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sábado, 25 de fevereiro de 2017

CATEDRAIS DE CRISTAL

Inúmeras vezes, sobrevoei o recanto sagrado onde há catedrais de cristal suspensas e sustentadas no plano etérico ou plano subjetivo, se a apreciação do que escrevo vier com retoques de materialidade que, mais cedo ou mais tarde, se ajuntará à descoberta da física quântica de que há outras dimensões no universo.
No templo sagrado, iluminado por luzes cristalinas, vi pessoas reunidas em contemplação e ascese que me fazia lembrar o samadhi dos hindus na integração com o todo universal, desapegando-se da personalidade transitória de que se revestiam, vivenciando o uno.
Não havia excentricidade alguma, pelo contrário, tudo simples e normal da normalidade que é a natureza humana. Até me dava a ideia de pessoas como se fossem crianças na originalidade pura.
Não havia nenhum condutor de cerimônias porque não havia cerimônia nem aprendizado de nenhum livro ou doutrina. A impressão marcante é que todos eram mestres de si mesmo, embora o mestrado do conhecimento humano venha a abrigar conotações profundas e infinitas.
Eram pessoas, recém-saídas da densa dimensão de consciência planetária em que a Terra ainda vive, vivenciando nova etapa de vida onde o amor tem o reino de encantadora beleza.
Na saída, uma jovem mulher olhou-me com um sorriso lindo que nos aproximava. Nesse mundo não há separatividade, tudo se converge ao ponto comum em que colocamos o coração. Na aproximação, toquei-lhe as nádegas, ela sabia que eu vinha da Terra com seus costumes e hábitos que buscam o amor. Mesmo no carnaval, essa busca existe. Ela continuou a sorrir e compreendeu a situação em que eu estava.
A ligação que tivemos, no tempo em que não se mede em horas, era algo envolto em plenitude. Um dia, quando a Terra for sacralizada com a mudança de paradigma de consciência, todos os casais se sentiram assim, enquanto isso somente os amores verdadeiros usufruirão dessa benesse.
No campo terreno, se alguém sentisse o sorriso dado em particular por alguma miss ou estrela de cinema, iria sonhar pelo resto da vida em lembranças amáveis. Catedrais iluminadas por cristais somente existem no campo astral e mulher de beleza quintessenciada pelo amor a me dar um sorriso que nos une é algo que não tem preço. É oportuno lembrar que a moeda foi criada, segundo Max, por causa da escassez.
Vale transcrever alguns parágrafos da crônica LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA, de nossa lavra, que aborda o samba-enredo da Portela:
Dentro da evolução anímica que se interliga com a evolução humana, oriunda dos reinos minerais, vegetais e animais, há um progresso incessante e nunca um retrocesso, podendo haver feições aparentes de semblantes plasmados por vontade própria do ser espiritual a nível de uma consciência planetária quintessenciada.
Isto aconteceu na remota Palestina quando um ser multidimensional, nascendo de uma virgem que lhe deu vida material dentro de um corpo que poderia abrigar até a sétima dimensão unificada planetária, o limite máximo que a Terra permite. Naquela época não se conhecia o magnetismo nem o ectoplasma que a ciência comprova, mesmo assim foi narrado nas tradições religiosas que saía dele as virtudes que curam.
Na infância moramos na Amazônia e na fase adulta começamos a viajar pelo mundo, em sonhos que revelavam informações que se encaixam na compreensão dos enigmas que se defrontam ainda o planeta Terra, a caminho do fenômeno da transparência dos habitantes que se incorporarão na luz, irão ser o que realmente são na verdade, dentro de seu ser profundo: a luz que se conecta com a luz em transparente irradiação.
Gaia, a psicosfera da Terra, os pensamentos dos habitantes do planeta estão sendo sacralizados em proporções gigantescas, evidenciado a chegada dos tempos novos em que a separação do joio e do trigo é a realidade que defrontamos.
A luz crística que se projeta, em direção da Terra, oriunda das Plêiades, precisamente de Alcione, o grande Sol de nossa galáxia, é observada por seres multidimensionais de várias procedências estelares e planetárias, onde a vida tem um resplendor de magnífica beleza.
Dentro do sonho de um sono REM, tivemos notícias de um arcturiano que se apresentou, há pouco tempo, no seio da Amazônia, em forma de pássaro-homem, corpo atlético de vigoroso semblante, com a cabeça de um pássaro. São imagens ideoplásticas criadas pela luz, assim como existem seres quintessenciados, em forma humanoide com cabeça de leão, por ser a beleza do mundo de origem de onde vieram, em trânsito pela Terra. [LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA – 22 de dezembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
Um dia, no decorrer dos evos, a Terra terá catedrais de cristal formadas não pela natureza exuberante em minérios, mas pelo pensamento humano que cria a beleza em formas infinitas. Isto fazendo-lhes lembrar quando se reuniam para formar egrégoras afins.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

