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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O VOO

O filme O Voo é de ação e suspense, onde o comandante Whitaker (Denzel Washington) consegue manobrar, com destreza, uma aeronave, em voo de emergência, fazendo aterrissagem numa relva. Admirado por ter evitado uma tragédia de maiores consequências, seus amigos Hugh, o advogado do sindicato dos pilotos, papel do ator Don Cheadle e Charlie (Bruce Greenwood) buscam ajudá-lo no inquérito que apura as causas do acidente.
Entre os ocupantes que faleceram no acidente aéreo estavam Margareth e Katerina “Trina”, comissárias de bordo, interpretadas pelas atrizes Tamara Tunie e Nadine Velazquez, respectivamente. Se Katerina estivesse permanecido na cadeira destinada à tripulação, possivelmente se salvaria, como se salvou Ximena Suarez, a comissária da aeronave boliviana que caiu na Colômbia, conforme assinados nos seguintes parágrafos:
Em dia de tela quente, 28/11/2016, a Rede Globo de Televisão exibiu o filme russo Voo de Emergência. Um dos episódios mais envolventes ocorre numa ilha ameaçada pela erupção de vulcão. Na pista do aeroporto, duas aeronaves à disposição dos sobreviventes que estavam fugindo da calamidade. Muito fogo e larva ameaçam a decolagem.
Poucas horas depois da exibição do filme, já na madrugada do dia seguinte, um voo de emergência foi notícia no mundo inteiro, com o avião Avro RJ–85, da empresa boliviana LaMia, saindo de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, com destino a Medellin, Colômbia, conduzindo o time Chapecoense que tinha jogo programado com o Nacional da Colômbia pela final da Taça Sul-Americana de Futebol. Do trágico acidente 6 feridos e 71 mortos. [VOO DE EMERGÊNCIA – 5 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Após o acidente do filme O Voo, o comandante Whitaker é procurado por amigos que preparam terreno para ele se sair bem na investigação. O advogado do sindicado, com argumentos convincentes, consegue anular as provas de exame que comprovam teor de álcool no sangue recolhido do comandante Whitaker.
Ainda no hospital, sai do quarto e caminha em direção da escadaria do 3° andar onde encontra Nicole, viciada em tóxicos, interpretada pela atriz Kelly Reilly. Entre ambos surge uma conversa de identificação de comportamento, acrescida da presença de um paciente que chega carregando os instrumentos do hospital. Ele quer fumar e Whitaker lhe dá um maço de cigarros, depois sai, deixando o casal a sós. Ela lhe dá o endereço e ele promete visitá-la, quando sair.
Dado ao excelente estado de recuperação da saúde, Whitaker tem alta do hospital e, despistando a atenção da imprensa, vai para a velha fazenda do avô que está abandonada. Lá, ele se desfaz de grande parte da bebida estocada, mas continua bebendo algumas garrafas que sobraram.
No endereço que tem em mãos, o comandante Whitaker encontra Nicole numa situação difícil em que está sendo despejada pelo dono do apartamento onde vive. Intervindo a seu favor, ele paga ao dono o valor dos aluguéis atrasados e a leva para a fazenda.
Nicole tenta ajudá-lo para sair do vício, pois estava frequentando um grupo de ajuda a viciados. Ele não aceita a ajuda e continua bebendo. Ele a convida para se mudar para Jamaica pilotando um avião monomotor que está no hangar da fazenda. Mas ela não acredita que ele vai deixar o vício e abandona a velha fazenda, com o auxílio de amigos.
Na véspera da audiência pública que apura a responsabilidade dos culpados da tragédia da aeronave, ele passa a noite na casa do amigo Charlie. No dia em que ele vai depor perante o juiz, é encontrado deitado no chão. O traficante Harling, interpretado pelo ator John Goodman, lhe dá uma dose de tóxico, apenas para cheirar um pouco.
Mesmo nessa circunstância de drogado, ele comparece ao tribunal, respondendo as perguntas da investigação do National Transportation Safety Board conduzida por Ellen Block, no papel da atriz Melissa Leo. No final da sessão, o comandante Whitaker confessa ser dependente de drogas e estava drogado quando dirigia o avião que caiu. Com a confissão, é preso e conduzido à penitenciária.
