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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PÉGASO (XIII)



Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
O fluxo da corrente oceânica impulsionava as águas como se fosse uma correnteza de rio, fluindo em direção ao extenso litoral, quando percebi, estava em mergulho no oceano seguindo ao sabor das ondas. Era um oceano astral, não aquele mencionado no parágrafo inicial da crônica A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA – 21 de novembro de 2012, transcrito abaixo:
No momento em que o sistema solar, que envolve a Terra, está mergulhado no grande oceano astral, a denominada camada de fótons de Alcíone, uma das 7 Plêiades da constelação de Touro, no périplo que se completa nos idos de 2012, segundo a previsão dos cientistas, com a permanência de 2.000 anos, nesse anel ou cinturão de Alcíone, ou ainda a onda galáctica, evidenciando a transição planetária, é necessário refletirmos sobre a realidade em que vivemos.
Ao largo do litoral, notei pessoas que estavam mergulhadas no oceano seguindo ao sabor da onda que tinha uma direção não para a praia mas para o litoral sul. Elas seguiam no percurso semelhante ao trajeto Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, ao balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Ao perceber a longa distância que estava me separando do local onde mergulhei, resolvi voltar. Saí da água e entrei numa estrada asfaltada onde havia árvores na encosta, era noite de lua cheia com o encantamento que senti no ar. Um ônibus de luxo surgiu em minha frente e pude ver o motorista todo compenetrado ao dirigir.
Quatro pessoas, numa distância de 20 metros à minha frente, fizeram um sinal de carona ao motorista, ele diminuiu a marcha e parou em frente delas, eu vi o ônibus parado e me dirigi para aproveitar a carona. O motorista observou que eu estava decidindo entrar, em milésimos de segundo, e arrancou o veículo na trajetória em curso.
Isto foi muito importante na minha observação no plano astral. Não pode haver um mínimo de hesitação, mesmo que seja em milésimo de segundo ou minuto, naquilo que pretendemos fazer. A fé, a confiança na vida, é tudo que é necessário para fazermos qualquer coisa: viajar como passageiro, tripulante ou voar em espaços sem auxílio de aeronave.
Segui a pé em direção a uma vereda que estava numa região de araucárias, bastante conhecida na região Sul do Brasil. Deparei com uma cena que me chamou a atenção: uma gentil donzela estava sendo conduzida por duas mulheres servis que estavam obedecendo à patroa, mãe da moça que tinha aspectos de sofrimento e de revolta.
Ela estava amarrada no pescoço por uma canga, no interior do Brasil, muito utilizada em parelha de bois por fazendeiros para conduzir o carro-de-boi. A canga tem o significado de pertença, dominação e não apenas uma saída de praia.
A patroa, de cabelos em caracóis, chegou perto de mim e disse: eu não gosto de escritor, você é presidente de entidade cultural, não gosto nada disso. Olhou para a moça e me disse: deixa isso comigo. A pequena comitiva de escravidão seguiu pelo mato adentro e continuei o meu caminho.
No plano astral, a relação de parentesco se dissipa se não houver algo que os une, pois os interesses da matéria não conseguem ter uma transcendência maior. Os conflitos gerados na matrix continuam do outro lado da matrix. A morte não elimina os liames coercitivos, presos no plano material a prisão continua no astral.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

PÉGASO (XII)



Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Dentro da mata erguia-se sobre a rocha uma linda casa, parecia com a Pousada Chalé da Montanha, de propriedade de Jean Vieira, em Petrópolis – RJ, onde ficamos hospedados nos idos de 2012, ao ensejo que escrevemos a crônica  CÂNTICOS SERRANOS nº 2 – post de 25 de julho de 2012 – blog Fernando Pinheiro, escritor.
Após avistarmos a casa erguida na rocha, seguimos para dentro da mata onde ficamos num terreno próximo a um pequeno lago de águas cristalinas, podia-se até beber dessa água que era saudável, mas não a bebemos, sentíamos confortável ao sentir a brisa que corria suave entre as árvores.
Era um recanto agradável, a quietude estava em tudo, andamos para fazer o reconhecimento do local, subimos a pequena ladeira e avistamos uma pequena queda d´água escorrendo pela encosta. Se chegássemos perto, iríamos ver uma pequenina cachoeira própria para um banho de água fresca. Desviamos o olhar da ladeira e pensamos que seria importante voltar ali para tomar banho com a esposa que não tinha nenhuma referência à esposa terrestre.
