pois isto ele nem queria saber, pois a egrégora reinante era de egocentrismo, em palavras mais acessíveis, cada um por si.
Em seguida, dirigi-me ao final do ambiente, de aspecto limpo como era o ambiente de trabalho que todos estavam acostumados a conviver. A empresa tinha prestadores de serviços que faziam a limpeza nas salas, nos banheiros e nos corredores, com guardas-de-segurança que os protegiam.
No final de uma rampa que dava acesso ao gramado verde, pude ver um muro branco que me fazia lembrar muro de cemitério, denotando um percurso que eles tinham feito antes de estar lá e nem sabiam.
No caminho de volta, encontrei-me com o executivo que tinha servido à empresa no exterior, depois do tempo em que nos conhecíamos no trabalho, aqui no Brasil, e demonstrei atitudes de confiança na vida que era propósito de todos nós, desde antes daquele momento.
Com jeito de quem vai contar algo revelador, para não assustá-lo, lhe disse com brandura: “eu soube que este lugar é para quem já morreu.” Ele ficou pensando com a atitude receosa de se defrontar com a realidade.
Em seguida, alcei voo e fiquei a imaginar que ele agora estava se defrontando consigo mesmo na medida de suas possibilidades cognitivas e, quem sabe, com vontade de ouvir um pouco mais do que eu lhe poderia oferecer. A chance se esgotou e o tempo correu.
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda. PÉGASO (XL) – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Não tive conhecimento da situação de outras pessoas naquele recinto, mas sei que o despertar da realidade estava a caminho, apenas a minha mensagem foi revelada, com êxito, ao executivo que eu conhecera de longe, no passado, no recinto de trabalho na empresa que servi por 3 décadas.
Pela barca de Caronte, na mitologia grega, passam os passageiros que vão ficando pelas margens do rio, o destino cabe-lhes o mérito quando estiveram fazendo o colapso da função de onda.
Vale mencionar textos da crônica A CARAVANA – 08 de setembro de 2015 na qual elucidamos circunstâncias similares, a seguir: 
No plano extrafísico, onde temos a nossa origem e destino, ocorre também esse caminhar de caravanas, mas ficam estacionadas em determinado lugar por falta de forças para prosseguir ou porque injunções superiores a suas forças as impedem de avançar em outras direções, esta é a maior parte dos habitantes da Terra que chegam por lá nas mesmas condições em que viveram no plano físico.
Nas andanças astrais narradas na Série Pégaso (I a XXVI), visitamos esses lugares aprisionantes onde vimos pessoas sem condições de sair, isto porque não podem mais fazer o colapso da função de onda, atributo exclusivo de quem vive em corpo físico. Isto nos faz despertar a ver a oportunidade valiosa que temos em viver em experiências que nos apresentam difíceis.
Mesmo assim, naqueles catres de dor, no decorrer dos tempos em que não podemos medir, um dia o socorro chegará, não sabemos em que forma, pois dependerá das circunstâncias e do mérito de cada um que está aprisionado. Vimos mulheres lindas, que amamos tanto, de certa forma estagnadas, pois a vida é dinâmica em qualquer ponto do universo, e com o olhar perdido no espaço, é que ninguém pode fugir de si mesmo.
O pensamento de quem está vivo na roupagem carnal faz o colapso da função de onda e pode modificar panoramas íntimos em beleza imorredoura, pois a morte não existe diante da movimentação das partículas atômicas que o próprio pensamento irradia.

