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quarta-feira, 5 de abril de 2017

OLHAR DE ÁGUIA AZUL

Invocação em defesa da Pátria (canto cívico-religioso), de Heitor Villa-Lobos, apresentado pelo Coral dos Funcionários do Banco do Brasil, tendo como solista a soprano Marivi Santiago, sob a regência do maestro Alfredo Duarte, participou da abertura do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido no período de 20 a 24 de novembro de 1995 pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil no Auditório do Edifício SEDAN – Banco do Brasil – Rua Senador Dantas, 105 – 21° andar – Rio de Janeiro – RJ.
Após a audição da música de Villa-Lobos, o assessor especial do presidente do Banco do Brasil, Luiz Jorge de Oliveira, que veio especialmente de Brasília para o evento, apresentou a palestra A Missão Social do Banco do Brasil, inaugurando o ciclo de palestras que compõem o Seminário Banco do Brasil e a Integração. A propósito, vale assinalar:
“É com muita honra que atendo ao convite que me foi feito para participar da abertura dos trabalhos do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, em que se procurará discutir o papel do Banco no processo de integração social. [A MISSÃO SOCIAL DO BANCO DO BRASIL, de Luiz Jorge de Oliveira, palestra de abertura do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social]
A presença e a importância do Banco na sociedade brasileira são de tal ordem a ponto de ter contribuído, ao longo de sua história, para a formação desta egrégia Academia de Letras.” [A MISSÃO SOCIAL DO BANCO DO BRASIL, de Luiz Jorge de Oliveira, palestra de abertura do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social].
As matérias apresentadas, neste e em seminários posteriores, dizem respeito a atividades do Banco do Brasil, tanto com relação à memória institucional, evocando a vida e a obra de seus presidentes e funcionários que se projetaram no cenário nacional quanto promovendo a imagem atual do Banco, bem como abordando outros temas de interesse público, através da palavra de autoridades que prestigiaram os eventos.
Enfatizamos que a seara é imensa e fecunda e, nessa jornada, tivemos a participação de trabalhadores de boa vontade que vieram semear o trabalho edificante em torno do  Banco do Brasil, suas atividades–fim e, ainda, como   dissemos, a assuntos de interesse público.
O exemplo a ser seguido é um grande estímulo. A nominata dos patronos da Academia de Letras dos Funcionários é de elevado respeito e tivemos nos seminários um desfilar de autoridades que prestaram homenagem a seus antecessores ou a antecessores de seus superiores hierárquicos na administração pública.
Nos seminários subsequentes foram prestadas homenagens a João Marques dos Reis, ministro da Viação e Obras Públicas (1934/1937) e presidente do Banco do Brasil (1937/1945), por Mauro Orofino Campos, diretor-presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Visconde de Mauá, empresário do Império, por Paulo de Tarso Medeiros, representante do Banco do Brasil, em Washington, DC, USA, e Artur de Souza Costa, presidente do Banco do Brasil (1932 a 1934), ministro da Fazenda (1934/1945), por Ernane Galvêas, presidente da APEC – Associação Promotora de Estudos da Economia.
Na área das atividades atuais da empresa, tivemos, neste seminário, a presença de executivos que vieram especialmente de Brasília, a capital da República, para falar sobre A missão social do Banco do Brasil e acerca das atividades do Banco do Brasil e, ainda, a respeito do MERCOSUL.