O significado de esposa tinha uma abrangência muito maior do que se pode supor aqui na Terra, era algo mais ligado ao casamento celestial do que terreno porque aqui neste planeta tudo se desfaz na primeira hora do sentido contrário ao nosso. É por isso que no paraíso muçulmano existem as famosas huriyas de beleza primaveril e virginal esperando os fiéis seguidores do profeta.
Há um vínculo que une as pessoas afins, isto transcende a esta dimensão dissociada em que a maioria da humanidade vive. É muito comum entre os casais, à noite quando dormem, quem estiver drogado (álcool é droga) ou entorpecido por medicações lícitas ou ilíticas, o corpo físico deita na cama e o corpo sutil, empanturrado, fica esparramado no chão e quem estiver em condições favoráveis, o corpo sutil sai da cama e viaja a lugares aprazíveis onde o deleite se faz presente.
Mesmo utilizando remédios de drogarias para obter a saúde física, o corpo sutil danificado por essas drogas sente-se enfraquecido e muito fragilizado, necessitando de repouso e de aragens carregadas de sutis propriedades químicas que somente a natureza oferece.
Quando estávamos nesse recanto aprazível, sentíamos que tínhamos tudo ao nosso alcance. A placidez e a quietude das coisas, visíveis e invisíveis. Não nos faltava nada nem queríamos nada mais, estávamos em plenitude. Como pensamos em caminhar juntos, pensamos que, quando saíssemos, deveríamos voltar lá para usufruir dessas blandícias junto à esposa, a esposa do amor eterno.
Ainda não vivemos no paraíso, nem pensamos nas huriyas que por lá vivem, mas é tempo de semear as sementes que estão em nossas mãos. Os poetas lavram nessa seara, imensa e fecunda, criando o destino, esse destino citado por Olegário Mariano no discurso de posse de recepção ao acadêmico Guilherme de Almeida, na Academia Brasileira de Letras: “Quis o destino – caprichoso pastor de almas - ...”
A descoberta da física quântica é menos romântica e mais pragmática: o homem é co-criador, simplesmente porque o pensamento cria a nossa realidade, enfatizada por Albert Stein.
Vivenciando o ser profundo que todos somos, onde só existe a luz, a luz que se conecta com a fonte, podemos nos identificar com o que somos na realidade e não isso que está surtido nas dores e nos sofrimentos, acompanhando a imensa caravana, longe do destino que os poetas sonharam.
Sigamos com leveza.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PÉGASO (XI)

Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
A cena ambientada pelo destino que escolhemos se desdobra numa vereda que conduz a uma floresta tropical. Na carroceria de uma caminhonete estava um grupo de homens que se dirigia a uma pescaria no rio. Subi à carroceria, cumprimentei um respeitável líder de classe social que seguia a viagem deitado numa cama, acompanhado de amigos. Em seguida, saltamos do carro, pois o nosso destino era outro.
No caminho olhamos ao lado e vimos uma antiga cidade, em decadência, ostentando imponentes edifícios, pensamos: já tinha dado tudo que deu, não era interessante visitá-la. A floresta era o cenário que nos aguardava como se a floresta aguardasse alguém, mas na verdade tudo está emaranhado no conceito quântico.
No percurso avistamos uma pequena casa e, aceitando o convite oferecido num olhar, entramos no quintal sem cerca de uma jovem mulher que a ajudamos a estender no varal uma peça de roupa e, em seguida, continuamos a nossa jornada em direção à floresta.
O fluxo de pessoas do campo no Brasil era muito grande, basta olhar as grandes metrópoles e ver o contingente de pessoas que foram para lá a busca de melhores condições de vida como assim é apregoado pelas mídias de comunicação. O convívio com a natureza é uma necessidade do ser humano.
A floresta faz parte dos documentários que abordam também os diferenciados ecossistemas do mundo inteiro: as savanas africanas, o deserto do Saara, os pampas sul-americanos, as regiões geladas da Patagônia, Alaska, os alpes suíços, o Himalaia e a Sibéria.
Autor da trilha sonora do filme Green Mansions, dirigido nos idos de 1959 por Mel Ferrer, protagonizado por Audrey Hepburn e Anthony Perkins, o compositor brasileiro Villa-Lobos também se interessou por temas florestais. A morte de Chico Mendes foi noticiada no mundo inteiro e o Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro, ganhou um Parque Natural em homenagem ao seringueiro acreano.
