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terça-feira, 31 de maio de 2016

CUPID VARIATION


Cupid Variation aparece no 2º Ato do balé Don Quixote, de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa. No romance de Miguel de Cervantes a busca de Don Quixote de La Mancha estava na situação e na circunstância em que ele mesmo definiu em versos:
“Sonhar o sonho impossível
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.”
– Don Quixote, de Miguel Cervantes

Revolucionários a Terra sempre os teve, inclusive os libertadores das Américas que inspiraram e ainda inspiram os governantes latinos, principalmente os da Venezuela e Argentina, mas no paradigma planetário não fazem a libertação. [AMÉRICA LATINA – 8 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Holllywood foi mais longe, apresentando vários episódios da série Star Wars (Guerra das Estrelas), sempre com record de bilheteria, o último Star Wars 7: O Despertar da Força, lançado em dezembro/2015. Em todos eles, a finalidade é salvar a Terra dos ataques alienígenas.  [AMÉRICA LATINA – 8 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].    
Don Quixote deu peso e referência ao sonho que buscou e não se limitou a ficar na impossibilidade de que o sonho se realizaria ou não. Se não acreditasse no sonho, a impossibilidade de acontecer se realizaria, dentro das possibilidades quânticas, seguindo o pensamento de Albert Einstein: o pensamento cria a realidade.  
Don Quixote, em fértil imaginação, viu o céu quando viu Dulcinea e conclui: “E o teu nome é como uma oração um anjo sussurra... Dulcinea.” Todos nós somos impulsionados a encontrar, como Cervantes, um amor casto à distância. 
Depois de lutar contra os moinhos de vento, mas para ele eram gigantes, fica inconsciente, adormece e sonha com Dulcinea que está acompanhada de Cupido, dríades e outras ninfas (criaturas da mitologia grega).
Essa cena de Cupid Variation surge por causa da conexão do pensamento dele e o da figura mitológica, vivendo nesse sonho, pois ambos estão numa mesma frequência de onda, onde a consciência está presente, lembrando que física quântica já estabelece que tudo tem consciência, inclusive os insetos.
No sonho que é verdadeiro, o sonho é sempre real, embora esteja em outra área da percepção humana, Don Quixote vê bailarinas dançar e se encanta com tanta beleza aos seus olhos, todas vestidas com roupas levemente esvoaçantes e delicadas.
Cupido se apresenta à moda grega para lembrar a sua origem mitológica. Ela se aproxima dele e, tocando-lhe as mãos o convida para participar da dança. Ele fica sem saber o que fazer ou pensar, aliás nem precisa pensar, apenas acompanha os passos leves e delicados de Cupido.
Na coreografia do balé, Don Quixote estende os braços tentando acompanhá-las, mas não tem jeito para dançar, mesmo assim ele as acompanha. Cavaleiro que é, ele se ajoelha, faz gesto de mãos ao peito e oferece a espada a Cupid, mas ela não está ligada em espada, apenas na dança que inspira o amor.
A amada Dulcineia se aproxima de Don Quixote, mas ele não pode tocá-la, não a alcança porque a dança está em movimento. Fica então parado, uma pequena dançarina o puxa para o meio do salão, mas ele não a acompanha, então, levanta as mãos, acompanhando a música, sai da cena de dança e fica nos fundos vendo as bailarinas dançar.
Na realidade tangível, ele pensou na mulher amada, fazendo o que chamamos de colapso da função de onda e acreditou no que poderia acontecer, agindo e criando a realidade que veio em forma de sonhos, ideia que já estava fazendo parte do mundo subjetivo. Somos o que pensamos, não pode ser diferente.
Assim são os nossos sonhos. Nascidos em fontes sagradas têm a direção que a lei natural determinará. Os rios têm a gravidade que favorece o percurso, o homem possui a gravitação de seus interesses em torno da causa que beneficiará a todos. A evolução está em tudo. É por isto que vemos se extinguir movimentos de beleza restritos à área particular de pessoas que pensam sentir o infortúnio e o isolamento. [ANTAR – 5 de julho de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Bailarinas famosas que dançaram Cupid Variation, do balé  Don Quixote, de Minkus: Abigail Connolly, Alina Cojocaru,  Anastasia Matvienko, Anastasia Stashkevich, Aubrey Carlsen, Bridgette Burnett, Christine Bejarano, Daria Khokhlova, Diana Ionescu, Diana Marie Gallegos, Ekaterina Krysanova, Ellaine Young, Evgenia Obraztsova, Han Yijia, Ivana Harizanova, Kezia Nicole, Konstantina Liontou, Lauren Gonzalez, Luna Montana Hoetzel, Marina Vasilieva, Marissa Orzame, Mariya Stoyanova, Maya Grigorieva, Miko Fogarty, Nanaka Mizuhara, Nina Kaptsova, Roxy Slavin, Valerya Martynyuk, Victoria Luchkina, Yong Jung Rhee, entre outras.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