A propósito, divulgamos o programa do 1° Seminário Banco do Brasil e a Integração Social, promovido pela Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil, que apresentou as homenagens proferidas por seus respectivos oradores:
1 - A MISSÃO SOCIAL DO BANCO DO BRASIL                              
LUIZ JORGE DE OLIVEIRA                                                              Assessor Especial do Presidente do BB (gestão Alcir Calliari)
        
2 - BANCO DO BRASIL E O MERCOSUL        
MARIA CLEMÊNCIA MOITINHO JACCOTTET                                  Gerente de Comércio Exterior – Diretoria da Área Internacional
    
3 e 4 - INTEGRACIÓN SOCIAL EN EL MERCOSUR                          
   LILA ROLDAN VAZQUES                                                      
         Cônsul-Geral Adjunta da República da Argentina

  ANA MARIA DE BARRETO                                                   
         Cônsul-Geral Adjunta da República do Paraguai  
5 - UMA TORCIDA ORGANIZADA DO COMÉRCIO ARGENTINO-BRASILEIRO
ANTÔNIO PEDRO RAMAL                                               
Presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileiro
6   -   MERCOSUL – INTEGRAÇÃO SOCIAL                                    
CARLOS ERNESTO STERN JÚNIOR                                       
Subsecretário-Adjunto de Indústria e Comércio do Estado do Rio de Janeiro
7 - MERCADO COMUM DO SUL                                            
LUIS IVANI DE AMORIM ARAÚJO
Membro da ALBB                                            
Professor de Direito Internacional da Universidade Cândido Mendes            
8 - INTEGRAÇÃO SOCIAL: BRASIL E ÁFRICA                        
ISMAEL DIOGO DA SILVA                                                    
Cônsul-Geral da República de Angola     
9 - RELAÇÕES BRASIL - PAÍSES AFRICANOS DA LÍNGUA PORTUGUESA - O CASO PARTICULAR DE ANGOLA
ÁLVARO PACHECO DOS SANTOS                                                 
Adido Cultural da Embaixada da República de Angola   (Brasília - DF)                 
10 -   ANGOLA
FERNANDO PINHEIRO                                                              
Presidente da ALBB
11 - A EVOLUÇÃO DA MOEDA NO BRASIL E NO MUNDO             
OVÍDIO DA CUNHA                                                         
Professor de Sociologia da Universidade Federal Fluminense
12 - INTEGRAÇÃO SOCIAL: A OAB E O MEIO-AMBIENTE             
JOSÉ ERÁCLITO ARAÚJO SOUZA                                                
Membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB-RJ         
13 - INTEGRAÇÃO SOCIAL – O HOMEM: VISÃO HOLÍSTICA
MAURO PEREIRA DE LIMA E CÂMARA                                             
Presidente do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes       
14 - INTEGRAÇÃO SOCIAL: ROTARY CLUB                           
SEBASTIÃO RODRIGUES LIMA
Membro da ALBB                                                   
Presidente do Rotary Club - Ipanema - Rio de Janeiro - RJ           
15 - INTEGRAÇÃO SOCIAL: SOLIDARIEDADE                       
EMÍLIO SANTIAGO RIBAS RODRIGUES                                  
Presidente da ANABB – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil
16 - A CULTURA DO BANCO DO BRASIL NO MEIO SOCIAL  
FRANCISCO SILVA NOBRE
Membro da ALBB                                                      
Presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil
Ao tomar posse como membro honorário, o jurista Marcos Vilaça enfatizou que a Academia envaidece–se de ser dos funcionários do Banco do Brasil na constatação dos seus intelectuais que deram memória histórica à instituição centenária. E, em seguida, acrescentou:
“Dali saíram estímulos às trajetórias dos nossos homens públicos, impelindo–os a evitar a atonia e, exatamente, em razão disso, administração e literatura se completam nesta Casa.” (247)
(247) MARCOS VILAÇA, ministro do Tribunal de Contas da União – Discurso de posse na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (membro honorário) – in Ata da sessão solene de 6/11/1997 – p. 85 do Livro II – Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil. [Apud HISTÓRIA DO BANCO DO BRASIL, de Fernando Pinheiro]
Diante da importância de que se revestem os eventos que promovem a memória institucional do Banco do Brasil, recordamos o momento de inefável beleza que nos envolveu no Auditório do Edifício SEDAN – Rio de Janeiro, ao tomarmos posse, pela primeira vez nos idos de 1995, no cargo de presidente da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil:
“... E, ao estender o olhar para o futuro, sentimos que Deus colocou em nossa Academia um tipo de beleza que somente os lírios do campo possuem e aquele olhar de águia azul que vimos no sonho no dia em que fomos eleitos presidente.”

terça-feira, 4 de abril de 2017

NOS PAMPAS GAÚCHOS

De repente, na esfera onírica, estava eu nos pampas gaúchos. Uma fogueira no chão acesa queimava ardente pronta para receber carne de churrasco, um cabide com várias camisas sociais estava ao lado num significado sinal de procedência de personagens.
Estava usando camisa social pertencente àquele bloco de camisas erguido na paisagem gaúcha. Um grupo de guris vinha caminhando em direção à fogueira e eu saí dali para não ser identificado pela camisa que usava. Entrei numa casa, como abrigo, e eles passaram, em frente, caminhando.