No mundo astral que hospeda milhões de seres alados, em sua forma primitiva participam em atividades diversas nas florestas, desde as lendas como na aferição de um mundo real que está circunscrito numa mesma frequência de onda, onde tudo está emaranhado.
Não chegamos à floresta, apenas algumas reflexões sobre a realidade brasileira vem-nos à tona: o fluxo de pessoas do campo e da floresta para as grandes cidades. Por que não inverter esse fluxo migratório? É simples: a fome, 1ª necessidade da pirâmide social de Maslow, não é saciada.
Com a exceção da proposta do presidenciável da eleição de 2010, Plínio de Arruda Sampaio (1930/2014) que planejava, se eleito, diminuir o número de horas trabalhadas, numa jornada de 6 ou 4 horas, a fim de que os trabalhadores tivessem mais horas livres para o estudo, lazer, viagens e outras atividades que lhes aprouvessem, não vemos nenhuma perspectiva disso acontecer atualmente, não apenas aqui, mas em outros recantos do planeta.
Ainda ontem, num supermercado na cidade do Rio de Janeiro, uma funcionária que nos atendia no caixa nos disse que trabalha das 7 da manhã às 9 da noite, quando chega em casa, vai dormir lá pela meia noite e acorda às 3 da manhã para se aprontar, pega 3 conduções e chega ao trabalho no mesmo horário. Lembramo-nos quando ingressamos no Banco do Brasil, nos idos de 1964, a jornada de trabalho era de 7:00h às 13:00h e, naquela época, ganhávamos muito bem. Bons tempos aqueles.
Os patrões, nesse sistema financeiro em que o mundo é dominado, não iriam concordar com proposta sonhada por Plínio de Arruda Sampaio, pois os lucros dos negócios são muito mais importantes do que o bem-estar da maioria da população mundial. Um sistema em que cerceia a humanidade de ascender ao degrau superior da pirâmide social de Maslow não irá durar muito tempo. A transição planetária existe e tudo tende a evoluir.
Acreditamos no sentido gregário, que os animais possuem, será aceito e posto em prática por todos os seres humanos, dentro de alguns séculos, assim como nas florestas os seres elementais chamados silfos beneficiam esse ecossistema, embora não sejam divulgadas as atividades que atuam. Se a maioria da população mundial não conhece a realidade deste mundo, não iria conhecer a realidade que o permeia.
No caso Brasil, algo está no ar, se a população perceber o que está entrelinhas, como dizem os poetas, haverá um despertar, mesmo que haja um desconforto e nos despedimos lembrando Carl Gustav Jung: “quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.”
Sigamos com leveza.        

domingo, 10 de agosto de 2014

PÉGASO (X)


Ao dar prosseguimento à Série Pégaso, vale assinalar os 4 primeiros parágrafos, constantes do início desta série, com o propósito de revelar aspectos do mundo astral:
A ideia ideoplástica é a matéria-prima usada pela mente humana que a transforma ao seu bel-prazer. O pensamento é o condutor que plasma as formas figuradas e elaboradas na projeção do propósito alcançado. A arte vive nesse meio.
O pensamento é um atributo do espírito e flui em correntes de variadas expressões que se modificam de acordo com o comando recebido.
O pensamento plasma a beleza como também pode criar modificações diferentes da beleza original em circunstâncias que a degeneram.
Em nossas andanças astrais passamos por lugares que passam a ser estudo para a observação da vida que ultrapassa os limites da matéria conhecida, entrando em espaços além do planeta Terra, embora esteja circunscrito na psicosfera terrestre, esse espaço onde abriga os pensamentos e os espíritos em trânsito pela transmutação das formas almejadas.
Estava eu numa canoa perto do cais de embarque de passageiros, na cidade de Veneza, região nordeste da Itália, banhada pelo mar Adriático. Era madrugada banhada pela luz do luar, aquele luar da super lua de 10 de agosto de 2014. Perto de mim havia duas mulheres que caíram na água e se esforçavam para se salvar.
Cheguei com a canoa perto delas, fiz um balanço na canoa de modo que elas pudessem entrar com este movimento ondulante e conseguiram entrar. Recordei que não há salvador, a própria pessoa que se salva. É sempre o mérito de seu próprio esforço. A ajuda sempre ocorrerá em qualquer circunstância em que se encontra a pessoa.
