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terça-feira, 26 de julho de 2016

LEMBRANÇAS AMÁVEIS (IV)

Com a expansão do Banco do Brasil, além da linha do equador, incrementaram as exportações de bens e serviços, gerando divisas para o País e, em consequência, os funcionários da Empresa, possuidores de um cabedal rico de conhecimentos culturais foram enriquecer, ainda mais, outras culturas onde participaram ativamente.
Poeta, folclorista e dramaturgo, entre tantos outros funcionários do Banco do Brasil, há de se destacar Wilson Woodrow Rodrigues (posse em 11/2/1946, apos.: 1/9/1963), que recebeu homenagem de Solange Rech (1946/2008), gerente da GCOOP – Gerência de Negócios do Sistema Cooperativista – Brasília – DF, em palestra proferida, em 24/9/1997, na Casa França–Brasil, Rio de Janeiro.
O poeta Solange Rech comentou que Wilson W. Rodrigues foi membro da Comissão Nacional de Folclore, e do IBECC–UNESCO e de várias outras instituições culturais estrangeiras, tendo desempenhado relevantes funções na Embaixada do Brasil na antiga República da Tchecoslováquia, no governo de Getúlio Vargas, exercendo ainda o cargo de chefe–de–gabinete do ministro Ribeiro da Costa, presidente do Superior Tribunal de Justiça.
Como vimos, inúmeros funcionários do Banco do Brasil, conseguiram projeção internacional, não apenas na esfera empresarial, mas no campo predominantemente acadêmico. Entre eles, ressalta-se a presença dos intelectuais Wilson Woodrow Rodrigues, servindo a Embaixada do Brasil na antiga Tchecoslováquia, e mais recentemente, Afonso Félix de Sousa, assistente técnico na Embaixada do Brasil em Beirute (1970/1973), Ivo do Nascimento Barroso, gerente da Agência de Estocolmo, Suécia (17/10/1983 a 30/8/1989), Francisco Carlos Faria Trigueiro, gerente do BB em Roma (23/7/1990 a 14/4/1991), e Ednaldo Soares, gerente da Agência do BB em Roma (4/1/1994 a 2/7/2000).
Destacamos, na área da poesia traduzida dois autores, funcionários do Banco do Brasil, que tiveram projeção internacional: Márcio Cotrim e Ivo Barroso, ambos imortalizados, ainda em vida no plano físico, pela Pátria e pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil:
Intelectual de reconhecido prestígio nacional e internacional, Márcio Cotrim, cronista, ensaísta e tradutor. Durante 10 anos (1966/1976) desenvolveu intensa atividade como tradutor das obras de Tyrus Hillway, Herman Delville, David Ewen, Judith Crist, Daniel Myrus, Robert Dubin, Alphonse Chapanis, Bernard M. Bass, James A. Vaugh, Manley Howe Jones, William J. Reddin, Rensis Likert, Cundiff, Still e Govoni, entre outros.
Ao iniciar o Prefácio da obra A caça virtual (e outros poemas), de Ivo Barroso, Editora Record–2001, o escritor Eduardo Portella, membro da Academia Brasileira de Letras, comentou: “O trabalho intelectual de Ivo Barrroso já fora oportunamente reconhecido pelos quatro cantos por onde andou”.
Na arte de fazer o texto original em poesia, a concorrência nacional é bem maior, mas vale destacar a poesia do autor como afirmação de texto seguro que nos faz lembrar algo grego, algo heroico que a mitologia sugere, embora a musicalidade francesa seja marcante, que nos lembra Gabriel Fauré. 