DISPARADA

Vencedora do Festival da Música Popular Brasileira, nos idos de 1966, Disparada foi apresentada pelo cantor Jair Rodrigues. Tempos depois, em 18 de fevereiro de 2017, ocorreu a apresentação desta música com a cantora Camilla Faustino no quadro Quem Sabe Canta do Programa Raul Gil no canal SBT de propriedade do apresentador e empresário Sílvio Santos.
Agora é hora dos leitores preparar, mais uma vez, seus corações para que o que a música Disparada está a dizer na roupagem dos dias atuais que é a mesma dos idos de 1966, numa versão em que pensamento ganha novas formas em variações do mesmo tema: morte, destino, boiada e boiadeiro.
É o sertão que chega à cidade mostrando os valores que a vida tem a nos oferecer numa mensagem, destinada à população inteira, como sair da matrix que o cinema globalizou por todo o planeta. Se a mensagem não vem a agradar a maioria é porque essa maioria reluta em sair da zona de conforto, permanecendo boi da boiada.
Mas a música Disparada mostrou o caminho da saída, começando por falar em morte que destina tudo, pois é o fim do colapso da função de onda, recurso valiosíssimo para quem quer consertar o que foi feito de modo canhestro, fazendo tudo direito.
Ver a morte sem chorar é a mudança de hábitos e costumes que vêm ocorrendo desde os tempos longevos que se perderam na noite dos tempos. A letra da música diz “na boiada já fui boi, mas um dia me montei”, ou seja, o boi deixou de ser boi para virar boiadeiro.
Com laço firme e braço forte, o boiadeiro segurou muita boiada e muita gente seguindo o caminho como um rei, em cantares de aboio, seguindo a trajetória dos sonhos seus para vencer e ser feliz nas moradas do sertão.
Com as visões se clareando, foi vendo as novas paisagens que surgiram no horizonte, clareando tudo em volta: boi, boiada e o caminho dos boiadeiros. Ele deixou de sentir-se rei porque a vida lhe apresentou, em sonhos, um reino sem rei, onde a morte destina tudo. Sem ter mais o lugar-tenente a obedecer, agora valente no reino que vislumbrava ser o mesmo do homem que saiu da caverna de Platão, vendo o sol para todos.
Com as visões se clareando, como vemos na música Disparada, tivemos dentro dos sonhos, relatados na série Pégaso, outras visões que denotam a mudança que vem ocorrendo em nosso orbe nesta transição planetária. Vale destacar textos da nossa crônica LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA que comenta o samba-enredo da Portela:
Dentro da evolução anímica que se interliga com a evolução humana, oriunda dos reinos minerais, vegetais e animais, há um progresso incessante e nunca um retrocesso, podendo haver feições aparentes de semblantes plasmados por vontade própria do ser espiritual a nível de uma consciência planetária quintessenciada.
Isto aconteceu na remota Palestina quando um ser multidimensional, nascendo de uma virgem que lhe deu vida material dentro de um corpo que poderia abrigar até a sétima dimensão unificada planetária, o limite máximo que a Terra permite. Naquela época não se conhecia o magnetismo nem o ectoplasma que a ciência comprova, mesmo assim foi narrado nas tradições religiosas que saía dele as virtudes que curam.
Na infância moramos na Amazônia e na fase adulta começamos a viajar pelo mundo, em sonhos que revelavam informações que se encaixam na compreensão dos enigmas que se defrontam ainda o planeta Terra, a caminho do fenômeno da transparência dos habitantes que se incorporarão na luz, irão ser o que realmente são na verdade, dentro de seu ser profundo: a luz que se conecta com a luz em transparente irradiação.
Gaia, a psicofera da Terra, os pensamentos dos habitantes do planeta estão sendo sacralizados em proporções gigantescas, evidenciado a chegada dos tempos novos em que a separação do joio e do trigo é a realidade que defrontamos.
A luz crística que se projeta, em direção da Terra, oriunda das Plêiades, precisamente de Alcíone, o grande Sol de nossa galáxia, é observada por seres multidimensionais de várias procedências estelares e planetárias, onde a vida tem um resplendor de magnífica beleza.
Dentro do sonho de um sono REM, tivemos notícias de um arcturiano que se apresentou, há pouco tempo, no seio da Amazônia, em forma de pássaro-homem, corpo atlético de vigoroso semblante, com a cabeça de um pássaro. São imagens ideoplásticas criadas pela luz, assim como existem seres quintessenciados, em forma humanoide com cabeça de leão, por ser a beleza do mundo de origem de onde vieram, em trânsito pela Terra.
O samba-enredo também fala de uma festa de amores, a mesma que os seres humanos saindo da terceira dimensão de consciência planetária dissociada e ascendendo à quinta dimensão unificada, sinais dos tempos anunciados em Getsêmane, aquele jardim aonde o beijo veio em forma de máscara.
Essa festa amazônica, que as mulheres amazonas faziam, na chegada da primavera, iam até o raiar do dia, no ambiente de alegria, a mesma alegria que preconizamos nos 4 pilares para a ascensão da consciência planetária unificada: simplicidade, humildade, transparência e alegria. Ô skindô lalá, Ô skindô lelê, completa a festa anunciada pela Portela. [LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA – 22 de dezembro de 2013 – blog Fernando Pinheiro, escritor]:
Achamos interessante os gestos da mão esquerda cortando o pescoço e sacudindo as cadeiras que a cantora Camilla Faustino, no frescor da adolescência, fez ao cantar: “porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata”, revelando a sutilidade que a música inspira: somos gente e não gado.
A música Disparada, composta por Geraldo Vandré e Théo de Barros, mereceu ainda a interpretação dos seguintes cantores: Geraldo Vandré, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Daniel, Sérgio Reis, Padre Fábio de Melo, Ricky Vallen, entre outros.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