SPARTACUS


A matrix do tempo de Roma antiga não é muito diferente da dos dias de hoje. O Senado romano outorgou poderes ao jovem general Crassus para ficar à frente da campanha cruel de conquista e traz de roldão, em corrente de ferro, um grupo de homens e mulheres prisioneiros, entre os quais Spartacus e Phrygia, marido e mulher.
Em festa de orgia, as cortesãs dançando fazem a festa animada. Descendo a tribuna, Crassus vai receber a escrava Phrygia, oferecendo-lhe vinho que ela recusa. Em seguida, dois gladiadores são obrigados a lutar, com viseiras fechadas. Spartacus vence a luta e, ao retirar a viseira do adversário, reconhece o amigo e, contrito de dor, fica desesperado, revolta-se contra Crassus. Daí nasce o monólogo de Spartacus que incita os gladiadores a se revoltar.
O 2º Ato do balé se inicia com a dança dos camponeses e pastores, usando cajado, festejando o acontecimento com suas mulheres e a entrada no palco de Spartacus com os gladiadores convocados à luta. Erguido de pé pelas mãos dos companheiros, Spartacus lança a mão para o alto bradando vitória antecipada.
Em seguida, entra Phrygia, a amada do herói, brinda a vida pensando no amor do amado, dançam em efusivas manifestações de alegria. Ele, com apenas uma mão, levanta Frígia para o alto, como troféu que o casamento lhe deu. Passos saltitantes em corrida calorosa se cruzam um perto do outro. Várias vezes, ele a carrega nos ombros, ficando o corpo dela estendido no ar em pose de entrega e deleite.
Ao mudar de cena, surgem dançarinas em evolução de passes que acompanham a música, quando elas se retiram, a cortesã Aegina faz um monólogo numa dança sensual e garbosa. Ao se retirar, surge Crassus e seus convidados da festa em orgia. Aegina junta-se outra vez no imenso salão e, ao dançar junto com Crassus, toca o cetro da águia romana que ele ostenta para mostrar que ela quer participar do poder. No meio da dança, entram soldados para dizer a Crassus que a rebelião contra ele começou, assim acaba a festa.
Cercado pelos gladiadores rebeldes, Crassus se defronta com Spartacus em luta em que é desarmado. Com a espada em punho, Spartacus poderia matá-lo, mas não o fez, fazendo um gesto para que o cerco se desfaça e, no mesmo instante, Crassus foge correndo e Aegina o acompanha, encerrando o 2º Ato.
No 3º Ato, o casal Aegina e Crassus surge dançando, ela o toca como sinal de carinho, ele a rejeita porque não é a hora de fazer amor, então, ela entrega-lhe a espada e o incentiva a reagir contra a rebelião dos soldados de Spartacus. Ele se anima e convoca suas legiões de milicianos a lutar. Aegina vai até o acampamento de Spartacus, dá uma olhada de soslaio, como espiã, e desaparece. De lá surge, Phrygia, a mulher de Spartacus.
Phrygia entra em cena dançando, é o adágio de Spartacus e Frygia. Quando Spartacus chega perto dela, a vê um pouco aflita quanto ao que há-de vir em sua vida, mas com a presença dele, ela se entrega em abraço confiante, é o que os poetas do passado chamavam de abandono, não uma fuga, mas uma entrega aos deuses pelo amanhã que virá.
As mãos dela estendidas denota isso. O amor tem essa transcendência. Ele a carrega, levantando-a numa só mão, a direita, em gesto que desperta a sensibilidade de quem assiste a cena. Há beijos velados, quem sabe esses não são os melhores? Eles estão abraçados, quando ouve passos de soldados. Spartacus leva a esposa para o acampamento. Os seus amigos rebeldes se apresentam.
Aegina traz suas amigas para distrair os camponeses que pretendiam ir lutar junto de Spartacus, diminuindo o contingente de rebeldes contra o seu amado Cassius. Eles se amam na relva, sem se preocupar com o que estava acontecendo em Roma. Surge Cassius e surpreende esse contingente desarmado, Aegina entregou-os de bandeja. Ela sai da cena de guerra escoltada pelos soldados de Cassius.
Spartacus agora está sem a força total que tinha antes, pois muitos desistiram de continuar a lutar, mesmo assim a rebelião acontece e sai derrotado por Crassus que o sacrifica com uma lança, aliás eram muitas lanças que o levantam em forma de cruz. Phrygia chora diante do corpo de Spartacus e implora aos céus para que a memória dele nunca se apague.
Basta dizer que, nos idos 71 a.C., na Via Ápia, que liga Roma a Capua, 6.472 escravos foram crucificados à beira da estrada, num só dia, eram os últimos remanescentes mortos que seguiram Spartacus, o gladiador que liderou uma revolta contra o Império Romano. O grupo começou com 70 gladiadores fugidos, foi crescendo, crescendo até atingir o número de 65 mil escravos, todos mortos. Agora, vocês já perceberam porque Jesus não foi para Roma. Ele não permaneceria vivo por lá nem uma hora. [NUDEZ VIOLENTADA – 06 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Spartacus é herói e, ao mesmo tempo, símbolo de luta dos escravos e outras pessoas oprimidas pelo poder. No cinema, o ator Kirk Douglas no papel-título interpreta Spartacus,  filme dirigido, em 1960, por Stanley Kubrick, fez crescer o fascínio do gladiador rebelde que no imaginário coletivo não morreu. O ator Laurence Olivier vivenciou o personagem Crassus.
A mando do Senado romano, Crassus não permitiu que a matrix fosse mudada, como até hoje acontece no mundo. Uma vantagem deve ser creditada a ele: soube conquistar a cortesã Aegina como se vê no balé Spartacus, de Khachaturian, onde Svetlana Zakharova & Vladislav Lantratov fazem essa revelação no Bolshoi Ballet, Rússia
Nos idos de 2008, Bolshoi Ballet & Orchestre Colonne apresentaram no Garnier Palais, Paris, o balé Spartacus em 3 atos, baseado no livro por Raffaello Tziovanoli, música de  Aram Khachaturian, coreografia de Yuri Grigorivich, diretor  Ross MacGibbon, orquestra conduzida pelo maestro Pavel Klinichev. Dançarinos:  Carlos ACosta (Spartacus) Alexander Volchkov (Cassius), Nina Kaptsova (Phrygia) e Maria Allash (Aegina).
O pensamento difuso, quando alcança os grupos afins, fluindo no colapso da função de onda, vira uma corrente muito forte que ganha reforço em cadeia que se multiplica em número sempre crescente, assim nasce a ideologia.
Se a população da Roma antiga tivesse a adesão maciça que Spartacus convocou, certamente acabaria com a escravidão naquela época e não teríamos hoje a escravidão manifestada em muitas formas de opressão, manipulada pelos detentores do poder. A matrix daquela época recrudesce nos tempos de hoje.

