Transição planetária. Acontecimentos que envolvem milhões de pessoas, memória institucional, narrativa de sonhos, relacionamentos, saúde mental, música, cinema e balé.
terça-feira, 10 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
LUA & PLANETAS
A lua é fonte de
inspiração de poetas, prosadores e compositores. As serenatas ao luar aí estão
no canto dos seresteiros e cantores líricos da música de todas as nações, em
todos os tempos e em todas as épocas que o passado faz voltar ao presente nesse
ritmo que atualiza os sentimentos humanos em corpos febris.
Revêrie, adágio
de concertos, ária de óperas, réquiem, ave-maria de autores diversos, sinfonias
em que há movimentos acentuados de suavidade e arrebatamento, levam-nos também
a doces encantos com o despertar da libido que não se restringe à zona erógena.
A suavidade que
se derrama sutilmente da lua chega-nos em momentos de deleite que nos estimula
a apreciar a vida em aspectos que a engrandecem. Onde dormimos, em noites de
lua cheia, a claridade vem perpassada entre árvores que fazem balançar folhas
em brisas suaves.
Em viagem
cíclica, o planeta Mercúrio, o mais próximo do sistema solar, foi objeto de
estudo, em 07 de novembro de 1677, do astrônomo Edmond Halley que percebeu que
a medição da distância entre a Terra e o Sol pode ser verificada nesse
alinhamento, assim como pelo trânsito do planeta Vênus, o 2º mais próximo do
Sol. Em 09 de maio de 2016, a configuração dos astros revelou o trânsito do
planeta Mercúrio numa distância mais próxima entre a Terra e o Sol.
Na crônica
VÊNUS, post de 03 de março de 2016, do blog Fernando Pinheiro, escritor,
mencionamos em 3 parágrafos as dificuldades de aterrissagem no planeta
venusiano:
Devido à alta temperatura que ultrapassa 470ºC, Vênus é o
2º planeta mais próximo do Sol. Nenhuma sonda consegui, por muito tempo,
resistir à tamanha temperatura, sempre terminam destruídas. Em 1º de março de
2016 completou ½ século da 1ª aterrissagem em outro planeta fora da Terra pela
sonda soviética Venera 3, mas devido à falha técnica não houve informação sobre
a superfície de Vênus.
Mesmo nessa situação desfavorável de chegar à superfície
de Vênus, em 1982, as sondas russas Venera 13 e 14 conseguiram transmitir as
primeiras imagens venusianas envolvidas numa atmosfera de dióxido de carbono:
“uma paisagem desolada cinzenta e marrom formada por rochas de basalto” [El
País – 01 de março de 2016].
Atualmente, a única sonda que está em órbita de Vênus é a
Akatsuki, de nacionalidade japonesa, lançada em maio de 2010, planejada para
orbitar numa distância de 300km e 80.000km, devido à temperatura de 462ºC [O
Globo – 08/12/2015].
Se em Vênus a temperatura ultrapassa a 470ºC, em
Mercúrio, por estar mais próximo do Sol, a temperatura é muito mais superior,
sendo que exclui qualquer possibilidade de uma aeronave terrestre chegar até em
sua superfície.
Devido à elevada temperatura que destruiu sondas russas, como
é possível a vida inteligente em Vênus, é o que naturalmente podem perguntar os
eleitores. Realmente, é impossível o ser humano neste corpo físico chegar até
lá, mas em corpos sutis pode viver em Vênus, ou mesmo em outros planetas.
[VÊNUS – 3 de março de 2016].
Assuntos da lua (visão poética) e dos planetas são
objetos de nossa observação, conforme publicados em crônicas, sendo que o nosso
carro-chefe é a transição planetária. Vale mencionar:
A dança
da lua – 01/12/2013, A transição planetária – 21/11/2012, Amores venusianos –
13/09/2013, Anel de Einstein – 08/04/2015, Astronomia – 18/01/2014, Descobrindo
mundos – 15/03/2015, Descobrindo mundos (II) – 25/02/2016, Fly me to the moon – 13/10/2013, Lua branca –
30/07/2012, Lua de sangue – 15/04/2014, Lua ensolarada – 28/06/2012, No mundo
da lua – 01/01/2014, O alinhamento das Plêiades, Sol e Lua – 03/12/2012, O
exoplaneta magenta – 07/08/2013, O nosso mundo – 03/03/2013, O planeta Vênus –
02/12/2012, O quinto elemento – 23/06/2012, Ocultação de Vênus – 09/09/2013,
Ondas gravitacionais – 30/11/2013, Quadrante T – 14/11/2013.
