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terça-feira, 4 de abril de 2017

NOS PAMPAS GAÚCHOS

De repente, na esfera onírica, estava eu nos pampas gaúchos. Uma fogueira no chão acesa queimava ardente pronta para receber carne de churrasco, um cabide com várias camisas sociais estava ao lado num significado sinal de procedência de personagens.
Estava usando camisa social pertencente àquele bloco de camisas erguido na paisagem gaúcha. Um grupo de guris vinha caminhando em direção à fogueira e eu saí dali para não ser identificado pela camisa que usava. Entrei numa casa, como abrigo, e eles passaram, em frente, caminhando.
Em outro cenário já na cidade, estava num lugar elevado numa casa que se avistava bem longe a paisagem urbana. Mas o que se focalizava para mim era um carro branco que eu mantinha um fio tênue de ligação, não era um controle automático, porque não controlo ninguém nem faço dominação.
O carro branco saiu ao lado da calçada e percorreu a rua numa sofreguidão de velocidade, dando a entender o estado emocional de quem estava dirigindo. Seguiu em direção de um poste e desviou rapidamente, sem bater.
Não vimos a pessoa dentro do carro, apenas o estado emocional que chegava numa identificação clara. Ela apegou-se a mim manifestando sintoma bipolar: ora elogia, ora deprecia, em momentos em que diz ser brincadeira, no final prevalece o que ela aprecia na leitura do que eu escrevo.
Separados por longa distância física, ela me disse que quer vir onde moro para me conhecer, mesmo sabendo que vivo em celibato. Ela me disse que pode vir aqui uma vez por mês, eu lhe respondi que isto é muito dispendioso. Ela respondeu que tem muitas milhas. Eu perguntei se eram milhas submarinas ou aéreas. A resposta foi imediata: milhas submarinas só com você, são milhas aéreas em decorrência das viagens que fiz ao exterior.
Nesse apego de paixão, há uma conexão permanente que ela diz ser todos os dias e noites, sem parar. Êta, paixão! Tento direcionar a nossa relação no quadrante perfeito em que o amor não seja depreciado e sempre enaltecido.
Anteriormente, falando sobre mulheres com outros parceiros em situações idênticas à mulher do sonho, abordamos o mesmo assunto:
Quando se sonha, a visita é sempre no astral, todos sabem da importância de se ter bom astral e de ter bons sonhos. Para isso é necessário estar em boa forma física (saúde) e espiritual, alinhamento do corpo astral com as luzes de variados matizes que circulam pelo mundo.
Por haver um campo magnético, atraímos a luz que tem o mesmo diapasão de beleza interior que mantemos dentro de nós. O pensamento cria essa beleza quanto pode também afugentá-la para bem longe ou simplesmente desaparecer.
Quando buscamos um relacionamento em níveis diferentes do que estamos, logicamente nos posicionamos nessa escolha, com o risco de perder a estabilidade das horas amenas que vivenciamos. [VISITA NO ASTRAL – 3 de abril de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Os pampas gaúchos têm paisagens que encantam os nordestinos, terra de homens valentes que direcionaram os bons momentos da vida pública brasileira, muita história linda de se contar. Amo o povo gaúcho, suas tradições e fartura alimentar, celeiro da nação brasileira.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

VISITA NO ASTRAL



Quando se sonha, a visita é sempre no astral, todos sabem da importância de se ter bom astral e de ter bons sonhos. Para isso é necessário estar em boa forma física (saúde) e espiritual, alinhamento do corpo astral com as luzes de variados matizes que circulam pelo mundo.
Por haver um campo magnético, atraímos a luz que tem o mesmo diapasão de beleza interior que mantemos dentro de nós. O pensamento cria essa beleza quanto pode também afugentá-la para bem longe ou simplesmente desaparecer.
Quando buscamos um relacionamento em níveis diferentes do que estamos, logicamente nos posicionamos nessa escolha, com o risco de perder a estabilidade das horas amenas que vivenciamos.