www.fernandopinheirobb.com.br 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PÉGASO (XLVII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
O jeep ecoturismo, repleto de pessoas, ia fazer um tour pela cidade e suas áreas verdes onde se espalham bosques e jardins. Eu estava lá no meio delas, sentei-me no chão apoiando a cabeça de uma gentil mulher que se encostou ao meu ombro, inclinando-se numa posição favorável ao beijo. Era a primeira vez que a vi, ela já se antecipava ao namoro sem que eu pudesse ter notado antes.
Quando percebi que a intenção do grupo de pessoas era curtir um passeio em que estava previsto o uso de álcool,  saltei do jeep e fui em direção de uma casa à busca de  camisa para me vestir, estava apenas de bermudas e calçado tênis.
No caminho encontrei uma igreja aberta, parada no tempo, onde a quietude da paisagem verde a fazia plácida e serena, lembrando um tempo passado em que a igreja era o principal ponto de atração das cidades do interior, lembrado efusivamente pelo toque cristalino dos sinos à hora do Ângelus, ao entardecer.
Entrei no templo, vi pessoas fazendo preces em louvor à santa mãe, mãe de todas as mães. Fiquei sensibilizado porque a maioria era mulheres. Da porta onde estava guardei esta cena linda e prossegui a caminho de casa onde pudesse encontrar uma camisa para vestir.
Ao lado ficava a casa que era para mim familiar. Ao entrar, encontrei a escadaria de forma inversa ao que é normal, e pensei não poderei chegar no andar de cima nesta engenharia de construção. Pensei ir do outro lado, onde possivelmente iria encontrar uma escada estruturada na normalidade. Dei a volta e não pude encontrar o que estava pensando.
Esses sonhos meus são sempre algo que me posicionam no caminho em que vou seguindo. Se estivesse me recomposto no vestir, certamente iria desfrutar de horas amenas naquela igreja que me impressionou pela placidez do momento.
O relacionamento de casais é um tema que sempre abordo em minhas crônicas. Ao tomar um taxi que pertencia à área de Copacabana, perguntei ao motorista como vai a princesinha do mar? Ele me disse que à noite pela Avenida Atlântica está cheia de mulheres prostitutas.
Esse tema é notícia de hoje no jornal El Pais, de Madri, Espanha, divulgando que na Suécia é delinquência, desde 1999, pagar mulheres para ter relações sexuais, exonerando a participação feminina no crime, isto porque é entendido que a prostituição é uma violência contra as mulheres.
Nesse rumo, outros países estão seguindo o modelo nórdico, sendo que a França é o último impondo uma multa de até 3.750 euros, equivalentes a R$ 15 mil para quem pagar por sexo. De forma velada ou exposta, essa conquista através do dinheiro é algo que, no fundo, sevicia a mulher, tirando-lhe a liberdade de escolha.
Segundo revelado pelo jornal que revelou dados do Instituto Sueco, depois de 10 anos que a lei sueca entrou em vigor, “caiu de 13,6% para menos de 8% o número de compradores do sexo”, reduzindo o interesse de diversos grupos nas atividades organizadas de prostituição.
Ainda segundo El Pais, esse modelo também chamado novo abolicionismo está em vigor em vários países: Suécia, Noruega, Islândia, Irlanda do Norte, Canadá, Cingapura, África do Sul, Coreia do Sul e França, esta é a fórmula encontrada por esses países para acabar com a prostituição: acabando-se a demanda, acaba-se a oferta. No entanto, a prostituição é regulamentada na Holanda, Alemanha e Dinamarca, desde 2000, e na Hungria a meretriz é punida com multa ou prisão e o cliente só é penalizado se estiver acompanhado de uma mulher menor de idade.
Nos países subdesenvolvidos e até mesmo naqueles desenvolvidos em que as áreas da indigência proliferam, as mulheres deixam de ter a igualdade dos homens, onde o dinheiro as fazem escravas por momentos ou por tempo indeterminado de acabar porque a carência de meios para sobreviver é mais forte.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