www.fernandopinheirobb.com.br
quarta-feira, 27 de abril de 2016
PÉGASO (LIII)
Ao dar
prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos,
constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo
astral:
A ideia ideoplástica é a
matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O
pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção
do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do
espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo
com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como
também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias
que a degeneram.
O mundo subjetivo em que o sonho está
mergulhado é um recurso valioso para avaliar as reais necessidades de cada ser
humano que se defronta com a aparência física do que pode ser, tido como real.
O cenário em que eu estava era de
expectativas nupciais. Mulheres lindas à flor da pele me encantava
demoradamente. Em termos ocidentais, há poucas opções, dentro da variedade
colocada à frente, por causa do modelo ocidental de casamento ou união estável.
Interessei-me por uma jovem mulher
que se encontrava um pouco mais distante, a cintura fina dela me levava à
imaginação do que ocorre em contos de fadas que a arte imortaliza. Os sonhos na
Terra são parecidos com os de Don Quixote de La Mancha, inspiração constante
para romance, cinema, teatro, ópera e balé.
No entanto, há sonho diferente
vivendo em voto de castidade, como o do clero, pois a situação tem outro
aspecto como se vê em matéria divulgada pela mídia:
Segundo notícia veiculada ao site da
arquidiocese de Filadélfia, EE.UU., o cardeal Charles Chaput orientou as
pessoas divorciadas, casadas de novo, a viver como irmãos consanguíneos, isto
porque os “casais formados por pessoas que se divorciaram anteriormente não
podem comungar se estiverem mantendo relações sexuais.” [O Globo – 08/07/2016].
No sonho, vi um homem se aproximar de
uma mulher que o rejeitava, mas ele insistia. Outro homem ao lado investiu em
cima da mesma mulher que também não se manifestou interessada. Vi o que
acontece atualmente na aproximação dos casais: falta sincronicidade de
interesses.
Uma mulher ao meu lado estava
admirando o interesse que tive por outra mais longe e, sem pestanejar, deu-me
um beijo também revestido no clima dos casais em frente. Beijo roubado sem
retribuição não prospera, pois o meu pensamento continuou focando o corpo da
mulher que estava mais longe onde me encontrava.
Nas minhas lembranças que o facebook
está publicando outra vez, transcrevo uma muito interessante de Irina Orlova,
Rostov, Rússia, nos idos de 2012, que disse me amar como o seu melhor amigo.
What is the
beauty and why people idealize it? The vessel, she, in which the emptiness or
the fire, flickering in the vessel?
Qual é a beleza e por que as pessoas
idealizam? O vaso, ela, na qual o vazio ou o fogo cintilando no vaso?",
assim se expressou a minha amiga Irina Orlova, honrando-me o espaço do
facebook.
O vaso que ela se referiu é o corpo
da mulher que é um instrumento da beleza ou do desvanecimento dessa beleza,
dependendo da opção escolhida. Não existe certo nem errado, o que existe é a
busca da beleza, portanto não existe crítica nem julgamento.
Libertemo-nos do jugo mental de todas
as crenças, aceitas por esta civilização decadente e que será extinta,
escravizando-nos, e aceitemos o que somos, em essência e na realidade, um ser
etéreo que se liga à fonte. Vamos transcender a um nível de consciência
superior em que a Terra está sendo ascensionada. Vamos todos juntos, vamos.
terça-feira, 26 de abril de 2016
APRECIANDO MÚSICA
O maestro Zubin Mehta declarou que
toda a música une as pessoas e as mensagens que nela se expressam. Em duas
sinfonias, a nº 1 e a de nº 4, Gustav Mahler, introduziu marcha fúnebre. O
comentário do maestro, referindo-se ao 3º movimento da sinfonia nº l, de
Mahler: “começa com uma marcha fúnebre, se converte em uma valsa lacônica,
trágica e cómica”. Ele comentou ainda que a sinfonia nº 1, Mahler dedicou-a a jovem esposa. [Youtube Zubin
Mehta y la Orquestra Filarmónica de Israel].