Bati palmas, à moda do interior, para chamar a dona da casa, dizendo “olá, de casa”. Uma senhora, vindo do quarto, veio-me atender, demonstrando ser ela bonita, recatada e do lar. O que deseja, ela me perguntou.
Vim aqui para dizer que passei no colégio de seu filho e comunicar, a mando da diretora, que ele passou no exame final com aprovação louvável de boas notas. Ao meu lado, veio o pai da criança com o propósito de saber notícias da família.
Ela agradeceu a boa notícia e notou a presença do marido que vivia separado dela, comportamento muito comum nos dias de hoje onde a competitividade e a separatividade diz respeito à característica da consciência planetária que está indo embora neste final dos tempos de mudança em todos os setores da vida humana.
A abordagem do casamento, em variada apreciação, é assunto do blog Fernando Pinheiro, escritor, desde os idos de 2012, pois se trata de interesse de milhões de pessoas no mundo inteiro. Os aspectos são variados na perspectiva do olhar de cada um. Vale salientar alguns textos selecionados:
A letra da canção traz conselhos a mulheres casadas. Os tempos em que vivemos são outros dos aqueles em que viveu Carlos Gomes, mas reconhecemos que o relacionamento entre casais ainda está sujeito a condutas saudáveis que fortalecem a união da família.
Em cada estrofe há uma sucessão de conselhos úteis, vindo da vivência dos relacionamentos do passado que alcançaram êxito, e logicamente serve como bússola para guiar aqueles que, perdidos entre tantas informações, ainda não encontram o caminho certo.
Logicamente em cada um dos parceiros, haverá sempre uma variante de opiniões que oscila entre aquilo que deve ser e aquilo que pode ser ou mesmo não ser nada, o que vem caracterizar a separação.
Fazer a vontade do marido é o melhor caminho para as jovens esposas, desde que essa vontade esteja revestida de indícios de bom–senso, discernimento e os cuidados que vêm do amor verdadeiro.
Neste caso, entra muito a apreciação inteligente do que seja bom para ambos. Não apenas a satisfação e os gostos inclinados para um lado só, mas ao que convém para manter o casamento. O amor verdadeiro é feito mais de renúncia e desprendimento do que as vantagens pessoais. [CONSELHOS – 29 de julho de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Dois Casamentos, filme de longa metragem de Luiz Rosemberg Filho, classificação 14 anos, ano de 2014, é estrelado por Patrícia Niedermeier, no papel de Carminha, e Ana Abbott, vivenciando Jandira, ambientado no lugar escuro, onde apenas as atrizes, vestidas de noivas, sem véu, são focalizadas.
Todo o transcurso do filme é abordado o tema casamento na vida das pessoas, tendo como condutora do diálogo Carminha que mostra um discurso acerca da condição da mulher perante o marido e a monotonia do casamento, no dizer dela, entre os casais. Jandira a ouve atentamente, sem compreender o pensamento da amiga que está ao lado, na mesma condição de noiva.
Com o desenrolar da cena, em diálogo, Carminha vai tentando convencer Jandira sobre os seus pontos-de-vista que a faz pensar um pouco e com certa desconfiança em contraste com a ideia que ela alimenta do casamento.
Há uma aproximação propositada de conquista amorosa que, a princípio, Jandira acha esquisito, mas como a forma de se aproximar é com leveza e elegância, aos poucos vai se entregando ao que ouve e sente. Com as mãos nos cabelos de Jandira, Carminha diz que está a fim dela.
Sozinha, Carminha solta os cabelos e começa a dançar com o olhar de encantos em cima de Jandira que, achando natural dançar, dança também acompanhando a amiga, ambas dançando separadas em seus rodopios sensuais.
Após a dança, Carminha toca os cabelos de Jandira e fala dos homens que não sabem se aproximar das mulheres, nem pegar mesmo sabem, no entanto, pegam as mulheres sem que as mulheres descubram que há um toque mais encantador de pegada.
A conquista vai prosseguindo sem artimanhas ou malícias, pois deixa a amiga se aperceber que gosta do que ela fala, sem buscar convencê-la, deixando ela se convencer à vontade. Era como uma isca lançada na água, sem a preocupação de pescar.
