Páginas

sábado, 24 de setembro de 2016

PÉGASO (LIX)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 3 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Estava eu em cima da montanha, acompanhado de alguns companheiros de jornada, em excursão em novas terras. O destino era descer montanha abaixo sem que houvesse nenhuma trilha ou caminho.
De repente, surge uma vaca correndo lá em embaixo em minha direção. No primeiro aclive, ela tropeça e cai. Quando estava no chão, um companheiro salta da montanha, numa altitude de 300 metros e, no chão, aproveita o instante em que a vaca estava se preparando para se levantar, e sai correndo, seguindo a viagem.
Na simbologia dos sonhos, a vaca correndo em minha direção, significa ameaça prestes a acontecer, assim como na arena o touro ameaça avançar em cima do toureiro que está em traje a rigor diante da plateia.
Quando ele caiu, pensei acompanhá-lo no gesto ousado de saltar 300 metros de altura, enquanto a vaca estava se levantando da queda. O tempo era escasso e não aproveitei essa oportunidade. Segui em direção contornando a montanha em distâncias que desconhecia. Outro companheiro seguiu em frente, apressado, e logo desapareceu.
Segui o meu caminho, devagar, apreciando a paisagem. Olhei para trás, avistei um camponês montado num cavalo baio, correndo a galope, vindo em  minha direção. Ele parou perto de mim porque havia árvores frutíferas ao redor, saltou do cavalo e colheu algumas peras maduras nos galhos carregados.  
Perguntou pra mim para onde eu iria, disposto a me orientar o caminho. Eu lhe respondi que pretendo descer a montanha para me unir aos meus companheiros de jornada. Mas não sei por onde vai dar esse caminho.
O cavalheiro recolheu numa sacola várias peras maduras e seguiu viagem a cavalo. Caminhando em frente, depois de algum tempo, eis que avisto outra vez o cavaleiro que está conversando com uma garota nativa, completamente sem roupa, como é costume local. Não havia indícios de sensualidade na conversa de ambos, ela lhe informou sobre o que estava ocorrendo no local, completamente despovoado.
Naturalmente, era assunto sobre aves e animais silvestres que têm hábitos e costumes afinados com o meio-ambiente. Ele recebeu as informações dela como se fosse um aprendizado. Com reverência e respeito, ele se despediu e seguiu viagem.
“Cai a tarde tristonha e serena em macio e suave langor”, como diz a canção Ave Maria, representando a brejeirice da alma sertaneja, cantada em épocas distintas por Augusto Calheiros, Altemar Dutra e Agnaldo Timóteo, entre outros cantores.
Como carregamos no plano astral a mesma bagagem que levamos no plano físico, pensei a essa hora a tarde estava caindo no por-do-sol e poderia ter fome durante a noite, então retornei ao local onde havia as peras amadurecidas. Ao chegar, toquei em algumas, mas não as colhi, pensando bem não estava com fome nem a noite iria chegar.
Na verdade a tarde não caía, o tempo era de uma tarde estável, sem a mudança de tempo conhecido como  metereológico e sim tempo de claridade que não ameaçava desaparecer.
Foi uma forma de me recompor, pois o meu ser profundo não tem fome nem sede, nem tampouco obscuridade, ser profundo que é inerente a todos os seres da criação, sem exceção, daí o desprendimento que mantive em meu caminhar, pois o que é da Terra fica na Terra.

www.fernandopinheirobb.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PÉGASO (LVIII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 3 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Da varanda da casa de campo, eu me preparava para decolar, quando avistei um leão correndo em minha direção, no momento de alçar voo, ele avançou em minha direção, acolhi-o como companheiro de escala evolutiva numa afetividade de quem já se conhece há muito tempo.
Esta mesma interação aconteceu em O Menino que Sabia Voar, filme de desenho animado, quando ele foi voando a uma ilha desértica e conheceu um dinossauro que passou a ser o seu amigo. Quando se está na mesma frequência de onda não existe a separatividade entre os seres vivos, humanos ou não, nem tampouco o medo dos animais ferozes, no conceito do paradigma planetário.
O menino já brincara com um dinossauro de plástico, tamanho de suas mãos, conforme mostrado na cena em que está deitado dormindo em leito hospitalar e o brinquedo infantil no sofá do quarto.
Os homens da Amazônia não têm medo de animais silvestres, demonstrado na reportagem do médico Dráulio Varela que entrevistou para a televisão alguns nativos. Dentre eles, havia um que morava numa canoa coberta de um abrigo, onde ele dormia e cozinhava com um fogão à lenha, uma panela e um frigideira.
Lá no ambiente do homem da canoa não é necessário o dinheiro, pois tudo está em suas mãos: o sustento e o abrigo para viver. A moeda, conforme Karl Marx, só existe por causa da escassez. Para os nativos, a Amazônia tem fartura de tudo: sementes, frutos e alimentos da água e da terra.
Vale mencionar as palavras do Prof. Ovídio da Cunha (1912/1997), Professor de Sociologia – Universidade Federal Fluminense, Niterói – RJ, no que diz respeito ao valor e à escassez ao ensejo da realização do 1º Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, sob a presidência do escritor Fernando Pinheiro:
“Se não houvesse escassez não haveria valor. Então, uma idéia de uma sociedade que possa ter os bens tão milionariamente existentes que possam evitar a escassez, essa idéia é completamente visionária. Exatamente o objetivo do comunismo é, por conseguinte, utópico, mas não são, entretanto, completamente utópicas as técnicas de repartição da renda social.” (*)
(*) OVÍDIO DA CUNHA – in A Evolução da Moeda no Brasil e no Mundo - 1º Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil no período de 20 a 24 de novembro de 1995 – Auditório Ed. SEDAN – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105 - 21º andar – Rio de Janeiro – RJ. 
Ainda na referida palestra, o Professor Ovídio Cunha, de saudosa memória, elucidou que os astecas, os incas e os egípcios, os índios, os aborígenes da Austrália, os negros da África florestal não possuíam moedas. Lá, nesses recantos não havia escassez.
Sobrevoando outras plagas siderais, avistei um recanto aprazível em cima de uma montanha cercada de verde. Cheguei ao local e estava a apreciar a beleza ao redor e a cidade abaixo com luzes em leves bruxuleios.
Uma linda mulher acercou-se de mim para me fazer companhia. Disse a ela que aqui é um lugar bom de passar a noite, iluminada pela lua e refrescante por uma brisa suave. Uma rede alva como o luar, perto de nós estava à nossa disposição. Ela deitou toda feliz com gestos convidativos. Aceitei o convite e tivemos momentos felizes.
O mundo astral tem enlevos encantadores. Se estivermos ligados ao paradigma terrestre que estipula receios de contato com os seres que lá caminham, naturalmente não iremos desfrutar das blandícias que poderíamos ter. A separatividade é deste paradigma humano. Abandonemo-nos à luz.