Na cena final, aparece o filho do ex-comandante Whitaker, interpretado pelo ator Justin Martin, para visitá-lo e lhe diz que está fazendo um ensaio literário sobre a vida dele para ser apresentado no colégio. Pergunta inicial: quem é Whip Whitaker? Ele, sorrindo ao filho, lhe diz: boa pergunta.
Dentro de nossas atividades intelectuais, tivemos a honra de participar de viagens aéreas, onde os passageiros são saudados pela tripulação e também em solenidades que marcam a vida da empresa que servimos, destacando que dentro do Banco do Brasil e na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, ao comemorar, em 25/10/1999, o Centenário de Nogueira da Gama, o senador Bernardo Cabral prestou uma homenagem histórica que muito honra estas instituições.
Na ocasião, o escritor Fernando Pinheiro, que presidia a solenidade, sentia–se muito feliz e triunfante, tendo em vista que estava participando da Mesa de honra a diplomata Lourdes Planas Giron, cônsul–geral da República da Venezuela, e o Major Aviador Celestino Todesco, representando o Exmo. Sr. Major Brigadeiro do Ar, Flávio de Oliveira Lencastre, comandante do III COMAR – Rio de Janeiro (Aeronáutica do Brasil), além de outras distintas autoridades. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

VELUDO AZUL

De longe, recebendo cobertura de Sandy (Laura Dern), o garoto Jeffrey (Kyle MacLachlan), carregando um aparelho de dedetização, vai ao apartamento da cantora Dorothy (Isabella Rossellini, filha da atriz Ingrid Bergman com o diretor italiano Roberto Rossellini).
Isto é apenas um pretexto para descobrir uma pista de crime. Jeffrey fica apenas na cozinha, trabalhando. Na saída, ela olha pra ele, dando um suspiro. No carro conversível vermelho, Sandy, ao lado do amigo confidente, fica na dúvida se ele é um detetive ou um tarado.
Com uma cópia de chave, ele volta ao apartamento de Dorothy. Em seguida, ela chega, vai ao banheiro, fica despedida e volta para trocar de roupa. Ela percebe que tem gente escondida no armário, pega uma faca de cozinha e encara o invasor.
Quando Jeffrey, escondido no armário, é descoberto, uma faca segura por mão firme o faz ficar paralisado. Dorothy lhe pergunta como ele entrou ali e o que viu? Ele, assustado pela ameaça, disse-lhe que era apenas para vê-la de perto, admirando-lhe a nudez, mais tímido do que conquistador.
Ela ordena ao rapaz tirar a roupa e passa a fazer carinho nele, perguntando se ele está gostando? Ele responde que sim. Ela pede pra ele tocar-lhe os seios, acariciando-os e se envolvendo toda na entrega amorosa.
Um toque de campainha na casa faz com que Dorothy empurre o garoto para o armário e pede pra ele ficar quieto e vai atender Frank (Dennis Hopper) que chega para dar vazão ao sadismo de que é portador, obrigando-a a fazer sexo com requintes de crueldade: estupro e violência.
Depois que Frank sai, ele sai do armário em direção de Dorothy que está deitada no chão, com o intuito de reconfortá-la. Ela aceita a ajuda de Jeffrey. Quando ele se prepara para sair, ele lhe disse: ajude-me.  
Acostumada a apanhar do sequestrador, Dorothy pede ao garoto bater nela. Mas ele não o faz, trazendo consigo a pureza da criança que ainda demonstrava ser.
Ela o chama de Don, nome do marido sequestrado, pedindo para ser abraçada e espancada, como estava acostumada pelo sequestrador. Ele apenas a abraça e se recusa a espancá-la. Então, ela ordena: então, vai embora. Ele, com receio de ser expulso, faz apenas um leve gesto, mas no fundo não a agride, é só carinho.
Na noite seguinte, Jeffrey conta a Sandy que o mundo é estranho, descobriu que Frank sequestrou o marido e o filho de Dorothy. É um mistério que ele busca desvendar. Sandy conta-lhe o sonho que teve na noite em que o conheceu: o mundo estava escuro sem pintarroxos. Quando os pássaros aparecem, desaparecem os problemas. Esses pássaros tem a simbologia do amor, assim como a pomba branca.
No mundo físico em que a realidade é sentida pelos cinco sentidos, o sonho, nas camadas do inconsciente, traz sempre uma relação do que estamos vivendo. Existe essa oportunidade de sentir a real necessidade em tudo que nos cerca e manter o ânimo firme em toda circunstância que nos chega como aprendizado e revelação. [PÉGASO (LX) – 25 de setembro de 2016].