Ao que pudemos perceber, Carminha usou uma tática utilizada muito por quem pratica taoísmo. Na última parte do filme, Carminha tem condições adequadas de tirar aos poucos a parte superior do vestido e Jandira faz o mesmo. Ambas, sem roupa, se tocam e a escuridão do cenário não permite a visão do que estão fazendo, ouve-se apenas Jandira dizer é assim, deste jeito ou de outro jeito, qual é o que você gosta? O filme acaba nesse clima.
Não nos cabe aqui fazer crítica ao filme, nem aos personagens envolvidos, no entanto é oportuno transcrever o que sentimos dos mundos felizes nas duas crônicas abaixo mencionadas:
O amor percorre o mundo em núpcias dançantes, renascendo as flores que se multiplicam em florestas, aumentando a população de nações e mundos desconhecidos. No céu bilhões  de olhos iluminados fazem a festa das galáxias em fenômenos  indescritíveis.
Sem perceberem o movimento que distribui a beleza dos planos mais sutis, os casais que levam a vida em comum longe do  amor – casamento branco – vão sentir algum dia, em algum  lugar, a vontade de amar.
Sabemos que há beleza inefável que vem das esferas resplandecentes como o sol que se reflete na lua derramando orvalhos de prata e na harmonia sincronizada dos anéis de  Saturno com dezoito luas conhecidas a iluminar aquele planeta  em noites alaranjadas, azuladas, cores de poente e das  madrugadas que anunciam uma luz maior. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A canção espalha a realidade que se espraie nos espaços sacralizados do planeta, levando os sorrisos delas que são mais notórios e acolhedores, “os sorrisos do mundo esparramando as sementes que brilham na imensidão” –Mulheres, música de Zé Ramalho. Tudo isto porque foram bem amadas pelo amor que deram, desde o segredo até a revelação das horas do amor. [MULHERES – 15 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A crônica SEM VÉU está em sintonia com os quatro pilares que mantemos em nossa vida: simplicidade, humildade, transparência e alegria. A fim de ressaltar o que é taoísmo, vale transcrever textos de O CHI DO TAO – 8 de janeiro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Atraímos sempre o que pensamos, nas máscaras em que usamos para disfarçar situações ou agradar pessoas que não estarão conosco nas horas da solidão. Este é o reflexo do dualismo humano que se encaminha para o abismo, na postura daquilo que é considerado certo em que fica mascarado o que não nos convém em termos de alma que busca outro referencial onde a felicidade é indestrutível.
Beber vinho, beber champanhe, assistir a cenas de violência na televisão, comentar assuntos de corrupção, criticar posturas ou condutas que são diferentes do nosso modo de viver, namorar com pessoas que nem as conhecemos, aceitar convites em que não podemos comparecer, eis algumas observações que devemos ter cuidado em participar.
Vivamos o nosso ser profundo, o que acham de errado naquilo que não compreendem em nós, é apenas as pessoas determinando o caminho que seguirão e nós seguiremos o nosso. Não criticar nada, nem mesmo curtir comentários ou dizeres em que suscitam a crítica nas redes sociais da internet.
Para conquistar um amor não é preciso nem falar, basta ter a vibração saindo de nosso coração que sai, no espaço que alcança quem está dormindo em outro lugar onde moramos. É assim que os animais têm o amor de seus donos e seus admiradores, os seres multidimensionais recebem essa corrente que se espalha pelo espaço e estão sempre perto, embora estejam longe.
Quem ama não sente solidão, a solidão é uma ilusão de quem pensa que está só. Ninguém está só. Estamos interligados com os amores que nos acolhem, tanto desta esfera física como nas esferas resplandecentes onde o amor se faz sentir mais presente.
Se os amores terrenos não nos amarem, eles terão outros tipos de amores que escolheram e nós teremos sempre aqueles que decidimos ter, estes sim fazem parte de nossas decisões. [SEM VÉU – 25 de outubro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Na mecânica quântica existe o colapso da função de onda: você pensa e cria. O pensamento oriental delineia esse colapso: “A vida é um eco, se não gostas do que estás a receber, observa o que estás a emitir.” [BUDA] – Citação constante da crônica MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014.