www.fernandopinheirobb.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PÉGASO (LVII)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 3 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
A voz surgiu sem que eu visse a pessoa, apenas a reconheci quando a ouvia em momentos de trabalhos acadêmicos, trazia uma carga de impressões que se resumiam apenas nas palavras: “se continuar tanta dor, eu vou cortar a conexão.”
Eram palavras dirigidas a esposa que sofria na Terra em decorrência de sua partida para o mundo astral. Pobre coitada, não sabia da gravidade de manter ligado o pensamento ao marido que partiu. Isto é a característica da consciência planetária que converge tudo ao plano físico.
Casados desde os tempos da mocidade, ela aos quinze anos de idade e ele com vinte e poucos anos, construíram uma relação que durou 7 décadas. Ele foi o primeiro e único amor da vida dela, coisa quase incomum nos tempos desses desarranjos sociais, onde a família é o ponto central.
Ela saiu do lugar onde juntos residiam e foi morar na cidade natal onde os segredos de infância ainda encantavam os sonhos inocentes. Mas, ao chegar encontrou tudo modificado em todos os aspectos: a idade foi arrancando as raízes.
Falecidos os familiares e amigos desde esse longo tempo longe da terra natal em que era apenas uma criança sorrindo a cada primavera que vinha surgindo a cada ano. A professora primária já não mais existia, seus colegas de sala de aula todos demandaram à busca de caminhos diversos. Não houve mais ligação desse tempo com o tempo atual.
A frase que ele emitiu cruzou espaços e chegou até onde eu estava, assim como o vento leva o canto e os suspiros de quem anela amor. Como pode desistir ele de manter o contacto com a pessoa amada que lhe foi todo o seu viver num ninho de amor em que ambos construíram a partir da celebração de juras de amor eterno diante de um altar?
No plano astral, depois da passagem terrena, vive-se de resultados, isto vimos dizendo em nossas postagens. Numa fração de segundos em que ouvi a frase ecoar na frequência de onda onde estava, não pude fazer uma apreciação completa sobre o que estava ocorrendo: apenas um lamento em que ele buscava desistir.
Veio-me a ideia do que seja o amor, em expressões diferentes, conforme abordado nas crônicas A TAÇA VAZIA – 3 de abril de 2016, O LUTO – 20 de dezembro de 2014, AMOR–SABEDORIA – 01 de abril de 2016, a seguir:
No silêncio de suas reflexões, o parceiro que sente saudades busca compreender as razões por que um amor tão grande foi interrompido no calor dos lençóis.
Tudo parecia correr bem. Sorrisos e beijos do casal eram passados aos filhos que se completavam numa festa de alegria. De repente, uma taça de quem brinda é retirada do cenário familiar. As horas continuam a estender seus minutos controlando a duração dos afazeres de cada um.
Reflexão, apenas, reflexão. Se alguém falasse dessas circunstâncias necessárias ao aprendizado daqueles que precisam passar por isto, certamente ninguém compreenderia apenas na teoria.
Todos têm necessidade de aprender com a vida, mesmo que não a vejam naqueles que seguiram a viagem das nuvens. A maioria daqueles que sentem saudades está mais ligada à presença física de quem partiu do que ao amor-essência que não precisa de formas para sobreviver. [A TAÇA VAZIA – 3 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Essa situação delicada ainda foi abordada por nós em 20 de dezembro de 2014 com a crônica O LUTO. Vale mencionar:
Quando ocorre o falecimento de entes amados, a tristeza faz enfraquecer o sistema de defesas imunológicas que protegem o corpo físico contra as infecções, principalmente nas pessoas mais idosas, o que comprova que muitos cônjuges vêm a falecer depois da morte desses entes amados.
As pessoas mais jovens, com tanta distração para curtir e as tarefas de estudo e trabalho, bem como a vivência no casamento ou em outro status de relacionamento, as fazem esquecer o luto, por isso são menos suscetíveis de pensar em tristeza que as fazem sentir menos felizes.
Por essa razão, é importante ter um estilo de vida alicerçado em quatro pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Experiencie ter esse estilo ou conserve-o sempre e a sua vida irá ganhar, num crescendo, um patamar de grandeza mais elevado.
O luto é uma fase de vivência em que todos passam, pois todos têm parentes e amigos que vêm a falecer, em determinado momento. É natural que seja assim. O luto não é sinal de tristeza, é uma forma errônea de demonstrar amor aos entes que partiram. O melhor é o silêncio e a observação proveitosa que deve ganhar um novo sentido, diante de tudo que se renova.
Não estamos promovendo o oblívio das pessoas amadas que partiram, pois os amores são eternos e o que deve ser lembrado apenas são os momentos felizes e, como dizemos sempre: os engramas do passado devem ser esquecidos.
Durante o período do luto que deve ser passado ao lado das pessoas amadas, a nosso ver, não pode ultrapassar a 30 dias, sob o risco de contrair doenças vasculares ou do coração.
Hoje em dia, o luto está se tornando um risco de morte. Para muita gente os efeitos psicológicos do luto duram longo tempo, certamente, haverá o resultado das respostas fisiológicas associadas à dor aguda.
Toda essa dificuldade humana diante da morte é em decorrência de que a transparência, deslindando os enigmas do caminhar, ainda se encontra no ser profundo que todos nós somos, sem exceção, mas ainda não revelado de modo generalizado a todas as criaturas humanas.
É dito que tudo será revelado e não haverá mais disfarce encobrindo a verdade, e isto já acontece quando dormimos e presenciamos a realidade que nos envolve, a morte está nesse contexto que nos pertence tanto quanto àqueles que já partiram.
A morte existe quando cessa o colapso da função de onda (física quântica) entrando em outro seguimento de vida, então não há perda de nada e de ninguém, o que acontece é o apego recrudescendo em situação que não nos pertence.
A vida é doação, doe-se e você ganhará ainda mais ou mais ainda do que for doado porque a fonte é inesgotável e o apego desaparecerá sem deixar vestígio. Apegar-se ao que não nos pertence mais é sofrer sem razão, palavra estritamente ligada ao plano mental. [O LUTO – 20 de dezembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em decorrência da dificuldade das pessoas em saber a distinção entre amor-projeção e amor-sabedoria, em que ambos se conectam, em processo de elevação, fazemos uma sucinta retrospectiva, com vertente poética e política, a espalhar ao mundo o perfume que sentimos dos altos cimos que está lá e cá na simbiose apresentada pela teoria do emaranhamento quântico que vimos dizendo tudo se interliga.
Enquanto existir a necessidade de vivenciar o amor em uma pessoa, um objeto ou objetivo, uma classe, uma instituição, um ideal nos trabalhos materiais ou mesmo espirituais, há presença do amor-projeção. Essa projeção ganha espaços maiores quando sai do exterior e faz a viagem interna ao coração onde se descobre como ser profundo e passa a vivenciar práticas que levam ao que se chama na Índia de Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção. [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013].
Amor-Projeção está a caminho do Amor-Consciência, mas isto não é questão de busca e apreensão ou busca apreensiva, é a inteligência que se projeta em luz eliminando as sombras ou penumbras de um amor projetado. Como conseguir isto? O abandono à luz, o abandono da personalidade que deve ser vivida e transmutada a um patamar de grandeza superior.  [AMOR-PROJEÇÃO – 21 de outubro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

