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domingo, 13 de novembro de 2016

DESPEDIDA DE MASSA


No circuito de condições climáticas traiçoeiras, com a chuva torrencial caindo sobre Interlagos, em 13/11/2016, Felipe Massa, um dos maiores pilotos da história da Fórmula l de automobilismo, abandona a corrida, numa derrapagem que o fez colidir no guard-rail na volta 48 do Grand Prêmio Brasil.
O piloto Massa deixou seu carro Williams no circuito e caminhou em direção dos pits, aplaudido pela multidão de espectadores e pela sua equipe e demais concorrentes. No trajeto, passou pela equipe da Ferrari, onde atuou até 2014, num período de 8 anos, com grande sucesso, inclusive como vice-campeão mundial em 2008.
Os integrantes da equipe Ferrari o receberam, em festiva emoção, mesmo com a corrida em curso. Aos 35 anos de idade, teve uma despedida de herói, pois antes já anunciara que deixaria a Fórmula-1 após a temporada de 2016. A esposa Anna Raffaella, carregando o filho Felipe Bassi Massa, prestigiou o marido, tendo de assistir aos aplausos concentrados em Felipe Massa.
Na pista molhada de Interlagos, o piloto Felipe Massa esteve diante do perigo, ao parar o carro numa corrida em andamento, com pouca visibilidade para os pilotos, perigo maior quando ele saiu do carro, caminhou alguns passos e pulou o guard-rail, protegido pela  indicação de bandeira que sinalizava carro parado na pista.
Mesmo cercado de medidas de segurança, o automobilismo é um esporte que envolve perigo. Sair como vencedor laureado por triunfos conquistados é a consagração de um piloto, popularmente conhecido como uma lenda. Somos contrários à palavra lenda, no caso, porque ele, o herói, existe. A lenda, não, a não ser no mundo subjetivo.
Como a subjetividade é algo que acrescentamos em nossas crônicas, é oportuno transcrever texto do post de 31 de maio de 2016 que aborda Cupid Variation no 2º Ato do balé Don Quixote, de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, a saber:
Na realidade tangível, ele pensou na mulher amada, fazendo o que chamamos de colapso da função de onda e acreditou no que poderia acontecer, agindo e criando a realidade que veio em forma de sonhos, ideia que já estava fazendo parte do mundo subjetivo. Somos o que pensamos, não pode ser diferente. [in Cupid Variation – 31 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Segundo a revista AutoRacing – 21 de julho de 2015, vinte e cinco pilotos morreram na Fórmula1. Foi acrescido mais um no mesmo dia em que ocorreram 2 mortes no mesmo circuito, a saber:
Onofre Marimon (ARG) aos 30 anos – 31 de julho de 1954
Luigi Musso (ITA) aos 33 anos – 06 de julho de 1958
Peter Collins (GBR) aos 26 anos – 03 de agosto de 1958:
Stuart Lewis-Evans (GBR) aos 28 anos – 25 de outubro de 1958
Chris Bristow (GBR) aos 22 anos. – 19 de junho de 1960
Aaln Stacey (GBR) aos 26 anos - 19 de junho de 1960
Wolfgang von Trips (ALE) aos 33 anos - 10 de setembro de 1961
Carel de Beaufort (HOL) aos 30 anos – 02 de agosto de 1964
John Taylor (GBR) aos 33 anos – 08 de setembro de 1966
Lorenzo Bandini (ITA) aos 31 anos – 10 de maio de 1967:
Jo Schlesser (FRA) aos 40 anos – 07 de julho de 1968
Gerhard Mitter (ALE) aos 33 anos – 01 de agosto de 1969
Piers Courage (GBR) aos 28 anos – 21 de junho de 1970
Jochen Rindt (AUT) aos 28 anos – 05 de setembro de 1970
Roger Williamson (GBR) aos 25 anos – 29 de julho de 1973
François Cevert (FRA) aos 29 anos – 06 de outubro de 1973
Helmuth Koinigg (AUT) aos 25 anos – 06 de outubro de 1974
Mark Donohue (EUA) aos 38 anos – 19 de agosto de 1975
Tom Pryce (GBR) aos 27 anos – 05 de março de 1977
Ronnie Peterson (SUE) aos 34 anos – 11 de setembro de 1978
Gilles Villeneuve (CAN) aos 32 anos – 08 de maio de 1982
Ricardo Paletti (ITA) aos 23 anos – 13 de junho de 1982
Roland Ratzenberger (AUT) aos 33 anos – 30 de abril de 1994
Ayrton Senna (BRA) aos 34 anos – 01 de maio de 1994
Jules Bianchi (FRA) aos 25 anos – 17 de julho de 2015, após nove meses do grave acidente no GP do Japão.
Vale incluir na nominata dos pilotos mortos da F-1, o nome de Stefan Bellof (1957/1985), de nacionalidade alemã, que morreu em 01/09/1985, no campeonato de marcas, Sport-Protótipos – 1000km de Spa-Francorchamps, na Bélgica.
Em julho de 2009, no treino de classificação para o GP da Hungria, Felipe Massa teve um acidente grave ao ser atingido na cabeça por uma mola do carro de Rubens Barrichello. O capacete que ele usava o protegeu de sofrer mal maior. A volta dele para a F-1 ocorreu meses depois, no ano seguinte.
A despedida de Felipe Massa pela Fórmula l, em Interlagos, na tarde chuva de 13 de novembro de 2016, já era anunciada com a palavra OBRIGADO estampada no aerofólio traseiro do carro branco da Williams. O piloto trajava macacão branco que trazia a identificação: a bandeira do Brasil e o nome Massa.