domingo, 29 de maio de 2016

DIANA VARIATION


A obra Metamorfoses, de Ovídio, narra o mito Diana e Actéon, num encontro casual em que ele a vê desnuda tomando banho em escolta de ninfas que cobrem a nudez da casta deusa que fica enraivecida pela presença dele, jogando-lhe água que é transformado num cervo, impedindo-o de falar e, ao fugir, é morto por seus cães que não o reconhecem. A cena também foi retratada por Ticiano, pintor italiano da Renascença.
Com música de Cesare Pugni e coreografia de Marius Petipa, o tema virou balé em homenagem a Diana, a deusa romana da caça e da castidade, vestindo uma túnica vermelha, que se apresenta en pas de deux com Actéon, um herói de Tebas. O balé também ganhou música de Riccardo Drigo e coreografia de Alicia Alonso.
Quando o homem vê a nudez da mulher, sem o consentimento dela ou da família, faz eclodir o mito de Diana  nos tempos atuais. A violência contra a mulher está desde a entrada, sem permissão, de homens em banheiros públicos femininos, bem como nos recintos do trabalho, com o propósito de seduzir ou agarrar à força.
O mito recrudesce, em maio de 2016, com a notícia de que o ator americano Bil Cosby recebeu a decisão da juíza Elizabeth McHug de levá-lo a julgamento na Pennsylvania, EE.UU., acusado por crimes, cometidos em 2004, por abuso sexual contra mulher.
Na novela Velho Chico, primeira fase, idealizada por Benedito Ruy Barbosa e escrita por Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, levada ao ar pela TV-Globo, ambientada na fictícia Grota do São Francisco, nos idos de 1960, o coronel Afrânio, vivido pelo ator Rodrigo Santoro, encontra Leonor, moça virgem, interpretada pela atriz Marina Nery que estava tomando banho no rio, e, mesmo com o consentimento dela, a deflora, isto atingiu a honra da família que o persegue e o obriga a casar com ela. Os costumes antigos e atuais refletem, veladamente, o mito de Diana.
Em caso extremo, o mito de Diana recrudesceu no filme Último Tango em Paris, dirigido por Bernardo Bertolucci, nos idos de 1972, na cena da manteiga na qual a atriz Maria Schneider foi estuprada pelo ator Marlon Brando, a cena não estava no roteiro do filme.
Como o ator de cinema é visto como um semideus ou muito mais pela mídia e pelo público, o diretor deixou passar isso por considerar uma cena real, mas era um estupro, via anal, contra a vontade da atriz que, aos 20 anos, estava contracenando com esse ator famoso. Ela, conforme confessou, foi manipulada, violentada e humilhada. Assim, houve a ruptura da atriz com Bertolucci e o ator e o diretor nunca mais se falaram. [NUDEZ VIOLENTADA – 6 de maio de 2014, blog Fernando Pinheiro, escritor].
Segundo o comentário do JB – 17/11/2013: “A atriz sofreu problemas psicológicos e anos de dependência química, e nunca mais gravou cenas de nudez em toda a sua carreira. Apenas após sua morte, em 2011, com 58 anos, depois de uma grave doença, Bertolucci admitiu, pela primeira vez, que gostaria de ter "lhe pedido desculpas". (ANSA). [NUDEZ VIOLENTADA – 6 de maio de 2014, blog Fernando Pinheiro, escritor].
A China, o país de maior população do mundo, cerca de 1,7 bilhão de habitantes, apresentou, conforme divulgado, em 29/11/2014, pelo jornal madrileno El Pais, o primeiro projeto de lei contra a violência conjugal, realçando que o problema afeta 25% das mulheres casadas. Assim, podemos ver que o número de vítimas atinge a cifra de milhões de mulheres. [SISTEMA DE CRENÇAS (II) – 31 de outubro de 2015.
A cultura milenar chinesa, assim como a maior parte do mundo, ao longo de sua existência, considerava essa questão como sendo particular e não pública, isto englobando o abuso verbal sofrido por mulheres. [NO MEIO DO CAOS – 29 de novembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Trinta anos antes, o Brasil se antecipa com a criação da primeira Delegacia de Defesa da Mulher, em 07 de agosto de 1985, por Michel Temer, secretário de Segurança Pública de São Paulo, no governo de André Franco Montoro, sendo que a primeira delegada a chefiar essa Delegacia foi Rosmary Correa [blog Palácio do Planalto – Presidência da República – Notícias – 07.08.2015].
No Estado do Rio de Janeiro existem mais de 130 mil processos sobre violência contra a mulher. Em foto ao lado do desembargador Luiz Fernando Ribeiro, a juíza Adriana Ramos de Mello exibe, com as mãos estendidas, a camisa da campanha: Justiça pela paz em casa. [AMAERJ – Notícias – Informativo 131 – janeiro / fevereiro de 2016].
É oportuno citar as palavras da ministra Carmen Lúcia, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, a respeito do que pensam os criminosos quando praticam atos de violência contra mulheres: “Nosso corpo como flagelo, nossa alma como lixo.” –  El Pais – 29 de maio de 2016.
Diana Variation aparece o solo de bailarina dançando na coreografia de Agrippina Vaganova, tem a presença, em apresentações distintas, das seguintes bailarinas: Amparo Brito, Cecília Kerche, Flávia Garcia, Jaimi Cullen, Martina Miró, Mayara Magri, Rosario Suarez.
Diana e Acteon, en pas de deux, se apresentaram, em lugares diversos, os seguintes bailarinos: Anastasia Matvienko e Denis Matvienko / Anastasia Stashkevich e Vyacheslav Lopatin / Cynthia Gregory e Fernando Bujones / Ekaterina (Yekaterina) Osmolkina e Vladimir Shklyarov / Irena Pasaric e José Manuel Carreño / Jennifer Gelfand e José Carreño / Lorna Feijoo e Carlos Acosta / Tatiana Terekhova e Sergei Berezhnoi / Xiomara Reys e Rolando Sarabia.
Merece ainda destaque a participação de Samira Crema Faria, funcionária do Banco do Brasil, ex-aluna da Academia Daisa Poltronieri, que se apresentou, nos idos de 2009, no Teatro Calil Haddad, Maringá – PR, dançando Diana e Actéon pas de deux, com o bailarino Sérgio Oliveira.  

sábado, 28 de maio de 2016

RAYMUNDA VARIATION


O balé Raymonda escrito por Lydia Pashkova e Marius Petipa, coreografia de Marius Petipa, música de Alexander Glazunov, encenado em 3 atos.
O 1º Ato possui 3 variações, sendo que Visions Variation é apresentado no 2º quadro do palco no qual Raymonda é conduzida, em sonhos, por Dama Branca, ancestral da família, ao reino da fantasia onde ela é apresentada a um fidalgo sarraceno.
Descendo uma escadaria de um lugar paradisíaco, ambas entram no jardim envolvidas numa atmosfera azulada. Dama Branca apresenta Raymonda a Abderakhhman numa circunstância feliz, onde ele está acompanhado de uma grande comitiva que ostenta os brasões dos antepassados. Ela o vê, dançando, cai-lhe em seus braços, eram como já se conhecessem muito antes do agora.
Abderakhhman ao se apresentar a ela puxa e beija a espada, dobra os joelhos e a oferece a Raymunda que a recebe e começa dançar com a espada.  Ela finca a espada no chão. Ele a observa vir em sua direção, se ajoelha para ela retirar a coroa de louros que está em cima de sua cabeça, e ela coloca a coroa em cima da espada, denotando que aprova a vida guerreira do amado.
Durante a dança, um dos amigos de Abderakhman se aproxima, se ajoelha e oferece a Raymonda um ramo de palmeira, assim como cada participante da ala feminina segura um ramo, símbolo da imortalidade, como se vê na coroa de ramos que os atletas olímpicos ganham ao subir ao pódio.
Raymonda segura o ramo, com as duas mãos levantadas, dança para Abderakhman com olhares de puro enlevo, ele pega o ramo dos braços dela e vai entregar a um companheiro, ele se retira para o lado oposto. Quando ele volta, ela vai ao seu encontro, ele para, ela corre apressada e de um salto se joga de costas em cima dele que a ampara num abraço. Ambos saem de cena.
Ela volta sozinha onde estava há pouco. Eis que surge Jean de Brienne, o noivo de Raymonda querendo tomar-lhe satisfação do ocorrido. Tudo parece desabar, ela encosta as mãos no peito querendo proteger o coração. Raymonda corre pela direita, guardas usando lanças não a deixam fugir, ela tenta pela esquerda, o mesmo obstáculo, se dirige em direção da escadaria, eis que o noivo de braços abertos a impede de  escapar.
A aflição cresce, ele tenta abraçá-la, mas ela recusa o abraço, ele frustrado tira da cintura um sabre e a ameaça de morte. Ela se ajoelha, coloca as mãos para cima, como a pedir ajuda, ele lança ao chão a arma e ela desfalece. Ele se aproxima dela e depois a abandona, deixando-a sozinha.
No chão, ao lado do corpo de Raymonda uma fumaça tênue brota do chão, espalhando-se pelo ar, é percebido por almas errantes que passam perto dela. Dançando, elas se aglomeram ao redor de Raymonda que está adormecida e deixam sobre ela alguma coisa e saem em disparada. Em seguida, chegam seus familiares que a fazem despertar e a levam de volta para casa, encerrando o Ato nº 1.
Nelita está sempre contente ao lado de Orlando, mas depende dele estar na mesma frequência de onda onde ela está para não haver descompasso ou falta de sintonia, pois isto é uma questão de física teórica. Os pensamentos correm em campo eletromagnético onde se irradia a frequência escolhida. [ALÉM DA LOUCURA – 3 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].   
O Reino Mágico da Fantasia é a forma mágica encontrada pelos autores do balé Raymunda para definir o que hoje conhecemos por mundo astral revelado em 50 crônicas da série Pégaso divulgadas neste espaço, dentre as quais destacamos a de nº 28:  
Vestido comprido, apenas uma lingerie por baixo, ela surgiu assim de modo desligado de qualquer impressão que denotasse sensualidade, embora seus seios dentro da roupa sacudiam em suaves meneios quando ela chegou perto de mim.
Ela era alta, elegante no andar, disse que o amor era pouco. Não, eu a respondi que o amor preenche as lacunas do pouco que é apenas uma impressão que ela sentia.
Não havia intenção de namoro entre nós, ela me chegou  apenas com este recado do que sentia em seu coração. Então, por que veio? Algo meu lhe atraiu, um pouco de mim já era um pouco que ela sentira do amor.
Essa imagem fluídica do sono fez-me lembrar das entidades que estão nos sonhos a revelar a realidade em que todos vivem, embora nem sempre esteja de acordo com aquilo que desejamos acontecer, essa é a linguagem de Carl Jung que a psicanálise admite acontecer por estar mergulhada na subjetividade.
A busca de ser feliz é a meta primordial de quem está a sós, embora não sinta solidão, pois as forças íntimas guardadas no recôndito do ser profundo eclodem quando há os passos do caminho interno, em aparente solidão, como vivem os asseclas em permanente retiro espiritual.
Esse caminho interno também se desdobra em convívio social: trabalho em equipe, dança em bailados elegantes, jogo de arena esportiva, passeio e viagem em grupo, quando a introspecção não deixa ser influenciada por imagens externas diferentes do que sentimos.
Sempre o que sonhamos deixa rastros no caminho que percorremos nos momentos em que alguma situação nos diz respeito, vindo a eclodir quando despertamos do sonho que tivemos no leito de dormir. [PÉGASO (XXVIII) – 23 de julho de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Bailarinas famosas dançaram Raymonda Variation, dentre as quais destacamos: Irina Kolpakova, Isabelle Gervasini, Maria Alexandrova, Marie-Agnès Gillo, Maya Plisetskaya, Natalia Bessmertnova (1941-2008), Olesya Novikova, Paloma Herrera, Sangeun Lee, Scout Forsyth, Svetlana Zakharova, Sylvie Guilllem, Tamara Rojo, Zohar Ben Israel.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