Jeffrey passa a frequentar a casa de Dorothy, mantendo relações sexuais. Uma dessas vezes, ela lhe disse sorrindo que o procurou no armário, parece loucura, não é? Ele lhe disse que não é loucura, é amor.
Numa das saídas da casa, ele se defronta com o Frank que o indaga onde mora. Ele se diz ser vizinho. Ele é obrigado a dar umas voltas com Frank e sua gangue e chegam a um prostíbulo onde tem várias mulheres e a presença de Paul (Jack Nance), Ben (Dean Stockwell), Raymond (Brad Dourif), todos eles ligados ao mundo do crime. Ben recebe um maço de dinheiro e, em troca, entrega drogas a Frank.
O desfecho do filme acontece na cena no apartamento de Dorothy onde aparecem mortos o detetive Tom Gordon (Fred Pickler), Don (Dick Green) e a chegada de Jeffrey que retira a arma do bolso do detetive morto para atirar, em legítima defesa, no sequestrador Frank, abrindo caminho para os pintarroxos, fazendo-nos lembrar da alegoria contida no sonho que Sandy contou a Jeffrey.
Uma cena que chamou muito a atenção acontece em frente do prédio onde mora Dorothy, quando surge Mike (Ken Stovitz) que vai tomar satisfação com Jeffrey por ter tomado a namorada. Sai em defesa dele, Dorothy completamente nua que o abraça, dando a entender que entre ambos há um envolvimento, desfazendo o ciúme de Mike.
Sandy insiste no romance que tem com Jeffrey e ambos permanecem juntos com o apoio do pai, o detetive Williams, interpretado pelo ator George Dickerson, e a mulher dele na pele da atriz Hope Lange. 
Um pássaro surge na janela de uma casa, despertando a atenção dos moradores. É a alegoria do sonho de Sandy. No jardim, Dorothy está contente com a volta do filho que brinca sob a proteção da mãe.
O filme Veludo Azul, título original Blue Velvet, em decorrência da canção de Bobby Vinton, sucesso dos idos de 1963, é ambientado na pacata cidade americana de Lumberton, na Carolina do Norte, sob a direção de David Lynch, e trilha sonora supervisionada por Angelo Badalamenti, traz ainda no elenco os artistas: Frances Bay (tia Bárbara), Priscilla Pointer (Srª Beaumont), Jack Harvey (Tom), entre outros. A produção é de 1986.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

BOA SORTE

O filme Boa Sorte, dirigido por Carolina Jabor, nos idos de 2014, é ambientado numa clínica psiquiátrica onde vivem, entre os internos, Judite, possuidora de vírus HIV, com breve tempo de vida, e João internado pela família por ter sido diagnosticado de sintoma de depressão.
Ambos passam a ter um romance dentro do clima de incerteza e indagação em que vivem, mas deixam brotar no íntimo um sentimento que simplifica todo esse questionamento. Ela está ligada ao apelo religioso não importando a designação para não haver a comparação conhecida de que o boi de um é melhor do que o boi de outro.
Isto faz-nos lembrar de uma frase publicada no facebook: “O amor encontra você. Você não o encontra. Todos os sentimentos cansam e desistem, menos o amor.”
Deborah Marzano, pós-graduada em ESERP, Barcelona, Espanha, a tua citação acima, de autor desconhecido, no facebook, está dentro de uma realidade transitória do planeta que está ascendendo a uma realidade maior, a uma dimensão maior onde tudo se interliga numa consciência ampliada, eliminando a camada densa desta terceira dimensão dissociada que está indo embora.
Respeitada a liberdade de escolha de cada um, ressaltamos que aqueles que se identificarem como luz eterna, descobrirem o Eu Superior, nesta transição planetária, nesta Era Dourada que está se abrindo (Era de Aquarius, para a mídia), sem dúvida, encontrarão o amor, pois são o próprio amor.
Quanta beleza está surgindo, o fim do confinamento, o fim do medo, o fim da separação e a chegada da libertação interior de cada um, imantado no amor. Em várias crônicas do blog Fernando Pinheiro, escritor, disponibilizado ao público na Internet, falamos sobre a transição planetária e abordagem sobre assuntos que envolvem milhões de pessoas.