domingo, 6 de novembro de 2016

EMBELEZAR

Na década 50, a mulher era mais dependente do que nos dias atuais, como se vê na música de Jorge Veiga, Garota de Copacabana: “E ela é das tais que namora, mas não quer se casar, ela só quer se embelezar e tudo que ela tem não lhe custou um vintém, o namorado é quem dá e se não der ela lhe manda desviar”.
Naquele dia profético do profeta Isaías anunciando o tempo em que as mulheres serão mais numerosas do que os homens, a exacerbação sexual é valorizada, como nunca antes, nos dias atuais em que surge a dicotomia: a liberdade da mulher pela conquista do espaço no mercado de trabalho que lhe possibilita o sustento e, ao mesmo tempo, a busca do casamento que lhe traz o cônjuge que é, na palavra, um jugo, em decorrência do compromisso assumido publicamente em cerimônia civil ou religiosa. Como alternativa surge a união estável.
“Naquele dia, sete mulheres agarrarão um homem e lhe dirão: Nós mesmas providenciaremos nossa comida e nossas roupas; apenas case-se conosco e livre-nos da vergonha de sermos solteiras!” [Isaías, 4:1].
Numa apreciação hodierna em que vemos as facilidades de encontros sexuais sem compromisso e a falta de pudor na sociedade onde grassam os vícios e a libertinagem, o amor torna-se descartável e, no dizer de Divaldo Pereira Franco, “sem maturidade para suportar os desafios existenciais” [SEPARAÇÕES AFETIVAS, artigo de Divaldo Pereira Franco, publicado no jornal A Tarde – 03/11/2016].
No entanto, os liames sagrados onde o amor está alinhado com a parte sexual, em harmonia e equilíbrio, o apelo dos encontros não surge na ansiedade, mas se manifesta como algo que já pertence a um e ao outro, naturalmente.
Apreciando o momento da mulher moderna, notamos que essa dicotomia se concentra na solitude, conforme explicitamos em nossa crônica de 23 de agosto de 2013, in verbis:
A solitude é o momento, a ocasião ou a circunstância em que a pessoa pode desfrutar para viver sozinha, isto sem denotar obrigatoriamente a possibilidade de solidão. Pode participar de eventos sociais ou pessoais, com eventuais encontros amorosos ou namoros, conservando-se sempre independente de algum vínculo estabelecido no jogo social onde há um compromisso.
É o estilo de vida que se ampliou em toda a convivência social da sociedade humana planetária que vive a experiência da troca de impressões ou sentimentos afetivos onde busca se encontrar. Este modelo é o resultado de agonias em busca do que se propala sobre felicidade momentânea, uma vez que o sentido eterno está muito longe daqueles que não se doam.
A experiência humana, nos dias atuais, acumula frustrações e busca renovada daquilo que foi descartado por não servir ao que é idealizado dentro de uma sociedade de consumo de bens transitórios.
Dessa forma, o acompanhante da parceria momentânea é descartado não porque ele não corresponda a um convívio salutar, mas porque a parceira não soube definir a sua própria escolha que muda de acordo com aquilo que pensa ser a bola da vez. Os interesses são maleáveis ao padrão do momento em que a cultura hedonista pensa ser o melhor.
Não há a busca de si mesmo como um referencial que estabeleça a estabilidade do casal mas um olhar ao outro como se ele viesse preencher a lacuna que pode ser unicamente preenchida por quem busca se conhecer, a nível de alma ou interiorização de sentimentos profundos.
Antes de conhecer alguém é necessário que a pessoa busque saber as suas necessidades e idealizações no campo sentimental, a não ser que despreze os sentimentos e busque se concentrar unicamente nos apelos da atração física que é de grande importância entre os casais.
A independência, em todos os níveis, é fundamental na convivência a dois como também é importante no estado de solitude. É, em outras palavras, a busca da vivência do momento feliz em que o outro parceiro, homem ou mulher ou na união gay, não pode ameaçar ou interferir.
A solitude é apenas no campo material refratário à convivência social, mas isto é apenas um esforço para se viver em solidão, mesmo não a sentindo nos momentos de festa social ou de encontros casuais amorosos que podem ser frequentes na variação de parcerias diferentes.
Em termos transcendentes o estilo de vida que caracteriza a solitude não existe porque estamos sempre acompanhados daqueles que nos acompanham de perto ou de longe ou em outras esferas onde o pensamento viaja em busca de uma ligação de sentimentos.
Por desconhecer essas esferas onde o pensamento flui em viagens, a criatura humana não sabe as implicações daquilo que buscou e recebe as energias que podem se infiltrar no seu comportamento diário provocando-lhe sérios embaraços, como é o caso de obsessão de almas errantes que têm afinidade com o interlocutor.
Nos apelos religiosos é altamente louvável a comunicação que se estabelece entre esses dois planos dentro das correntes do amor, mas fora dessa vibração amorosa a comunicação passa a ser um distúrbio grave que a psiquiatria busca encontrar um meio de devolver ao paciente o direito de escolha.
Ela só quer se embelezar, na música de Jorge Veiga, porque naquela época tudo era mais belo e elegante, como se vê nos costumes e modas em que as pessoas se vestiam melhor, basta ver as fotos antigas de pessoas que viviam nas capitais e nas cidades do interior.
A beleza que a mulher busca não se restringe à aparência física onde os tratamentos são aplicados nos salões de beleza, mas também nos gestos elegantes que a fazem sempre bela e apreciada por todos que a admiram. A mulher produzida produz sempre encantos.