Segundo Francesco Bianchi-Demicheli e seus colegas da Universidade de Genebra, a falta de desejo sexual na mulher pode ser indicativo de disfunção de certos circuitos neurais, informação publicada pelo jornalista Damien Mascret – Le Figaro – Paris, 13 de fevereiro de 2012. Esta análise foi testada pela ressonância magnética funcional (ação das imagens no cérebro). [SEXO & NEURÔNIOS – 19 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Quanta bagagem de detritos mentais foi acumulada ao longo da vida em hábitos que continham a antimatéria (medo, desamor, saudades aflitivas de amores que partiram, sentimentos de culpa que engendram comportamentos depressivos e outros lixos mentais), tudo isso fervilhando em pensamentos, por ser energia, causando circuitos que destroem neurônios! Em consequência, o sistema imunológico é afetado e a doença se instala de vez [DEMÊNCIA PRECOCE – 07 de setembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Surgem a cada dia no mundo novas formas de relação entre os casais: casamento aberto quando há conivência entre o casal em manter uma relação extra, uma de cada vez, fora do recinto comum em que ambos vivem, poliamor quando essa conivência é mais ampliada no número de parceiros, e o “free pass” (passe livre) para ter amantes, quantos forem possível, ideia surgida na Inglaterra.
A relação do casal está atolada em decepções e burocracia, ela aparenta cansaço de viver junto com ele que tem dependência dela nas decisões familiares. Nick brinca com a Meg com insinuações que levam à intimidade, mas ela reage quando o clima está mais quente. Há uma rejeição nos avanços sexuais do marido. [UM FIM DE SEMANA EM PARIS – 20 de janeiro de 2016].
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos. [PÉGASO (XXXIV) – 15/10/2015] – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Com relação ao amor, somos a favor da manutenção do sentimento que se passa no coração de cada um que está amando, como aconteceu com Nikiya, a bailarina do templo hindu que se manteve fiel a Solor, o guerreiro, mesmo diante da presença do Rajá que arrumou o casamento de Solor com Gamzatti, a filha dele. Investida sexual ela teve, mas a recusou, tudo isto faz parte do balé Bayadère, música de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, encenado em três atos.
Mordida pela serpente, Nikiya retoma a dança em gestos lânguidos, quase a desfalecer. Um minuto depois, ela cai, o sacerdote brâmane ordena com um gesto a todos os convivas  virar de costas, e se aproxima da dançarina, oferecendo-lhe o antídoto contra o veneno em troca de favores de pertencimento. [NIKIYA VARIATION – 27 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Ter muitas mulheres é sinal de prestígio na Índia e na China, brâmane é a casta mais elevada da sociedade hindu. Ela se recusa a tomar o antídoto, levanta-se e, ao recomeçar a dança, cai desfalecida e morre. Quando ela cai no chão, Solor deixa o lugar de honra onde se encontrava, ao lado do Rajá e da filha, e vai ficar junto à desfalecida, com um abraço a mantem junto ao peito. A cena do 2º ato é fechada. [NIKIYA VARIATION].
Assistimos ao surgimento de um novo relacionamento de casais – casamento branco – destituído de união estável, onde se caracteriza a falta de realização de um acervo comum, mútua assistência, e afectio maritalis. Para muitos, sexo e amizade, ou amizade colorida. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O amor fomenta energias que atingem o campo dos neurotransmissores na parte cerebral e repercute nos níveis emocional e corporal, dando equilíbrio a todas as funções orgânicas, inclusive a genital. A mulher tem o direito de viver a sexualidade [ALÉM DA LOUCURA – 3 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina. [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em frequência de onda revestida de incerteza e de desencantos há uma predisposição orgânica para uma disfunção que atinge a célula, depois o órgão, instalando a doença. A saudade pode ser benéfica ou maléfica (dualismo humano) dependendo como a encaramos. No primeiro caso, há um doce enlevo encantando-nos a alma, o coração, o nosso ser profundo que emerge para resplandecer a luz. [EN ARANJUEZ CON TU AMOR – 7 de outubro de 2014].