Na crônica O DESMAME publicada em 28 de fevereiro de 2013, abordamos tema relacionado à psiquiatria. Vale transcrever alguns trechos:
Na psiquiatria a retirada do uso de antipsicóticos, sem o acompanhamento médico, pode causar sérios problemas para o paciente com o surgimento da discinesia tardia (DT) e a acatisia tardia, distúrbios que provocam movimentos involuntários no corpo. A DT também surge com o uso prolongado de antipsicóticos. Acrescentamos que o uso do álcool, drogas, entraves que a sociedade se debate, são também fatores de risco para o surgimento de DT [BASSITT/2003].
Os movimentos involuntários no corpo podem ser causados pela presença de almas errantes que se aproximam na mesma faixa vibratória em que se encontram os sofredores desses distúrbios.
Como o pensamento é um atributo da alma, a morte física não o extingue e corre no mesmo teor vibratório em que vive, estabelecendo liames que o passado espiritual delineia numa realidade em que há engramas. Na área da psicanálise é aquele inconsciente coletivo de que nos fala Carl Jung.
Nesse conluio que se converte em obsessão mútua, pensamentos do mesmo trama se digladiam em tormentosa situação, com danos prejudiciais a ambas as partes. No plano material, a obsessão atinge o cérebro, danificando-o seriamente. Nesse caso, a prece intercessora ou a própria prece do doente pode neutralizar essas energias deletérias que procedem do plano astral inferior. Uma vez instaladas, requerem um tratamento médico, pois há lesões cerebrais. Essas lesões nem sempre caracterizam o distúrbio mental.
Segundo o depoimento do Prof. Valentim Gentil Filho na entrevista concedida a Mônica Teixeira, publicada na Revista TEMAS – Teoria e Prática do Psiquiatra – v. 35, n. 68-69, p. 104 – Jan/Dez 2005, foi mencionado que no Estado de São Paulo ocorrem, todos os anos, mais de 10.000 autorizações de internação hospitalar apenas para depressão bipolar e mania, evidenciando a falta de prevenção secundária efetiva.
A atividade intelectual na qual o coração se faz presente nos ideais sublimes, a atividade esportiva, mesmo que seja caminhadas regulares, a sociabilidade nos grupos afins (clubes, entidades de classe, saraus recreativos que apresentam declamação de poesias, música e dança) são ótimas referências destinadas aos dependentes de medicamentos. No entanto, na recreação deve ser levado em consideração a qualidade da egrégora que se forma.
A egrégora, que se forma dos grupos sociais afins, estimula o participante a acompanhar as atividades que aí se desenvolvem. É por isso que é mais fácil fazer uma prece em grupo, fazer exercícios físicos em academia de ginástica, pois o estímulo é visível e ao alcance de todos que estão presentes.
Mas é no recolhimento interior que se encontra a realidade espiritual de cada um, o lado exterior funciona apenas como uma sugestão que deve ser filtrada e condicionada à realização de caminhos que devem ser percorridos, se houver receptividade espontânea e livre.
Na obsessão de almas errantes, o quadro clínico se complica, o paciente já não mais possui a liberdade de escolha e os tremores involuntários do corpo se confundem na patologia da discinesia tardia, distúrbio que a Psiquiatria apresenta questionamentos para estudo e observação.
O desmame não é apenas o tratamento médico que acompanha o desenrolar de sintomas que vão aos poucos desaparecendo com a retirada criteriosa de medicamentos, mas também o esquecimento de engramas do passado que tiveram outras direções onde o nosso pensamento já não pode mais acompanhar.
Olhemos para o horizonte. Caminhemos com leveza. [O DESMAME – 28 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A música do filme Boa Sorte é de autoria de Lucas Marcier. Aparecem ainda na trilha sonora as canções Talk to Me, Não Consigo e O Vampiro. 
Embora não faça parte do roteiro musical do filme, observamos que num clima de quem é da noite, o samba Toda Hora, de Zeca Pagodinho, revela a situação de quem vive na boemia, logicamente com o chamado de gente pra zoar, gente pra beber: “ninguém me chama pra benzer, ninguém me chama pra rezar”.