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sábado, 5 de novembro de 2016

A LEI DO AMOR

Episódios de relacionamento de um casal que deu início à novela A Lei do Amor, levada ao ar pela TV Globo, nos idos de 2016, com os personagens Pedro, em duas fases distintas, interpretado por Chay Suede e Reynaldo Gianecchine e Helô vivenciada por Isabelle Drummond, na 1ª fase e Cláudia Abreu, na fase posterior, dão mostras como vivem atualmente a maioria dos casais no Brasil e no exterior, num mundo subjugado à densa consciência planetária fragmentada, onde predomina a competitividade e a separatividade.
Os personagens voltam a se encontrar em situação diferente quando ambos eram solteiros e desimpedidos de se amar, embora Fausto, o pai de Pedro, no papel de Tarcísio Meira, fosse contrário à união. Os passeios no veleiro os fazem sentir mais perto um do outro, como algo em comum de comovente beleza.
Numa ocasião, Helô vai à casa dos pais dele, e vê Pedro dormindo, tendo ao seu lado uma jovem que foi obrigada por Magnólia (atriz Vera Holtz), madrasta de Pedro, a fingir que tinha algo com ele, sem que ele pudesse saber. Era uma trama urdida contra o casal. Ela o vê e decepcionada, resolve desaparecer da vida dele, com a retomada da vida de modelo, viajando ao Japão por longa temporada.
Passa o tempo e vamos reencontrar Helô, no papel de Cláudia, casada com Tião, interpretado por José Mayer, tendo uma filha chamada Letícia, interpretada por Isabella Santoni, numa família feliz de fachada.
Em Parati, lugar onde o amor floresceu em ardente paixão, estão novamente Pedro e Helô juntos, recrudescendo o passado ditoso de maneira acanhada porque o casamento e os compromissos de família a fazem pensar assim.
Numa acusação falsa de atentado de morte do Fausto, Pedro é preso, mas logo consegue se libertar por falta de provas. Na saída da prisão, o casal vai comemorar a liberdade numa casa de campo de Olavo, advogado de Pedro, interpretado por Tato Gabus Mendes.
Quando termina o final de semana em que ambos estavam juntos, chega a hora de voltar para casa. Ela volta ao convívio do marido que a recebe com proposta de fazê-la voltar a ser a mulher dele. Ela não o aceita e gera uma briga infernal.
Numa apreciação hodierna em que vemos as facilidades de encontros sexuais sem compromisso e a falta de pudor na sociedade onde grassam os vícios e a libertinagem, o amor torna-se descartável e, no dizer de Divaldo Pereira Franco, “sem maturidade para suportar os desafios existenciais” [SEPARAÇÕES AFETIVAS, artigo de Divaldo Pereira Franco, publicado no jornal A Tarde – 03/11/2016].
Na consciência dissociada, que ainda predomina na maioria da população mundial, todos os liames afetivos serão desfeitos. E ainda existem, nessa consciência, bilhões de mulheres buscando a felicidade em relacionamentos que não atingem a uma dimensão maior. [MEDITAÇÃO DE THÄIS – 04 de junho de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Há casos de apoderamento quando se pensa que o casamento lhe confere essa situação, mesmo sem o consentimento dela, quando na verdade o que deve prevalecer é o direito de liberdade em todos os níveis, como aconteceu com o casamento arranjado pelos pais de Aspícia para ser celebrado em época oportuna, como se vê em A Filha do Faraó, balé em 3 atos, música de Cesare Pugni, livreto de Jean-Henri Saint Georges, Marius Petipa.
Aspícia fica sozinha na cabana, é quando o rei da Núbia chega ameaçando-a de morte, caso não vá com ele. Desesperada, ela corre em direção do rio e se joga na água. Em viagem astral, ela visita um recanto paradisíaco habitado por seres protetores do Egito. Há uma festa em sua homenagem, onde ela dança ritmos sagrados. [A FILHA DO FARAÓ – 20 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Vale mencionar ainda aspectos do que se contém na crônica TAPETE – 23 de fevereiro de 2013, constante do blog Fernando Pinheiro, escritor:
O sentimento de perda, que se origina da ruptura de uma relação que vinha sendo exercida anteriormente, abala as estruturas emocionais de quem ainda se prende. Isto se estende a todos os setores da vida humana, principalmente quando da perda de entes amados ou de cargos ou ainda de aposentadoria compulsória ou por tempo de serviço.
Manter-se ligado à circunstância anterior é manter-se no sofrimento. Quem anda de carro, ou mesmo a pé, em direção de algum destino, sabe que os trechos do caminho percorrido já não mais lhe desperta atenção.
Os liames sagrados da família são eternos e estamos sempre atentos para participar dos momentos que nos unem, sem perder de vista a nossa participação de caminhar juntos, embora em espaços físicos diferentes.
Quando esses liames se espalham em direção de outros círculos afetivos, o cuidado ainda se faz presente, deixando cada um seguir o caminho que lhe convém. Se houver receptividade de nosso carinho, a alegria é sempre esfuziante.
Não tenhamos apego a nada e a ninguém, vivamos simplesmente sem esperar nada, pois a expectativa pode gerar desconforto emocional. Tudo passa, por que esse tempo que pensamos não irá passar?
A perda é considerada um dos sintomas da depressão, a antiga melancolia que vem desde a Antiguidade, na Grécia, atravessou a Idade Média quando a Igreja a condenou como pecado porque seus portadores estavam com o demônio. Paracelso e outros médicos do passado estudaram esses sintomas, notadamente Freud que estendeu a Medicina para o campo da Psicanálise.
A novela A Lei do Amor coloca em evidência o que devemos sentir, em apreciação pessoal, o que deve ser feito. Há peculiaridades em casais, multiplicadas aos milhões, cada qual sentindo a necessidade de enfrentar essa lei que não pode ser humana, embora vivenciada por seres humanos, onde o erro pode ser encarado como normal, mas algo mais que ultrapassa o limite de nossa compreensão, a caminho da multidimensionalidade ou angelitude para sermos mais compreensivos.