VIAGEM À AMAZÔNIA

Vertiginosa em recursos hídricos, a Amazônia se expande em espaços abundantes de flora, fauna e peixes. Visitada por brasileiros de outras plagas e por estrangeiros de toda a parte do mundo, a Amazônia é o celeiro do futuro que irá abastecer as regiões consumidas pela exploração humana, mesmo existindo a exploração de suas matas e seus minérios ainda guardados no subsolo.
Olhamos o caudeloso rio se estendendo em maciço volume de águas banhando as margens que se avistam ao longe, quase a perder de vista. Como estávamos no campo astral, dentro do plano físico, pudemos nadar de uma margem a outra em fração de segundo, nesse banho que incorpora energia da água em nosso corpo, assim como essa energia faz movimentar a usina hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins,  estado do Pará.
Somos natureza e nos abastecemos da natureza, sem perder a individualidade de que somos portadores, assim como fez o chinês no filme DERSU UZALA que abordamos em crônica-título:
Caminhando na mata, encontram uma cabana onde estava um chinês que fugiu de sua aldeia porque a esposa o traiu com o irmão e queria esquecê-la, reintegrando-se com a natureza. No acampamento em frente à cabana, o capitão faz uma fogueira e disse a Dersu Uzala, um caçador mongol, convidar o chinês a se aquecer no fogo. Ele respondeu não, isto iria tirar a paz do chinês que estava concentrado em seus pensamentos. [DERSU UZALA – 6 de fevereiro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Com a alegria que irradiamos de nosso ser profundo ao ver a outra margem do rio que atravessamos, sentimos necessidade de transmitir aos amigos essa façanha inédita. Olhamos para a outra margem e vimos um sacerdote, vestido a caráter, protegendo uma criança para que ela não pudesse cair na margem do rio, apenas escoltando-a do perigo, nesse caminhar.
Caminhando por uma quase apagada trilha, avistamos um índio sentado à beira da fogueira, aquecendo-se e absorvendo o calor do fogo para dentro de si mesmo como se fosse um banho aquecido, assim como se toma banho em saúna, numa comparação quase apagável, comparando-se uma a outra. Ele estava em seu habitat, confortavelmente instalado, embora não houvesse a acomodação dos aposentos luxuosos de hotéis e residências.
Um jirau se erguia em frente do terreno onde estava erguida uma oca indígena. Um peixe assado na brasa estava quentinho e pude apanhá-lo e saborear. O peixe era destinado a quem passasse por lá, um presente do índio a quem estava passando fome nessas horas.
Onde há fartura e abundância não há troca de valores, aliás a moeda foi criada, segundo Karl Marx, por causa da escassez, e o presente oferecido não exigia recompensa, era doação. A satisfação em doar era o que estava nos pensamentos do índio. A natureza do índio era semelhante a do caçador mongol narrado na crônica Derzu Uzala.
Observa ainda o sociólogo Ovídio da Cunha que no Egito antigo, assim como os astecas, os incas não tiveram moeda, possuíam o sistema de peso, entre eles não havia escassez. A fome no Egito foi apenas um episódio bíblico. Ele também comentou que a moeda, no dizer de Marx, crítico do capitalismo, nasceu da escassez dos víveres. [A MORTE DO DINHEIRO – 18 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Nos idos de 1907, o capitão Arseniev e sua época fizeram outra viagem para a área de Ussurii, onde reencontram Derzu Uzala. O capitão lhe perguntou como tinha sido a sua vida, caçou muitos dentes de sabre, ganhou muito dinheiro? Ele respondeu, sim, cacei muito e ganhei muito dinheiro. Mas não fiquei com nada, o comerciante, que comprou a caça, guardou o dinheiro da caça e sumiu. O caçador não deu importância a isso porque não compreendeu isso. [DERSU UZALA – 6 de fevereiro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em terras amazônicas, sentimos a vontade de caminhar por outros lugarejos onde a fauna, flora e os peixes são abundantes e a presença do índio tem uma mensagem acalentadora aos corações fatigados pela lida humana, nestes rumores que a televisão divulga os desencontros de seres humanos a caminho do nada que lhes dê satisfação de viver, longe da natureza.  
Ao acordar do sonho, a imagem do peixe estendido à nossa frente, veio-nos a ideia de termos outra opção em cardápio, por ser rica em proteínas e sentimo-nos fortalecidos pelo banho amazônico e o peixe que apenas provamos ser delicioso. A gratidão ao índio e o exemplo do caçador mongol, revelado pelo filme Dersu Uzala, permanecem como lembranças amáveis.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O JOIO E O TRIGO

Na transição planetária, vemos uma parte menor da humanidade seguir o destino do trigo simbolizado pelo pão que alimenta a vida e a parte majoritária o caminho destinado ao joio. Em ambas as partes, é sempre a frequência de onda que determina por onde andar, ou seja, cada qual vai para onde resolveu se posicionar em pensamento e no agir.
À noite, tivemos um sonho em que buscamos fazer catarse dos momentos em que assistimos ao filme, passando por um salão onde se encontravam pessoas vestidas a passeio (terno e vestido longo), nós que estávamos apenas de um calção de praia, caminhando num corredor que acabara de ser limpo, ainda com os produtos de limpeza à flor da superfície. [TERAPIA DE RISCO – 3 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Isto nos leva a pensar no miasma que as pessoas recebem ao ficar sobrecarregadas pelas cenas produzidas para cinema e televisão nos filmes de violência e terror, do mesmo modo que é necessário uma limpeza astral para eliminar as substâncias tóxicas que contêm na medicação de tarja preta. [TERAPIA DE RISCO – 3 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Concluindo a nossa apreciação, todos têm o direito de ser feliz, não importa as circunstâncias adversas que tendem a se modificar à medida em que conseguimos mudar de frequência de onda. [TERAPIA DE RISCO – 3 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No entanto, o padrão para ser feliz estabelecido pelos próceres da sociedade de massa, que buscam sempre a hegemonia de poder sobre a sociedade excluída e a própria sociedade de que é porta-voz, é muito diferente da apreciação dos sonhos que sentimos vir das fontes límpidas que existem em nosso ser profundo que todos somos, sem exceção.
Quando proferia palestras nos Estados Unidos, Jiddu Krishnamurti trazia sempre tristeza no olhar, é que ele carregava as dores do mundo, e legou-nos um pensamento que chamou a atenção dos pesquisadores da conduta humana; “Ser ajustado a uma sociedade profundamente doente não é sinal de saúde”.
O admirável psicólogo e antropólogo brasileiro, Roberto Crema, define a pessoa normótica aquela que “se adapta a um sistema doentio, agindo com a maioria.” O conceito de normose, conforme Pierre Weil, “é um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir, que são aprovados por consenso ou por maioria em uma determinada sociedade e que provocam sofrimentos, doenças e mortes.” [JB – 06/08/2014]
Pela presença maciça da informação que a mídia divulga, torna-se corriqueiro os problemas antiéticos caindo, nesse roldão, o suborno, a falsa intimidade, o falar mal das pessoas, criticando-as, entre outros componentes do joio.
Nesse campo infestado da permissividade coletiva, surge o joio que se separa do trigo, alastrando-se no plano material e repercutindo no astral inferior que passa a existir tanto na esfera física como depois da morte dos que se comprazem em viver no sistema doentio, agindo com a maioria, quando já não há mais a oportunidade de fazer o colapso da função de onda, recurso único que lhe modificaria os rumos do destino. Na morte, vive-se apenas de resultados, assertiva da física teórica.
É tempo de reverter tudo isto, simplesmente vivenciado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão. Outras fórmulas podem conseguir essa reversão, mas levará muito tempo em que para muitos custa uma eternidade. O joio separado também, um dia, no decorrer dos milênios, será transformado em trigo, mas não será mais neste planeta que está sendo sacralizado. [A MORTE DO DINHEIRO – 18 de agosto de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
No plano emocional, vivenciando o dualismo humano, todas as estruturas de comportamento tendem a se desestruturar, esta é a terceira dimensão dissociada do planeta que está indo embora, com a chegada das vibrações de pensamentos que se alinham com a perspectiva da Era de Aquarius. [PÉGASO VI – 27 de agosto de 2013 – Blog Fernando Pinheiro, escritor].
O paradigma dos hábitos e costumes, em sociedade ou em grupos, está ganhando uma oitava a mais na harmonia que sempre buscam os povos, as nações, embora os caminhos sejam diversos. A consciência planetária está saindo da fragmentação para vislumbrar a percepção desses interesses  que se divergem mas se aglutinam quando o mesmo sentido de caminhar à frente é levado a conhecimento de todos.
O principal obstáculo nesta mudança é o medo, não é a divergência de opiniões nos diversos sistemas de governo ou de classes. No entanto, a sedimentação de crenças,  que podem ter um apelo religioso ou não, provoca-lhes o medo de perder as vantagens colocadas para lhes agradar, com o propósito escondido  de escravidão, considerando que o lado de quem dá as cartas é sempre vantajoso para quem faz o aprisionamento e se escraviza também a esse sistema. [O CAPITAL – 12 de dezembro de 2015 – blog Fernando Pinheiro, escritor]
É tempo de semear a boa semente joeirando entre urzes e as flores do caminho, alicerçado em 5 pilares: simplicidade, humildade, transparência, alegria e gratidão.
Caminhemos com leveza.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ESTAR EM CARTAZ