NIKIYA VARIATION


A jura de amor eterno é diante do fogo sagrado, ela, Nikiya, uma dançarina do tempo, ele, Solor, um jovem guerreiro, este é o enredo que traz o balé Bayadère, música de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, encenado em três atos.
Nikiya Variation é um encantamento de música e de dança. Corre o tempo, o jovem apaixonado esquece o juramento que fez no momento em que o Rajá lhe oferece a mão de sua filha Gamzatti em casamento.
Na 1ª cena, Nikiya vai ao palácio à procura do Solor e o encontra ao lado de Gamzatti bem na entrada erguida por monumentais colunas. A rival a recebe com desprezo, afastando-a com os braços, mesmo assim lhe oferece jóias e outros presentes. Nikiya não aceita e ameaça com um punhal o seu amado e, sem possibilidade alguma de reaver o amor antigo, ela foge desesperada.   
No 2º ato do balé, surge Nikiya Variation que celebra as bodas de casamento de Solor e Gamzatti. Nikiya é obrigada a dançar  por ordem do Rajá. As dançarinas estão perfiladas, com vestidos de galã e Nikiya entra no imenso salão, soltando o lenço sobre o rosto, em sinal de protesto, usando braceletes, lenço lilás amarrado no meio da cabeça para trás, descendo até à cintura, calça comprida colada ao corpo em tonalidades vermelho e lilás, em cima apenas um sutiã bordado com paetê cobrindo-lhe os seios.
A mando do Raja, uma empregada, acompanhada de um escravo que rasteja pelo chão sem camisa, oferece a dançarina um cesto de flores e ela recebe pensando ser um presente do amado Solor.
Esperançosa num clima sombrio, como se vê na caixa de pandorra, a dança faz movimentar para bem longe temores do futuro e ela pensa em Solor, tão perto dela fisicamente e tão longe por circunstância adversa. Dançarinas, guardas do palácio e convidados da alta casta hindu assistem ao grande espetáculo de gala.  
Observada pela seleta plateia, Nikiya dança expressando arte e beleza, a música evoca uma fantasia musical despertando sonhos de quem a assiste, ela se ajoelha, retira a flor vermelha, olha de longe para seu amado, oferecendo-lhe a rosa, e triste deixa a rosa cair no chão, coloca no pescoço o cesto de flores, como fosse o amado a lhe acariciar, quando uma serpente venenosa a morde no pescoço.
Num gesto rápido, Nikiya arranca do seu pescoço a serpente venenosa e a lança no chão. No mesmo tempo, o escravo corre rápido e pega a serpente retirando-a da vista de todos da plateia.
Nikiya se dirige em direção do trono onde está o amado Solor, a guarda do palácio faz uma barreira impedindo-a de se dirigir a ele, o Rajá está à frente da escolta e faz aceno para que ela não se aproxime. Ela ainda toca no braço dele, como se fosse uma súplica, mas o Rajá é insensível e não deixa que ela se aproxime.
Mordida pela serpente, Nikiya retoma a dança em gestos lânguidos, quase a desfalecer. Um minuto depois, ela cai, o sacerdote brâmane ordena com um gesto a todos os convivas  virar de costas, e se aproxima da dançarina, oferecendo-lhe o antídoto contra o veneno em troca de favores de pertencimento.
Ter muitas mulheres é sinal de prestígio na Índia e na China, brâmane é a casta mais elevada da sociedade hindu. Ela se recusa a tomar o antídoto, levanta-se e, ao recomeçar a dança, cai desfalecida e morre. Quando ela cai no chão, Solor deixa o lugar de honra onde se encontrava, ao lado do Rajá e da filha, e vai ficar junto à desfalecida, com um abraço a mantém junto ao peito. A cena do 2º ato é fechada.   
No 3º ato, vemos o aspecto preocupado de Solor: pesar e remorso assomam-lhe os pensamentos pela morte de Nikiya. Nessa atmosfera sombria, busca um lenitivo para dor, toma ópio, numa tentativa de fugir de si mesmo, é em vão, ao dormir vê os espectros de bailarinas dançando a música da celebração das bodas. 
Um temporal desaba com ventanias fortes que derrubam o templo. Nos escombros surge Nikiya, em corpo astral e, para quem está em outra apreciação, é o espectro da bailarina, assim como existe o espectro da rosa, outro balé, e fica ao lado de seu amado, a fim de tirar-lhe todo o remorso que tinha, evocando cenas em que ambos estavam apaixonados. Os engramas do passado são dissipados. Um novo alento assoma-lhe a fisionomia e ele passa a ter um novo alento para viver.
Tudo se interliga através da ressonância magnética, os pensamentos estão carregados de átomos possuindo densidade, coloração e velocidade, as dimensões estão interligadas e não há separatividade, competitividade no universo, isto só acontece neste paradigma dissociado que está indo embora do planeta. [MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Grandes bailarinas dançaram Nikiya Variation do balé Bayadère, vale mencionar: Svetlana Zakharova, Alena Kovaleva, Alina Somova, Altynai Asylmuratova, Anastasia Matvienko Gamzatti, Aurélie Dupont, Charline Giezendanner, Darcey Bussell, Diana Vishneva, Evgenia Obraztsova, Gabriela Komleva, Hannah Kulas, Héloise Bourdon, Isabelle Guerin, Katia Almayeva, Nadezhda Gonchar, Nadezhda Gracheva, Natalia Osipova, Olesya Novikova, Olga Esina, Patricia Zhou, Polina Semionova, Uliana Lopatkina, Sabrina Mallem, Sae Eun Park, Viktoria Tereshkina, Yana Selina, entre outras.
Merece ainda destaque a participação de Samira Crema Faria, funcionária do Banco do Brasil, ex-aluna da Academia Daisa Poltronieri, que se apresentou, nos idos de 1999, no Teatro Calil Haddad – Maringá–PR, dançando Nikiya Variation.   