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domingo, 23 de outubro de 2016

ONDA GALÁCTICA

No Programa Jô Soares de 23/10/2012, o cientista Sérgio Novaes, professor titular do Instituto de Física Teórica da UNESP falou sobre o Bóson de Higgs, a “partícula Deus”. Como escrevemos sobre a transição planetária, tivemos a satisfação de ouvir o professor falar que a Terra no momento está com mais raios siderais.
Isto comprova o que antes tínhamos dito em crônica de 22 de junho de 2012: o rompimento das camadas de magnetosfera, ionesfera e heliosfera, possibilitando a entrada de raios adamantinos, os chamados raios gama dos cientistas. Estas são as blandícias das Plêiades.
Com a chegada da onda galáctica, destinada a tudo e a todos, os animais têm mais condição de serem beneficiados por essa onda que carreia miríades de raios adamantinos, agora adentrando na superfície da Terra, porque não têm o mental igual ao do homem onde existe a resistência, sedimentada por crenças e ideologias que o dificultam a ser um ser multidimensional por causa da escravidão mental imposta pelos sistemas falsificados. [ABERTOS OS SELOS DO APOCALIPSE – blog Fernando Pinheiro, escritor – 22 de junho de 2012]. 
No momento em que o sistema solar, que envolve a Terra, está mergulhado no grande oceano astral, a denominada camada de fótons de Alcíone, uma das 7 Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se completa nos idos de 2012, segundo a previsão dos cientistas, com a permanência de 2.000 anos, nesse anel ou cinturão de Alcíone, ou ainda a onda galáctica, evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos sobre a realidade em que vivemos.
A confirmação científica dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hese, José Comas Solá e Edmund Halley de que “o sistema solar gira em torno da estrela Alcione” é a     prova irrefutável do que está acontecendo no Universo.
Numa sociedade humana, ainda dominada pelo mito de Prometeu, sob o jugo da antiga lei imposta pelos arcontes, podemos avaliar o compromisso com as sombras dos que têm o domínio sobre as camadas sociais, adotando posturas menos dignas, tudo isto por apenas 5 minutos de holofote. No entanto, no coração do homem controlado por esse jugo, o amor está latente e, quando vier à tona, o libertará.
Os focos do fogo prometeico, criando bloqueios de medo e de ilusão, criou uma humanidade falsificada em que podemos ver a stasis (degeneração coletiva da politeia), evidenciada pelos conflitos externos, as tribulações de toda ordem, famílias esfaceladas, grupos sociais em desalinho, convivendo em oficinas de trabalho.
No entanto, no cenário de forças em conflito, a consciência coletiva, que vem surgindo da nova era de civilização do planeta (Era de Aquário), está se processando em ritmo crescente e será aumentada com os eflúvios da onda galáctica da estrela Alcíone. O grande marco deste evento está acontecendo, atualmente, nos sinais dos céus e nos eventos sísmicos ocorrendo na superfície da Terra. [A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA – blog Fernando Pinheiro, escritor – 21 de novembro de 2012]. 
O professor Sérgio Novaes disse no Programa do Jô que o maior número de raios ajudam a manutenção da juventude e deu um exemplo: se 2 pessoas nascidas em idêntica data, se uma fosse para fora da Terra e a outra permanecesse, a que saiu para o espaço, durante 40 anos, ficaria muito mais jovem do que a outra que ficou na Terra. Concluiu o professor: isto já foi comprovado.
A doença no corpo físico está com os dias contados com a chegada desses raios, inclusive a eliminação da velhice. A juventude será mantida por esses raios, isto acontece nos mundos onde não existe esta densa consciência planetária que está indo embora.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CASA ELÉTRICA