Estar em cartaz significa o que está no ar, no anúncio que divulga a programação do espetáculo, no momento em que algo está acontecendo em todas as atividades humanas públicas ou individuais.
Isto significa a oportunidade sendo realizada, não importando se há outras perspectivas de realização, até comprovadas em outras realizações que passaram, tanto no setor público quanto privado ou em particular.
Estar em cartaz é, antes de tudo, ter cartaz, senão o evento não acontece. Isto se sucede nos estádios de futebol, mesmo sendo você o árbitro do jogo, se tiver uma indisposição orgânica ou emocional que automaticamente sai de cartaz.
Na esfera pessoal a mesma coisa, mesmo sendo você o sonho da mulher amada que sente que você necessita fazer catarse para eliminar detritos mentais que lhe tiraram desse sonho, não importando o passado vitorioso no âmbito sexual, como também no setor profissional, mesmo sendo você o mais importante executivo que passou pela empresa; na esfera política a mesma coisa.
Permanecer na fixação de que é o melhor do momento em qualquer atividade pública ou privada é permanecer na privada onde os detritos orgânicos são eliminados. Nessas circunstâncias, o tempo não espera e você será substituído, não importando o grau de avaliação que você tem de si mesmo ou que os outros têm de você.
Nesse caso, entra o mais importante requisito para ascender a uma oitava no grau nesta densa consciência planetária: a humildade, acrescida de simplicidade, transparência e alegria que formam os 4 pilares que vimos falando nesta transição planetária em que a Terra passa.
Tudo que não transcende fica na Terra, não importando os valores que se atribuíram a pessoas, entidades ou coisas. O reino do ego é eliminado quando a essência profunda, implantada no ser que todos nós somos, sem exceção, eclodir. Esse reino foi descoberto pelo rei Salomão quando disse “tudo é vaidade”, ao mesmo tempo, em compensação, implantou, no mundo ocidental, o culto do Deus único.
Na esfera do sonho, onde narramos a série intitulada Pégaso, tivemos a constatação de que o cartaz muda, mesmo dentro dos sonhos de outras pessoas que são impulsionadas pelo seu destino.
Andando pela calçada de uma rua, no plano astral, senti necessidade de ir ao banheiro para urinar. De repente, ela acercou-se a mim, disposta a me acompanhar na caminhada. Logo, no encontro, lhe disse: espere, um pouco, preciso ir ao banheiro. Ela foi-se embora, sem nada dizer. É que o anúncio, apregoado na crônica a PÉGASO (XLVII) – 21 de abril de 2016, saiu de cartaz. Sem apego ao passado, vale recrudescer o momento idílico em que vivemos:
Ela surgiu diante de mim carregando em suas mãos uma colcha de cama de casal, nova, bem limpa, de cor alegre e vistosa, pensei logo no cuidado que tem a empregada dela em arrumar a casa. Ela em casa era madame porque tinha atividade intelectual que lhe ocupara todo o tempo disponível, isto quando morava na cidade do Rio de Janeiro.
Veio a mim porque estava disposta ao encontro, a continuação daqueles que foram interrompidos por causa de sua viagem aos Estados Unidos onde ocupa uma cátedra de uma universidade. A vida acadêmica que ela vive é muito extensa e bastante concorrida em ministrar aulas, fazer conferências, escrever livros e viajar pelo mundo afora.
Uma vez ela me disse que estava aprendendo búlgaro, depois de saber falar e escrever em 17 idiomas. Eu gosto de aprender, ela concluiu diante do meu silêncio. A Bulgária é o país onde reside a minha amiga Nona Orlinova, de encantadora beleza.
No reencontro, o primeiro dos sonhos que nos une, a colcha de cama era apenas um símbolo que significava um novo aspecto de que a cama pode ser usada por nós dois. Uma vez apresentada, a colcha já não estava mais com ela. Era somente ela, em vestido comprido, que andava junto a mim a caminho de uma casa.
Quando chegamos lá, tudo vazio em termos de mobília. Entramos pela sala vazia a significar que teríamos que organizar tudo dentro da casa, não digo comprar, porque no campo astral não se compra nada, apenas se pensa e tem o que se deseja. Isto está dentro das possibilidades quânticas que, conforme agora exploradas por comercial de televisão, são de infinitas possibilidades.
Ao subir a escada, sem corrimão que conduz à alcova, estávamos de mãos dadas, como namorados que se enamoram desde à primeira vista, o pé dela, num instante, ficou fora da escada e a segurei pela mão, puxando-a para dentro, como uma espécie de condutor seguro como são os condutores de orquestra sinfônica.
Ao acordar da cena, fiquei pensando que, nesta vida, como disse o poeta hindu Tagore, o incompleto será completo. Lembrei-me daquele convite que lhe fiz, quando de passagem pelo Rio, para nos encontrar outra vez, mesmo sabendo que a ocasião no metrô já era o suficiente do encontro não marcado.
As coisas no campo sentimental não se completaram para ela, e ela veio a mim, nesse endereço astral, para revelar o que se passa no recôndito de seu ser profundo, derrubando o dito popular: “coração é praça que ninguém passeia”. Fiquei agradecido pela vida que sou e represento como também pela vida que me representa em simbiose que nos faz ser um.
O sonho é átomo circulando nos espaços adequados à essa circulação que engendramos quando movimentamos os pensamentos em direção dos objetivos colimados. Pensamento é energia e energia é átomo, corroborando o pensamento de Einstein: “tudo é energia.”
Quem se sente desolado por um amor não correspondido, não fique assim não. O amor, fluindo no campo astral, não se perde e tem o seu reino de mil encantos que nos faz feliz quando o momento oportuno chegar. Os sonhos são reveladores dessa assertiva. [PÉGASO (XLVII) – 21 de abril de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Estar em cartaz é o momento de júbilo em que manifestamos o que somos, em essência, onde iremos adquirir, no plano terreno, o que falta ser completado, nessa fase de aperfeiçoamento das qualidades nobres de que somos portadores. A vida é uma benção.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AO LADO DA CANTORA