O filme Boa Sorte traz no elenco os artistas: Cássia Kis Magro (médica Lorena), Edmilson Barros (enfermeiro Marcos), Fernanda Montenegro (Célia), Deborah Secco (Judite), João Pedro Zappa (João), Felipe Camargo (Luís), Gisele Froés (Ana), Pablo Sanábio (Felipe), Amanda Veras (namorada de Beto), Yasmin Catramby (filha de João), Fabrício Belsoff (Beto).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

VOO DE EMERGÊNCIA

Em dia de tela quente, 28/11/2016, a Rede Globo de Televisão exibiu o filme russo Voo de Emergência. Um dos episódios mais envolventes ocorre numa ilha ameaçada pela erupção de vulcão. Na pista do aeroporto, duas aeronaves à disposição dos sobreviventes que estavam fugindo da calamidade. Muito fogo e larva ameaçam a decolagem.
Poucas horas depois da exibição do filme, já na madrugada do dia seguinte, um voo de emergência foi notícia no mundo inteiro, com o avião Avro RJ–85, da empresa boliviana LaMia, saindo de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, com destino a Medellin, Colômbia, conduzindo o time Chapecoense que tinha jogo programado com o Nacional da Colômbia pela final da Taça Sul-Americana de Futebol. Do trágico acidente 6 feridos e 71 mortos.
No Estádio Atanasio Girardot, em Medellin, numa solenidade acadêmica, de sublime elevação, no dia programado da 1ª final do campeonato sul-americana (30/11/2016), houve a presença de milhares de pessoas vestidas de branco, fez o uso da palavra o chanceler brasileiro José Serra que agradeceu as expressões de solidariedade do povo colombiano, concluindo: “uma luz no escuro quando todos estamos tentando compreender o incompreensível”.
Fizeram ainda o uso da palavra, Juan Carlos de la Cuesta, presidente do Atlético Nacional, Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, Federico Gutiérrez, prefeito de Medelli, e Luis Pérez Gutiérrez, governador do Departamento de Antioquia, Colômbia.
No filme russo Voo de Emergência, título original Flight Crew, a dianteira e a cauda do avião UTair saindo do Aeroporto de Moscou com destino a Munique estampa o desenho de uma figura mitológica, Pégaso, com apenas a cabeça e o tronco do cavalo alado. Pégaso é o nome da série de sonhos (I a LX) narrados por nós no blog Fernando Pinheiro, escritor.
O piloto do avião comparece ao gabinete do dono da empresa aérea para ser admoestado: “como você deixou o estagiário sair da cabine, uma briga no avião. O vídeo está na internet.” Isto ocorreu porque o estagiário pediu a um passageiro apagar o cigarro no momento antes da decolagem. Um dos aviões da companhia é fretado e o dono encarrega o comandante a missão de realizar outra viagem, atribuindo a ele a escolha dos copilotos.
Na cena de amor na cama, Leonid, interpretado pelo ator Vladimir Mashkow, está acompanhado de Alexandra, papel da atriz Agne Grudyte, que lhe diz: “é tão complicado ser piloto, você não acha? Ainda mais piloto mulher. É tão cansativo, a gente tem que trabalhar muito para ser tratada com igualdade, senão somos humilhadas.”
Por ironia do destino, os dois amantes vão ser os copilotos escolhidos pelo comandante do avião para trabalhar juntos no voo com destino a uma ilha na Ásia para resgatar passageiros em desespero.
Quando o avião chega ao aeroporto da ilha vulcânica, o quadro é desolador: uma multidão está ávida para embarcar. Outro avião está também fazendo o resgate no meio de fogo e labaredas que se alastram a todo vapor.
Depois da decolagem, a viagem é realizada em cenas que mostram o traslado de passageiros de um avião para o outro, em pleno voo, por meio de um cabo de aço que sustenta uma rede de salvamento. A operação é realizada com sucesso, embora haja uma perda de um dos grupos de pessoas no traslado.
Apreciamos a coragem dos pilotos em resgatar os passageiros que saíam da ilha vulcânica, destacando a espera dos carros que foram buscar os moradores do lugarejo perto do vulcão, arriscando a própria vida diante da iminência de erupção, com pouco tempo de agir, aliás a saída deles é no meio do fogo.
Uma parte dos passageiros conseguiu embarcar e ser salva da catástrofe. No traslado em pleno voo de uma aeronave a outra, alguns conseguiram ser resgatados, outros passageiros morreram na tentativa de fazer a baldeação no ar com a ruptura da rede de salvamento.