Escritor de grande prestígio, Ivo Barroso traduziu para várias editoras (Record, Topbooks, Companhia da Letras, Nova Fronteira, Lacerda Editora, Delta, Imago, ARX) vários autores consagrados mundialmente, entre eles, Eugenio Montale, André Malraux, Hermann Hesse, Nikos Kazantzakis, Umberto Eco, Arthur Rimbaud, Ítalo Svevo, William Shakespeare, André Gide, August Strindberg, Ítalo Svevo, Jane Austen, Marguerite Yourcenar, Georges Perec, Ítalo Calvino, Erik–Axel Karfeldt, Romain Rolland, T.S. Eliot, André Breton, Charles Baudelaire, Giacomo Leopardi. 
Ivo do Nascimento Barroso estagiou na Embaixada do Brasil em Haia (dezembro/1967 a agosto/1970) cumprindo à risca as disposições do Convênio Itamarati – Banco do Brasil. Poliglota e redator de vernáculo escorreito, instituiu padronização de cartas em 56 modalidades e fez pesquisas de mercado e especializou–se em matéria ligada ao sistema bancário holandês.
Ao retornar aos pagos, Ivo Barroso exerceu o cargo de gerente–adjunto (1978/1981) na Agência de Lisboa, Portugal, cidade onde ingressou na literatura ao publicar “Nau dos náufragos” (1981) e posteriormente gerente do Banco do Brasil em Estocolmo – Suécia, no período de 17/10/1983 a 30/08/1989.
Em julho/1982, Ivo do Nascimento Barroso, subgerente da Filial de Lisboa, Portugal, é nomeado subgerente da Agência de Londres, Inglaterra, e João de Deus Meneses de Araújo, subgerente da Agência Mendoza, Argentina, é transferido, no mesmo cargo, para aquela filial portuguesa.
No mês seguinte, procedente de Lisboa, Ivo Barroso, “o príncipe dos tradutores brasileiros”, no dizer de José Guilherme Melchior, está em férias, de passagem pela cidade do Rio de Janeiro.
Dezessete anos depois, recebido pelo acadêmico Francisco Silva Nobre, ingressa na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil para ocupar a Cadeira patronímica de Mello Nóbrega, em solenidade presidida pelo escritor Fernando Pinheiro.
As andanças de Afonso Félix de Sousa no Oriente Médio, acompanhado da poetisa Astrid Cabral Félix de Sousa, a jovem esposa que lhe fez juras de amor eterno, fizeram–no passar por experiências das mais encantadoras que o coração de um trota–mundo pode sentir.
Ela revelou–nos que ele tinha passado em primeiro lugar em concurso público para o Banco do Brasil, na cidade de Goiânia–GO. Lá conhecera o inspetor Manoel Albuquerque Cordovil (posse no BB: 17/2/1922, apos. 24/8/1957) que o estimulou a pedir transferência para o Rio de Janeiro. 
Assim como Villa–Lobos, no início da carreira, percorreu o Brasil para sentir a alma brasileira, em sons e evocações brejeiras e sentimentais, o poeta goiano percebeu as vibrações que vinham em cada paisagem, como se fossem almas a lhe falar de história, de cultura, de encantamento, de música sensual e lânguida imortalizada pelas cítaras que vêm desde os tempos bíblicos.
No poema “Lamentação no porto de Biblos” retratou o mundo de hoje, carregado de escombros que saltam em caleidoscópio em busca da transmutação. Até mesmo no submerso mundo invisível dos árabes, sentiu-se caminhando entre rostos de deuses, decifrando enigmas milenares que hoje são conhecidos como carma (o cilício, o vício do amor, o suplício) e darma (o amor sem vício, os auspícios).

In HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, DE FERNANDO PINHEIRO, obra disponibilizada ao público, pela internet, no site www.fernandopinheirobb.com.br

segunda-feira, 25 de julho de 2016

LEMBRANÇAS AMÁVEIS (III)

Incluindo os idos de 1936, quando surge o início do ensino dentro do Banco do Brasil, a Empresa estimula, na década de 1940, ainda dentro do pioneirismo, a fase ligada aos esportes e à cultura, com a presença de Adolpho Schermann (posse no BB: 16/6/1930, apos.: 18/7/1960), chefe da Delegação brasileira em Guayaquil, Equador, onde obteve, fora do Brasil, em 1945, a 1ª conquista do campeonato sul-americano de basquete.
Segundo a Revista AABB – Rio, nos idos de 1948, Adolpho Schermann, secretário do COB – Comitê Olímpico Brasileiro, chefia a delegação brasileira que mais brilhou, até então, em Olimpíadas, o 3° lugar (basquete masculino) nos Olympic Games de Londres. A delegação viajou no avião Constellation da Panair do Brasil, prefixo PP–PCG. E, ainda, segundo o Comitê Olímpico: Em Londres, a conquista da primeira medalha, em esportes coletivos, o bronze olímpico foi para o basquete masculino.
Por ironia do destino, segundo coletânea de Cídio da Silveira Carneiro e João Vieira Xavier, o advogado Schermann foi liquidante de todos os escritórios da Panair do Brasil, no exterior, como procurador do Banco do Brasil e assessor do Síndico da Massa Falida. O procurador recebeu elogios de juízes e curadores que acompanharam o processo de liquidação, onde foi verificada a remessa à Massa de US$ 650 mil.
Participaram ainda dos trabalhos pertinentes à Massa Falida Panair, nos idos de 1966, os funcionários que se encontravam em disponibilidade: Amaury Severino dos Santos (Agência Metr. São Cristovão – Rio de Janeiro), Décio de Freitas Rocha (CACEX), Francisco Machado Gonçalves Ferreira (CREGE), Paulo Rodrigues Tavares (Agência Centro – Rio de Janeiro) [Revista AABB – Rio – fev. 1967].
Ao ensejo da remessa do convite da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil relativa à homenagem prestada, em 27/10/1999, a Adolpho Schermann, endereçada ao presidente de honra da FIFA, recebemos resposta calorosa que muito nos sensibilizou.
Em papel timbrado Le Président d´Honneur da FIFA, em carta dirigida em 14/7/1999, ao escritor Fernando Pinheiro, o remetente refere–se a Adolpho Schermann um grande amigo, colega de Colégio e, posteriormente, companheiro de esporte, o mensageiro dos desportos, título apropriado e reconhecido pelo presidente de honra da FIFA, alegando que Schermann foi um grande idealista e batalhador na organização e difusão do esporte no Brasil [HAVELANGE, 1999].
Banco do Brasil – Auditório do Ed. SEDAN – 27/7/2006 – Solenidade de posse do escritor Carlos Tavares de Oliveira na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro, prestigiado pela presença de João Havelange, presidente de honra da FIFA, Yan Xiaomin, cônsul–geral da República Popular da China, Paulo Protásio, presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga, Willem de Mares–Oyens, cônsul-geral dos Países Baixos, Márcio Fortes, deputado federal, as jornalistas Diana Kinch e Paula Gobbi, presidente e presidente (recém–eleita), respectivamente, da ACIE – Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Rio de Janeiro, entre outros.
Na tribuna, ao proferir o discurso de recepção, o orador Sebastião Geraldo Brollo, bem próximo de João Havelange e dos demais ilustres convidados do evento de 27/7/2006, apresentou o quadro político em que se encontrava a Nação brasileira, nos idos de 1964, e as circunstâncias em que atuava o Banco do Brasil.
O jornal The Telegraph (edição 17/8/2016) apresentou na coluna Obituário a trajetória terrena de João Havelange (1916/2016) destacando que ele esteve à frente da Fifa (1974 a 1998), supervisionando “a transformação do passatempo favorito do planeta em uma das indústrias mais ricas do mundo.” Acrescenta o jornal “até mesmo seus detratores – dos quais Havelange passaram a ter muitos – admitiram que ele modernizou com sucesso a administração de um desporto que estava quase moribundo.” 
Como atleta, comentou The Telegraph, João Havelange participou da equipe brasileira de pólo aquático que terminou em segundo lugar no campeonato sul-americano, em 1951 e, no ano seguinte, atuou pelo Brasil na Olimpíada de Helsínque.
Campeão carioca juvenil de futebol, em 1931, jogando com a camisa do Fluminense, João Havelante foi ainda atleta de natação competindo pelo Brasil, em 1936, nos jogos de Berlim. Residindo no Rio, em 1952, exerceu o cargo de presidente da Federação Metropolitana de Natação e vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos. À essa altura, com formação acadêmica de advogado, ocupa o cargo de diretor–executivo da Viação Cometa, empresa de transporte rodoviário de passageiros [Wikipédia – a enciclopédia livre].  
O que correu contra ele, conforme divulgado pela imprensa, foi a notícia de que uma comissão de ética do COI – Comitê Olímpico Internacional iria investigar alegações de que ele teria recebido US$ 1 milhão de suborno. Alegando problemas de saúde, Havelange renunciou ao cargo de membro do COI e a investigação foi encerrada.
Saiu em defesa dele Sepp Blatter, presidente da Fifa, argumentando que a operação que ia ser investigada não era crime na Suíça. De tal forma, que o governo suíço, em 1988, indicou João Havelange para receber o Prêmio Nobel da Paz.