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

QUEBRA-NOZES


Quebra-Nozes ganha o ouro olímpico: é o balé mais popular do mundo, numa mistura de magia e realismo que é favorecido pelos tempos nostálgicos das festas de Natal em que se sobressaem os contos de fadas, além de ter a música de Tchaikowsky como expressão máxima do balé.

Na obra Raising the Barre, de Lauren Kessler, a autora enfatiza: “O Quebra-Nozes é a minha cura para a crise de meia-idade”. Na entrevista publicada, a jornalista Nora Krug finaliza: “A realização de Kessler na dança em O Quebra-Nozes é admirável”. [The Washington Post – 10 de dezembro de 2015].

Desde a inocência da heroína Clara até o exotismo, que muito nos agrada, as danças russas, árabes e chinesas e a valsa das flores: encanto total. Grand pas de deux, variações e coda são pontos altos da dança, embora a parte de história tenha um sentido que vem ultrapassando os tempos, em apreciação sempre elevada.

Os contos de fada e os sonhos do mundo subjetivo estão interligados aos sonhos reais e se completam quando a realidade tangível surge. Isto aconteceu com outros balés, a seguir:

O balé Raymonda escrito por Lydia Pashkova e Marius Petipa, coreografia de Marius Petipa, música de Alexander Glazunov, encenado em 3 atos.

O 1º Ato possui 3 variações, sendo que Visions Variation é apresentado no 2º quadro do palco no qual Raymonda é conduzida, em sonhos, por Dama Branca, ancestral da família, ao reino da fantasia onde ela é apresentada a um fidalgo sarraceno. [RAYMONDA VARIATION – 28 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

Cupid Variation aparece no 2º Ato do balé Don Quixote, de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa. No romance de Miguel de Cervantes a busca de Don Quixote de La Mancha estava na situação e na circunstância em que ele mesmo definiu em versos: “Sonhar o sonho impossível”. [CUPID VARIATION – 31 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

Quando compartilhamos no facebook o vídeo do Pas de Deux, do balé Quebra-Nozes, apresentado pela Orchestra Royal Ballet, sob a regência do maestro John Lanchbery, tendo como bailarinos Rudolf Nureyev, no papel de o príncipe, e Merle Park, interpretando Clara, a nossa amiga Irina Orlova, Rostov, Rússia, curtiu a postagem no facebook, expressando-se: agradeço a você, meu amigo. É realmente maravilhoso!”

Outro comentário que diz respeito ao berço do balé veio de nossa amiga Nilza Lopes da Silva: “Eu morei na Rússia quando fui Vice-Cônsul do Brasil em Moscou e adorei Moscou, o povo muito gentil, os espetáculos de ballet que assistia no Teatro Bolslhoi, a comida que é muito gostosa e algo que todos admiram, seja homem ou mulher – a beleza e a elegância das mulheres russas.

De saudosa memória John Lanchery (1923/2003), respeitado e admirado em 3 continentes, esteve à frente do Royal Ballet (1960 a 1972), Australian Ballet (1972 a 1977) e American Ballet Theatre (1978-1980). [The Guardian – 28 de fevereiro de 2003].

quarta-feira, 25 de maio de 2016

LAGO DOS CISNES


A apresentação do Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, em 3 atos, coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov, numa versão de Konstantin Sergeyev, pelo The Kirov Ballet, sob a direção técnica de Valery Shepovalov, e Kirov Theatre Orchestra conduzida pelo maestro Viktor Fedotov, tendo como violino solo, Alexander Vasilyev e cello solo, Sergei Raldugin, tem no elenco os seguintes bailarinos:

Odette/Odile: Yulia Makhalina – Prince Siegfried: Igor Zelensky – The Princess Regent, Siegfried´mother: Angelina Kashirina – Court Jester: Yuri Fateyev – Rothbart, an evil magician: Eldar Aliyev – The Prince´friends: Larissa Lezhnina e Veronika Ivanova – The Prince´tutor: Vladimir Silakov – Cygnets: Natalia Pavlova, Elvira Krylova, Maya Baturina, Veronika Ivanova – Four Swans: Galina Yablonskaya, Anna  Polikarpova, Tatiana Rusanova, Galina Rakhmanova – Two Swans: Irina Sitnikova, Olga Volobuyeva – Spanish Dance: Yelena Sherstynyova, Vladimir Kolesnikov, Natalya Kopyseva, Maxim Piskevich – Neapolitan Dance: Irina Guseva, Andrei Garbuz – Hungarian Dance – Czardas: Galina Zakrutkina, Andrei Yakovlev – Mazurka: Yelena Bazhenova, Andrei Bugayev, Marina Abdullayeva, Pyotr Stasyunas, Viktoria Lebedeva, Vyacheslav Khomyakov, Nina Borchenko, Gennady Babanin.                     

O emocionante conto de fadas apresenta o príncipe Siegfried, a princesa Odette e suas amigas donzelas transformadas em cisne pelo feitiço de Rothbart, aliás são muitas mulheres-cisnes que só voltam ao estado normal durante à noite.

1º Ato – Cena 1 – um parque perto do palácio de Siegfried. Há comemoração com brindes de bebida. Quando o príncipe ia tomar mais uma taça de vinho, o tutor não permite, mostrando-lhe um livro, ele lhe entrega a taça. Os casais dançam a valsa.

Num gesto de carinho, as bailarinas colocam uma coroa na cabeça do príncipe. Ele retira a coroa da cabeça e a põe na mão esquerda, dançando com o grupo de bailarinas. Quando a mãe dele entra em cena, vê que o filho é querido pelas mulheres, ele, já sem a coroa, vai ao encontro dela e beija-lhe as mãos. Mulheres oferecem flores à mãe do príncipe.

1º Ato – Cena 2 – Ao lado de um lago – Deslizam em águas tranquilas do lago um grupo de cisnes brancos. No cenário um luar esplêndido. Surge o principal tema musical do balé, popularmente conhecido como Lake in Moonlight.

O príncipe pega o arco e a flecha e aponta para um cisne, não atira, apenas faz o colapso da função de onda, atendido, de imediato, demonstrando que o pensamento cria a realidade.

Quando chegamos lá, tudo vazio em termos de mobília. Entramos pela sala vazia a significar que teríamos que organizar tudo dentro da casa, não digo comprar, porque no campo astral não se compra nada, apenas se pensa e tem o que se deseja. Isto está dentro das possibilidades quânticas que, conforme agora exploradas por comercial de televisão, são de infinitas possibilidades. [PÉGASO (XLVI) – 10 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  

Eis que surge uma bailarina dançando, ele a acompanha, num jogo de caça e caçador. Aproximando-se, ele para e a faz parar num instante em que os olhares se encontram, combinando-os. Em seguida, aparece um grupo de bailarinas, entrando na dança.