www.fernandopinheirobb.com.br

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PÉGASO (LVI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 3 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Parei o carro diante do sinal de trânsito, estava dirigindo sozinho e pensei em voltar para buscar a família para o passeio. Quando o sinal abriu, fiz a opção pelo retorno, quando dobrei a curva, segui em frente alguns metros adiante e vi um painel indicando a direção dos caminhos, de soslaio vi uma seta indicando diversos rumos, escolhi o da direita em que pude ver uma subida em direção ao templo no cume da montanha.
Fui em frente subindo a montanha numa paisagem pitoresca, o ar ameno e agradável, em curvas que chegam à porta principal do templo que estava aberto para cerimônia religiosa. Olhei bem em frente do pátio uma casa colonial que me fez lembrar do local onde está edificado a igreja colonial de Nossa Senhora do Outeiro da Glória na cidade do Rio de Janeiro.
Na parei na entrada do templo, estava de carro e segui no caminho interno do pátio, percorrendo o caminho em curvas ladeado por jardins floridos que me causaram comovedora impressão. Esses jardins eram diferentes dos demais, havia placidez no ar, como se fossem jardins rezados em orações benfazejas. O clima interno do templo era o mesmo dos jardins.
Fui até o final do jardim abençoado pelas estrelas e luares que trazem a benção revestida da luz que tem a mensagem dos anjos ou seres multidimensionais que estão na Terra acompanhando a mudança do paradigma planetário onde o amor prevalecerá.
Mais tarde, em situação similar, tive a satisfação de ver umas fotos do Convento da Penha, um santuário religioso do Brasil – Colônia, localizado no município de Vila Velha – ES, onde há 24 anos o amigo Abidias Júnior, presidente da BB – Turismo, faz visita anualmente.
Tendo em vista que os poetas parnasianos chamam Nossa Senhora de A Virgem e a palavra alegria faz parte dos 4 pilares que sigo na minha trajetória terrena, é oportuno o dito  de Abidias Júnior: “olhai por nós Virgem da Penha, Senhora das Alegrias.”
Outro dito que me chamou a atenção é de autoria de Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, na psicofonia de Divaldo Franco, em visita a CEAL – Rio de Janeiro, na noite de 22 de setembro de 2016, transcrito no mural do facebook de nossa amiga Elisabete Otelac – Rede da Paz e do Bem: “Filhas e filhos do coração, o Senhor convocou-nos para a implantação do Seu Reino nas paisagens lúgubres da Terra, nos lugares escusos em que a dor se homizia e a vergonha marca com sinete de fogo os corações derrotados.” 
A Terra está sendo sacralizada, no dizer do papa Pio XII, a primeira pessoa a usar esta expressão na mídia, a mudança de paradigma da consciência planetária está a caminho em passos de galope sustentado por 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria. 
Vale mencionar o que se contém na crônica de 23/06/2012, conforme abaixo mencionada:
Nesse ranger de dentes, o que se ouve naquelas plagas distantes é o “Purucutum pa pum, pa pum, purucutum pa pum, pa pum.” Não se assustem: toda a cadeia de vulcões do Cinturão de Fogo do Pacífico está aquecida, como dissemos na crônica O QUINTO ELEMENTO – 23 de junho de 2012. Vale salientar três parágrafos, a seguir:
A nosso ver, o sinal do fim dos tempos desta civilização, na superfície da Terra, é o aquecimento do Cinturão de Fogo do Pacífico, onde se concentra uma gigantesca cadeia de vulcões, espalhada por continentes, agora completamente aquecida, ameaçando o surgimento de sismos, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, em cataclismos planetários, em proporções catastróficas.
No entanto, o final dos tempos somente a fonte sabe.
Antes que isto ocorra, vamos desenvolver a nossa vibração, enriquecida em 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria, sem críticas a comportamentos alheios, recolhimento interior, buscando as lições da natureza, fixando o pensamento na imortalidade de nosso ser mais profundo, revestido da luz que resplandecemos, e, principalmente, nossos corpos sutis alinhados à fonte onde se irradia toda a luz.