Em outro cenário já na cidade, estava num lugar elevado numa casa que se avistava bem longe a paisagem urbana. Mas o que se focalizava para mim era um carro branco que eu mantinha um fio tênue de ligação, não era um controle automático, porque não controlo ninguém nem faço dominação.
O carro branco saiu ao lado da calçada e percorreu a rua numa sofreguidão de velocidade, dando a entender o estado emocional de quem estava dirigindo. Seguiu em direção de um poste e desviou rapidamente, sem bater.
Não vimos a pessoa dentro do carro, apenas o estado emocional que chegava numa identificação clara. Ela apegou-se a mim manifestando sintoma bipolar: ora elogia, ora deprecia, em momentos em que diz ser brincadeira, no final prevalece o que ela aprecia na leitura do que eu escrevo.
Separados por longa distância física, ela me disse que quer vir onde moro para me conhecer, mesmo sabendo que vivo em celibato. Ela me disse que pode vir aqui uma vez por mês, eu lhe respondi que isto é muito dispendioso. Ela respondeu que tem muitas milhas. Eu perguntei se eram milhas submarinas ou aéreas. A resposta foi imediata: milhas submarinas só com você, são milhas aéreas em decorrência das viagens que fiz ao exterior.
Nesse apego de paixão, há uma conexão permanente que ela diz ser todos os dias e noites, sem parar. Êta, paixão! Tento direcionar a nossa relação no quadrante perfeito em que o amor não seja depreciado e sempre enaltecido.
Anteriormente, falando sobre mulheres com outros parceiros em situações idênticas à mulher do sonho, abordamos o mesmo assunto:
Quando se sonha, a visita é sempre no astral, todos sabem da importância de se ter bom astral e de ter bons sonhos. Para isso é necessário estar em boa forma física (saúde) e espiritual, alinhamento do corpo astral com as luzes de variados matizes que circulam pelo mundo.
Por haver um campo magnético, atraímos a luz que tem o mesmo diapasão de beleza interior que mantemos dentro de nós. O pensamento cria essa beleza quanto pode também afugentá-la para bem longe ou simplesmente desaparecer.
Quando buscamos um relacionamento em níveis diferentes do que estamos, logicamente nos posicionamos nessa escolha, com o risco de perder a estabilidade das horas amenas que vivenciamos. [VISITA NO ASTRAL – 3 de abril de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Os pampas gaúchos têm paisagens que encantam os nordestinos, terra de homens valentes que direcionaram os bons momentos da vida pública brasileira, muita história linda de se contar. Amo o povo gaúcho, suas tradições e fartura alimentar, celeiro da nação brasileira.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

VISITA NO ASTRAL



Quando se sonha, a visita é sempre no astral, todos sabem da importância de se ter bom astral e de ter bons sonhos. Para isso é necessário estar em boa forma física (saúde) e espiritual, alinhamento do corpo astral com as luzes de variados matizes que circulam pelo mundo.
Por haver um campo magnético, atraímos a luz que tem o mesmo diapasão de beleza interior que mantemos dentro de nós. O pensamento cria essa beleza quanto pode também afugentá-la para bem longe ou simplesmente desaparecer.
Quando buscamos um relacionamento em níveis diferentes do que estamos, logicamente nos posicionamos nessa escolha, com o risco de perder a estabilidade das horas amenas que vivenciamos.
Bati palmas, à moda do interior, para chamar a dona da casa, dizendo “olá, de casa”. Uma senhora, vindo do quarto, veio-me atender, demonstrando ser ela bonita, recatada e do lar. O que deseja, ela me perguntou.
Vim aqui para dizer que passei no colégio de seu filho e comunicar, a mando da diretora, que ele passou no exame final com aprovação louvável de boas notas. Ao meu lado, veio o pai da criança com o propósito de saber notícias da família.
Ela agradeceu a boa notícia e notou a presença do marido que vivia separado dela, comportamento muito comum nos dias de hoje onde a competitividade e a separatividade diz respeito à característica da consciência planetária que está indo embora neste final dos tempos de mudança em todos os setores da vida humana.