Quando começa o adágio, movimento lento da música, surge pas de deux composto pelo príncipe e a pretendida.   Rothbart, usando um manto vermelho e preto, surge demonstrando suas habilidades, pelas mãos dele emanam sutis entrelaçamentos, é magia. Depois do adágio, quatro bailarinas, com as mãos entrelaçadas, fazem a Dança dos Cygnets.

O grupo das dançarinas retoma o bailado, quando termina, aparece o príncipe levantando para o alto a pretendida, quando toma conta da cena o tema central do balé. Ela fica encantada pelo príncipe e lhe dá um beijo, as bailarinas fazem uma roda colocando, no centro, o par dos enamorados, depois saem de cena porque surge o Rothbart fazendo magia: cisnes deslizam pelo lago.

2º Ato – Salão de baile no palácio de Siegfried – O bobo da corte faz um solo de dança, assistido pelo príncipe sentado na cadeira ao lado da mãe. O baile começa com 6 bailarinas, em vestidos finos e longos, a mãe dele o incentiva a dançar com elas, ele aceita, entrando na dança.

A trombeta anuncia a entrada de Rothbart, o mago, e a sua filha Odile, cisne negro, quando eles se retiram, dois casais apresentam a dança espanhola, depois outro grupo de dançarinos a Neapolitan Dance. Em seguida, com muito garbo e beleza, casais de bailarinos fazem a dança espanhola. Na música é o movimento allegro non troppo.

Na dança húngara (Czardas), uma comitiva de 4 princesas acompanhadas por dançarinos, mesmo dançando com os parceiros, elas estavam dispostas a ser a predileta do príncipe, caso a escolha recaísse sobre alguma delas.

A reentrada de Odile (Black Swan) no salão, acompanhada do pai, faz tudo mergulhar na expectativa. O príncipe e Odile se encontram e dançam pas de deux num clima que revela a conquista através da sedução.

No final da dança, o príncipe a escolhe para ser a esposa, pensando que encontrou a sua amada. No plano acima, a imagem de Odette aparece dançando como a dizer que ela está viva, não o esquecendo.   

3º Ato – Ao lado do lago – Odette sente-se triste pela rejeição do príncipe, mas mesmo assim dança para aliviar as dores. O príncipe percebe que foi enganado pelo mago, vai à procura de Odette e ela fica feliz. Vendo o casal dançar, o mago tenta matá-la. O príncipe parte pra cima dele e arranca-lhe uma das asas, eliminando-lhe as forças.

Novamente surge o principal tema musical, de encantadora beleza. Odette fica abatida no chão, sentindo os efeitos do feitiço, mas é socorrida pelo príncipe que a levanta e a faz sentir feliz ao lado dele, no final que termina ambos abraçados, em doce enlevo.

 
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terça-feira, 24 de maio de 2016

A BELA ADORMECIDA


A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, balé em 3 atos, coreografia de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, coreografia de Marius Petipa, inspirado no conto de fadas de Charles Perrault. No Prólogo há o convite do rei Florestan XIV e da rainha Florencia a todas as fadas para serem madrinhas de batismo da filha Aurora que acabara de nascer.

Os melhores atributos humanos são apresentados em forma de presentes oferecidos pelas fadas e, no recinto, surge a  intrometida Carabosse, a fada do mal, fazendo a previsão de que a princesa irá morrer num acidente em que terá os dedos feridos por um fuso de tricô. Sai em defesa da princesa, a fada Lilás que a expulsa. Vendo as operárias da Corte tricotando, o rei as proíbe de usar a ferramenta de trabalho. 

Ato nº 1 – A princesa Aurora completa 16 primaveras vividas. No jardim do palácio, os eventos se sucedem: entrada dos pais de Aurora, valsa das grinaldas, entrada de Aurora, adágio da Rosa, dança das damas de companhia e do pajens, variação de Aurora, coda (repetição de um trecho de música antes apresentado), Aurora e o fuso.

Usando armas na cintura, quatro príncipes se apresentam e dançam com as bailarinas. No auge da festa, entra uma figura sinistra que dá um ramo de flores à princesa que está dançando. A mãe pressente o perigo e vai ao encontro dela e, ao chegar perto, a princesa tem os dedos feridos por um fuso de tricô. Tirando o capuz, Carabosse confirma a previsão, e diante a plateia atônita, se retira do salão, rindo às gargalhadas.

A princesa Aurora continua dançando, sente-se mal e é amparada pelos quatro príncipes que a suspendem para o alto, deitada. Mas, ela não está morta, apenas adormecida, a bela adormecida. A princesa Lilás, no salão, anuncia que ela será despertada por um beijo de um jovem príncipe.

Ato nº 2 – Mundo de Morfeu – A fada Lilás evoca uma visão da princesa Aurora e a vê cercada por 20 nereidas, todas dançando. Quando elas param de dançar, surgir o príncipe, dançando, quando ele acaba de dançar, as nereidas retomam a dança. No minuto final, volta à cena o príncipe e a princesa. É a Vision Scene (duração 12:15).

Em viagem astral, numa canoa deslizando em neblina, com destino ao castelo enfeitiçado, a fada Lilás está acompanhada do príncipe. A luz do olhar da fada Lilás faz afugentar a feiticeira. Lá pessoas estão dormindo, ele toca em algumas delas procurando a mulher amada, encontrando-a, logo em seguida, aproxima-se dela e lhe dá um beijo, fazendo-lhe despertar.

O mundo de Morfeu é a esfera mitológica grega que revela a existência do sono, recrudescida, cientificamente, nos dias atuais, nos laboratórios e no Instituto do Sono, experiência pioneira no Brasil, na cidade de São Paulo, que fazem exames para demonstrar a qualidade do sono, sendo que no estado do sono REM (Rapid Eyes Movement/Movimento Rápido de Olhos) ocorrem os sonhos. [O MUNDO DE MORFEU – 10 de março de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

Em nossas andanças astrais, narradas na Série PÉGASO (I a XXXII) há relatos de comovente beleza como também outros em que vemos a beleza a caminho no decorrer de um tempo em que não podemos medir, mesmo estando estagnados pelos engramas do passado que esses passageiros criaram, embaraçando-lhes o caminhar, ou mesmo em total inação. [AMOR SEM ESCALAS – 29 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

O mundo subjetivo em que o sonho está mergulhado é um recurso valioso para avaliar nossas reais necessidades que se defrontam com a aparência física do que pode ser, tido como real. [PÉGASO (LIII) – 27 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 

A princesa Aurora acorda no mundo de Morfeu e no mundo físico ao mesmo tempo. O príncipe Désiré pede ao rei e a rainha a mão da princesa. Pedido aceito.

Ato nº 3 – Casamento da princesa com o príncipe. Danças: Pássaro Azul pas de deux. Fadas de Joias: Diamante, Safira, Ouro e Prata. Há outras pedras, em outro balé: diamante, safira, rubi e esmeralda. Pas de deux O Gato de Botas e a Gata Branca, Chapeuzinho Vermelho com Lobo Mau, Aurora Variation e pas de deux Aurora e Désiré são os pontos altos do terceiro ato.
 