Com roteiro e direção de Gustavo Fogaça, música de Sérgio Rojas, figurino de Márcia Matte, o filme Casa Elétrica, rodado nos idos de 2012 no Brasil e na Argentina, apresenta os atores Nicola Siri (Savério Leonetti), André Di Mauro (Carlino), Juan Arena (Aquille), personagens irmãos imigrantes italianos que criaram, nos idos de 1913, a primeira fábrica de gramophones e a segunda gravadora de discos na América Latina, com o selo “Gaúcho”, precisamente em Porto Alegre – RS.
O filme é produzido pela Panda Filmes (Brasil) com a parceria de Betaplus (Argentina). Em depoimento da atriz Carmela Paglioli, usando roupa de época, no YouTube Casa Elétrica, Prom, disse que “em 1924 a Junta de Comércio de Porto Alegre fechou a Casa Elétrica, confiscando todas suas máquinas e matrizes e Savério vai a Buenos Aires onde fica trabalhando com o seu amigo Alfredo Amêndola.”
Completam o elenco do filme as atrizes Carmela Paglioli (Ana Beatriz) por quem Savério nutre uma grande paixão e Morgana Kretzmann, no papel de Olga que vem a se casar com o Aquiles, romance reprovado pelo irmão Savério. O ator Jean Pierre Noher interpreta o empresário argentino Alfredo Amêndola, Kevin Johansen é o maestro Francisco Canaro, e ainda também os atores Rafael Pimentel, Gilberto Perin, Helga Kern, José Fogaça, Juan Arena, Paulo Rosa, Leonardo Machado, André Felipe e Oscar Simch.
Com o intuito de ver Savério, Ana Beatriz, esposa do desembargador, vai sempre a Casa Elétrica. Depois, de um período de ausência, Savério vai à casa dela, onde é recebido com satisfação. Ela o chama para dentro do quarto para lhe mostrar uma surpresa.
Ana Beatriz passa a procurar algo, indo várias vezes de um lado para o outro, passando por ele, esbarrando-o de propósito, ele percebe que uma investida disfarçada, afinal ela estava interessada nele. Ele percebe esse jogo sedutor e, numa volta de lá pra cá, ele a agarra e ela corresponde com ardor. Beijos acontecem. Eram beijos proibidos. Em seguida, ele se despede e sai a caminho de casa.
Num espetáculo ao público da Casa Elétrica, ela está presente e ele a conduz para a sala ao lado, os dois ouvem uma canção, ele emocionado lhe disse: “é a nossa canção”, o amor está no ar fluindo como rajadas de fogo de vulcão em erupção. É realmente uma paixão fulminante e arrebatadora.
Ele está sonhando de olhos abertos em todos os momentos, pensando em Ana Beatriz, até mesmo no pic-nic em companhia do irmão e a namorada Olga. Com o intuito de tomar um ar, ele se retira do pic-nic e vai sozinho dar uma volta ao redor, caminhando na relva. Em seguida, Olga o alcança que lhe diz ser necessário ele arranjar uma mulher para casar. Ela sabe de tudo e lhe diz que namorar mulher casada não leva a lugar nenhum, é perda de tempo.
Olga persiste na conquista do amor de Savério, vai à casa dele e lhe entrega, de corpo e alma, num clima de pura paixão. Nesse enlevo, chega Ana Beatriz e vê o casal na cama em intimidade total. Ela sai decepcionada e toma a decisão de sair de Porto Alegre para morar em Buenos Aires.