Os circuitos do desejo sexual no cérebro estão sendo localizados e decifrados pela comunidade científica. A recomendação dos sexólogos aos pacientes é tentar recordar lembranças amáveis que tiveram no tempo em que estavam mais ligados na relação íntima, fazendo despertar em cada um deles a confiança e a tranquilidade do momento em que ambos estão vivendo. [SEXO & NEURÔNIOS – 19 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
No sonho abordado aqui, VISITA NO ASTRAL, olhei para ambos e disse a ela: os amores são eternos. Ela concordou e repetiu: sim, os amores são eternos. Não cabe a mim dizer quem são os amores eternos, basta que cada um sinta o que lhe convém a nível de amor eterno. Os poetas e sonhadores que são todos os artistas da música e da sétima arte vivenciam essa experiência.

quarta-feira, 29 de março de 2017

DE VOLTA AO PASSADO

Além das valsas vienenses muito conhecidas e admiradas no mundo inteiro, a Áustria é o berço dos grandes compositores da música, vale mencionar apenas alguns: Mozart, Schubert, Haydn, Bruckner, Strauss, Mahler, Franz Lehär e Alban Berg, bem como o das atrizes de cinema, Senta Berger, Romy Schneider (1938/1982), Hedy Lamarr (1914/2000) e dos atores Karlheinz Böhm (1928/2014), Helmut Berger, Klaus Maria Brandauer e Maximilian Schell (1930/2014), ganhador do Oscar de melhor ator, em 1961, no filme O Julgamento de Nuremberg, sob a direção de Stanley Krameren.
Você sabia que Vicky Whitley, interpretada pela atriz Hedy Lamarr, tem café no bule? É que no filme The Heavenly Body, dirigido por Alexander Hall, em 1944, contracena com William Powell, no papel de William S. Whitley. Em casa, quando ele se aproxima dela, os dois trocam um beijo rápido e vão sentar à mesa, quando ela lhe serve um café.
Anteriormente nos idos de 1933, no cinema, Hedy Lamarr protagonizou o primeiro orgasmo feminino, em cena do filme Êxtase nos idos de 1933. Mas não foi só isso que lhe permitiu ser conhecida em sua terra natal e no exterior. Inventora do mecanismo “frequency hopping”, atualmente utilizado em telefonia celular, nas redes Wi-Fi, GPS, Bluetooth, nos sistemas de telefonia GSM, CDMA e 3G, o invento de Hedy Lamar mudou a vida de milhões ou bilhões de pessoas no mundo inteiro.
Na regência de grandes orquestras sinfônicas, citamos os maestros austríacos Herbert von Karajan e Wolfgang Puck. Pela tradição histórica, a cidade de Viena é a capital mundial da música não apenas pelos seus artistas de renome internacional, mas pelos que trabalharam lá: Beethoven, Weber, Brahms e o maestro brasileiro Isaac Karabtchevsky.
Na temporada de 2016 do Mozarteum Brasileiro, realizada na Sala São Paulo, na capital paulista, Angelika Kirchschlager, mezzo soprano austríaca, acompanhada da orquestra de câmara eslovaca Cappella Istropolitana, esteve nos dias 5 e 6 de abril apresentando músicas dos compositores austríacos Franz Schubert (1797/1828), Johann Strauss (1825/1899), Robert Stolz (1880/1975), Richard Heuberger (1850/1914), Rudolf Sieczynski (1879/1952).
A princesa austríaca Maria Leopoldina, no papel da atriz Letícia Colin, é assunto da novela Novo Mundo, de Thereza Falcão e Alessandro Marson, ambientada no período de 1817 a 1822, levada ao ar no horário das seis pela TV Globo, trazendo no elenco os personagens Dom Pedro I, imperador do Brasil, no papel do ator Caio Castro. Ainda no elenco da novela: Anna Millman (Isabelle Drummond), professora de português de Maria Leopoldina e Joaquim Martinho (Chay Suede), entre outros.