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

GISELLE


Uma história de amor e decepção vivenciada por uma camponesa é o que o balé Giselle, de Adolphe Adam, apresenta na coreografia de Jules Perrot e Jean Coralli, com libreto de Théophile Gautier e Vernoy de Saint-Georges.

Apresentado pelo Boshoi Ballet Company, Orchestra of the Boshoi Theatre, conduzido pelo maestro Algis Zhuraitis, traz no elenco nos principais papéis: Natalia Bessmertnova (Giselle), Mikhail Lavrovsky (Albrecht), Vladimir Levashov (Hilarion) e Galina Kozlova (Myrtha).

Tendo uma depressão que a levou a morte pelo fato de ser enganada por Albrecht, a aldeã Giselle passa para o outro lado da matrix carregando os engramas do passado. Vivendo das lembranças felizes ao lado do seu amado, ela se imanta nesse enlevo, dentro na situação conhecida por “Wili” (fantasma de mulher enganada antes de casar).

No primeiro ato, Giselle, meiga, graciosa, deixa-se ser levada pela pegada de Albrecht, um aristocrata que finge ser camponês, pois ela pensa que ele é um rapaz da vila. Ele usa uma tática taoísta ao fazer com que ela se interesse por ele, não dando em cima dela, como na cena em que aparece ajoelhado num só joelho, com as mãos na testa. Logicamente, os pensamentos dele têm um endereço certo, os gestos não parecem demonstrar. Não importa, o que se pensou entra no campo eletromagnético e atinge o alvo, mesmo não revelado por ações.

Há diferenças sociais entre ambos e para agravar a situação, Albrecht é noivo de Bathilde, a filha do Duque de Courland. Há concorrência em jogo, Hilarion, guarda-caça da vila também está interessado em Giselle e tenta impedir Albrecht de se aproximar dela. Mas, ela prefere Albrecht e festeja a decisão em companhia de suas amigas e companheiros.

Na festa da colheita de uvas, no momento em que Giselle é eleita e coroada a rainha da festa, chega uma comitiva de caças liderada pelo duque, acompanhado da filha. 

Querendo tirar partido, Hilarion, diante dos convidados, revela que Albrecht está noivo de Bathilde, fazendo com que Giselle fique amargurada e entra em desespero, faz uma dança frenética e, aos extremos, passa para o outro lado da matrix. A espada de Albrecht está perto dela.

No segundo ato, a cena é ambientada numa clareira dentro da mata. Quando é meia-noite, Giselle surge rediviva, dançando, fiel ao amor que sente pelo amado que ficou a chorar, lamentando-lhe a falta. Ela revive o amor que sentiu por ele, fazendo eclodir os resultados das ações que realizou.

Na evolução da dança, Gisele pega a coroa de flores que foi depositada em cima da cruz, onde o seu corpo físico jazia. Como tudo é partícula e onda, ela não pegou na coroa de flores partícula, ela pegou a coroa de flores onda, como é comprovado pela ciência, por estar no campo eletromagnético onde ela dançava.  

Nesse cenário da noite escura, surgem figuras com vestidos de noivas para realizar o conhecido baile das “Wilis”, moças que não podem mais fazer o colapso da função de onda por causa da morte física. Almas errantes, elas se encostam nos rapazes que encontram pelo caminho.

Myrtha, a rainha das “Wilis”, parte para cima de Hilarion, atormentando-o e, em seguida, é a vez de Albrecht, mas Giselle corre para ficar perto dele, fazendo com que Myrtha não o toque. Não é dito que o amor faz milagres? Então, é isso que acontece. Quando surge o amanhecer, o baile das “Wilis” se desvanece diante da luz do sol.
 

domingo, 22 de maio de 2016

PAQUITA


Paquita é um balé, apresentado em 2 atos, bem alegre, com exotismo da Espanha, narra a história de uma cigana que salva a vida de Lucien, filho do comandante d´Herville,  numa tentativa de assassinato realizada por Don Lopez de Mendoza, governador da província de Zaragoza.

O balé Paquita tem o livreto de Pierre Foucher e Joseph Mazilier, com adaptação e coreografia de Pierre Lacotte, depois de Joseph Mazilier e Marius Petipa. A música é de Edouard-Marie-Ernest Deldevez e Ludwig Minkus, versão realizada por David Coleman.

No primeiro Ato, a cena se desenvolve numa praça pública onde é inaugurado a placa em homenagem a Charles d´Herville, irmão do general, assassinado em 25 de maio de 1795 pelas tropas de Napoleão Bonaparte.

Comparece ao evento a alta sociedade local que recebe a comitiva do governador, acompanhado da filha Dona Serafina, o comandante d´Herville e filho. Os soldados, após dar o último retoque na placa comemorativa, iniciam uma dança, sob os olhares das donzelas. Quando eles acabam de dançar, as moças entram em cena. Com sorrisos abertos, o casal de noivos Lucien e dona Serafina se ajunta ao grupo de dançarinas e começam a dançar. Encerrada a dança, eles se retiram.

Entra no recinto a cigana Paquita acompanhada de suas amigas, os homens conduzindo uma carroça se aproximam e armam uma tenda. Em seguida, surge Indigo acompanhado de seus amigos ciganos.

Ele dança com Paquita, incumbe a ela a tarefa de passar o pandeiro (passar o pires para arrecadar dinheiro) entre os participantes da festa, mas ela não aceita, ele faz gesto de batê-la, mas ela, com jeito sedutor, acaricia-lhe a face e o pescoço, faz com ele desista da ordem. Então, ele se afasta. 

Em seguida, entra um grupo de mulheres ciganas trazendo um pandeiro em suas mãos, dançando. À frente, está Paquita fazendo despertar a atenção de Lucien que se comove ao se aproximar. O cigano pega o retrato que está no vestido de Paquita e se retira, Lucien vendo isto, diz a ele devolver o retrato a Paquita, é quando o governador se aproxima e pede para Lucien, noivo da filha dele, não se meter nesse negócio. Ele se retira saudando Paquita que corresponde à saudação.

Em momentos distintos, Paquita e Lucien fazem uma dança solo. Quando Lucien termina o solo dançante, está ao lado de Paquita que sorri pra ele, encantada, mas o governador intervém nessa aproximação e o convida a voltar para o lugar onde está Dona Serafina.   

A dança prossegui, agora estão juntos Lucien e Paquita, surge um clima de namoro. Nesse momento, surge o governador conversando com Indigo arquitetando um plano de morte, no gesto que faz com a mão passando no pescoço.

Entrando pelos fundos da casa, disfarçado numa máscara, o governador combina com Indigo a forma de matar Lucien. Indigo mostra-lhe uma garrafa de narcóticos. Ao sair o governador, Indigo cobra-lhe o pagamento do crime, recebendo um pacote de cédulas. Indigo contrata os bandidos para matar Lucien, dando a eles algumas moedas. Paquita presencia tudo. Indigo a ameaça com gestos: se contar, corto-lhe o pescoço.

No jantar preparado por Paquita, ela derruba os pratos, atraindo a atenção de Indigo que vai ajuntar os cascos, no momento em que ele está de costas, ela troca de copos. Eles tomam a bebida.