Na
ária de Gioconda, a principal ária da ópera La Gioconda, de Ponchielli,
conhecida com o nome de que nem podemos falar (suiciadio), há uma taça de
veneno perto dela, mulher conhecida também com o nome de Mona Lisa ou Mona Lisa
de Giocondo. Acreditamos que seja o retrato de mulher mais famosa do
mundo.
Há
uma tentação, mas ela não sucumbe e deixa a taça de lado, fortalecida pelo
amparo divino que ela buscou, em última hora. Como o ambiente está escuro, a
dúvida em saber se ela está viva ou morta atormenta o coração do seu amado. A
ária termina assim: a lagoa é profunda.
O
amor é o mais eficaz recurso para ajudar a quem nos estende as mãos, podemos
até não estar perto fisicamente, mas os nossos pensamentos podem ajudá-lo a
modificar as ondas que estão fluindo em determinada frequência ou quase se
esgotando, isto porque o ser profundo que todos somos não foi acionado. A fé é
que desperta tudo isto. [LAGOA PROFUNDA – 10 de dezembro de 2014].
Árias
que nos comovem tanto escutar: Ah, non credea mirarti (La Sonnambula, de
Bellini), Casta Diva (Norma, de Bellini), Je crois entendre encore (Les
Pecheurs de Perles, de Bizet), Habanera (Carmen, de Bizet), ária de Marie (Le
Fille Du Regiment, de Donizetti), the Mad Scene: Il dolce suono (Lucia di
Lammermoor, de Donizetti), O del mio dolce ardor (Paride ed Elena, de Gluck),
Source delicieuse (Polyeucte, de Gounod), Solveig´s Song (Peer Gynt, de Grieg),
Meditation, da ópera Thaís, de Massenet, Ombra Mai Fu (Xerxes, de Handel),
Lascia ch´io pianga (Rinaldo, de Handel), Rosa del ciel (Orfeo, de Monteverdi),
Nina (cançoneta), de Pergolesi, E lucevan le stelle (Tosca, de Puccini), Um bel
di vedremo (Madame Butterfly, de Puccini), Vissi d´arte (Tosca, de Puccini),
Tacea la notte placida (Il Trovatore, de Verdi), Va pensiero (Nabucco, de
Verdi), Canções da Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos, entre tantas outras.
Na
parte orquestral é comovente ouvir: Adágio do balé Giselle, de Adolphe Adam, 2º
mov. da Sinfonia Fantástica, de Berlioz, 2º mov. Lélio, op. 146, de Berlioz,
Dança dos Espíritos Bem-Aventurados, da ópera Orfeu e Eurídice, de Gluck, 5º
mov. de Asturiana (suíte popular), de Manuel de Falla, Romanza del pescador
(música para violoncello e violão), de Manuel de Falla, 1º mov. do concerto
para violino e orquestra, de Max Bruch, Concerto para violino e orquestra in E
minor, op. 64, de Mendelssohn, Lacrimosa do Requiem de Mozart, Crisantemi, de
Puccini, Prelude nº 5 in G minor, op. 23, Rachmaninov, Swan Lake, de
Tchaikovsky, Lacrimosa do Requiem, de Verdi, Bachiana nº 4 para piano solo, de
Villa-Lobos, Ouvertüre, Tannhäuser, de Wagner, entre tantas outras.
Não
devemos depreciar a música, como disse o maestro Zubin Mehta, qualquer tipo de
música: clássica, tradicional, folclórica, pop, pois todas nos trazem uma
mensagem. A música é vibração e os estados d´alma fluem como se fossem águas de
rios e afluentes em direção do oceano. O oceano astral onde flutua toda essa
gama de pensamentos musicais nos une todos nós e os compositores que se fizeram
mensageiros.