Em seguida, visitei um casarão antigo, onde no passado distante, era um cenário de festas que ficava regurgitado de pessoas buscando aventuras amorosas. Em sua mansarda, havia um sótão, onde avistei um grupo de pessoas de aparências doentias, onde a hanseníase era predominante, havia parasitas em seus corpos sugando-lhes o corpo, uma espécie de lombriga ou minhoca no ar, em movimentação, conhecidas como formas-pensamentos que eram as suas companhias hilariantes que se transformavam em aspecto desolador. O enredo que os uniam era o mesmo.
Passei por um corredor e fui avistado por uma pessoa de melhor fisionomia que me disse que poderia ficar, mas lhe disse que estava apenas de passagem e saí imediatamente. O casarão parecia um labirinto, não quis conhecer outros cômodos e saí em direção da porta que dava acesso a um dos canais existentes. Alcei voo e sobrevoei a cidade e contemplei, mais uma vez, a super lua com seus raios de nívea aparência. Senti eflúvios de amor no luar esplêndido da paisagem veneziana.
O cerceamento da humanidade, dificultando o vislumbrar desses eflúvios de amor, está justamente na segunda escala de necessidades, preconizada pelo filósofo Maslow, pois na primeira predomina a fome, pois 1 bilhão de pessoas ganha menos de 1 dólar por dia, ficando assim os controladores da massa humana dispostos a exercer o poder.
Dos 7,3 bilhões de habitantes do planeta, imaginemos cerca de 3 bilhões vivendo uma vida de casal, confinado na segunda escala de necessidades onde sobressai com destaque o relacionamento e o sexo.
Sem conseguir alçar a escala superior onde o poder está presente nas mãos de alguns milhares de pessoas, cerca de 700 mil, ou seja quase 6 bilhões de pessoas convivem dentro de um relacionamento onde a luz do luar (símbolo) não está presente todos os dias. Conforme dissemos anteriormente, 1,2 bilhão conseguiu ascender à consciência planetária unificada, esse número tende a crescer.
Os pensamentos na densa consciência planetária é antimatéria que está em Gaia sofrida e que se recompõe nas emanações dos raios adamantinos oriundos do centro da galáxia, a Via-Láctea, esses mesmos raios conhecidos pela comunidade científica de raios-gama. Gaia sofre porque é um ser vivo, a descoberta mais inteligente do planeta.
Mas a antimatéria de cada ser humano é revelada pelas inúmeras doenças que o fazem sofrer tanto na sobrevida que tem na matéria densa como na vida que reaparece no mesmo estado em que estava nessa sobrevida, como vi nos corredores do sobrado veneziano.
Nos idos de 1968, o cinema, aproveitando esse clima receptivo da humanidade, que já contém o arquétipo zumbi, lançou A Noite dos Mortos Vivos, um filme de terror, dirigido por George Romero, estrelando Duane Jones, Judith O´Dea, Keith Wayne, Karl Hardman, Marilyn Eastman, entre outros. Esse gênero de filme sempre aparece, em contínuas edições, no programa Tela Quente da TV Globo, uma televisão brasileira.
Relembrando a cidade italiana, e esquecendo os engramas do passado que apresentaram cenários em desencantos, é um deleite ouvir a trilha sonora de Morte em Veneza, filme dirigido, em 1971, por Luchino Visconti, que contém o adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler, no elenco Björn Andrésen, Dirk Bogarde, Marisa Berenson, Silvana Mangano e Romolo Valli, entre outros.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ASYLUM

Asylum, filme dirigido, nos idos de 2005, por David Mackenzie, baseado no romance de Patrick McGrath, tem a participação especial da atriz inglesa Natasha Richardson, no papel de Stella Raphael, a esposa insatisfeita do psiquiatra Max Raphael (Hugh Bonneville) que mora numa propriedade onde está o asilo, de segurança máxima. O psiquiatra senior do asilo é o Dr. Peter Cleave, interpretado pelo ator Ian McKellen.
     No jardim do asilo, o Dr. Cleave pergunta a Stella, que está sentada num banco com um cigarro na mão, sobre suas viagens a Londres. Ela lhe revela que tem ido lá para fazer compras, mas na verdade o psiquiatra sabe de seus encontros com Edgar Stark (Martin Csokas).