www.fernandopinheirobb.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2016

PÉGASO (LV)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 3 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em sonho recente que tive, fui procurado por um ex-colega de trabalho, no plano astral onde as idéias e pensamentos o formatizam na opção escolhida, no presente caso plasmando, em imagens ideoplásticas, o ambiente de trabalho, embora já estivéssemos, eu e ele, aposentados, muito antes.
Uma imensa sala com apenas uma mesa, a que eu estava trabalhando, era o cenário que se desenvolve ao meu redor. Aproximou-se ele com a preocupação de ter um clima fraterno entre nós. De mim, já havia esquecido o tempo em que as circunstâncias não me favoreceram um destaque maior na empresa. Aliás, trago comigo o lema: “o que é da Terra, fica na Terra.”
Ele ficou satisfeito com atitude pacífica em que sempre me pautei, embora não percebida antes por ele, e agradeceu o instante em que se recompunha interiormente. No final, quando saía, ele disse: “na volta, traz uma bala ou chocolate”. Eu lhe respondi: “não irei voltar, passei aqui apenas para este momento.” Senti satisfação no semblante dele e sai.
Não pude lhe explicar a minha compreensão pela atitude de refazimento interior dele, pois ele não iria compreender os liames que se entrelaçam em situações embaraçosas. Já estava satisfeito sobre o que ocorrera, era o bastante.
No lance seguinte, o secretário do diretor me pediu para reorganizar o núcleo de banqueiros correspondentes que, na opinião dele, estava desorganizado. Eu me dirigi ao núcleo e comecei a ver as planilhas pertinentes.
De repente, aparece em minha direção, o colega encarregado e pediu explicação do que estava acontecendo. Eu lhe disse apenas que estava reorganizando o núcleo. Revoltado, ele falou: isso não precisa, vou falar com o secretário. Eu lhe disse: ele está atrás de você. Ele retrucou: vou falar com ele por telefone.
Para acalmar os ânimos, eu lhe disse, desviando a direção da energia em descompasso: você sabia que somos conterrâneos. Ele pensou, pensou, como, eu não sabia. Na minha terra, a gente vai conversando, conversando e chega-se à conclusão de que todo mundo é parente. Assim, ele se acalmou e foi embora refeito na egrégora da parentela.
Assim como existem as ondas atômicas gravitando nos espaços siderais, existem também as ondas cerebrais, quando impulsionadas no decorrer da vida física do homem, como também em sua trajetória pela erraticidade ou nos espaços de luz onde se formam imagens ideoplásticas de impressionante beleza. [ONDAS GRAVITACIONAIS – 30 de novembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Tudo bem, se não houvesse átomos, mas os átomos existem e se movimentam. Os pensamentos, por serem energia, contêm átomos e nada mais danoso para uma pessoa é estar presa a esses pensamentos que carregam engramas, escravizando-lhe em remorso de culpa, é muito horrível. – in PÉGASO XXX – 25/07/2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Como tudo é consciência e informação por causa da presença do átomo e suas partículas, iríamos encontrar a afinidade em que nos apegássemos o pensamento, pois ao pensar criamos o endereço astral pertinente ao nosso mundo íntimo que se interliga com os interesses afins. [PÉGASO (LI) – 25 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  
Através da matéria condensada ou das emanações psíquicas, a energia está em tudo, como em tudo existe a informação expressa, desde os reinos da criação (mineral, vegetal, animal) em simbiose que não se desvincula porque a energia  criada por nós e dos seres, que mantemos contato, passa a ser a marca do nosso viver e dos seres assimilados que estão em outras andanças siderais. [AS PLANTAS DORMEM – 10 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

www.fernandopinheirobb.com.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CHANEL & STRAVINSKI