Um
dia, quando estávamos fazendo o projeto de pesquisa que culminou com a obra
Música para Canto e Piano (Série Brasil), de Fernando Pinheiro, chegamos
cansados do calor de verão carioca, à Biblioteca Nacional – Seção de Arquivo
Musical, e ouvimos o vídeo da música Jangada, de Alberto Nepomuceno. Éramos
como se estivesse à beira da praia, sentindo o aroma do mar e as ondas que
flutuam sacudindo a embarcação ou mesmo navegando com os jangadeiros.
PÉGASO (LII)
Ao dar
prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos,
constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo
astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela
mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que
plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A
arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em
correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando
recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode
criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a
degeneram.
Confortável e acolhedor era o local onde me
encontrava hospedado na atmosfera onírica que dava vista para a praia num
recanto que lembra uma cobertura pequena de quarto e sala com espaços de
jardins e piscina.
No momento, não havia a presença feminina, eu
decidi fazer o colapso da função de onda optando pelo celibato, assim como fez
Jesus fazendo o mesmo colapso da função de onda, expressão corroborada pela
ciência comprovando que todos fazem quando pensam e agem, seguindo o mundo de
beleza ou se encarcerando em catres de dor.
O que criamos passa a existir, a física quântica
afirma que somos co-criadores através do colapso da função de onda e essa
frequência de onda passa a existir movimentando-se na direção que lhe dermos
crédito. É o princípio da movimentação do átomo: as partículas atômicas ao
redor do núcleo. – in CRIANDO PÁSSAROS – 22/02/2015 – Blog Fernando Pinheiro,
escritor.
Dessa forma, no comportamento humano as ligações
que todos atraem tiveram origem nos pensamentos emitidos, embora haja pessoas
que dizem não ter nada a haver com os desencantos que atraíram por escolhas
pessoais, o que descarta toda a possibilidade de infortúnio ou azar. É o mérito
seguindo em direção de quem mereceu por vontade própria. Pouco importa se isto
está na área do consciente ou do inconsciente, o que é prevalece é a realidade
criada por quem se posicionou nessa situação. [PÉGASO (XXI) – 31 de maio de
2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Esse sentido da unidade revelada pelos seres multidimensionais,
não isola nada, não isola ninguém, pelo contrário, revela a energia para nos
unir e nos integrar com todos os seres da criação, naturalmente prestigiando a
mulher como parte essencial nesse colapso da função de onda.
O carinho alimenta o namoro; as mãos, os olhos
emitem vibrações sutis que afaga, anima, dulcifica e extasia o nosso coração,
uma sensação de voo leva-nos ao estado emocional de leveza e sentimos vontade
de voar mais longe, como pássaro abrindo o espaço. [CANTILENA – 5 de agosto de
2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Voar juntos, em sonhos acalentados, o êxtase é
ainda muito maior como a sensação de orgasmo que não pode ser sentida
isoladamente. Compartilhar a nossa energia dulcificada nas emanações sutis que
o amor nos inspira é viver duplamente, corpo e alma. [CANTILENA – 5 de agosto
de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A conexão mundo físico com o mundo extrafísico
decorre da afinidade que transcorre na mesma frequência de onda. Se em A
Hospedeira mostra Melaine dominada por uma alma chamada Peregrina que vasculha
a memória dela em busca de informações dos últimos humanos que não aderiram à
implantação de uma sociedade de paz, é porque a dominação existe ainda nesses
dois planos apresentados pelo filme. [A HOSPEDEIRA – 5 de dezembro de 2015 –
blog Fernando Pinheiro, escritor].
Na cobertura havia uma cama confortável, não a
usei, estava de pé sentindo os deleites do momento que a natureza me oferecia
nesse recanto paradisíaco. Um olhar para baixo, via-se a praia frequentada por
pessoas que iam se recompor, recebendo aragens do mar.
No decorrer desta série, abordamos momentos
inefáveis em várias localizações nos planos físicos e extrafísicos, em culturas
que se integram a natureza como no santuário de Byodo-In, no Japão. Mas temos
um legado que mantemos vivo porque também tem a conexão com os mundos felizes,
por isso escrevemos a obra JESUS, LUZ DO MUNDO que mereceu o Prefácio de mulher
que nos encantou:
Adentro este santuário de beleza na qualidade de
convidada, para expressar a admiração e o encantamento que me envolvem, ao
acompanhar o autor nesta viagem de enlevo literário, que ele empreende na
companhia soberba de Fagundes Varela, Plínio Salgado, Divaldo Pereira Franco e
Amélia Rodrigues, através dos páramos sagrados da vida mística de Jesus Cristo.