Ficção ou não da novela, na viagem da Europa para o Brasil, a embarcação que conduzia a princesa Maria Leopoldina, casada em Viena, por procuração, com Dom Pedro I, é atacada por piratas quando se aproximava do litoral brasileiro. Sem grandes incidentes, a jovem austríaca é presa pelos invasores e libertada em seguida.
Naquela época, a Inglaterra dominava os mares, estendendo o seu império em muitas ilhas do Atlântico e do Pacífico, com isto despertando a atenção dos piratas nas riquezas que os navios ingleses conduziam. É tanto que Lord Byron escreveu a obra The Corsair (1814) que serviu de inspiração do balé O Corsário, coreografia de Marius Petipa.
Coincidência ou não, o assunto ganha também espaço no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a programação, nos dias 8, 9, 10, 11, 15, 16, 17 e 18 de junho de 2017, que anuncia a apresentação do balé O Corsário, produzido pelo Ballet do Sodre de Montevidéu, Uruguai, com música de Adolphe Adam, e músicas adicionais de César Pugni, Léo Delibes e Ricardo Drigo.
Segundo ainda a programação divulgada, a apresentação do balé O Corsário pelo Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal tem a coreografia de Anna-Marie Holmes (a partir de Konstantin Sergeyev e Marius Petipa), orquestração de Kevin Galie, sob a regência do maestro Martin Garcia.
Ambientado em uma ilha, onde um navio pirata encalha após uma tempestade, o balé conta a fascinante história de amor entre o corsário Conrad e a escrava Medora e está repleto de ação, paixões e lutas, típicas das histórias de aventuras.
Na primeira cena do 1º Ato, o balé El Corsaire é ambientado numa ilha onde ocorre o naufrágio do navio pirata. A tripulação se encaminha para o mercado de escravos.  Ao chegar lá, Conrad, chefe dos piratas e seu bando, veem Medora, jovem escrava grega, dançando no salão. Entre ambos, amor à primeira vista. Ela joga-lhe uma flor, sendo correspondida pelo olhar dele. Os dois se aproximam na dança refletindo no semblante a alegria, o enlevo que os une. [O CORSÁRIO – 17 de setembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A Áustria, a terra da imperatriz Maria Leopoldina, mereceu homenagem na solenidade realizada, em 28 de agosto de 1998, no Auditório do Ed. SEDAN – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105 - 21° andar, Rio de Janeiro – RJ, no discurso de posse do escritor Fernando Pinheiro no cargo de presidente (2° mandato – 1998/2001) da ALBB – Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil.
Prestigiado pela presença de Emanuel Helige, cônsul-geral da República da Áustria, Lígia Doutel de Andrade, deputada federal (1967/1971 – MDB/SC), viúva de Doutel de Andrade (1920/1991), ex-advogado do Banco do Brasil, deputado federal (1989/1991 – PDT/RJ), imortalizado em cadeira patronímica da ALBB, ocupada atualmente pela jornalista Nazareth Tunholi, e ainda com a presença de Carlos Alberto Antonio Rângel, presidente do Instituto de Cooperação Técnica, Comercial e Cultural Brasil-África, fizemos elogios acerca dos liames afetivos entre Brasil e Áustria, a começar pela união da Imperatriz Leopoldina, de nacionalidade austríaca, com Dom Pedro I.
No mês seguinte, dia 27 de maio, o acadêmico Solange Rech, gerente da GCOOP, veio especialmente de Brasília para o Rio de Janeiro, a fim de receber a jornalista Nazareth Tunholi na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, no Auditório do 4° andar do CCBB, na presença de autoridades, inclusive Reinaldo Benjamin Ferreira, chefe do CCBB – Rio de Janeiro. O assessor jurídico (PRESI/COJUR), acadêmico Luiz Augusto Beck da Silva também veio de Brasília para o evento. [HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro, escritor]
Jornalista político, advogado com passagem brilhante pelo Banco do Brasil, deputado federal com mandato em várias legislaturas, Doutel de Andrade (1920/1991), é homenageado por Nazareth Tunholi no CCBB – Rio. Vale assinalar:
“Doutel de Andrade marcou profundamente, com a lucidez de seus conselhos, a sinceridade de suas reportagens, com toda a sua vibração política, as páginas da História do Brasil.” (218)
(218) NAZARETH TUNHOLI, jornalista e poetisa – in Discurso de posse, em 27/5/1994, na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (Cadeira patronímica de Doutel de Andrade) – Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro.