Recebido pelo Papa João Paulo II, João Havelange entregou-lhe uma bola, de presente, uma réplica daquela usada na Copa do Mundo de 1990. O papa, trajando roupa branca, o recebeu carinhosamente. Ambos quando jovens, eram atletas: ele jogador de pólo aquático e atleta de natação e o papa praticava montanhismo.
Carlos Tavares e João Havelange, amigos desde os tempos de juventude, quando começaram a trabalhar juntos na comissão do governo que fiscalizava os produtos de farmácia, estavam ladeados por amigos que os admiravam na solenidade da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.
Anteriormente, em 03/01/1964, João Havelange, presidente da CBD – Confederação Brasileira de Desportos, prestigiou a  despedida de Sérgio Darcy, consultor jurídico do Banco do Brasil (1962/1967) no cargo de presidente do Botafogo. O presidente da Federação Carioca de Futebol, Antônio do Passo, e outras pessoas ligadas ao esporte estavam presentes. 
Como tudo é consciência e informação por causa da presença do átomo e suas partículas, iríamos encontrar a afinidade em que nos apegássemos o pensamento, pois ao pensar criamos o endereço astral pertinente ao nosso mundo íntimo que se interliga com os interesses afins. [PÉGASO (LI) – 25 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  
É fantástica a revelação científica de que tudo é partícula e onda ao mesmo tempo. Dessa forma, João Havelange-partícula foi embora, mas João Havelange-onda permanece no campo magnético onde o átomo se expande dentro desta densa consciência planetária, carregada de competitividade e separatividade e em outras dimensões mais sutis onde o amor reina absoluto, esparzindo luz. O pensamento cria a realidade, no dizer de Albert Einstein.
A descoberta da comunicação não local, expressão científica, diz respeito ao binômio partícula e onda. Tudo é átomo, tudo é partícula e onda ao mesmo tempo, comprovado há 2 séculos pelo experimento científico da dupla fenda. Uma cadeira, por ser energia condensada, contém átomo, pode passar através de uma fechadura, não a partícula, mas a parte onda. Um livro reduzido a cinzas, pode ser lido, não a materialidade que foi destruída pelo fogo, mas a parte onda. PÉGASO (XL) – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Nos voos da ciência, ficamos a imaginar que não há distância que não pode ser vencida, como no emaranhamento quântico que comprova elétrons que se interagem, até bilhões de milhas de distância, “o que implica alguma forma de comunicação entre eles mais rápido do que a velocidade da luz” [The Telegragh – 19 Aug 2015] – Apud LANTERNA DE ZEWAIL – 11 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor. 
Aos que possuem sentimentos de perda ou estão atrelados à crítica que joga para baixo o conceito com as pessoas e ao julgamento que as separa, finalizamos as LEMBRANÇAS AMÁVEIS (III) transcrevendo textos da crônica TAPETE – 23 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
O sentimento de perda, que se origina da ruptura de uma relação que vinha sendo exercida anteriormente, abala as estruturas emocionais de quem ainda se prende. Isto se estende a todos os setores da vida humana, principalmente quando da perda de entes amados ou de cargos ou ainda de aposentadoria compulsória ou por tempo de serviço.
Manter-se ligado à circunstância anterior é manter-se no sofrimento. Quem anda de carro, ou mesmo a pé, em direção de algum destino, sabe que os trechos do caminho percorrido já não mais lhe desperta atenção.
Os liames sagrados da família são eternos e estamos sempre atentos para participar dos momentos que nos unem, sem perder de vista a nossa participação de caminhar juntos, embora em espaços físicos diferentes.
Quando esses liames se espalham em direção de outros círculos afetivos, o cuidado ainda se faz presente, deixando cada um seguir o caminho que lhe convém. Se houver receptividade de nosso carinho, a alegria é sempre esfuziante. Não tenhamos apego a nada e a ninguém, vivamos simplesmente sem esperar nada, pois a expectativa pode gerar desconforto emocional. Tudo passa, por que esse tempo que pensamos não irá passar?
A perda é considerada um dos sintomas da depressão, a antiga melancolia que vem desde a Antiguidade, na Grécia, atravessou a Idade Média quando a Igreja a condenou como pecado porque seus portadores estavam com o demônio. Paracelso e outros médicos do passado estudaram esses sintomas, notadamente Freud que estendeu a Medicina para o campo da Psicanálise.
Além da medicina helênica em que se notabilizou Hipócrates, há registros históricos anteriores: nos séculos 7-8 a.C. as Ajurvedas indianas revelavam a existência das alterações físicas e mentais no ser humano. Esses sintomas já eram observados por uma farmacopeia neosumeriana e pela escola babilônica de medicina no século 18 a.C. [SENDRAIL, 1980].
No final do ciclo planetário, onde se avoluma a separação do joio e do trigo, recrudescem as palavras do Mestre amado, Jesus, “deixai os mortos enterrar os mortos” numa referência que não devemos ficar ligados a circunstâncias que não nos pertencem.
A densa consciência dissociada, em que o planeta está vivendo, carreia para os campos vibratórios idênticos essa massa gigantesca de população. Cada um segue a vibração que vive.
Observar, apenas observar, sem comentar nem criticar a ideologia que os grupos sociais se manifestam. Enquanto isso, as substâncias químicas usadas por dependentes estão tirando a lucidez dos que precisam andar em seus próprios tapetes.
Este é o nosso momento de prece para que a inspiração surja.