A abordagem do casamento, em variada apreciação, é assunto do blog Fernando Pinheiro, escritor, desde os idos de 2012, pois se trata de interesse de milhões de pessoas no mundo inteiro. Os aspectos são variados na perspectiva do olhar de cada um. Vale salientar alguns textos selecionados:
A letra da canção traz conselhos a mulheres casadas. Os tempos em que vivemos são outros dos aqueles em que viveu Carlos Gomes, mas reconhecemos que o relacionamento entre casais ainda está sujeito a condutas saudáveis que fortalecem a união da família.
Em cada estrofe há uma sucessão de conselhos úteis, vindo da vivência dos relacionamentos do passado que alcançaram êxito, e logicamente serve como bússola para guiar aqueles que, perdidos entre tantas informações, ainda não encontram o caminho certo.
Logicamente em cada um dos parceiros, haverá sempre uma variante de opiniões que oscila entre aquilo que deve ser e aquilo que pode ser ou mesmo não ser nada, o que vem caracterizar a separação.
Fazer a vontade do marido é o melhor caminho para as jovens esposas, desde que essa vontade esteja revestida de indícios de bom–senso, discernimento e os cuidados que vêm do amor verdadeiro.
Neste caso, entra muito a apreciação inteligente do que seja bom para ambos. Não apenas a satisfação e os gostos inclinados para um lado só, mas ao que convém para manter o casamento. O amor verdadeiro é feito mais de renúncia e desprendimento do que as vantagens pessoais. [CONSELHOS – 29 de julho de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Dois Casamentos, filme de longa metragem de Luiz Rosemberg Filho, classificação 14 anos, ano de 2014, é estrelado por Patrícia Niedermeier, no papel de Carminha, e Ana Abbott, vivenciando Jandira, ambientado no lugar escuro, onde apenas as atrizes, vestidas de noivas, sem véu, são focalizadas.
Todo o transcurso do filme é abordado o tema casamento na vida das pessoas, tendo como condutora do diálogo Carminha que mostra um discurso acerca da condição da mulher perante o marido e a monotonia do casamento, no dizer dela, entre os casais. Jandira a ouve atentamente, sem compreender o pensamento da amiga que está ao lado, na mesma condição de noiva.
Com o desenrolar da cena, em diálogo, Carminha vai tentando convencer Jandira sobre os seus pontos-de-vista que a faz pensar um pouco e com certa desconfiança em contraste com a ideia que ela alimenta do casamento.
Há uma aproximação propositada de conquista amorosa que, a princípio, Jandira acha esquisito, mas como a forma de se aproximar é com leveza e elegância, aos poucos vai se entregando ao que ouve e sente. Com as mãos nos cabelos de Jandira, Carminha diz que está a fim dela.
Sozinha, Carminha solta os cabelos e começa a dançar com o olhar de encantos em cima de Jandira que, achando natural dançar, dança também acompanhando a amiga, ambas dançando separadas em seus rodopios sensuais.
Após a dança, Carminha toca os cabelos de Jandira e fala dos homens que não sabem se aproximar das mulheres, nem pegar mesmo sabem, no entanto, pegam as mulheres sem que as mulheres descubram que há um toque mais encantador de pegada.
A conquista vai prosseguindo sem artimanhas ou malícias, pois deixa a amiga se aperceber que gosta do que ela fala, sem buscar convencê-la, deixando ela se convencer à vontade. Era como uma isca lançada na água, sem a preocupação de pescar.
Ao que pudemos perceber, Carminha usou uma tática utilizada muito por quem pratica taoísmo. Na última parte do filme, Carminha tem condições adequadas de tirar aos poucos a parte superior do vestido e Jandira faz o mesmo. Ambas, sem roupa, se tocam e a escuridão do cenário não permite a visão do que estão fazendo, ouve-se apenas Jandira dizer é assim, deste jeito ou de outro jeito, qual é o que você gosta? O filme acaba nesse clima.
Não nos cabe aqui fazer crítica ao filme, nem aos personagens envolvidos, no entanto é oportuno transcrever o que sentimos dos mundos felizes nas duas crônicas abaixo mencionadas:
O amor percorre o mundo em núpcias dançantes, renascendo as flores que se multiplicam em florestas, aumentando a população de nações e mundos desconhecidos. No céu bilhões  de olhos iluminados fazem a festa das galáxias em fenômenos  indescritíveis.