Momentos inefáveis somente acontecem na esfera onírica, mas podem ser transmutados ao plano físico se as mesmas fontes não forem infectadas por pensamentos que a degeneram em sua forma original. O amor transcende tudo inclusive as dimensões do universo, assim podemos fazer até orações a Jesus, ser multidimensional que se encontra tão longe nas galáxias e tão perto da Terra ao mesmo tempo.
Uma cama se estendia no espaço onde o astral tem o seu reino, podemos dizer encantado, sem nos apegarmos as estórias que inspiraram temas de cinema, música e balé, como A Bela Adormecida, Quebra-Nozes, O Sonho de Don Quixote, Meditação de Thais, A Filha do Faraó, Giselle e outros personagens que encantam as plateias do mundo inteiro em todas as épocas.
Pela primeira na vida, eu a encontrei deitada ao meu lado. Cada um de nós usava apenas uma peça íntima, eu, a masculina e ela, a feminina. Mas não demos importância a esse detalhe que no plano físico seria o máximo no conceito de quem vê apenas sexo entre as pessoas. É claro que há, mas existe algo mais que transcende ao plano físico.
O meu ombro esquerdo estava colocado ao ombro direito dela numa quietude que nos fazia extasiados com tanta beleza ao nosso redor. Não houve nenhum movimento, se houvesse poderia tirar o encantamento da hora. O recato da cantora estava à flor da pele e fiquei imóvel mergulhado na plenitude.
Ela se levantou e foi em direção de uma plataforma que era um grande palco, suspenso no ar. Acolitada por mensageiros que a protegiam, ela deixou-se vestir num vestido longo de rendas que se estendia em saia rodada e voltou a deitar na cama.
Agora, o corpo dela não estava paralelo ao meu, formava um ângulo de 35°, mas nossas cabeças estavam unidas e pude ver o vestido de saia rodada formar um grande leque no espaço entre mim e ela.
O canto repercutia sonoro e encantador como era a voz dela ao cantar, encantando milhões de pessoas que seguiam na onda flutuante manifestada pelo inconsciente coletivo de que nos falou Carl Jung. Ela ouvia a própria voz no ambiente e usufruía dos momentos de deleite que nos envolvia. Eu lhe disse: eu te amo. Ela respondeu: eu sei.
Canções de amor na voz dela enchiam todo o ambiente, não eram transmitidos por nenhum aparelho de som, era o espaço que se enchia com a voz dela: encantadora. Ela estava silenciosa ao meu lado ouvindo a própria voz numa satisfação que me alegrava.
Estávamos felizes pela hora que nos unia. Sou fã dela, desde há muito tempo, quando rapaz vivendo na minha terra-natal, São Luís do Maranhão, sentia àquela época um sonho de encontrá-la pela vida afora. O sonho veio e me satisfez da maneira que nem imaginei ser possível receber o amor que ela nutre por mim, amor imortal em nossa jornada rumo às estrelas. Que estrela tão linda esteve tão perto de mim e ainda está!