BIBLIOGRAFIA
HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, DE FERNANDO PINHEIRO, obra disponbilizada ao público, pela internet, no site www.fernandopinheirobb.com.br
The Telegraph – 17/08/2016 – Londres, Inglaterra
TAPETE – 23 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor

domingo, 24 de julho de 2016

LEMBRANÇAS AMÁVEIS (II)



Em 30/11/1937, João Marques dos Reis assume o cargo de presidente do Banco do Brasil. No dia seguinte, Ruy Carneiro está investido nas funções de secretário da Presidência do Banco do Brasil. Ambos já se conheciam, anteriormente, no trabalho, quando Marques dos Reis era o ministro da Viação e Obras Públicas (25/7/1934 a 29/11/1937) e Ruy Carneiro, secretário do ministro.
Nos idos de 1937, o gabinete do presidente João Marques dos Reis era constituído dos seguintes executivos: Álvaro Henriques de Carvalho, Oliveira Lima, Zeferino Contrucci. Completavam o staff Ruy Carneiro e Mário Neiva de Lima Rocha, oriundos do Ministério da Viação e Obras Públicas [Revista AABB – Rio – 1937].
Três anos mais tarde, convocado por Getúlio Vargas, e licenciado pelo Banco do Brasil, Ruy Carneiro governa, no período de 1940/1945, o Estado da Paraíba, sendo substituído pelo interventor Samuel Vital Duarte que, mais tarde, viria a ocupar o cargo de diretor do Banco do Brasil (9/11/1961 a 20/7/1963).
Em 1946, Ruy Carneiro recebe do povo paraibano aclamação popular, conquistada através das urnas eleitorais. Mas a ditadura de Getúlio Vargas fecha o Congresso Nacional, tornando–se desnecessária a passagem do deputado pelos corredores da Câmara dos Deputados, que se tornaram, naqueles tempos, completamente vazios. O amor pelo Banco do Brasil fala mais alto e ele retorna aos pagos nas funções de advogado.
Com a volta de Getúlio Vargas ao poder, na década 50 do século XX, o Congresso Nacional é reaberto.
Nessa conjuntura política, Ruy Carneiro consegue uma façanha, à época de difícil realização na Paraíba: senador da República durante 4 legislaturas (1951/1959, 1959/1967, 1967/1974, 1975/1977), falecendo em pleno mandato nos idos de 1977.
A trajetória de Ruy Carneiro no Banco do Brasil (1/12/1937 a 14/1/1960), advogado de carreira que alcançou a promoção de advogado letra “G”, foi um funcionário que muito honrou a Empresa, quando exercia o mandato de senador da República, estava transferido para o Quadro Suplementar sem proventos [Almanaque do Pessoal – 1964].
Amado pelo muito que amou, com dedicação ao BB, inclusive o apoio pela criação da Cassi – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, projeto de vida inaugurado na gestão do presidente João Marques dos Reis (30/11/1937 a 6/11/1945), o advogado Ruy Carneiro é uma das glórias nacionais pela manifestação de consciência coletiva que possuía, reconhecida por multidões que a ele recorriam, chamando–o carinhosamente: “o escravo branco da Paraíba”.
Pela simplicidade que conservou de menino do interior, nascido e criado em Pombal–PB, Ruy Carneiro soube alinhar as virtudes da inocência e da sabedoria oriundas das lides humanas, sempre honradas por ele, é símbolo de honestidade, pureza de caráter e amor ao próximo, luz imortal que brilha no BB e no Congresso Nacional, entre tantas outras nascidas de fontes límpidas.
Em 11/12/2007, o deputado Jorge Khouri (DEM/ BA) profere o discurso em homenagem póstuma a João Fernandes da Cunha, funcionário do Banco do Brasil (posse: 20/9/1940, apos.: 15/9/1970), eminente educador, biógrafo e jurista. Durante mais de 30 anos exerceu o magistério na Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA – Universidade Federal da Bahia. No período de 1970 a 1974 foi diretor dessa Faculdade. Em 21/5/1992, institui e preside a Fundação João Fernandes da Cunha.

In – HISTÓRIA DO BANCO DO BANCO DO BRASIL, DE FERNANDO PINHEIRO, obra disponibilizada ao público pela internet no site www.fernandopinheirobb.com.br

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sábado, 23 de julho de 2016

RAPSÓDIA BOÊMIA


Publicado em 12/01/2001, em O DIA – S.Paulo – SP, sob o título Rock  in Rio – Tributo ao Ídolo, de Fernando Pinheiro

Quando um superstar  do rock se despediu numa cerimônia de cremação, embalada em cânticos persas, na Inglaterra, o mundo inteiro ficou sensibilizado. O som da voz, às vezes suave, às vezes estridente, levava multidões ao delírio e todos  aplaudiram Freddie Mercury.

Aqui no Brasil, milhares de pessoas se lembram da canção Love of My Life onde há uma declaração de amor revestida de um apelo comovente para que a pessoa amada não se vá. É este o clima dominante que se espalha na maioria dos casais. O sim de quem sente seus sonhos à beira do perigo e luta, em  desespero, para que o namoro não termine.

É comovente qualquer luta, principalmente a do amor. O certo mesmo seria não lutarmos, pois teríamos a vitória antecipada, mas ainda não somos anjos que têm a vontade realizada no mesmo instante em que é emitido o  pensamento.