[in Santuário de Beleza – Yeda Dantas Bacellar, designer e artista plástica –
Prefácio da obra JESUS, LUZ DO MUNDO, de Fernando Pinheiro].
Ao longe no santuário de Byodo-In ouvia-se um
mantra acompanhado de sons de flauta de bambu, alentando a atmosfera ao redor
que parecia estar em placidez, mas que na realidade estava mergulhada em sons e
cores de inefável beleza. Era o não-agir que sentimos e já conhecíamos da
sabedoria que vem do Ganges: não buscar
nem fugir. Num átimo, estávamos de volta ao recanto feliz em que vivemos.
[PÉGASO (XIX) – 12 de abril de 2015].
O pensamento cria a realidade, ideia original de
Einstein que revelou ao mundo a existência da lei da relatividade, comprovada
por uma série de inventos que vieram beneficiar a humanidade, revelando os
segredos da natureza que está a nossa volta e somos todos nós, sem exceção, a
própria natureza.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
PÉGASO (LI)
Ao dar
prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos,
constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo
astral:
A ideia ideoplástica é a
matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O
pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção
do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do
espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo
com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como
também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias
que a degeneram.
O local onde estávamos era um
ambiente onde tivemos a honra de participar de um sarau poético e, como o
evento chegara ao fim, tivemos que nos despedir dos amigos que nos
prestigiaram.
Na rua, apenas as pessoas,
elegantemente vestidas, as mulheres de longo e os homens de terno escuro, se
dirigiam ao espetáculo que estava prestes a começar. Ao passar em frente das
escadarias do Theatro Municipal, vimos um grupo de mulheres sorridentes.
Uma delas segurava o convite de
entrada e mostrava a sua amiga a programação da noite, estava toda feliz pela
expectativa do evento. Pensamos como a arte faz a pessoa feliz!
Andando pela praça ao lado da avenida
que, nas décadas de 20 e 30, era usada como trottoir,
do lado esquerdo da calçada as pessoas caminhavam numa direção e do outro lado
da avenida uma direção invertida na calçada. Hoje, isto não é mais lembrado.
No quarteirão depois do Theatro
Municipal, havia o Hotel Avenida Central, onde se hospedou o célebre pianista Arthur
Rubinstein, vindo de uma tournée em
Buenos Aires, com o propósito de conhecer Heitor Villa-Lobos.
Em 1918, o jovem pianista Arthur Rubinstein está
em Buenos Aires,
numa tournée internacional e
soube da existência de um músico talentoso que toca em
pequenas orquestras no Rio de Janeiro. Uma vontade indômita assoma-lhe o caminho e ele desvia o roteiro
de viagem e segue para o Brasil. [in
Por onde andou Villa-Lobos?, de Fernando Pinheiro – in 3º Seminário Banco do Brasil e a Integração Social – 29 de
outubro de 1999].
Quando o grande pianista polonês chegou ao Rio, foi ao encontro
de Villa-Lobos no Cinema Odeon e disse-lhe estar interessado em adquirir suas obras, a pedido
de um famoso colecionador. Mais tarde, o
compositor dedicaria a Rubinstein a música Rudepoema que o próprio Rubinstein executaria em
Paris. [in Por onde andou Villa-Lobos?, de
Fernando Pinheiro – in 3º Seminário
Banco do Brasil e a Integração Social – 29 de outubro de 1999].
A iluminação era mais clara nas imediações do
Theatro Municipal e, do lado direito da avenida, era menos iluminado, embora
não houvesse escuridão. Preferimos a calçada do lado mais iluminado e
prosseguimos a caminhada.
Como tudo é consciência e informação por
causa da presença do átomo e suas partículas, iríamos encontrar a afinidade em
que nos apegássemos o pensamento, pois ao pensar criamos o endereço astral
pertinente ao nosso mundo íntimo que se interliga com os interesses afins.