Em um passeio de escola, ocorrido na floresta, Charlie (Gus Lewis), filho de Stella, caminha pela ribanceira do rio, distraído em observar os peixes, cai no rio, afogando-se em seguida. Com a morte do filho, Stella fica traumatiza e o Dr. Cleave decide que ela precisa ser internada no asilo.
Lá ela encontra Edgar que foi parar lá por causa de assassinato da esposa, e os dois, mantendo um caso amoroso, são surpreendidos por seguranças. Edgar é levado para a prisão em cela do asilo, isto fez com que ela ficasse ainda mais aturdida.
Atormentada, Stella recebe a visita do Dr. Cleave que recebe a medicação da enfermeira e dá a Stella, em seguida ele aplica-lhe, com rapidez, uma injeção nas nádegas.
Em cena seguinte, Stella, acompanhada de uma enfermeira entra no gabinete do psiquiatra Dr. Cleave, ele a recebe atenciosamente, oferece-lhe um copo d´água com a medicação e lhe diz que o tratamento tem que continuar, fica em pé apoiado no braço da poltrona, depois senta, e ela fica sentada em outra poltrona ao lado. Ele começa a falar de seus sentimentos por ela, e os olhos dela começam a brilhar, um sorriso aflora em seu rosto.
Sem haver cena de abraços, apenas os olhos brilhando de satisfação em ambos, no final do encontro, ela volta aos cuidados da enfermeira e se dirige aos seus aposentos. Pensamentos insondáveis surgem em sua mente, ela caminha sozinha pelo edifício e vai em direção da escada que conduz à torre do relógio. De lá salta para o pátio interno e o psiquiatra vai ao seu socorro e lhe atende vendo sangue espalhado no chão.
Quando uma pessoa cria, com o pensamento, a dopamina, uma substância que faz a conexão de algumas vias neuronais, não há nenhuma possibilidade de surgir a esquizofrenia ou outra doença mental. Há outras substâncias: endorfina, serotonina.
Quanto vale esse conhecimento? Muito dinheiro. A nível mundial, estima-se em torno de US$ 14 bilhões por ano de faturamento para a indústria farmacêutica e aos profissionais da área de saúde. Na palestra Evolução Aprenda, o Prof. Hélio Couto comentou: “essas pessoas não tem o menor interesse em você fabricar em seu cérebro a serotonina quando você quiser.”
Vale salientar os primeiros parágrafos da crônica NA BERLINDA – Blog Fernando Pinheiro, escritor – 6 de abril de 2014:
O pensamento é tudo e cria a beleza que imaginamos existir, de fato, mesmo que não esteja no momento ao nosso alcance, mas que passa a figurar em nossa vida, assim pensou-se, criou-se. O futuro nasce do presente, como é sabido, mas pode criar o presente, invertendo a ordem conhecida dentro do vácuo quântico, onde tudo tem origem.
No Brasil existem mais de cinco milhões de portadores de doenças mentais graves e a cada dia esse número vai aumentando. Os antidepressivos são consumidos em grande escala, sem que haja os benefícios alcançados, donde se presume que não curam, apenas causam dependência química.
O uso contínuo e prolongado de medicação leva o paciente à condição de zumbi (termo médico-psiquiatra). A indústria farmacêutica investe pesado nesse grande mercado consumidor e ainda espera que as autoridades sanitárias lhe dê mais espaço para expandir seus produtos.
É oportuno ainda citar dois especialistas mencionados em O ARQUIVO – O Marketing da Loucura – Publicado em 03 de novembro de 2013: Dr. Stephen Stein, especialista de Dependência Medicamental: “quando um paciente vai a um consultório de psiquiatria e pede ajuda, provavelmente 98,99, talvez 99,9% das pessoas recebem medicação.” - Claudia Keyworth, antiga delegada de Propaganda Médica: "Eles dizem que existe um desequilíbrio químico de serotonina ou dopamina, mas jamais houve um estudo para provar isso... Jamais!"
O jornal britânico The Telegraph, ao fazer o panegírico (discurso acadêmico) da atriz do filme ASYLUM, na coluna Obituary – Monday, 19 May 2014, finalizou: “Natasha Richardson is survived by Liam Neeson and their two sons”.