O amor nunca é proibido, mas as convenções sociais o fazem, como aconteceu no filme Coco Chanel & Igor Stravinski, misto de realidade e ficção, dirigido em 2009 por Jan Kounen, tendo como principais artistas Anna Mouglalis (Coco Chanel), Anatole Taubman (Artur Boy Capel), Mads Mikkelsen (Igor Stravinsky), Elena Morozova (Chaterine Stravinsky), Natacha Lindinger (Mísia Sert).
O enredo se desdobra a partir de 1913 quando estreia no Théâtre des Champs Elysées, Paris, o balé A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, apresentado por Ballets Russes, coreografia de Vaslav Nijinsky, música de Igor Stravisky, que se achava presente regendo a orquestra.
Quem fazia parte do Ballets Russes era a bailarina Anna Pavlova que assistiu à apresentação do maxixe, a primeira dança urbana do Brasil, pelos dançarinos Duque (1884/1953) e Gaby, pois o maxixe alcançou sucesso, nos idos de 1909 a 1915, em Paris, Londres e Nova York. Segundo a Revista da Semana – 23 de janeiro de 1915, os movimentos dessa dança inspiraram a bailarina russa em sua coreografia para balé, as chamadas Pavlovianas.
Acostumada a ouvir O Lago dos Cisnes, A Bela Adormeida, O Quebra Nozes, de Tchaikowsky, a plateia não assimulou a música de vanguarda de Stravinsky e, inconformada, gerou uma confusão, sendo chamada a polícia para intervir. O escândalo chamou a atenção da estilista Coco Chanel que se achava presente acompanhada do amante Artur Boy Capel e de sua amiga Mísia Sert.
Corre o tempo... Sete anos mais tarde, sem a presença do amante morto em acidente, e com o sucesso de sua Maison Chanel, a dona da loja é apresentada formalmente ao compositor russo, exilado em Paris e sem dinheiro, lhe oferece a mansão em Garches, a fim de que ele possa compor com tranquilidade. Ele aceita, levando a mulher e os quatro filhos.
Lá nessa mansão art-decô, Stravinsky trabalha no aperfeiçoamento de A Sagração da Primavera, conforme ele mesmo confessou a Chanel: “é preciso se esquecer para escrever música.” Tempos depois, quando é reapresentada teve acolhida da crítica e do público.
Chanel revolucionou a moda, com a retirada do uso de espartilhos, adotando o tecido jersey, como ela própria pediu a Stravinsky tocar na roupa que usava, e apresentando roupas inspiradas em modelos masculinos que poderiam ser usadas pelas mulheres e o lançamento do perfume Chanel nº 5. Um desses modelitos ela ofereceu a Catherine para ser usado pela filha do casal. 
A mulher de Stravinsky agradeceu a Chanel a temporada que passou na vivenda, mas não conseguiu tolerar a situação de  do marido que se encontrava às escondidas com a proprietária, e, assim, se retirou, com os filhos, para o interior da França. Ela já estava com pneumonia, sob os cuidados médicos que tinha, desde quando estava hospedada em Paris.
Os liames sagrados da família são eternos e estamos sempre atentos para participar dos momentos que nos unem, sem perder de vista a nossa participação de caminhar juntos, embora em espaços físicos diferentes. [TAPETE – 23 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando esses liames se espalham em direção de outros círculos afetivos, o cuidado ainda se faz presente, deixando cada um seguir o caminho que lhe convém. Se houver receptividade de nosso carinho, a alegria é sempre esfuziante. Não tenhamos apego a nada e a ninguém, vivamos simplesmente sem esperar nada, pois a expectativa pode gerar desconforto emocional. Tudo passa, por que esse tempo que pensamos não irá passar? [TAPETE – 23 de fevereiro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A atriz francesa Anna Mouglalis foi modelo da Maison Chanel e sentia-se confortável em desempenhar um papel que tinha bastante intimidade e afeição, assim como aconteceu com outras artistas de Hollywood que mencionamos na crônica TOP MODEL – 15 de fevereiro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Paris é a capital da moda, do turismo e dos amores em festa. O filme Cover Girl, rodado em 1944, nos Estados Unidos, mostra como era a vida de manequim, atualmente modelo, sem ainda ter o glamour que o mundo veio adotar  com o “top model”, contratos milionários, horários rígidos de trabalho e propaganda internacional muito poderosa.
Nos Estados Unidos, a era do “top model” teve impulso inicial ao sucesso, nos idos de 1946, com a Ford Modeling Agency, à frente Eileen Ford (1922/2014), que começou a se rivalizar com as agências de modelo parisienses. Dois anos mais tarde, ela teve mais de 30 meninas em seus “books” de modelo, trazendo US$ 250 mil em receitas. [The Telegraph – 11/07/2014].
Segundo ainda o jornal britânico, os modelos femininos da Ford Models eram altas, esbeltas, geralmente loiras, de longos pescoços, pernas longas, seios bem formados como Suzy Parker e Jean Patchett que foram sucedidas por Lauren Hutton, Kim Basinger, Elle Macphersn, Brooke Shields e Christy Turlington, entre outras. Esse modelo de modelos mudou muito pouco ao longo das décadas que se sucederam.
O prestígio da Ford foi tão grande que muitas modelos passaram a fazer carreira de sucesso em Hollywood e muitas artistas de cinema passaram a ser modelo da agência, como Suzy Parker, Jane Fonda, Ali MacGraw, Brooke Shields, Candice Bergen, Kim Basinger, Lauren Hutton e Jean Shrimpton. [The Telegraph – 11/07/2014].
Nos idos de 1971, a Elite Model Management, de John Casablancas (1942/2013), cedeu modelos ou teve modelos compartilhados com a Agência Eileen Ford, em Nova York. Mas, a parceria não deu certo, segundo Casablancas porque “ela era uma puritana”, alguns diziam que a agência dela parecia um convento. A primeira supermodelo de Casablancas foi Christie Brinkley, depois vieram Cindy Crawford, Naomi Campbell, Claudia Schiffer, Gisele Bündchen [The Guardian – 24/07/2013].
Numa proposta do diretor de Coco Chanel & Igor Stravinski, a parte final do filme revela uma cena ocorrida nos idos de 1971, ano em que Chanel e Stravinsky morrem, aparecendo dois seres, em outra dimensão, que se tocam em corpos sutis como a eternizar o amor que, na Terra, foi impossível. Aliás, o amor nunca é impossível, apenas a supremacia das convenções é que impera, de maneira transitória. É por isso que vale a pena amar.