Sem perceberem o movimento que distribui a beleza dos planos mais sutis, os casais que levam a vida em comum longe do  amor – casamento branco – vão sentir algum dia, em algum  lugar, a vontade de amar.
Sabemos que há beleza inefável que vem das esferas resplandecentes como o sol que se reflete na lua derramando orvalhos de prata e na harmonia sincronizada dos anéis de  Saturno com dezoito luas conhecidas a iluminar aquele planeta  em noites alaranjadas, azuladas, cores de poente e das  madrugadas que anunciam uma luz maior. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A canção espalha a realidade que se espraie nos espaços sacralizados do planeta, levando os sorrisos delas que são mais notórios e acolhedores, “os sorrisos do mundo esparramando as sementes que brilham na imensidão” –Mulheres, música de Zé Ramalho. Tudo isto porque foram bem amadas pelo amor que deram, desde o segredo até a revelação das horas do amor. [MULHERES – 15 de setembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A crônica SEM VÉU está em sintonia com os quatro pilares que mantemos em nossa vida: simplicidade, humildade, transparência e alegria. A fim de ressaltar o que é taoísmo, vale transcrever textos de O CHI DO TAO – 8 de janeiro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor:
Atraímos sempre o que pensamos, nas máscaras em que usamos para disfarçar situações ou agradar pessoas que não estarão conosco nas horas da solidão. Este é o reflexo do dualismo humano que se encaminha para o abismo, na postura daquilo que é considerado certo em que fica mascarado o que não nos convém em termos de alma que busca outro referencial onde a felicidade é indestrutível.
Beber vinho, beber champanhe, assistir a cenas de violência na televisão, comentar assuntos de corrupção, criticar posturas ou condutas que são diferentes do nosso modo de viver, namorar com pessoas que nem as conhecemos, aceitar convites em que não podemos comparecer, eis algumas observações que devemos ter cuidado em participar.
Vivamos o nosso ser profundo, o que acham de errado naquilo que não compreendem em nós, é apenas as pessoas determinando o caminho que seguirão e nós seguiremos o nosso. Não criticar nada, nem mesmo curtir comentários ou dizeres em que suscitam a crítica nas redes sociais da internet.
Para conquistar um amor não é preciso nem falar, basta ter a vibração saindo de nosso coração que sai, no espaço que alcança quem está dormindo em outro lugar onde moramos. É assim que os animais têm o amor de seus donos e seus admiradores, os seres multidimensionais recebem essa corrente que se espalha pelo espaço e estão sempre perto, embora estejam longe.
Quem ama não sente solidão, a solidão é uma ilusão de quem pensa que está só. Ninguém está só. Estamos interligados com os amores que nos acolhem, tanto desta esfera física como nas esferas resplandecentes onde o amor se faz sentir mais presente.
Se os amores terrenos não nos amarem, eles terão outros tipos de amores que escolheram e nós teremos sempre aqueles que decidimos ter, estes sim fazem parte de nossas decisões. [SEM VÉU – 25 de outubro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Na mecânica quântica existe o colapso da função de onda: você pensa e cria. O pensamento oriental delineia esse colapso: “A vida é um eco, se não gostas do que estás a receber, observa o que estás a emitir.” [BUDA] – Citação constante da crônica MUDANÇA DE PARADIGMA – 14 de março de 2014.
Segundo Francesco Bianchi-Demicheli e seus colegas da Universidade de Genebra, a falta de desejo sexual na mulher pode ser indicativo de disfunção de certos circuitos neurais, informação publicada pelo jornalista Damien Mascret – Le Figaro – Paris, 13 de fevereiro de 2012. Esta análise foi testada pela ressonância magnética funcional (ação das imagens no cérebro). [SEXO & NEURÔNIOS – 19 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Quanta bagagem de detritos mentais foi acumulada ao longo da vida em hábitos que continham a antimatéria (medo, desamor, saudades aflitivas de amores que partiram, sentimentos de culpa que engendram comportamentos depressivos e outros lixos mentais), tudo isso fervilhando em pensamentos, por ser energia, causando circuitos que destroem neurônios! Em consequência, o sistema imunológico é afetado e a doença se instala de vez [DEMÊNCIA PRECOCE – 07 de setembro de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Surgem a cada dia no mundo novas formas de relação entre os casais: casamento aberto quando há conivência entre o casal em manter uma relação extra, uma de cada vez, fora do recinto comum em que ambos vivem, poliamor quando essa conivência é mais ampliada no número de parceiros, e o “free pass” (passe livre) para ter amantes, quantos forem possível, ideia surgida na Inglaterra.