Os anjos não possuem o desejo como assim sentimos mergulhados na ansiedade, pois, quando pensam, a realização se faz presente, de imediato. Podemos dizer        que não sentem desejos, mas a aceitação da sabedoria      divina que se manifesta sempre oportuna.

O nosso estágio evolutivo ainda está distante deles porque precisamos aprender o que nos convém a nível de interiorização de alma e não nas aparências materiais que  surgem como o brilho de bolhas de sabão.

Mais importante do que a luta é sabermos observar as causas que promovem os acontecimentos, a fim de evitarmos perda de tempo nos empreendimentos que iriam nos causar desgosto e decepção. E quem persiste lutar a qualquer preço, perguntaríamos até quando é válido correr atrás do   prejuízo?

Para um time de futebol que está perdendo a partida e não dá tempo para virar o placar, correr e  brigar é questão de honra. No campo sentimental, a frase shakespeariana tem um véu de enigma: “o coração tem razão que a própria razão   desconhece”.

Não queremos analisar a luta para ser feliz do imortal cantor de Love of My Life, I was born to love you ou Bohemian Rapsody e tantos outros sucessos internacionais, mas ressaltar que o amor é a maior expressão de beleza que o   mundo conhece.

Quem tem um bem-querer, faça sempre o que o coração mandar. Nas horas de maré baixa, se houver condições,  empurrar o barco para que chegue ao mar ou, se houver tranquilidade como no descanso do barqueiro, o melhor é  esperar a maré subir e seguir viagem.

Mercury, por teres espalhado ao mundo a luta para ser feliz no amor, certamente um dia estarás em viagem ao planeta que leva o teu nome. O destino de quem ama e traz a mensagem de amor à humanidade é sempre os altos planos. A cantora Daniela Mercury, dona do sorriso mais lindo do  palco, herdou o teu nome para falar de amor.

Nós que acreditamos na imortalidade, na confirmação de Lavoisier que fez a estrutura científica em que todas as teorias se apóiam: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, podemos ver a tua vitória. A luta valeu.

Bohemian Rapsody (Rapsódia Boêmia) pode ser entendida como toda a música que fala dos desejos dos amores sempre em busca do êxtase, nos sonhos em que a voz grita para dizer, num suspiro bem alto, como fez Freddie Mercury, sem camisa, de braço direito levantado, no Rock in Rio I, em sua  eterna canção, Love of My Life, good evening ...
 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

PARSIFAL


Com estreia em 26 de julho de 1882, no Festival de Bayreuth, sob a regência de Hermann Levi, a ópera Parsifal, do compositor alemão Richard Wagner, alcançou pleno sucesso e, saindo da Alemanha, é apresentada, em forma de concerto, em 24 de dezembro de 1903, no Metropolitan Opera House.

Depois de conquistar os teatros do mundo inteiro, o drama lírico voltou, mais uma vez, ao Metropolitan para ser apresentado no dia 7 de abril de 2001, tendo a participação do tenor Plácido Domingo, no papel-título.  

No elenco os personagens: Parsifal, Titurel, antigo rei do Graal, Amfortas, filho de Titurel, rei do Graal, Guernemaz, cavaleiro do Graal, Klingsor, o feiticeiro, Kundry, e ainda: cavaleiros do Graal, moças-flores de Klingor, escudeiros.

O enredo musical revela a lenda do Santo Graal: 2 objetos preciosos, uma lança que feriu mortalmente Jesus e o cálice utilizado na ceia, guardados no Castelo de Monsalvat, na Espanha, onde vivia uma comunidade de veneráveis cavaleiros, os senhores da arte real.

Impedido de participar da Ordem do Santo Graal, o feiticeiro Klingsor arma vingança contra a Ordem, ao montar um jardim frequentado por encantadoras mulheres que foram enfeitiçadas com o propósito de seduzir os cavaleiros do Graal. Com a lança divina, Amfortas resolve limpar o ar pestilencial que contaminou o jardim. Kundry, uma das moças-flores, conseguiu enganá-lo. Surge o feiticeiro, toma-lhe a arma e desfere-lhe um golpe mortal.

No primeiro ato, o prelúdio cria a atmosfera mística do Graal. O cenário é uma clareira na floresta. Amfortas é carregado numa liteira, acompanhado por diversos companheiros. Com os cabelos anelados soltos, trajando vestido arregaçado, Kundry aparece trazendo um frasco de bálsamo. Guernemanz, cavaleiro da Ordem, conhecedor do poder curativo das plantas, recebe o frasco e o entrega a Amfortas que agradece e vai para o banho. Guernemanz esclarece o episódio que envolveu o homem ferido e a mulher sedutora sente-se arrependida.