www.fernandopinheirobb.com.br

domingo, 18 de setembro de 2016

CARDÁPIO DA NATUREZA

Com a descoberta dos cientistas de que cada partícula elementar tem uma antipartícula correspondente com carga igual e oposta, elas se aniquilam ao entrar em contato. [The Telegraph – 30/08/2016].
Ideia similar foi publicada anteriormente pelo The New York Times – 10/02/2015: “Uma descoberta da física moderna é que cada partícula elementar no cardápio da natureza tem uma antipartícula duplo com carga igual e oposta. Em contacto as duas se aniquilam”.
Os ganhadores do Prêmio Nobel de Física 1980, recentemente falecidos, James Cronin (1931/2016) e Val Fitch (1923/2015), ao demonstrar o colapso dessa simetria, comprovaram em suas teorias, a predominância no universo da matéria sobre a antimatéria, isto proveniente da investigação do comportamento de partículas subatômicas: kaons ou mésons K. [The Washington Post – 28 de agosto de 2016].
Acrescenta o jornal estadunidense que Samuel Chao Chung Ting, cidadão americano, com ascendência chinesa, Prêmio Nobel de Física 1976, compartilhado com Burton Richter, disse que “o Dr. Fitch realizou um dos mais importantes trabalhos no século 20.”
Segundo a Enciclopédia Wikipédia destaca o mérito dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física 1976: “trabalhos pioneiros na descoberta de uma nova espécie de partículas elementares pesadas”. Descoberta em 1974, a partícula foi batizada J/psi. É composta por “quark-antiquark charme”.
Chegando perto dos 94 anos de vida, o físico e filósofo francês Bernard d´Espagnat (1921/2015) completou a sua missão aqui na Terra, depois de ter ganho, em 2009, o Prêmio Templeton, no valor de £ 1 milhão, destinado anualmente a pessoas que afirmam “a dimensão espiritual da vida”. A física quântica, conforme menciona The Telegraph – edição 19/08/2015: “é o estudo de sistemas em ou abaixo do nível atômico: átomos, elétrons, prótons e partículas subatômicas.” [VISÃO QUÂNTICA – 03 de fevereiro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].        
O que criamos passa a existir, a física quântica afirma que somos co-criadores através do colapso da função de onda e essa frequência de onda passa a existir movimentando-se na direção que lhe dermos crédito. É o princípio da movimentação do átomo: as partículas atômicas ao redor do núcleo. – in CRIANDO PÁSSAROS – 22/02/2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
O fenômeno das lentes gravitacionais, comprovado pela teoria da relatividade, é de impressionante beleza e tem todo o mérito por revelar a realidade do mundo esparzindo efeitos de cores que ampliam e distorcem esses mundos que são reais. O legado de Einstein encanta-nos de mil modos e nos leva a compreensão do colapso da função de onda porque acreditou naquela fé, nascida em seu ser profundo, que remove montanhas. – in ANEL DE EINSTEIN – 08/04/2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Há segredos que permanecem com as pessoas até mesmo do outro lado da matrix onde o colapso da função de onda não pode ser mais exercido, pois é atributo único na existência física durante o tempo em que estamos vivendo aqui na Terra. Depois da morte, não há mais colapso da função de onda, vive-se apenas de resultados, como explicitou o físico nuclear, Prof. Amit Goswami, na entrevista levada ao ar, em 12/3/2001, pelo Programa Roda Viva da TV Cultura.  in DANÇANDO TANGO – 29/08/2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
www.fernandopinheirobb.com.br

sábado, 17 de setembro de 2016

O CORSÁRIO

Ballet Le Corsaire – American Ballet Theatre: Choreography by Konstantin Sergeyev, after Marius Petipa, Stagin by Ann-Marie Holmes, Music by Adolphe Adam, Cesare Pugni, Léo Delibes, Riccardo Drigo and Prince Oldenbourg, Libretto by Jules-Henri de Saint-Georges and Joseph Mazilier in a version by Konstantin Sergeyev, based on The Corsair (1814) by Lord Byron, Scenery and Costumes by Irina Konstantinovna Tibilova, Additional Costumes by Robert Perdziola.
Ballet Le Corsaire – American Ballet Theatre: personagens e estrelas pertinentes: Medora – Julie Kent, Conrad – Ethan Stiefel, Conrad´Slave – Angel Corella, Birbanto – Joaquin de Luz, Gulnare – Paloma Herrera, Lankendem – Vladimir Malakhov, Lead Pirate Woman – Christine Dunham, Pasha – Michel Owen, Pasha´ Assistant – Carlos Molina, Odalisques – Oksana Konobeyeva, Sandra Brown, Gillian Murphy.             
Na primeira cena do 1º Ato, o balé El Corsaire é ambientado numa ilha onde ocorre o naufrágio do navio pirata. A tripulação se encaminha para o mercado de escravos.  Ao chegar lá, Conrad, chefe dos piratas e seu bando, veem  Medora, jovem escrava grega, dançando no salão. Entre ambos, amor à primeira vista. Ela joga-lhe uma flor, sendo correspondida pelo olhar dele. Os dois se aproximam na dança refletindo no semblante a alegria, o enlevo que os une.
O mercador de escravos, Lankendem, ao ver o casal dançar numa atmosfera que reflete um idílio amoroso, com a ajuda do seu auxiliar, separa os dois, cada um para cada lado e dança continua com outras escravas. Momentos depois, Medora volta ao salão unindo-se ao grupo de dançarinas.    
Ao entrar no mercado de escravos, acompanhado de sua comitiva, Pasha se encanta com a beleza de Medora e mostra-se interessado em aumentar o harém de lindas mulheres. Criou-se uma confusão: os piratas cercam-no, carregando todas as escravas, no instante em que Conrad desaparece com Medora.
No esconderijo na mata, ele mostra-se romântico e galanteador diante de Medora. Logo em seguida, Lankendem e as escravas chegam por lá trazidos pelos piratas. Quando Medora as vê, pede a Conrad a libertação das escravas, ele a atende e suas amigas são libertadas.
O mercador Lankendem e o pirata Birbanto não gostam da atitude de Conrad e ambos tramam um golpe para derrubá-lo literalmente, entregando-lhe rosas envenenadas. É uma traição. Ele, ao aspirá-la, adormece. Os piratas retomam as mulheres cativas, ficando a bela Medora outra vez nas mãos do mercador.
No 2º Ato, Pasha ajeita o travesseiro numa cama improvisada e adormece, tendo lindos sonhos depois, cena conhecida com o nome de Le jardin animé. 
No 3º Ato a cena é ambientada no Palácio de Pasha onde entra Isaac, acompanhado da escrava Medora para ser vendida, na mesma ocasião em surgem os piratas, disfarçados em peregrinos a caminho da cidade de Meca, pedindo abrigo, são acolhidos no palácio. Mas, os guardas palacianos dominam os piratas disfarçados em peregrinos. Conrad é condenado à morte.
No meio da noite, Conrad entra nos aposentos de Pasha e retira Medora das mãos dele, fugindo em direção do navio pirata. Isto foi possível com a participação de Gulnara, escrava de Pasha.
No epílogo, o casal chega ao navio no momento em que uma tempestade desaba trazendo raios que atingem o navio partindo-se e naufragando. O casal agarrado aos destroços chegam a uma ilha onde o amor deles é a vitória sobre as intempéries.
O murmúrio do mar Egeu é apresentado no Prelúdio do III Ato da ópera O Corsário, depois desdobra-se a cena da ária Eccomi Prigioniero, de Giuseppe Verdi [ECCOMI PRIGIONIERO – 13 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Não abordamos o tema da ópera O Corsário por conter uma cena onde a esperança desaparece, o que é contrário com toda a nossa estrutura de vivência em 4 pilares: simplicidade, humildade, transparência e alegria.
Presenciamos ainda a tragédia fazendo parte das narrativas que são levadas ao teatro, cinema e televisão. Não mais veiculamos à nossa vida essa abordagem em que alguns bilhões de pessoas do planeta ainda vivem.
Aproveitemos da ressonância magnética nos círculos dos amores que nos enternecem, com o fluir dos pensamentos que nascem em nosso coração estabelecendo uma egrégora de luz que cria fulgurações de comovente beleza.
Da ópera O Corsário gostamos muito da interpretação dos personagens: Conrad (tenor José Cura) e Medora (soprano Marina Meschervakova) no Gran Teatre del Liceu, Barcelona, sob a condução da orquestra pelo maestro Marco Guidarini.
Queremos ainda registrar a nossa admiração pela interpretação, em épocas distintas, no papel de Conrad dos tenores José Carreras, Gianfranco Cecchele e Carlo Bergonzi e interpretando Medora uma plêiade de artistas do canto lírico consagradas: Maria Callas, Montserrat Caballé, Daniela Dessi, Barbara Frittoli, Katia Ricciarelli, Paula Almerares, Roxana Briban e Mariella Devia. [ECCOMI PRIGIONIERO – 13 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