Vale assinalar textos de nossa crônica publicada em 23 de fevereiro de 2013:
O sentimento de perda, que se origina da ruptura de uma relação que vinha sendo exercida anteriormente, abala as estruturas emocionais de quem ainda se prende. Isto se estende a todos os setores da vida humana, principalmente quando da perda de entes amados ou de cargos ou ainda de aposentadoria compulsória ou por tempo de serviço.
Manter-se ligado à circunstância anterior é manter-se no sofrimento. Quem anda de carro, ou mesmo a pé, em direção de algum destino, sabe que os trechos do caminho percorrido já não mais lhe desperta atenção.
Os liames sagrados da família são eternos e estamos sempre atentos para participar dos momentos que nos unem, sem perder de vista a nossa participação de caminhar juntos, embora em espaços físicos diferentes. 
Quando esses liames se espalham em direção de outros círculos afetivos, o cuidado ainda se faz presente, deixando cada um seguir o caminho que lhe convém. Se houver receptividade de nosso carinho, a alegria é sempre esfuziante.
Não tenhamos apego a nada e a ninguém, vivamos simplesmente sem esperar nada, pois a expectativa pode gerar desconforto emocional. Tudo passa, por que esse tempo que pensamos não irá passar?
A perda é considerada um dos sintomas da depressão, a antiga melancolia que vem desde a Antiguidade, na Grécia, atravessou a Idade Média quando a Igreja a condenou como pecado porque seus portadores estavam com o demônio. Paracelso e outros médicos do passado estudaram esses sintomas, notadamente Freud que estendeu a Medicina para o campo da Psicanálise.
Além da medicina helênica em que se notabilizou Hipócrates, há registros históricos anteriores: nos séculos 7-8 a.C. as Ajurvedas indianas revelavam a existência das alterações físicas e mentais no ser humano. Esses sintomas já eram observados por uma farmacopeia neosumeriana e pela escola babilônica de medicina no século 18 a.C. [SENDRAIL, 1980].
No final do ciclo planetário, onde se avoluma a separação do joio e do trigo, recrudescem as palavras do Mestre amado, Jesus, “deixai os mortos enterrar os mortos” numa referência que não devemos ficar ligados a circunstâncias que não nos pertencem. 
A densa consciência dissociada, em que o planeta está vivendo, carreia para os campos vibratórios idênticos essa massa gigantesca de população. Cada um segue a vibração que vive.
Observar, apenas observar, sem comentar nem criticar a ideologia que os grupos sociais se manifestam. Enquanto isso, as substâncias químicas usadas por dependentes estão tirando a lucidez dos que precisam andar em seus próprios tapetes. 
Este é o nosso momento de prece para que a inspiração surja. [O TAPETE – 23 de fevereiro de 2013, constante do blog Fernando Pinheiro, escritor].
No elenco do filme VOO DE EMERGÊNCIA os principais artistas: Agne Grudyte (Alexandra), Vladimir Mashkow (Leonid), Sergey Shakurov (Nikolai), Sergey Gazarov (Shestakov), Yang Ge (Liu), Irina Pegova (Lena), Katerina Shpitsa (Vika), Elena Yakovleva (Irina). A música é de Artem Vassiliev.

domingo, 13 de novembro de 2016

DESPEDIDA DE MASSA


No circuito de condições climáticas traiçoeiras, com a chuva torrencial caindo sobre Interlagos, em 13/11/2016, Felipe Massa, um dos maiores pilotos da história da Fórmula l de automobilismo, abandona a corrida, numa derrapagem que o fez colidir no guard-rail na volta 48 do Grand Prêmio Brasil.
O piloto Massa deixou seu carro Williams no circuito e caminhou em direção dos pits, aplaudido pela multidão de espectadores e pela sua equipe e demais concorrentes. No trajeto, passou pela equipe da Ferrari, onde atuou até 2014, num período de 8 anos, com grande sucesso, inclusive como vice-campeão mundial em 2008.
Os integrantes da equipe Ferrari o receberam, em festiva emoção, mesmo com a corrida em curso. Aos 35 anos de idade, teve uma despedida de herói, pois antes já anunciara que deixaria a Fórmula-1 após a temporada de 2016. A esposa Anna Raffaella, carregando o filho Felipe Bassi Massa, prestigiou o marido, tendo de assistir aos aplausos concentrados em Felipe Massa.