Uma flecha risca o espaço e alcança um cisne que cai no lago. Em volta o atirador, um jovem empunhando o arco, é Parsifal. Ele se aproxima e conta a todos sua vida nas florestas. Gurnemanz canta uma comovente moliana sobre o erro de matar animais. O rapaz arrependido quebra o arco e flechas.  

Os cavaleiros do Graal se reúnem num salão para o banquete. Carregado na liteira, chega Amfortas. Em seguida é ouvida com atenção a preleção de Titurel que finaliza pedindo que se descubra o Graal. Nesse instante, diante da taça descoberta, Amfortas, numa situação de dor, faz uma prece em que coloca toda a sua alma e, num momento de enlevo espiritual, uma luz ilumina o cálice sagrado. Perguntado se compreendera o acontecimento, Parsifal disse não. Uma voz de contralto entoa a ária Tolo Inocente. Outras vozes cantam o tema do Graal, sucedidas pelo som de sinos. A cena se encerra numa beleza mística.

No segundo ato, o cenário desdobra os domínios do feiticeiro Klingsor, a torre e os jardins. Ecoam cânticos das moças-flores que atraem o novo visitante, Parsifal. Ele é seduzido por Kundry que o beija ardilmente, no beijo Parsifal compreende a sua missão e se afasta da armadilha.

Surge Klingsor atirando-lhe a lança. A arma é agarrada pelas mãos de Parsifal que anuncia o fim dos poderes malévolos do feiticeiro.  Com o sinal da cruz, ele faz implodir o castelo, os jardins fenecem e se transformam em deserto. Com olhar demorado, a mulher sedutora vê a retirada de Parsifal.

No terceiro ato, a cena se passa numa região próxima ao Castelo dos Cavaleiros do Graal. Corre o tempo. Muito mais tarde, Guernemanz está idoso e, num belo dia, ao despertar de um tranquilo sono, ouve um som de gemido. Levanta-se, sai caminhando e encontra Kundry. Aparece Parsifal, trajando uma armadura, tira o capacete, baixa a lança, se ajoelha e faz uma oração. Depois, levanta-se devagar, espraie o olhar em volta, reconhece Gurnemanz e o saúda.

Nesse instante, a orquestra apresenta o conhecido movimento em que se desdobra o Encantamento e Paz da Sexta-Feira Santa e surge o corpo de Titurel, recém-falecido, erguido num cortejo solene. Amfortas, em pé, suplica aos Cavaleiros da Ordem a cura de seus ferimentos.

Nesse instante, entra Parsifal e coloca a ponta da lança sagrada na perna machucada do paciente e ordena-lhe a cura e, em seguida, ergue o cálice, numa prece. Uma luz se derrama sobre o Graal. Em seguida, num clima de gratidão, Parsifal é reverenciado por Amfortas e seus confrades, enquanto a música evoca um trecho místico de fé.

No campo espiritual, a ópera Parsifal, de Richard Wagner, evocando o Santo Graal, traz uma mensagem de transformação pela fé e pela oração.                              

Finalizando nosso comentário a respeito das cenas líricas de 3 óperas (Navio Fantasma, Tannhäuser e Parsifal), queremos ressaltar que Wagner viaja pelos continentes e, não obstante a presença de inúmeros compositores alemães de grande prestígio internacional, a música wagneriana representa  um símbolo da República da Alemanha. 

BIBLIOGRAFIA

WAGNER – A ÓPERA DO FUTURO (Apostila de Curso de Música), de Victor Giudice (1934/1997), membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.

JORNAL DO BRASIL – Caderno B – 20 de junho de 2001 – Matar a sede de Wagner, por Clóvis Marques.
 
                     www.fernandopinheirobb.com.br

domingo, 17 de julho de 2016

TANNHÄUSER


A ópera Tannhäuser, em três atos, do compositor alemão Richard Wagner, teve a sua estreia no dia 19 de outubro de 1845, na cidade de Dresden, Alemanha, sob a regência do compositor.

Em cinco récitas nos dias 22, 24, 27, 30 de junho e 03 de julho de 2001, Tannhäuser esteve, mais uma vez, nos palcos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção cênica de Werner Herzog, cineasta alemão. Os tenores Wolfgang Neumann e Heikle Siukola fizeram o revezamento no papel-título. O papel de Elisabetta foi representado pela soprano americana Cheryl Studer, a diva do Festival de Bayreuth, Alemanha, enquanto o de Vênus pela brasileira Céline Imbert. Wladimir de Kanel encarnou o personagem Hermann e os brasileiros Lício Bruno (Wolfram), Fernando Portari (Walter) e Paulo Szot (Biterolf) [JB, 2001]

A música de Wagner, esplendidamente manifestada em momentos de sublime enlevo, em que se destacam o revérbero e a pujança de uma tessitura divinamente bela que marcou na Alemanha um símbolo nacional, foi apresentada, naquela oportunidade, pela Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro suíço Karl Martin.