Vale salientar que tudo no Universo é informação, pois a consciência
está em tudo, pois até os insetos possuem consciência, eles também têm o
colapso da função de onda. A física quântica, através de mil recursos
espaciais, está descortinando horizontes dantes desconhecidos como também o
mundo interno do homem. [PÉGASO (XIX) – 12 de abril de 2015].
Existe o campo eletromagnético, o
pensamento nosso fluindo nesse campo conectando-se pela mesma frequência de
onda, estabelecendo uma conexão, independente se vamos gostar ou não. A escolha
deliberada tem trânsito livre e nos jugula ou nos liberta daquilo que foi
escolhido.
A felicidade das mulheres
sorridentes, vivenciando experiências sublimes, contrasta frontalmente com o
que é divulgado pela mídia sobre ocorrências que causam preocupação no modo em
que grande parte da população está vivendo. Quando alimentamos o que parece
algo pequeno, isto se agiganta e nos ameaça, se a origem tiver sombra. Ninguém
deve criar figuras estranhas ao nosso mundo íntimo.
Desligar-se dos acontecimentos que
promovem instabilidade emocional é algo aconselhável no momento em que
precisamos manter o equilíbrio emocional. Vale ressaltar: não criticar nem
comentar assuntos inadequados, pois isto nos levaria a inadequação.
A noite serena e calma, iluminada e
protegida pela presença de policiais, era o indício que tudo nos favorecia o
momento. Se fôssemos procurar a polícia, a encontraríamos porque o instrumento
de trabalho estava presente.
domingo, 24 de abril de 2016
BELA, RECATADA E DO LAR
A manchete “Bela, Recatada e do Lar”
surgiu, em abril de 2016, na revista Veja. Isto fez criar uma polêmica com o
público como se fosse um vínculo da mulher a padrões que a fazem ficar submissa
ou apoderada a valores do passado que repercutem atualmente ou do próprio homem
que a tem com direitos adquiridos na lei ou no recinto religioso, conhecidos
com o nome de casamento ou união estável.
Houve
avanços na conquista da mulher, a partir da revolução industrial na Inglaterra,
onde a presença feminina estava nas fábricas, indústrias de variado porte e no
comércio que expandia os produtos fabris. O mundo estava deixando de ser apenas
bucólico, brejeiro e pastoril. Os novos valores estavam se acoplando a vida das
cidades e as mulheres os detinham e continuam a deter atualmente.
A
partir da década de 1970´s, as mulheres tiveram a oportunidade de adquirir
maior libertação com a venda nas farmácias da pílula anticoncepcional,
possibilitando-lhes programar quando quisessem ter filhos e logicamente ficar tranquila
contra o risco da gravidez em qualquer relação sexual. A camisinha completou
essa libertação sexual.
Carl
Djerassi (1923/2015), um dos químicos mais publicados da História, foi o homem
que provocou uma revolução sexual e social, conhecido mais como o criador da
pílula anticoncepcional, testada e aprovada pela Administração Federal de
Drogas, em 1960. [The Telegraph – 02/02/2015].
Essa
segurança na medicação ainda não conseguiu se afirmar 100% ao que se vê da
notícia da bailarina Maria Santa, morta aos 17 anos de idade, depois de sofrer
um coágulo de sangue no cérebro que se teme ter sido causado por pílula
anticoncepcional. O Dr. Jonathan Greenbaum que a tratou no Salford Royal,
disse: “milhões de mulheres tomam a pílula e o risco é muito baixo. O risco
absoluto é pequeno – é apenas infeliz e má sorte.” [MAIL OnLine – 20/04/2016].
Ainda
sobre a reportagem do matutino londrino, Dr. Piyali Pal, neuropatologista,
disse no inquérito que a bailarina romena sofria de coágulos de sangue no
cérebro que pode ser causado por desidratação, desnutrição, coagulação do
sangue ou pílulas anticoncepcionais orais.