Revelamos aos ilustres convidados a gratidão da Áustria pelo Brasil, conforme ouvimos do diplomata austríaco Emanuel Helige, em decorrência da retirada das forças aliadas, naquele país em 1953, aprovada pela ONU, graças à intervenção do chanceler brasileiro João Neves da Fontoura, consultor jurídico do Banco do Brasil (1930 a 1932, 1937 a 1943 e 1944 a 1961).
A imigração europeia no Brasil teve influência da imperatriz Maria Leopoldina com a chegada dos suíços na cidade de Nova Friburgo – RJ, entre 1818 e 1819. Depois da independência, a imperatriz teve que se conformar com a presença nos salões imperiais de Domitila, a amante de Dom Pedro I que lhe outorgou o título de Marquesa de Santos.
Ainda no século XIX, a família Pochmann, de nacionalidade austríaca, emigrou da Áustria para o Rio Grande do Sul onde realizou grandes empreendimentos nas áreas de artefatos de madeira, joalheria e cutelaria. É oportuno citar texto da mídia:
Edmundo Henrique Pochmann nasceu em Venâncio Aires em 1895 e veio para Ijuí com 16 anos trabalhar na Relojoaria Müller. Em meados de 1913, então com 18 anos, adquiriu a loja da família Müller, que transferiu-se para Cruz Alta, dando início à trajetória centenária de Pochmann [STAMPA/ Notícias – Joalheria Pochmann].
Na cidade de Ijuí, Edmundo Henrique Pochmann, de saudosa memória, trabalhou na profissão de ourives, fabricante de cuias para chimarrão e de cabo de revólveres em prata e ouro. No retrato da família, Edmundo Pochmann está ao lado da esposa Ernestina e seus filhos [Iconografia: Elaine Pochmann].
É bom frisar que o Brasil, nos idos de 1988, ao elaborar a carta-magna foi buscar nas leis austríacas o segundo modelo de constitucionalidade. O primeiro modelo adotado pelo poder legislativo, conforme todos sabem, foi inspirado nas leis americanas.

domingo, 26 de março de 2017

ÁGUAS DO PORTO

Na atmosfera onírica, vimos a situação de um cidadão brasileiro metido em maus lençóis. Ele havia mandado, em pensamento, uma carta a um juiz dizendo que almejaria ser, novamente, um executivo. Não houve resposta do juiz porque o andamento do caso ainda está em curso para ser definido. Tudo isto no plano mental.
O cidadão com o propósito de se livrar do passado carregou os engramas num carrinho de mão e seguiu em direção ao cais do porto. Ao levantar o carrinho para despejar a carga na água, ele foi junto. No fundo do mar, ficou tentando subir à tona para não morrer afogado. Em momentos de aflição, ele ficou se debatendo para se salvar. Continuou ele, no fundo do mar, aflito. Nessa situação, assim como ele próprio, seus planos estão, no momento, por água abaixo.