www.fernandopinheirobb.com.br

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

HOMENAGEM A BORNHAUSEN

Na expansão do Banco do Brasil, vale ressaltar a presença de Paulo Konder Bornhausen, sem dúvida, um dos 20 mais importantes diretores de toda a História da Empresa. Elegante no falar e no vestir-se, diplomata de fino trato e dono de inexcedíveis qualidades. Até mesmo nas dificuldades de expansão da Empresa, no exterior, legou-nos uma trajetória rica que engrandece o Banco do Brasil, o Brasil e o Mundo onde manteve contatos, a nível diplomático, para estabelecer novas agências externas. 
Enriquecendo a nossa bibliografia, a única que engloba textos autorizados do próprio autor da História do Banco do Brasil (1808/1951), Cláudio Pacheco, de vários ex-diretores, ex–presidentes (falecidos e sobrevivos), ex–ministro e ex–presidente de estatal, todos proferindo palestras que enaltecem a trajetória percorrida por ex–presidentes do BB, a obra Banco do Brasil dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen é promissor, hoje e sempre.
Excelência de qualidade possuía a equipe de funcionários que colaboraram na atuação do diretor Bornhausen, dentre eles, podemos enumerar: José Joaquim Ferreira Machado e Silva, chefe-de-gabinete, Maria Stella Ferraro Maia, secretária, e os auxiliares Vitto Raphael dos Santos, Hélio Moreira Ramos, Irapuan Silveira da Rosa, Paulo Sérgio Barbosa Ferreira, João Alcides Rocha, Irapuan Paulo Salgueiro, Walter de Andrade Porto, Amaury Fragoso Ribeiro, Ricardo Alves da Cruz, e Necimen Barzelay.
O parlamentar das terras gaúchas, como tantos outros políticos (João Neves da Fontoura, Borges de Medeiros, Loureiro Neto, Pedro Simon), deslocado do Congresso Nacional, em 20/3/1967, por nomeação do presidente da República para presidir o Banco do Brasil, dirigiu missiva, datada de 12/3/2001, ao Paulo Bornhausen enaltecendo–lhe a trajetória coroada de louros. Vale destacar:
“No momento, quando tantos escândalos povoam o noticiário, posso afirmar que, durante nossa longa gestão, o nome do Banco do Brasil nunca apareceu na imprensa negativamente, porque todo o pessoal honrava a seriedade da Instituição”. (164) 
(164) NESTOR JOST, presidente do Banco do Brasil (20/3/1967 a 28/2/1974) – Apud Banco do Brasil dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen – p. 16 – Editora Insular – Florianópolis – SC.
Além do recinto do gabinete do diretor, estavam subordinadas à Diretoria as Gerências de Carteira, distribuídas da seguinte forma: Agenor Nepomuceno Mendes, gerente da CREGE – Rio, João Maria Stefanon, gerente da GEREX, e Pedro Guerizzolli, gerente da CREGE, em Brasília–DF. A CREGE – Gerência da Carteira de Crédito Geral, inicialmente sob o comando do gerente Sylvio Vieira de Carvalho, foi dividida em 2 gerências: GEPRI (1ª Região) – gerente Agenor Nepomuceno Mendes e GESEG (2ª Região) – gerente José Rubens de Faria Cidade. Em 1971, Cidade assume o cargo chefe–de–gabinete PRESI.
Com a nomeação de Jorge Babot Miranda, em janeiro/1970, para a Diretoria da CREGE (6ª Região – DICAP – Estados: Paraná e Santa Catarina), houve o remanejamento do então diretor Paulo Konder Bornhausen para a CREGE (1ª Região – Guanabara, Rio de Janeiro, Espírito Santo).
As atribuições do recém-empossado diretor na CREGE – 1ª Região compreendiam ainda a direção da GELIC (Carteira de Liquidações) e as agências da rede externa, sendo, portanto, do ponto de vista político, a mais importante Diretoria. À época, não havia a Diretoria Internacional nem a Vice-Presidência da Área Internacional. Dessa forma, Bornhausen, ao lado de Nestor Jost, é o grande empreendedor que abriu o portal das agências do BB além da linha do equador. 
Quinta Avenida, 550 – New York – 1° de abril de 1969 – Inauguração da Agência do Banco do Brasil. A CBS, televisão americana, transmitiu imagens do evento. Pela primeira vez na história da televisão, imagens do exterior eram recebidas no Brasil, via TV–Rio. O retrato de Nestor Jost, presidente do BB (20/3/1967 a 28/2/1974) – p & b – 28 cm x 36 cm – Blackstone – Shelburne – New York – EE.UU, original custodiado pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, integra a Galeria de Presidentes do Banco do Brasil (1854/2004) – 150 anos de imagens do BB. 
Foto n° 1 – BANCO DO BRASIL – New York – 1/4/1969 – À esquerda, PAULO KONDER BORNHAUSEN, diretor do Banco do Brasil (CREGE – 3ª Região – 12/8/1964 a agosto/1972) assina contrato, seguido do presidente NESTOR JOST e do ministro DELFIM NETTO. – Fonte: Banco do Brasil dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen – Editora Insular – Florianópolis – SC – 2002.