Na pista molhada de Interlagos, o piloto Felipe Massa esteve diante do perigo, ao parar o carro numa corrida em andamento, com pouca visibilidade para os pilotos, perigo maior quando ele saiu do carro, caminhou alguns passos e pulou o guard-rail, protegido pela  indicação de bandeira que sinalizava carro parado na pista.
Mesmo cercado de medidas de segurança, o automobilismo é um esporte que envolve perigo. Sair como vencedor laureado por triunfos conquistados é a consagração de um piloto, popularmente conhecido como uma lenda. Somos contrários à palavra lenda, no caso, porque ele, o herói, existe. A lenda, não, a não ser no mundo subjetivo.
Como a subjetividade é algo que acrescentamos em nossas crônicas, é oportuno transcrever texto do post de 31 de maio de 2016 que aborda Cupid Variation no 2º Ato do balé Don Quixote, de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, a saber:
Na realidade tangível, ele pensou na mulher amada, fazendo o que chamamos de colapso da função de onda e acreditou no que poderia acontecer, agindo e criando a realidade que veio em forma de sonhos, ideia que já estava fazendo parte do mundo subjetivo. Somos o que pensamos, não pode ser diferente. [in Cupid Variation – 31 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Segundo a revista AutoRacing – 21 de julho de 2015, vinte e cinco pilotos morreram na Fórmula1. Foi acrescido mais um no mesmo dia em que ocorreram 2 mortes no mesmo circuito, a saber:
Onofre Marimon (ARG) aos 30 anos – 31 de julho de 1954
Luigi Musso (ITA) aos 33 anos – 06 de julho de 1958
Peter Collins (GBR) aos 26 anos – 03 de agosto de 1958:
Stuart Lewis-Evans (GBR) aos 28 anos – 25 de outubro de 1958
Chris Bristow (GBR) aos 22 anos. – 19 de junho de 1960
Aaln Stacey (GBR) aos 26 anos - 19 de junho de 1960
Wolfgang von Trips (ALE) aos 33 anos - 10 de setembro de 1961
Carel de Beaufort (HOL) aos 30 anos – 02 de agosto de 1964
John Taylor (GBR) aos 33 anos – 08 de setembro de 1966
Lorenzo Bandini (ITA) aos 31 anos – 10 de maio de 1967:
Jo Schlesser (FRA) aos 40 anos – 07 de julho de 1968
Gerhard Mitter (ALE) aos 33 anos – 01 de agosto de 1969
Piers Courage (GBR) aos 28 anos – 21 de junho de 1970
Jochen Rindt (AUT) aos 28 anos – 05 de setembro de 1970
Roger Williamson (GBR) aos 25 anos – 29 de julho de 1973
François Cevert (FRA) aos 29 anos – 06 de outubro de 1973
Helmuth Koinigg (AUT) aos 25 anos – 06 de outubro de 1974
Mark Donohue (EUA) aos 38 anos – 19 de agosto de 1975
Tom Pryce (GBR) aos 27 anos – 05 de março de 1977
Ronnie Peterson (SUE) aos 34 anos – 11 de setembro de 1978
Gilles Villeneuve (CAN) aos 32 anos – 08 de maio de 1982
Ricardo Paletti (ITA) aos 23 anos – 13 de junho de 1982
Roland Ratzenberger (AUT) aos 33 anos – 30 de abril de 1994
Ayrton Senna (BRA) aos 34 anos – 01 de maio de 1994
Jules Bianchi (FRA) aos 25 anos – 17 de julho de 2015, após nove meses do grave acidente no GP do Japão.
Vale incluir na nominata dos pilotos mortos da F-1, o nome de Stefan Bellof (1957/1985), de nacionalidade alemã, que morreu em 01/09/1985, no campeonato de marcas, Sport-Protótipos – 1000km de Spa-Francorchamps, na Bélgica.
Em julho de 2009, no treino de classificação para o GP da Hungria, Felipe Massa teve um acidente grave ao ser atingido na cabeça por uma mola do carro de Rubens Barrichello. O capacete que ele usava o protegeu de sofrer mal maior. A volta dele para a F-1 ocorreu meses depois, no ano seguinte.
A despedida de Felipe Massa pela Fórmula l, em Interlagos, na tarde chuva de 13 de novembro de 2016, já era anunciada com a palavra OBRIGADO estampada no aerofólio traseiro do carro branco da Williams. O piloto trajava macacão branco que trazia a identificação: a bandeira do Brasil e o nome Massa.