sábado, 17 de maio de 2014

SALTO QUÂNTICO

O salto quântico da física revela que os elétrons recebem cargas de energia e saltam para uma órbita maior. Não há um tráfego no percurso do caminho, os elétrons somem em determinado ponto e reaparecem em outro ponto, conhecido com o nome de universo não local.
Na entrevista concedida ao programa Roda Viva – TV Cultura, publicada em 27 de junho de 2013, o físico quântico Amit Goswami, professor titular da Universidade de Oregon, EE.UU., disse que “Heisenberg já falava do domínio da potência que está fora do tempo e do espaço, a não-localidade quântica é verificada no laboratório físico em 1982.”
Na chegada da órbita maior, todos os engramas que estavam incrustados nos corpos densos do paciente (físico, mental, causal) desaparecem, e quando o átomo retorna a órbita em que estava anteriormente, ele já está em outra frequência de onda que possibilita o intercâmbio com vibrações mais sutis.
É uma possibilidade enorme do paciente se recompor por ter aquilo que Carl Jung chamou de sincronicidade. Quando o ser profundo se conecta com a fonte, não há mais possibilidade de retorno ao estado antigo em que vivia. A consciência optou pela saúde.
Mas há casos em que o ser profundo ainda não foi despertado porque a escolha do paciente em viver na zona de conforto gozando a vida que leva no meio desses engramas impedindo-o de manter a energia oriunda do salto quântico. O livre arbítrio, neste paradigma em que o planeta vive, é sempre fundamental. Tudo o que pensamos tem um endereço. Na natureza não há violação, tudo segue um curso em andamento e determinado.
A personalidade humana vive em torno do equivalente a 12,43%, no máximo, de sua exteriorização, e 87,57 estão imantados no inconsciente, uma parte do iceberg que está submersa. A onda que recebeu e que faz o despertar para um patamar superior é 100% destinada para ele, no todo que ele é, mas a filtração na parte consciente é menor e, quando consegue vivenciá-la na totalidade, o ser profundo emerge.
Na obra JESUS, LUZ DO MUNDO, de Fernando Pinheiro, há um comentário a este respeito :
A cura dos dez leprosos, realizada por Jesus, faz–nos pensar a respeito do caminhar do homem. Os padecimentos humanos têm a sua origem no desconhecido. Se o homem descobrisse a sua identificação no cenário do Cosmos, saberia o caminho que conduziria ao seu objetivo.
A criança diante da borboleta, o índio diante dos animais selvagens identificam a finalidade dos encontros. Nenhum dos dois fica assustado ao se defrontar com as espécies diferentes.
A cada instante, o ser humano tem oportunidade de entrar em contato com seus semelhantes. Algumas vezes, ele pode programar os encontros, mas em outras não tem tempo de pensar como agir nas horas do imprevisto. Tudo vai depender do estado emocional em que se encontra.
Ocorrências e fatos conturbados acerca das oscilações das atividades humanas nos chegam como se fossem ventos fortes antes da chuva. Muitos são surpreendidos e levados por essa onda invisível que renova os ambientes.
Homens imprevidentes mudam de lugar, por força das circunstâncias que vão passando, arrastando aos lugares em que eles se posicionaram mentalmente. Quem tem medo vai para o lugar onde o medo está; quem tem ânimo firme ultrapassa os obstáculos, avançando.
Quem busca a beleza a encontra, reforçando a disposição de vê-la brilhar cada vez mais. Quem a buscou pelos caminhos do desvio, mesmo assim a encontrará em formas que lhe despertem que ela existe. Quem já se identificou com o movimento renovador da Criação vê que em tudo há beleza. A evolução se manifestando em seus reinos, sem que nenhum esteja certo ou errado em relação ao que se interliga.
A evolução é progressiva. De sintomas de sensibilidade oriundos desde os minerais, vegetais e animais, eclode no ponto máximo da inteligência que deslinda os enigmas do caminhar, facultando ao homem a capacidade de compreender a vida. Mas, até que se afirme nesta postura, experimenta os apelos e tendências de sua natureza animal, que desviam seus objetivos sagrados a roteiros onde a permissividade corre livre, ainda não convertida totalmente ao mundo da razão, hoje ampliada nas vertentes da inspiração.