O
preconceito está na avaliação do que se pensa ser certo ou errado, belo ou
feio, fora da ética de Platão que tinha um caráter duradouro, diferente da
ética atual que sintetiza os interesses nos grupos exclusivos a cada
peculiaridade transitória e efêmera. Quando o poeta chama a mulher de bela, é a
beleza que ele está se referindo e não a padrões transitórios do que se possa
estabelecer da beleza ou da moda.
Recatada,
nos tempos da belle époque (1889/1931) e nos dias dourados das décadas de 1950
e 1960´s, era a condição da mulher virtuosa e prendada que pretendia formar um
lar numa família feliz. As mudanças sociais acontecem, é lógico e todos são
influenciados por essa mudança, homens e mulheres.
As
mulheres sempre gostam de receber elogios, é por isso que nos afirmamos como
sincero galanteador. Mas todos nós sabemos quando é o momento e o local
adequado, assim como devemos pedir o prato do cardápio à mesa e nunca perto da
cozinha onde os garçons estão em trânsito.
Numa
consciência planetária que está indo embora, atualmente abrangendo cerca de 6
bilhões de pessoas do total de 7,3 bilhões da população mundial, ainda
predomina, em todos os ambientes, a separatividade e a competitividade. Os
preconceitos vivem nesse meio. A verdadeira libertação está com 1,3 bilhão de
seres humanos que vivem em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência,
alegria e gratidão.
Nos
tempos novos, a Jerusalém do céu está descendo entre os homens, na visão de
João, o escriba do Apocalipse, conforme está escrito no capítulo 21, versículo
4, lido na Santa Missa do Padre Marcelo Rossi, transmitida pela TV Globo –
domingo 06:00h – 24 de abril de 2016: “E Deus limpará de seus olhos toda a
lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.”
Mesmo
em situações difíceis, a libertação das mulheres é a necessidade profícua para
se estabelecer um mundo feliz. Em crônicas anteriores, vimos argumentando que
para o casal ser feliz é necessário que ambos sejam independentes em todos os
sentidos. Finalizando a crônica “Bela, Recatada e do Lar”, os últimos
parágrafos da crônica PÉGASO (XLVII), de Fernando Pinheiro:
O
relacionamento de casais é um tema que sempre abordo em minhas crônicas. Ao
tomar um taxi que pertencia à área de Copacabana, perguntei ao motorista como
vai a princesinha do mar? Ele me disse que à noite pela Avenida Atlântica está
cheia de mulheres prostitutas.
Esse
tema é notícia de hoje no jornal El Pais, de Madri, Espanha, divulgando que na
Suécia é delinquência, desde 1999, pagar mulheres para ter relações sexuais,
exonerando a participação feminina no crime, isto porque é entendido que a
prostituição é uma violência contra as mulheres.
Nesse
rumo, outros países estão seguindo o modelo nórdico, sendo que a França é o
último impondo uma multa de até 3.750 euros, equivalentes a R$ 15 mil para quem
pagar por sexo. De forma velada ou exposta, essa conquista através do dinheiro
é algo que, no fundo, sevicia a mulher, tirando-lhe a liberdade de escolha.
Segundo
revelado pelo jornal que revelou dados do Instituto Sueco, depois de 10 anos
que a lei sueca entrou em vigor, “caiu de 13,6% para menos de 8% o número de
compradores do sexo”, reduzindo o interesse de diversos grupos nas atividades
organizadas de prostituição.
Ainda
segundo El Pais, esse modelo também chamado novo abolicionismo está em vigor em
vários países: Suécia, Noruega, Islândia, Irlanda do Norte, Canadá, Cingapura,
África do Sul, Coreia do Sul e França, esta é a fórmula encontrada por esses
países para acabar com a prostituição: acabando-se a demanda, acaba-se a
oferta. No entanto, a prostituição é regulamentada na Holanda, Alemanha e
Dinamarca, desde 2000, e na Hungria a meretriz é punida com multa ou prisão e o
cliente só é penalizado se estiver acompanhado de uma mulher menor de idade.
Nos
países subdesenvolvidos e até mesmo naqueles desenvolvidos em que as áreas da
indigência proliferam, as mulheres deixam de ter a igualdade dos homens, onde o
dinheiro as fazem escravas por momentos ou por tempo indeterminado de acabar
porque a carência de meios para sobreviver é mais forte.
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