A relação do casal está atolada em decepções e burocracia, ela aparenta cansaço de viver junto com ele que tem dependência dela nas decisões familiares. Nick brinca com a Meg com insinuações que levam à intimidade, mas ela reage quando o clima está mais quente. Há uma rejeição nos avanços sexuais do marido. [UM FIM DE SEMANA EM PARIS – 20 de janeiro de 2016].
Aí está a necessidade do auxílio dos amigos, familiares, namorados de épocas distintas que estão impossibilitados de curtir um romance por falta de estímulo, aquela potência do ser chamada por Spinoza ou a libido de Freud, conhecida com maior amplidão entre os sexólogos. [PÉGASO (XXXIV) – 15/10/2015] – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Com relação ao amor, somos a favor da manutenção do sentimento que se passa no coração de cada um que está amando, como aconteceu com Nikiya, a bailarina do templo hindu que se manteve fiel a Solor, o guerreiro, mesmo diante da presença do Rajá que arrumou o casamento de Solor com Gamzatti, a filha dele. Investida sexual ela teve, mas a recusou, tudo isto faz parte do balé Bayadère, música de Ludwig Minkus, coreografia de Marius Petipa, encenado em três atos.
Mordida pela serpente, Nikiya retoma a dança em gestos lânguidos, quase a desfalecer. Um minuto depois, ela cai, o sacerdote brâmane ordena com um gesto a todos os convivas  virar de costas, e se aproxima da dançarina, oferecendo-lhe o antídoto contra o veneno em troca de favores de pertencimento. [NIKIYA VARIATION – 27 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Ter muitas mulheres é sinal de prestígio na Índia e na China, brâmane é a casta mais elevada da sociedade hindu. Ela se recusa a tomar o antídoto, levanta-se e, ao recomeçar a dança, cai desfalecida e morre. Quando ela cai no chão, Solor deixa o lugar de honra onde se encontrava, ao lado do Rajá e da filha, e vai ficar junto à desfalecida, com um abraço a mantem junto ao peito. A cena do 2º ato é fechada. [NIKIYA VARIATION].
Assistimos ao surgimento de um novo relacionamento de casais – casamento branco – destituído de união estável, onde se caracteriza a falta de realização de um acervo comum, mútua assistência, e afectio maritalis. Para muitos, sexo e amizade, ou amizade colorida. [CASAMENTO BRANCO – 10 de dezembro de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O amor fomenta energias que atingem o campo dos neurotransmissores na parte cerebral e repercute nos níveis emocional e corporal, dando equilíbrio a todas as funções orgânicas, inclusive a genital. A mulher tem o direito de viver a sexualidade [ALÉM DA LOUCURA – 3 de novembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina. [ASYLUM – 19 de maio de 2014 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em frequência de onda revestida de incerteza e de desencantos há uma predisposição orgânica para uma disfunção que atinge a célula, depois o órgão, instalando a doença. A saudade pode ser benéfica ou maléfica (dualismo humano) dependendo como a encaramos. No primeiro caso, há um doce enlevo encantando-nos a alma, o coração, o nosso ser profundo que emerge para resplandecer a luz. [EN ARANJUEZ CON TU AMOR – 7 de outubro de 2014].
Os circuitos do desejo sexual no cérebro estão sendo localizados e decifrados pela comunidade científica. A recomendação dos sexólogos aos pacientes é tentar recordar lembranças amáveis que tiveram no tempo em que estavam mais ligados na relação íntima, fazendo despertar em cada um deles a confiança e a tranquilidade do momento em que ambos estão vivendo. [SEXO & NEURÔNIOS – 19 de maio de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
No sonho abordado aqui, VISITA NO ASTRAL, olhei para ambos e disse a ela: os amores são eternos. Ela concordou e repetiu: sim, os amores são eternos. Não cabe a mim dizer quem são os amores eternos, basta que cada um sinta o que lhe convém a nível de amor eterno. Os poetas e sonhadores que são todos os artistas da música e da sétima arte vivenciam essa experiência.