Ele vai a Argentina com a finalidade de conhecer e manter negócios com o empresário Alfredo Amêndola do mesmo ramo que ele trabalha. Savério lhe mostra um disco e o empresário argentino lhe diz que isto não vende nada e o convida a uma casa de tango para ouvir boa música.
Lá o empresário Amêndola lhe apresenta o maestro Francisco Canaro e faz chegar à mesa algumas moças portenhas, de beleza comovente. A conversa passa a ser de amores impossíveis, as mulheres entusiasmadas se mostram disponíveis. Savério diz que está à procura do amor que teve em Porto Alegre e agora está em Buenos Aires, diz o nome dela, Ana Beatriz, e Amêndola se comprometeu localizá-la.
O músico Francisco Canaro, a convite do amigo Amêndola, vai a Porto Alegre e grava El Chamuyo, o primeiro tango argentino gravado pelo selo “Gaúcho”, dos irmãos Leonetti.  
Numa noite em que está numa boite, Amêndola encontra uma moça linda que lhe desperta a atenção, ele se aproxima e busca saber quem é, ela lhe diz ser mexicana, ocultando a verdadeira identidade. Entre ambos começa um romance que, na verdade, é a Ana Beatriz, procurada pelo amigo Savério.
Corre o tempo... um dia, ao ler o jornal soube da morte do desembargador, marido de Ana Beatriz. O empresário Amêndola segue para Porto Alegre para assistir às exéquias. Quando ele chega à mansão no endereço indicado no jornal, ele se surpreende ao ver a mexicana disfarçada em Ana Beatriz.
Ele a convida para ir ao jardim e lhe diz que Savério está à procura dela. Agora, viúva, ela pede a ele se retirar, sem assistir à cerimônia fúnebre. Ao sair, ele lhe disse que não pensou ser ela o amor de seu amigo Savério. O affair entre ambos chega ao final e faz-nos lembrar da mensagem do apresentador no YouTube Casa Elétrica, Prom, vídeo de promoção do filme: “até onde o homem vai pelo seu sonho? Nesse caminho o que vale mais do que o outro: o amor ou uma amizade?”
Como tudo é consciência e informação por causa da presença do átomo e suas partículas, iríamos encontrar a afinidade em que nos apegássemos o pensamento, pois ao pensar criamos o endereço astral pertinente ao nosso mundo íntimo que se interliga com os interesses afins. [PÉGASO (LI) – 25 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  
Através da matéria condensada ou das emanações psíquicas, a energia está em tudo, como em tudo existe a informação expressa, desde os reinos da criação (mineral, vegetal, animal) em simbiose que não se desvincula porque a energia  criada por nós e dos seres, que mantemos contato, passa a ser a marca do nosso viver e dos seres assimilados que estão em outras andanças siderais. [AS PLANTAS DORMEM – 10 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Não há o reencontro do casal Savério e Ana Beatriz, agora vivendo a situação de viúva, cada um seguiu por caminhos distintos. A história de amor tem um final feliz diferente, embora fosse do agrado dos sonhadores o amor presente fisicamente entre o casal. No entanto, o amor nunca morre, não importa as circunstâncias. 