Inconformado se rebela contra situações que lhe promovem o reajuste com o meio em que vive e, intoxicado de pensamentos em desequilíbrio, busca as bebidas, o sexo a qualquer preço, as viagens onde tem pouco a aprender. Enganado pelos risos de quem igualmente busca companhia, não sabe entender o amor em suas nascentes cristalinas e deturpa as amizades que lhe poderiam acalmar seus anseios, recaindo sempre à desilusão e desencantos.
Quando põe em prática os dons que o Criador lhe deu para que se aproxime a Ele e goze dos deleites da felicidade interminável, os padecimentos que lhe faziam vítima desaparecem por completo.
Há estímulos incessantes ao homem na busca dessa felicidade, sem apego a terceiros que podem lhe trazer saudades, tristeza e desolação. A força, que faz movimentar seu corpo físico e as correntes do seu pensamento, vem do espírito que o reveste na caminhada terrena.
Tudo está revestido por um campo eletromagnético, o salto quântico atua nesse campo. A citação que fazemos do cientista indiano é fantástica: "Na física quântica as coisas permanecem como possibilidade até que um ser consciente de fato as observe. Depois da morte as possibilidades não sofrem mais colapso e tornam-se eventos reais." Esse colapso a que ele se referiu diz respeito ao colapso da função de onda, segundo a equação do físico austríaco Erwin Schrödinger (Prêmio Nobel de Física de 1933).
Essas possibilidades existem ao nosso alcance e se convertem em probabilidades quando a nossa vontade, o nosso desejo se manifestam, é a potência do agir de Carl Gustav Jung e aquela libido no conceito freudiano que não se restringe apenas à área erógena, mas todo o nosso ser.
Aproveitemos a vida, caminhemos com leveza.

terça-feira, 6 de maio de 2014

NUDEZ VIOLENTADA

O Jornal do Brasil – edição de 17 de novembro de 2013 - relata o depoimento do cineasta Bernardo Bertolucci, diretor do filme ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1972), que admitiu sua culpa na cena da manteiga na qual a atriz Maria Schneider foi estuprada pelo ator Marlon Brando, a cena não estava no roteiro do filme.
Como o ator de cinema é visto como um semideus ou muito mais pela mídia e pelo público, o diretor deixou passar isso por considerar uma cena real, mas era um estupro, via anal, contra a vontade da atriz que, aos 20 anos, estava contracenando com esse ator famoso. Ela, conforme confessou, foi manipulada, violentada e humilhada. Assim, houve a ruptura da atriz com Bertolucci e o ator e o diretor nunca mais se falaram.
Segundo o comentário do JB – 17/11/2013: “A atriz sofreu problemas psicológicos e anos de dependência química, e nunca mais gravou cenas de nudez em toda a sua carreira. Apenas após sua morte, em 2011, com 58 anos, depois de uma grave doença, Bertolucci admitiu, pela primeira vez, que gostaria de ter "lhe pedido desculpas". (ANSA).
A propósito, o jornal New York Times revela que a carreira da atriz Maria Schneider durou 10 anos (1969 a 1979), com participação nos seguintes filmes: Les Femmes, 1969, La Vieille fille, 1971, Hellé, 1971, Cari genitori (Dear Parents), 1972, Último Tango em Paris, 1972, Reigen, 1973, Jeune fille libre le soir, 1975, Profissão: Repórter, 1975, Violanta, 1977, Io sono mia, 1978, Schöner Gigolo, armer Gigolo, 1979, Haine, 1979, La Dérobade, 1979, Een Vrouw als Eva, 1979.
O último filme de Maria Schneider, um drama holandês, título em inglês A Woman like Eve, dirigido pelo cineasta Nouchka van Brakel, apresenta cenas de lesbianismo, ela vivendo a personagem Liliane é tocada nas mãos sobre os seios por Monique van de Ven (Eva), mas não sente desejo, depois sai da cama, abotoa a camisola e volta para dar um beijo na testa de Eva. Liliane não se envolveu como namorada.
Assim também como o médico é visto pela sociedade como um semideus ou muito mais, Maria Schneider acreditou que estava doente porque o psiquiatra, que a atendeu, fez o diagnóstico da doença e lhe receitou esses medicamentos que provocam dependência química. Nesse diagnóstico, ela passou a criar a realidade que ela admitiu: estar doente, pois o pensamento cria a nossa realidade.