domingo, 29 de janeiro de 2017

VIAJANDO EM NAVIO SUECO

O navio sueco, conduzindo os passageiros suecos, parou na encosta marítima, apenas um passageiro embarcou, era eu, sem malas e sem documentos, acolhido pela tripulação que estava no convés no navio.
Fui direto ao porão, onde um grupo de pessoas sentadas em cadeiras confortáveis, conversavam alegremente, apenas um grupo estava de pé, perto da porta de saída. Fiquei um pouco à frente para observar melhor o comportamento saudável desse povo nórdico.
Havia alegria nesses passageiros como a atestar que havia neles uma frequência de onda onde os desencantos não estão mais presentes, muito comum nas notícias divulgadas pelo pela mídia acerca do que se passa no Levante e em suas cercanias onde refugiados se protegem contra as investidas islâmicas dos egressos que saíram do caminho.
O sorriso das mulheres nórdicas era de uma alegria contagiante como se já tivesse visto elas, desde antes em outras plagas do destino que o tempo guarda em seus recônditos sagrados.
Não é à toa que na Suécia não há mais penitenciária nem presos para recolher, conforme divulgado pela imprensa, onde a lei é cumprida com respeito sem ter esses recursos e medidas que adiam a execução da lei ou a faz inútil diante da expectativa popular. Essas notícias fazem alterar o ânimo das pessoas que esperam o desfecho das situações aflitivas que prejudicaram milhões de pessoas. É claro que a lei alcançou quem morou em palácio de governo e empresários que acumularam imensa fortuna às custas de benefícios de órgãos de governos transitórios.
Não se envolver com polícia, com justiça, com demandas que nos levam a situações embaraçosas que alteram o nosso viver. Uma simples briga com qualquer pessoa já nos levaria ao desconforto emocional, ao contrário do estilo de vida que devemos manter caminhando com leveza.
O navio prosseguiu viagem em alto mar, cruzando águas do Atlântico em direção da Suécia, o destino programado pela viagem. Na condição onírica, o tempo e o espaço não são subordinados a etapas conhecidas no plano físico. Uma viagem pode durar o tempo do sono ou simplesmente uma fração de segundo, se assim for a opção escolhida.
Se na Suécia não há essa gritante separação de gente que se vê, como num todo, na consciência planetária em que é acentuada a competitividade e a separatividade, no navio sueco essa acolhida que tive foi notada por mim como se fosse um conterrâneo deles ou irmão de jornada terrena.
Com o fechamento de presídios, a Suécia, no ranking mundial, ocupa o 112º lugar em população carcerária [The Guardian – 11/11/2013].
Na crônica anterior, publiquei um tema nórdico: O SONHO DE MARIANNE que integra o filme Cenas de um Casamento, do diretor sueco Ingmar Bergman. Vale salientar um trecho:
Numa entrevista concedida a repórter Palm (Anita Wall) destinada à matéria sobre casamento feliz levada ao ar pela televisão sueca, o casal Johan (Erland Josephson) e Marianne (Liv Ullmann), ao completar 10 anos de casados, tem sucesso em suas carreiras: ela, uma advogada e ele, um professor universitário. Depois de alguns anos, a revelação de Johan que estava apaixonado por Paula, mulher mais nova do que a esposa, fez com que o casamento não fosse mais o mesmo.
Na parte final do filme Cenas de um casamento, dirigido por Ingmar Bergman, nos idos de 1973, há um reencontro dos amores que tiveram experiências frustradas fora do relacionamento em que o casal desabafou entre si para eliminar todas as suposições do que ocorreu longe um do outro.
A essa altura, Johan estava desiludido com a amante Paula que se mostrava ciumenta e possessiva, sem ter aquele jogo de cintura que a esposa Marianne sempre demonstrava, cobrindo-lhe com mil atenções e suspiros de apaixonada.
Quando eles foram dormir, um sono terrível de Marianne a fez despertar agitada e com pânico. Ela se abraçou ao marido como criança desprotegida e revelou o pesadelo: caminhando com as filhas, queria segurá-las com as mãos, mas não tinha mãos, apenas o cotoco, resto do que foi amputado, que os seus antebraços formavam. As filhas, Eva (Gunnel Lindblom) Karin (Lena Bergman) seguiam em frente caminhando e se distanciando de Marianne, isto foi horrível para ela. Que arcano é esse que estava arquivado dentro das camadas do tempo? [O SONHO DE MARIANNE 28 de janeiro de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor].

sábado, 28 de janeiro de 2017

O SONHO DE MARIANNE

Numa entrevista concedida a repórter Palm (Anita Wall) destinada à matéria sobre casamento feliz levada ao ar pela televisão sueca, o casal Johan (Erland Josephson) e Marianne (Liv Ullmann), ao completar 10 anos de casados, tem sucesso em suas carreiras: ela, uma advogada e ele, um professor universitário. Depois de alguns anos, a revelação de Johan que estava apaixonado por Paula, mulher mais nova do que a esposa, fez com que o casamento não fosse mais o mesmo.
Na parte final do filme Cenas de um casamento, dirigido por Ingmar Bergman, nos idos de 1973, há um reencontro dos amores que tiveram experiências frustradas fora do relacionamento em que o casal desabafou entre si para eliminar todas as suposições do que ocorreu longe um do outro.
Johan insistia em revelar que estava ligado à outra mulher, a Paula, e não abria mão da aventura amorosa em viagens a Paris. No filme, a outra, como é conhecida a amante, nunca aparecia, apenas no relato do marido.
Com a saída de casa do marido, a esposa tem um caso com o psiquiatra. Esta revelação foi anotada no diário dela revelado ao marido Johan, quando ele retornava de suas viagens. O ciúme estava no ar, mas a dedicação da esposa suplantava tudo e fazia convencer o marido de que nada tinha mudado.
Ao completar 20 anos de casados, os dois estão no cinema sem que houvesse combinado o encontro. Ela o viu e sentiu que ele estava solidário precisando de cuidados de mulher. No encontro caloroso reacendeu a chama inicial que os dois acenderam desde o primeiro encontro.
Quando estão abraçados a sós, resolvem comemorar o aniversário de casamento e ele telefona para o amigo Peter (Jan Malmsjö) pedindo-lhe a casa de veraneio para passar o final de semana. A chave estava debaixo da pedra conhecida. Contente com a anuência, Johan pede a ele não dizer nada a Katarina (Bibi Andersson), esposa de Peter.
A essa altura, Johan estava desiludido com a amante Paula que se mostrava ciumenta e possessiva, sem ter aquele jogo de cintura que a esposa Marianne sempre demonstrava, cobrindo-lhe com mil atenções e suspiros de apaixonada.
Quando eles foram dormir, um sono terrível de Marianne a fez despertar agitada e com pânico. Ela se abraçou ao marido como criança desprotegida e revelou o pesadelo: caminhando com as filhas, queria segurá-las com as mãos, mas não tinha mãos, apenas o cotoco, resto do que foi amputado, que os seus antebraços formavam. As filhas, Eva (Gunnel Lindblom) Karin (Lena Bergman) seguiam em frente caminhando e se distanciando de Marianne, isto foi horrível para ela. Que arcano é esse que estava arquivado dentro das camadas do tempo?
Para retratar o sonho de Marianne, contido no filme CENAS DE UM CASAMENTO, ou, de modo geral, os sonhos que todos sonhamos, é oportuno vir à tona assuntos pertinentes, abordados em crônicas anteriores. Vale salientar:
Preliminarmente, antes de abordar o tema do sonho contido no filme, é oportuno transcrever textos de nossas crônicas recentes pertinentes a sonhos e a acontecimentos que chamam, distintamente, a atenção de milhões de pessoas:
No mundo físico em que a realidade é sentida pelos cinco sentidos, o sonho, nas camadas do inconsciente, traz sempre uma relação do que estamos vivendo. Existe essa oportunidade de sentir a real necessidade em tudo que nos cerca e manter o ânimo firme em toda circunstância que nos chega como aprendizado e revelação. [PÉGASO (LXI) – 12 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
A ligação do passado é mantida viva porque os pensamentos criam essa condição que os fazem ficar ligados uns aos outros, embora não haja vontade atual para ficar juntos pelo desgaste que o tempo consumiu.
É que os engramas do passado são forças coercitivas superiores à mudança de atitudes de quem busca se beneficiar em atitudes que ocasionaram perdas. O interlocutor carrega os pensamentos que lhe deixamos como carga que o faz sucumbir ou se elevar, se houver enlevo amoroso. É que as pessoas necessitam caminhar em direção de novas paisagens tanto íntimas quanto externas que repercutem no mundo onírico.
Alguém não está podendo dormir direito? Então, verifique a situação em que está. Não é necessário conversar pessoalmente com os desafetos. Nos sonhos, a conversa pode surgir, desde que os pensamentos entre ambos estejam interligados. Ninguém gosta de carregar peso em caminhadas em que se verifica a vida não acabar nunca, nesse estágio de transmutação. [PÉGASO (LXIII) – 21 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
O mundo dos sonhos é o mundo de frequência de ondas onde colocamos o pensamento, assim podemos sonhar com pessoas que sentimos afinidade, independente se elas estão vivendo no mundo físico ou não, pois não há obstáculo de comunicação em que a sintonia é realizada.
E mesmo não há barreiras entre as dimensões de consciência planetária, tanto neste orbe de densa consciência, onde a dor ainda existe, como naqueles mundos felizes em que a multidimensionalidade está presente plasmando o paraíso sonhado. [PÉGASO (XXXIX) – 22 de fevereiro de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor]