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domingo, 25 de setembro de 2016

PÉGASO (LX)

No mundo físico em que a realidade é sentida pelos cinco sentidos, o sonho, nas camadas do inconsciente, traz sempre uma relação do que estamos vivendo. Existe essa oportunidade de sentir a real necessidade em tudo que nos cerca e manter o ânimo firme em toda circunstância que nos chega como aprendizado e revelação.
A onça-bebê estava ao meu lado, enquanto a onça-mãe tinha saído para caçar. Sabia que a mãe tinha ciência de que eu estava perto da filha, através do colapso da função de onda que a filha fazia em permanente pensamento na mesma sintonia que a mantinha ligada à mãe.
Logicamente, a mãe sabia que a filha não corria perigo, senão interromperia a caça e viria protegê-la. Esta conexão também existe entre os humanos, desde que entre eles existam o mesmo modus operandi dos animais. A busca de caminhos diferentes do seu mundo interno não permite perceber essa conexão.
A onça-bebê veio a mim, buscando proteção e, ao mesmo tempo, brincar de criança, deixando a espontaneidade fluir, sem temores. Quanto a mim, educado numa cultura que prevê medidas de segurança, eu me afastei da onça-bebê, e ela se encaminhou em minha direção.
Não corri, fiquei parado para sentir o que estava havendo entre nós. Havia reciprocidade em doar-se, com maior intensidade nela e aceitei estar perto para apreciá-la melhor e me entregar pensando no doce enlevo que nos envolvia.
Olhei a onça-bebê, a senti como se fosse uma gatinha, uma dessas que enternecem os lares das mulheres que lhes dão assistência e proteção. Não há diferença no modo de ser entre uma onça e uma gatinha, são iguais em tudo. É o que senti dentro do sonho.
Ao amanhecer, alimentando os gatos do condomínio, veio em minha direção o vizinho que me perguntou sobre os gatos e ele se interessou, como veterinário, em castrar um dos gatos que maltratou a gatinha dele e eu aceitei a oferta e lhe disse que iria lhe pagar o serviço.
Ainda nessa conexão do sonho, à tarde, a TV-Globo passou o filme As Aventuras de Pi que, anteriormente, em 12/11/2015, fizemos um comentário a respeito. Vale transcrever a referida crônica:
As Aventuras de Pi, filme dirigido por Ang Lee, nos idos de 2012, é a respeito de uma família proprietária de um zoológico em Pondicherry, Índia, que resolve se mudar para o Canadá, embarcando num navio cargueiro que afundou. No elenco os atores Suraj Sharma (Pi), Irrfan Khan (Pi, adulto), Gita Patel (Tabu, mãe de Pi), Adil Hussain (Santosh, pai de Pi), Gérard Depardieu (o cozinheiro), entre outros. A música é de Mychael Danna.
Dentro de um barco salva-vida está um tigre de bengala que o jovem o chama de Richard Parker, nome que lembra um personagem do escritor Edgar Alan Poe, e numa pequena jangada destinada à pesca, o jovem Pi luta para se manter vivo nas mudanças de tempo em alto mar.
Entre ambos há uma relação de sobrevivência que, em algumas vezes, Pi se arrisca para dar assistência ao tigre que, com fome, se alimenta de peixe e água doce. Alguns peixes caem dentro da canoa e outros são pescados pelas mãos de Pi. Na comunicação, ele usa um apito para chamar a atenção do tigre. Com jeito e destreza, ele se aproxima do animal e ambos se tornam amigos.