ALMA DOS VENTOS

Assim como a concha do fundo do mar esconde a pérola que será exposta no momento oportuno, o coração do homem possui segredos que serão revelados em idêntica situação.
O tempo corre em espaços matemáticos. Na precisão de um segundo, a flor se abre um pouco mais, o relâmpago desencadeia as chuvas, o pulo das aves sacode pólens de flores.
E qual hora do homem realizar seus sonhos, se ainda não sabe prever em um segundo antes a manifestação do relâmpago nem ver a flor se abrindo em tão pouco tempo e ainda está muito longe de determinar o gesto que antecede ao voo dos pássaros?
A natureza se expandindo nele mostra a hora da sede, do sono, do acordar sem que ele tenha necessidade de recorrer a outros meios.
As aves e os animais, no instinto da conservação, têm esses meios que dão equilíbrio em suas vidas, mergulhadas inconscientemente nas forças do universo.
A alma dos pássaros ou a energia dos pássaros desperta no homem o voo de suas melhores energias. A alma dos rios a vontade de correr, a alma dos ventos o sonho de desfilar na imaginação dos amores que encontra no caminho.
Há movimentação constante de forças criando o destino de futuras flores, ainda inseminadas nos pólens de árvores que os pássaros sacodem; há energias mentais, que se cristalizaram nos sorrisos e na ternura, construindo o sonho dos amores numa vida em comum.
Nas circunstâncias que o envolvem, o homem pensa buscar soluções, definir esquemas que produzem resultados positivos, mas não sabe as implicações que o futuro lhe responderá nesses gestos.
Quem pode prever a resposta de um olhar, se ainda não tem consciência da intensidade em que foi emitido nem sabe em que ponto será acolhido pela apreciação alheia?
Há um referencial de vida em cada ser humano. Daí o cuidado de não expormos aquilo que deve ser guardado para não chocar a visão de quem não possui o mesmo referencial.
O segredo da vida ou o mistério dos véus que se estenderam nos templos e lugares sagrados de todos os povos serviam apenas para nos livrar do infortúnio.
O silêncio sempre esteve ligado à sabedoria e, dentro das implicações que desconhecemos, há um refazimento das energias desperdiçadas em campos emocionais diferentes do nosso estágio evolutivo.
É por isso que vemos a importância de resultados negativos naqueles empreendimentos que pensamos ser o melhor, mas o tempo revelará a fragilidade dos sonhos criados na imaginação.
O importante é deixar-se conduzir pelas energias que criam os verdadeiros sonhos, sabendo que a missão de cada um tem ligações profundas em fontes que jorram sabedoria a alcance de todos.
Quando o homem se mantiver tranquilo na adversidade, verá que há sinais lhe indicando outros caminhos onde pode seguir sentindo a alma dos rios correndo, a alma dos ventos      – Sílfide – se misturando a todos os seres da Criação.
Las Silfides (Chopiniana) é o balé que apresenta músicas de Chopin. Gostamos e recomendamos as minhas leitoras assistir no Youtube as estrelas Maya Dumchenko, Daria Pavlenko, Irina Jelonkina, entre outras, dançando, nos idos de 1999, no Mariinsky (Kirov) Ballet no Teatro Real (Madrid).
Villa-Lobos criou um país: Brasil é música. Dentro da efeméride comemorativa ao Dia Nacional da Música Clássica, transcrevemos textos de nossa crônica DUAS BAILARINAS – 11/02/2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor, a respeito da música e de quem a comenta, enaltecendo a mulher brasileira:     
Iniciando a apresentação, a repórter Daniela Lobo entrevistou a bailarina Ruth Lima: “Ela é representante de uma das mais antigas manifestações humanas, a dança, considerada pela imprensa etérea e translúcida, eleita em 1959, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.” [Perfil Ruth Lima – Bloco 1 – Youtube – 11 de junho de 2012 – Vídeo enviado por TV-ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro].
Na entrevista ao canal de televisão da ALERJ, Ruth Lima disse que começou dançando balé aos 11 anos de idade, tivera sonhos de dança, “dançava enquanto dormia”. E enfatizou: “a disciplina do balé me levou a ter uma vida feliz, uma vida regrada, inteligente, a ponto de eu escrever livros.” Enquanto a entrevista ocorria, vídeos e fotos de Ruth Lima apareceram ao fundo da tela.
Dançando O Lago dos Cisnes, de Tchaikowisky, e Les Sylphides, de Chopin, na apresentação que o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro estava fazendo, em 1966, no Teatro Colon, Buenos Aires, Ruth Lima foi aplaudida em cena aberta. Nessa ocasião, ela recebeu loas com o título de bailarina etérea e translúcida pelo jornal El Clarin. No Brasil, o jornalista Carlos Heitor Cony escreveu no Correio da Manhã: “Ruth Lima é a mais linda Cleópatra que pisou o Theatro Municipal.”     
Escritora, bailarina, coreógrafa, jornalista, professora de dança, Ruth Lima conviveu, no Brasil e no exterior, com mestres e partenaires, entre os quais destacamos aqueles que não estão mais conosco: George Balanchine (1904/1983), Yuco Lindberg (1906/1948), William Dollar (1907/1986), Leónide Massine (1896/1979), Eugenia Feodorova (1925/2007), Nina Verchinina (1910/1995), Aldo Lotufo (1925/2014).
Ao tomar posse, em 28/09/1993, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário), no Auditório do Edifício Sede III do Banco do Brasil – Brasília – DF, em solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro, Ruth Lima foi mencionada no discurso de Synval Guazzeli, presidente do Banco do Brasil, interino (12/5/1993 a 15/5/1993), (30/5/1993 a 5/6/1993), (26/9/1993 a 6/10/1993), (1/12/1993 a 4/12/1993):
“Distinguiu também uma representante das Artes, Ruth Lima, bailarina e coreógrafa e, nesta hora, seguramente nós haveremos de ter sempre presente a importância da Arte como expressão de cultura, nós que desejamos construir uma sociedade brasileira melhor, uma sociedade brasileira justa, equânime, democrática e que possa alcançar níveis de avanço e de expressão cultural que representem toda a potencialidade desta Nação e dos sonhos melhores de nossa própria sociedade.”
Alma dos ventos – Silfos ou Sílfides – são seres mitológicos ou elementais que vivem no ar, nos ventos, tidos como fadas ou anjos dos ventos. Las Silfides (Chopinianas) surgiram, nos idos de 1907, com o nome Rêverie Romantique, é um dos pontos altos do balé e do romantismo. Identificamos a Valsa in C sharp Minor, opus 64, nº 2, de Chopin. Mas existem   mazurka, valsa e prelúdio nas Chopinianas.  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A SEDUÇÃO