Anteriormente, tivemos a oportunidade de comentar a situação política do Brasil que está passando por fases que se assemelham ao final do império romano. Vale mencionar:
O recrudescer do império romano domina o quadro político da atualidade, impedindo que haja a ascensão de consciência planetária mais sutil, onde já existe em muitos lugares do mundo, inclusive em muitas áreas do Brasil onde não há a presença desse recrudescer. [DE OLHOS SALTADOS – 28 de junho de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando foi dissolvida a espessa camada de poder, recrudescendo as intrigas palacianas dos césares da antiga Roma, fez eclodir um vespeiro revelado no momento político em que o Brasil e outros países vivem. É uma metáfora que tem um sentido real. [VENTOS DO AMANHECER – 11 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nero, em nova roupagem do recrudescer, é visto como um semideus ou muito mais, intocável até pela justiça que não quer arriscar o prestígio de que se reveste para não contrariar a onda que passou em momentos de encantos mas que foi flagrada caminhando em sentido contrário. [DEMOCRACIA – 14 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O modelo econômico sustentado pelo sistema financeiro internacional que estipula o dinheiro como meio circulante, os sistemas de governo, democratas ou não, estão no paradigma da consciência planetária que se mantém viva pela competitividade e separatividade, intimamente interligadas. Isto abrange a tudo e a todos que precisam de meios para sobreviver. [FAMÍLIA SEM FILHOS – 13 de abril de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A Roma que Darcy Ribeiro sonhava, ele já sentira fazendo elogios ao Brasil, em seu canto de cisne, em 1995: “na verdade das coisas, o que somos é a nova Roma.” [O Povo Brasileiro: a Formação e o Sentido do Brasil, de Darcy Ribeiro]. No entanto, o tempo corre e ele não chegou a ver esse sonho ser realizado. Na América do Norte, I have dream, de Martin Luther King, também repercutiu nesse mesmo diapasão. [DEMOCRACIA – 14 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Hoje, com o recrudescer do fim do império romano pelos mesmos protagonistas do passado, em nova roupagem carnal, vemos o desmoronar de um tempo que não tem mais força para continuar, no entanto os estertores agônicos ainda estão em pleno processo de desintegração arrastando milhões à miséria e à penúria. No entanto, voltemos o olhar para o horizonte onde o novo amanhecer é a promessa sagrada desta madrugada em que o mundo passa. [DEMOCRACIA – 14 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Em matéria publicada pela Folha de S.Paulo – 17 de março de 2016, o ministro (aposentado) Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, enfatizou: “A democracia é como uma luta de boxe contra a velha ordem. Nessa luta não há nocaute. A democracia ganha por pontos.”.
O cidadão visto na visão onírica estava aflito porque buscava a salvação, pensando que, ao se livrar dos engramas do passado, tudo voltaria a lhe sorrir no encanto que o levou ao poder.
Em qualquer situação de desconforto, que alguém passa, devemos dar o nosso apoio, independente de qualquer condição que possa nos distanciar dele. Uma prece é o ponto máximo desse apoio, a fim de que ele saia da aflição e encontre a vida lhe sorrindo como oportunidade de ser feliz aqui e na dimensão que se deslinda quando a missão acabar aqui no plano terreno.
As águas profundas do cais do porto que encobriram o cidadão e a sua carga mergulhada no fundo do mar em conexão direta e exclusiva com ele, o carregador, assustam-no com o atenuante de que ele buscou aliviar a aflição de milhões de pessoas em cenário em que houve oferta de vantagens pessoais que passaram despercebidas e que agora vêm à tona.
Não comentar nada, não criticar ninguém, pois a crítica leva ao julgamento e o julgamento separa, observando as coisas tomarem o caminho em que os protagonistas deram o curso. Corre o mundo as palavras de Benjamin Disraeli (1804/1881), ex-primeiro ministro do Reino Unido: “Never complain, never explain, never apologize” (Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe).
Na esfera subjetiva, onde a filosofia helênica encontrou respaldos para explicar o comportamento humano, observada atualmente pela psicologia e psiquiatria, vemos o pensamento criando situações que envolvem uma pessoa, um segmento político, uma nação.
É nesse aspecto que vimos em sonho, quando dormimos, a situação delicada pela qual passa quem envidou esforços para levar condições de vida melhor de um povo. Amemos o Brasil e tudo que nele está: seu povo, sua história, sua grandeza que surpreendeu o mundo em suas riquezas maravilhosas.
Águas do porto é o oceano que encontrou o nosso homenageado que um dia o vi entrar, de passagem pela empresa onde trabalhei, a caminho da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira, onde foi dar entrevista, lembranças amáveis.
Tudo se interliga através da ressonância magnética, os pensamentos estão carregados de átomos possuindo densidade, coloração e velocidade, as dimensões estão interligadas e não há separatividade, competitividade no universo, isto só acontece neste paradigma dissociado que está indo embora do planeta. [MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].