Vale mencionar textos da crônica O OURO NO BB – blog Fernando Pinheiro, escritor – 25 de dezembro de 2012, na qual transcrevemos referências a respeito de Paulo Bornhausen, in verbis: 
Transportando esta informação aos dias de hoje, há o recrudescimento e o prestígio da palavra ouro, nos produtos que o Banco do Brasil vende. Retrocedendo aos idos de 1966, vimos o Banco do Estado da Guanabara colocar na praça o “cheque-verde” destinado a garantir o pagamento até o valor de Cr$ 20,00, independente de consulta de saldo na conta do correntista.
No depoimento de Irapuan Paulo Salgueiro, constante da obra Banco do Brasil dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen, há informação de que surgiu no gabinete de Paulo Bornhausen, diretor do Banco do Brasil (1964/1972), um grupo de trabalho que apresentou o “cheque-ouro” destinado a cobrir pagamento dentro de uma linha de crédito aberta aos correntistas.
À frente desta iniciativa, estavam o próprio diretor e os funcionários do BB, Geraldo Machado (PRESI), Rogério Teixeira (Superintendência), Arnaldo Jorge Fábregas da Costa Júnior (DISEG), José Vitela (DIPRI), Irapuan Paulo Salgueiro, Waldyr Alves da Silva (DIQUA). Sucesso inigualável no mercado, os demais bancos passaram a adotar práticas semelhantes em suas operações.
Em agosto/1972, diante da Diretoria do Banco do Brasil que se reunia, o diretor Paulo Bornhausen apresentou o pedido de exoneração do cargo, reeleito, em abril/1972, para um novo período de 4 anos. 
A cena se desenvolve no Rio de Janeiro. O clima deixa transparecer uma reunião de intenso trabalho, revestida de uma aura poética que se desprendia das palavras de quem se despedia, com o cuidado de não quebrar a harmonia reinante. Uma despedida feliz marcada pelo livre desejo. 
Elegante em palavras imorredouras, a presença do diretor Bornhausen, diante de seus pares, se fez sentir mais do que os assuntos em pauta.
Em nome da Diretoria e do seu próprio nome, o presidente do Banco do Brasil, Nestor Jost, fez o uso da palavra para expressar sincero pesar no momento em que Paulo Konder Bornhausen os privava de agradável companhia: 
“Inteligência lúcida, raciocínio rápido, dedicação integral, tornaram-no logo destacado Diretor. Suas constantes viagens pelo Paraná, por Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul, onde lhe cabia superintender a CREGE, fizeram-no não só respeitado por clientes e funcionários como também, e com inteira justiça, lhe aumentaram o prestígio nos meios políticos, econômicos e sociais, com ótima repercussão para o Banco e para a coletividade a que nos cumpre servir.
Deslocado por força da reestruturação interna para a superintendência das operações do Banco na Guanabara, Rio de Janeiro e Espírito Santo, continuou V.Exª emprestando colaboração das mais úteis à difícil tarefa de avivar a economia das novas áreas sob sua jurisdição, não apenas examinando operações, mas patrioticamente preocupado com o estudo da conjuntura, visando à indicação de rumos para o desenvolvimento.
Na extraordinária e já vitoriosa marcha do Banco do Brasil nos grandes centros financeiros do mundo, devo destacar o fato de haver contado sempre com o seu apoio franco e decidido que somente emana de quem tem vocação política.
Como Presidente, agradeço-lhe os excelentes serviços prestados ao Banco do Brasil, como amigo e admirador, formulo os maiores votos para que não abandone de vez a vida pública, onde tantos êxitos identificam sua vocação.”
(168) 
(168) NESTOR JOST, presidente do Banco do Brasil (20/3/1967 a 28/2/1974) – Apud Banco do Brasil dos meus tempos, de Paulo Konder Bornhausen – p. 43 – Editora Insular – Florianópolis – SC – 2002. 
Dentre as autoridades que enviaram felicitações por atividades futuras, na carreira de Paulo Bornhausen, citamos: Mário Gibson Barbosa, ministro de Estado das Relações Exteriores, Francisco Negrão de Lima, governador do Estado da Guanabara, Laudo Natel, governador do Estado de São Paulo, Raul de Góes, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Eric de Carvalho, presidente da VARIG, Filinto Müller, senador da República, Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau [BORNHAUSEN, 2002]. 
O homenageado, que se despedia do Banco do Brasil, recebeu manifestações de carinho, consagração gloriosa que ele mesmo jamais sonhara: banquete de gala para 1.200 talheres no Iate Club do Rio de Janeiro com sua honrosa presença, prestigiando o suntuoso evento [BORNHAUSEN, 2002].

HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro, obra disponibilizada ao público na internet no site www.fernandopinheirobb.com.br