A busca de uma aproximação amorosa entre os casais, geralmente, é antecipada pela sedução. O desejo, fluindo como expressão de conquista, não revela as necessidades reais que estão guardadas no íntimo de cada um.
Nesses casos, a vontade pessoal de realizar os sonhos, que têm ligação com a realidade tangível, deve prevalecer sobre os desejos de situações superficialmente conhecidas.
Muitas vezes, o conquistador abandona a conquista tão logo a obtém, simplesmente porque ela não corresponde à sua vontade que desvenda uma realidade contrária aos sonhos que idealizou.
Essas situações existem porque o homem comum está envolvido com os planos físico, emocional e mental. Se ele  conseguisse  fazer  o  alinhamento desses níveis ao centro de sua essência, elevaria o seu grau de consciência e teria visão de suas verdadeiras necessidades.
Enquanto isto não ocorrer, a avalanche de paixões e frustrações se desencadearão em círculos sucessivos, até que haja o desgaste de suas buscas. Mesmo cansado e vencido, é preciso que o homem se erga e se comprometa a colaborar com a sua evolução que começa no conhecimento de si mesmo.
Quando o envolvimento amoroso tem apenas a curiosidade de conhecer alguém, pode resvalar para o terreno da leviandade, causando sérios prejuízos para quem usou a sedução como arma de conquista.
No banquete de Sócrates, na Antiguidade, ele buscou a apreciação de seus discípulos acerca do amor. Todos eles se referiam a este sentimento essencialmente no nível emocional.
O Mestre da civilização grega estabeleceu, naquela oportunidade, que “aquele que ama está divinizado”, pois é o primeiro a reconhecer na pessoa amada a presença divina.
A vontade que sentimos, diante dos variados campos sociais, deve ser dirigida partindo do núcleo de nosso ser ao nível tridimensional em que estamos vivendo, buscando em outra dimensão ampliar nossos conhecimentos, a fim de aquilo que buscamos tenha uma conotação de perenidade.
Não podemos avaliar o grau de envolvimento nas relações humanas, por que a maioria delas está vinculada a compromissos a serem cumpridos, mesmo que haja apenas um olhar, um gesto ou carinhos que podem levar à sedução, pois nada no universo fica incompleto.

terça-feira, 12 de abril de 2016

SOLIDARIEDADE


Quando as pessoas adquirirem o equilíbrio emocional, não haverá mais quebra da harmonia nos ambientes em que vivem.
Assim, o pensamento de todas elas será sempre em benefício do bem comum. Desaparecerão, por conseguinte, as peculiaridades que isolavam umas das outras. Não deverá haver, também, as disputas egoístas a um lugar ao sol, pois todas se sentirão iluminadas pelas irradiações que surgem no íntimo.
O conhecimento que cada criatura tem de si mesma identificará os companheiros que com ela convive como integrantes da mesma família. Nesse clima de aconchego familiar, nasce a união.
Correntes de pensamento são emitidas fortalecendo as ligações entre si. Em cada aspecto que a vida lhes estende para viver, há um clima de solidariedade. As dores e as alegrias são em comum.
E, assim, no passar dos dias, os enredos enigmáticos da vida de cada uma são desenvolvidas de forma proveitosa, sem os embaraços que os adversários da felicidade alheia impõem.
Quanta euforia de bem-estar, após a superação de obstáculos que lhes serviam como instrumentos da evolução! Tudo isto com a participação de amigos que lhes ajudaram.
Há um limite na adversidade, pois o tempo, sendo eterno, desgasta a força exaurível de um ser humano que impede o outro a conseguir a realização do seu ideal.
É claro que isto somente é conseguido se houver a participação do opositor, depois de muitas idas e vindas às circunstâncias onde seu interesse estiver localizado.
É preciso, antes de tudo, que haja nele a conscientização nos desígnios superiores que comandam a vida. Quando reconhece a realidade sobressaindo nos recessos do seu ser, esquece as disputas egoístas e sente necessidade de ajudar aquele que tanto prejudicou.
Tudo é divino. A lacuna em algo está em fase de complementação. A parte incompleta hoje, amanhã não será a mesma do que foi antes. O preenchimento do que for preciso será feito, no momento oportuno.
Na aproximação jubilosa dos antigos comparsas do infortúnio, há um clima de reconstituição pelas perdas que danificaram o conteúdo espiritual de cada um. Nessas circunstâncias, cada momento, a ser vivido, será de realização dos planos que sonharam.
Quando todos sentirem a leveza de seus atos nas ligações humanas, haverá um clima de reconstrução de um porvir cheio de paz e harmonia.
Estamos confiantes na frequência de onda que sai de nosso ser profundo, o coração de que os poetas e sonhadores falam, que carrega a luz das estrelas, a mesma luz desse ser profundo que todos nós somos, sem exceção, uns conscientes e outros ainda a saber em adequada ocasião.
Mais do que conhecer é sentir e quem sente, faz silêncio. Observa, emudecido, e segue em frente. A voz será escutada quando houver receptividade. É sempre a hora de semear a beleza, estamos nesse caminho, busquemos os solos férteis.