Paquita diz a Lucien aguardar um pouco, pede pra ele fazer que está dormindo. Quando Indigo vai pra cima dele com o punhal, sente tonteira e cai sonolento. O casal sai da casa e, quando os bandidos chegam para matar Lucien não o encontram mais.

No segundo Ato – Recepção no palácio do general d´Herville, onde comparece a alta sociedade de Saragoza, prestigiada pela presença do governador e a irmã dele, Serafina, noiva de Lucien. Os anfitriões, marido e mulher, dançam, como também o governador e a irmã dele.

No intervalo da dança, surge Paquita, acompanhada de Lucien, denunciando o governador como mandante do crime visando atingir Lucien, salvo por ela. Envergonhado, o governador se retira. No salão, Paquita vê o retrato do general Charles d´Hervilly, pintado a óleo, o mesmo do medalhão que ela usa para lembrar-lhe o pai. Sensibilizada, ela o mostra aos convidados.

As danças alegres prosseguem sem nenhum incidente para o regozijo de todos presentes no salão de festas. O casal Paquita e Lucien dançam nesse clima de alegria. Os convidados participam da festa conduzida pelo general d´Hervilly.

Dentre as inúmeras apresentações do balé, destacamos a realizada no Palais Garnier pela Opera National de Paris, dirigido por Hugues R. Gall, a diretora de dança, Brigitte Lefèvre, a diretora da l´Ecole de Danse, Claude Bessy, com a participação da Orquestra Ópera Nacional de Paris, sob a direção do maestro David Coleman, decoração e costumes de Luisa Spinatelli, maïtre de ballet, Patrice Bart e script de Jocelyne Rivière.

No elenco os artistas: Agnès Letestu (Paquita, uma jovem cigana), José Martinez (Lucien d´Hervilly), Karl Paquette (Inigo, chefe dos ciganos), Béatrice Martel (Dona Serafina, noiva de Lucien), Richard Wilk (comandante d´Hervilly, pai de Lucien), Céline Talon (mulher do comandante), Jean-Marie Didière (Don Lopez de Mendoza, governador de Saragoza), Isabelle Claravola, Murielle Hallé, Aurélia Bellet, Marie-Solenne Boulet, Miteki Kudo, Muriel Zusperreguy, le grand pas, o Corpo de Baile e Primeiros Dançarinos de l´Opéra National de Paris.

 

sábado, 21 de maio de 2016

ESMERALDA


Esmeralda, personagem da obra de Victor Hugo, e, no espetáculo Notre-Dame de Paris – Le Temps des Cathédrales, de Riccardo Cocciante, canta lembrando de sua terra-natal, Andaluzia: “quem poderá dizer quem eu vou amar amanhã, boêmia, boêmia, está escrito nas linhas de minha mão”.

No mesmo espetáculo parisiense, Esmeralda recebe homenagem no canto Belle, de Quasimodo (Garou), Frollo (Daniel Lavoie), Phœbus (Patrick Fiori), Esmeralda (Noa, depois Hélène Ségara), Fleur-de-Lys: Julie Zenatti).

No dualismo humano (certo/errado, bem/mal e outras expressões correlatas), característica da densa consciência planetária que está indo embora, nesta transição planetária, a cigana sofre discriminação por não estar totalmente enquadrada no estereótipo: bela, recatada e do lar.

A manchete “Bela, Recatada e do Lar” surgiu, em abril de 2016, na revista Veja. Isto fez criar uma polêmica com o público como se fosse um vínculo da mulher a padrões que a fazem ficar submissa ou apoderada a valores do passado que repercutem atualmente ou do próprio homem que a tem com direitos adquiridos na lei ou no recinto religioso, conhecidos com o nome de casamento ou união estável. [BELA, RECATADA E DO LAR – 24 de abril de 2016 – blog Fernando].

Por não ter vínculo empregatício, dado à busca de liberdade de caminhar, sem compromissos, a cigana precisa de meios para lhe dar sustento material. Por isso, vemos a Esmeralda dançando com o pandeiro na mão que tem o mesmo significado de passar o pires para recolher dinheiro da plateia e ler as mãos das pessoas.

O ballet Esmeralda, em três atos, de Cesare Pugni, coreografia original de Jules Perrot, igualmente inspirado na obra de Victor Hugo, é realizado completo na Europa e nos Estados Unidos, sendo que em outras partes do mundo, normalmente, é executado as peças relacionadas: Esmeralda grand pas des fleurs, Esmeralda pas de deux, Esmeralda pas de six e Esmeralda Variation.

Vale mencionar alguns artistas que se apresentaram no balé Esmeralda (Ato II):

Grand pas des fleurs: Alexander Volchkov, Maria Allash, Anastasia Yatsenko, Anna Leonova, Artem Ovcharenko, Vadim Koruchkin, Ruslan Skvortsov, Ekaterina Krysanova, Chinara Alizade, Maria Vinogradova, Artem Ovcharenko, Vladislav Lantratov.

Pas de six: Natalia Osipova e Denis Medvedev, Maria Alexandrova e Denis Savin, Uliana Lopatkina e Andrey Ermakov, Jordan E. Long e Julio Concepcion, Yaima Franco e Yosbel Delgado, e Yelena Yeoteyeva e Eldar Aliyev.

Pas de deux: Anastasia Volochkova e Eugene Ivanchenko, Anette Delgado e Joel Carreño, Cecília Kerche e Hernan Piquin, Ekaterina Krysanova e Dmitri Gudanov, Hannah O'Neill e Hugo Marchand, Tamara Rojo e Iñaky Urlezaga, Yuan Yuan Tan e F. Diaz, Maria Alexandra e Denis Savin.

Esmeralda Variation: Agnès Letestu, Ana Sophia Scheller, Kyungmin Kim, Maria Kochetkova, Natalia Osipova, Maria Kochetkova, Meyriane Gonçalves, Miko Fogarty, Stefanija Gashtarska,  Stephanie Santiago, Svetlana Gaida,  Tamara Rojo, Taylor Ciampi, Yeojin Shim.

A comédia musical Notre Dame de Paris, baseada no romance de Victor Hugo, apresenta, em cena lírica, 53 números musicais de autoria de Richard Cocciante (também conhecido como Riccardo Cocciante), dentre os quais sobressai a Ave Maria Païe, letra de Luc Plamondon, interpretada pela cantora Hélène Ségara. O texto enfatiza: “Ave Maria, protège–moi de la misère, du mal et des fous qui règnent sur la Terre.” [AVE MARIA (II) – 18 de dezembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

O que admiramos na cigana Esmeralda é o seu amor à Virgem dos poetas. Quem é esse Virgem? Vale transcrever a forma como foi possível a vinda do filho dela ao planeta Terra:

Jesus, um ser multidimensional para poder encarnar no plano físico da Terra, há 2.000 anos, teve que diminuir muito seu poder de grandeza para adaptar às condições que o planeta pode absorver. Diminuindo, diminuindo até a 7ª dimensão, com o auxílio de Maria que lhe forneceu o ectoplasma, matéria-prima de encarnação da luz no plano de sombras que é este vale de lágrimas. [ANEL DE EINSTEIN – 8 de abril de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].