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

CHAMA INICIAL

A canção “Eu só estive esperando por você”, o original “Je N´Attendais Que Vous”, na voz do cantor francês Garou, diz que o casal manteve dentro de si o sol ardente: “um fogo que desperta, apesar de tudo, apesar da dor de ontem, estamos tornando tudo mais fácil.” Diz também a canção que o casal ao recarregar os olhos, com novas cores, tudo se torna claro, novamente, reacendendo a chama inicial.
Nas camadas do tempo, uma fase desabrochou como desabrocham as flores do campo carregando sutilmente o perfume. Era que a realidade feminina veio a mim para que pudesse desfrutá-la como se saboreia uma fruta madura. Apenas um toque, entre as pernas, a despertou para o envolvimento que nos unia. [PÉGASO (LXII) – 20 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].  
Ela olhou para mim, estática, a reter o que sentia de mais belo de nosso passado no meio de pensamentos turbinados. Algo a fazia ficar parada, sem ideia do que poderia acontecer, é que os engramas repercutiam nela fazendo ficar sem ação. Tomei a iniciativa e lhe disse: vem cá. Ela retrocedendo esses engramas, jogou-os na lixeira, veio a mim, na entrega que estava guardada em recônditos sublimes que o seu pensamento podia imaginar. Liberada de todo peso, aconchegou-se a mim, doando-se por completa. [PÉGASO (LXIV) – 25 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Em concerto recente realizado em Berlim, Alemanha, a Orquestra Filarmônica de Berlim, conduzida pelo maestro argentino Daniel Barenboim, ao piano e na regência ao mesmo tempo, apresentou esse clima amoroso com o tango El dia en que me quieras, de Carlos Gardel.
A música se expressa tão bem com a sonoridade dos instrumentos como também pelas palavras articuladas do cantor, ícone da canção portenha em outra época, de igual modo, o amor se manifesta em palavras como também no silêncio que parece traduzir música.  
A jovem mulher, que está se encaminhando à velhice, chegou-se a mim a dar boas-vindas em silêncio. É que o pensamento diz mensagem imediata mais rápida que a palavra falada que é uma consequência desse fluxo do pensar. Os animais se entendem sem que haja necessidade da palavra articulada, embora a palavra esteja revestida do pensamento. [PÉGASO (LXVII) – 28 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Era a mesma mulher que, na noite passada, entrou no pequeno chalé, onde moro na Mata Atlântica, e deixou no banheiro um biquíni com desenhos verdes, demonstrando que estava interessada em tomar banho de cachoeira, próximo da residência. [PÉGASO (LXV) – 26 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
A parede de vidro surgiu entre nós dois: eu e o amor do passado distante. Acostumada a reaparecer onde estou com reivindicação e cobrança, admirou-se com a barreira entre nós e apresentou a justificativa de que eu gosto muito do sexo, como se o sexo fosse a única justificativa para unir um casal.
Assim como surgiu a parede de vidro, no campo astral, refletindo a circunstância que nos envolve, o mesmo material pode nos oferecer uma taça como símbolo de um brinde de vitória, se assim houver a anuência em expor o amor que sentimos um ao outro. É tão simples, basta anular o ego ou transcender a uma etapa onde somente o amor existe. [PÉGASO (LXIX) – 22 de fevereiro de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
Em visita a amores do passado espiritual, no campo etérico em que se manifesta a imortalidade, pois a consciência nunca se extingue, mesmo que haja períodos longos ou curtos de inconsciência, deparamo-nos com cenas que não foram transmudadas.
Amores que demos nossas melhores energias estão sendo levados a mundos afins, neste mesmo diapasão de paixões resvaladas a níveis em que o abismo já está presente entre eles. No entanto, nunca iremos desistir de amar. Algo fica plantado no ar, assim como as chuvas, um dia, as águas retornam. [CHOVENDO – 21 de janeiro de 2017 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Não queremos perder essa oportunidade de continuar um amor que nasceu um dia, no vigor da juventude mais acentuada, fisicamente, e rejuvenescida com as horas que revelam a chama inicial, num novo despertar mais caloroso sobre a realidade iluminada que nos une. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

PÉGASO (LXIX)