A cena lírica se abre, no século 13, época de menestréis, e surge uma caverna incrustada dentro da Montanha de Vênus, domínios da deusa do amor, em que frequentam ninfas, mênades e faunos, personagens mitológicos. No fundo, são estendidos paineis retratando lendas antigas. Perto está o Castelo de Wartburg, Saxônia. 

No primeiro ato, Tannhäuser, cavaleiro e poeta, desfruta dos prazeres sensuais oferecidos por Vênus. Esgotado, ele sente saudades da vida de homem comum. A deusa do Amor, lhe pede cantar as delícias do prazer. Em sua lira, ele entoa o Hino a Vênus, dando a todos perceber que estimaria voltar a ser livre, então, pronuncia o nome da Virgem e o mágico encanto desaparece. O cenário fica escuro, a orquestra emite sons fortes e violentos. 

Na segunda cena, o cenário é comovente: um vale próximo ao castelo de Warturb. Na montanha, ouvem-se sinos de cabra. O pastor entoa uma singela canção em louvor de Holda, a deusa germânica da bondade e da doçura. No final, executa com a flauta alguns sons vibrantes. Ao redor, uma caravana de peregrinos passa em direção a Roma.

Em frente ao santuário da Virgem, Tannhäuser, arrependido em sua solidão, faz uma prece. Ele é interrompido pelo toque de caça que dá início aos sons de fanfarra tocados por trompas. Acompanhado de muitos cavaleiros, surge Hermann, o príncipe de Turíngia. Tannhäuser é reconhecido por eles e o conduzem alegremente ao castelo.

Segundo ato – A cena se desenrola no castelo. Com um prelúdio em andamento dançante, tem início o torneio de canto, a fim de prestar homenagem a Tannhäuser, o mais importante menestrel do reino e ao mesmo tempo outorgar um prêmio ao vencedor que será entregue por Elisabetta. O prelúdio prossegue até chegar a um dos trechos mais conhecidos do repertório wagneriano: a entrada dos convidados. A jovem Elisabetta fica encantada com a presença do homenageado, e canta a ária Dich teure Halle ("Mais uma vez, te saúdo, amado salão"). Ele se dirige a ela e a cumprimenta emocionado.

Os jovens cantores iniciam o torneio de canto focalizando o amor. Ao se apresentar, Wolfram enaltece o amor puro, sem aventuras e arroubos. A seleta plateia o aplaude. Anestesiado por um clima sensual, o cavaleiro e poeta se apresenta solenemente, e mergulha na lembrança inefável dos prazeres desfrutados junto a Vênus, exaltando o amor carnal.

No terceiro ato, a cena se desenvolve no vale de Wartburg, onde aparece Elisabetta entoando a célebre ária Oração à Virgem. Ao se aproximar lentamente, Wolfram a contempla amorosamente e, após a oração, se oferece para acompanhá-la de volta a casa. Ouve-se o coro dos peregrinos cantado ao longe e ela se levanta à procura de seu amado e não o encontra. Volta ao santuário para fazer uma oração, depois se retira.        

Quando ela vai embora, Wolfram interpreta a Canção da Estrela Vespertina, a fim de que os caminhos dela possam ser iluminados.

Invocando a presença de Vênus, Tannhäuser vê diante de si um cenário diáfano onde a deusa aparece cantando em volúpias venusianas, atraindo almas em ruínas.

Ele fica enfeitiçado e caminha em direção dela, o príncipe tenta impedi-lo num esforço de gestos corporais. Nisso, dentro do reino da espiritualidade, a oração de Elisabetta se expande vitoriosa e desaparece a magia cheia de fumaça rósea e perfumada.

O tema amor é o ponto máximo da ópera, a começar do momento do torneio de cantores, no segundo ato, depois prossegue até o final com a devoção amorosa de Elisabetta por Tannhäuser, que não termina com a morte, deixando transparecer claramente a imortalidade desse sentimento. 

O drama lírico de Wagner, composto em música, libreto e regência do autor, coloca o amor como presença vitoriosa, expandindo-se em outras dimensões.  A morte – face oculta da lua – está brilhando dentro do seu encantamento.

BIBLIOGRAFIA

WAGNER – A ÓPERA DO FUTURO (Apostila de Curso de Música), de Victor Giudice (1934/1997), membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro.

JORNAL DO BRASIL – Caderno B – 20 de junho de 2001 – Matar a sede de Wagner, por Clóvis Marques.