Nesse contexto quem melhor definiu a nossa realidade foi Jesus, conforme demonstrada nas palavras do tribuno Divaldo Pereira Franco, in verbis:
“Ele sempre interrogava para criar essa empatia do doente que desejava porque ao desejar havia uma interrelação psicofísica em que os neurônios cerebrais produziam fótons que eram absorvidos pelo sistema nervoso central transferidos a glândulas endócrinas e repassados ao sistema imunológico pela força do pensamento.” (1)
(1) DIVALDO PEREIRA FRANCO – A Transformação do Homem na Era da Regeneração, link no Youtube – 20:42 a 21:11, publicado em 05/07/2013 – palestra proferida ao ensejo da realização do I Congresso Espírita Alagoano.
A atriz francesa Maria Schneider (1952/2011) parou de filmar aos 32 anos de idade. Com a paralisação da atividade artística, recrudesceu nela o trauma do estupro, com muito sofrimento que durou 26 anos, já com câncer, veio a falecer nos idos de 2011.
Não foi noticiado que ela morreu de depressão, isso iria revelar o trauma ocasionado da cena do sabão no filme contracenado com o ator Marlon Brando e todo o prestígio do diretor e do ator seria apagado diante da opinião pública mundial.
Quando o filme ÚLTIMO TANGO EM PARIS foi lançado em dezembro de 1972, nas cidades de Paris e Roma, e proibido no restante do mundo, houve um fluxo enorme de pessoas em direção dessas cidades porque essas pessoas estavam identificadas com a cena de violência.
Violentos veem violência, assim como acontece em noticiários, filmes que a mídia divulga diariamente, e depois querem paz. Eles não são vítimas, são participantes. A ressonância quântica está presente entre ambos: o criminoso e o observador. No entanto, é necessário não criticar nada e não criticar ninguém, pois isto os levaria a um julgamento e o julgamento separa. A separatividade é característica dessa consciência planetária dissociada, como temos dito sempre em nossas crônicas.
Depois de 39 anos, o cinema para ter um verniz social, como todo o homem tem no conceito de Freud, fez rodar DOCE NOVEMBRO, produzido nos idos de 2011, com direção de Pat O´Connor, em que aparece um encontro de um casal num apartamento em que o ator Keanu Reeves, no papel de Nelson Moss, está todo apressado para ter uma hora de amor, em que a proposta de ambos era para ficar um mês, ela, Sara Deever, interpretada pela atriz Charlize Theron, o rejeita e ele sai e ela o chama dizendo: “eu apenas lhe quis humanizar”.
O relacionamento de casais hoje em dia está no arquétipo (sombras, no conceito jungiano) vivenciado no filme ÚLTIMO TANGO EM PARIS onde a mulher é sempre usada e descartada. Nesse paradigma o sexo não é humano, é máquina. Usa-se a máquina e, quando a máquina estiver com defeito, ao invés de consertá-la, apenas a abandona e procura-se outra máquina, também usada e defeituosa, num ciclo vicioso.
Diante de tantos desencantos, não tenhamos nenhum ídolo nem façamos de ninguém um semideus ou algo mais. No entanto, é bom citar as pessoas que foram contra o paradigma do planeta, apenas citamos alguns, de improviso: Sócrates, Spartacus, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Madela, Eugene Mallove, Maria Schneider e, principalmente, aquele que passou 3 anos pelas cercanias de Cafarnaum e apenas alguns dias em Jerusalém onde foi morto numa cruz, uma prática usada pelos romanos.
Basta dizer que, nos idos 71 a.C., na Via Ápia, que liga Roma a Capua, 6.472 escravos foram crucificados à beira da estrada, num só dia, eram os últimos remanescentes mortos que seguiram Spartacus, o gladiador que liderou uma revolta contra o Império Romano. O grupo começou com 70 gladiadores fugidos, foi crescendo, crescendo até atingir o número de 65 mil escravos, todos mortos. Agora, vocês já perceberam porque Jesus não foi para Roma. Ele não permaneceria vivo por lá nem uma hora.
E as mulheres escravas que foram estupradas nessa época ninguém fala? Se no Brasil o estupro somente virou lei nos idos de 2009, no Império Romano o estupro era considerado normal, os escravos não tinham dignidade. As mulheres fugiam dos soldados romanos para não serem violentadas.
Em nova roupagem de escravidão, Maria Schneider foi mais uma vítima obrigada a tirar roupa e ser violentada sexualmente como nos tempos de Roma, um italiano estava presente dirigindo o filme ÚLTIMO TANGO EM PARIS.