A parede de vidro surgiu entre nós dois: eu e o meu amor do passado distante. Acostumada a reaparecer onde estou com reivindicação e cobrança, admirou-se com a barreira entre nós e apresentou a justificativa de que eu gosto muito do sexo, como se o sexo fosse a única justificativa para unir um casal.
A mercadoria exposta na prateleira não encontrou quem a levasse, isto acontece também com as pessoas que ficam sozinhas depois de usufruir vantagens que o tempo consome. Não cabe analisar o mérito da questão porque as circunstâncias são outras no tempo em que as oportunidades são perdidas.
Somente o amor pode transladar etapas que se sucedem em variações diversas, sem se consumir ou se desgastar, ao contrário ganhando novas forças nas provas ultrapassadas, se formos olhar o percurso percorrido com sacrifício e perda de outras oportunidades de refazimento no caminhar em companhia de outros amores que poderiam, igualmente, dar sentido em nossa vida.
Não somos vidraceiros para criar parede de vidro, isto aconteceu entre nós pelas mãos invisíveis do destino que fazem unir as almas em direção do paraíso, destino de todos nós, mais cedo ou mais tarde, numa precisão de tempo que ninguém, no plano físico, pode prever. O corpo pode ser avaliado pela idade e a alma se perde na contagem dos tempos, segredo que os sábios sentem que é assim, como nós estamos nos acostumando com o tempo que passa sem a presença da pessoa amada.
Saudade, isto é o apego ao percurso do caminho, desprendimento chave que deslinda os enigmas do caminhar, esperança alimentada apenas da fé que o tempo apresenta como oportunidade a ser usufruída. Há deleites entre os amores que se doam como há harmonia no canto dos pássaros e na música clássica que nos dá enlevos sublimes.
Anteriormente, tivemos outros sonhos, ligados a este sonho, conforme descrevemos, a seguir:
Este enredo de sonho compõe-se de três partes distintas: a primeira é ambientada na praia onde um grupo de mulheres estão tomando banho de sol. De repente, eis-me em pé, observando o mar que empurrava ondas que morriam e ressuscitavam ao influxo da maré numa cantilena imortal que desafiam a inspiração dos poetas.
A jovem mulher, que está se encaminhando à velhice, chegou-se a mim a dar boas-vindas em silêncio. É que o pensamento diz mensagem imediata mais rápida que a palavra falada que é uma consequência desse fluxo do pensar. Os animais se entendem sem que haja necessidade da palavra articulada, embora a palavra esteja revestida do pensamento.  [PÉGASO (LXVII) – 28 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor].
Era a mesma mulher que, na noite passada, entrou no pequeno chalé, onde moro na Mata Atlântica, e deixou no banheiro um biquíni com desenhos verdes, demonstrando que estava interessada em tomar banho de cachoeira, próximo da residência. [PÉGASO (LXV) – 26 de dezembro de 2016 – blog Fernando Pinheiro, escritor]. 
O ambiente em que estava era o ambiente em que vivo no momento atual cercado de muito verde e pássaros ao redor, só que em dimensão planetária diferente da conhecida e vivenciada por milhões de pessoas.
Nas camadas do tempo, uma fase desabrochou como desabrocham as flores do campo carregando sutilmente o perfume. Era que a realidade feminina veio a mim para que pudesse desfrutá-la como se saboreia uma fruta madura. Apenas um toque, entre as pernas, a despertou para o envolvimento que nos unia.
Nesse enlevo aconchegante, preferi comemorar o sucesso da hora que viria, sem ansiedade, sem buscas, por milhões de segundos que o meu coração acalentava. Saí do ambiente acolhedor, usando apenas um calção e comecei a correr pelos caminhos da mata em direção à cidade.
Era que o meu contato com a natureza tinha uma percepção mais acentuada do que a agitação de pessoas nas ruas, em busca de comprar presentes neste final de ano. A minha corrida era em passos firmes e velozes.
Corri, corri e, quando me dei conta, estava na cidade circulando nas avenidas, viadutos, pontes e veredas que se interligam a lugares afastados do que normalmente costumo transitar.
Pressenti a necessidade de retornar ao ambiente campestre em que saí e busquei um retorno que me indicasse a direção. Avistei uma pequena alameda que era o local próprio do retorno. Preferi ir mais a frente, pensando logo retornar ali e cheguei ao fim da rua, onde pude ver na colina onde estava a parte da cidade que abrigava igrejas e monumentos, área de estudo e observação.
Reconheci o lugar onde antes já tinha estado em excursões anteriores. Lembra-me de outras épocas, de outras circunstâncias em que o tempo guarda em suas memórias. Já não mais precisava rever ambientes que passei, embora sabendo que de lá há amáveis lembranças que não mais precisam ser relembradas porque a vida continua em descobertas sempre alvissareiras.
Retornei ao ponto do retorno e comecei o caminho de volta, correndo em velocidade máxima de automóvel. No campo físico, não tenho essa condição física em correr tão rápido, mas no plano etéreo posso correr, voar e estar em lugares longínquos em fração de segundos ou num piscar de olhos.
Há situações especiais em que preferimos deixar a pessoa amada curtir a impressão comovedora que lhe deixamos para que possa avaliar a profundidade do que sentimos por ela. Nesse caso, ficando a sós, é uma meditação contemplativa em que somente quem sente pode avaliar a grandeza que a cerca.
Nesse campo fértil está preparado a receber um plantio que irá gerar ótima colheita, embora não pensamos em colheita quando estamos no momento de semear. Apenas, para explicar que inevitavelmente acontecerá o que pensamos ser realidade a acontecer.
Se mundo físico tivesse a percepção da realidade que o envolve, tudo seria mais fácil de ser conseguido em todas as áreas, em todos os momentos em que sentimos a vida ser mais amena e acolhedora em nossos sonhos que nascem em nosso ser profundo.
Caminhemos com leveza, embora haja a rapidez dos automóveis em velocidade extrema, como aconteceu comigo em sonhos em que nos sentimos confortáveis em percorrer por caminhos que nos levam à realidade sonhada. {PÉGASO (LXII) – 20 de dezembro de 2016, blog Fernando Pinheiro, escritor].
No segmento do sonho, vi muita roupa suja amontoada que estava sendo levada ao aeroporto para ser lavada dentro do avião em pleno voo. Avistei uma camisa minha de malha que estava usando, no dia anterior, e a retirei da trouxa de roupa.
Assim como surgiu a parede de vidro, no campo astral, refletindo a circunstância que nos envolve, o mesmo material pode nos oferecer uma taça como símbolo de um brinde de vitória, se assim houver a anuência em expor o amor que sentimos um ao outro. É tão simples, basta anular o ego ou transcender a uma etapa onde somente o amor existe.