Nos bastidores da gravação foi divulgado que apenas uma pequena parte da filmagem foi colocada a participação de um tigre, sendo que a maioria das cenas envolve efeitos especiais.  Na vida real, isto poderia acontecer, desde que Pi estivesse na mesma faixa de onda do tigre, esse companheirismo entre o ser humano e os animais selvagens ocorreu com São Francisco de Assis, um ser multidimensional.
Há uma cena em que Pi está na canoa e fica perto do tigre que, cansado de se movimentar diante da tempestade que passou, permite a aproximação dele como a identificar a frequência de onda em que ele está. Ele passa as mãos na cabeça do tigre que fica igual a um bebê, ambos sentindo-se bem, conforme já tínhamos observado, com outros animais, nas crônicas abaixo-mencionadas:
Os animais domésticos e aqueles que pertencem à selva, em todo o planeta Terra, têm uma participação muito importante no equilíbrio das espécies, atingindo todos os ecossistemas existentes, do mesmo modo que o reino vegetal também participa desse equilíbrio sustentável na alimentação dos seres viventes. (...)  
Os animais vieram ao mundo para nos possibilitar a ascensão a uma consciência planetária de melhor qualidade de vida. Vejam que eles têm ternura, carinho, meiguice, esses encantos em que se destacam mais na presença feminina. [DEFESA DOS ANIMAIS – 01/10/2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Montar a cavalo, tocar a mão no pelo dos animais, inclusive cães e gatos, possibilita a absorção de energias salutares que beneficiam, em grande escala, os seres humanos, fazendo aumentar a imunidade e a diminuir a ansiedade ou estresse e a baixar a pressão sanguínea, resultados benéficos na recuperação de pacientes e contentamento para os donos. [TERAPIA DOS ANIMAIS – 8/10/2013 – blog Fernando Pinheiro escritor].
O olhar de cavalo, por ter o sentido gregário que se expressa num bando de cavalos, é de comunicação e de receptividade. Ao invés de se reunir em bares e salões de festa onde é servido bebida alcoólica, se as pessoas fossem visitar as haras, certamente teriam muito mais a lucrar.
Uma dessas visitas que fiz a haras de criação de cavalos, tive a satisfação de presenciar a ternura nos olhos de um cavalo que, ao me ver, se levantou da clareira onde estava deitado e veio me cumprimentar. O olhar de ternura não envolve sexualidade, embora a ternura seja mais demonstrada pelas mulheres.
Em outra visita a outra hara, um cavalo de raça árabe, aproximou-se de mim, levantou a cabeça como sinal de comunicação, numa linguagem não verbal, assim como o maestro se comunica com a orquestra mediante a batuta, e expressou uma linguagem cavalar que buscamos entender. [ESSES OLHARES – 06 de setembro de 2015].
Quando a canoa à deriva da corrente marítima chegou a uma ilha, Pi atracou-a e saiu à busca de alimentos, o tigre quando acordou pulou da canoa e se encaminhou pela mata. Tudo na ilha era carnívoro, as plantas, as águas que tinham um sabor durante o dia e à noite tinha outro não salutar. O tigre percebeu isto e voltou à canoa, Pi também.
Quando a canoa chegou em outro lugar, o tigre saltou em direção da mata, reconhecendo o seu habitat. Pi chamou-o três vezes, Richard Park, mas o tigre não olhou para trás. O olhar de Pi era apenas de saudade do amigo que partira para viver melhor. Era o destino dele. O destino de Pi foi encontrar o lar com a esposa e filhos.

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